Mostrando postagens com marcador Monumentos Históricos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Monumentos Históricos. Mostrar todas as postagens

14 julho, 2026

História e Memória: Você sabe quem dá nome à Academia das Cidades de Custódia?

 


Muita gente frequenta a Academia das Cidades da Vila da Cohab, em Custódia, mas poucos sabem a origem do nome desse importante espaço público.

O equipamento foi inaugurado em 10 de março e recebeu o nome de Maximiano Accioly Campos, escritor, jornalista e poeta pernambucano, pai do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Maximiano Accioly Campos Eduardo Campos

A solenidade de inauguração reuniu diversas autoridades da época, entre elas o então prefeito Nemias Gonçalves de Lima, o deputado Aglailson Júnior, o então secretário estadual das Cidades Danilo Cabral, além de vereadores, secretários municipais e lideranças políticas.

Mais do que um espaço para a prática de atividades físicas, a Academia das Cidades também preserva uma homenagem a uma personalidade importante da cultura pernambucana.

Resgatar fatos como esse é valorizar a memória de Custódia e manter viva a história dos lugares que fazem parte do nosso cotidiano.

Quem foi?



Maximiano Accioly Campos nasceu no Recife, em 19 de novembro de 1941, e começou a escrever muito cedo, no Colégio São João.

Foi um dos expoentes da Geração 65. Bacharel em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco, foi cronista do Diario de Pernambuco e superintendente do Instituto de Documentação da Fundaj e secretário de Turismo, Cultura e Esportes do Governo de Pernambuco, durante a segunda gestão do governador Miguel Arraes.

Do seu casamento com Ana Arraes, teve dois filhos: o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (1965-2014) e o advogado e escritor Antônio Campos.

12 março, 2026

Praça Padre Leão na década de 1950


Foto: Família Gonçalves


Uma rara imagem da Praça Padre Leão, provavelmente na década de 1950, o registro foi feito do Hotel Sabá, de propriedade do sr. Amaro e Maria Gonçalves. Este hotel tinha sua fachada para a Avenida Inocêncio Lima e seus dormitórios, eram situados na parte de trás, com vista para a Praça Padre Leão.

Alguns detalhes chamam atenção, a Igreja Matriz de São José ainda não tinha o seu relógio. As canoa de Duda Ferraz, pai de Adamastor. Ele que também tinha o serviço da Rádio Difusora Duas Américas, que começava logo cedo com mensagens para namorados e propaganda das casas comerciais e de profissionais liberais da época.

O prédio da Farmácia Pereira aparece do lado direito e foi um dos primeiros edifícios de dois pavimentos do município.

Construída na administração do Prefeito Joel Inocêncio Gomes Lima, provavelmente concluída entre 1953 e 1954. Inicialmente tinha o nome de Praça 04 de Outubro, quando era ainda chão batido, e após a construção, passou a ser Praça Padre Leão. A foto é de março de 1960.





A segunda imagem, provavelmente é de 1958, de autoria do IBGE, também é de mesma época, porém mais antiga. O Centro de Custódia constituia-se de ruas paralelas, divididas em quarteirões de casas conjugadas, e alguns becos.

As moradias tinha sua frente para voltada para a praça Padre Leão, e os muros e quintais, para as ruas secundárias, formando assim, um largo retangularde terra batida, com a Igreja Matriz de São José em destaque.

Nesse largo, hierarquicamente o mais importante e o mais simbólico, funcionavam as casas comerciais, escolas, feira livre e locais de assistência médica, farmacêutica, juridica e administrativa. Nas noites de luar, o espaço transformava-se, sob a mágica das crianças, num grande picadeiro, para as cantigas de roda, jogos e correria.

Texto: Paulo Peterson, com informações de Berenice Gonçalves, José Melo e Sevy Oliveira.

Ps:

As fotos originais são preto e branco, foi usado IA para colorir, sem alterar as caracteristicas originais. Todos os Direitos Reservados aos seus autores: Familia Gonçalves e IBGE

15 fevereiro, 2026

Homenagem marca centenário de PMs mortos em emboscada da Coluna Prestes em Custódia-PE


Foto: Divulgação


Foi realizada no Sítio Pitombeiras, município de Custódia, no Sertão de Pernambuco, uma solenidade que marca os 100 anos em homenagem aos PMs tombados em cumprimento do dever em 14 de fevereiro de 1926, durante uma emboscada promovida pelos militares da coluna Prestes. O movimento político militar brasileiro ocorreu entre os anos de 1924 e 1927, cuja principal motivação era a insatisfação com o governo do Presidente Arthur Bernardes.

