11 setembro, 2022

II Fraternal Encontro de Custodienses (2022)


Após 2 anos, foi realizado mais um Encontro de Custodienses, pela segunda vez no Hotel Macambira, devido a pandemia que assolou o mundo, não foi realizado em 2021. Havia toda uma ansiedade por um novo encontro e finalmente ele aconteceu.

Para essa edição, foi criada uma Comissão Organizadora, formada por Cecy Rodrigues, Cidy, Fatima Simões, Flávia Epaminondas, Josedith Bezerra, Lindinalva Almeida, Maria Lenira, Nadilson Santos, Paulo Peterson e Rosa Pereira.


Uma novidade foi a inclusão de exposição com artistas locais, num espaço dedicado exclusivamente onde Rosane Souza, Socorro e Maria Rezende, Janaina Izabel, Célia Batista e Maura Gonçalves puderam apresentar seus trabalhos artesanais. Não fizeram parte da exposição artistas como Graça Melo e Jorge Remígio, preferindo ceder suas artes para um sorteio durante o encontro. Já a custodiense, radicada em Bridgeport, nos EUA, Lucia Marta, fez sua contribuição enviando também uma arte de sua criação.



As 11h teve início, com acolhida aos primeiros custodienses que chegaram ao recinto, sendo recebidos por integrantes da Comissão Organizada, ao som de músicas inesquecíveis, como “Sentimental Demais”, “Siboney”, “Negue”, “Solamente uma vez”, “Perfídia”, “Que queres tu de mim”, “Relógio” entre outras músicas imortais, interpretados por Marcelo Moura e Rogean Moura, ambos músicos e professores de nossa cidade. Dois talentos natos. Foi unanime os elogios ao repertório executado, clima de saudosismo emocionante.

Em seguida Amadeilson Nerys, presente na primeira edição. Fez um almoço musical e depois, com seu repertório empolgante, levantou o público presente, com repertório que variou de Jovem Guarda, Forró, MPB e claro, frevo pernambucano, sendo esse, o melhor digestivo após um maravilhoso almoço.

No intervalo, foi realizado sorteio de alguns brindes, cedidos pela Tambaú Alimentos, Atanael Rezende, Célia Batista, Janaina Izabel, Graça Melo, Lúcia Marta e Rosane Souza. 



Houve também momentos emocionantes, como dona Genésia Rezende e dona Joany Epaminondas, duas longevas cidadãs custodienses dançando no pequeno palco. Flávia Epaminondas e Jorge Remígio relembraram antigos sucessos de época do Casarão, Bar de Deta, Ponto Certo e Palhoça de Kida. E por fim, a emocionante interpretação de Ave Maria do Morro, com Dr. Ferdinando Feitosa, Flávia e Célia Barros.

Um próximo Encontro já está agendado, foi anunciado ontem, será em março de 2023, durante Festividades do Padroeiro, na Tradicional Festa de São José.

Venha participar no próximo evento!!

Paulo Peterson

MAIS FOTOS






















 

Custódia um acervo de histórias e estórias que, por vezes, também fazem a história

Arte: Prefeitura Municipal de Custódia



Por Juliano Oliveira


Custódia Terra Querida, assim como teus filhos, tu és, corpo e alma, matéria e espírito.

Fácil é apreender-lha, um dado momento, a sua fisionomia física, um simples retrato  a fixa indelevelmente, uma simples visita a grava para sempre.

Mais difícil é senti-la no seu viver. No seu modo de ser. No seu acervo de Histórias e estórias que, por vezes, também fazem a História.

Há cidades fortes, másculas, férreas, quando não frias e até opressivas. Há débeis, frágeis, ternas, que não só poesia e acalento.

Nossa querida Custódia é síntese das qualidades das bem dotadas. Vigorosa no trabalho dos seus filhos que fizeram forte o seu comércio, tradicional a sua indústria, férteis os seus campos, onde se poderia dizer correm fácil a água, o leite e o mel.

