26 novembro, 2023

“Os Sonhos nos fazem maiores do que imaginamos”


No Santuário da Divina Misericórdia, no último sábado (18), entendi a literalidade da frase: “só vive o propósito quem suporta o processo”.

Com a fé e a coragem dos grandes patriarcas, o padre Adilson Carlos Simões da Silva construiu uma das mais belas obras do Sertão Nordestino, o Santuário da Divina Misericórdia, na área rural de Arcoverde, na Serra das Varas. É um lugar lindo de peregrinação e oração, visitado por milhares de romeiros de todo Nordeste e outras regiões do Brasil. Todos são envolvidos no encontro de um lugar místico.



A cidade de Arcoverde é cruzada pela BR-232 e fica a 251,7 quilômetros ou 3h e 49 min da capital Recife. Para a Cidade de Custódia-PE, a distância é de 81 quilômetros ou 1h e 17 min.
O começo da grande construção:
Antes, só havia uma capela e um galpão no meio da caatinga. A caatinga tem como característica a vegetação rasteira ou arbustos com bastante espinhos e árvores de baixa estatura com troncos tortuosos. E foi em maio do ano 2000 que o padre Adilson, à época pároco de Arcoverde, na Paróquia do Livramento, teve uma inspiração divina: A graça dessa inspiração lhe encheu de esperança para a construção de tão grandiosa obra e, por fidelidade ao apelo de Jesus Cristo, fundou em 2007 o Santuário da Divina Misericórdia.
Viajamos até lá. A viagem foi conduzida pelas orações do Pe. André, começando pelo Santo Terço. Ao chegar e ver o belo cenário, procuramos seguir o roteiro que nos conduziria:
7h - Chegada e café.
8h - Oração da manhã - Santuário.
8h30 - Trilha.
9h30 - Intervalo.
09h45 - Reflexão.
11h00 - Santa Missa.
12h00 - Almoço.
13h30 - Adoração.
15h00 - Terço da Misericórdia.
16h00 - Retorno.
Começando com a benção dos alimentos pelo Pe. André, o café compartilhado nos remeteu aos primeiros cristãos que tinham tudo em comum.
A oração da manhã no Santuário nos preparou com palavras de fé.
A Trilha é um dos momentos que nos deixa livres. A beleza do reflorestamento nos mostra que a natureza nesse lugar anda em harmonia com o homem. Pássaros e saguis fazem a festa. Os eucaliptos gigantes e outras plantas vão ladeando o caminho que você não quer mais sair. O nosso grupo e alguns romeiros de Pesqueira tiveram a graça da companhia do Padre Adilson seguindo à frente com seu cajado, mostrando todas as passagens para uma bela reflexão.
A missa celebrada por Pe. André, como sempre, é de uma expressividade espiritual profunda, de quem está seguro no seu caminhar. A homilia é de paz e luz.
A cantora e o músico no violão são pessoas que se doam ao trabalho do Santuário. Foi lindo!
A Adoração e o Terço da Misericórdia foram dois momentos que marcaram as nossas vidas. Tivemos uma belíssima sinfonia no telhado do Santuário, com pássaros cantando nesses dois magníficos momentos.



Nomes das pessoas que fizeram essa linda viagem: Vinte e seis pessoas são do Coração de Jesus:
1 - Padre André, 2 - Benigna Dantas, 3 - Bilica, 4 - Célia Cristina, 5 - Cida Fernandes, 6 - Edinalva Campos, 7 - Fred Queiroz, 8 - Jacinete Santana, 9 - Jocilda Cazuza, 10 - Jovita Bittencourt, 11 - Laudeci Moura, 12 - Lindinalva Almeida, 13 - Lúcia Maria, 14 - Luzinete Moura, 15 - Maria Antônia, 16 - Maria de Fátima Gomes, 17 - Maria de Lourdes, 18 - Maria do Carmo, 19 - Maria do Socorro, 20 - Miguel Bezerra, 21 - Otacílio Gomes, 22 - Neide Cazuza, 23 - Purcina Alves, 24 - Rosilva Siqueira, 25 - Rosinaldo Siqueira e 26 - Rosinha Queiroz.
O pessoal que ainda não recebeu a fita do Coração de Jesus:
1 - André Freire, 2 - Aninha Fernandes, 3 - Arnaldo Almeida, 4 - Caillame,5 - Cristilayne, 6 - Genilda Alexandre, 7 - Jardani Rayanne, 8 - Livonete Ferreira, 9 - José Robério, 10 - Mariana Queiroz, 11 - Nadilson Santos, 12 - Pelê, 13 - Rejane Medeiros, 14 - Risaelda, 15 - Rosilene Avelino, 16- Rosilene Avelino, 17-Vera Delfonso e 18-Zé Almir.



