14 abril, 2026

As Vitrines - Jorge Remígio


Jorge Remígio.
Recife, abril de 2026


Estávamos no ano de 1982, porém não lembro qual o mês. Finalmente os irmãos Farias Remígio estavam morando juntos na capital. Não era fácil, para muitas famílias do interior, manter os filhos estudando na universidade. Mesmo esta sendo pública, havia gastos que muitos pais não podiam arcar.

Vamberto era um empresário com familiares em Custódia, inclusive, a sua irmã era amiga das minhas irmãs, e isso facilitou todo o processo do contrato de aluguel do imóvel onde fomos morar. Era um apartamento vizinho ao dele. A juventude é festiva por natureza, e creio que a nossa era até demasiada. Então, nos finais de semana não faltavam festas e encontros com amigos da nossa cidade do interior.

Quando não íamos para a Praia de Boa Viagem, sempre tinha opção nos bares da Ilha do Leite, Boa Vista e principalmente no Derby, onde reinava a feirinha na praça, sempre aos domingos. Olinda era um programa raro, até porque ninguém era motorizado. Vamberto era de outra geração, mas muito ligado a todos nós, e em muitos momentos participava das bebedeiras e batucadas que fazíamos. Ele tinha um carro que eu achava o maior “barato".

É uma gíria da época. Carro esportivo, de playboy como se referiam ao famoso Puma. Conversível, pois arriava a capota, um verdadeiro charme. Porém, tinha um detalhe, só havia dois bancos. Eu desejava muito andar de carona naquele Puma, mas Vamberto quando saia era sempre com a noiva. Claro que sempre mantive a esperança, não dizem que é a última que morre? Pois em um final de tarde de um domingo qualquer, tive uma grata surpresa. Vamberto me perguntou.

-Jorge, você conhece a feirinha do Alto da Sé?
-Não

Eu ia em Olinda no carnaval ou em outro momento esporádico. Ele estava se arrumando para sair, então me veio a interrogação. “Será que ele vai me convidar para ir para essa feirinha? Claro que eu pensei no Puma, como não! Que felicidade quando ele perguntou.

-Queres ir comigo lá?
-Oxe! só se for agora. Eu vou trocar de roupa rapidinho.

Quando retornei, Vamberto falou que havia esquecido uma coisa, entrou no quarto, pegou um revólver e colocou no cós, na parte de trás.

-Jorge, tu estás armado?
–Tô nada, tu sabes que eu entrei a pouco tempo na Polícia Civil, e um revólver é caro.

Atualmente eu estou trabalhando no arquivo, depois eu penso nisso. Nessa época, muitas pessoas andavam armadas, bastava ter condições financeiras para comprar, e também gostar de portar. Não era difícil adquirir o porte de armas. Enfim, o sonho realizado. Entramos no Puma e logo pegamos a grande Avenida Agamenon Magalhães com destino a Olinda. Realmente era uma sensação prazerosa, aquele vento na cara e as pessoas nos seus Fuscas, Brasílias, Chevettes e Corcéis, olhando com admiração para o Puma. Usando um neologismo, era um “amostramento” mesmo, da minha parte. Quando chegamos em Olinda, cidade que respira cultura e contracultura também, já era noite, e, após estacionarmos o carro, nos dirigimos para o bar, Cantinho da Sé. Muito conhecido e, naquele local, era o mais badalado e concorrido. Quando adentramos, já havia bastante pessoas, pois em seu interior não havia mesas vazias. Mas, o nosso interesse era ficar no terraço, pois havia uma excelente vista para o Recife ao fundo. Ficamos fitando o local para descobrir uma mesa vazia. Encontramos, porém não havia tamboretes. “E
agora?” Ficamos em pé ao lado da mesa, esperando o garçom para tomar uma providência.

Foi nesse exato momento que Vamberto viu dois tamboretes sem uso, em uma mesa próxima. “Eita! resolvemos o problema” Será? Tinham dois rapazes na mesa, e quando Vamberto pegou um dos tamboretes, um dos rapazes levantou-se rápido e pegou na outra perna do banco. Puxou forte, mas Vamberto não se intimidou e também deu um solavanco.

Ficaram os dois agarrados ao mesmo tempo no banco, e a troca de impropérios foi grande. O outro rapaz da mesa ficou de pé, mas não interveio. Foi tudo muito rápido, eu fiquei ao lado de Vamberto, e a cabeça estava a mil. Pensava: “Que B.O. pesado da gota” Porque aquilo poderia tomar proporções gigantescas. Vamberto estava armado e qualquer atitude da outra parte que configurasse uma ameaça com arma, o desfecho seria fatal. Eu tinha poucos meses como policial, estava no estágio probatório, que são dois anos, então se me metesse em uma confusão daquela, tinha plena consciência que as consequências seriam problemáticas demais. Todas as pessoas que estavam naquela área externa do bar ficaram na expectativa. Muitas de pé, na iminência de se retirar do local. A bala perdida sempre existiu. Os dois rapazes eram louros e de estatura alta, mas Vamberto os enfrentou de frente, com uma coragem que me surpreendeu. Tenho certeza que os dois rapazes também foram surpreendidos por aquela atitude, pois, após soltar o banco, pediram a conta ao garçom, que observava tudo, próximo onde estávamos. Quando os dois saíram, peguei um banco e sentamos na mesa. Vamos relaxar um pouco, baixar a tensão. Mas, fiquei com a “pulga atrás da orelha”.

-Vamberto, não vamos dar as costas para a entrada do bar, porque pode haver surpresa, esses caras podem retornar.

Momento tenso. Pedimos uma cerveja ao garçom, para aliviar o estresse que foi grande. O bar estava cheio, mas fomos atendidos rapidamente. Quando o garçom chegou à mesa, abriu um grande sorriso para Vamberto, e falou.

-Parabéns! Você foi o único que enfrentou esses caras. Eles são Tenentes do Exército, são gaúchos e já causaram vários problemas aqui no bar. Todo final de semana é um tumulto.

São uns quatro que vem sempre.

Eita! gota, pensei no ditado que diz.”Nada é tão ruim que não possa piorar”. Eu sabia que havia um Quartel do Exército na PE 15 e não era muito distante dalí. Então, falei para Vamberto.

