A Origem do Engenho e a Vida no Sítio Caldeirão
A história do engenho remonta ao trabalho de Zé Camilo, morador da comunidade vizinha de Queimada Nova, que havia trazido a estrutura da cidade de Triunfo. Em 1985, Seu Pedro Cícero adquiriu a moenda e a instalou no Sítio Caldeirão.
Durante anos, o local tornou-se referência na fabricação artesanal de rapadura, mel e mel batido. As moagens reuniam trabalhadores e vizinhos em percursos produtivos que duravam meses:
Funcionamento técnico: A moenda era tracionada por motor, despejando o caldo no parol. A fornalha, alimentada por lenha e pelo próprio bagaço seco da cana, aquecia os tachos onde o caldo apurava até atingir o ponto. O melaço era virado na gamela de madeira para esfriar e ser modelado.
Convivência comunitária: Enquanto Dona Maria do Carmo preparava o almoço para os ajudantes, Seu Pedro distribuía caldo de cana e rapadura quente para as crianças que estudavam na escola vizinha.
Educação e Marcenaria: Legados da Família
Além do trabalho no campo, a trajetória da família destaca-se pela contribuição à educação e aos ofícios artesanais da região:
Atuação: Atuou na alfabetização de adultos pelo Mobral no armazém da família e lecionou na Escola José Pereira da Silva (originalmente batizada como Francisco Camilo da Silva, em homenagem ao seu sogro).
Trajetória: Aprendiz do próprio pai, domina a carpintaria desde os 8 anos de idade.
Atuação: Baseado no Sítio Buenos Aires, é artesão do trabalho em madeira maciça (como o tamboril). Constrói e restaura carros de boi, fabrica móveis rústicos e opera máquinas de beneficiar milho e feijão.
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