Para nós, do Apostolado da Oração foi uma benção a surpresa que Fred e Rosinha, Coordenadores do Apostolado da Oração, nos proporcionaram. Totalizou quarenta e quatro pessoas rumo à Terra da Misericórdia. A felicidade foi grande. Algumas pessoas já conheciam e outras não. A celebração da nossa confraternização foi especial. Viva o Coração de Jesus!
A nossa eterna gratidão ao padre André, Fred, Rosinha e André!
Abraços de paz e luz!
Arnaldo e Nenê.
Custódia, 25/11/2023.

22 novembro, 2023

Câmara de São Luís concede título de cidadão ludovicense ao advogado Jânio Nunes Queiroz

 


Em reconhecimento aos serviços prestados na área da advocacia na capital maranhense, a Câmara Municipal de São Luís (CMSL) entregou em sessão solene, na tarde desta terça-feira (21), o Título de Cidadão Ludovicense ao advogado Jânio Nunes Queiroz. A honraria cumpre decreto legislativo nº 017/2022 de autoria do vereador Thyago Freitas (PRD).

Realizada no plenário Simão Estácio da Silveira, a sessão solene para a entrega da condecoração foi conduzida pelo vereador Aldir Júnior (PL), contando a presença de algumas autoridades que compuseram a mesa de honra como o delegado da Polícia Civil do Maranhão, Ronilson Moura; do conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Thiago Diaz; e da juíza de direito Joseane Bezerra, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA).

Thyago Freitas abriu a cerimônia destacando que a homenagem é mais do que justa por se tratar de pessoa com quase 18 anos de serviços prestados à capital maranhense, principalmente no atendimento das demandas ludovicenses, especialmente na advocacia com causas em favor das mães que demandam pensão alimentícia de seus filhos.

“Dr. Jânio nunca mediu esforços para ajudar o próximo, sempre acolhendo os mais necessitados. Vale destacar, que seu coração é imenso e seu escritório é muito acolhedor na advocacia pro bono, recebendo mães de família, a fim de demandar em juízo pensão alimentícia de seus filhos perante o Poder Judiciário”, declarou o autor da homenagem.

O condecorado, que estava bastante emocionado, fez questão de agradecer a Deus e ao carinho do vereador Thyago Freitas pela homenagem. Antes do agradecimento, ele recitou trechos da música “Ilha Magnética”, do cantor Cesar Nascimento. Em seguida, lembrou que o título de cidadão equipara a uma adoção oficial.

“Considero este um dos mais importantes, marcantes e inesquecíveis momentos da minha vida familiar e profissional. Afinal, não é todo dia que se recebe um título de cidadão que equipara a pessoa agraciada a uma adoção oficial”, declarou o advogado.

Em seu discurso de agradecimento, o homenageado falou da sua trajetória profissional na capital e se emocionou ao lembrar da oportunidade que teve com o Dr. Fernando Everton Martins. “Foi quem abriu as portas da advocacia pra mim”, relembrou emocionado.



Quem é ele?

Nascido no dia 02 de junho do ano de 1963, na cidade de Custódia, em Pernambuco, mudou-se para São Luís em 2004, na qualidade de vendedor, onde exerceu a referida atividade durante 0 ano e 08 meses.

Em 2005, lançou em âmbito nacional, o livro “O que uma mulher não deve dizer a um homem nem sob tortura” – (Ed. Novo Século – São Paulo), com mais de 100 mil exemplares vendidos, inclusive, ainda à venda nas principais livrarias, lojas e supermercados de todo Brasil.

