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11 setembro, 2026
Sucesso do IV GP do Haras Germano.
Custódia, 98 Anos de História, Fé e Tradição na Terra Querida
Custódia, 98 Anos de História, Fé e Tradição na Terra Querida
Desde os tempos em que a antiga Fazenda Santa Cruz servia de entreposto para tropeiros e viajantes, Custódia vocacionou-se como ponto de encontro, de acolhimento e de comércio.
Foi o abrigo afetuoso da lendária Dona Custódia (Maria Custódia Osório de Campos) em sua hospedaria que batizaram esta terra com o nome que hoje carregamos no peito com reverência e carinho.
Relembrar nossa emancipação através do resgate histórico é honrar os nomes e episódios que moldaram nossa identidade:
As Origens e a Fé: Do pioneirismo de figuras como o Coronel Luiz de Melo (Dodô) aos doadores do terreno de nossa matriz; do sonho do Padre Leão Pedro Verseri à bravura dos trabalhadores que ergueram nossa Igreja Matriz dedicada ao padroeiro São José.
O Comércio e o Trabalho: A tradição das feiras livres, o algodão, o caroá e a força de feirantes e comerciantes que transformaram a vila de 1909 na cidade pujante que se emancipou em 11 de setembro de 1928.
O Povo e a Cultura: A riqueza de nossos distritos — Quitimbu e Maravilha —, dos povoados como Samambaia, Caiçara, Ingá, Bom Nome e das mais de cem comunidades rurais; a expressividade dos nossos artistas, poetas e guardiões da memória política e cultural.
Custódia não é feita apenas de pedras e ruas; é feita da resiliência dos seus filhos, do calor do Sertão e da certeza de que o futuro se constrói sem jamais esquecer as raízes.
Parabéns a todos os custodiense de nascimento e de coração! Que o Glorioso São José continue abençoando nossos caminhos.
Viva Custódia! Viva os seus 98 anos de liberdade e história!
10 setembro, 2026
Quando a poesia nasce da amizade: a trajetória de Paulo Mapu, Jussara Burgos e o poema premiado
Uma história de afeto, rios e versos entre o sertão pernambucano e as águas do Brasil
1. A origem da amizade
No sertão pernambucano, mais precisamente em Sertânia, surge uma história que revela como a literatura pode nascer dos vínculos mais genuínos. Uma história entrelaçada pelo escritor Paulo Mapu, membro da rede ESCRITOR DANADO DE BOM, a poetisa Jussara Burgos, hoje radicada em Goiás, filha de seus padrinhos, oriundos de Custódia — município vizinho a Sertânia, igualmente reconhecido por sua tradição poética, Ramon Japiassu, primo de Jussara, e o amigo Digerson Almeida que acompanhou Mapu em sua jornada pelo mundo, na condição de companheiro de estrada.
Conforme Mapu, os três — ele, Ramon e um terceiro conterrâneo de Sertânia — partiram em busca de novos horizontes, estabelecendo residência em diferentes regiões do Brasil. Foi no Amazonas, contudo, que a história adquiriu contornos verdadeiramente literários: ali, Mapu compunha poemas que, em seguida, rasgava e lançava ao rio, entregando os fragmentos de papel à correnteza.
Dessa vivência singular nasceu “Os Rios Correndo em Mim”, poema inspirado nos cursos d’água que marcaram a trajetória do autor. Mapu acreditava ter compartilhado essa história diretamente com Jussara; ela, porém, revelou que o relato lhe chegou por intermédio de Ramon. Inspirada pela narrativa, a poetisa compôs um poema dedicado ao amigo — intitulado simplesmente “Mapu” —, obra que viria a ser agraciada com uma distinção literária. A amizade entre ambos, como a própria autora registra, foi edificada por seus pais.
2. O poema de Paulo Mapu
Transcrito pelo autor a partir de seu livro Mulher Lua, o poema percorre os rios de cada lugar por onde passou:
Os Rios Correndo em mim
Só agora me dei conta
Que os rios contam
A minha história
Em Sertânia o Moxotó
Sem pena e sem dó
Desvia seu curso
Me jogando no Velho Chico
No Recife o Capibaribe
Como uma catapulta
Me lança no Rio Guamá
No Amazonas
O Negro e o Solimões
Guardam alucinações
Poemas lançados
Em papéis picados
Com destino ao mar
Na Bahia
Rio de Contas
Me conta da família
Matogrosso
E seus encantos em Itacaré
Na Venezuela
Rio Orinoco
Carimba meu passaporte
Na primeira fronteira
Em busca de outros rios
No Caribe
Cuba me chama
Até Baracoa
No Rio Toa
À toa…
Poema do livro Mulher Lua — Paulo Mapu
3. A resposta de Jussara Burgos
Em resposta, Jussara Burgos compôs o poema que dedica ao amigo:
Mapu
Nas veias do meu amigo
correm rios que ele conheceu.
Águas de doces lembranças
do seu sonhar.
Águas fluviais
correm na certeza
do encontro com o mar.
Rios são caminhos tortuosos
vencendo obstáculos
em busca da sua grandeza.
Sobre os rios, tem pontes
ligando gente e seus ideais.
Sobre os rios, balsas, canoas e barcos
dizendo que navegar é preciso
para poder chegar.
O rio é etéreo,
é um momento que não se repete jamais.
Rios tem calmarias e temporais…