Localizada no coração de Pernambuco, no sertão do Moxotó, Custódia desfruta de posição privilegiada, sendo um elo importante a região nordeste e o restante do Brasil.

Custódia terra querida, de Pernambuco, és certamente o coração.

Núcleo cultural afirmativo, Custódia é termômetro político próprio dos centros civilizados sua importância econômico social não pode, pois, ser ignorada.

Custódia cidade festiva, de povo ordeiro e hospitaleiro.

Custódia pela simpatia de sua gente conquista no primeiro encontro. A partir dai, é cada vez mais meiguice, como mulher faceira que revela encantos sem fim.

Aos 94 anos, as cidades são crianças. E nossa querida Custódia é um botão em flor. Macia, suave e tranquila.

O suceder das gerações, as lutas e no contratempos,as alegrias e as tristezas, as disputas bem ou mal sucedidas as tragédias ocorridas, o sofrimento do seu povo, a esperança sempre renascida, não envelheceram seu rosto. Sua marca é sua eterna juventude.

Aos trabalhadores da cidade e do campo, aos servidores públicos, aos agricultores, comerciantes e empresários, de casa, aos amigos aos homens e mulheres e crianças de Custódia, nossas saudações amiga, quando, em meio a tantos desencontros, as comemorações dos seus 94 anos nos irmana a todos.

Custódia como teus filhos beijamos ternamente teu rosto, olhando nossa igreja que sob a proteção do glorioso São José, pai de Jesus Cristo, soube inspirar e abençoar o seu progresso, que esperamos seja cada vez maior a cada ano.

Progresso voltado, sobretudo, para o verdadeiro desenvolvimento que pressupõe, sobre tudo, justiça social.para os assalariados, para os que não são devidamente remunerados, para os que buscam trabalho e terra e não encontram onde, para os que não têm instrução,nem saúde, nem casa, nem proteção social.

A todos os que vivem e sofrem em Custódia, os parabéns pelo que temos feito, mais sobre tudo, a exortação do muito que temos a fazer, em favor de Custódia e dos custodienses.
 
Custódia terra querida parabéns  pelo seu aniversário!

São os sinceros votos do seu querido filho Juliano Oliveira em nome  dos seus queridos filhos custodienses!

08 setembro, 2022

Há 25 anos nascia oficialmente as lojas Atan.


Uma curiosidade: vindo da Maravilha (Vila de Custódia), embora eu tivesse bastante parentes na cidade, com 20 anos eu era pouco conhecido pela maioria, então, acreditando que comercializar bens duráveis exigia confiança ou no mínimo conhecimento, sem nenhuma referência na família (pais, tios ou irmãos) como empresário, eu quase sempre vestia traje esporte fino para transmitir maturidade.

Hoje eu faço o contrário, busco vestir roupa esportiva para parecer mais jovem e assim compensar as vezes que me deram mais idade (rsrsrs). Portanto, agradeço a todos que desde o começo acreditaram em mim e no nosso time.

Hoje é dia de comemorar com você, cliente, e com você que faz parte do time Lojas Atan.

Time que se transforma em família há 25 anos, sempre abraçando novos membros e novos talentos que chegam para somar.

Receba o nosso muito obrigado e parabéns por fazer parte dessa jornada gigante de sucesso. Na realização de sonhos, a nossa história encontra a sua.

Somos do tamanho dos sonhos que fazemos acontecer.

Por fim, quero agradecer a Deus por ter nos ajudado a superarmos as dificuldades e a tornar possível a realização de tantos sonhos.

