Jussara Burgos
Luziania-GO
Setembro/2026
Nesta edição especial, o apresentador Gabriel recebe no estúdio duas figuras de grande relevância cultural: o cantor e compositor Janúncio Siqueira e o historiador e blogueiro Paulo Peterson do Blog Custódia Terra Querida.
O que você vai encontrar na entrevista completa?
A conversa passou por momentos marcantes da carreira de Janúncio e da história da região.
Confira alguns dos destaques que tornam esse bate-papo imperdível:
Veia Musical e Herança Familiar: Janúncio relembra como suas raízes entre a Paraíba e Pernambuco influenciaram seu talento, destacando figuras marcantes como o tio Joãozinho Benício e o primo Mazinho de Arcoverde.
Momentos Inusitados no Rádio: Uma história hilária de quando Janúncio participava de um programa ao vivo com Fábio Santos na Custódia FM e seu tio invadiu o estúdio só para prestigiar o sobrinho.
Preservação da Memória Cultural: Reflexões nostálgicas sobre o histórico CLRC (Clube Literário e Recreativo Custodiense) e a importância da recuperação de fitas VHS antigas para manter viva a história dos grandes eventos da cidade.
A Jornada na Capital Pernambucana: A transição de Janúncio para o Recife no final dos anos 1980, conciliando a vida no serviço público (SUCAN) com os shows em barzinhos, casas de recepção e eventos locais.
Carro-chefe da carreira: Lançada no seu primeiro disco há mais de 25 anos, a canção "Esse Alguém Sou Eu" é sua composição de maior destaque e projeção nacional.
Mais de 28 regravações: Janúncio revela que a música já foi gravada por cerca de 28 artistas pelo Brasil inteiro, adaptando-se a múltiplos gêneros como forró pé de serra, forró estilizado, sertanejo, axé music e brega.
Diversidade de intérpretes: Entre os artistas que interpretaram a canção, ele destaca:
Paulo Márcio (conhecido como o "Príncipe do Brega" em Recife)
Mito / Banda Labaredas
Luan Santana (que a cantou em shows pelo Mato Grosso)
Dupla Marlon & Maicon (do Paraná, que a executava frequentemente no circuito sertanejo) .
Além de nomes como Amadeus, Betão, Kevos Duran e André Viana
Mais de 130 composições: Janúncio conta com um acervo de mais de 130 músicas compostas, tendo gravado cerca de 90 delas em seus trabalhos.
Criação sem instrumentos: Ele explica que, no início, criava arranjos simples no violão. Hoje em dia, cria a melodia e a letra diretamente "na cabeça", gravando a guia pelo celular para depois estruturar o arranjo em estúdio com parceiros como o músico Isaías.
Formalização do artista: Janúncio reforça a importância de o compositor estar devidamente registrado na Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) e filiado a uma associação/editora — no caso dele, a UBC (União Brasileira de Compositores).
Recebimento via ECAD: Explica que não precisa ir ao cartório registrar partituras; basta enviar o áudio com o arranjo simples para a associação. Por conta do acompanhamento do ECAD, ele recebe os relatórios impressos detalhando em quais rádios e cidades do país suas músicas foram executadas, garantindo o retorno financeiro em direitos autorais .
Parcerias com grandes nomes: Destaca parcerias marcantes e trocas de composições com Zezito Doceiro (autor de "Chá de Costas"), Dogival Argolo, Omar Cavalcante e Flávio Leandro (com quem regravou a faixa "Anjo da Guarda" autorizada com adaptações nos nomes dos filhos).
Abaixo você pode conferir a entrevista na íntegra no canal do programa:
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Não perca a chance de conferir esse bate-papo cheio de nostalgia, causos sertanejos e muita valorização da nossa gente!
Atuando como goleiro amador, José Orlando defendeu equipes em diversos municípios pernambucanos — como Custódia, Petrolina, Arcoverde e Sertânia —, além de passagens pelo futebol do Mato Grosso, em cidades como Cuiabá e Várzea Grande. Na região de Custódia, ficou popularmente conhecido pelo apelido de "Mosquito", marca da sua baixa estatura combinada com grande agilidade e elasticidade debaixo das traves. Essa forte ligação com o esporte amador tornou-se a ponte natural para sua entrada nos meios de comunicação.
