31 agosto, 2026

Samambaia "As emoções de uma jovem professora" - Sevy Oliveira


Vista parcial do povoado de Samambaia durante 
Procissão de São Sebastião, padroeiro local.


Sevy Oliveira
Livro "Caminhos do Afeto" lançado em 2004
Editora Bagaço


Sem previsão de concurso para o preenchimento de vagas no Magistério, as nomeações eram geralmente intermediadas junto ao Governo do Estado.

Não tendo ainda 18 anos completos, fui designada, interinamente, para substituir uma professora licenciada por tempo indeterminado, na Vila de Betânia, a 72 km de Custódia — uma articulação do deputado Metódio Godoy, amigo particular do meu pai.

Era uma vila que esboçava um perfil urbano autossuficiente, com casas comerciais, feira livre, energia elétrica, transporte, diversões e a Capela de Santo Antônio, tendo um representante na Assembleia Legislativa do Estado, Capitão Olímpio Ferraz.

A casa onde me instalei era grande, mas eu contava com a companhia carinhosa de minha irmã Maria e da aluna Julieta, que, frágil e delicada, me fez acolhê-la enquanto permaneci nessa vila. A minha classe funcionava na sala da minha residência, com alunos da 3ª série, variando a idade entre 14 e 16 anos. Não era adotado ainda o critério de turmas por faixa etária.

Apesar de contar com a receptividade e o apoio das professoras do Estado, Zilda Feitosa e Maria do Carmo Moreira, o número de alunos não ultrapassou o total de 13, durante todo o segundo semestre, sendo isto o fator determinante da transferência da cadeira para outra localidade do Município.

De volta das férias de fim de ano, assumi a cadeira no povoado de Samambaia, a 37 km da sede, sempre na companhia de Maria.

A escola tinha prédio próprio, com um salão em cimento, quintal grande para o recreio e dependências para a moradia da professora.

Por se tratar de uma escola isolada, a classe era multisseriada, abrangendo da alfabetização até a 4ª série. O mobiliário da professora era limitado a uma mesa, um banco e um quadro de giz num cavalete, e o das crianças, os pais proviam com mesas e bancos.

O material escolar disponível era o livro de texto e o caderno dos alunos.

A escola recebia para merenda o leite em pó, fornecido pela Secretaria de Educação do Estado. Não tendo receptividade pela maior parte dos alunos, o leite dissolvido era distribuído por Maria com pessoas carentes da comunidade, evitando o seu desperdício.

Semanalmente, o caminhão do Sr. Cecílio Ferreira, único meio de transporte motorizado, levava os moradores e suas mercadorias para a feira livre em Custódia, oportunidade em que eu recebia os mantimentos da semana, enviados por meus pais.

Percebia-se que o progresso por ali passara, deixando as suas marcas na construção das casas de moradia, do açougue, do armazém, do salão de festas, da mercearia, da vila dos operários e do cemitério. Tudo isso impulsionado pelo funcionamento da fábrica, que exportava a fibra do caroá, em grande escala, para o Município de Caruaru.

O fato de o caroá ser extraído desordenadamente, sem uma política voltada para preservar a espécie, levou quase à extinção essa planta nativa do Sertão. Em consequência e com a escassez da matéria-prima, houve a desativação da fábrica e o êxodo dos moradores.

Em Samambaia, a fuga para a sobrevivência era endereçada para a construção do açude Poço da Cruz, em Ibimirim, para a hidroelétrica de Paulo Afonso, na Bahia, ou para a cidade de São Paulo.

Nas ruelas, a maioria das casas estavam fechadas. Havia apenas doze casas com moradores: a de Josefa Simões, a de dona Bela, a mercearia dos irmãos Ferreira, a da escola, a casa de pousada de José Cirzino e Maria Pereira, a de Dezinho e Margarida Rezende, a de Abílio e Rosa Ferreira, a de Neco e Anísia Pereira, a de Nomeriano de Freitas, empresário da fábrica de caroá, a de Júlio e Tereza Simões, a de Cecílio e Alice Simões, a de Lídia Ferreira e a de Dona Mãezinha, além de casas isoladas próximas.

À noite, frestas de luz de candeeiros, refletidas dessas casas com portas abertas, emprestavam àquelas ruas um ar nostálgico. Era como se refletissem e testemunhassem a fragilidade das casas vazias, por não conseguirem deter seus moradores, que, fechando as suas portas, abandonavam o seu aconchego.

Recém-formada, sentia-me insegura para executar o papel de professora e para lidar com essa realidade. Talvez a comunidade não tenha percebido esses meus conflitos e a dificuldade de adaptação às noites sem luz e às ruas vazias. Muitas vezes pensei em renunciar.

Esses anseios iam perdendo a sua intensidade em face da perseverança e, por que não dizer, da bravura daquelas crianças, que enfrentavam o caminho da escola sob o sol forte ou sob as chuvas e, muitos deles, a pé e só com o café da manhã.

Conscientizando-me dessas dificuldades, não deveria mais me acomodar nem fazer do ensino uma simples rotina.

As minhas emoções deveriam ser agora direcionadas para uma vivência nova, que iria exigir muita abnegação e criatividade.

Sugeri ao delegado de ensino local, Cecílio Ferreira, solicitar à Prefeitura de Custódia uma professora para a classe de alfabetização. Foi designada Alzira Simões, que, no início de cada ano letivo, entregava-me as crianças alfabetizadas.

As tardes eram reservadas para avaliar as tarefas de classe e planejar as atividades da próxima aula, confeccionando material didático e redigindo os exercícios de classe e de casa de cada aluno das primeiras séries.

A Secretaria de Educação solicitava o resumo quinzenal dessas atividades, por série, e, mensalmente, um exemplar da prova com o seu gabarito, a relação das notas e as provas de maior e de menor resultado. Lamentavelmente, não recebia o retorno com a avaliação dessas informações.

A visita semestral de Maurina Rodrigues, inspetora escolar, era realizada na sede de Custódia. Nas reuniões, abordava assuntos gerais e anotava as atividades e dificuldades das escolas isoladas dos povoados.

Enviava também para a Diocese de Pesqueira exemplares das provas de Religião e o relato das atividades em classe e na igreja.

Pela exiguidade do tempo — oito da manhã ao meio dia — na sala de aula, para atender aos diferentes níveis de escolaridade, tornavam-se imprescindíveis atividades extra-classe de cunho social, artístico, religioso e de lazer.

Quando ia a Custódia nos fins de semana, fazia passeios, participava de festas e me divertia, sempre na companhia agradável das amigas, em especial Leny, Neide Campos e Angélica Rodrigues. Nas férias, comprava jogos educativos e livros de histórias, que ficavam disponíveis para as crianças na escola, no horário da tarde. Muitas vezes, jogava com elas.

Além das datas comemorativas do calendário escolar, as crianças participavam das festas tradicionais e religiosas locais.

Na data da independência, pela manhã, os alunos, orientados por Cabo Menezes, da Polícia Militar, ali em destaque, desfilavam pelas ruas, organizados em pelotões com uma ala de frente. Encerravam o desfile com manobras diante da escola, entoando hinos cívicos e, após o hasteamento da Bandeira, pelo Delegado de Ensino, recitavam poesias.