-Vamos sair daqui rápido, é muito provável que esses Tenentes cheguem aqui com a Polícia do Exército. Com certeza eles se sentiram desmoralizados e vão querer a desforra

Vamberto ainda quis argumentar que não poderíamos sair correndo dali, mas convenci ele, dizendo que não precisava correr, mas pagar a conta e ir para outro local. Estávamos vivendo em um regime ditatorial, e sabíamos como as coisas eram resolvidas, principalmente quando se envolvia algum militar. Fomos pagar a cerveja, mas o dono do estabelecimento falou que já estava paga. Nem questionei quem havia pago, mas com certeza foi uma cortesia. Saímos do Cantinho da Sé, e seguimos para o outro lado da igreja, e entramos em um bar muito convidativo, até pela bela decoração. Sentamos em uma mesa sem o menor problema, local aconchegante, e pedimos uma cerveja. É como se a poeira tivesse baixando, a normalidade dando as caras. Que tensão, ufa! Agora estava tudo bem, a luz não muito forte, exigia uma melhor observação do ambiente. Olhei os abajus as plantas, e há poucos metros de onde estávamos, uma radiola de ficha luminosa, tocava AS VITRINES, música e letra de Chico Buarque de Holanda.



08 abril, 2026

Praça Padre Leão e seus pontos comerciais no final da década de 70



No primeiro imóvel da foto, funcionou a Farmácia de Elpídio Pires, entre 1963 e 1964.

Posteriormente foi de propriedade de Severino Pinheiro. A residência seguinte foi do Sr. Evilácio Bernardo da Silva e Joana Rodrigues da Silva, ele tinha um bar e uma mercearia, vizinho ao bar de Jurandir, Bar Fênix.

Depois o famoso Bar Ponto Certo. Em 1962, pertencia a Demócrito Rodrigues de Queiroz, tempos depois foi de Gerson Rodrigues de Queiroz (Deta), entre 1970 e 1973. Foi de propriedade também de Joãozito, João do Ponto Certo, e por fim, de Luciano Góis Veríssimo.

A loja seguinte, na década de cinquenta foi uma loja de tecidos de Antenor Pires, depois de Severino Pinheiro, posteriormente foi o primeiro supermercado da cidade, pertencente a Heleno Chaves, depois Supermercado Ribeiro, e hoje lojas Americanas.

Seguido do prédio que foi a Padaria Confiança, de João Miro da Silva e esposa Jovelina, depois os dois prédios conjugados, que era a Casa Góis, de propriedade dos irmãos Domingos Alves de Góis e Sebastião Alves de Góis.

Por último, após o beco, a padaria de Pedro e Delicia Rafael. Posteriormente vários familiares assumiram atividades nesse local, Geralmino, Rildo e Reginaldo.



No outro lado da Praça, com vista da torre da Igreja Matriz a primeira casa, antigamente foi o Cartório de Né Marinho, Budega de Joventino, sua residência em seguida, a casa onde hoje é a Cisagro, era a casa do pai de Zé Agostinho que casou com Vânia Rafael.

O prédio seguinte, só foi o supermercado Ribeiro, em 1976. Nessa época devia funcionar algum bar.

Residência de Zezito Caju e o prédio seguinte, foi o consultório odontológico de Dr. Pedro Pereira Sobrinho, hoje é a Varadinha do Vavá.

Na esquina do outro lado, por muito tempo foi a mercearia e bar de Valdeci, filho de seu João Barros. Já foi Pizzaria e até hoje é o BAR ALTAS HORAS.

Na sequencia a residência de Manoelzinho Cassiano, pai de Neli Aleixo. Após a loja de móveis dos irmãos João e Inaldo Azevedo e o prédio da Farmácia Pereira, fundada em 1937.

Paulo Peterson, com apoio de José Melo e Jorge Remígio.

05 abril, 2026

Das galinhas ao helicóptero: a trajetória que moldou um advogado de sucesso


publicado originalmente em:
Naçao Juridica. 


O início de uma trajetória profissional é, muitas vezes, definido pela resiliência. No interior do Maranhão, um episódio tornou-se emblemático: o recebimento de honorários advocatícios representados por duas galinhas na porta de um fórum. Embora o gesto tenha sido registrado com orgulho pelo profissional, foi alvo de ironia por quem limitava o conceito de sucesso ao valor financeiro imediato.

Para o advogado Janio Queiroz (@janioqueiroz_), essa experiência foi um pilar de sustentação para uma carreira sólida. Anos depois, a dedicação resultou em um cenário distinto: um passeio de helicóptero no Rio de Janeiro, oferecido por um cliente em sinal de reconhecimento. Contudo, a essência desta evolução não reside no luxo do presente, mas na confiança estabelecida ao longo de todo o percurso.

A advocacia de sucesso não deve ser mensurada apenas pelas cifras, mas pela capacidade de construir relacionamentos pautados na ética e na competência. Aqueles que desconsideram os começos humildes falham em compreender que o êxito é um processo cumulativo. Cada etapa cumprida com excelência prepara o profissional para resultados cada vez maiores.

A transição entre o cenário rural e o horizonte urbano demonstra que a carreira responde à persistência e à manutenção de princípios. O sucesso é, portanto, a consequência natural de uma atuação que preserva a dignidade em todas as instâncias. Esta trajetória reafirma que o respeito ao cliente e a constância no trabalho são os maiores ativos de um advogado.

Fonte: Clique Aqui

03 abril, 2026

Atual E.C.



Um dos melhores times de Custódia de todos os tempos, o ATUAL E.C.

Presidente era Fernando de Durval.

Tinha um dos melhores jogadores da época, o craque FRANCIELHO SOBREIRA, mais conhecido como "Esquerdinha", hoje funcionário público municipal.

Nos dias atuais, alguns desse time seriam jogadores de qualquer equipe profissional do cenário nacional.

Por José Orlando


 

7 de Setembro de 1970 em Custódia-PE



Da esquerda para direita :

Ulisses Góis, em seguida morador do Dnocs, filho de Dona Bia, Maninho,
 Ivanildo de Jonas e Marcos Moura.

01 abril, 2026

Livro "Os pedaços dos retalhos de Bebeth" do custodiense Cristiano Jerônimo



Sexto livro do escritor Cristiano Jerônimo e o primeiro no gênero Romance/Prosa, a obra conta a história de uma jovem sertaneja de família tradicional do interior de Pernambuco que deixa a família no interior do seu estado para estudar na capital, Recife. A estrutura narrativa de “Os pedaços dos retalhos de Bebeth” segue um formato não linear, onde a protagonista revisita momentos de sua vida por meio de memórias fragmentadas e reflexões pessoais.

O livro utiliza uma abordagem intimista e sensorial, explorando temas como sexualidade, superação e identidade. A narrativa é construída com saltos temporais, alternando entre o passado e o presente, o que permite ao leitor acompanhar a evolução da personagem e compreender os desafios que ela enfrenta. Além disso, há um forte uso de descrições detalhadas e diálogos introspectivos, que ajudam a criar uma conexão emocional com a jornada da protagonista, Bebeth.

O que ninguém contava é que essa história acabaria com um final tão surpreendente.