Atanael Rezende

Programação Completa dos 94 anos de Emancipação Política de Custódia



Por Juliano Oliveira

De  6 a 11 de setembro, a Prefeiura de Custódia realiza a XIX Exposição Regional de Animais do Vale do Moxotó. Especializada de Caprinos, Ovinos e Bovinos. O evento agropecuário acontece no Parque de Exposição Armando Wanderley da Fonte, no bairro Miguel Arraes, em Custódia. O objetivo é expor animais, produtos da agricultura familiar e pecuária ligada à cadeia produtiva, além de promover a divulgação e comercialização dos mesmos. Na exposição, o produtor terá acesso às novas tecnologias e outros produtos. É um momento de avaliar os conhecimentos de cada um dentro da agropecuária e sem dúvida que é um evento importante também para o setor rural do município de Custódia, uma vez que promove, divulga e permite a comercialização de animais entre outros produtos.



A programação do evento começou no dia 6 de setembro (terça-feira) com a chegada e recepção de produtores e animais de Custódia e outros municípios do Brasil. Hoje, dia 8 (quinta-feira) à noite, haverá a abertura oficial com a presença do prefeito Manuca, representantes da Prefeitura, Sindicato dos Produtores e Agricultores Rurais, além de outras autoridades. A programação inclui, ainda, apresentação cultural nos dias 9, 10 e 11, sexta, sábado e domingo respectivamente.



No sábado, em frente a Câmara Municipal de Vereadores, o já tradicional Desfile de Bandas e Fanfarras, a partir das 17h.


No encerramento da programação, show Gospel com o cantor e compositor Leandro Borges. Natural de Criciúma em Santa Catarina. Tem mais de 500 músicas autorais. Segundo o cantor, é um dom natural, pois iniciou suas composições ainda com 10 anos de idade. Sua carreira se iniciou em 2021, ganhou um disco de ouro, possui mais de 3,5 milhões de inscritos no Youtube, mais de um milhão de seguidores no Instagram, mais de 1,2 milhão de ouvintes mensais no Spotify e mais de 500 mil seguidores no TikTok.

Reflexão sobre sete de setembro


A Pátria? é o berço, o país, a terra natal, ou melhor, o lugar onde a pessoa nasce e participa como cidadão. Patriotismo? É o respeito e o amor que se tem pela terra onde se nasce.

No Brasil, o sete de setembro é conhecido como o dia da Pátria, porque nesse dia no ano de 1822, aconteceu a Independência do Brasil.

Sendo assim, nessa data as escolas faziam desfiles e apresentações deslumbrantes. Um mês antes já começávamos a cantar em frente à escola o hino do Brasil, Pernambuco e outros. Os ensaios para o desfile acontecia todos os dias nas escolas que saiam do Colégio Ernesto Queiroz até a Praça Padre Leão.

Nunca esqueço que no dia 7 de setembro às cinco horas da manhã acordávamos com a alvorada e fogos de artifícios festejando o momento histórico brasileiro. Lembro que mamãe era muito cuidadosa, nos deixava arrumados logo cedo. As fardas bem passadas, meias e sapatos à noite já ficavam apostos para o desfile tão esperado. Ela nos acompanhava incansavelmente até o final. Apesar das dificuldades da época, a organização cívica era excelente, a disciplina nem se fala, ninguém ousava passar no meio do desfile, havia uma colaboração significativa da polícia militar. Bons tempos que não voltam jamais! 

Hoje é só recordação e saudade.

Luciene Izidro

05 setembro, 2022

Jason Gonçalves relata sua chegada a Custódia com seis anos.


Eu morei em Custódia, onde cheguei com cerca de seis anos de idade.

Morávamos na Rua da Várzea, numa casa em frente ao chafariz que fornecia água a toda a cidade e ao lado do "motor" que fornecia luz elétrica à cidade das seis ou sete da noite até as 9 ou dez horas.

Depois meus pais Amaro Gonçalves de Lima e Maria Alves da Silva instalaram o HOTEL CRUZEIRO, às margens da Central, que era a única estrada que ligava o Norte e Nordeste ao Rio de Janeiro, na época.

