11 setembro, 2026

Sucesso do IV GP do Haras Germano.




O garoto que sonhava um sonho acordado.

O sonho consistia em um grande e audacioso projeto: a construção de um Haras em sua terra natal. Esse sonho foi sendo construído em sua mente com a certeza de que o grande homenageado seria seu pai, exemplo de trabalho e dedicação.

O tempo passou e, no calendário da vida, a cada dia era um dia a menos para que seu sonho se tornasse realidade.

E, conforme a psicologia, sonhar acordado estimula e facilita a regulação emocional, auxiliando na estruturação de metas pessoais ou profissionais.

O garoto cresceu, vendo, a cada dia, o cuidado e a dedicação de seu pai com os cavalos, lá pelas bandas do Maranhão.

O tempo não para. Isso é uma verdade ou até uma convenção do homem. E é nessas mudanças que muitas coisas acontecem.

Aquele garoto do sonho acordado sempre foi atento e inteligente. Seu nome é Patrick, que, assim como seu pai, Paulo Germano, tinha muito amor pelos cavalos.

Paulo foi acometido por um problema de saúde. E, para tristeza de seus filhos, Patrick, Paula e sua mãe, Francisca, e também seus familiares, ele cruzou a ponte que o levou para a morada celestial.

Com a ausência de seu pai, Patrick assumiu todos os negócios deixados por ele. Paulo Germano era um homem de posses e, como herdeiros, só tinha Patrick e Paula.

Lidar com a fortuna deixada por seu pai, no início, não foi fácil. Porém, apesar dos murmúrios inconvenientes de que ele acabaria com tudo o que o pai havia deixado, Patrick mostrou que trazia raízes profundas de seus dois avós: Raimundo Germano e José Rodrigues de Almeida (Lola), homens que se destacaram bravamente no âmbito municipal de Custódia. O trabalho também proporcionou a esses dois homens ilustres uma tranquila e destacada situação financeira.

Depois da morte de seu pai, Patrick volta para Custódia:

“Custódia, Terra Querida, Berço Amigo de Gente de Valor. És Livre pelo Esforço de Teus Filhos que Te Adoram e Te Amam com Fervor.”

Ah, e aquele sonho que ele trazia de construir um Haras estava vivíssimo. E aí se lê: “O homem sonha e Deus realiza a obra!”

O Haras Germano foi construído na região central do estado de Pernambuco.

Na última sexta-feira, 04/09, o Haras Germano realizou o seu quarto evento.

Foi bonito ver a banda tocando, com músicos filhos de Custódia para um grande número de patrocinadores, convidados, familiares de Patrick e toda a sua equipe.

Um momento de destaque foi a fala dos familiares. Em nome de Rogéria e Paula, parabenizo todos os que fizeram uso da palavra.

Rogéria, a grande colaboradora desse magnífico evento, agradeceu a todos os presentes, dizendo que seus familiares que ali se encontravam eram em número pequeno, mas grandiosos na presença.

O anfitrião, ao começar sua fala, agradeceu aos presentes e disse da sua satisfação em estar no quarto ano desse grande prêmio: o Haras Germano.

Ele explicou a genealogia da Família Germano. Disse que Germano era o sobrenome de seu avô e ressaltou a importância de trazer Germano como sobrenome, que foi transmitido a seu filho como nome próprio.

Parabéns às matriarcas: Nilda Campos Almeida e Ana Germano.

A Patrick, a sua noiva Kalinda e a Rogéria, eu e Arnaldo agradecemos pelo convite para esse extraordinário evento, que engrandece a nossa querida Custódia.

Abraços de paz e luz!
Custódia, 11 de setembro de 2026.
Lindinalva – Nenê
Escritora.

Custódia, 98 Anos de História, Fé e Tradição na Terra Querida



Custódia, 98 Anos de História, Fé e Tradição na Terra Querida


Neste 11 de setembro, o coração do Moxotó se enche de orgulho. Celebrar os 98 anos de Emancipação Política de Custódia (1928–2026) é percorrer as linhas de uma história rica, construída a muitas mãos, com a força e a fé do povo sertanejo.

Desde os tempos em que a antiga Fazenda Santa Cruz servia de entreposto para tropeiros e viajantes, Custódia vocacionou-se como ponto de encontro, de acolhimento e de comércio.