A tarde desportiva constava de jogos e brincadeiras por classe, e era prestigiada com a presença e a torcida da comunidade, inclusive dos que vinham das fazendas e sítios vizinhos.

Partindo das observações do relacionamento entre os alunos na sala de aula, no recreio, com as plantas e com os animais, organizava passeios no campo. Essas atividades eram direcionadas para desenvolver atitudes de respeito pela natureza e espírito de competitividade e de solidariedade nos jogos e nas brincadeiras.

As atividades da igreja eram também da coordenação da professora, com terço diário, catecismo à tarde, nos domingos, novenário do Coração de Jesus, semana santa, assistência ao pároco de Custódia na celebração das missas, festa de São Sebastião, padroeiro local, e os exercícios do mês de maio.

O conjunto das vozes de Socorro e Margarida Rezende, Neginha, Lia Simões, Zequinha e da aluna Geni Pereira formava um coro harmonioso que recebia elogios do pároco e dos visitantes.

No mês de maio, toda a comunidade participava dos exercícios marianos, lotando a Capela.

O altar era ornamentado com folhas, galhos e flores silvestres, lamparinas, velas e, por concessão dos irmãos Ferreira, tecidos da sua loja.

Além dos cânticos e orações, alguns noiteiros inovavam com outras atividades. Na noite dos moradores de Caiçara, um arruado próximo de Samambaia, eles traziam a banda de pífanos e prestavam a sua homenagem com um interessante ritual ao redor do altar. Na noite dos jovens, no último domingo de maio, diante da igreja, armavam uma grande fogueira, colocavam mesas com comidas típicas de milho, soltavam fogos de artifício e culminavam com um animado forró no salão de festas.

O último dia era reservado à escola. As crianças ofertavam flores, coroavam no altar a imagem de Nossa Senhora e levavam-na em procissão até a calçada, onde cantavam hinos em coro e representavam, em jogral, cenas alusivas à Nossa Senhora, encerrando o mês Samambaia recebeu a visita de Dom Adelmo Cavalcanti Machado, bispo diocesano de Pesqueira, com uma calorosa recepção. Entre missas, confissões, batismos e crismas, amadrinhei alunos e testemunhei casamentos: um saldo religioso positivo nessa semana litúrgica. Dom Adelmo considerou significativa a minha atuação catequética, afirmando o reconhecimento do meu trabalho, pela Diocese.

A Capela precisava de reparos. Com os alunos, os jovens locais e as meninas Nilda Campos, Maria do Carmo Tenório e as minhas irmãs Ezilda e Darcy, vindas de Custódia, organizava "show" com o objetivo de angariar recursos e de tornar as noites mais movimentadas.

Era gratificante observar a desenvoltura e a espontaneidade de todos no palco, diante da platéia, interpretando com graça a revista da cidade, os monólogos, os diálogos e os dramas, peças teatrais de histórias emocionantes, que eu elaborava.

Com alegria, constatava que a arte de representar e de cantar só dependia de oportunidade.

O "show" foi levado aos povoados vizinhos de Maravilha e de Caiçara, contando com o transporte do compadre Cecílio Ferreira e a carinhosa receptividade dos seus moradores.

Na festa do padroeiro São Sebastião, em 20 de janeiro, mesmo estando de férias, era solicitada pelo Monsenhor Urbano de Carvalho, pároco de Custódia. A primeira noite do novenário era, por tradição, da família do Sr. Manoel Olímpio de Rezende, que, durante muitos anos, fora o coordenador da Capela.

Estando doente, levamos as imagens de São Sebastião e de Nossa Senhora das Dores em procissão até a sua casa. Um quadro de grande emoção: ver a expressão de alegria e de fé daquele homem enfermo, agradecendo, com humildade, a presença dos santos da sua devoção e lhes pedindo para ser o seu advogado diante de Deus.

Muitos samambaienses voltavam ao povoado para prestigiar a festa do seu padroeiro. Havia muita alegria nos rituais da igreja, nas barracas, nos leilões de prendas e nos bailes. Com a entrega da bandeira ao novo patrono da festa, encerrava-se o novenário.

Nos fins de semana, fazia passeios em fazendas vizinhas ou ia com a professora Alzira para Caiçara, onde morava a sua mãe, Chiquinha Simões — uma casa alegre, mesa farta e uma família de muitas moças e rapazes. Aproveitava para visitar os meus parentes da família Rodrigues — Joaquim, Dona Milu, Antônia, Alonso, Elpídio e Benzinho de Melo, uma das lideranças locais.

O luar das noites de Samambaia clareava as ruas, e na calçada de Dona Josefa Simões, cantávamos em seresta ao som do violão de Adauto Costa.

Nesse período que ali vivi, perdi pessoas muito queridas: o irmão Luiz Carlos, com 25 anos, casado com Lucila Angelim, em Salgueiro, a minha avó Dondon e, em Pesqueira, o Sr. Zé Guilherme.

Vivi também a forte emoção de ganhar os dois primeiros sobrinhos, Cícero Gomes de Oliveira Neto, filho de Dedé, e Maria Auxiliadora Angelim, filha de Luiz Carlos.

Marcaram minha lembrança Leu Rezende, sempre bem-humorado no atendimento à comunidade, com suas múltiplas habilidades profissionais, e o Sr. Nomeriano de Freitas, industrial e agropecuarista, que mantinha, com os seus ternos em cores claras, uma postura urbana de empresário. Também guardo na memória Sebastião Bernardo — o Boca, ajudante de caminhão que, nos dias de sábado e nas vindas extras a Samambaia, trazia-me pães, carnes e frutas frescas, mandados por minha mãe. Os compadres, os alunos e as afilhadas Luzia Pieta, Geni Pereira, Edite Sitônio, Cilene Simões, Áurea de Melo e Percy Ribeiro fazem parte dessas lembranças, que guardam também nítida a figura da aluna Didi Campos.

Como professora, era convocada para receber autoridades, presidir seção eleitoral, mesmo quando votei pela primeira vez, intervir em desentendimentos entre adultos, batizar crianças enfermas, cortar cabelo, preparar noivas e rezar em velórios.

Os meus medos de insetos, de fantasmas e de velórios foram gradativamente atenuados por não haver alternativas para evitar essas coisas.

Transferida, deixava em Samambaia as inseguranças, os anos e os sonhos da juventude. Ganhei afilhadas, fiz amigos e consegui, mesmo com limitações didáticas, extrapolar as paredes da escola, tornando a aprendizagem mais interativa com o social, com o religioso e com o lazer.

Essa experiência me legou uma bagagem pedagógica e de vida que me fez assumir sem dificuldades a direção do Grupo Escolar João Guilherme, em Tacaimbó, e passar, com destaque, no concurso de Supervisor Escolar de Professores Leigos, promovido pela Secretaria de Educação do Estado, em Recife.

