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Blog Custódia
05 abril, 2026
Das galinhas ao helicóptero: a trajetória que moldou um advogado de sucesso
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03 abril, 2026
Atual E.C.
Presidente era Fernando de Durval.
Por José Orlando
7 de Setembro de 1970 em Custódia-PE
Ulisses Góis, em seguida morador do Dnocs, filho de Dona Bia, Maninho,
Praça Padre Leão e seus pontos comerciais no final da década de 70
Posteriormente foi de propriedade de Severino Pinheiro. A residência seguinte foi do Sr. Evilácio Bernardo da Silva e Joana Rodrigues da Silva, ele tinha um bar e uma mercearia, vizinho ao bar de Jurandir, Bar Fênix.
No outro lado da Praça, com vista da torre da Igreja Matriz a primeira casa, antigamente foi o Cartório de Né Marinho, Budega de Joventino, sua residência em seguida, a casa onde hoje é a Cisagro, era a casa do pai de Zé Agostinho que casou com Vânia Rafael.
O prédio seguinte, só foi o supermercado Ribeiro, em 1976. Nessa época devia funcionar algum bar.
Residência de Zezito Caju e o prédio seguinte, foi o consultório odontológico de Dr. Pedro Pereira Sobrinho, hoje é a Varadinha do Vavá.
Na esquina do outro lado, por muito tempo foi a mercearia e bar de Valdeci, filho de seu João Barros. Já foi Pizzaria e até hoje é o BAR ALTAS HORAS.
Na sequencia a residência de Manoelzinho Cassiano, pai de Neli Aleixo. Após a loja de móveis dos irmãos João e Inaldo Azevedo e o prédio da Farmácia Pereira, fundada em 1937.
01 abril, 2026
Livro "Os pedaços dos retalhos de Bebeth" do custodiense Cristiano Jerônimo
O livro utiliza uma abordagem intimista e sensorial, explorando temas como sexualidade, superação e identidade. A narrativa é construída com saltos temporais, alternando entre o passado e o presente, o que permite ao leitor acompanhar a evolução da personagem e compreender os desafios que ela enfrenta. Além disso, há um forte uso de descrições detalhadas e diálogos introspectivos, que ajudam a criar uma conexão emocional com a jornada da protagonista, Bebeth.
O que ninguém contava é que essa história acabaria com um final tão surpreendente.
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14 março, 2026
Primeiros Sapateiros de Custódia
Flávio Laurentino, Luiz de Quitéria.

Sapataria de Dourinho na Bomba, alguns identificados:
Luiz de Quitéria, Francisquinho Laurentino, Bastinho de Antônio Cota, Raimundo de Mana,
Dourinho e Zito Laurentino.
13 março, 2026
Inauguração da Escola José Pereira Burgos (1980)
Inauguração da Escola José Pereira Burgos, antigamente chamado de "Polivalente". o evento foi realizado em 27 de Dezembro de 1980.
Erem José Pereira Burgos, recebeu uma comitiva formada por secretários, deputados e políticos da região, além do Prefeito da Cidade, Luiz Epaminondas Filho.
Ao microfone, Dep. Antônio Airton Benjamim, na época Secretário de Transportes de Pernambuco; Marcos Moura, Secretário do PDS 2 em Custódia, do Dep. Joel de Holanda, do Governador Marco Maciel e do Dep. Federal Inocêncio Oliveira.
Marcos Moura ainda recebeu a comitiva do Governador, em sua residência, na Rua Dr. Manoel Borba nº 308, e de seu amigo Belchior Ferreira Nunes.
12 março, 2026
Praça Padre Leão na década de 1950
O prédio da Farmácia Pereira aparece do lado direito e foi um dos primeiros edifícios de dois pavimentos do município.
Construída na administração do Prefeito Joel Inocêncio Gomes Lima, provavelmente concluída entre 1953 e 1954. Inicialmente tinha o nome de Praça 04 de Outubro, quando era ainda chão batido, e após a construção, passou a ser Praça Padre Leão. A foto é de março de 1960.