Iniciou o curso de Ensino Superior na área de Direito, em junho do ano de 2005, formando-se no mês de julho do ano de 2010, pela Faculdade do Maranhão (FACAM). Em seguida, se pós-graduou em Direito Penal e Processo Penal com formação para o magistério do Ensino Superior, tornando-se Bacharel em Direito e Advogado, devidamente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Maranhão, sob o número 12.179.

Atualmente trabalha com advocacia em geral, com escritório situado na Rua Azulões, nº 01, no Jardim Renascença, Edifício Office Tower, Sala 731, na capital maranhense, onde vem desenvolvendo um importante trabalho no meio jurídico, atuando em vários casos de repercussão na advocacia ludovicense, entre eles, o incidente da Casa do Escritor Aluísio de Azevedo.

Ele, que está há 18 anos na cidade, casou com a ludovicense Luanna Amorim Teixeira Queiroz, funcionária do Banco do Brasil S/A. Jânio sempre se considerou um autêntico ludovicense, tendo muita admiração e grande apreço pela cultura regional e hospitalidade, marcas inconfundíveis deste povo.

A honraria

Ao contrário da Medalha Simão Estácio da Silveira, que homenageia pessoas que prestam relevantes serviços à capital maranhense, o Título de Cidadão Ludovicense é entregue a pessoas nascidas em outras cidades. A concessão de títulos honoríficos é feita por meio de decreto legislativo, aprovado por dois terços dos vereadores.

Fonte: Câmara Municipal de São Luis-MA

21 novembro, 2023

Lançamento Festa Glorioso São José 2024


 

Lançamento da FESTA DO GLORIOSO SÃO JOSÉ 2024 em Custódia/PE. Dia 06/01, às 19h30, será realizado na Quadra da Escola Ernesto Municipal Queiroz, um jantar onde será divulgada toda programação da festividade em 2024. Atrações musicais confirmadas para o jantar: Amadeilson e Orquestra Edição Extra.

O jantar fica a cargo do Buffet Renascer.

Reservas e vendas de mesas na Secretaria Paroquial R$ 200,00 (4 lugares, jantar incluso).

20 novembro, 2023

Realização de um sonho de adolescência: Show do Rei Roberto Carlos.




O show foi na cidade de Caruaru/PE, cidade onde há o Morro do Bom Jesus, com seus 630 metros de altura, não é, portanto, uma montanha. Mas quando o vi, lembrei da Música do Rei, "A Montanha".

Saber esperar é um dos meus talentos. Esperei, esperei... e consegui realizar meu sonho. "É preciso entender que o tempo de Deus não é o nosso tempo. O tempo de Deus é perfeito, não há atraso” (Gálatas 4:4). Por vezes, julga-se Deus por Ele estar demorando na realização dos nossos desejos e vontades.

É preciso trabalhar a nossa paciência. Com essa certeza, domingo,12 de novembro de 2023, meu sonho se tornou realidade. Arnaldo me deu esse grande e significativo presente. Acredite: Suspirei, um suspiro de gratidão! E num impulso cantei: "Como é grande o meu amor por você".

"Emoções", muitas Emoções! Começando pelo curto tempo para a compra de uma mesa. O prazo já estava esgotando para o Show. E nessa tarefa, entra em ação meu filho João, que conseguiu a mesa, depois de muitos contatos. Ufa! Não parou por aí, precisava ainda de duas pessoas ou um casal para ir conosco. João, novamente entra na luta, ligando para os amigos e todos já tinham comprado o ingresso. Não paramos. Por fim, falei com minha amiga querida, Fátima Figueiredo. Ela disse que não poderia ir ao show. Contudo, nos deu uma luz: Pediu que ligasse para João Buíque, esposo de Magali, já que ele estava querendo fazer uma surpresa a sua esposa. E deu certo!

Preparativos para o evento: Butik Moda 10: macacão azul, cor preferida do Rei. O macacão tem quatro botões, remetendo à música "Os Botões da Blusa" que Roberto canta lindamente. Sapatos e bolsa também foram comprados na Butik Moda 10. A camisa de Arnaldo também combinou com minha roupa.

Meus netos e sobrinhos estavam curiosos com a produção. O nosso dia começou com a Santa Missa, na Matriz de São José. Em seguida, veio a maquiagem que minha filha Janielle tinha marcado com a maquiadora Joyce. Meu genro Junior colaborou me oferecendo carona para cada um dos meus compromissos. Em seguida, um delicioso almoço na casa de meu filho Gleisson, preparado pela minha filha de coração, Ilka Paula. Os cabelos foram arrumados por Raely.