Na correnteza, os sonhos chegam e vão.
Rio é vida que segue…
É um eterno recomeçar.
No remanso dos rios
tem borboletas a voar
e flor de mussambê
pra meu amigo brincar,
sentado às margens do rio,
escrevendo poemas em pedaços de papel;
fazendo barquinhos
que a correnteza do Solimões levava embora…
Era poesia que nas águas corriam.
Para Paulo Mapu — Nossa amizade foi construída por nossos pais
4. O reconhecimento
O poema de Jussara rendeu-lhe a honraria Destaque Acadêmico 2026 – Mérito Acadêmico Imortal, acompanhada do Diploma de Mérito Acadêmico Ciccillo Matarazzo, outorgado pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia (ALSPA). A distinção foi entregue em 6 de setembro de 2026, durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em cerimônia conduzida sob a presidência de Rogério Veiga e com a participação da Presidente de Honra, Leni Ziliotto.
A premiação reconhece a trajetória de Helena Jussara Pereira Burgos Monteiro — a Jussara Burgos da nossa rede — por sua contribuição às artes e à cultura, e presta, ainda, reverência ao legado de Ciccillo Matarazzo, idealizador da Bienal de São Paulo e figura central na abertura do país à arte universal.
Para encerrar
Essa história evidencia que a poesia, quando nutrida por laços verdadeiros, transcende a página e circula entre gerações e geografias. Dos rios de Sertânia às águas do Solimões, das margens do Orinoco ao mar do Caribe, a palavra segue seu curso — e, como os rios, encontra sempre o caminho do encontro.
Que a amizade entre Paulo Mapu, Jussara Burgos e Ramon Japiassu permaneça como testemunho de que a literatura nordestina, longe de correr solitária, floresce na partilha.
Jussara Burgos ocupa a Cadeira 34, sob a patronagem de Rachel de Queiroz na Academia Valparaisense de Letras- AVL em Luziânia Goiás.
Publicado Originalmente em DANADO DE BOM, para visualizar CLIQUE AQUI
Colégio Municipal Ernesto Queiroz: Trajetória Histórica e o Legado do seu Patrono
O Ginásio Municipal Padre Leão foi fundado em 1959 e iniciou suas atividades letivas em 1960. Sua primeira turma do antigo 4º ano ginasial formou-se em 1964. A equipe gestora pioneira contou com o Dr. Francisco de Sá Sampaio na direção e Maria José de Sá Queiroz como secretária — função que mais tarde foi assumida por Ana Auxiliadora Queiroz Amaral.
Entre 1960 e 1974, a instituição funcionou na estrutura da Escola General Joaquim Inácio, atendendo a uma turma inicial de 42 alunos do Ensino Fundamental (então 5ª a 8ª série). Em 17 de outubro de 1967, teve início a formação da 1ª Turma de Professores, concluída em 1970.
A partir de 1975, a escola passou a ocupar sede própria com uma dinâmica em dois turnos:
Tarde: Colégio Municipal Ernesto Queiroz, ofertando o Curso de Magistério.
Noite: Ginásio Municipal Padre Leão, mantendo as turmas de 5ª a 8ª série. Nessa fase, a direção ficou a cargo de Sílvio Carneiro de Souza e a secretaria com Maria Auxiliadora de Queiroz Amaral.
Em 1980, com a criação da Escola José Pereira Burgos, o Ginásio Municipal Padre Leão foi extinto. O prédio próprio permaneceu com o Colégio Municipal Ernesto Queiroz, que manteve o Curso de Magistério até 2008. Posteriormente, a instituição expandiu sua atuação para o Ensino Fundamental completo sob o sistema idealizado por Maria de Fátima Rodrigues Rafael, passando a operar nos três turnos: alfabetização e 1ª a 4ª série pela manhã; Curso Normal Médio (antigo Magistério) à tarde; e 5ª a 8ª série à noite.
Colégio Municipal Ernesto Queiroz, passou a oferecer todas as formas de ensino para a população, em 08 de setembro de 2008. O Curso Normal Médio foi para Escola Estadual General Joaquim Inácio, e sendo extinta em definitivo em 2020, com a criação do Curso Superior de Pedagogia.
Agradecimento as informações importantes enviadas por Francisco Bernardo (Chico de Aliti). Sua contribuição foi de grande importância para manter registrada a história dessa importante escola do município.
1ª Turma de Professores do Colégio Normal (1970)
Autor: Colaboradores do Blog Custódia Terra Querida e de Francisco Bernardo.
08 setembro, 2026
Uma Poética Exaltação da Resiliência Urbana: "Sampa" por Jussara Burgos
Sobre a Autora:
Natural de Custódia (PE) e Membro Titular da Academia Valparaisense de Letras (GO), Jussara Burgos segue reafirmando o talento e a força da literatura nordestina pelo Brasil, conectando origens, afetos e arte em suas palavras.
07 setembro, 2026
História de Custódia em video - por Andre Silva no Tiktok
Encontramos na internet um canal, com História da Cidade de Custódia, vídeo feito por Andre Silva, que tem um canal no Tiktok, onde nele mostra História e origem das cidades do Brasil 📍 Curiosidades reais, mapas e fatos incríveis.
TikTok Link: Clique Aqui
06 setembro, 2026
Presidentes da Câmara Municipal de Vereadores - [1935-2026]