Comprar:

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14 março, 2026

Primeiros Sapateiros de Custódia



Francisquinho Laurentino, Raimundo de Mana, Tarcísio de Margarida de Manoel Henrique,
Flávio Laurentino, Luiz de Quitéria. 




Sapataria de Dourinho na Bomba, alguns identificados:

Luiz de Quitéria, Francisquinho Laurentino, Bastinho de Antônio Cota, Raimundo de Mana,
Dourinho e Zito Laurentino.

Quem souber mais nomes, por favor, deixa nos comentários dessa postagem.

13 março, 2026

Inauguração da Escola José Pereira Burgos (1980)


Foto: Marcos Moura
(Colorida com IA com autorização)


Inauguração da Escola José Pereira Burgos, antigamente chamado de "Polivalente". o evento foi realizado em 27 de Dezembro de 1980.

Erem José Pereira Burgos, recebeu uma comitiva formada por secretários, deputados e políticos da região, além do Prefeito da Cidade, Luiz Epaminondas Filho.

Ao microfone, Dep. Antônio Airton Benjamim, na época Secretário de Transportes de Pernambuco; Marcos Moura, Secretário do PDS 2 em Custódia, do Dep. Joel de Holanda, do Governador Marco Maciel e do Dep. Federal Inocêncio Oliveira.

Marcos Moura ainda recebeu a comitiva do Governador, em sua residência, na Rua Dr. Manoel Borba nº 308, e de seu amigo Belchior Ferreira Nunes. 

Posse do Prefeito Belchior Ferreira Nunes (1989)


(foto colorida com IA)

Foto da posse de Belchior como Prefeito de Custódia, em primeiro de Janeiro de 1989.

Além do prefeito eleito, esposa D. Teca, o vereador Washington Nestor Gois do Amaral, Maria de Aranha, filho Toinho, além de outras pessoas não identificadas.


12 março, 2026

Praça Padre Leão na década de 1950


Foto: Família Gonçalves


Uma rara imagem da Praça Padre Leão, provavelmente na década de 1950, o registro foi feito do Hotel Sabá, de propriedade do sr. Amaro e Maria Gonçalves. Este hotel tinha sua fachada para a Avenida Inocêncio Lima e seus dormitórios, eram situados na parte de trás, com vista para a Praça Padre Leão.

Alguns detalhes chamam atenção, a Igreja Matriz de São José ainda não tinha o seu relógio. As canoa de Duda Ferraz, pai de Adamastor. Ele que também tinha o serviço da Rádio Difusora Duas Américas, que começava logo cedo com mensagens para namorados e propaganda das casas comerciais e de profissionais liberais da época.

O prédio da Farmácia Pereira aparece do lado direito e foi um dos primeiros edifícios de dois pavimentos do município.

Construída na administração do Prefeito Joel Inocêncio Gomes Lima, provavelmente concluída entre 1953 e 1954. Inicialmente tinha o nome de Praça 04 de Outubro, quando era ainda chão batido, e após a construção, passou a ser Praça Padre Leão. A foto é de março de 1960.





A segunda imagem, provavelmente é de 1958, de autoria do IBGE, também é de mesma época, porém mais antiga. O Centro de Custódia constituia-se de ruas paralelas, divididas em quarteirões de casas conjugadas, e alguns becos.

As moradias tinha sua frente para voltada para a praça Padre Leão, e os muros e quintais, para as ruas secundárias, formando assim, um largo retangularde terra batida, com a Igreja Matriz de São José em destaque.

Nesse largo, hierarquicamente o mais importante e o mais simbólico, funcionavam as casas comerciais, escolas, feira livre e locais de assistência médica, farmacêutica, juridica e administrativa. Nas noites de luar, o espaço transformava-se, sob a mágica das crianças, num grande picadeiro, para as cantigas de roda, jogos e correria.

Texto: Paulo Peterson, com informações de Berenice Gonçalves, José Melo e Sevy Oliveira.

Ps:

As fotos originais são preto e branco, foi usado IA para colorir, sem alterar as caracteristicas originais. Todos os Direitos Reservados aos seus autores: Familia Gonçalves e IBGE

2ª noite da Novena do Glorioso São José


Na 2ª noite da Novena do Glorioso São José, vivemos mais um momento de fé e comunhão em nossa paróquia. A Santa Missa foi presidida pelo Pe. Marcus Wallace, reunindo a comunidade para juntos elevarmos nossas preces a Deus pela intercessão de São José.

Nesta noite, tivemos como noiteiros: Polícia Militar, BEPI, Polícia Civil, Segurança Privada, Fórum, Ministério Público, Defensoria Pública, Advogados, Cartórios, Escritórios, Justiça Eleitoral, Conselho Tutelar e o Setor São Rafael: Capim, Velha Chica, Buenos Aires, Buenos Aires – Coração de Jesus, Lamarão, Açudinho, Logradouro e Lagoinha.

Que São José, exemplo de fé, silêncio e fidelidade, continue abençoando e intercedendo por todos que participaram desta noite de oração e devoção. 

Publicado por Paróquia São José de Custódia-PE

Recomendações II - autor Cristiano Jerônimo



Não meça ninguém pela sua própria régua
Cada um de nós tem uma medida e uma cor
Respeite os povos que têm as suas próprias regras
Tente enxergar as coisas com um sentido mais de amor.

 Não deixe que todos vistam a mesma roupa
Nem propague culpa a quem afirma ser pecado
Os seres humanos foram abduzidos pelo consumo
O carro, a casa, os móveis, o trabalho, tudo propagado.

A vergonha, na pauta de costumes, não existe na verdade
As diferenças em cada cruzamento de latitude com longitude
Em cada ponto do planeta há uma cabeça pensando diferente
Há também as atrofias do não desenvolvimento das sementes.

Use o raciocínio lógico para conduzir as suas profundas emoções
Na vida, nenhuma proposição ou posição pode ser diferente do binário
Todas as sentenças são divididas em apenas duas opções: verdadeiro ou falso
Não existe, em verdade, aquela alternativa que configure em vida a terceira opção.

 Não existe mais ou menos uma árvore que canta com os galhos segredos
Ou é árvore ou não é; a vida segue e – no entanto – estamos na relatividade
Mas não somos. Estamos. E seguimos o caminho evolutivo pela nossa educação
Mas, a  gente pensa de uma forma que sufoca e nos atinge desde a mais tenra idade.

 Foi dito na tábua, não julgue o outro; mas muitos se usam como juízes morais
O complexo de subserviência do mais pobre em relação ao rico é algo escravizante
Muitas vezes, preferimos a caverna à luz do mundo de fora e, com isso, nos limitamos
A vida, em seu percurso, às vezes, não é nada do que prometeram nem do que sonhamos. 