Esse hotel era o melhor, situado entre Arcoverde e Serra Talhada. Era ponto de parada quase obrigatório para todos os veículos que circulavam na região. Dessa forma, contribuiu muito para o desenvolvimento do município, já que era por meio dele que saía grande parte dos produtos agrícolas do município.

Eu e meu irmão Gérson muitas vezes transportávamos água do chafariz até o Hotel Cruzeiro, empurrando um barril que rolava ladeira acima e abaixo, empurrado por nós dois.

Muitos anos depois, meus pais instalaram o HOTEL SABÁ, deixando o Hotel Cruzeiro. Meu pai iniciou uma fábrica e confeitos, que depois passou a fabricar também doce de goiaba e queijo de manteiga.

Essa fabriqueta foi assumida pelo meu irmão Gérson, que transformou-a nessa potência da fábrica TAMBAÚ, administrada pelos meus sobrinhos Iuri Gonçalves, Hugo Gonçalves de Souza e Maura Gonçalves.

Saí de Custódia em 1946, com onze anos de idade. Fiquei voltando anualmente, onde passava sempre o mês de janeiro, de férias. Ao sair do seminário, com quinze anos de idade, permaneci vários meses.

Tinha vontade de namorar, porque já naquele tempo Custódia sempre teve lindas moças casadeiras. Mas eu não sabia nem conversar com as garotas, pois aina tinha a cabeça cheia das coisas com que os padres nos preparavam psicologicamente, para ter contato com o mundo exterior ao seminário, quando saíamos de férias.

Ainda hoje tenho, além dos sobrinhos, muitos primos, descendentes de Joaquim Pereira e Manoelzinho Gonçalves.

Por Jason Gonçalves de Lima

A Casa nº12, a Casa Encantada.


A Casa e o Ciclo da Vida ou o Ciclo da Vida da Casa

A Casa nº. 12 nasceu para acolher, ser lar da família Farias Remígio. Assistiu ao nascimento de metade dos filhos dos proprietários e assistiu também à partida destes. Testemunhou o dever cumprido de cada um deles, mas acima de tudo o quanto aqui foram felizes com seus rebentos.

Assim como viu seus proprietários encerrarem o papel nessa vida, agora ela, já com sinais de cansada, gasta pelo tempo, “este senhor forte ditador, autoritário que comanda tudo”, segundo Ozanira, é chegada a sua hora de mudar seu papel social.

Vai casa nº. 12! Segue teu novo caminho! Libero-te para partir e recomeçar com nova função! Cumpriste teu papel de garantir segurança, proteção à família que abrigaste desde 1961. Não foste apenas uma edificação, foste sim, um lar carregado de amor, praticado diariamente.

Deixarás somente lembranças boas e saudades de momentos bons, estruturadores, de prática diária do amor e da partilha, seja com os que abrigaste, seja com aqueles que para este lar se dirigia.

Vai em paz! Pois continuaremos nos amando, nos encontrando e celebrando a vida, afinal, conforme muito bem lembrava Ozanira, são três etapas na vida “Nascer, VIVER e morrer”.

Despedida da Casa nº.12 no dia 19/03/2016, dia de São José e aniversário de casamento dos proprietários, meus pais, Claudionor e Ozanira.

Autor (a): Eliane Farias Remigio Marques

04 setembro, 2022

Biografia - Pedro Gomes de Siqueira "Seu Pedin da Banca"




 Pedro Gomes de Siqueira, mais conhecido como “Seu Pedin da Banca”, nasceu em Buíque - PE, mas foi em Custódia que viveu e constituiu família.