O caos na feira - Fernando Florêncio


Ilustração para a crônica - IA

Texto: Fernando Florêncio
Ilhéus-BA
2010



A feira livre de Custódia sempre foi uma das maiores e mais movimentadas da região do Moxotó. Sendo uma cidade em termos populacionais, menor que suas vizinhas Serra Talhada, Arcoverde, Afogados, mesmo assim a feira de Custódia suplantava as feiras da vizinhança. Mascates de todos os lugares era presença garantida na feira cujo gigantismo ocupava toda a praça principal e as ruas adjacentes.

Frutas e verduras vinham de Triunfo, roupas de Caruaru, milho, feijão de corda eram de arranca era da produção local.

Meu pai, Zé Daniel, tinha uma bodega na esquina do beco de Zuca Pinto, vizinha à barbearia de Zé Nego.

Sonrisal, um comprimido que parecia uma bolacha, era vendido na Farmácia Pereira para tratar de “queima”, que não era nada mais, nada menos que azia.

Chegou à bodega um matuto (termo usado para identificar o pessoal que vinha da roça), com um sonrisal na mão e pediu a minha mãe, Dona Laura, que ajudava meu pai na vendinha, um copo dágua.

Acho que não explicaram ao homem que aquele comprimido parecendo uma bolacha, precisava ser diluído no copo d’água para poder ser tomado.

O Matuto jogou o sonrisal inteiro na boca, como engoliu não se sabe, e imediatamente tomou a água.

Dizem que quando o sonrisal recebeu a água, já na barriga começou a ferver por dentro, o homem danou-se a gritar, que estava sendo sufocado, sem fôlego e sentindo “coscas no bucho”, desabotou o cinturão e começou a dar massagem na barriga, e a andar desesperado pelos cantos da venda, com os olhos esbugalhados e

dando cada arroto de assombrar. Era como se tivesse tomado sozinho um litro de coca-cola quente. Não ficou ninguém dentro da venda até o matuto vomitar aquela explosiva mistura.

Curou-se com uma gelada de morango de gelo raspado vendida em garrafas imundas, por um cabra que vinha de Sertânia. Imaginem o quadro.

Nunca imaginamos, eu e Pedro de Dona Izaque, o efeito devastador que teria sobre a feira de Custódia, a soltura de um casal de jumentos, estando a jumenta no cio, no meio daquele povão.

A matutada que vinha montada para a feira, amarrava seus animais lá “nas gramas”. Naquela área gramada que usávamos como campo de futebol, bem ali no comecinho da Várzea, bem em frente à casa de Seu Luiz Amaral.

Hoje o CLRC - Clube Lítero Recreativo de Custódia, ocupa parte daquela área. Os animais ficavam amarrados na cerca do Sítio de Dona Nita e se alimentavam da grama.

Eu desamarrei um jumento forte, liso de tão gordo, enquanto Pedro procurava uma jumenta que estivesse com “as partes” bem inchadas, sinal de cio intenso.

Aproximamos os dois e a paquera começou, acompanhada de coices dela e relincho dele.

Como nada acontece por acaso, a jumentinha se fez de difícil e o jumento tal qual um tarado obsessivo, passou a morder-lhe o pescoço.

A jumenta acuada, disparou em direção ao beco de Valentin, com o jumento atrás mostrando as armas, exibindo a espada fora da bainha. Adentraram ao ambiente da feira, levando logo pelos peitos a banca de feira de Anizio Batista. Derramou tudo. Foi sabonete gessy, e brilhantina glostora pra todo lado. 

Algumas moças da nossa sociedade fugindo daquele quadro dantesco, mesmo em desabalada carreira, conseguiram algumas latinhas de pó “promessa,” famosa Cashemere Bouquet, que estavam esparramadas pelo chão da feira. 

Mais abaixo, o casal de jegues pegou de frente as bancas de roupas que ficavam em frente à Casa Gois, sem deixar nenhuma de pé. Como era época de seca, muita gente pensou que a feira estava sendo saqueada pelos retirantes. A correria foi de fazer medo. Teve feirante que deu até tiro pra cima para acalmar aquele povão.

Mesmo assim ainda roubaram muitas coisas dos feirantes. Eu corri logo para casa a fim de arranjar a desculpa de que não teria nada a ver com aquela desordem.

E o jumento enlouquecido, continuava na feroz perseguição à pobre jumenta, que aquela altura procurava um refúgio. Inicialmente tentou a Padaria de Seu João Miro, foi na Casa Gois, as portas batiam na sua cara impedindo a entrada, sendo enfim alcançada pelo jumento no beco de Pedro Rafael. Beco sem saída, fechado na outra extremidade pelo caminhão de João Bernardo. Aí não teve jeito. Acabou a resistência, capitulou, entregou os pontos e fez-se a luz.

Depois, como que habituados ao local aonde eram amarrados pelos seus respectivos donos, o casal de jumentos seguiu calmamente em direção às gramas e a feira que normalmente acabava por volta das seis da tarde, naquela segunda-feira, os feirantes arrumaram o que sobrou daquele terremoto e foram embora antes das quatro.

Crônica faz parte do livro FOI ASSIM - UMA HISTÓRIA AUTOBIOGRAFICA - 2010
Para adquirir entrar em contato pelo e-mail: florencio.fernando@hotmail.com

29 agosto, 2026

Em 2009, Alepe e TCE homenagearam Constituintes de 1989; Luiz Epaminondas Filho foi um os contemplados




A sessão solene ocorreu no dia 5 de outubro de 2009, data em que se comemorou o aniversário de 20 anos da promulgação da Constituição do Estado de Pernambuco de 1989.

O auditório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) foi cedido para a Assembleia Legislativa (ALEPE) porque o plenário da sede do Poder Legislativo estava passando por reformas na época.

Ao todo, 57 personalidades — entre titulares e suplentes — receberão a Medalha João Ferreira Lima Filho, honraria criada em memória do ex-presidente da Constituinte e ex-deputado estadual.

Entre os agraciados com a comenda (in memoriam) está o ex-prefeito de Custódia, Luiz Epaminondas Filho. Sua inclusão no grupo de homenageados reafirma a relevante participação do sertão no processo legislativo que resultou na elaboração da Carta Magna de Pernambuco, promulgada após a redemocratização do país.

A Honraria e o Patrono

A comenda levou o nome do deputado João Ferreira Lima Filho, que presidiu os trabalhos constituintes no final da década de 1980. Figura marcante na política pernambucana, João Ferreira Lima foi prefeito dos municípios de Aliança e Timbaúba, secretário de Saúde no primeiro governo de Miguel Arraes (1963-1964) e exerceu diversos mandatos na Alepe.

A cerimônia reuniu ex-parlamentares, familiares dos constituintes já falecidos e autoridades estaduais no auditório do TCE-PE, cedido especialmente para acomodar a solenidade do Poder Legislativo.