Por pensar muito, eu sou vários... Permitam-me.

Cristiano Jerônimo
Recife - março 2026

Para conhecer mais sobre o autor, acesse seu blog:

LITEROMANIA

11 março, 2026

Sábado dia 14 tem Seresteiro de Triunfo pelas ruas de Custódia -PE


No dia 14 de março, às 21h, as ruas de Custódia serão tomadas por músicas, romantismo e muitas emoções!

O grupo Seresteiros de Triunfo, formado por músicos apaixonados, vêm pela primeira vez à Custódia-PE, prometem tocar músicas inesquecíveis pelas principais ruas do centro da cidade, finalizando no Pavilhão da Igreja Matriz de São José. 

 O grupo por onde passa, leva alegria e romance às ruas com suas canções românticas. Uma mistura de talento e dedicação e melodias suaves e letras apaixonadas.

Venha viver o encanto da seresta, recordando e se deixando levar por canções que tocam o coração.

Convide quem você ama, traga sua alegria e venha fazer parte dessa noite especial 

Custódia te espera ao som da seresta!

Apoio: Prefeitura Municipal

O BATENTE LÁ DE CASA - Autor Jorge Remígio


Sentado no batente da Casa das Noivas, que era justamente a casa em que eu residia
nos últimos anos da década de cinquenta.


Eu ficava um bom tempo do dia sentado no batente da entrada da casa onde morávamos. Talvez seja esta uma das memórias mais remotas de minha longínqua infância. São memórias misturadas e vividas entre o final do ano de 1957 e o final do ano de 1959, quando mudamos de endereço e fomos residir na Rua Manoel Borba. Nesse espaço temporal, eu tinha entre três e cinco anos de idade, morava com os meus pais e o único irmão, Antônio. A casa ficava por trás da Igreja de São José, na Rua Vinte de Julho, local bastante privilegiado para a minha imaginação, devido ao fluxo contínuo de pessoas que passavam na rua em frente da casa, num vai e vem constante e ininterrupto.

Eu ficava horas sentado, observando a cidade passar na minha frente, pois quase tudo convergia para a Várzea, local onde ficava o chafariz da cidade. Era uma infinidade de mulheres com rodilhas de pano na cabeça, para equilibrar e amenizar o peso das latas d’água que carregavam o dia inteiro, para encher os tanques dos banheiros residenciais. Passavam, também, rapazes novos e adultos, com toalhas no pescoço e saboneteiras nas mãos, nessa mesma direção, justamente porque, conjugado ao chafariz, tinham uns banheiros masculinos.

Quando chegava o final da tarde, era o momento onde os sapateiros, em grupos, se dirigiam para o chafariz, porém, como já era uma prática habitual, faziam duas paradas obrigatórias antes de chegarem nos banheiros. A primeira era logo após a ladeira, na bodega de seu Né da Várzea, e a segunda, em Maria Galega, onde tomavam suas lapadas de Serra Grande com umbu, caju, ou mesmo qualquer outra fruta da época, antes de se deliciarem nos chuveiros de jato forte e frio do chafariz público.

Na frente da minha casa, tinha um pé de aglaia. Aliás, essa árvore foi plantada na frente de muitas residências do centro, e posteriormente cortadas na década de sessenta, devido a proliferação de um inseto que adorava cair nos olhos dos humanos. Mas, era uma árvore frondosa, que provocava uma imensa sombra, local ideal para um descanso para quem conduzia galões de água nos ombros, logo após ter subido a grande ladeira da Várzea.

Eu via meninos de onze ou doze anos, pararem embaixo daquela árvore, totalmente exaustos, e eu me compadecia do sofrimento deles. Realmente era cruel, uma carga muito pesada para tão pouca idade. O que me impressionava, naquele universo, era o barulho das vozes das pessoas falando ao mesmo tempo. Não era um burburinho, porque falavam alto e o som das vozes reverberava num ecoar ininteligível aos meus ouvidos. A tecnologia era um futuro distante, portanto, as vozes eram potencializadas pelo silêncio das máquinas inexistentes. Não se ouvia sons de nenhum objeto eletrônico naquele tempo, e a zuada do motor de algum automóvel, era bastante rara.

Vi muitas vezes, na minha tela, um bando de meninos já grandes, atazanando um pobre rapaz com sofrimento psíquico. Eles vinham lá do início da rua da frente, nas imediações da casa de seu Né Marinho, onde hoje é o Boticário, e atiravam muitas pedras e gritavam “Maraváia, Maraváia, Maraváia”. Este revidava as pedradas, mas tinha que correr para não ser atingido, entrava no beco de seu Manoel Henrique, e se mandava para as bandas de Iguaraci. Minha mãe, no interior da casa, quando ouvia essa gritaria, corria até o batente onde eu observava toda aquela cena, e me conduzia para dentro, me protegendo das pedras. Eu não entendia o porquê daquelas agressões gratuitas contra aquele pobre coitado e, quando cresci, identifiquei alguns daqueles meninos transgressores.

A minha autonomia de voo era bastante limitada, se restringia a alguns metros na calçada no sentido do casarão de seu Ernesto Queiroz, ou até a casa dos meus tios avós, Maria e Apolônio Carneiro, na rua da frente, no caso, a Padre Leão. Eu fazia esses percursos, geralmente pedalando no meu velocípede, e, em uma certa ocasião, parei defronte a terceira casa da Rua Padre Leão. Ela tinha a sala em um plano bastante baixo, havendo a necessidade de descer uns batentes para adentrar nela. Meu olhar foi de encontro a de um homem em seu interior, e me chamou bastante atenção. Ele era baixo, tinha uma cor avermelhada, grisalho e usava uns óculos de grau com armações grossas de cor preta. Ficamos por segundos nos fitando e guardei a fisionomia dele na memória.

Quando eu me deslocava para fora desses limites, era na companhia da minha mãe. Ela me levava para casa dos meus avós maternos, Samuel Carneiro e Prezalina Souza, que residiam em uma casa que tinha duas frentes. Uma dava para Praça Padre Leão, ao lado de onde hoje fica o Banco do Brasil, e a outra, dava para Bomba, que é a Av. Inocêncio Lima.

Mas, eu adorava mesmo quando íamos para casa da minha avó Anita, mãe do meu pai, porque ela morava em um sítio que ficava por trás da Rua da Várzea. Era o meu paraíso, sinto até hoje o aroma daquelas mangas deliciosas e do cheiro forte dos cajus. No sítio tinha uma imensidão de fruteiras, e uma lagoa encantadora, bem próxima da casa da minha avó, e quando chegavam as invernadas, ficava com as suas margens bordadas de beldroegas e os sapos coaxando aos montes, entoavam uma verdadeira sinfonia. O riacho cortava ao meio todo aquele paraíso, e nos períodos de trovoadas enchia o seu leito com água corrente e barrenta, muitas vezes vindo em enxurradas. Para coroar todo esse semblante embelezador da paisagem, os imponentes e altos coqueiros enfileirados à margem do riacho.

