O Ginásio Municipal Padre Leão foi fundado em 1959 e iniciou suas atividades letivas em 1960. Sua primeira turma do antigo 4º ano ginasial formou-se em 1964. A equipe gestora pioneira contou com o Dr. Francisco de Sá Sampaio na direção e Maria José de Sá Queiroz como secretária — função que mais tarde foi assumida por Ana Auxiliadora Queiroz Amaral.
Entre 1960 e 1974, a instituição funcionou na estrutura da Escola General Joaquim Inácio, atendendo a uma turma inicial de 42 alunos do Ensino Fundamental (então 5ª a 8ª série). Em 17 de outubro de 1967, teve início a formação da 1ª Turma de Professores, concluída em 1970.
A partir de 1975, a escola passou a ocupar sede própria com uma dinâmica em dois turnos:
Tarde: Colégio Municipal Ernesto Queiroz, ofertando o Curso de Magistério.
Noite: Ginásio Municipal Padre Leão, mantendo as turmas de 5ª a 8ª série. Nessa fase, a direção ficou a cargo de Sílvio Carneiro de Souza e a secretaria com Maria Auxiliadora de Queiroz Amaral.
Em 1980, com a criação da Escola José Pereira Burgos, o Ginásio Municipal Padre Leão foi extinto. O prédio próprio permaneceu com o Colégio Municipal Ernesto Queiroz, que manteve o Curso de Magistério até 2008. Posteriormente, a instituição expandiu sua atuação para o Ensino Fundamental completo sob o sistema idealizado por Maria de Fátima Rodrigues Rafael, passando a operar nos três turnos: alfabetização e 1ª a 4ª série pela manhã; Curso Normal Médio (antigo Magistério) à tarde; e 5ª a 8ª série à noite.
Colégio Municipal Ernesto Queiroz, passou a oferecer todas as formas de ensino para a população, em 08 de setembro de 2008. O Curso Normal Médio foi para Escola Estadual General Joaquim Inácio, e sendo extinta em definitivo em 2020, com a criação do Curso Superior de Pedagogia.
Agradecimento as informações importantes enviadas por Francisco Bernardo (Chico de Aliti). Sua contribuição foi de grande importância para manter registrada a história dessa importante escola do município.

1ª Turma de Professores do Colégio Normal (1970)
1º fila em pé, da esquerda para direita:
Glorinha Amaral, Iracilda, Moema, Mazé Beltrão, Lindinalva(Professora de Prática de Ensino), Salete Amaral, Pipi Germano, Socorro Bezerra e Sebinha.
2º fila em pé, da esquerda para direita:
Maria Campos Silva (Nelizinha), Maria do Mudo, Nicinha do Quitimbu, Ednalva Marinho, Sonia Quidute, Dilza Valeriano e Rosa Góis.
3º fila sentados, da esquerda para direita:
Pedro Pereira(Vice Diretor), Nazinha, Etelvina Rodrigues, Cila Amaral, Zezita Queiroz e Orlando Ferraz(Diretor).

Nova Fachada
Em
11 de Setembro de 2024, foi realizado
Inauguração da requalificação do Colégio Municipal Ernesto Queiroz. Confira discurso de Andréa Queiroz(neta), na solenidade pode ser conferido CLICANDO AQUI
Quem foi ERNESTO ALVES DE QUEIROZ
Ernesto Alves de Queiroz nasceu em 20 de julho de 1898 na Fazenda Malhadinha, em Sertânia, filho de Francisco Alves de Queiroz Neto e Alvará de Goes de Melo. Homem de estatura alta e presença marcante, destacava-se pelo temperamento alegre, calmo e acolhedor, de fala pausada e modos cavalheirescos. Casou-se com Dona Maria Josefina Gomes de Sá, com quem teve quatro filhos: Ernesto Queiroz Júnior (Ernestinho), José Elídio de Queiroz (Zito), Maria José (Zita) e Maria das Graças (Gracinha).
Figura central e uma das personalidades políticas e empresariais mais influentes da história de Custódia, Ernesto construiu uma sólida trajetória pública. Em 1935, atuou como vereador e tornou-se o primeiro Presidente da Câmara de Vereadores do município, função que exerceu até 1937. Entre 1945 e 1947, trabalhou como tabelião em Pedra de Buíque. Na gestão executiva, esteve à frente da prefeitura de Custódia por três mandatos: de 1939 a 1944, de 1947 a 1951 e de 1959 a 1963.
Com grande carisma e habilidade social, fazia de sua casa um ponto de encontro aberto a todos. Ampliou sua rede de apoio e influência apadrinhando diversas crianças na região, cultivando uma vasta teia de compadres que fortalecia suas bases políticas. Filiado à União Democrática Nacional (UDN), manteve o domínio político da municipalidade por cerca de cinco décadas — diretamente ou por meio de correligionários de sua confiança —, consolidando uma liderança marcante no cenário local, ainda que enfrentasse a forte oposição do Partido Social Democrático (PSD) em nível estadual.
Reconhecido por sua integridade e honestidade na administração pública, manteve-se como um cidadão respeitado e generoso. No entanto, a dedicação à vida pública cobrou um alto preço financeiro e pessoal: para custear suas campanhas e atividades políticas, desfez-se de bens como a propriedade rural Várzea Limpa e a Bolandeira da cidade, vivendo de forma sóbria em seus últimos anos.
Ernesto Alves de Queiroz foi vítima de um homicídio em Caruaru, crime decorrente das violentas disputas políticas e rivalidades familiares que caracterizaram a região ao longo do século XX. Como tributo ao seu legado e à sua contribuição para o desenvolvimento do município, o Colégio Municipal de Custódia carrega o seu nome em sua homenagem.
Autor: Colaboradores do Blog Custódia Terra Querida e de Francisco Bernardo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário