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Jussara Burgos
Impulsionadas por esse cenário favorável, as classes produtoras apoiaram o empresário Inácio Miranda & Cia. Ltda. a fundar mais uma fábrica de beneficiamento de caroá. O local escolhido foi o Sabá, na zona rural do município de Custódia. Construída sob rigorosas exigências técnicas, a unidade contava com uma capacidade inicial de processamento de 500 litros diários, volume que, em pouco tempo, saltou para 1.000 litros por dia.
O expressivo investimento financeiro na localidade, estimulado pelo governo estadual, permitiu a aquisição de terras e de maquinários modernos para aperfeiçoar a industrialização da fibra. Com isso, a fábrica do Sabá tornou-se uma das mais importantes de Pernambuco. Além da instalação de energia elétrica, o complexo incluiu a construção de residências para o gerente e para os operários, promovendo uma melhoria significativa no bem-estar e na qualidade de vida dos trabalhadores.
Fonte: Jornal Diário da Manhã

Segundo a tradição local, a
ocupação do atual território de Custódia teve início no século XVIII com o
coronel Luiz Tenório de Melo Dodô. O ponto de partida, foi a localidade de
Quitimbu, área então habitada por uma tribo indígena de nome desconhecido, originária
da aldeia de Serra Negra.
Com o passar dos anos, Quitimbu
consolidou-se como um núcleo de relativa importância. Tanto que, em 1º de julho
de 1909, a Lei Estadual nº 991 elevou a localidade à sede de distrito,
integrando o município de Alagoa de Baixo — atual Sertânia.
Paralelamente, ainda no século
XIX, um grupo de pioneiros fixou residência em uma área próxima, atraindo novos
moradores. Entre eles estavam Manoel Alves de Siqueira, Serapião Domingos de
Resende, José Florêncio da Silva, José de Moura Leite, José Alves de Siqueira,
Joaquim Pereira de Sá, Antônio Alves de Góis Melo e o tenente Antônio José de
Moura.
Manoel Alves de Siqueira batizou
a propriedade onde hoje fica a sede municipal como Fazenda Santa Cruz. Já
Antônio Alves de Góis Melo e o tenente Antônio José de Moura doaram terras —
com cerca de 160 metros de frente por 3.000 metros de fundo — para a criação de
um patrimônio dedicado a São José, atual padroeiro da cidade.
Na mesma época, instalou-se na
região Maria Custódia Osório de Campos, a "Dona Custódia". Nascida em
1800 na Fazenda Conceição (em Flores do Pajeú, hoje Betânia, a 5 quilômetros de
Sítio dos Nunes), ela era filha de Firmina Barbosa de Aragão e do capitão de
ordenanças Manoel José de Campos. O prestígio e a presença de Dona Custódia
foram tão marcantes que, mais tarde, seu nome acabou batizando a sede do
município.
Pouco depois, os padres jesuítas
Ibiapino e Agostiniano chegaram à localidade enquanto fugiam de uma
perseguição. Acolhidos calorosamente pelos habitantes, os religiosos
permaneceram ali por alguns meses e ergueram uma capela também dedicada a São
José, consolidando a fé e a comunidade local.
Em reunião com os antigos
moradores para a escolha de uma nova denominação para o lugar, convencionou-se
adotar o nome de Custódia. Embora o termo signifique "guarda" ou
"proteção" (e, por extensão jurídica, "local de detenção"),
a escolha foi uma homenagem direta à benfeitora Dona Custódia. Após a
definição, os jesuítas enviaram cartas a Sua Santidade, o Papa, relatando as
novidades do interior pernambucano, com especial destaque para o povoado que
nascia.
O crescimento acelerado da localidade impulsionou o tenente Antônio José de Moura e José de Siqueira a criarem uma feira livre. A iniciativa transformou a dinâmica do lugarejo, atraindo moradores de fora e diversificando a economia local.
Na agricultura e na pecuária, ganharam destaque pioneiros como Joaquim Barbalho, Antônio Cleto, os irmãos Antônio Palmeira e Lúcio Ferreira, o capitão Francisco do Amaral, João Veríssimo e o capitão Antônio Alves de Góis (popularmente conhecido como Antônio do "Umbuzeiro").