Foi o abrigo afetuoso da lendária Dona Custódia (Maria Custódia Osório de Campos) em sua hospedaria que batizaram esta terra com o nome que hoje carregamos no peito com reverência e carinho.

Relembrar nossa emancipação através do resgate histórico é honrar os nomes e episódios que moldaram nossa identidade:

As Origens e a Fé: Do pioneirismo de figuras como o Coronel Luiz de Melo (Dodô) aos doadores do terreno de nossa matriz; do sonho do Padre Leão Pedro Verseri à bravura dos trabalhadores que ergueram nossa Igreja Matriz dedicada ao padroeiro São José.

O Comércio e o Trabalho: A tradição das feiras livres, o algodão, o caroá e a força de feirantes e comerciantes que transformaram a vila de 1909 na cidade pujante que se emancipou em 11 de setembro de 1928.

O Povo e a Cultura: A riqueza de nossos distritos — Quitimbu e Maravilha —, dos povoados como Samambaia, Caiçara, Ingá, Bom Nome e das mais de cem comunidades rurais; a expressividade dos nossos artistas, poetas e guardiões da memória política e cultural.

Custódia não é feita apenas de pedras e ruas; é feita da resiliência dos seus filhos, do calor do Sertão e da certeza de que o futuro se constrói sem jamais esquecer as raízes.

Parabéns a todos os custodiense de nascimento e de coração! Que o Glorioso São José continue abençoando nossos caminhos.

Viva Custódia! Viva os seus 98 anos de liberdade e história!

10 setembro, 2026

Quando a poesia nasce da amizade: a trajetória de Paulo Mapu, Jussara Burgos e o poema premiado

 

Uma história de afeto, rios e versos entre o sertão pernambucano e as águas do Brasil


1. A origem da amizade

No sertão pernambucano, mais precisamente em Sertânia, surge uma história que revela como a literatura pode nascer dos vínculos mais genuínos. Uma história entrelaçada pelo escritor Paulo Mapu, membro da rede ESCRITOR DANADO DE BOM, a poetisa Jussara Burgos, hoje radicada em Goiás, filha de seus padrinhos, oriundos de Custódia — município vizinho a Sertânia, igualmente reconhecido por sua tradição poética, Ramon Japiassu, primo de Jussara, e o amigo Digerson Almeida que acompanhou Mapu em sua jornada pelo mundo, na condição de companheiro de estrada.

Conforme Mapu, os três — ele, Ramon e um terceiro conterrâneo de Sertânia — partiram em busca de novos horizontes, estabelecendo residência em diferentes regiões do Brasil. Foi no Amazonas, contudo, que a história adquiriu contornos verdadeiramente literários: ali, Mapu compunha poemas que, em seguida, rasgava e lançava ao rio, entregando os fragmentos de papel à correnteza.

Dessa vivência singular nasceu “Os Rios Correndo em Mim”, poema inspirado nos cursos d’água que marcaram a trajetória do autor. Mapu acreditava ter compartilhado essa história diretamente com Jussara; ela, porém, revelou que o relato lhe chegou por intermédio de Ramon. Inspirada pela narrativa, a poetisa compôs um poema dedicado ao amigo — intitulado simplesmente “Mapu” —, obra que viria a ser agraciada com uma distinção literária. A amizade entre ambos, como a própria autora registra, foi edificada por seus pais.

2. O poema de Paulo Mapu

Transcrito pelo autor a partir de seu livro Mulher Lua, o poema percorre os rios de cada lugar por onde passou:

Os Rios Correndo em mim
Só agora me dei conta
Que os rios contam
A minha história

Em Sertânia o Moxotó
Sem pena e sem dó
Desvia seu curso
Me jogando no Velho Chico

No Recife o Capibaribe
Como uma catapulta
Me lança no Rio Guamá
No Amazonas

O Negro e o Solimões
Guardam alucinações
Poemas lançados
Em papéis picados

Com destino ao mar
Na Bahia
Rio de Contas
Me conta da família

Matogrosso
E seus encantos em Itacaré
Na Venezuela
Rio Orinoco

Carimba meu passaporte
Na primeira fronteira
Em busca de outros rios
No Caribe

Cuba me chama
Até Baracoa
No Rio Toa
À toa…

Poema do livro Mulher Lua — Paulo Mapu

3. A resposta de Jussara Burgos

Em resposta, Jussara Burgos compôs o poema que dedica ao amigo:

Mapu
Nas veias do meu amigo
correm rios que ele conheceu.

