O Registro Histórico no Livro do Tombo
Embora não existam registros exatos sobre a data ou o ano em que a gruta foi erguida pelo antigo vigário Padre Luiz Klur, a sua história foi preservada no Livro do Tombo da Paróquia de São José. No entanto, o documento não detalha a sua inauguração, mas sim o motivo surpreendente do seu fim.
No dia 1º de março de 1973, assumiu a paróquia o Padre Herbert Henke, MSF (Missionários da Sagrada Família), sacerdote natural da Alemanha. Entre as reformas e intervenções estruturais prioritárias realizadas durante sua gestão, o religioso registrou no Livro do Tombo a necessidade de demolir o antigo ponto de devoção:
"A demolição da gruta, outrora erguida por Pe. Luiz Klur, sendo essa obra indispensável tanto para executar a fortificação dos fundamentos da torre como também para evitar maior infiltração d'água de chuva na parede lateral."
Além da remoção da gruta, o Padre Herbert executou o reforço da estrutura da torre principal da matriz com uma base de cimento armado (radier), medindo dois metros de comprimento por um metro e meio de largura e profundidade em cada lado da torre.
Nesta imagem da Igreja Matriz de São José, é possível observar,
na lateral da entrada principal, um trecho da antiga gruta que ali existia.
Memória e Resgate
Apesar de ter sido demolida há mais de cinco décadas por razões de engenharia e preservação do templo, a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes permanece viva na memória dos custodiense mais antigos.
Registros como esse, mantidos no arquivo paroquial, ajudam a reconstruir a arquitetura e o cotidiano religioso que moldaram o centro urbano de Custódia ao longo dos anos.
Foto 2 e 3: Cedida pela Paroquia de São José
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