As fotos originais são preto e branco, foi usado IA para colorir, sem alterar as caracteristicas originais. Todos os Direitos Reservados aos seus autores: Familia Gonçalves e IBGE
2ª noite da Novena do Glorioso São José
Na 2ª noite da Novena do Glorioso São José, vivemos mais um momento de fé e comunhão em nossa paróquia. A Santa Missa foi presidida pelo Pe. Marcus Wallace, reunindo a comunidade para juntos elevarmos nossas preces a Deus pela intercessão de São José.
Nesta noite, tivemos como noiteiros: Polícia Militar, BEPI, Polícia Civil, Segurança Privada, Fórum, Ministério Público, Defensoria Pública, Advogados, Cartórios, Escritórios, Justiça Eleitoral, Conselho Tutelar e o Setor São Rafael: Capim, Velha Chica, Buenos Aires, Buenos Aires – Coração de Jesus, Lamarão, Açudinho, Logradouro e Lagoinha.
Que São José, exemplo de fé, silêncio e fidelidade, continue abençoando e intercedendo por todos que participaram desta noite de oração e devoção.
Publicado por Paróquia São José de Custódia-PE
Recomendações II - autor Cristiano Jerônimo
Cristiano Jerônimo
Recife - março 2026
11 março, 2026
Sábado dia 14 tem Seresteiro de Triunfo pelas ruas de Custódia -PE
No dia 14 de março, às 21h, as ruas de Custódia serão tomadas por músicas, romantismo e muitas emoções!
O grupo Seresteiros de Triunfo, formado por músicos apaixonados, vêm pela primeira vez à Custódia-PE, prometem tocar músicas inesquecíveis pelas principais ruas do centro da cidade, finalizando no Pavilhão da Igreja Matriz de São José.
O grupo por onde passa, leva alegria e romance às ruas com suas canções românticas. Uma mistura de talento e dedicação e melodias suaves e letras apaixonadas.
Venha viver o encanto da seresta, recordando e se deixando levar por canções que tocam o coração.
Convide quem você ama, traga sua alegria e venha fazer parte dessa noite especial
Custódia te espera ao som da seresta!
Apoio: Prefeitura Municipal
O BATENTE LÁ DE CASA - Autor Jorge Remígio

Sentado no batente da Casa das Noivas, que era justamente a casa em que eu residia
nos últimos anos da década de cinquenta.
Fotos:
(algumas fotos foram modificadas usando Inteligência Artificial, sem mudar as caracteristicas originais, e com autorização do autor). Se usar, credite o autor por favor.

João Veríssimo do Amaral, nasceu no dia 11/11/1909 na cidade de Mata Grande-AL, filho de Euclides do Amaral Góis e de Maria Rosa do Amaral.
Faleceu no dia 01/04/1958 na cidade de Custódia-PE.

Curtume uma industria custodiense
Rua João Veríssimo, popularmente conhecida como Várzea. Ao lado direito prédio do antigo chafariz público já modificado. O prédio não mais existe. Foto do início dos anos dois mil.
26 fevereiro, 2026
Atrações da Festa de São José 2026 - dia 13 ao dia 18 de Março

Mais uma vez, as atrações locais ganharam destaque, em todas as noites de shows.

16 fevereiro, 2026
O Combate de Umburanas - Livro Sertão Sangrente de Jovenildo Pinheiro de Souza
Vale salientar a opinião de outros cérebre oficial militar, sobre o colega de farda, o Coronel João Nunes. Segundo optato Gueiros, que foi também por muitos anos Comandante das Forças Volantes contra o Cangaço, "o único comandante da tropa que, de fato, cometeu desatinos, foi o coronel João Nunes. Não tivesse ele mandado fuzilar os pobre rapazes gaúchos que caíram prisioneiros nas mãos das tropas legalistas em floresta, em Nazaré, e determinado que se acabasse de matar um pobre revoltoso, que, além de ferido estava tuberculoso, e se achava moribundo em Campo Alegre, não teria a polícia de Pernambuco adquirido por algum tempo a fama de persividade.
Em umburanas a Coluna Prestes preparou uma emboscada e na qual caiu a tropa sobre o comando do Coronel João Nunes. Diante da surpresa e do poder de fogo por parte dos revoltosos, a tropa legalista bateu em retirada, desordenadamente perdendo no campo de batalha uma grande quantidade de material bélico, além de ter perdido um quarto do seu efetivo militar entre mortos e feridos.