Receberam a Medalha, a saber:

1- João Ferreira Lima Filho (in memoriam)
2- Felipe Coelho (in memoriam)
3- Carlos Lapa
4- José Humberto Barradas
5- Geraldo Barbosa
6- Gilvan Coriolano
7- Manoel Ferreira
8- Marcus Cunha (relator)
9- Ademir Cunha
10- Adolfo José da Silva
11- Álvaro Ribeiro
12- Antonio Mariano
13- Argemiro Pereira
14- Arthur Corrêa de Oliveira (in memoriam)
15- Carlos Porto
16- Roberto Fontes
17- Clodoaldo Torres
18- Eduardo Araújo
19- Fausto Freitas
20- Fernando Pessoa
21- Cintra Galvão
22- Garibaldi Gurgel
23- Geraldo Pinho Alves Filho
24- Geraldo Coelho
25- Henrique Queiroz
26- Inaldo Lima
27- Ivo Tinô do Amaral
28- João Lyra Filho (in memoriam)
29- João Coelho
30- Joel de Holanda
31- José Aglailson
32- José Liberato (in memoriam)
33- José Áureo Bradley
34- José Cardoso (in memoriam)
35- José Amorim
36- José Humberto Cavalcanti
37- Mendonça Filho
38- Luiz Epaminondas (in memoriam)
39- Manoel Alves de Souza
40- Manoel Ramos
41- Manoel Luna (in memoriam)
42- Marcantônio Dourado
43- Lúcia Heráclio
44- Maviael Cavalcanti
45- Murilo Paraíso (in memoriam)
46- Newton Carneiro
47- Osvaldo Rabelo (in memoriam)
48- Paulo Guerra Filho
49- Pedro Eurico
50- Ranilson Ramos
51- Roldão Joaquim
52- Almeida Filho
53- Severino Cavalcanti
54- Sérgio Guerra
55- Valdemar Ramos
56- Vanildo Ayres (in memoriam)
57- Vital Novaes.

Link da Alepe: CLIQUE AQUI

Matéria enviada por Francisco Lima Leite "Chico Elizeu" em 06 de Outubro de 2009.

28 agosto, 2026

A vida das ruas - Autor: José Carneiro

 


As ruas são a vida da cidade. Alegre e animada, a Várzea. Não era a rua principal, mas, na época, a mais movimentada de Custódia. Nela estavam localizados cerca de dez estabelecimentos públicos e privados, a saber:

1) o Cartório de Notas e Registro Geral de Imóveis, a cargo do Tabelião Manoel Marinho de Resende, Né Marinho;

2) o motor da luz, movido a diesel, que iluminava a cidade, chamado de motor de Zé de Izaias e Bernabé;

3) a Escola Estadual Sete de Setembro;

4) o Posto de Saúde do Estado, denominado Dispensário, contando com o pronto atendimento de Antônio do Posto e Aíde Calado;


Tanino extraido em Custódia,era noticia em Jornal da Manhã de Recife
Edição de 26 de Setembro de 1931.


5) a fábrica de tanino, orgulho da terra, a segunda do gênero na América do Sul, de propriedade de José Estrela e administrada pelo genial Duda Ferraz;


Chafariz Público


6) o chafariz público, o tradicional banheiro de seu Duda, que abastecia a cidade com a água transportada por latas, galões e carroças;

7) a Usina de Caroá de Raul Guimarães, casado com uma custodiense e pai de Jarbas Guimarães, que se tornou industrial na cidade de Sertânia;



Sítio Dona Anita Remigio


8) e, por fim, o verdejante sítio de dona Anita Remígio, com seu poético coqueiral embelezando a paisagem e, lá no final, de frente, o casarão de Seu Manoel Lopes e dona Isaque, ainda desafiando o tempo.

Este, em ligeiras pinceladas, o perfil de uma das mais festejadas ruas do passado de Custódia. Quem quiser saber mais sobre ela, leia a saborosa crônica de Jailson Vital, a Várzea, no blog Custódia Terra Querida. (Clique Aqui)

Na infância brinquei muito na Várzea. Grandes saudades.


José Carneiro (in memorian)
Recife-PE
Livro A Baraúna (2015)


27 agosto, 2026

Plínio Fabrício - O Brilho de Lampião

 

​"O verdadeiro amor é feito de bornal"

​Esta canção é o coração do álbum "Giz". Enquanto a poeira do giz representa o que é frágil e o que se desmancha no primeiro vento da adversidade, o bornal do cangaço representa a resistência. Costurado fio a fio no meio das maiores tempestades da vida, ele é feito para durar.​​

A história de Lampião e Maria Bonita vai muito além da lenda; ela reflete as perdas profundas que carregamos, o peso das nossas próprias "volantes". 

Assim como canto nos versos: 

"ceifando aquele amor..."​

O que prevaleceu não foi o fim, mas a humanidade de tantos Lampiões e Marias Bonitas que se mantêm firmes mesmo diante de toda a voracidade e da fragilidade da vida... quando há compreensão.

"o amor não se ufana nem se ensoberbece": caem abraçados.

​📜 A História do Festival: 

Essa obra chegou à final do 2º festival promovido pelo Pontão Cultural "Os Cabras de Lampião", em Serra Talhada, no dia 28 de abril de 2012. 

Naquela noite, subi ao palco calçando uma autêntica sandália de couro, cedida gentilmente pela organização do festival, retirada diretamente do acervo do Museu do Cangaço para a apresentação.​

Naquele início de trajetória, por ser a minha primeira final em um festival nacional, eu não tinha a real dimensão da grandeza do evento e do peso dos artistas com quem eu estava dividindo o palco. Naquela época, eu ainda não conhecia o mestre Escurinho, grande parceiro de Chico César, que foi o grande vencedor da noite com a música "Nas Estradas de Bom Nome". 

Concorrer ao lado de gigantes como: Escurinho, Rui Grude, Raí, Carlinhos Pajeú entre tantos...foi mágico. Foi aprendizado. 

O prêmio pode não ter vindo, mas o que realmente importa é ter deixado minha história, hoje aqui revelada.​

Fontes:
https://jornaldaparaiba.com.br/cultura/escurinho-leva-premio-em-pe
https://lampiaoaceso.blogspot.com/2012/03/ii-festival-de-musicas-do-cangaco.html 

O Brilho de Lampião (Áudio Original - 2012) :
https://youtu.be/p6xU4Vz9_Js?is=V7uDkh-jeeCY7lXu 


NOTA SOBRE A ARTE VISUAL​

A imagem de capa (thumbnail) deste vídeo é uma ilustração digital criada por Inteligência Artificial. Trata-se de uma homenagem artística e afetuosa à estética clássica do cangaço na dramaturgia brasileira. As fisionomias são livremente inspiradas nas brilhantes e inesquecíveis interpretações dos atores Nelson Xavier (in memoriam) e Tânia Alves, que eternizaram Lampião e Maria Bonita em nossos corações.​

Esta obra visual possui caráter puramente ilustrativo, poético e de tributo cultural, não constituindo uso oficial, endosso ou apropriação indevida de direitos de imagem.​

LETRA: 


Um clarão alumiou a noite
escura do meu sertão
Em meio a mandacarus,
asa branca a contemplar
O brilho alvo e fugaz no
meio da escuridão

​É um raio?
O que é isso?
É candeeiro?
É lamparina?
É lampião!

​Veloz entre aveloz todo mundo viu
Todo mundo ouviu
Que o brilho vinha dos tiros
Disparados do Rifle Winchester
Do valente capitão

​Entre as serras talhadas
Surgiu a fera que domada foi
Por aquela flor
Onde um beija flor
Teve medo e não a beijou​

Maria tão bonita
Maria o seu amor
Maria tão bonita
Maria o seu amor​

Mas o destino infeliz
Foi reservado aquele amor
​A tiros de espingarda
Ferido a fera e amada
Assum-preto cantou de dor​

Caídos e abraçados
Sobre pedras e alastrados
Ceifando aquele amor
Onde um beija-flor
Chorou por aquela flor

​Maria tão bonita
Maria o seu amor
Maria tão bonita
Maria a sua flor 

Maria tão bonita
Maria o seu amor
Maria tão bonita
Maria a sua flor

Aviso Legal: Obra integralmente protegida. A reprodução, distribuição ou uso não autorizado deste fonograma ou videograma, bem como a sua utilização para treinamento de inteligências artificiais sem consentimento prévio, constitui violação direta de direitos autorais.

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A história da Unidade Mista Elizabeth Barbosa e seus idealizadores


Diário de Pernambuco
Edição 16 de Janeiro de 1967

Você sabia que a história da saúde pública de Custódia une o idealismo de um jovem prefeito, uma grande homenagem e os registros da imprensa pernambucana da década de 1960?

Resgatando as páginas históricas do jornal Diário de Pernambuco de 1967, encontramos um registro valioso para a nossa cidade: a cobertura da construção e dos preparativos para a entrega da Unidade Mista de Custódia.

🏛️ O idealizador: José Gonçalves Florêncio

A semente desse grande projeto foi plantada pelo prefeito José Gonçalves Florêncio, que exerceu seu mandato entre 15/11/1963 e 10/10/1964.

Jovem idealista e profundamente preocupado com a saúde, a educação e as obras sociais, ele marcou época na cidade. Juntamente com sua grande amiga Elizabeth Barbosa (Dona Bé), organizava lindas festas sociais. Um dos momentos mais marcantes eram as comemorações do Dia das Mães, nas quais promoviam premiações especiais para a mãe mais nova e para a mãe mais velha presentes no evento.

Visionário, José Gonçalves Florêncio deu início às obras de um dos projetos de maior importância da história de Custódia: o hospital e maternidade local. Infelizmente, antes que completasse um ano de mandato, o jovem prefeito teve seus sonhos interrompidos por sua morte precoce.

Após o seu falecimento, assumiu a gestão municipal o Tenente Miguel José da Silva, que governou de 10/10/1964 a 28/02/1966.

🌹 A homenagem a Dona Bé

O hospital e maternidade recebeu o nome de Unidade Mista Elizabeth Barbosa em homenagem à grande amiga do prefeito fundador.

Elizabeth Barbosa, carinhosamente conhecida por todos como Dona Bé, não teve sucesso durante uma cirurgia para a retirada de um sinal e faleceu ainda muito jovem. A nomeação do hospital eternizou a sua memória e o carinho do povo custodiense por sua figura.



Dezembro de 1970
Unidade Mista e Capela 

🗓️ O registro no Diário de Pernambuco e a Inauguração

No ano de 1967, o jornal Diário de Pernambuco noticiou os detalhes da obra do governo estadual comandado por Paulo Guerra, destacando que a Unidade Mista contou com um investimento de Cr$ 50 milhões (sendo Cr$ 30 milhões para a construção civil e Cr$ 20 milhões para equipamentos), estruturada com 21 leitos para atender a população do sertão.

Embora o noticiário da época projetasse a solenidade para o ano de 1967, a inauguração oficial do hospital aconteceu no ano de 1968, durante a gestão do prefeito João Miro da Silva (que governou de 28/02/1966 a 31/01/1969).


26 agosto, 2026

Orgulho Custodiense: A história de Vanete Almeida, a filha da nossa terra indicante ao Prêmio Nobel da Paz


Vanete Almeida


Leitores do Blog Custódia Terra Querida, hoje resgatamos da nossa história uma figura extraordinária que nasceu em nosso solo, mas cuja trajetória ultrapassou as fronteiras do Sertão, do Brasil e do mundo. Falamos de Maria Vanete Almeida, uma custodiense de fibra que dedicou a vida à defesa e à organização das trabalhadoras rurais, alcançando o reconhecimento global por sua luta.

Embora sua carreira tenha tido pouca divulgação em Custódia, Vanete cravou seu nome na história do feminismo e do sindicalismo no Sertão pernambucano a partir da década de 1980. Ela não apenas abriu portas para a inserção das mulheres na vida pública e do campo, mas também presidiu o Centro de Educação Comunitária Rural em Serra Talhada, integrou o Conselho Nacional de Políticas para Mulheres (1996–2003) e assessorou a Fetape. Sua atuação atravessou fronteiras quando ajudou a fundar e coordenar a Rede de Mulheres Rurais da América Latina e do Caribe.


Correio Braziliense 
Edição 29 de julho de 2005


O reconhecimento internacional e o Nobel da Paz

O ápice de sua visibilidade internacional ocorreu em 2005, quando Vanete fez parte do projeto "1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz". Essa iniciativa coletiva global indicou mil mulheres de diversos países ao Nobel para dar visibilidade ao trabalho invisível, porém vital, de lideranças comunitárias no combate à violência, à miséria e às desigualdades. Estar entre as escolhidas representou um marco histórico para o Sertão: uma filha de Custódia figurando entre as principais pacifistas do planeta.



Vanete Almeida nos deixou aos 69 anos, no Recife, após um ano de corajosa batalha contra o câncer, deixando um legado inestimável inspirando até o livro "Ser Mulher num Mundo de Homens", de Cornélia Parisius.

Reconhecer o valor de Vanete é um dever da nossa cidade. Que sua memória sirva de orgulho e inspiração para todas as futuras gerações de custodienses.


Transcição completa da matéria publicada no Jornal Correio Braziliense

Brasileiras na disputa

DA REDAÇÃO

A Associação Mil Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz, uma organização suíça, anuncia hoje a indicação de 52 brasileiras para a edição de 2005 do evento. Elas fazem parte de um grupo de mil mulheres selecionadas em 150 países para concorrerem à premiação deste ano. Entre as brasileiras, estaria a pernambucana Vanete Almeida, que faz parte da Rede de Mulheres Rurais da América Latina e Caribe e lidera o Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais (MMTR), que atua no sertão de Pernambuco.

As mulheres que serão indicadas em conjunto ao prêmio foram escolhidas com base em seus currículos e biografias, que deviam ter ligações com a promoção da paz. A Associação Mil Mulheres contou com indicações e sugestões de organizações comunitárias, rede de ajuda e de pessoas interessadas na promoção da paz para compor a lista. O comitê brasileiro do projeto, coordenado pela militante Clara Charf, recebeu 262 biografias. Segundo o comitê, as 52 mulheres escolhidas contemplam "a diversidade de etnias, classes sociais, nível educacional, estados de origem e áreas de atividade das mulheres do Brasil".

Desde a criação do Nobel da Paz, há 104 anos, apenas 13 mulheres foram premiadas. O projeto suíço pretende prestigiar o trabalho dessas promotoras do bem-estar de suas comunidades. A Associação Mil Mulheres não confirma nem nega, mas tudo indica que entre as indicadas está a pernambucana Vanete Almeida, de 62 anos, que trabalha há mais de 30 anos com movimentos de trabalhadores rurais.