Já no comércio, os primeiros expoentes foram
Manoel Rodrigues de Melo (o Manoel da Barra), José de Moura Leite, José Estrela
de Sousa e José Ferreira da Silva.
Graças a esse desenvolvimento, uma lei municipal de 15 de outubro de 1909 elevou o povoado à categoria de vila. Na época, o território pertencia ao município de Alagoa de Baixo (atual Sertânia), e a mudança fez com que Custódia assumisse a sede do distrito, posto que até então pertencia a Quitimbu. Na divisão administrativa de 1911, a região consolidou-se nessa estrutura.
O desejo de emancipação política
crescia entre os habitantes. Em 1916, aproveitando a passagem do governador do
Estado, Dr. Manoel Borba, a população prestou-lhe uma grande homenagem e
apresentou formalmente o pedido de autonomia.
A aspiração popular
concretizou-se 12 anos depois. Pela Lei Estadual nº 1.931, de 11 de setembro de
1928, a vila de Custódia foi elevada à categoria de cidade, constituindo um
município autônomo com terras desmembradas de Alagoa de Baixo, Flores e
Floresta do Navio.
Sua instalação oficial ocorreu em
1º de janeiro de 1929, inicialmente composta por dois distritos: a sede e
Betânia. Embora tenha começado sob a jurisdição jurídica de Alagoa de Baixo, a
independência plena veio com o Decreto-Lei Estadual nº 952, de 31 de dezembro
de 1943. O decreto estabeleceu a Comarca de Custódia, com termo único, mantendo
em sua composição jurídica e administrativa os distritos da sede e de Betânia.
FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA
O distrito foi inicialmente
criado pela Lei Estadual nº 991, de 1º de julho de 1909, com sede na povoação
de Quitimbu, então elevada à categoria de vila. Pouco tempo depois, em 15 de
outubro do mesmo ano, uma Lei Municipal transferiu a sede do distrito para a
povoação de Custódia.
Na divisão administrativa de
1911, Custódia figurava oficialmente como distrito pertencente ao município de
Alagoa de Baixo.
A emancipação política ocorreu
por meio da Lei Estadual nº 1.931, de 11 de setembro de 1928, que criou o
município de Custódia com território desmembrado dos municípios de Alagoa de
Baixo, Flores e Floresta, concedendo à sede os foros de cidade. Sua instalação
oficial deu-se em 1º de janeiro de 1929.
Nas divisões territoriais
subsequentes — incluindo o quadro de 1933 (publicado pelo Ministério do
Trabalho, Indústria e Comércio), as apurações de 1936 e 1937, e o Decreto-Lei
Estadual nº 92, de 31 de março de 1938 — o município permaneceu composto por
dois distritos: o da Sede e o de Betânia.
Essa mesma estrutura com dois
distritos (Sede e Betânia) foi ratificada e mantida pelos Decretos-Leis
Estaduais nº 235 (de 9 de dezembro de 1938) e nº 952 (de 31 de dezembro de
1943), que fixaram a divisão territorial para os quinquênios 1939-1943 e
1944-1948, respectivamente.
PARTICULARIDADES GEOGRÁFICAS
O principal destaque geográfico do município é a Serra do
Sabá, formação que abriga a famosa fonte de água mineral de mesmo nome.
A denominação do local foi dada
em 1929 por Vicente Trevas, o responsável por descobrir a fonte. Segundo a
tradição oral da região, Trevas teria obtido o roteiro de localização da
nascente no estado da Bahia. Documentos históricos baianos da época confirmam
que o nome escolhido por ele foi uma homenagem direta à lendária Rainha de
Sabá.
Autor do Histórico:
José de França Filho - Agente de Estatistica
Redação Final:
Denise Duarte de Barros
Fonte dos Dados:
Agência Municipal de Estatistica e Departamento Estadual de Estatistica
Enciclopédia dos Municipios Brasileiros vol. XVIII.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica.
Rio de Janeiro 1958. pag 103.
Fonte: Jornal do Recife, edição do dia 05 de Dezembro de 1929
Em uma noite marcada pela emoção, reconhecimento e valorização do trabalho comunitário, Francisco Alves da Silva foi um dos homenageados da edição 2025 do Troféu Ébano, honraria concedida a personalidades que se destacam por sua atuação em favor da comunidade e da promoção da dignidade humana.