Ele se casou com Elisa Souza Siqueira (Dona Elisa), natural da cidade e com ela teve oito filhos, Paulo, hoje aposentado, tendo trabalhado boa parte da sua vida no Rio de Janeiro como mecânico, Marcos, atualmente residente no Rio de Janeiro,  o mesmo aposentou-se na Construtora Queiroz Galvão, Esdras, que na sua juventude tocava um violão como poucos, Jairo, que foi servidor público  na Prefeitura até se aposentar por volta dos anos 90, Ruth, também servidora aposentada da Prefeitura Municiapal, Sara, Rubens (Binha), esse chegou a morar em Brasília, onde trabalhava num escritório de contabilidade, mas o mesmo voltou à sua  cidade natal, tendo fixado residência até seu falecido, por volta do ano de 2002, e Milton, que trabalhava com o pai na banca de Duquinha,  única banca de jogos que existia na cidade em meados dos anos 60, 70.

Após ter trabalhado um período de sua vida na banca de Duquinha, foi trabalhar na Tambaú, e por lá mesmo permaneceu até se aposentar. “Seu Pedin da Banca” foi um dos primeiros operários à trabalhar na Tambaú. Após ter se aposentado, por lá mesmo permaneceu, tendo ido para a propriedade rural do Senhor Gerson Gonçalves de Lima, cuidar do plantio e colheita de tomates para a fábrica.

        Nas horas vagas gostava de caçar animais e jogar Gamão. Na serra da Velha Chica era onde ele ía com os amigos, entre eles Seu Djalma, ex–prefeito da cidade na década de 80, caçar Jacú, Veados e Tatus. Já as partidas de Gamão aconteciam nos recintos da Tambaú, nos intervalos de trabalho. Nessas horas até mesmo Seu Gerson participava com os outros trabalhadores.

Seu Pedin era um homem de personalidade forte, mas que honrou a família, pois sempre tinha determinação para trabalhar e conseguir o melhor para esposa e filhos.

Morou toda sua vida na Rua João Veríssimo (Rua da Várzea) em frente ao CLRC, em um casarão com Dona Elisa e seus oito filhos, até ser diagnosticado com Alzheimer, ao qual teve que ficar aos cuidados das filhas, vindo a falecer em 2002 aos 92 anos.  

Aqui fica uma pequena homenagem em forma de biografia, a esse homem bem quisto por seus amigos e familiares.  

(*) Agradecimento ao neto Henrique Campos e aos familiares por esta biografia. 

03 setembro, 2022

Tambau Alimentos celebra 60 anos de atuação e também a memória do seu fundador Gerson Gonçalves de Lima


Setembro de 2022 é um marco pra Tambaú, uma das maiores indústrias de processamento de frutas e Atomatados do nordeste. É comemorado o aniversário do seu fundador, Gerson Gonçalves de Lima, jovem visionário que vendia pirulitos porque sonhava em ser um industrial, como também é celebrado os seus 60 anos de fundação. Localizada em Custódia, Sertão do Moxotó, em Pernambuco, a fábrica é hoje um dos principais motores da economia da região, gerando mais de 500 empregos diretos.


Na quinta feira (01/09), a Tambaú reuniu diretores, colaboradores, parceiros, familiares e ex-colaboradores em sua sede em Custódia, em um evento marcante de comemoração. Na oportunidade foi contada a história da empresa desde o início e apresentada, em primeira mão, a campanha de 60 anos que ilustrará as peças publicitárias e redes sociais da marca.

A segunda geração da família Gonçalves está a frente da gestão desde a partida do fundador, nos anos 2000.


Na ocasião da festa, o atual presidente Hugo Gonçalves e seus irmãos Maura e Iuri, reforçaram a memória do pai, destacando as qualidades de um homem honesto e trabalhador, que valorizava todos a sua volta sendo sempre muito justo e generoso. Além dos filhos, o evento também contou com a participação de parentes do fundador, que estiveram com ele desde o início, além da presença do 1º colaborador da fábrica, sr. Ozinaldo Feliz da Silva, primeiro mestre doceiro.

A celebração foi realizada em dois turnos pra contemplar toda a equipe, além de contar com a presença de todo o time de Recife.

