29 abril, 2026

Custodiense Jussara Burgos se torna Membro Titular na Academia Valparaisense de Letras (GO)




A Academia Valparaisense de Letras (AVL) realizou na noite de ontem, a Cerimônia de Posse de seus novos Membros Titulares e Membro Correspondente. Um encontro que celebrou a literatura, a arte e o fortalecimento da cultura naquela cidade.

A custodiense Jussara Burgos, filha do casal José Burgos e Noêmia Pereira, tomou posse como Membro Titular da Cadeira nº 34, que tem como Patronesse Raquel de Queiroz.

Comentou para o Blog Custódia Terra Querida, onde colabora desde do inicio em 2007, sobre a Posse na AVL.

Com alegria serena e o coração tomado de gratidão, compartilho este momento que se inscreve entre os mais significativos da minha trajetória.

A posse na Academia Valparaisense de Letras, ontem, dia 28 de abril de 2026, representa não apenas uma conquista pessoal, mas a celebração de um caminho tecido com dedicação, afeto e perseverança.

Divido, com minha terra querida, este instante de realização, na esperança de que ele também inspire outros a acreditarem na força dos seus próprios sonhos.











DISCURSO

Tudo começa com uma história. Antes mesmo de compreendermos o mundo, já somos conduzidos por narrativas aquelas que nossos pais nos contam, que embalam nossos medos, alimentam nossos sonhos e nos ensinam, com delicadeza, a existir. Crescemos ouvindo histórias e, quase sem perceber, passamos também a contá-las: nos palcos, nas páginas, nas telas e até nos silêncios. Porque, no fundo, viver é isso: tecer histórias com o fio invisível do tempo. Eu fui Gandavo, uma contadora de histórias.

E talvez nunca tenha deixado de ser. Era esse o nome do grupo de teatro amador do qual fiz parte, onde entre luzes simples e sonhos imensos, aprendi que toda existência pede voz. Mais tarde, meu amigo Carlos Lopes, também Gandavo, fundou um blog com esse mesmo nome. E foi ali que minhas palavras encontraram abrigo: publiquei contos, compartilhei caminhos, dividi páginas com escritores de todo o Brasil. E assim, pouco a pouco, fui voltando para casa para aquilo que sempre fui.

Mas houve um instante inaugural, desses que a memória guarda como um milagre silencioso. Eu tinha 16 anos, estudava em um colégio interno de freiras, e escrevi um poema que, quase sem perceber, abriu em mim uma fresta de mundo. Uma colega, cujo pai trabalhava no jornal da cidade, pediu para publicá-lo. Dias depois, voltou com ele impresso e, naquele papel simples, recortei um pedaço de sonho e, com todo carinho, nas férias, levei-o como presente à minha mãe. Ela leu e, emocionada, disse: “Quem sabe se não estou diante de uma Rachel de Queiroz…”

Naquele instante, algo em mim despertou para sempre.

Ao chegar a esta Academia Valparaisense de Letras, não escolhi por acaso a cadeira 34. Sobre meus ombros repousa a honra de ter a cearense Rachel de Queiroz como patronesse a primeira mulher a ocupar um lugar na Academia Brasileira de Letras. Fundada em 1897, sob a presidência de Machado de Assis, a ABL levou oitenta anos para acolher uma mulher. Oito décadas para que o silêncio se convertesse em voz e a voz encontrasse imortalidade.

Ao assumir seu lugar, Rachel não apenas ocupou um espaço:  deu início a um novo tempo. Raquel de Queiroz recebeu outra honraria , foi   também a primeira mulher a receber o Prêmio Camões, consagração que veio pela força incontestável de sua obra e como reconhecimento de um talento que já iluminava gerações. Assim, tornou-se farol para tantas outras mulheres

Escolho esta cadeira como quem faz um gesto de amor e de memória.

É a minha forma de homenagear, com palavras, aquela mulher que um dia me viu antes de mim mesma: minha mãe.

Trago também comigo a presença do meu avô materno, Joaquim Pereira. Foi analfabeto até os 14 anos.

E, depois de aprender a ler, tornou-se um apaixonado pelas palavras, dono da maior biblioteca particular de sua cidade. Ele me ensinou, sem jamais dizer, que nunca é tarde para começar — e que os livros são portas que, uma vez abertas, jamais se fecham.

A poesia de João do Vale me deu asas para voar até aqui.

Ele compôs Rojão de Brasília — e, no tempo em que a Capital nascia do barro e do sonho, ela ecoava na voz de Jackson do Pandeiro, dizendo:

“O Brasil está construindo mais uma grande cidade
Que antigamente foi sonho e hoje é realidade
Está ficando povoado, todo o meu Brasil central
Riqueza própria e glória trouxe a nova capital.”