Biografia Filha de um gerente de uma fábrica de sisal, Vanete nasceu em Sitio Cachoeira, municipio de Custódia (PE), mas se mudou aos dois anos para Serra Talhada, a 420 quilômetros da capital Recife, para morar com a avó materna. Vanete perdeu o pai aos sete anos, mas não teve uma infância muito dura. Ela não cresceu na roça e não sofreu com a falta de chuva no sertão. Mesmo assim, desde jovem se sensibilizou com a luta pela sobrevivência dos agricultores de sua região. A líder comunitária chegou a concluir o primeiro grau, mas teve que abandonar os estudos para ajudar em casa. O primeiro emprego de Vanete foi de costureira, ajudando a avó. Com 15 anos, começou a trabalhar como secretária no Colégio Municipal Cônego Torres, em Serra Talhada, e já revelava seu lado filantrópico em atividades com idosos do abrigo Ana Ribeiro.

Vanete se destacou durante os anos 80, quando, insatisfeita com a falta de participação das trabalhadoras rurais em seus sindicatos, liderou um grupo de dez mulheres que pretendiam reivindicar seus direitos. Seu trabalho pioneiro com as agricultoras do sertão se expandiu para o Nordeste e a América Latina. Hoje, existem 800 organizações de mulheres no Nordeste.

Contagem Regressiva: IV GP Haras Germano promete 400mil em premiações e o melhor do turfe em Custódia-PE

 



A emoção, a velocidade e a paixão pelas corridas de cavalos já têm data e local marcados para fazer o Sertão de Pernambuco pulsar mais forte! Entre os dias 04, 05 e 06 de setembro, Custódia/PE sediará o IV GP Haras Germano, consolidado como uma das maiores e melhores festas turfísticas do Brasil.

Nesta edição, o evento eleva ainda mais o nível da competição ao ofertar uma premiação recorde de R$ 400 mil, atraindo os maiores criadores, proprietários, treinadores e jóqueis do Quarto de Milha de corrida de todo o país para disputar metro a metro a glória nos 301 metros de pista.

O homenageado especial no IV GP Haras Germano em Custódia é o Sr. Adenir Jonatan Wheisheimer. Presidente do Jockey Club de Sorocaba, em reconhecimento à sua trajetória, dedicação e contribuição para o desenvolvimento do esporte. Um gesto de admiração, respeito e gratidão por quem representa com excelência a paixão pelo cavalo, pelo esporte e pela criação de animais de alta performance. 


INFORMAÇÕES DO EVENTO


Data: 04, 05 e 06 de Setembro
Local: Haras Germano — Custódia / PE
Distância: 301 Metros
Premiação Total: R$ 400.000,00


RELEMBRE OS CAMPEÕES DE CADA EDIÇÃO

Para esquentar a torcida e relembrar a história escrita na pista do Haras Germano, confira a galeria de campeões dos anos anteriores:

2023 — I GP HARAS GERMANO

Campeão: BILLY THE KID SEIS
Filiação: Fantastic Corona Jr x Elektra Seis (Avô Materno: Tres Seis)
Tempo Classificatória: 17.362s | Tempo Final: 17.652s
Criador: Leonardo Pamponet
Treinador: Paulo da Mariana
Jóquei: L. Barbosa (53 kg)
Proprietários: JR Rações / Carlos do Flor / Alfredinho / Pipi / Galego

2024 — II GP HARAS GERMANO

Campeão: POTENCIA LAKE (Recordista da Pista)
Filiação: Granite Lake x Donzela Fly (Avô Materno: Signed To Fly)
Tempo Classificatória: 17.071s ⭐ (Recorde da Pista) | Tempo Final: 17.357s
Criador: Haras São Matheus
Treinador: João Vitor / Nenen Bala
Jóquei: R. Freitas
Proprietários: Rancho Padre Cícero

2025 — III GP HARAS GERMANO

Campeão: LUIZ STRAW HRZ
Filiação: Desirio x Three Times The Toll (Avô Materno: Tres Seis)
Tempo Classificatória: 17.756s | Tempo Final: 17.305s
Criador: Rancho Horizonte
Treinador: Berg
Jóquei: R. Freitas
Proprietários: Stud HMX / Branquinho / Milton Junior / Cavalcante / Haras Iguatu / Juju do Peixe

O QUE ESPERAR DO IV GP HARAS GERMANO?

A cada ano, a disputa fica mais acirrada e os tempos mais baixos. Com a premiação de R$ 400 mil, a expectativa é de grid cheio e disputas resolvidas nos milésimos de segundo. Além do espetáculo na pista, o GP Haras Germano se consolida como um ponto de encontro festivo para famílias, amantes do cavalo e turfistas de todas as regiões.

Em breve, divulgaremos a lista completa com todos os animais e planteis participantes confirmados.

Anote na agenda, convide os amigos e venha vivenciar de perto o espetáculo da velocidade em Custódia/PE!

25 agosto, 2026

Você Sabia? Onde fica a Tambaú Alimentos já foi o famoso Posto Texaco


Foto: Acervo Blog Custódia Terra Querida


Uma curiosidade para as novas gerações: onde hoje funciona a fábrica da Tambaú Alimentos, na Avenida Inocêncio Lima, o local era conhecido por todos simplesmente como "Texaco".

O apelido veio do tradicional posto de combustíveis de propriedade de José Pinheiro, casado com Coraci Bezerra, irmão de Severino Pinheiro, marcou época como ponto de referência e abastecimento durante a década de 1960 — na época era a BR 25. Quando construíram a nova estrada asfaltada, que passou ao lado da cidade, essa sim, BR 232. O asfalto foi concluído no início  de 1971. As obras da BR 25 em Custódia, foi entre 1939 e 1940.

Na imagem, chama a atenção a estrutura moderna para os padrões da época, destacando o letreiro clássico da estrela, a área de cobertura, a placa de "Posto de Lavagem" ao fundo e as bombas vintage em primeiro plano. Um verdadeiro patrimônio da memória de Custódia!

Naquele tempo, a Avenida Inocêncio Lima já despontava como a principal artéria do tráfego local. O crescimento urbano dava seus primeiros passos: o coração da avenida ficava perto do centro, na área até hoje chamada de Bomba. Para o lado leste, as grandes referências eram a ladeira do hospital e o cemitério; para o lado oeste, o inesquecível Posto Texaco.

O Ex-Prefeito Luiz Epaminondas Filho e a Visita Presidencial a Serra Talhada (1991)


Foto:
Acervo familiar


Em 1991, o então Presidente da República, Fernando Collor, veio a cidade de Serra Talhada, durante um dos períodos mais severos de seca e fome enfrentados por milhares de famílias sertanejas, marcadas pela escassez de água, pela perda de safras e pela insegurança alimentar.

Acompanhado do Governador Joaquim Francisco e do deputado estadual Adolfo da Modinha (fundador da Aki Discos), Luiz Epaminondas Filho, esteve numa recepção realizada no Hotel das Palmeiras, em Serra Talhada, antes do grande evento realizado para amenizar os problemas de estiagem naquela região.