A viagem é longa! De Custódia a Caruaru são 211 quilômetros. Numa licença poética, até poderíamos ir de calhambeque, mas recuamos: "O Calhambeque" está com o Rei, não dá. Se não dá, vamos de Van com nosso amigo Tota. E nesse momento, meus irmãos ligaram e disserem que a "Luz Divina" iria nos conduzir. O grupo que foi para o show é de fato "Amigo de Fé, Irmão Camarada": Antônio Mariano (Tota) o motorista, Valéria, Silmara, João Buíque e Magali, Célia, Socorro do San Marino e a filha, Juliana e o filho.

O Show foi lindo, esplêndido! O rei é lindo! Envelheceu, "mas, quem é rei nunca perde a majestade". Dançamos, nos divertimos com a força de quem esperou por mais de 50 anos.

Lá, na Arena Caruaru, para a nossa alegria, nos encontramos com Zezita Queiroz, Nazinha de seu Zé de Júlia, sua irmã e familiares. Ah, também tivemos a agradabilíssima companhia da doce e linda Rosa, filha de Nazinha, que tirou várias fotos e me mandou como presente. Obrigada, amiga!

Não ganhei a rosa do rei, mas, ganhei um dia inesquecível!

Concluo essa exposição como registro de um sonho que aconteceu de fato nas nossas vidas.


Custódia, 19/11/2023.
Abraço fraterno!
Lindinalva (Nenê).


18 novembro, 2023

Cultura e resistência marca 1° Festival de Cultura Afrodescendente de Custódia-PE


Fotos: Cleber Santos
Blog Diário Político Custodiense



Por Juliano Oliveira

Retratando o mês da Consciência Negra, Comunidades Tradicionais Quilombolas de Custódia se uniram junto a Escola EREM Quilombola Vereadora Alzira Tenório do Amaral, da comunidade Buenos Aires e demais escolas municipais quilombolas promoveram o 1° Festival Municipal de Cultura Afrodescendente de Custódia, que aconteceu nesta sexta-feira 17 de novembro, na Praça Padre Leão. O evento foi realizado pela Prefeitura de Custódia, por meio das Secretarias Municipais de Educação e Assistência Social e Cidadania.


A programação do evento cultural contou com apresentações culturais, rodas de conversas sobre a luta e os direitos da população negra, feira agroecológica e várias outras atividades que ressaltam a importância da cultura afrodescendente.



O 1° Festival de Cultura Afrodescendente de  Custódia teve por objetivo: Valorizar a história de um povo observando sua formação popular e sua preservação cultural; Trabalhar a contação de história os repasses dos mais vividos; Trazer conscientização da evolução de um povo em meio as suas lutas. Observar as conquistas; Trabalhar a leitura e escrita e se posicionar como sujeito crítico prontificado a expressar e defender opiniões próprias; Levar os envolvidos no projeto a se reconhecerem como sujeitos valiosos na história e evolução de um povo como também gerar orgulho e satisfação de telespectadores vivenciado no momento.

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Aluno do Centro Educacional Alcindo Amador ganha medalha de Bronze em Olimpiada Brasileira de Educação Financeira



O estudante custodiense Álvaro Pereira, 9º ano, no Centro Educacional Alcindo Amador, foi Medalha de Bronze na V Olimpíada Brasileira de Educação Financeira, competição a nível nacional, organizado pela Universidade Federal da Paraíba. Os pais são os professores Ailto Pereira e Roberta Serafim.


SOBRE O PROJETO

A ideia do projeto “Educação Financeira para toda a Vida” começou a se configurar a partir de um curso de especialização em Finanças Empresariais em 2008, onde foi observado em vários momentos, junto aos alunos, o total despreparo para controlar suas despesas. Ao longo dos anos, o Professor Dr. Wenner Glaucio Lopes Lucena, sentiu vontade de criar um projeto que contribuísse com a sociedade e fizesse com que as pessoas conhecessem, um pouco mais, como administrar seu próprio dinheiro. Surgindo assim a necessidade de escrever um artigo na área e principalmente porque este curso de especialização culminava no final com uma monografia. Com isso, foi conhecida a Teoria dos Prospectos, que trata das finanças comportamentais, ou seja, o comportamento psicológico das pessoas influi no processo de decisão financeira dos seres humanos.