Águas de doces lembranças
do seu sonhar.

Águas fluviais
correm na certeza
do encontro com o mar.

Rios são caminhos tortuosos
vencendo obstáculos
em busca da sua grandeza.

Sobre os rios, tem pontes
ligando gente e seus ideais.

Sobre os rios, balsas, canoas e barcos
dizendo que navegar é preciso
para poder chegar.

O rio é etéreo,
é um momento que não se repete jamais.

Rios tem calmarias e temporais…
Na correnteza, os sonhos chegam e vão.

Rio é vida que segue…
É um eterno recomeçar.

No remanso dos rios
tem borboletas a voar
e flor de mussambê
pra meu amigo brincar,
sentado às margens do rio,
escrevendo poemas em pedaços de papel;
fazendo barquinhos
que a correnteza do Solimões levava embora…
Era poesia que nas águas corriam.

Para Paulo Mapu — Nossa amizade foi construída por nossos pais

4. O reconhecimento

O poema de Jussara rendeu-lhe a honraria Destaque Acadêmico 2026 – Mérito Acadêmico Imortal, acompanhada do Diploma de Mérito Acadêmico Ciccillo Matarazzo, outorgado pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia (ALSPA). A distinção foi entregue em 6 de setembro de 2026, durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em cerimônia conduzida sob a presidência de Rogério Veiga e com a participação da Presidente de Honra, Leni Ziliotto.

A premiação reconhece a trajetória de Helena Jussara Pereira Burgos Monteiro — a Jussara Burgos da nossa rede — por sua contribuição às artes e à cultura, e presta, ainda, reverência ao legado de Ciccillo Matarazzo, idealizador da Bienal de São Paulo e figura central na abertura do país à arte universal.

Para encerrar

Essa história evidencia que a poesia, quando nutrida por laços verdadeiros, transcende a página e circula entre gerações e geografias. Dos rios de Sertânia às águas do Solimões, das margens do Orinoco ao mar do Caribe, a palavra segue seu curso — e, como os rios, encontra sempre o caminho do encontro.

Que a amizade entre Paulo Mapu, Jussara Burgos e Ramon Japiassu permaneça como testemunho de que a literatura nordestina, longe de correr solitária, floresce na partilha.

Jussara Burgos ocupa a Cadeira 34, sob a patronagem de Rachel de Queiroz na Academia Valparaisense de Letras- AVL em Luziânia Goiás.

Publicado Originalmente em DANADO DE BOM, para visualizar CLIQUE AQUI

Colégio Municipal Ernesto Queiroz: Trajetória Histórica e o Legado do seu Patrono


Logo do CMEQ

Para homenagear esse filho ilustre de Custódia, o Colégio Municipal traz o seu nome, em virtude do muito que ele fez por sua terra. Ernesto Alves de Queiroz foi uma das figuras políticas e empresariais mais influentes da história do município de Custódia. 

Exerceu o cargo de prefeito do município por três mandatos: de 1939 a 1944, de 1947 a 1951 e de 1959 a 1963.

Atuou como vereador em Custódia no período de 1935 a 1937.

Sendo o primeiro Presidente da Câmara de Vereadores em 1935

Também atuou como tabelião em Pedra de Buíque entre 1945 e 1947



Antiga entrada, antes da última reforma


O Ginásio Municipal Padre Leão foi fundado em 1959 e iniciou suas atividades letivas em 1960. Sua primeira turma do antigo 4º ano ginasial formou-se em 1964. A equipe gestora pioneira contou com o Dr. Francisco de Sá Sampaio na direção e Maria José de Sá Queiroz como secretária — função que mais tarde foi assumida por Ana Auxiliadora Queiroz Amaral.

Entre 1960 e 1974, a instituição funcionou na estrutura da Escola General Joaquim Inácio, atendendo a uma turma inicial de 42 alunos do Ensino Fundamental (então 5ª a 8ª série). Em 17 de outubro de 1967, teve início a formação da 1ª Turma de Professores, concluída em 1970.

A partir de 1975, a escola passou a ocupar sede própria com uma dinâmica em dois turnos:

  • Tarde: Colégio Municipal Ernesto Queiroz, ofertando o Curso de Magistério.