E mais adiante, como um sopro de encantamento a música diz:

“O Planalto é tão lindo que a gente tem a impressão
Que bem ali, bem pertinho, o céu encosta no chão.”

Foi essa imagem do céu tocando a terra que acendeu em mim o desejo profundo de conhecer o Planalto Central. Em 1976, conheci Brasília foi amor à primeira vista. Nesse ano celebramos nossas bodas de ouro. Brasília foi a ponte para eu chegar aqui. E, entre todas as conquistas, reconhecimentos e caminhos percorridos, a minha maior premiação é este fardão que agora visto não como adorno, mas como símbolo de uma caminhada 

Neste momento tão significativo, agradeço aos amigos e familiares aqui presentes, testemunhas e, muitas vezes, personagens dessa jornada feita de histórias.

Porque tudo gira em torno delas. Uma peça de teatro só respira porque há uma história pulsando em seu coração. Um filme nos atravessa porque reconhecemos nele fragmentos de nós mesmos. E eu estou aqui, diante de vocês, porque acreditei, contei e vivi histórias.

E assim sigo.

Delicadamente tecida por palavras, movida pela emoção, sustentada pela memória.

Porque, no fim, somos isso: histórias que caminham, que sentem, que resistem…e que encontram, na escuta do outro, não apenas abrigo, mas a sua eternidade.




POSSE DOS NOVOS ACADÊMICOS - AVL



Para assistir apenas o discurso de Jussara Burgos, vá até em 1h32min e 09s do video acima.

28 abril, 2026

Mensagem da amiga Lindinalva Almeida para Maria Lenilda (Lena Pereira)



Morre, neste 25 de abril, a querida amiga Lenilda Lins Pereira, na cidade do Recife.

Ah, como dói perder nossos entes queridos, meu Deus!

“Algumas pessoas passam pela nossa vida como o vento leve de uma tarde de verão. Não ficam para sempre, mas deixam uma brisa que refresca a alma.”

O paradoxo da vida é este: aprender o valor da vida ao tempo que, lentamente, a perdemos.

Hoje, todos choramos a partida da nossa conterrânea Lenilda, ou Lena, como era conhecida. A despedida de alguém que parte para a casa celestial traz consigo um sentimento de dor e de tristeza. Mas, devemos seguir adiante, com a certeza de que a ressurreição é o nosso galardão.

Lenilda era filha do Excelentíssimo ex-prefeito do município de Custódia, senhor Adauto Pereira e da professora aposentada, a senhora Nita Lins Pereira. O casal teve dez filhos. Lena era uma dessa prole grandiosa: cinco homens e cinco mulheres.

Nascida no distrito da Maravilha, Custódia – PE.
Credo religioso: católica praticante.
Casada com o Dr. Pedro Pereira Sobrinho (in memoriam).
Mãe de um casal de filhos: Paulo Peterson e Paula Peterson, e avó de três netos.

Lena era uma das moças mais bonitas de sua juventude.
Dotada de vários dons, seus trabalhos manuais eram perfeitos. Educada e sempre presente na vida dos amigos. Trabalhou por muitos anos na Farmácia Pereira ao lado de seu sogro Joaquim Pereira e alguns filhos de Dona Noêmia. Ainda trabalhou no Colégio Técnico, de propriedade de seu esposo, além da Secretaria de Assistência Social no Programa Bolsa Família. 

A mulher: filha, esposa, mãe, irmã, sogra, tia e cunhada. Exímia dona de casa, soube ver todos dentro da célula base da família. Amou-os com afeto e discrição.

Essa saudade vai doer. Com certeza, sentirão a falta da mão amiga, sempre estendida a todos que a procuravam; da palavra de apoio; do café, nos intervalos dos jogos de baralho na casa de sua irmã Rosa; dos almoços em família, quando ela se propunha a cozinhar deliciosos pratos.

As boas lembranças também virão com a cadeira vazia na calçada de sua casa, espaço que aconchegava, todas as tardes, família e amigos para um bom e inesquecível bate-papo.

Aos seus filhos, netos, genro, nora, irmãos, sobrinhos e cunhados, o amor era dado e recebido com toda intensidade.

Amigos, agora só a oração vai diminuir a saudade do anjo bom que já não está entre nós.

Descanse em paz, Lena!

Em nome dos queridos amigos Paulo, Paula e Rosa, estendo nosso sentimento e nossas orações a todos os familiares.