Em seu âmbito familiar o Professor Dr. Wenner Glaucio Lopes Lucena teve a necessidade de incentivar e preparar suas filhas para que elas aprendessem em casa a ter uma Educação Financeira. Então, em meados de 2011, o mesmo teve a ideia de criar um cofrinho com caixa de leite longa vida no intuito de “entreter” suas filhas nas férias. A mais velha já poupava para que sempre no dia das crianças pudesse comprar seu presente. Parecia que as coisas se encaminhavam para criar o projeto.

Foram desenvolvidas pesquisas na internet e foi descoberto um programa desenvolvido pelo governo que trata de uma Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF) em que está sendo implantado nas escolas públicas do Brasil. Após visitas em alguns sítios, leituras de dissertações e artigos, o projeto foi elaborado.

Em 30 de março de 2012 o projeto foi submetido ao Programa de Extensão da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Cabe ressaltar que, antes da submissão, foi obtido o aval da Coordenação e do Departamento do curso de Ciências Contábeis.

Como o projeto é aplicado à educação financeira infantil, uma visita foi feita a Escola de Educação Básica (antiga Creche) da UFPB e eles aceitaram a ideia. Então, no ano de 2012, foi desenvolvido este projeto com as crianças do 1º ano ao 5º ano.

Parabéns mais uma vez ao nosso estudante do 9° ano, Álvaro Pereira, desta vez pela medalha de bronze a nível nacional da OBEF. Desejamos muitas vitórias em sua vida, Álvaro! Estamos muito orgulhosos da sua colocação! 

Jussara Burgos lança seu livro de poesia Regaflor

 



Com alegria venho anunciar o lançamento do meu livro Regaflor, para comemorar meu septuagésimo aniversário. Não é livro de ficção, em cada página, cada verso e em cada palavra tem meu sentimento, meu momento e minha maneira de ver o mundo.

Um livro é uma cria, um filho.

Sua essência é atemporal, fiz o primeiro poema com dezesseis anos e assim vivi escrevendo tristezas e alegrias, melodias de minha alma  ao som do batuque do meu coração.

No auge da minha dor quando perdi meu filho surgiu: Meu menino, versos considerado por muitos meu melhor poema.

Mas também relato a alegria que senti, quando vi minha filha vestida de noiva.

Sou grata por esse momento tão gratificante que estou vivendo. Compartilho com vocês minha felicidade de realizar um sonho.

É assim vou regar o mundo com poesia e amor!




Jussara Burgos



Regaflor foi lançado no dia 12 de novembro, no Recado dos Buritis, no Lago Sul em Brasilia-DF. O livro está sendo comercializado por R$ 40,00. A renda dos livro será em prol da construção de um templo religioso. Os interessados deve entrar em contato pelo e-mail: jussaraburgos@gmail.com 


Fotos do lançamento















15 novembro, 2023

Fotografia da Solidão - por Daniel Feitosa


De logo já se via o jardim, provido de flores murchas, um banco de balanço branco, já um pouco desgastado, deixando-se embalar pela brisa matinal. Um caminho de pedras cravejadas que seguia desde a calçada até a entrada. Uma escada de poucos degraus dava acesso ao alpendre muito bem desenhado, com detalhes outonais encravados nas pilastras. Logo adiante, a porta – de comprimento e largura avantajados, composta de uma parte em vidro e outra de madeira de lei.

Por dentro, a figura residencial colonial rústica, as paredes cobertas de uma cor já sem muita definição, que deixava transparecer a longevidade embarcada pelo tempo. Era uma casa, mas não uma casa qualquer. Ali tanto se viveu, como também tanto se morreu. Foram longos verões, infindáveis invernos e muitas resenhas a definhar.