Extraído do livro SERTÃO SANGRENTO, lançado em 2012 e no momento se encontra esgotado.
15 fevereiro, 2026
Homenagem marca centenário de PMs mortos em emboscada da Coluna Prestes em Custódia-PE
Foi realizada no Sítio Pitombeiras, município de Custódia, no Sertão de Pernambuco, uma solenidade que marca os 100 anos em homenagem aos PMs tombados em cumprimento do dever em 14 de fevereiro de 1926, durante uma emboscada promovida pelos militares da coluna Prestes. O movimento político militar brasileiro ocorreu entre os anos de 1924 e 1927, cuja principal motivação era a insatisfação com o governo do Presidente Arthur Bernardes.
O evento que marca 100 anos, contou com a presença do 3º BPM, o BEP - Batalhão Especializado de Policiamento do Interior, o Corpo de Bombeiros Militar e a Polícia Rodoviária Federal e vem resgatar e enaltecer a história e bravura desses heróis que foram mortos em combate.
A Coluna travou seu combate mais violento durante a sua passagem por Pernambuco. Os revoltosos interceptaram uma mensagem nos fios do telégrafo, dando conta do deslocamento de uma tropa da Força Pública do Estado, de Custódia para Serra Talhada. Eram 137 homens distribuídos em cinco caminhões. Foi montada uma emboscada com a colocação de um chapéu de engenheiro na estrada.
Um dos caminhões parou para um soldado verificar do que se tratava, e todo o comboio também parou, quando os policiais foram cercados e atacados pelos insurgentes, em número quase cinco vezes maior. Após 6 horas de combate ao escurecer, a tropa conseguiu furar o bloqueio, e retornar a Custódia. No entanto quatro caminhões foram queimados, escapando apenas aquele onde estavam as munições, facilitando a reorganização da tropa, que no dia seguinte deu início a perseguição dos agressores, que já haviam escapado do local.
Foram oito mortos e três feridos vindo do 1º, 2º e 3º Batalhões, Regimento de Cavalaria e Companhia de Bombeiro da época. As vítimas foram enterradas no local do combate, onde foi erguido o monumento com uma placa de mármore, em homenagem a bravura dos chamados mortos do Riacho do Mulungu, no quilômetro 345 Km da BR-232.
Todos os anos, essa história é lembrada.
Com a leitura do boletim interno, o hasteamento das bandeiras do Brasil, de Pernambuco, do 3º BPM e do Corpo de Bombeiro.
Em 2026 a solenidade foi ainda mais especial: o Centenário desse Marco histórico.
Créditos: Darcio Rabelo
12 fevereiro, 2026
Advogado Janio Queiroz participou do Programa Hora News MA
O advogado custodiense Janio Queiroz, residente em São Luis no Maranhão, foi destaque essa semana no programa Hora News MA.
Durante o bate-papo, de fundamental importância, foi comentado sobre o respeito, o consentimento e a Lei de Importunação Sexual.
Foram feitos esclarecemos de pontos essenciais: o “não” dito por uma mulher encerra qualquer abordagem. Insistir após essa resposta pode configurar crime, mesmo sem contato físico. Jânio explicou que a verbalização clara é sim importante, mas não é a única forma de demonstrar desconforto — gestos e expressões também valem. Também destacou o papel de bares e casas noturnas: os estabelecimentos têm responsabilidade legal e podem ser responsabilizados se não acolherem denúncias ou protegerem vítimas. Seguranças e funcionários precisam agir com agilidade e empatia.
Breve vídeo de sua participação!!!
11 fevereiro, 2026
Tela de Edmar Salles recebe Medalha de Ouro pela Academia APBA – Associação Paulista de Belas Artes.
A obra “Teatro Municipal de São Paulo” foi premiada com Medalha de Ouro no Salão da Cidade de São Paulo, realizado na Academia Paulista de Belas Artes (APBA) – São Paulo/SP.
Nesta obra, o artista plástico Edmar Sales registra o cenário no momento em que seguia rumo ao Salão da cidade de São Paulo, promovido pela Academia APBA – Associação Paulista de Belas Artes.