24 agosto, 2026

Inauguração da Companhia Telefônica de Custódia (1967)


Foto Acervo: Pedro Pereira e Joany Epaminondas


A Companhia Telefônica de Custódia foi inaugurada em abril de 1967, na Rua João Veríssimo — mais precisamente em uma sala na ladeira situada entre o CLRC e a antiga Biblioteca. O serviço iniciou suas atividades operando com 30 linhas telefônicas, tendo Neli Aleixo, Lurdinha de Eurides e Robélio Góis como funcionários. Presidente da Central era Silvio Carneiro, posteriormente se tornou prefeito do Municipio. 

Na foto temos a presença de Neli Aleixo, o prefeito nomeado da época João Miro da Silva, o médico Dr. Orlando Ferraz, o dentista Dr. Pedro Pereira e o Bispo Dom Francisco Austregesilo, da Diocese de Afogados da Ingazeira.

Inauguração aconteceu num momento em que a Companhia Telefônica de Pernambuco passava por um progresso na expansão de infraestrutura de comunicalção em todo o Estado. Além de Custódia, receberam as novas CTP, os municipios do Cabo de Santo Agostinho, Triunfo, Serra Talhada, Salgueiro, Belo Jardim, Sertânia, São José do Egito e Afogados da Ingazeira.
 
Colaboraram com informaçoes: Verônica Campos, Flávia Epaminondas, Jorge Remígio, José Melo, Chico Elizeu, Célia Barros, Vanuza Bezerra e Lúcia Marta

Memória de Custódia: Há mais de 40 anos, nova adutora era instalada para quadruplicar a água na cidade



BAÚ DA HISTÓRIA |
Notícia de 1980 revela como Custódia viveu virada no abastecimento de água

Se hoje abrir a torneira e ter água tratada em casa é algo essencial para o dia a dia de Custódia, a história nos mostra as lutas e conquistas do nosso povo no passado para tornar isso realidade.

No dia 21 de julho de 1980, o tradicional jornal Diário de Pernambuco estampava em suas páginas uma notícia histórica para a nossa terra: a instalação de uma nova adutora da Compesa, com capacidade de quadruplicar o volume de água distribuído na cidade e levar o abastecimento até as áreas mais afastadas do município.

Trabalho para os nossos agricultores Além de garantir água nas torneiras, a obra teve um papel social fundamental no combate à seca da época. O projeto foi financiado pelo Programa de Emergência das Secas (da Sudene) e priorizou a contratação de trabalhadores e agricultores locais que estavam impedidos de cultivar suas terras devido à estiagem. Foi uma fonte crucial de renda para diversas famílias custodienses naquele ano.

O projeto foi viabilizado por meio da parceria entre a Secretaria de Saneamento e Obras do Estado, liderada por Artur Lopes Araújo, e a coordenação do Geacap/Sudene, comandada por Manoel de Souza, integrando as ações do então governo estadual de Marco Maciel.

Você lembra dessa época? Resgatar reportagens como essa nos faz valorizar a trajetória do nosso município e a força do nosso povo.

💬 Você ou alguém da sua família viveu esse período em Custódia ou trabalhou nas obras da Compesa em 1980? Deixe nos comentários a sua lembrança!

23 agosto, 2026

[Cordel Ed. Especial] Pedro Pereira Sobrinho um orgulho custodiense - Autor: Izaias Moura



Vou pedir inspiração
A Deus pai celestial,
Pra narrar em poesia
Sobre um ser especial,
Do qual Custódia foi ninho
PEDRO PEREIRA SOBRINHO
Ser humano divinal.

PEDRO nasceu em quarenta
Dia quatorze de Julho,
Filho de JOAQUIM PEREIRA
Que festejou, fez barulho,
Sua mãe, dona CORINA
Alma pura, genuína
Sentiu amor e orgulho.

PEDRO tinha três irmãos
Deu a cada um afeto,
A JOANA EPAMINONDAS
Transferiu amor seleto,
Se dedicou sem fronteira
A irmã NOÊMIA PEREIRA
E JOSÉ PEREIRA NETO.

MARIA LENILDA LINS
Foi o seu amor fecundo,
Dessa paixão verdadeira
Filhos vieram ao mundo,
Meiga, bela e genuína
Ilustre PAULA CORINA
E PAULO homem profundo.

PAULA, a advogada
PAULO, o educador,
Herdaram do grande PEDRO
Caráter, honra e amor,
Em variáveis momentos
Falam dos ensinamentos
Do velho pai professor.

PEDRO deixou quatro netos
Da filha, PABLO e PALOMA,
Do filho foi dose dupla
Cada um é seu diploma,
JOÃO PEDRO e J. PAULO são
Sua continuação,
De um legado que se soma.

PEDRO PEREIRA SOBRINHO
Do estudo foi cativo,
Lá no Olavo Bilac
Foi um estudante ativo,
A primeira formatura
Que PEDRO pôs na moldura
Odonto por incentivo.

Mas foi no Americano
Batista que se formou,
PEDRO jamais esqueceu
A terra que se criou,
Andou por todo estado
Depois de estar formado
Para Custódia voltou.

Um consultório instalou
Na praça Padre Leão,
PEDRO PEREIRA SOBRINHO
Por ter um bom coração,
Sem atos de covardia
A toda hora atendia
A nossa população.

O consultório de PEDRO
Era sempre bem lotado,
Pessoas de todo canto
Clientes de todo lado,
O sucesso garantido,
PEDRO tinha conseguido
O que havia sonhado.

PEDRO tinha muito estudo
Tinha perfil elegante,
Além de odontológico
PEDRO era palestrante,
Seu nome assim crescia
Pernambuco conhecia
Custodiense brilhante.

E o tempo foi passando
Em um dia casual,
PEDRO recebe o convite
De maneira especial,
Assim começa atender
Com amor e com prazer
Ao povo no hospital.

Depois de cumprir a meta
Doutor PEDRO decidiu,
Trilhar em outro caminho
Que necessitado viu,
Com estímulos, alegria
Cursou advocacia
E se formar conseguiu.

Numa grande faculdade
PEDRO PEREIRA entrou,
Na bela Caruaru
Por muito tempo estudou,
Com notas pra se firmar
Conseguindo se formar
Na área que almejou.

PEDRO entre pra história
Com os júris memoráveis,
Com grandiosas defesas
Com seus trabalhos notáveis,
Junto com José Rabello
E Bartolomeu pude vê-lo
Amigos inseparáveis.

Doutor PEDRO também teve
Um comércio de carinho,
Ponto certo de encontros
Memorável sabazinho,
Onde iam os parceiros
Tempos bons e verdadeiros
De PEDRO PEREIRA SOBRINHO.

O sabazinho foi ponto
De glamour eu acredito,
Recebeu por muitas vezes
Nosso eterno Luizito,
Dona Zita Queiroz
O tempo passa veloz
Sabazinho era mito.

No sabazinho entrou
Pessoas de qualidade,
Grande Pedro Mariano
Amigo de lealdade,
Assim por anos e anos
O sabazinho era planos
De todos desta cidade.