Gerson ao lado de Terezinha Alves de Souza Lima,
presença sempre marcante ao seu lado


O evento, que tinha como principais objetivos, celebrar a longevidade da marca e a memória do Sr. Gerson, se tornou também mais um momento marcante na trajetória de sucesso da Tambaú.

02 setembro, 2022

Acróstico para a aniversariante Lindinalva Almeida


P almas para essa mulher
    A utêntica e muito solidária.
         R espeitosa, racional e emotiva.
A ltruísta por excelência,
      B em-educada e boa ouvinte.
    E loquente em suas falas, de
N otável presença e
  S ensível às causas sociais.

        N ão se cala diante de injustiça.
E legante, atualizada e de
N atural humor. É
     E spontânea e muito criativa.

Deus te abençoe grandemente, minha irmã.
Feliz aniversário!
Te amo de paixão!

Luciene Pinto (Irmã)

 

Uma viagem no tempo por Jorge Remígio


Acho que estávamos no ano de 1957 ou início de 58. A minha residência ficava por trás da casa paroquial da minha pequenina Custódia, vizinha à residência de Zé de Isaías. Não me recordo da fuga, mas, tenho certeza que a minha mãe não me viu sair. Eu tinha uns 03 anos e costumava ficar sentado no batente da porta de entrada vendo o movimento da rua onde morávamos. Rua Vinte de Julho em homenagem ao aniversário do político local Ernesto Queiroz. 

Naquela tarde calorosa, fui guiado pelo som mágico de pífanos que vinha de não muito longe. Guardo esses flashes na memória até hoje como um filme antigo. Imaginem a cena que me deparo. ZÉ BIÁ e sua bandinha tocando ao lado esquerdo da igreja onde à tarde fica sombreado. Creio que ainda não havia o “caçoá” como os adultos chamavam o puxadinho que o Padre Luiz posteriormente construiu para servir de confessionário, alterando a arquitetura original do templo. Mas esse é outro papo.


Sim, lembro-me que no local ao lado da igreja não tinha cimento, era chão batido e eu com uma roupinha branca e gravata borboleta, impulsionado pela música, passei a dançar e rodopiar ao som de pífanos tarol e zabumba, levantando uma nuvem de poeira acinzentada. Os expectadores davam sonoras gargalhadas e em poucos minutos aumentou consideravelmente o número de espectadores. Acho que a plateia já beirava umas sessenta pessoas, que em círculo, constituíram uma grande roda, e eu no centro, dançando e rodopiando.

Como a minha casa ficava próximo, imagino que foram avisar a Dona Osanira, que chegando rápido, deparou-se com aquela cena dantesca, e atônita que estava não conseguiu transpassar toda aquela plateia para resgatar o filho hipnotizado com o som de ZÉ BIÁ. Naquele momento de aflição, pediu ajuda a Naimes de Seu Isaias para que tirasse o filho dela daquele “mico” ou ridículo. Isso na interpretação dela, pois eu estava nas nuvens de satisfação, me sentindo um autêntico astro.


Então, Naimes pediu licença às pessoas à frente e em seguida me colocou em seus ombros e saiu andando compassadamente margeando a igreja e o coreto da antiga praça. Conversava comigo alguma coisa seguindo em direção à minha casa. Eu lá no alto daquele rapaz forte olhei para trás e observei a minha mãe enxugar as lágrimas e agradecer a gentileza de Naimes. Os anos foram se seguindo na minha primeira infância e a bandinha de pífanos de Zé Biá passou a fazer parte constante da minha sonoridade e aventuras.

Jorge Farias Remígio.

Lembranças no futebol por Raimundo sobrinho de Zé Cutiba



Em pé: desconhecido, Betão, Gomes, Raimundo, Humberto, desconhecido e Geraldo
Agachados : Nadilson, Natalício, Brasília, Valdemir, Roberto Moura e Silvio Jader


Me chamo Raimundo Neto da Silva, nascido em Custodia, mais conhecido como Raimundo sobrinho de Zé Cutiba. Morei em minha terra natal até os meus 20 anos.