Sua trajetória no rádio teve início na Rádio Panorama FM, em Custódia. Convidado para cobrir o cenário esportivo local, criou o programa Panorama nos Esportes. Ao lado de colaboradores como Fabiano Santos (o "Mãozinha"), o programa consolidou grande audiência na zona rural e urbana.
Com o passar do tempo, ampliou sua experiência ao colaborar com outras emissoras regionais, como a Rádio Cardeal de Arcoverde e a Betânia FM, além de buscar capacitação profissional em cursos de locução e comunicação de rádio.
Atento às transformações tecnológicas do início dos anos 2000, José Orlando começou a explorar a internet por meio do Orkut e de blogs de notícias locais, como o Custódia News.
Em 2008, idealizou um projeto inovador para a época: a criação de uma rádio via internet voltada para o interior pernambucano.
Assim nasceu a Rádio Jonet Brasil — denominação derivada do seu próprio nome (José Orlando na Net) —, considerada por ele a pioneira do gênero no Sertão do Moxotó. O projeto contou com o apoio de parceiros locais, como Ferreira Campos e a arte visual desenvolvida por Valmir da Gráfica.
Com a evolução das redes sociais, migrou para transmissões ao vivo em vídeo e a implementação da TV Web Jonet, canal que mantém programação contínua com transmissões, reprises e divulgação cultural. Um dos marcos desse período foi a cobertura em tempo real do show da dupla Zezé Di Camargo & Luciano em Custódia, cuja transmissão bateu picos de cerca de 7 mil espectadores simultâneos.
Ao longo de sua jornada, a Jonet Brasil consolidou parcerias comerciais com empresas da região — a exemplo da Tambaú Alimentos — e estabeleceu sua sede própria na Rua Antônio José de Moura, em Custódia, de onde opera seus serviços de mídia e atendimento.
O distrito de Quitimbu, uma das localidades mais antigas e de marcante relevância histórica para a formação do município de Custódia, abriga raízes culturais fortes no campo e no sertão. É nesse ambiente comunitário e rural que a figura de Mestre Manoel se consolida como referência e guardião da identidade sertaneja local.
De carona nas garras da saudade
Viajei pela estrada da lembrança
Fui parar no meu tempo de criança
Relembrando a minha mocidade
Percorri as caatingas e serrotes
Pés descalços, sem camisa, a vagar
Ouvindo os passarinhos a cantar
Voando em bandos, juntos, aos magotes.
Tomei banho no Riacho da Marreca,
Joguei bola,carrapeta e pião
Fiz da lata de sardinha um caminhão
No mato, cacei rolinha de peteca
Joguei pedras no alto do mulungu,
Descansei na sombra do juazeiro
Depois corri até o imbuzeiro
E apanhei dezenas de imbu.
De quixabas tão doces e tão pretinhas,
Enchi os bolsos e levei lá pra casa
Assei o milho verdinho na brasa
Do velho fogão lá na cozinha.
Fiz boneco de barro no terreiro,
Um magote de boi e de cavalo
Um cachorro um bode e um galo
E olhando tudo isso, um vaqueiro.
Já cansado, fui pra casa me deitei
E em transe, de Custódia vim embora
Tristemente, acordei naquela hora
Aquele dia não existiu, só sonhei.
Quem me dera voltar a estrada da lembrança
E parar no meu tempo de criança
E sonhar, e reviver tão áureos dias.
Mas não pode o tempo não perdoa
E embora a malvada saudade doa
É bom lembrar aquela vida de alegrias
Em 27 de setembro de 1941, na Fazenda São José, em Custódia, nascia Djalma Rodrigues de Melo, popularmente conhecido pela terra natal como Djalma de João Dodô. Filho de João Rodrigues de Melo e Quitéria Carmo do Amaral, ele cresceu ao lado dos irmãos Marinelza, Maria (Detinha), Luizinho, Lourinaldo (Vavá), Margarida e Sandra, em uma trajetória marcada pelo trabalho e pelos laços de afeto.
Infância, Juventude e Matrimônio
As primeiras lições de vida começaram no sítio. Para dar sequência aos estudos, transferiu-se para a zona urbana de Custódia, onde residiu com o padrinho Elpídio Pires Ferreira. Concluiu o ensino primário na Escola General Joaquim Inácio e, em seguida, prestou serviço militar por dois anos na Aeronáutica, em Recife.