Abraços de paz e luz!

Arnaldo e Lindinalva (Nenê).
Escritora.

Custódia, 26 de abril de 2026.


 

14 abril, 2026

As Vitrines - Jorge Remígio


Jorge Remígio.
Recife, abril de 2026


Estávamos no ano de 1982, porém não lembro qual o mês. Finalmente os irmãos Farias Remígio estavam morando juntos na capital. Não era fácil, para muitas famílias do interior, manter os filhos estudando na universidade. Mesmo esta sendo pública, havia gastos que muitos pais não podiam arcar.

Vamberto era um empresário com familiares em Custódia, inclusive, a sua irmã era amiga das minhas irmãs, e isso facilitou todo o processo do contrato de aluguel do imóvel onde fomos morar. Era um apartamento vizinho ao dele. A juventude é festiva por natureza, e creio que a nossa era até demasiada. Então, nos finais de semana não faltavam festas e encontros com amigos da nossa cidade do interior.

Quando não íamos para a Praia de Boa Viagem, sempre tinha opção nos bares da Ilha do Leite, Boa Vista e principalmente no Derby, onde reinava a feirinha na praça, sempre aos domingos. Olinda era um programa raro, até porque ninguém era motorizado. Vamberto era de outra geração, mas muito ligado a todos nós, e em muitos momentos participava das bebedeiras e batucadas que fazíamos. Ele tinha um carro que eu achava o maior “barato".

É uma gíria da época. Carro esportivo, de playboy como se referiam ao famoso Puma. Conversível, pois arriava a capota, um verdadeiro charme. Porém, tinha um detalhe, só havia dois bancos. Eu desejava muito andar de carona naquele Puma, mas Vamberto quando saia era sempre com a noiva. Claro que sempre mantive a esperança, não dizem que é a última que morre? Pois em um final de tarde de um domingo qualquer, tive uma grata surpresa. Vamberto me perguntou.

-Jorge, você conhece a feirinha do Alto da Sé?
-Não

Eu ia em Olinda no carnaval ou em outro momento esporádico. Ele estava se arrumando para sair, então me veio a interrogação. “Será que ele vai me convidar para ir para essa feirinha? Claro que eu pensei no Puma, como não! Que felicidade quando ele perguntou.

-Queres ir comigo lá?
-Oxe! só se for agora. Eu vou trocar de roupa rapidinho.

Quando retornei, Vamberto falou que havia esquecido uma coisa, entrou no quarto, pegou um revólver e colocou no cós, na parte de trás.

-Jorge, tu estás armado?
–Tô nada, tu sabes que eu entrei a pouco tempo na Polícia Civil, e um revólver é caro.

Atualmente eu estou trabalhando no arquivo, depois eu penso nisso. Nessa época, muitas pessoas andavam armadas, bastava ter condições financeiras para comprar, e também gostar de portar. Não era difícil adquirir o porte de armas. Enfim, o sonho realizado. Entramos no Puma e logo pegamos a grande Avenida Agamenon Magalhães com destino a Olinda. Realmente era uma sensação prazerosa, aquele vento na cara e as pessoas nos seus Fuscas, Brasílias, Chevettes e Corcéis, olhando com admiração para o Puma. Usando um neologismo, era um “amostramento” mesmo, da minha parte. Quando chegamos em Olinda, cidade que respira cultura e contracultura também, já era noite, e, após estacionarmos o carro, nos dirigimos para o bar, Cantinho da Sé. Muito conhecido e, naquele local, era o mais badalado e concorrido. Quando adentramos, já havia bastante pessoas, pois em seu interior não havia mesas vazias. Mas, o nosso interesse era ficar no terraço, pois havia uma excelente vista para o Recife ao fundo. Ficamos fitando o local para descobrir uma mesa vazia. Encontramos, porém não havia tamboretes. “E
agora?” Ficamos em pé ao lado da mesa, esperando o garçom para tomar uma providência.

Foi nesse exato momento que Vamberto viu dois tamboretes sem uso, em uma mesa próxima. “Eita! resolvemos o problema” Será? Tinham dois rapazes na mesa, e quando Vamberto pegou um dos tamboretes, um dos rapazes levantou-se rápido e pegou na outra perna do banco. Puxou forte, mas Vamberto não se intimidou e também deu um solavanco.