Meu pai chama-se Agnaldo Pereira da Silva, mais conhecido com Agnaldo Baixinho, irmão de Alfredo que mora no Sitio Carvalho ate atual momento. Meu pai era casado com minha querida mãe Odete Ferreira Gomes da Silva, que tinha como irmãos Zé Cutiba; Lula mais conhecido como Chico Macaco; Terezinha esposa do finado Gabiru, Lidete era casada com Jubilino da Caçamba; Neta casada com Erminio do Doce na época moravam no Bairro Macambira e Dais era sua irmã caçula.

Com 14 anos joguei no time do Quitimbu  ao lado do amigo Jaime, depois joguei no Brazuca, da Vila da Cohab. Em seguida um amigo chamado Galego Vidraceiro, montou um time junto com Ederaldo Lemos, conhecido na época como Sapatão e Marcos de Eremita.

Depois joguei no Vasco, um time que tinha jogadores como Francielhio Esquerdinha, Neguinho Luciano, Jorge, Tonho de Duca entre outros que não recordo nome.

Lembro que na época antes das partidas, fazíamos uma vaquinha para comprar vinho e ficar tomando em frente a Prefeitura Municipal.

Por último, não menos importante, joguei no Sport de Betão, filho de seu Zé Nego. Ainda fiz algumas participações rápidas pelo Flamengo de Esmerindo.

Comecei a gostar de futebol por causa do meu tio Zé Cutiba, uns dos melhores goleiros na época.

Acompanhei muito o jogador Brasília, atleta bastante conhecido dessa época, depois de alguns anos tive o privilegio de jogar ao seu lado.

Tenho muitas lembranças boas daquelas épocas, muitos amigos, infelizmente não lembro nome de todo eles. Alguns que marcaram muito minha historia foi: Dé Banana; Marquinho(primo); Marcos Eremita; Ederaldo Lemos, na época trabalhava no Banco do Brasil; Zé de Leriano; Cidraque e  seus filhos: Pelé, Furão, e Negabil; Nadilson filho de seu Manezinho, Juriti, João de Diva (primo); Zé de Benjamim e Nilton do bairro Redenção.

Bem essa é um pouquinho da minha historia no futebol em Custódia, momentos bons e inesquecíveis que nunca vão sair da minha memória.

Agradeço ao Blog Custódia por trazer essa oportunidade e poder compartilhar com todos que acompanham este site e a todos citados neste texto.

Raimundo

Um mói de Poesia: De Matuto de Custódia (Izaías Moura)

 



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31 agosto, 2022

Os cabarés de Custódia

Ronaldo Silva
Setembro/2022
Arcoverde-PE


Os cabarés de Custódia nas décadas de 70 e 80, que eu vivenciei eram 2: um situado no Beco do Mijo, no centro da cidade; e o outro na Rua da Remela.

Todos os jovens, naquela época, para serem considerados homens de verdade, tinham que perder a virgindade com uma profissional do sexo, em um cabaré.

Geralmente, esse jovem era levado ao cabaré, para quebrar o cabresto, pelo próprio pai, ou por algum amigo. E era uma novela para o jovem ir...

Depois que tinha a primeira relação, os amigos diziam: Agora vc virou homem com H maiúsculo!!!

A Rua da Remela, era onde se localiza hoje, a Rua Major Esperidião de Sá. Na parte alta da cidade. Lá abria às 10 da noite, para ninguém saber quem ia, senão era mal visto pela sociedade conservadora da época.

Às principais meretrizes, eram: Dita, Quilara, Miguita, Aderita e Chica.

Após a primeira vez com uma meretrizes, o jovem ainda tinha que passar pelo teste do cordão. Quem fazia o teste, para ver se o rapaz continuava donzelo ou não, era Severino do Rádio, ex-vereador de Custódia, em sua oficina.