Uns poucos retratos figuravam sobre um móvel de madeira – o único que ainda havia ali, já aos cacos. Em cada imagem, numa força de expressão espantosa, as figuras humanas, em seus humildes trajes surrados por tantas secas, transpareciam suas marcas de expressão lapidadas pela amargura. O acervo de uma época em que vidas retratavam a vida em branco e preto. Resistindo à poeira, às numerosas teias de aranha e ao brusco efeito das horas, eram como os componentes vivos que ali viviam, intactos e eternos.

Os quartos escondiam os gritos abafados de misericórdia, num zumbido inconstante, entre soluços e palavras alternadas que desembocavam no corredor e se perdiam na escassez de ar que ali circulava. No chão, os resquícios de lágrimas derramadas eram representados pelas marcas escuras de mofo. E nos cantos, a presença fiel dos tocos de vela, com as pontas dos rastilhos inteiramente carbonizadas.

A luminosidade rara ali enfocada era explicada pela ausência de janelas. Havia apenas uma, disposta num pequeno ambiente, formatando a retangular entrada do vento brando e seco. Numa respiração ofegante, o ar e a luz disputavam espaços apertados para adentrarem o esquálido recinto.

Tudo estava a se manter inerte, entregue aos caprichos do estado atmosférico, estaticamente exposto aos desígnios naturais. Um pedaço de chão, entre paredes e sobre um teto abarroado, marcado pelo destino dos seus antepassados habitantes. Um vazio cheio de conteúdo, contendo a marca registrada daqueles que viveram sem ter vivido, num espaço cerceado de flores ávidas por florescerem, fez o cenário cruelmente perfeito à fotografia da solidão.

Autoria: Daniel José Feitosa Santos

José Ferreira da Silva - "Zé Ferreira"


Por Jussara Burgos

Um custodiense digno de ser lembrado é José Ferreira da Silva, profissão: armeiro. Ele era simplesmente o melhor do sertão. Nos dias de feira ele era muito procurado pelo povo da zonal rural. Também vinham pessoas de outras localidades trazerem armas para ele consertar. No quintal de sua casa tinha uma oficina com suas ferramentas e um fole, seus instrumentos de trabalho.

Era dono de um sítio que ele já chamava Pindoba, onde hoje tem o bairro com mesmo nome. Ele também era proprietário de um carro, um Ford Brochure ano de fabricação 1935, na cor preta, um dos poucos automóveis de Custódia, na época era chamado de “carro de passeio”. Quando alguém precisava ele fazia uma corrida. Uma vez fui para Sertânia com minha mãe e meus irmãos. Quando estávamos em cima da linha do trem, o carro apagou e o trem estava vindo. Ele ligava a chave e nada.,. O trem apitava e a gente suando frio, ainda bem que ele conseguiu sair a tempo e hoje eu posso contar esse fato.

José Ferreira da Silva, Zé Ferreira. Era filho Manoel e Tereza Ferreira da Silva. Era padrinho de minha mãe, ela o chamava de padrinho Ferreira.


Casou-se a primeira vez com dona Bé, Elizabeth Barbosa. O hospital de Custódia recebeu o nome em sua homenagem. Dona Bé, não teve sucesso em uma cirurgia para retirar um sinal e faleceu jovem ainda.

Viúvo, Zé Ferreira contraiu novas núpcias com Noeme Pereira de Sá, filha de Manoel Cassiano Pereira e Santina de Oliveira, nascida em 22/12/1920. Depois de casada passou a chamar-se Noeme Pereira da Silva. Ela ainda hoje reside na Praça Ernesto Queiroz, na casa que herdou do seu esposo. Zé Ferreira não teve descendentes nos dois matrimônios.

14 novembro, 2023

Os três mosqueteiros - por José Carneiro

Arte Alison Alcântara

por José Carneiro

TRAÇOS E RETRAÇOS retocando o retrato de três grandes figuras que posaram com elegância e desenvoltura perante a lente fotográfica no passado em Custódia. Trata-se, a meu ver, das três mais importantes personagens da história literária e social de Custódia, pelo muito que fizeram em prol de sua terra e sua gente. Foram, sem dúvida alguma, os baluartes de uma época, com uma longa e rica folha de serviço prestada ao torrão natal. Sem eles, com certeza, a história de Custódia seria outra bem diferente. São eles: Ernesto Queiroz Júnior (Ernestinho), Sílvio Carneiro de Farias Souza e Pedro Pereira Sobrinho (Pedrinho).