Ao retornar a Custódia, no domingo de Carnaval de 1962, conheceu Zezita Queiroz, filha do ex-prefeito Ernesto Queiroz e de Maria de Sá Queiroz. A união matrimonial ocorreu em 18 de janeiro de 1964, na Matriz de São José, consolidando uma parceria duradoura.
Formação e Atuação Profissional
Determinado a ampliar sua formação, submetia-se a deslocamentos noturnos para Sertânia e Arcoverde para concluir o ensino técnico. Anos mais tarde, graduou-se Bacharel em Direito pela Faculdade de Caruaru, no ano de 1978. Como advogado e cidadão, atuou de maneira prestativa, prestando assistência profissional e suporte comunitário ao longo dos anos.
Vida Familiar e Legado
Ao lado de Zezita, formou uma família de cinco filhos: Andréa, Adriana, Adynara, Darley e Adriene. O legado familiar estendeu-se com a chegada de genros, nora, netos e bisnetos. Reconhecido pela postura aprazível e pelo diálogo, preservava hábitos como as reuniões e conversas com amigos de longa data, entre os quais Ozinaldo, Totonho e Tadeu Barros.
Djalma Rodrigues de Melo faleceu em 28 de julho. O dia 27 de setembro permanece marcado como a data de seu nascimento e de lembrança da sua contribuição comunitária e humana para o município de Custódia.
Texto com informações de familiares, Lindinalva Almeida entre outros.
Natural do Cariri paraibano, da região de Cabaceiras (atual município de Alcantil), Chico viveu na Paraíba até os 11 anos de idade. Sua infância foi moldada pelas severas estiagens que atingiram o Nordeste nos anos 1950, marcando profundamente a memória de sua família.
Ele relembra passagens marcantes da época, como o episódio envolvendo seu parente Mané Ginu, que enfrentava longas caminhadas de madrugada para buscar água em potes de barro. Após escorregar e quebrar dois potes sucessivamente em um único dia, a família se viu forçada a cozinhar com o pouco de água barrenta reaproveitada. O relato reforça o contraste entre o isolamento daquela época e o acesso atual a recursos básicos na região.
Em 1959, com o agravamento da seca, a família de Chico deixou a Paraíba rumo a São Bento do Una, no Agreste pernambucano. Em abril de 1982, ele fixou residência definitiva no Sítio Mata Verde, em Custódia, onde constituiu sua família.
Além do trabalho na agricultura, Chico Paraíba dedicou 30 anos de sua vida ao movimento sindical rural de Custódia. Sua trajetória de mediação e defesa dos trabalhadores do campo garantiu-lhe amplo conhecimento da região e respeito comunitário.
Como reconhecimento por sua contribuição social e cultural ao município, a Câmara Municipal de Custódia concedeu-lhe o título de Cidadão Honorário. Para um agricultor de origem humilde e pouca instrução formal, o título representa a coroação de uma vida pautada no trabalho e na honestidade.
Pai de dois filhos — entre eles o escritor e poeta Isaías Moura —, Chico é um entusiasta das tradições orais do sertão, como a cantoria de viola, o forró tradicional e as bandas de pífano.
Durante suas memórias, ele resgata versos célebres de grandes nomes da poesia sertaneja, como Manuel Xudú, João Isídio, Pedro Bandeira e Ivanildo Vila Nova. A relação com a poesia, segundo ele, modificou até sua forma de enxergar a natureza. Após ouvir uma sextilha do poeta Pedro Bandeira sobre o aprisionamento de pássaros, Chico tomou a decisão de soltar todas as aves que mantinha em um viveiro em sua casa, abandonando a prática em definitivo.
Hoje aposentado e cercado por filhos, netos e bisnetos, Chico Paraíba permanece como uma referência viva da história oral, da cultura e da resiliência do povo sertanejo no interior de Pernambuco.
Video com a entrevista completa, você pode conferir abaixo:
Nascido em São Paulo em 1976, Marcelo Moura mudou-se para Custódia ainda na infância, em 1980. Seu interesse pelas artes manifestou-se cedo, mas o ponto de virada na música ocorreu aos 13 anos, quando ingressou na Banda Mirim da Escola General Joaquim Inácio, regida pelo mestre Galdino.