Ficaram os dois agarrados ao mesmo tempo no banco, e a troca de impropérios foi grande. O outro rapaz da mesa ficou de pé, mas não interveio. Foi tudo muito rápido, eu fiquei ao lado de Vamberto, e a cabeça estava a mil. Pensava: “Que B.O. pesado da gota” Porque aquilo poderia tomar proporções gigantescas. Vamberto estava armado e qualquer atitude da outra parte que configurasse uma ameaça com arma, o desfecho seria fatal. Eu tinha poucos meses como policial, estava no estágio probatório, que são dois anos, então se me metesse em uma confusão daquela, tinha plena consciência que as consequências seriam problemáticas demais. Todas as pessoas que estavam naquela área externa do bar ficaram na expectativa. Muitas de pé, na iminência de se retirar do local. A bala perdida sempre existiu. Os dois rapazes eram louros e de estatura alta, mas Vamberto os enfrentou de frente, com uma coragem que me surpreendeu. Tenho certeza que os dois rapazes também foram surpreendidos por aquela atitude, pois, após soltar o banco, pediram a conta ao garçom, que observava tudo, próximo onde estávamos. Quando os dois saíram, peguei um banco e sentamos na mesa. Vamos relaxar um pouco, baixar a tensão. Mas, fiquei com a “pulga atrás da orelha”.

-Vamberto, não vamos dar as costas para a entrada do bar, porque pode haver surpresa, esses caras podem retornar.

Momento tenso. Pedimos uma cerveja ao garçom, para aliviar o estresse que foi grande. O bar estava cheio, mas fomos atendidos rapidamente. Quando o garçom chegou à mesa, abriu um grande sorriso para Vamberto, e falou.

-Parabéns! Você foi o único que enfrentou esses caras. Eles são Tenentes do Exército, são gaúchos e já causaram vários problemas aqui no bar. Todo final de semana é um tumulto.

São uns quatro que vem sempre.

Eita! gota, pensei no ditado que diz.”Nada é tão ruim que não possa piorar”. Eu sabia que havia um Quartel do Exército na PE 15 e não era muito distante dalí. Então, falei para Vamberto.

-Vamos sair daqui rápido, é muito provável que esses Tenentes cheguem aqui com a Polícia do Exército. Com certeza eles se sentiram desmoralizados e vão querer a desforra

Vamberto ainda quis argumentar que não poderíamos sair correndo dali, mas convenci ele, dizendo que não precisava correr, mas pagar a conta e ir para outro local. Estávamos vivendo em um regime ditatorial, e sabíamos como as coisas eram resolvidas, principalmente quando se envolvia algum militar. Fomos pagar a cerveja, mas o dono do estabelecimento falou que já estava paga. Nem questionei quem havia pago, mas com certeza foi uma cortesia. Saímos do Cantinho da Sé, e seguimos para o outro lado da igreja, e entramos em um bar muito convidativo, até pela bela decoração. Sentamos em uma mesa sem o menor problema, local aconchegante, e pedimos uma cerveja. É como se a poeira tivesse baixando, a normalidade dando as caras. Que tensão, ufa! Agora estava tudo bem, a luz não muito forte, exigia uma melhor observação do ambiente. Olhei os abajus as plantas, e há poucos metros de onde estávamos, uma radiola de ficha luminosa, tocava AS VITRINES, música e letra de Chico Buarque de Holanda.



08 abril, 2026

Praça Padre Leão e seus pontos comerciais no final da década de 70



No primeiro imóvel da foto, funcionou a Farmácia de Elpídio Pires, entre 1963 e 1964.

Posteriormente foi de propriedade de Severino Pinheiro. A residência seguinte foi do Sr. Evilácio Bernardo da Silva e Joana Rodrigues da Silva, ele tinha um bar e uma mercearia, vizinho ao bar de Jurandir, Bar Fênix.

Depois o famoso Bar Ponto Certo. Em 1962, pertencia a Demócrito Rodrigues de Queiroz, tempos depois foi de Gerson Rodrigues de Queiroz (Deta), entre 1970 e 1973. Foi de propriedade também de Joãozito, João do Ponto Certo, e por fim, de Luciano Góis Veríssimo.

A loja seguinte, na década de cinquenta foi uma loja de tecidos de Antenor Pires, depois de Severino Pinheiro, posteriormente foi o primeiro supermercado da cidade, pertencente a Heleno Chaves, depois Supermercado Ribeiro, e hoje lojas Americanas.

Seguido do prédio que foi a Padaria Confiança, de João Miro da Silva e esposa Jovelina, depois os dois prédios conjugados, que era a Casa Góis, de propriedade dos irmãos Domingos Alves de Góis e Sebastião Alves de Góis.

Por último, após o beco, a padaria de Pedro e Delicia Rafael. Posteriormente vários familiares assumiram atividades nesse local, Geralmino, Rildo e Reginaldo.