Uma pintura que nasceu do silêncio do ateliê, atravessou expectativas e conquistou reconhecimento.
🏅 Obra Premiada – Medalha de Ouro no Salão.
A arte encontra seu destino quando técnica e verdade caminham juntas.
Uma conquista que reafirma um percurso construído com disciplina, identidade e verdade pictórica.
SALES
Artista premiado em Salões de Arte
10 fevereiro, 2026
Recém lançado Romance "O Doce Amargo do Açucar" de Paulo Mapu está à venda
Entre elas se destacam Nzinga, a angolana, Zeferina do quilombo do Urubu, em Salvador, e Nã Agontimé, criadora da Casa das Minas de São Luís do Maranhão.
Para adquirir seu exemplar, entrar em contato com o autor:
03 fevereiro, 2026
Registro feito possivelmente no Bar Fênix, situado na época na Praça Padre Leão, onde hoje funciona sorveteria e a Fortunato Tecidos, na metade dos anos cinquenta.
Não sei se a moça ao lado é Terezinha de João Laurentino. Na frente. Tatá de Zé de Noca, esse rapaz de paletó deve ser de Betânia, da família Inocêncio Lima, Joventino Feitosa. Os três seguintes em destaque, não identifiquei.
31 dezembro, 2025
Custódia – Quilombo Sítio Carvalho
O Quilombo Sítio Carvalho, em Custódia-PE, foi certificado como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares.
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988
FCP – Fundação Cultural Palmares
Nome Atribuído: Quilombo Sítio Carvalho (composta Pelas Comunidades: Sítios Vassouras, Poço do Capim, Cacimba Limpa, Barreiros, Papagaio, Bigode, Lagoa da Onça, Riacho Novo, Areia, Umbuzeiro, Fazenda Nova, Juá I e Ii, Barriguda, Samambaia, Poço do Boi, Barro Branco, Trocado e Bandeira)
Localização: Custódia-PE
Processo FCP: Processo n° 01420.000885/2007-43
Certificado FCP: Portaria n° 51/2007, de 16/05/2007
Quilombos certificados (2020)
Resolução de Tombamento: Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: […] § 5º Ficam tombados todos os documentos e os sítios detentores de reminiscências históricas dos antigos quilombos.
Fonte: Constituição Federal de 1988.
Observação: Os quilombos foram localizados em áreas vazias do terreno urbano para segurança dos mesmos, buscando evitar crimes de ódio racial.
Comunidades Quilombolas: Conforme o art. 2º do Decreto nº 4.887, de 20 de novembro de 2003, “consideram-se remanescentes das comunidades dos quilombos, para os fins deste Decreto, os grupos étnico-raciais, segundo critérios de auto-atribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida.”
São, de modo geral, comunidades oriundas daquelas que resistiram à brutalidade do regime escravocrata e se rebelaram frente a quem acreditava serem eles sua propriedade.
As comunidades remanescentes de quilombo se adaptaram a viver em regiões por vezes hostis. Porém, mantendo suas tradições culturais, aprenderam a tirar seu sustento dos recursos naturais disponíveis ao mesmo tempo em que se tornaram diretamente responsáveis por sua preservação, interagindo com outros povos e comunidades tradicionais tanto quanto com a sociedade envolvente. Seus membros são agricultores, seringueiros, pescadores, extrativistas e, dentre outras, desenvolvem atividades de turismo de base comunitária em seus territórios, pelos quais continuam a lutar.
Embora a maioria esmagadora encontrem-se na zona rural, também existem quilombos em áreas urbanas e peri-urbanas.
Em algumas regiões do país, as comunidades quilombolas, mesmo aquelas já certificadas, são conhecidas e se autodefinem de outras maneiras: como terras de preto, terras de santo, comunidade negra rural ou, ainda, pelo nome da própria comunidade (Gorutubanos, Kalunga, Negros do Riacho, etc.).
De todo modo, temos que comunidade remanescente de quilombo é um conceito político-jurídico que tenta dar conta de uma realidade extremamente complexa e diversa, que implica na valorização de nossa memória e no reconhecimento da dívida histórica e presente que o Estado brasileiro tem com a população negra.