Severino pegava um cordão, colocava na boca do rapaz, fazia uma medição, e o cordão tinha que passar por cima da cabeça do rapaz, e descer até o pescoço, se descesse, o rapaz não era mais donzelo, e era aplaudido por todos os presentes!

Mas, se não passasse neste teste público, o jovem era vaiado, e a algazarra era geral!!! Quem não passasse no teste, ficava vermelho de vergonha por ainda ser considerado donzelo. Ainda havia os que pegavam  alguma doença venérea, na época, tinha orgulho de dizer que pegou num cabaré.

Recordo que certa vez, uma meretriz me disse: "é meu filho, às moças não estão deixando a gente ganhar mais dinheiro não!!"

Era o início do final dos cabarés em Custódia. Foi uma bela época que eu vivenciei!

A mulher tinha que casar virgem, senão era um escândalo na cidade!!

O homem, não.

Muitas coisas mudaram daquela época para cá!!

Pedala Custódia apresenta nova logomarca

 


Um novo ciclo, uma nova marca, um novo olhar. Seis anos se passaram desde a criação do Pedala Custódia e não somos mais os mesmos, nos transformamos, evoluímos. É com muito prazer e orgulho que apresentamos a nossa nova marca.

Numa visão macro, o desenho apresenta a reunião de várias pessoas em conexão umas com as outras, alinhando a marca ao objeto maior do grupo: reunir pessoas e proporcionar experiências imersivas, eficientes e com sentido, em contextos humanos e saudáveis.

Deixamos também mais evidente a forma de escrever o nome do grupo, porém com o composto mais bem definido.

As marcas têm muito poder, esperamos que nessa nova estrutura geométrica possamos comunicar a essência do nosso grupo e do nosso propósito!

O grupo Pedala Custódia agradece em nome de Dra. Francisca Melo e Dr. Hugo Gonçalves ao departamento de Marketing da Tambaú Alimentos que desenvolveu nossa nova marca.

Quem lembra "O Casarão"

 


Foto: Acervo Familiar
Claudete e Lourival Nunes


Um dos lugares mais badalados em Custódia no final da década de 70 que se prolongou para metade da década de 80, era localizado na Rua Luiz Epaminondas, no centro da cidade, de propriedade de Lourival Nunes:  O Casarão.

Era um prédio enorme. Antes funcionava apenas como bar, o balcão era situado na parte de trás, deixando assim o local com muito espaço disponível, porém pouco utilizado. Como na cidade não dispunha de um local para dançar, que não fosse o CLRC, Lourival em conversa com clientes e amigos, gostou da indicação de abrir uma discoteca no local, já que era uma febre mundial a disco music.

Na televisão a novela da época era Dancing Days e no cinema o sucesso era o filme "Os embalos de sábado a noite" de 1977. Era comum músicas de artistas como Tina Charles, Gloria Gaynor, Roberta Flack, Bonny B., Village People entre outros sucessos da época.

Abria suas portas geralmente às 18h.  Tinha uma decoração feita a base de esteiras confeccionados com palha da bananeira.
Luzes coloridas e luzes negras.

As transmissões de TV começaram a funcionar bem em 1977 em Custódia. Foi colocado no local uma TV, onde os clientes iam ao bar para assistir a novela Dancing Days, e quando acabava, começava a discoteca no local, com todos já no clima.

Um dos primeiros clientes que chegava ao local era o sr. Joventino Feitosa. Foi durante muito tempo o espaço predileto da juventude daquela época.

No caminho para o banheiro, na parte de trás, tinha um macaco Sonhim, animal esse que, me deixou uma singela recordação, fui mexer com ele e terminei levando uma mordida. Resultado: 21 injeções na barriga.

Por Paulo Peterson

Colaboraram Flávia Epaminondas, Jorge Remígio, José Melo, Claudete e Lourival Nunes.