  • Noite: Ginásio Municipal Padre Leão, mantendo as turmas de 5ª a 8ª série. Nessa fase, a direção ficou a cargo de Sílvio Carneiro de Souza e a secretaria com Maria Auxiliadora de Queiroz Amaral.

Em 1980, com a criação da Escola José Pereira Burgos, o Ginásio Municipal Padre Leão foi extinto. O prédio próprio permaneceu com o Colégio Municipal Ernesto Queiroz, que manteve o Curso de Magistério até 2008. Posteriormente, a instituição expandiu sua atuação para o Ensino Fundamental completo sob o sistema idealizado por Maria de Fátima Rodrigues Rafael, passando a operar nos três turnos: alfabetização e 1ª a 4ª série pela manhã; Curso Normal Médio (antigo Magistério) à tarde; e 5ª a 8ª série à noite.

Colégio Municipal Ernesto Queiroz, passou a oferecer todas as formas de ensino para a população, em 08 de setembro de 2008. O Curso Normal Médio foi para Escola Estadual General Joaquim Inácio, e sendo extinta em definitivo em 2020, com a criação do Curso Superior de Pedagogia.

Agradecimento as informações importantes enviadas por Francisco Bernardo (Chico de Aliti). Sua contribuição foi de grande importância para manter registrada a história dessa importante escola do município.


1ª Turma de Professores do Colégio Normal (1970)

1º fila em pé, da esquerda para direita:
Glorinha Amaral, Iracilda, Moema, Mazé Beltrão, Lindinalva(Professora de Prática de Ensino), Salete Amaral, Pipi Germano, Socorro Bezerra e Sebinha.

2º fila em pé, da esquerda para direita:
Maria Campos Silva (Nelizinha), Maria do Mudo, Nicinha do Quitimbu, Ednalva Marinho, Sonia Quidute, Dilza Valeriano e Rosa Góis.

3º fila sentados, da esquerda para direita:
Pedro Pereira(Vice Diretor), Nazinha, Etelvina Rodrigues, Cila Amaral, Zezita Queiroz e Orlando Ferraz(Diretor).



Nova Fachada 

Em 11 de Setembro de 2024, foi realizado Inauguração da requalificação do Colégio Municipal Ernesto Queiroz. Confira discurso de Andréa Queiroz(neta), na solenidade pode ser conferido CLICANDO AQUI


Quem foi ERNESTO ALVES DE QUEIROZ



 

Ernesto Alves de Queiroz nasceu em 20 de julho de 1898 na Fazenda Malhadinha, em Sertânia, filho de Francisco Alves de Queiroz Neto e Alvará de Goes de Melo. Homem de estatura alta e presença marcante, destacava-se pelo temperamento alegre, calmo e acolhedor, de fala pausada e modos cavalheirescos. Casou-se com Dona Maria Josefina Gomes de Sá, com quem teve quatro filhos: Ernesto Queiroz Júnior (Ernestinho), José Elídio de Queiroz (Zito), Maria José (Zita) e Maria das Graças (Gracinha).

Figura central e uma das personalidades políticas e empresariais mais influentes da história de Custódia, Ernesto construiu uma sólida trajetória pública. Em 1935, atuou como vereador e tornou-se o primeiro Presidente da Câmara de Vereadores do município, função que exerceu até 1937. Entre 1945 e 1947, trabalhou como tabelião em Pedra de Buíque. Na gestão executiva, esteve à frente da prefeitura de Custódia por três mandatos: de 1939 a 1944, de 1947 a 1951 e de 1959 a 1963.

Com grande carisma e habilidade social, fazia de sua casa um ponto de encontro aberto a todos. Ampliou sua rede de apoio e influência apadrinhando diversas crianças na região, cultivando uma vasta teia de compadres que fortalecia suas bases políticas. Filiado à União Democrática Nacional (UDN), manteve o domínio político da municipalidade por cerca de cinco décadas — diretamente ou por meio de correligionários de sua confiança —, consolidando uma liderança marcante no cenário local, ainda que enfrentasse a forte oposição do Partido Social Democrático (PSD) em nível estadual.