Fonte: FCP.
15 dezembro, 2025
Saudades de José Arnaldo por Josedith Bezerra
Como dói perder alguém...Mas não é disso que você falaria. Tristeza não. Você era somente alegria, mesmo em meio a tempestade. Sempre vinha o riso fácil. Meu irmão, meu grande amigo. Como queria sua alegria aqui por perto. Não conto os dias que foi se foi, conto os dias em que dividimos companheirismo, conversas e risos. Você não era o tipo que queria ver alguém chorar... lembro dias em que chorei de aperreio e você me mandava parar, e simplesmente dizia: ... vamos ao Shopping.
Custódia-PE
Dezembro/2017
12 dezembro, 2025
Tambaú recebe reconhecimento da FIEPE por prática de ESG
Grupo 2 – Médio e Grande Porte
EMPRESA: TAMBAÚ
Com o projeto: arborização e recuperação de área degradada.
A equipe da Tambaú, e em especial ao José Cândido e Edilania Melo, do time de Meio Ambiente!
Parabéns novamente à toda a equipe!
Ps. A sigla ESG vem de “Environmental, Social and Governance” (ambiental, social e governança, em português) é um indicador para as práticas ambientais, sociais e de governança de uma empresa.
Bananinha Cremosa Tambaú: Lançamento do Carrinho de Ouro 2025
A Tambaú marcou presença como empresa apoiadora da festa de confraternização anual da Associação Pernambucana de Supermercados (APES), realizada no dia 26 de novembro, no Mirante do Paço, no Recife.
Durante o evento, também foram entregues os troféus Carrinho de Ouro e Personalidade Destaque 2025, reconhecendo profissionais e empresas que impulsionam o setor.
Os convidados tiveram a oportunidade de experimentar a nossa Bananinha Cremosa Tambaú, apresentada em uma embalagem especial que esteve em todas as mesas da festa.
A Tambaú foi representada pela analista de marketing Fernanda Anciutti, pelo gerente regional Hudson Coelho e pelos representantes Diogo Lima, Ricardo Melo e Raphael Henrique.
11 dezembro, 2025
"A história da canção VOLTA PARA MIM, composição de Ederaldo Lemos.
09 dezembro, 2025
O legado da primeira professora: Gratidão eterna a Dona Almerentina - Por Fábio Santos
Fiquei com o coração apertado ao receber a notícia da partida de Dona Almerintina Joana de Souza para a eternidade, ocorrida neste domingo(07.12.2025).
Ela foi minha primeira professora, aquela que me guiou nos primeiros passos da leitura e do saber.
Revirei o baú das memórias e lembrei da nossa Escola Cícero Rodrigues de Aquino, que funcionava, de forma tão acolhedora e dedicada, naquele armazém ao lado de sua residência. Ali, entre caixas e sonhos, ela me ensinou as minhas primeiras letras, me preparando para uma vida abençoada por Deus.
Tem um momento que se eternizou na minha infância, foi o dia em que Dona Almerintina reuniu a turma e nos levou a pé para conhecer o prédio próprio da escola em construção. Aquele lugar, construído no entroncamento da estrada rural que acessa Pindoba e a região da Fazenda Nova, Caiçara e Samambaia, era mais que um prédio: era a materialização de um sonho e a prova viva da sua dedicação incansável pela educação. Ela nos mostrou que a educação nos levaria para muitos lugares. Dona Almerintina era um exemplo de zelo. E o legado dessa professora dedicada ultrapassou as lições da cartilha do ABC.
Hoje, aquele menino que saiu da roça se tornou um comunicador, e o conhecimento adquirido em seu armazém e em suas aulas segue sendo repassado, germinando na minha família e tocando muitas outras vidas. A semente que ela plantou continua florescendo.
À família, a nossa palavra de conforto e o nosso abraço mais apertado. Saibam que a força de Dona Almerintina segue viva em todos aqueles que, como eu, foram transformados por sua luz e seu saber.
Professores assim não morrem. Eles não se vão. Professor entra para a História, e Dona Almerentina Joana de Souza está gravada para sempre no livro da minha.