Ernesto Queiroz Júnior, filho de Ernesto Queiroz e Maria Josefina Gomes de Sá, casado com Ana Rosa Queiroz, havendo do casamento numerosa prole. Bacharel em Direito, natural de Custódia, residiu por muitos anos na cidade de Caruaru, onde foi advogado, professor da Faculdade de Direito, membro da Academia de Cultura, Ciência e Letras. Um bom orador. De temperamento irrequieto, não tinha papas na língua nem levava desaforo para casa. Autor de UM CORONEL SEM PATENTE, livro cujo título é o cognome do seu genitor. Era um homem de ação.

Sílvio Carneiro de Farias Souza, filho de Apolônio Carneiro de Farias e Maria de Souza Farias, casado com Creuza Leopoldina de Souza, tendo Isabella Carneiro de Souza como filha única. Nasceu em Custódia no dia 18 de abril de 1940. Técnico de Contabilidade, foi Prefeito de Custódia e Secretário da Prefeitura nas gestões dos Prefeitos Ten. Miguel José e João Miro. Professor de História e Geografia nos educandários de Custódia. Um bom orador. De comportamento austero e temperamento arredio, mas calmo, sereno e atencioso. Era um homem talentoso e tido como a cabeça pensante da família.

Pedro Pereira Sobrinho, filho de Joaquim Pereira e Corina Pereira, nasceu em Custódia no dia 14 de julho de 1940, casado com Maria Lenilda Lins Pereira , havendo do consórcio Paulo Joaquim Peterson Pereira e Paula Corina Peterson Pereira. Bacharel em Direito e Letras, foi advogado e professor em Custódia, fundador do Colégio Técnico Joaquim Pereira, Diretor do Colégio Ernesto Queiroz, da Copercusto e do Lions Clube da cidade. Maçom no mais alto grau maçônico (33). Um bom orador, tendo se projetado como criminalista, com destacada atuação no Tribunal do Júri Popular. Alegre, simpático e de boa palestra, conquistava a amizade de quantos com ele conviviam. De espírito empreendedor, não só tomava parte integrante mas atuava com entusiasmo em todas atividades sociais de sua terra natal. Gostava dele e ele manifestava admiração por mim. Um homem distinto.

Os três tinham muitos pontos em comum. Eram filhos de Custódia, oradores, professores, escritores, bons cidadãos, com sadia formação moral, social e intelectual, casados, pais de família e, sobretudo, homens probos e respeitados.

Ernesto, o mais velho, era uma espécie de comandante em chefe. Político, filho de político, era um pouco temperamental, mas, nem por isso, perdia sua posição de líder e sua condição de respeitabilidade. Além de outras atividades literárias, criou uma espécie de hebdomadário, com o sugestivo título de CUSTODIANAS, que marcou época. Era um periódico inteligentemente preparado, impresso em mimógrafo, que contava com a colaboração, entre outros, de Sílvio Carneiro e Pedro Pereira, sendo aguardado com ansiedade pela população, dadas as interessantes e bem humoradas matérias publicadas. Rendo-lhe minhas homenagens.

Sílvio era uma pessoa simples mas não popular, de comportamento austero e caráter firme e forte. Não obstante, era generoso e de fino trato. Sofreu muito com uma enfermidade que o martirizou a vida inteira, levando-o prematuramente deste mundo. Com a veia poética que Deus lhe deu, compôs o frevo CARCARÁ, que foi sucesso no carnaval mais animado que Custódia já festejou. Lembro-me dele com saudade.

Pedro Pereira homem polivalente, além das várias atividades desenvolvidas, teve a feliz inspiração de criar o SABARZINHO, bar de apurado nome, fincado no centro da Praça Padre Leão, que se tornou famoso, caindo no gosto do povo e fazendo história. Era dotado de espírito criativo. Eu gosto dele e ele gosta de mim. É o único que está vivo. Falo dele com sentimento de amizade.

Essas, em linhas gerais, as características principais desses verdadeiros bandeirantes, que deram muito de si, de forma livre e espontânea, em favor de uma boa causa e por amor à terra mãe e aos legítimos irmãos. Quem quiser saber mais e melhor sobre eles, navegue nas águas mansas e tranquilas do blog CUSTÓDIA TERRA QUERIDA, do abnegado Paulo Joaquim Peterson Pereira.