Reconhecido por sua integridade e honestidade na administração pública, manteve-se como um cidadão respeitado e generoso. No entanto, a dedicação à vida pública cobrou um alto preço financeiro e pessoal: para custear suas campanhas e atividades políticas, desfez-se de bens como a propriedade rural Várzea Limpa e a Bolandeira da cidade, vivendo de forma sóbria em seus últimos anos.

Ernesto Alves de Queiroz foi vítima de um homicídio em Caruaru, crime decorrente das violentas disputas políticas e rivalidades familiares que caracterizaram a região ao longo do século XX. Como tributo ao seu legado e à sua contribuição para o desenvolvimento do município, o Colégio Municipal de Custódia carrega o seu nome em sua homenagem.

Autor: Colaboradores do Blog Custódia Terra Querida e de Francisco Bernardo.

08 setembro, 2026

Uma Poética Exaltação da Resiliência Urbana: "Sampa" por Jussara Burgos

 


Jussara Burgos
São Paulo/SP
Setembro/2026



A poetisa custodiense Jussara Burgos, membro Titular da Academia Valparaisense de Letras (GO), apresenta a sua sensível e profunda obra intitulada "Sampa".

Neste poema, a autora captura com maestria os contrastes marcantes da metrópole paulistana — o cinza do concreto, o ritmo frenético e a aridez urbana —, transformando o cotidiano das ruas em um cenário de superação e sensibilidade. Com versos inspiradores, Jussara destaca a força de um povo que reescreve seu próprio destino e encontra esperança onde tudo parece cinzento.


Sampa

São Paulo, cinza e fria,
de concreto e ventania;
prédios gastos pelo tempo,
ruas em constante movimento.

Há medo em cada esquina,
há pressa que nos domina;
há sombras sobre o asfalto,
e sonhos buscando lugares.

Mas o povo abre caminhos,
inventa novos destinos;
faz do pouco um universo,
e da dor, um novo verso.

Entre a fumaça e o chão,
pulsa forte o coração;
e, mesmo sob o céu cinzento,
há primavera por dentro.

Porque a vida, teimosa e bela,
acende sua própria chama;
e, onde parece não haver cor,
nasce esperança, nasce amor.

Sobre a Autora:

Natural de Custódia (PE) e Membro Titular da Academia Valparaisense de Letras (GO), Jussara Burgos segue reafirmando o talento e a força da literatura nordestina pelo Brasil, conectando origens, afetos e arte em suas palavras.

07 setembro, 2026

História de Custódia em video - por Andre Silva no Tiktok



Encontramos na internet um canal, com História da Cidade de Custódia, vídeo feito por Andre Silva, que tem um canal no Tiktok, onde nele mostra História e origem das cidades do Brasil 📍 Curiosidades reais, mapas e fatos incríveis. 

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06 setembro, 2026

Presidentes da Câmara Municipal de Vereadores - [1935-2026]



Presidentes da Câmara Municipal de Custódia: história do Poder Legislativo



De Ernesto Queiroz, primeiro presidente, em 1935, a Alisson Possidonio Amaral Santos, atual presidente no biênio 2025–2026, a Câmara Municipal de Custódia acompanhou de perto as principais transformações políticas, sociais e administrativas do município.

A história de Custódia também pode ser contada através daqueles que estiveram à frente de sua Câmara Municipal. Desde a primeira presidência registrada, em 1935, dezenas de vereadores ocuparam a cadeira que representa a liderança do Poder Legislativo municipal.

O levantamento publicado pelo Blog Custódia Terra Querida registra os presidentes da Câmara no período de 1935 a 2026, constituindo uma importante fonte para a memória política e administrativa do município.



Ernesto Queiroz
1935-1937
1º Presidente


Ernesto Queiroz foi o primeiro presidente da Câmara Municipal de Custódia no levantamento histórico. Sua presença na política municipal ocorreu em um período de organização das instituições administrativas locais.

Em 1936, por exemplo, Ernesto Queiroz aparece entre os vereadores eleitos de Custódia e foi escolhido para presidir a Câmara, tendo Sabino Lacerda como primeiro secretário e José Marinho do Rego como segundo secretário. Posteriormente, Ernesto também assumiria a Prefeitura de Custódia, sendo nomeado prefeito em 1939.


Henrique Tenório de Melo Dodô
1947 

Henrique Tenório de Melo, conhecido como Dodô, pertenceu a uma das famílias de maior presença na formação histórica e política de Custódia. Sua trajetória está relacionada à família Tenório de Melo e à antiga região de Quitimbu.