Eterna saudade.
25 novembro, 2025
De Custódia para o Supremo Tribunal Federal: Jânio Queiroz recebe distinção nacional em Brasília
29 outubro, 2025
Custodiense Paulo Mapu comenta seu novo livro "O Doce Amargo do Açucar"
Talvez esse tenha sido o gatilho que me fez pensar no Recife e suas histórias. Assim foi nascendo o Doce Amargo do Açúcar. As lembranças dos engenhos onde se fabricavam a rapadura sempre me encantou na infância, onde passava as férias junto com os primos no engenho de Zé Baé no sítio do Umbuzeiro em Custódia. Fazer o alfenim melando a cana raspada no caldo quente no tacho em ebulição foi uma das melhores recordações das férias.
Zé Baé tornou um dos personagens relevante onde o Reino de Daomé, Pernambuco e Portugal formaram um triângulo de amor e ódio, de dor e alegria de lucro e miséria e de opressão e resistência.
Os período históricos em torno do Recife, foram se descortinando como camadas de cebolas, onde cada uma trazia à tona novas camadas que se uniam, até chegar no ciclo da produção do açúcar e consequentemente na época da escravização.
La dolce vita gozada pelos brancos europeus em seus cafés parisienses e nas diversas cidades europeias só foi possível com o amargor das correntes, das chicotadas nos lombos dos negros nos pelourinhos e das marcas dos escravagistas nos corpos de milhões de escravizados vindo da África. Cada colherada de açúcar numa xicara de um branco europeu, tinha no seu correspondente as gotas de sangue de um negro.
Essa história foi mal contada e depois invisibilizada para que a República fosse poupada das atrocidades do império. Assim Rui Barbosa deu a ordem para queimar todos os documentos referente a escravidão, anistiando todos escravagistas e deletando os escravizados da história do nosso país. O prédio da Alfandega do Rio de Janeiro esconde essa história em meio a fumaça.
Os fatos históricos emolduram o romance onde Kalimba e Teresa furam a bolha. Ela uma indígena e sinhazinha dona do engenho Olho D’água e ele um escravo do Reino de Daomé que se apaixonam e vivem um romance inusitado, onde a ficção e a realidade se abraçam concatenados.
Ora surge o malunguinho do quilombo do Catucá da Cova da Onça no Recife recebendo foragidos do quilombo do Urubu em Salvador. Personagens históricos voltam reescrevendo a história nas figuras de Frei Caneca, Cruz Cabugá, Baquaquá e a Rainha Nã Agotimé do Reino de Daomé, atual Benin. O curioso baiano Francisco Félix de Sousa, maior traficante de escravizados da época despede Kalimba através da Porta do Nunca Mais. O Seminário de Olinda e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos cumprem seus papéis no movimento abolicionista da época incendiando os corações e as mentes dos jovens revolucionários.
Personagens ficcionais, mas que fazem parte da vida real do autor ganham vida e destaque com detalhes sutis que são narrados na trama. Em alguns momentos mudei a história pela simples razão de dar vazão as próprias emoções, como um gesto terapêutico de me curar de alguma dor da alma, seja de raiva, ciúmes ou desapego.
Cada uma se identificará com aquilo que tocou sua alma. Nada foi por acaso, até os mínimos detalhes como as cores da blusa da Teresa na queda, o paninho da menstruacão da Lucinda, a agulha e a linha no Lago em Ganvié, as marcas do prazer nas costas de Kalimba ou o oco do Jacarandá onde guardavam os segredos de Kalimba e Teresa tiveram seus correspondentes do mundo real. Alguns destes detalhes serão revelados nos próximos romances se um dia tiver o privilégio de escrever.
As nomenclaturas escravos e escravizados caracterizam duas visões de mundo diferentes, uma aponta para a lente do opressor do mundo ocidental em acreditar que o ser escravo era uma condição natural. Quanto ao termo escravizado denota a condição forçada em que os descendentes de reis e rainhas, povos com suas histórias ricas e milenares foram colocados em condições de escravidão contra a sua vontade. A resistência e a resiliência do povo negro usam na contemporaneidade o termo escravizados.









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