Naquele período, o aprendizado musical nas fanfarras locais envolvia técnicas de improviso com cornetas sem pisto, nas quais a execução de melodias exigia o revezamento de notas entre diferentes instrumentistas. Posteriormente, o músico adquiriu seu primeiro trompete e passou a integrar a banda municipal Bamuc.
Aos 14 anos, viveu suas primeiras experiências profissionais ao tocar em orquestras de frevo durante o Carnaval no Recife. Em seguida, mudou-se para Serra Talhada, onde atuou como vice-maestro da banda da Escola Normal Imaculada Conceição e ingressou na Filarmônica Vila Belense, sob a regência do maestro Renato, conciliando o ensino regular com o estudo das partituras.
Em meados da década de 1990, Marcelo integrou a Super Oara (Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos), sediada em Arcoverde. Durante a atuação no grupo, aperfeiçoou a leitura à primeira vista de partituras e a execução de arranjos bailáveis.
Em 1995, optou por se afastar das orquestras seculares ao converter-se ao protestantismo. A partir desse período, passou a dedicar-se à música sacra, atuando na formação de corais evangélicos em cidades como Recife, Serra Talhada, Afogados da Ingazeira, Surubim e no distrito de Caldeirão. Em 1997, concluiu o Curso de Capacitação para Regentes de Coral, promovido pela Igreja Assembleia de Deus no Recife.
Paralelamente às atividades musicais, Marcelo atuou no setor comercial em Custódia como colportor (vendedor de livros evangélicos) e proprietário de uma livraria e videolocadora.
Em 2006, transferiu residência para Araripina, onde passou a ministrar aulas de teclado, violão e instrumentos de sopro, formando a primeira orquestra de música sacra da Assembleia de Deus local. Em 2010, foi aprovado no concurso público para a Banda Filarmônica Maestro Álvaro Campos, da Prefeitura de Araripina, onde permanece como trompetista concursado.
Buscando a titulação acadêmica, ingressou na graduação em Licenciatura em Música com Habilitação em Trompete no Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) - Campus Belo Jardim, reconhecido polo de formação filarmônica no estado.
Atualmente, o maestro desenvolve diferentes frentes de trabalho no campo educacional e artístico:
Docência na Rede Estadual: É professor de Artes e Linguagens da rede estadual de ensino de Pernambuco na EREM Osmar de Souza Ferraz, no município de Betânia. No ambiente escolar, coordena grupos de flauta doce e corais.
Centro de Educação Musical de Custódia (SEMUC): Empresa e escola de música fundada por Marcelo em 2018 para o ensino particular de teclado, violão e sopros.
Banda Municipal Almir Melo: Atua na regência e preparação técnica da banda musical da Secretaria Municipal de Educação de Custódia, em parceria com o maestro Adriano Rezende.
Grupo Os Mouras: Projeto de música instrumental voltado para cerimônias e eventos sociais, ao lado de músicos regionais.
Produção de Conteúdo: Mantém o canal no YouTube "Musicalizando com Marcelo Moura", focado em videoaulas, treinos e apresentações.
A alegria está na luta, na
tentativa, no sofrimento envolvido.
Não na vitória propriamente dita. (Mahatma
Gandhi).
- Aproximação dos Jovens na
Igreja Católica,
- Fundação da Conferência São
José (conhecida também como São Vicente de Paula),
- Fundação da CJC mirim,
- Criação do coral da CJC ( sob a responsabilidade de Leônia)
- Criação do Jornalzinho: CJC
Informando,
- Implantação do trabalho de
Evangelização nos respectivos locais:
- escolas,
- hospital,
- delegacia e
- residências.
- missa do quilo,
- campanha do ovo,
- campanha de roupas e calçados
usados,
- campanha de alimentos nas
residências e comércio local.
- Vocação religiosa: Pe. Luciano, Frade Givaldo, Frade Fábio, Ir. Maria Helena e Ir. Lélia,
- Vocação Sindical: Aparecida Alves, Luciene Cordeiro, Fátima Figueiredo,
eu, no SISMUC e Leônia no Sindicato dos Servidores Públicos Civis de Pernambuco
– SINDSERPE (Recife)
- Vocação Musical: Hugo Simões.