Com efeito, eles deixaram suas indeléveis pegadas no chão dadivoso de Custódia, que nem o tempo, com toda sua força de transformação, consegue apagar.

Enfim, eles entenderam e puseram em prática a lição passada por Mons. Thiamét Tót no seu consagrado livro O BRILHO DA MOCIDADE: “A ciência da inteligência sem a bondade do coração é um entorpecente que aliviando mata”.

Considero, Ernesto Queiroz, Sílvio Carneiro e Pedro Pereira os três mosqueteiros caboclos do vale do Moxotó, empunhando as espadas do saber e do trabalho em favor dos seus conterrâneos, numa autêntica reprodução dos criados por Alexandre Dumas, que se sente feliz e envaidecido pelo renascimento deles. 

13 novembro, 2023

A alma das ruas (José Carneiro)

 


JOSÉ CARNEIRO DE FARIAS SOUZA

A Baraúna
(Prosa e Versos)
Recife-PE
2015

As ruas são a alma das cidades. Toda rua tem um nome e uma história. Ninguém esquece a sua rua, especialmente aquela onde se viveu na infância. A rua sempre guarda algo que nos acompanha por toda a vida, porque ela faz parte da história de cada um de nós. Da minha rua recordo de muitas passagens agradáveis e deliciosas, especialmente da esquina, onde eu ia esperar minha primeira namorada quando ela vinha da escola e onde eu dei o primeiro beijo.

A Rua 4 de Outubro, hoje Praça Padre Leão, era a artéria principal de Custódia. Era o centro da cidade. Nela estava o grosso comércio e moravam os habitantes mais velhos do lugar.

Encabeçava a rua a Igreja Matriz de São José. As alas de suas casas eram distanciadas da outra e, no meio, onde agora é a Praça Padre Leão, não havia nada. Era aquele vazio.

Do lado direito, o primeiro imóvel, esquina com a rua da Várzea, o Açougue Público Municipal, seguindo-se a casa de Solidônio Medeiros e Marta Rodrigues, proprietários da Fazenda Serrote e tidos como os mais ricos do município; a casa de dona Dondom, mão do tabelião Né Marinho; a casa de Apolônio Carneiro e Maria Farias; a Casa Paroquial; a Casa de Né Marinho e Ester; um grande bangalô, alpendrado, que, transformado inteiramente, foi a loja de tecidos e residência do casal Valentim e Eva Simões; a loja de tecidos de Elpídio Pires, que veio a se casar com Alzira Pires; a loja de tecidos de Zuzu Pires, casado com Filomena Pires; a Casa Góis, comercial, dos irmãos Sebastião e Domingos Góis; a Padaria Confiança, de João Miro, casado com Jovelina Góis; a Padaria de Cícero Gomes, casado com a dona Bela; a casa de Pordeus Pires, casado com Dona Lica; e a Prefeitura Municipal, onde hoje é a agencia do Banco do Brasil.

O flanco esquerdo começava com o Hotel Sabá, de Izabel Mafra, atualmente a Prefeitura Municipal, seguindo-se a mercearia e casa residência de Joventino Feitosa, casado com Analrelina Góis/; o “Vapor”, bolandeira de descaroçar algodão, de Antônio Junco; o Bar Fênix, de Né Marinho; a loja de tecidos de Zé Daniel, casado com Laura Florêncio; a casa residencial e cartório de Luiz Amaral, oficial do Registro Civil; a Farmácia Pereira, de Joaquim Pereira, casado com Corina Pereira; e, por fim, a sapataria de Duquinha de Antônio Cota.

Na Rua 4 de Outubro nasci e passei a infância e juventude. Ela foi a fonte das minhas inspirações. Nela senti as primeiras manifestações da natureza e vivi os melhores dias de minha vida. Provei o sabor de viver e vi as belezas do mundo. Enfim, construí os mais coloridos sonhos de minha existência.

A Rua 4 de Outubro permanece viva na minha memória e retina como a mais sadia e promissora arrancada das realizações da minha vida pública e privada.

Eis parte da história da rua mais bela da face da Terra.

 

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