O evento foi realizado no tradicional Teatro Vitória, em Limeira-SP, reunindo autoridades civis, religiosas, representantes de movimentos sociais, familiares e membros da comunidade. O Troféu Ébano foi idealizado pelo saudoso Padre Maurício (in memoriam), que criou a premiação com o objetivo de reconhecer pessoas que dedicam parte de suas vidas ao serviço comunitário, especialmente em ações voltadas à inclusão, solidariedade e valorização da cultura afro-brasileira.
Francisco Alves recebeu a homenagem pelos relevantes trabalhos prestados à comunidade da Paróquia Santa Luzia, sendo reconhecido por sua dedicação às causas sociais, culturais e humanas desenvolvidas ao longo dos anos.
A entrega da premiação foi realizada pelo Padre Ricardo, que representou a Paróquia Santa Luzia na cerimônia, acompanhado pelo Secretário Municipal de Cultura de Limeira, Bruno Bortolan, reforçando a importância institucional do reconhecimento concedido aos homenageados.
Em um dos momentos mais emocionantes da solenidade, Francisco Alves foi conduzido ao palco por membros da comunidade, em um gesto simbólico que representou o carinho, o respeito e a gratidão daqueles que acompanharam sua trajetória de serviço e compromisso social.
Ao receber o troféu e o certificado de reconhecimento, Francisco destacou a importância do trabalho coletivo e agradeceu a todos que fizeram parte de sua caminhada. Entre os presentes estavam sua esposa, Maria Auxiliadora, a coordenadora da Pastoral Vocacional, Zezé Tavares, sua sobrinha Tayana, acompanhada de seu esposo Jonas, além de amigos, familiares e diversos representantes da comunidade paroquial.
As imagens da cerimônia registraram momentos marcantes da noite: a entrada solene dos homenageados, a entrega oficial da premiação e a celebração conjunta entre lideranças religiosas, autoridades públicas e membros da comunidade.
O Troféu Ébano reafirma, a cada edição, sua missão de reconhecer homens e mulheres que transformam realidades por meio da solidariedade, do compromisso social e do serviço ao próximo. Em 2025, a homenagem concedida a Francisco Alves da Silva tornou-se mais um capítulo dessa história de valorização daqueles que fazem a diferença na vida das pessoas.
"Receber este reconhecimento é uma honra que compartilho com minha família, amigos e toda a comunidade que caminhou ao meu lado. Este troféu representa o valor do serviço, da fraternidade e do amor ao próximo." — destacou Francisco Alves durante a cerimônia.
A noite encerrou-se sob aplausos do público presente, celebrando não apenas os homenageados, mas também os valores de união, respeito, inclusão e compromisso comunitário que inspiraram a criação do Troféu Ébano e continuam vivos em cada edição da premiação.
Link: BIOGRAFIA

Ronaldo Leonel o "Menino do Inbu"
Irmãos: Jurandir Rodrigues de Freitas, Iracilda Rodrigues de Freitas, Elvira Rodrigues de Freitas Oliveira, Sueli Rodrigues de Freitas, Eunice Rodrigues, Zezito Rodrigues e Nemésio Rodrigues.
Residência: Praça Padre Leão, nº 66.
Dona Etelvina partiu!
Custódia está de luto e reconhece a importância e a contribuição que sua geração ofereceu para o desenvolvimento do município em todos os seus campos.
Foi a esposa que se dedicou com a força do amor e do companheirismo. A mãe e avó que conhecia cada um dos seus e cuidava de todos com carinho e amor incondicional. A sogra sempre de mãos estendidas para acolher e ajudar.
Foi também a amiga que todos gostariam de ter. Sua face serena confirmou que a paz conduz à luz. Chamou minha atenção seu semblante enquanto participamos do seu velório, pois era o de quem não deixou nada fora do lugar. E partiu com a certeza de que a eternidade é sua nova morada.
Católica, firme na fé e fiel aos seus princípios religiosos, nunca faltava às missas dos domingos, das quintas-feiras e das primeiras sextas-feiras do mês. Integrava o Apostolado da Oração e era uma das primeiras a chegar à igreja para participar das celebrações.