No outro lado da Praça, com vista da torre da Igreja Matriz a primeira casa, antigamente foi o Cartório de Né Marinho, Budega de Joventino, sua residência em seguida, a casa onde hoje é a Cisagro, era a casa do pai de Zé Agostinho que casou com Vânia Rafael.

O prédio seguinte, só foi o supermercado Ribeiro, em 1976. Nessa época devia funcionar algum bar.

Residência de Zezito Caju e o prédio seguinte, foi o consultório odontológico de Dr. Pedro Pereira Sobrinho, hoje é a Varadinha do Vavá.

Na esquina do outro lado, por muito tempo foi a mercearia e bar de Valdeci, filho de seu João Barros. Já foi Pizzaria e até hoje é o BAR ALTAS HORAS.

Na sequencia a residência de Manoelzinho Cassiano, pai de Neli Aleixo. Após a loja de móveis dos irmãos João e Inaldo Azevedo e o prédio da Farmácia Pereira, fundada em 1937.

Paulo Peterson, com apoio de José Melo e Jorge Remígio.

05 abril, 2026

Das galinhas ao helicóptero: a trajetória que moldou um advogado de sucesso


publicado originalmente em:
Naçao Juridica. 


O início de uma trajetória profissional é, muitas vezes, definido pela resiliência. No interior do Maranhão, um episódio tornou-se emblemático: o recebimento de honorários advocatícios representados por duas galinhas na porta de um fórum. Embora o gesto tenha sido registrado com orgulho pelo profissional, foi alvo de ironia por quem limitava o conceito de sucesso ao valor financeiro imediato.

Para o advogado Janio Queiroz (@janioqueiroz_), essa experiência foi um pilar de sustentação para uma carreira sólida. Anos depois, a dedicação resultou em um cenário distinto: um passeio de helicóptero no Rio de Janeiro, oferecido por um cliente em sinal de reconhecimento. Contudo, a essência desta evolução não reside no luxo do presente, mas na confiança estabelecida ao longo de todo o percurso.

A advocacia de sucesso não deve ser mensurada apenas pelas cifras, mas pela capacidade de construir relacionamentos pautados na ética e na competência. Aqueles que desconsideram os começos humildes falham em compreender que o êxito é um processo cumulativo. Cada etapa cumprida com excelência prepara o profissional para resultados cada vez maiores.

A transição entre o cenário rural e o horizonte urbano demonstra que a carreira responde à persistência e à manutenção de princípios. O sucesso é, portanto, a consequência natural de uma atuação que preserva a dignidade em todas as instâncias. Esta trajetória reafirma que o respeito ao cliente e a constância no trabalho são os maiores ativos de um advogado.

Fonte: Clique Aqui

03 abril, 2026

Atual E.C.



Um dos melhores times de Custódia de todos os tempos, o ATUAL E.C.

Presidente era Fernando de Durval.

Tinha um dos melhores jogadores da época, o craque FRANCIELHO SOBREIRA, mais conhecido como "Esquerdinha", hoje funcionário público municipal.

Nos dias atuais, alguns desse time seriam jogadores de qualquer equipe profissional do cenário nacional.

Por José Orlando


 

7 de Setembro de 1970 em Custódia-PE



Da esquerda para direita :

Ulisses Góis, em seguida morador do Dnocs, filho de Dona Bia, Maninho,
 Ivanildo de Jonas e Marcos Moura.

01 abril, 2026

Livro "Os pedaços dos retalhos de Bebeth" do custodiense Cristiano Jerônimo



Sexto livro do escritor Cristiano Jerônimo e o primeiro no gênero Romance/Prosa, a obra conta a história de uma jovem sertaneja de família tradicional do interior de Pernambuco que deixa a família no interior do seu estado para estudar na capital, Recife. A estrutura narrativa de “Os pedaços dos retalhos de Bebeth” segue um formato não linear, onde a protagonista revisita momentos de sua vida por meio de memórias fragmentadas e reflexões pessoais.

O livro utiliza uma abordagem intimista e sensorial, explorando temas como sexualidade, superação e identidade. A narrativa é construída com saltos temporais, alternando entre o passado e o presente, o que permite ao leitor acompanhar a evolução da personagem e compreender os desafios que ela enfrenta. Além disso, há um forte uso de descrições detalhadas e diálogos introspectivos, que ajudam a criar uma conexão emocional com a jornada da protagonista, Bebeth.

O que ninguém contava é que essa história acabaria com um final tão surpreendente.

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