Mas, o melhor mesmo era o aconchego que a minha avó Anita me dava. Era a casa das quatro mulheres, porque residiam, além da minha avó, a tia Maria Eunice, a tia Maria Dulce, que casou no ano de 1959 e foi residir na Bahia, e a prima Jussara Burgos, que, ainda muito novinha, foi morar naquele paraíso. Ela foi minha primeira amiga e, nas nossas brincadeiras e imaginações infantis, criávamos mundos e histórias. Quando estávamos embaixo do grande juazeiro ao lado da casa, ela olhava para a imensa torre de tijolos aparente da chaminé do curtume, e me dizia que ali era um castelo, e que moravam um príncipe e uma princesa naquele local. Todo o percurso da minha casa até o sítio era inovador e, muitas vezes, até emocional. A minha mãe segurava na minha mão e descíamos a grande ladeira sempre movimentadíssima de um tráfego humano frenético na direção, em sua maioria, para o chafariz público. Percorríamos toda extensão da rua, até a entrada do sítio, onde hoje fica o Pelotão da PMPE.

Aquele local era aberto, e havia um fluxo de pessoas que transitavam por trás das casas que ficam ao lado da Escola Maria Augusta. A entrada do sítio era uma bifurcação, e foi justamente alí que eu vi pela primeira vez uma caravana de ciganos. Paramos e ficamos observando, como também todos transeuntes que vislumbravam aquele espetáculo. Eles vinham em grupos, com muitas carroças de tração animal, as mulheres vestidas com saias longas e coloridas de cetim, com muitos enfeites e bijuterias, os homens com chapéus grandes e pretos, usando botas, e vi até uns com brincos, outros com violão, além de muitos cavalos e objetos como, tachos e outros utensílios domésticos.

As mulheres ciganas perguntavam, para aquela população curiosa, se podiam ler suas mãos, e eu, sem entender muito, mas deslumbrado com aquele espetáculo fascinante, observava eles passarem na direção do centro. Minha admiração pelos ciganos foi efêmera, pois quando eles sumiram e continuamos nosso caminho para o sítio, a minha mãe falou que eu tivesse muito cuidado, pois era comum os ciganos raptar crianças. Passei anos acreditando nesse preconceito, tão difundido naquele tempo.

No lado oposto da entrada do sítio, acho que umas duas casas depois da residência de seu Lunga, tinha um armazém onde se acomodava muito couro, acho que era uma parte do curtume que ficava ao lado. Quem administrava era uma moça muito bonita, chamada Jandira, filha do dono do curtume. O meu pai tinha um caminhão e fazia uma viagem semanal para Recife. Além de muitas novidades, sempre trazia as revistas O Cruzeiro e Manchete. Folheando-as, via muitas musas do cinema americano, sempre presente naquelas edições, e quando avistava Jandira, na calçada da rua da Várzea, comparava ela com aquelas atrizes hollywoodianas. Minha mãe sempre parava para conversar com ela, e em um dia iluminado, Jandira me botou em seus braços e me suspendendo, falou. “Jorginho, eu sou sua namorada!” Eu fiquei nas nuvens, e alimentei aquela declaração não sei até quando.


No primeiro dia do mês de abril do ano de 1958, eu tinha três anos, cinco meses e seis dias. Claro que essa data eu fui tomar conhecimento muito tempo depois. Era um dia ensolarado, e eu me encontrava na companhia de dois filhos de Zé Biá, o qual era caseiro do sítio e residia em uma casinha de taipa, bem próximo ao riacho. Além de caseiro, ele tinha uma bandinha de pífano e era um excelente músico popular. Tocava pífano nas novenas e em outras festas também, como batizados, casamentos e aniversários. De repente, por volta do meio dia, ouvimos vários estampidos e pensei ser fogos ou bombas, muito comum até nos dias de hoje. Félix era o maior e falou categoricamente. “É tiro, é tiro!”

Foram vários disparos. Na tarde daquele mesmo dia, fiquei curioso com a quantidade de gente em frente de uma casa logo após onde meu tio Apolônio residia, e, sem a minha mãe tomar conhecimento, peguei o velocípede e me dirigi até aquele local. Muitos homens usavam paletó e vi mulheres chorando. Olhei de fora na direção da sala onde jazia, em um leito, um homem sem vida. Ainda observei o seu rosto sereno, e, justamente nesse momento, minha mãe chegou, me colocou de volta no velocípede e me conduziu na direção da nossa casa.

Porém, logo em seguida, ela me levou para o outro lado da rua. Indaguei o porquê de fazer aquele trajeto. Ela me falou que não queria passar em frente da casa onde estava sendo velado Vitoriano. Ele havia assassinado João Veríssimo do Amaral. Antes de entrarmos em nossa residência, olhei na direção da casa que tinha a sala em um plano bastante baixo, e me lembrei do dia em que olhei fixamente para o homem de cor avermelhada, grisalho, com óculos de grau e armação preta que estava no interior daquela casa.


Jorge Remígio
Recife, março de 2026.

Fotos: 

(algumas fotos foram modificadas usando Inteligência Artificial, sem mudar as caracteristicas originais, e com autorização do autor). Se usar, credite o autor por favor.


João Veríssimo do Amaral,  nasceu no dia 11/11/1909 na cidade de Mata Grande-AL, filho de Euclides do Amaral  Góis e de Maria Rosa do Amaral. 
Faleceu no dia 01/04/1958 na cidade de Custódia-PE.



Minha avó Ana Pereira de Sá (Dona Nita) e a prima Jussara Burgos. Foto de 1956.



Minha mãe Ozanira e meu irmão Antônio.  Foto de 1956.



Com meus filhos em frente a casa ainda sem modificada em 2002.





Foto no sítio da minha avó, no ano de 1958.



Curtume uma industria custodiense



Várzea no final dos anos 70


 
Rua João Veríssimo,  popularmente conhecida como Várzea. Ao lado direito prédio do antigo chafariz público já modificado. O prédio não mais existe. Foto do início dos anos dois mil.



Sítio da minha avó Anita. O meu Paraíso. Cheia de 1960









26 fevereiro, 2026

Atrações da Festa de São José 2026 - dia 13 ao dia 18 de Março

 




Durante entrevista na Rádio Custódia FM, o prefeito Manoel Messias, informou quais as atrações da Tradicional Festa de São José, do municipo de Custódia, que ocorrerá entre os dis 13 e 18 de março.