Como tudo tem um fim
O sabazinho fechou,
Doutor PEDRO foi galgar
Outro sonho que sonhou,
Dedicando-se com amor
Na arte de professor
Por anos PEDRO ensinou.

Foi no antigo ginásio
Chamado Padre Leão,
Que Doutor PEDRO PEREIRA
Lecionou com emoção,
Esse ser de alma nobre
Deu ensinamento ao pobre
Recebendo a gratidão.

O velho ginásio hoje
O Ernesto Queiroz é,
Nas suas instalações
Tem amor e muita fé,
A saudade sempre dói
Ficou marcas de herói
Onde PEDRO pôs o pé.

Fundou a primeira escola
Privada em sua cidade,
Colégio Técnico Joaquim Pereira,
Com muita capacidade,
Mostrou para muita gente
Que um povo inteligente
Vive com mais liberdade.

Doutor PEDRO muito culto
Era bom em português,
Também com desenvoltura
Falou fluente o inglês,
Bastante se dedicava
Fluentemente falava
O idioma francês.

O seu hobby foi xadrez
Um exímio jogador,
Gostava de ensinar
Por ser bom divulgador,
Dos costumes sociais
E seus princípios morais
Sempre zelou com amor.

Gostava da juventude
Aconselhava as crianças,
Olhando nos olhos delas
Cultivava as esperanças,
Dizendo escutem aqui
O futuro vem ai
Nos ofertando mudanças.

E assim continuou
A fazer nossa cidade,
O estádio Carneirinho
Gerou-se de uma amizade,
Esse nome que botou
Assim homenageou
Seu amigo de verdade.

PEDRO batiza o estádio
Com carinho e respeito,
Homenagem ao amigo
Que já foi nosso prefeito,
Saudoso Silvio Carneiro
Seu amigo verdadeiro
Assim em acordo feito.

Esporte Clube Custódia
Time por PEDRO fundado,
Em alusão ao Sport
O seu leão adorado,
Lembrar disso foi preciso
PEDRO não era indeciso
Quando era procurado.

Quando foi vereador
Muito por Custódia fez,
Deixou de lado os partidos
Não usou de timidez,
Para o bem de sua gente
PEDRO foi polivalente
Foi grande por sua vez.

Criou a cooperativa
Junto com alguns amigos,
O CLRC
Para muitos deu abrigos,
Linda sua trajetória
Por isso virou história
Morreu sem ter inimigos.

Por esposa, filhos, netos
Irmãos, sobrinhos, parente,
PEDRO foi amado muito
Por toda classe de gente,
A criança que cresceu
O adulto que venceu
Viverá Eternamente.

De dona Lena
De PAULO, PAULA e JOANA,
De NOÊMIA com estima,
JOSÉ, in memória, irmana,
Esposa, irmãos, filhos, netos
São os registros completos
Dessa história soberana.


Autor:

Izaias Moura

É Izaias Francos de Moura, natural de Custódia-PE, nascido no dia 22/10/1984.O poeta e filho de Francisco Sebastião Moura e Maria de Lourdes A. de Moura. Casado com Regina Moura e pai de Francisco Emanuel de 18 anos e Cicero Heitor de 14 anos. Tem 38 anos. O mesmo se considera um poeta matuto.

20 agosto, 2026

Do Futsal no Condomínio aos Estádios do Mundo: Minha História com Juninho Pernambucano



Por Paulo Peterson
(o primeiro em pé, da esquerda para a direita).

Em 1990, mudei-me para o Recife indo morar no Condomínio Portal da Boa Vista. Logo nos primeiros dias, fiz amizade com um garoto franzino e loiro na quadra do prédio, que me convidou para jogar. O garoto era o  Antônio Augusto Ribeiro Reis Júnior, mais conhecido como Juninho.

Anos depois, fomos campeões de um torneio do condomínio em uma final tensa contra um time de estudantes de Juazeiro-BA — com o Juninho, claro, desequilibrando a partida. No futsal, ele brilhava na lendária equipe da Votorantim ao lado de feras como Manoel Tobias, Calipio, Fininho, além de ser um rubro-negro apaixonado com quem dividi as arquibancadas da Ilha do Retiro no bicampeonato do Sport em 91/92.

Em 1993, ele migrou para o aspirante do Sport e deu início à trajetória brilhante que o consagrou como Juninho Pernambucano, ídolo do Sport, Vasco e Lyon, e eleito por especialistas o maior cobrador de faltas da história.

Quanto a mim? Era o reserva daquele time do condomínio — e entrava em quadra com muito orgulho quando o resultado já estava garantido!


Reencontro de Amigos: A História do Albatroz



Albatroz 

Em 2017, fui convidado por Juninho para um reencontro especial: reunir, 30 anos depois, os amigos que integraram a primeira formação do Albatroz, seu antigo time de futebol de salão. Formada originalmente por moradores do condomínio Portal da Boa Vista, a equipe começou como um time de férias, mas passou a levar o esporte a sério quando começou a ser treinada por um professor de Educação Física. O resultado dessa dedicação foi a conquista do campeonato Sub-10 — um título marcante disputado contra grandes equipes da capital, vencido pelo estreante Albatroz, com Juninho como artilheiro do torneio.

A escalação presente no reencontro: Jonas, Juninho, Madson, Bruno (que atuou no gol, já que Serginho não pôde comparecer) e Anderson (in memorian).

Mesmo sem ter jogado na equipe, tive a alegria de participar como convidado dessa viagem de quatro dias ao Rio de Janeiro. Foi uma experiência gratificante estar entre amigos com quem compartilhei a infância e a juventude no mesmo condomínio. Foram dias de muitas conversas, risadas e boas lembranças daqueles tempos — que, no meu caso, remetem à década de 90.




Para completar a ocasião, levei diversos produtos gentilmente cedidos pela Tambaú Alimentos, vários já eram conhecidos. 

19 agosto, 2026

Zé Burgos, dublê de Hollywood

 




Zé Burgos, dublê de Hollywood


Diz o doutor José Carneiro,
numa história bem contada,
que Paulo Joaquim publicou
uma cena inusitada:
Zé Burgos, naquele dia,
viveu quase uma empreitada.

Zé Burgos podia ser dublê
num filme de ação danado,
daqueles de Hollywood,
com perigo de todo lado.
Pois saiu voando da boleia
de um caminhão desgovernado!

Caiu no chão, levantou-se,
sem tempo pra reclamar,
olhou o caminhão correndo
e tratou logo de alcançar.
Correu feito um raio solto
e conseguiu nele embarcar!

O caminhão seguia sem rumo,
numa carreira sem freio,
mas Zé Burgos, destemido,
não conhecia receio.
Entrou na boleia a tempo
e evitou um grande aperreio!

Se isso não é cena de filme,
eu não sei o que será!
Tem queda, corrida e coragem,
tem caminhão a disparar.
Só faltou a tela anunciar:
“Zé Burgos vai voltar!”

E o doutor José Carneiro,
com seu jeito de narrar,
deixou a história registrada
pra ninguém dela duvidar.
Zé Burgos foi tão ligeiro
que Hollywood ia contratar!

Jussara Burgos
Luziânia-GO
Agosto/2026