Com o terço nas mãos, rezava baixinho, meditando os mistérios.Era bonito ver o respeito e o carinho que demonstrava pelos padres da Paróquia São José. Na procissão de entrada, cantava e acompanhava os cânticos com suas pequenas e delicadas palmas. Em um gesto de quem reconhecia a importância do outro, abraçava e beijava a mão dos sacerdotes da paróquia.
Simples, não é, meu irmão? Contudo, um gesto grandioso.
Por isso, ame enquanto pode. Cuide enquanto há tempo. Valorize os detalhes simples e as conversas verdadeiras.
Ah, e na igreja ela sempre se sentava nas primeiras bancas do lado esquerdo da nave central. Esse espaço será ocupado por outros fiéis, mas sua presença permanecerá na memória de todos. Dona Etelvina, sentiremos sua falta. A saudade chegará e doerá. Contudo, com o tempo, será suavizada pelas boas lembranças, que serão guardadas com todo carinho e respeito.
Dona Etelvina vinha de uma família abastada. Entretanto, graças à educação religiosa que recebeu, soube lidar com as adversidades próprias de uma cidade do interior, onde muitas vezes tudo era mais difícil.
Estudou no renomado Colégio Stella Maris, em Triunfo, sob a orientação de religiosas dedicadas e comprometidas com a formação das alunas internas. Concluiu seus estudos em 1955, obtendo a formação necessária para o exercício do magistério.
Ainda muito jovem, teve sua primeira experiência profissional como professora do Ensino Fundamental I — o antigo curso primário — no município de São Bento do Una, em 1956. No mesmo ano, retornou a Custódia e prestou concurso público para o Estado de Pernambuco. Aprovada para o cargo de professora primária, foi lotada na Escola Estadual Joaquim Inácio, onde assumiu uma turma do ensino primário.
Posteriormente, concluiu a Licenciatura Plena em Geografia pela AESA/CESA, em Arcoverde. Nesse período, também lecionou Geografia para turmas da 5ª a 8ª série do antigo ginásio.
Professora responsável e dedicada, permaneceu por mais tempo em sala de aula do que na função de supervisora exercida posteriormente na mesma escola. Toda a experiência e o conhecimento adquiridos ao longo da carreira lhe permitiram compartilhar saberes com seus colegas de profissão até sua aposentadoria, em 1986. Já aposentada, foi convidada pelo então prefeito de Custódia, o Excelentíssimo Senhor Nemias Gonçalves de Lima, para assumir a Secretaria Municipal de Educação, uma das mais desafiadoras pastas da administração pública. Com vasta experiência, preocupou-se em formar uma equipe de profissionais qualificados e comprometidos para enfrentar os desafios da área educacional.
Sua gestão não foi longa, mas deixou sementes importantes e contribuições que permaneceram.
Em nome de Tatiana, estendemos nossos mais sinceros sentimentos e nossas orações.
A Igreja está situada no principal núcleo urbano de Quitimbu, distrito de Custódia, que se destaca por abrigar diversos remanescentes de Quilombo.
Conta-se que sonhando com a liberdade os quilombolas fizeram uma promessa à Santa Rita, compraram uma imagem da Santa e a esconderam em uma pequena gruta na Serra do Leitão.
Anos depois a trouxeram para Quitimbu e com a permissão da proprietária das terras, a Srª Felisbela, a colocaram no altar-mor da igreja que teve sua construção iniciada em 1822.
Edificada em alvenaria de tijolo, tem a fachada principal quadrangular, com frontispício triangular, e no centro deste, uma pequena torre sineira (estilo gótico) encimada por uma cruz de madeira. De cada lado das extremidades pequeno pináculo. Possui uma porta de acesso e duas janelas à altura do coro. Conserva ainda o beiral de dois lances de telha.
Seu interior é de nave única e as janelas altas lembram seteiras. Possui dois altares laterais um com a imagem do Sagrado Coração e outra com Nossa Senhora do Rosário. Na capela-mor três nichos com a imagem de Santa Rita, ao centro. ladeada por São Francisco e Nossa Senhora de Fátima.
As missas acontecem a cada primeira sexta-feira do Mês, as 15h.
Santa Rita é festejada no mês de maio; Nossa Senhora do Rosário em dezembro, coincidindo com os festejos do Natal; São Francisco é reverenciado em outubro.
Localização: Rua Francisco Domingos Resende de Melo, S/N, Distrito de Quitimbu.
Fonte: Empetur