Dentre as atrações confirmadas, o destaque ficou por conta dos artistas de renome nacional: Xand Avião, Alexandre Pires (Só Para Contrariar) e a dupla sertaneja Maiara e Maraisa

Primeira noite, dia 14 (sábado), as atrações são Ranieri Vaqueiro e Wedson e Banda, além de Xand Avião; dia 15 (Domingo), durante a Missa de Vaqueiro no Parque Armando Wanderley da Fonte, as atrações são Junior Vianna, Heraldo Jr. e Emanoel, Edy e Nathan, Vaqueiro Matuto, Petronio e Placildo, Kauã a Menezes e Ademir e Banda; dia 17 (terça), Alexandre Pires, Toque Dez e Sambeer; encerrando no dia 18 (quarta) a dupla Sertaneja Maiara e Maraiasa, Nadson Ferinha e Ingrid Mickaelle.

Mais uma vez, as atrações locais ganharam destaque, em todas as noites de shows. 




A atração gospel confirmada, é Adriana Arydes, dia 13, no Pavilhão ao lado da Igreja Matriz. A cantora é uma das maiores vozes da música católica brasileira. Iniciou sua carreira na Comunidade Canção Nova ainda em sua infância.

Viva São José! Não deixe de participar.


16 fevereiro, 2026

O Combate de Umburanas - Livro Sertão Sangrente de Jovenildo Pinheiro de Souza



Umburanas é uma localidade perto de Custódia, em Pernambuco, onde a Coluna Prestes travou o combate mais importante, quando da passagem por esse Estado. O combate foi travado no dia 14 de fevereiro (primeiro dia de carnaval) de 1926, era, então, Governador do Estado, Sérgio Loreto. A tropa pernambucana era composta de cerca de 200 soldados, comandados pelo "celébre Coronel João Nunes, velho perseguidor de Lampião. Era, portanto, conhecedor da região e aceito a dureza dos combates na caatinga.

Vale salientar a opinião de outros cérebre oficial militar, sobre o colega de farda, o Coronel João Nunes. Segundo optato Gueiros, que foi também por muitos anos Comandante das Forças Volantes contra o Cangaço, "o único comandante da tropa que, de fato, cometeu desatinos, foi o coronel João Nunes. Não tivesse ele mandado fuzilar os pobre rapazes gaúchos que caíram prisioneiros nas mãos das tropas legalistas em floresta, em Nazaré, e determinado que se acabasse de matar um pobre revoltoso, que, além de ferido estava tuberculoso, e se achava moribundo em Campo Alegre, não teria a polícia de Pernambuco adquirido por algum tempo a fama de persividade. 

Em umburanas a Coluna Prestes preparou uma emboscada e na qual caiu a tropa sobre o comando do Coronel João Nunes. Diante da surpresa e do poder de fogo por parte dos revoltosos, a tropa legalista bateu em retirada, desordenadamente perdendo no campo de batalha uma grande quantidade de material bélico, além de ter perdido um quarto do seu efetivo militar entre mortos e feridos.

O Coronel João Nunes já tinha tido a oportunidade de contatar a Coluna, no sul do Estado do Piauí, quando enfrentou o destacamento comandado por Siqueira Campos. Nesta ocasião, João Nunes saqueou incendiou a cidade de Valença.

Em Umburanas, o coronel João Nunes teve o seu Waterloo. Segundo descreve Moreira Lima, "à frente dos fugitivos corria o coronel João Nunes que abandonou seus comandados em pleno combate, com um mísero poltrão, e gastou dois dias para alcançar a Custódia, a três léguas de distância, onde chegou "arrasado" a pé e com a roupa estraçalhada pelos espinhos da caatinga. Anos depois, em 1930, esse veterano perseguidor de Lampião, já aposentado da polícia militar de Pernambuco desde 1927, foi aprisionado por Lampião, quando repousava na fazenda Sueca, de sua propriedade, em Águas Belas, Pernambuco.

Extraído do livro SERTÃO SANGRENTO, lançado em 2012 e no momento se encontra esgotado.

15 fevereiro, 2026

Homenagem marca centenário de PMs mortos em emboscada da Coluna Prestes em Custódia-PE


Foto: Divulgação


Foi realizada no Sítio Pitombeiras, município de Custódia, no Sertão de Pernambuco, uma solenidade que marca os 100 anos em homenagem aos PMs tombados em cumprimento do dever em 14 de fevereiro de 1926, durante uma emboscada promovida pelos militares da coluna Prestes. O movimento político militar brasileiro ocorreu entre os anos de 1924 e 1927, cuja principal motivação era a insatisfação com o governo do Presidente Arthur Bernardes.

O evento que marca 100 anos, contou com a presença do 3º BPM, o BEP - Batalhão Especializado de Policiamento do Interior, o Corpo de Bombeiros Militar e a Polícia Rodoviária Federal e vem resgatar e enaltecer a história e bravura desses heróis que foram mortos em combate.

A Coluna travou seu combate mais violento durante a sua passagem por Pernambuco. Os revoltosos interceptaram uma mensagem nos fios do telégrafo, dando conta do deslocamento de uma tropa da Força Pública do Estado, de Custódia para Serra Talhada. Eram 137 homens distribuídos em cinco caminhões. Foi montada uma emboscada com a colocação de um chapéu de engenheiro na estrada.


Um dos caminhões parou para um soldado verificar do que se tratava, e todo o comboio também parou, quando os policiais foram cercados e atacados pelos insurgentes, em número quase cinco vezes maior. Após 6 horas de combate ao escurecer, a tropa conseguiu furar o bloqueio, e retornar a Custódia. No entanto quatro caminhões foram queimados, escapando apenas aquele onde estavam as munições, facilitando a reorganização da tropa, que no dia seguinte deu início a perseguição dos agressores, que já haviam escapado do local.

Foram oito mortos e três feridos vindo do 1º, 2º e 3º Batalhões, Regimento de Cavalaria e Companhia de Bombeiro da época. As vítimas foram enterradas no local do combate, onde foi erguido o monumento com uma placa de mármore, em homenagem a bravura dos chamados mortos do Riacho do Mulungu, no quilômetro 345 Km da BR-232.

Todos os anos, essa história é lembrada.

Com a leitura do boletim interno, o hasteamento das bandeiras do Brasil, de Pernambuco, do 3º BPM e do Corpo de Bombeiro.

Em 2026 a solenidade foi ainda mais especial: o Centenário desse Marco histórico.

Créditos: Darcio Rabelo

12 fevereiro, 2026

Advogado Janio Queiroz participou do Programa Hora News MA


 

O advogado custodiense Janio Queiroz, residente em São Luis no Maranhão, foi destaque essa semana no programa Hora News MA. 