Presidentes da Câmara
Municipal de Custódia: história do Poder Legislativo

Manoel Pordeus Pires
1952
1954

Luiz Cristino Bezerra
1960
José Pereira Burgos
1961-1963
1963-1964
A Câmara nas décadas de 1960 e 1970
Josias Leandro de Moraes
1968-1969
Os anos 1980 e a redemocratização
Joazito Rodrigues de Moura presidiu a Câmara no início da década de 1990 e posteriormente voltou ao cargo no biênio 2003–2004.

José Neto Nunes Lima
1995-1996
José Neto Nunes Lima retornou à presidência da Câmara, formando com Flaviano Bezerra Feitosa uma sequência de lideranças do Legislativo municipal na primeira metade da década.
José Nunes Neto
2005-2006
Cristiano Teixeira Dantas
2007-2008
Dr. Luiz Carlos Gaudêncio de Queiroz
2009-2010
2011-2012
Ivanildo Luiz da Silva
2013-2014
Ronivaldo Pinto Barbalho
2015-2016
Fábio Medeiros Rocha
2017-2018
Ronivaldo Pinto Barbalho
2019-2020
Ivanildo Luiz da Silva
2021-2022
Anne Lucia Torres Campos de Lira
2023-2024
Alisson Possidonio Amaral Santos
2025-2026
Uma história que se
confunde com a própria história de Custódia







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