Maria Augusta do Amaral de Sá, carinhosamente conhecida como Dona Manoca, foi uma das figuras mais emblemáticas da formação educacional e social do município de Custódia (PE).
Nasceu em 1883 em Custódia, filha de Francisco de Queiroz Amaral e Hermelinda de Gois Amaral (também registrada em documentos como Ermelinda Alves de Goes Mello.). O casal ainda teve mais 3 filhos, foram eles: Artur de Queiroz Amaral, Capitão Sebastião Amaral e Maria Cândida Do Amaral. Maria Augusta marcou a história local ao tornar-se a primeira professora registrada a lecionar na cidade.
Vida Familiar e Integração Comunitária
Em 1913, casou-se em Custódia com o Tenente-Coronel Joaquim Pereira de Sá (conhecido como Quinca de Sá, tio de Zezita Queiroz). O casal teve apenas um filho: Aprigio Pereira do Amaral, nascido em 20 de fevereiro de 1914 em Custódia. Segundo Cartório de Sertânia, em 25 de dezembro de 1915, foi batizado pelos pais uma filha de nome Maria, e que os padrinhos foram Francisco Alves de Queiroz Amaral e Maria Umbelina do Amaral. Não foi encontrado mais informações sobre essa filha.
Residiu na Praça Padre Leão, onde atualmente funciona o Banco Sicoob.
Sua atuação na comunidade ia além das salas de aula, sendo presença constante na vida religiosa e social do município:
Maio de 1918: Serviu como madrinha de casamento de Alexandre Cyrinaco dos Santos e Justina Maria da Conceição.
Madrinha de Batismo: Apadrinhou a jovem Zilda, filha do casal Antônio Alves de Queiroz e Maria Otília Freire.
Pioneirismo na Educação e Dedicação Cívica
A trajetória profissional de Dona Manoca acompanhou a própria evolução política e administrativa da região ao longo das primeiras décadas do século XX:
1918: Exercia o cargo de professora municipal e atuava como secretária da Comissão Organizadora dos Desfiles Cívicos de Custódia, liderando os festejos da Independência no 7 de Setembro daquele ano.
26 de maio de 1920: Foi nomeada professora interina da Cadeira Mista nº 03, em Custódia (que na época pertencia ao município de Alagoa de Baixo, atual Sertânia).
19 de maio de 1927: Assumiu a Cadeira Mista nº 350, em substituição à docente Oswaldina Paulina de Sá.
01 de outubro de 1929: Com a autonomia política do município, passou a reger a Cadeira nº 624 (Primeira Entrância), levando o ensino público ao distrito de Quitimbu.
Últimos Anos e Legado
Já viúva, Maria Augusta mudou-se para a capital pernambucana. Vendeu sua residência para um primo Izaias de Queiroz Amaral.
Faleceu em 13 de fevereiro de 1963, às 7 horas da manhã, em sua residência na Avenida Santos Dumont, nº 573, no Recife, aos 80 anos de idade. Seu óbito foi registrado no Cartório da Graça e seu sepultamento ocorreu no Cemitério de Santo Amaro.
Em reconhecimento à sua dedicação e ao seu papel precursor na alfabetização de diversas gerações, o município eternizou sua memória batizando a Escola Municipal Maria Augusta do Amaral, criada em 1967, localizada na Avenida João Veríssimo, no Centro de Custódia.
Fonte:
Pesquisa realizada por Paulo Peterson, com suporte incondicional de Vanuza Bezerra e Veronica Bezerra(filha). Algumas informações foram obtidas em Jornais de grande circulação no Estado de Pernambuco, Diário Oficial, Family Search, Genealogia Pernambucana, livro Caminhos do Afeto de Sevy Oliveira.

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