Durante o bate-papo, de fundamental importância, foi comentado sobre o respeito, o consentimento e a Lei de Importunação Sexual.

Foram feitos esclarecemos de pontos essenciais: o “não” dito por uma mulher encerra qualquer abordagem. Insistir após essa resposta pode configurar crime, mesmo sem contato físico. Jânio explicou que a verbalização clara é sim importante, mas não é a única forma de demonstrar desconforto — gestos e expressões também valem. Também destacou o papel de bares e casas noturnas: os estabelecimentos têm responsabilidade legal e podem ser responsabilizados se não acolherem denúncias ou protegerem vítimas. Seguranças e funcionários precisam agir com agilidade e empatia.

Breve vídeo de sua participação!!!


11 fevereiro, 2026

Tela de Edmar Salles recebe Medalha de Ouro pela Academia APBA – Associação Paulista de Belas Artes.


A obra “Teatro Municipal de São Paulo” foi premiada com Medalha de Ouro no Salão da Cidade de São Paulo, realizado na Academia Paulista de Belas Artes (APBA) – São Paulo/SP.

Nesta obra, o artista plástico Edmar Sales registra o cenário no momento em que seguia rumo ao Salão da cidade de São Paulo, promovido pela Academia APBA – Associação Paulista de Belas Artes.

Uma pintura que nasceu do silêncio do ateliê, atravessou expectativas e conquistou reconhecimento.

🏅 Obra Premiada – Medalha de Ouro no Salão.


A arte encontra seu destino quando técnica e verdade caminham juntas.

Uma conquista que reafirma um percurso construído com disciplina, identidade e verdade pictórica.



SALES

Artista premiado em Salões de Arte

10 fevereiro, 2026

Recém lançado Romance "O Doce Amargo do Açucar" de Paulo Mapu está à venda



O Romance "O Doce Amargo do Açúcar" tem início em Custódia-PE, no engenho de Zé Baé, no sítio Umbuzeiro, e avança em várias direções geográficas (Recife, Berlin, Lisboa, entre outras) para contar a trama do amor de Teresa, uma sinhazinha, por seu escravo Kalimba. 

A história se passa no período da Revolução Pernambucana e da Confederação do Equador, em pleno ciclo da cana-de-açúcar, em meio ao comércio transatlântico e a escravização. 

O autor resgata a história do quilombo do Catucá dos malunguinhos - no Recife - e as tensões políticas e revolucionárias do momento.
 
Apesar de o romance ser uma ficção, é totalmente ancorado na história em que Frei Caneca, Cruz Cabugá, Leão Coroado e figuras femininas aparecem como protagonistas envolvidas na luta pela liberdade.

Entre elas se destacam Nzinga, a angolana, Zeferina do quilombo do Urubu, em Salvador, e Nã Agontimé, criadora da Casa das Minas de São Luís do Maranhão.  

Tem ainda a saga do negro Baquaqua, o escravo, que passou por Olinda e se tornou referência por ter escrito sua biografia contando os horrores da viagem . 

O romance "O Doce Amargo do Açúcar" resgata um período que não pode ser esquecido pela nova geração.

Para adquirir seu exemplar, entrar em contato com o autor:

Paulo Mapu
Contato whatsapp:
(11 ) 96817-0744


 

03 fevereiro, 2026


Essa foto foi postada num grupo de WhatsApp há algum tempo. Algumas pessoas não foram identificadas.

Registro feito possivelmente no Bar Fênix, situado na época na Praça Padre Leão, onde hoje funciona sorveteria e a Fortunato Tecidos, na metade dos anos cinquenta.

Na primeira fila em pé temos: Novinho, Aparício Feitosa (Shandinha), Luizito e Antônio do Posto. 

Não sei se a moça ao lado é Terezinha de João Laurentino. Na frente. Tatá de Zé de Noca, esse rapaz de paletó deve ser de Betânia, da família Inocêncio Lima, Joventino Feitosa.  Os três seguintes em destaque, não identifiquei.

31 dezembro, 2025

Custódia – Quilombo Sítio Carvalho

O Quilombo Sítio Carvalho, em Custódia-PE, foi certificado como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares.

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988

FCP – Fundação Cultural Palmares

Nome Atribuído: Quilombo Sítio Carvalho (composta Pelas Comunidades: Sítios Vassouras, Poço do Capim, Cacimba Limpa, Barreiros, Papagaio, Bigode, Lagoa da Onça, Riacho Novo, Areia, Umbuzeiro, Fazenda Nova, Juá I e Ii, Barriguda, Samambaia, Poço do Boi, Barro Branco, Trocado e Bandeira)

Localização: Custódia-PE
Processo FCP: Processo n° 01420.000885/2007-43
Certificado FCP: Portaria n° 51/2007, de 16/05/2007
Quilombos certificados (2020)

Resolução de Tombamento: Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: […] § 5º Ficam tombados todos os documentos e os sítios detentores de reminiscências históricas dos antigos quilombos.

Fonte: Constituição Federal de 1988.

Observação: Os quilombos foram localizados em áreas vazias do terreno urbano para segurança dos mesmos, buscando evitar crimes de ódio racial.

Comunidades Quilombolas: Conforme o art. 2º do Decreto nº 4.887, de 20 de novembro de 2003, “consideram-se remanescentes das comunidades dos quilombos, para os fins deste Decreto, os grupos étnico-raciais, segundo critérios de auto-atribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida.”

São, de modo geral, comunidades oriundas daquelas que resistiram à brutalidade do regime escravocrata e se rebelaram frente a quem acreditava serem eles sua propriedade.

As comunidades remanescentes de quilombo se adaptaram a viver em regiões por vezes hostis. Porém, mantendo suas tradições culturais, aprenderam a tirar seu sustento dos recursos naturais disponíveis ao mesmo tempo em que se tornaram diretamente responsáveis por sua preservação, interagindo com outros povos e comunidades tradicionais tanto quanto com a sociedade envolvente. Seus membros são agricultores, seringueiros, pescadores, extrativistas e, dentre outras, desenvolvem atividades de turismo de base comunitária em seus territórios, pelos quais continuam a lutar.

Embora a maioria esmagadora encontrem-se na zona rural, também existem quilombos em áreas urbanas e peri-urbanas.

Em algumas regiões do país, as comunidades quilombolas, mesmo aquelas já certificadas, são conhecidas e se autodefinem de outras maneiras: como terras de preto, terras de santo, comunidade negra rural ou, ainda, pelo nome da própria comunidade (Gorutubanos, Kalunga, Negros do Riacho, etc.).

De todo modo, temos que comunidade remanescente de quilombo é um conceito político-jurídico que tenta dar conta de uma realidade extremamente complexa e diversa, que implica na valorização de nossa memória e no reconhecimento da dívida histórica e presente que o Estado brasileiro tem com a população negra.