O evento que marca 100 anos, contou com a presença do 3º BPM, o BEP - Batalhão Especializado de Policiamento do Interior, o Corpo de Bombeiros Militar e a Polícia Rodoviária Federal e vem resgatar e enaltecer a história e bravura desses heróis que foram mortos em combate.

A Coluna travou seu combate mais violento durante a sua passagem por Pernambuco. Os revoltosos interceptaram uma mensagem nos fios do telégrafo, dando conta do deslocamento de uma tropa da Força Pública do Estado, de Custódia para Serra Talhada. Eram 137 homens distribuídos em cinco caminhões. Foi montada uma emboscada com a colocação de um chapéu de engenheiro na estrada.


Um dos caminhões parou para um soldado verificar do que se tratava, e todo o comboio também parou, quando os policiais foram cercados e atacados pelos insurgentes, em número quase cinco vezes maior. Após 6 horas de combate ao escurecer, a tropa conseguiu furar o bloqueio, e retornar a Custódia. No entanto quatro caminhões foram queimados, escapando apenas aquele onde estavam as munições, facilitando a reorganização da tropa, que no dia seguinte deu início a perseguição dos agressores, que já haviam escapado do local.

Foram oito mortos e três feridos vindo do 1º, 2º e 3º Batalhões, Regimento de Cavalaria e Companhia de Bombeiro da época. As vítimas foram enterradas no local do combate, onde foi erguido o monumento com uma placa de mármore, em homenagem a bravura dos chamados mortos do Riacho do Mulungu, no quilômetro 345 Km da BR-232.

Todos os anos, essa história é lembrada.

Com a leitura do boletim interno, o hasteamento das bandeiras do Brasil, de Pernambuco, do 3º BPM e do Corpo de Bombeiro.

Em 2026 a solenidade foi ainda mais especial: o Centenário desse Marco histórico.

Créditos: Darcio Rabelo

16 setembro, 2024

BEPI prestou homenagem em 2021, aos PMs mortos em emboscada da Coluna Prestes em 1926


Policia Militar de Pernambuco


No dia 14 de Fevereiro de 2021, foi realizada no Sítio Umburanas, município de Custódia, uma solenidade em homenagem aos PMs tombados em cumprimento do dever em 14/02/1926, durante uma emboscada promovida pelos militantes da Coluna Prestes. O movimento político-militar brasileiro ocorreu entre os anos de 1924 e 1927, cuja principal motivação era a insatisfação com o governo do presidente Arthur Bernardes. O evento, que foi realizado pelo Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI), vem resgatar e enaltecer a história e bravura desses heróis que foram mortos em combate.

Em um domingo de Carnaval, como este, a Coluna travou seu combate mais violento durante sua passagem por Pernambuco. Os revoltosos interceptaram uma mensagem nos fios do telégrafo, dando conta do deslocamento de uma tropa da Força Pública do Estado, de Custódia para Serra Talhada. Eram 137 homens distribuídos em cinco caminhões. Foi montada uma emboscada, com a colocação de um chapéu de engenheiro na estrada.

Um dos caminhões parou para um soldado verificar do que se tratava, e todo o comboio também parou, quando os policiais foram cercados e atacados pelos insurgentes, em número quase cinco vezes maior. Após seis horas de combate, ao escurecer, a tropa conseguiu furar o bloqueio, e retornar a Custódia. No entanto, quatro caminhões foram queimados, escapando apenas aquele onde estavam as munições, facilitando a reorganização da tropa, que no dia seguinte deu início à perseguição dos agressores, que já haviam escapado do local.

Foram oito mortos e três feridos, vindos do 1°, 2° e 3° Batalhões, Regimento de Cavalaria e Companhia de Bombeiro da época. As vítimas foram enterradas no local do combate, onde foi erguido um monumento com uma placa de mármore em homenagem à bravura dos chamados mortos do Riacho do Mulungu, no Km 345 da BR-232.

Texto: Otávio Toscano

Fonte: Blog Custódia, com informações colhidas em livros e na imprensa

Publicado Originalmente em: CLIQUE AQUI