Encontro da CJC em setembro de 1989
O VERDADEIRO SENTIDO DA CJC
Trata-se de uma conquista expressiva para o jornalismo regional e para a preservação da memória e da cultura do nosso município. Esse feito confirma a relevância do compromisso em levar informação de qualidade, resgatando as raízes da nossa gente.
Expresso minha sincera gratidão a todos que tornaram isso possível: aos leitores fiéis que acompanham e repassam o conteúdo, aos colaboradores que alimentam o site desde o início e aos incentivadores que apoiam essa trajetória.
Seguimos juntos, registrando e valorizando o que é nosso!
Paulo Peterson
CURIOSIDADES
Lembro perfeitamente delas, pois na casa dos meus avós, era comum se ver os trabalhadores rurais confeccionando as mesmas. Chamavam-na de “lep-lep,” por causa do barulho que fazia ao bater nos pés, ou “salga-bunda”, pois quando pisavam na areia, a sandália jogava a areia na bunda do cristão, espalhando-a como se faz com a carne ao ser salgada.
O processo de fabricação era simples: o proprietário pisava na folha de sola (couro de boi curtido, igual aos solados de sapatos ainda hoje existentes), e com o auxílio de um pedaço de carvão, na ausência de um lápis (coisa rara, naquela época), desenhava o seu pé na referida sola, tendo o cuidado de fazer uma marca entre o dedão do pé e seu vizinho.
Em seguida, cortavam a sola, furavam um buraco na marca feita próximo ao dedão do pé e mais duas próximas ao calcanhar do cristão (na sola, claro).
Depois, pegavam duas tiras de couro de bode, também curtido, passavam pelo buraco feito próximo ao dedão, davam um nó e aparavam as sobras.
Para concluir a obra, bastava passar cada uma das pontas das tiras em cada buraco perto do calcanhar, dar o nó e aparar as sobras.
Estava pronta a salga-bunda, ou a Lep-Lep para os mais puritanos.
ENTREVISTA EXCLUSIVA
“HÁ MUITA GENTE COM CARTEIRA DA OAB, MAS POUCOS ADVOGADOS”
Com experiência em casos de alta complexidade, Dr. Jânio Queiroz fala sobre os desafios da profissão, a importância da habilidade humana e o impacto da inteligência artificial na advocacia.
Em um cenário de transformações tecnológicas, redes sociais e acesso instantâneo à informação, o advogado Dr. Jânio Queiroz defende que o Direito continua sendo, acima de tudo, uma profissão de pessoas
CARTEIRA É TÍTULO. ADVOCACIA É ENTREGA
"Ter uma carteira da OAB significa estar legalmente habilitado para exercer a profissão
Para ele, a formação jurídica é apenas o ponto de partida
“Advocacia exige estudo, responsabilidade, coragem, experiência e, principalmente, compromisso com as pessoas.” DR. JÂNIO QUEIROZ
DOIS DIPLOMAS: DIREITO E VIDA
Durante a entrevista, Queiroz falou sobre a chamada "habilidade humana" — a capacidade de ouvir, compreender e se colocar no lugar do outro
"O cliente chega com medo, angústia, expectativa e, muitas vezes, com uma história muito difícil
É nesse contexto que ele costuma citar uma frase que costuma repetir:
“Tenho dois diplomas: um da Faculdade de Direito e outro de sofrer.”
A expressão, segundo ele, não pretende romantizar dificuldades, mas mostrar que a experiência de vida também ensina lições essenciais para a atuação profissional
O DIREITO ENSINA PELA DOR
Questionado sobre jovens advogados que ingressam na profissão acreditando já saber de tudo, Queiroz é direto:
"O Direito vai ensinar pela dor
Ele também critica a ideia de que firmeza se confunde com agressividade
"Quem tem segurança técnica não precisa fazer barulho
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: FERRAMENTA, NÃO SUBSTITUTO
Para Queiroz, a inteligência artificial já é uma realidade na advocacia e traz ganhos de produtividade
"A IA escreve petições, pesquisa jurisprudência e organiza informações
No fim, resume: "A técnica faz o advogado conhecer o Direito
Publicado Originalmente no Instagram da Revista Interação (Clique Aqui)