Fonte: FCP.

15 dezembro, 2025

Saudades de José Arnaldo por Josedith Bezerra



"Somos tão passageiros..."

Como dói perder alguém...Mas não é disso que você falaria. Tristeza não. Você era somente alegria, mesmo em meio a tempestade. Sempre vinha o riso fácil. Meu irmão, meu grande amigo. Como queria sua alegria aqui por perto. Não conto os dias que foi se foi, conto os dias em que dividimos companheirismo, conversas e risos. Você não era o tipo que queria ver alguém chorar... lembro dias em que chorei de aperreio e você me mandava parar, e simplesmente dizia: ... vamos ao Shopping.

Meu querido, Deus com certeza, está feliz em ter você por perto.

Saudades, hoje saudades... embora uma lágrima teima em cair.

Esteja nos braços do Pai.


Josedith Bezerra
Custódia-PE
Dezembro/2017

12 dezembro, 2025

Tambaú recebe reconhecimento da FIEPE por prática de ESG


A Casa da Indústria sediou, nesta quinta-feira (11), a entrega do Prêmio ESG FIEPE e do Prêmio FIEPE de Jornalismo, que reuniu empresas e jornalistas finalistas em uma noite dedicada ao reconhecimento de boas práticas e de produção de informação qualificada. O evento contou com palestra do professor Sérgio Matias, que falou sobre “ESG, Educação Empresarial e o Futuro dos Negócios: da Conformidade à Cultura Sustentável”.

Durante a cerimônia, o presidente da FIEPE, Bruno Veloso, destacou que reconhecer as empresas que adotaram práticas consistentes de sustentabilidade, governança e responsabilidade social é fundamental. “Essas organizações mostram, na prática, que o compromisso com resultados pode e deve caminhar junto com uma atuação ética, transparente e orientada para o futuro”, disse, destacando também o trabalho dos jornalistas que, ao longo do ano, colaboraram para ampliar e qualificar o debate público sobre a indústria pernambucana.

O presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente (Contema) da FIEPE, Anísio Coelho, ressaltou que as iniciativas destacadas representaram exemplos concretos de evolução no setor produtivo. “As empresas reconhecidas hoje mostram que é possível crescer com responsabilidade, reduzir impactos, inovar e entregar resultados de forma sustentável. De certo modo, o prêmio também dialoga com a imprensa, que exerce papel essencial ao trazer para o debate público temas complexos e decisivos para o setor produtivo”. (FIEPE)

Grupo 2 – Médio e Grande Porte

EMPRESA: TAMBAÚ

Com o projeto: arborização e recuperação de área degradada.

A Tambaú recebeu com bastante orgulho esse reconhecimento da FIEPE pelas práticas de ESG, especialmente pela Arborização e Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga.

A equipe da Tambaú, e em especial ao José Cândido e Edilania Melo, do time de Meio Ambiente!

Esse prêmio é um reflexo do compromisso da Tambaú com a sustentabilidade e o meio ambiente. É inspirador ver como a empresa está fazendo a diferença e motivando outras a seguir o mesmo caminho.

A Fiepe é uma instituição de peso, então esse reconhecimento é ainda mais significativo.

Parabéns novamente à toda a equipe! 

Ps. A sigla ESG vem de “Environmental, Social and Governance” (ambiental, social e governança, em português) é um indicador para as práticas ambientais, sociais e de governança de uma empresa.

Bananinha Cremosa Tambaú: Lançamento do Carrinho de Ouro 2025


A Tambaú marcou presença como empresa apoiadora da festa de confraternização anual da Associação Pernambucana de Supermercados (APES), realizada no dia 26 de novembro, no Mirante do Paço, no Recife.

Durante o evento, também foram entregues os troféus Carrinho de Ouro e Personalidade Destaque 2025, reconhecendo profissionais e empresas que impulsionam o setor.

Os convidados tiveram a oportunidade de experimentar a nossa Bananinha Cremosa Tambaú, apresentada em uma embalagem especial que esteve em todas as mesas da festa.

A Tambaú foi representada pela analista de marketing Fernanda Anciutti, pelo gerente regional Hudson Coelho e pelos representantes Diogo Lima, Ricardo Melo e Raphael Henrique.

11 dezembro, 2025

"A história da canção VOLTA PARA MIM, composição de Ederaldo Lemos.

 


"A história da canção "VOLTA PARA MIM", composição de Ederaldo Lemos, interpretada por Betão e melodia de Plínio Fabrício. 

Esta é uma de tantas histórias que tivemos juntos. 

Ao familiares e amigos, saudades do Eterno Betão."

Por: Ederaldo Ĺemos

09 dezembro, 2025

O legado da primeira professora: Gratidão eterna a Dona Almerentina - Por Fábio Santos


Fiquei com o coração apertado ao receber a notícia da partida de Dona Almerintina Joana de Souza para a eternidade, ocorrida neste domingo(07.12.2025).

Ela foi minha primeira professora, aquela que me guiou nos primeiros passos da leitura e do saber.

Revirei o baú das memórias e lembrei da nossa Escola Cícero Rodrigues de Aquino, que funcionava, de forma tão acolhedora e dedicada, naquele armazém ao lado de sua residência. Ali, entre caixas e sonhos, ela me ensinou as minhas primeiras letras, me preparando para uma vida abençoada por Deus.

Tem um momento que se eternizou na minha infância, foi o dia em que Dona Almerintina reuniu a turma e nos levou a pé para conhecer o prédio próprio da escola em construção. Aquele lugar, construído no entroncamento da estrada rural que acessa Pindoba e a região da Fazenda Nova, Caiçara e Samambaia, era mais que um prédio: era a materialização de um sonho e a prova viva da sua dedicação incansável pela educação. Ela nos mostrou que a educação nos levaria para muitos lugares. Dona Almerintina era um exemplo de zelo. E o legado dessa professora dedicada ultrapassou as lições da cartilha do ABC.

Hoje, aquele menino que saiu da roça se tornou um comunicador, e o conhecimento adquirido em seu armazém e em suas aulas segue sendo repassado, germinando na minha família e tocando muitas outras vidas. A semente que ela plantou continua florescendo.

À família, a nossa palavra de conforto e o nosso abraço mais apertado. Saibam que a força de Dona Almerintina segue viva em todos aqueles que, como eu, foram transformados por sua luz e seu saber.

Professores assim não morrem. Eles não se vão. Professor entra para a História, e Dona Almerentina Joana de Souza está gravada para sempre no livro da minha.

Eterna saudade.



FÁBIO SANTOS
Arcoverde-PE
Dezembro/2025