Segundo registro histórico publicado pelo Blog, seu pai, Luiz Tenório de Melo, teve papel importante na história de Quitimbu e da formação de Custódia. Henrique foi vereador e chegou à presidência da Câmara em 1947.

Germano de Souza Lima
1948-1949 


Germano de Souza Lima presidiu a Câmara durante o período de reorganização política do município após a redemocratização do país no final da década de 1940.

Documentos eleitorais da época o identificam como fazendeiro, comerciante e proprietário, demonstrando a forte presença das lideranças econômicas rurais e comerciais na política municipal daquele período.



Manoel Pordeus Pires
1952

Manoel Pordeus Pires ocupou a presidência em 1952. Seu nome já aparece entre os suplentes nas eleições municipais de 1936, mostrando que sua participação política vinha de décadas anteriores.


Ancilon Ferreira de Araújo
1954 

Comerciante e fazendeiro, Ancilon Ferreira de Araújo também aparece nos registros eleitorais de 1947 como candidato a vereador. Em 1954, assumiu a presidência da Câmara, dando continuidade à presença das tradicionais lideranças econômicas locais no Legislativo.



Luiz Cristino Bezerra
1960 

Luiz Cristino Bezerra presidiu a Câmara em 1960, em um momento de profundas transformações políticas e administrativas no Brasil e no município de Custódia.


José Pereira Burgos
1961-1963

José Pereira Burgos foi um dos personagens mais conhecidos da história social de Custódia. Nasceu em 12 de outubro de 1922 e ficou órfão ainda muito jovem. 

Retornou definitivamente a Custódia no final da década de 1960, trabalhando na Farmácia Pereira. Ficou conhecido principalmente por sua dedicação às crianças e pelo respeito que conquistou entre os moradores.

Faleceu em 23 de fevereiro de 1978. Seu sepultamento foi marcado por uma grande manifestação popular, considerada uma das maiores homenagens já prestadas a um custodiense.


                                            Possidônio Tenório de Melo(Dubem)
                                                                      1963-1964 

Possidônio Tenório de Melo, conhecido como Dubem, presidiu a Câmara em um período de transição política. Seu nome também aparece ligado à história das antigas famílias e propriedades rurais da região de Custódia.

A Câmara nas décadas de 1960 e 1970


Ernesto Queiroz Júnior
1965-1966 

Ernesto Queiroz Júnior, conhecido como Ernestinho, foi uma das figuras de maior destaque intelectual e cultural da história de Custódia.

Advogado, professor, escritor e orador, estudou Direito e Letras e exerceu atividades profissionais em Custódia e Caruaru. Foi professor da Faculdade de Direito de Caruaru e participou da criação e direção de instituições educacionais e sociais do município.

Em 1966, aparece como presidente da Câmara durante a inauguração do Mercado Público de Quitimbu, ao lado do prefeito nomeado Tenente Miguel José da Silva e de outras importantes personalidades da época.



Euclides do Amaral Filho
1967-1968 

Euclides do Amaral Filho, conhecido como Nozinho, integrou uma tradicional família de Custódia. Era irmão de José Veríssimo do Amaral, João Veríssimo do Amaral, Quitéria Amaral Veríssimo e Corina Amaral Veloso.


Josias Leandro de Moraes
1968-1969 

Josias Leandro de Moraes presidiu a Câmara no final da década de 1960, em um período marcado pela reorganização política do município e pelo cenário nacional do regime militar.



Djalma Moisés da Silva
1969-1970 

Djalma Moisés da Silva assumiu a presidência entre 1969 e 1970, encerrando a década de 1960 à frente do Legislativo municipal.

Francisco Juvenal Santana
1971-1972

Francisco Juvenal Santana presidiu a Câmara durante os primeiros anos da década de 1970.


Djaniro Resende
1973-1974

Djaniro Resende esteve à frente do Legislativo entre 1973 e 1974. Seu nome voltaria a aparecer posteriormente na história da Câmara, quando ocupou novamente a presidência como Djaniro Jerônimo de Rezende, no biênio 1983–1984.



José Soares de Melo
1975-1976 

José Soares de Melo foi presidente entre 1975 e 1976. Além da atuação política e administrativa, tornou-se posteriormente um importante memorialista e contador de histórias de Custódia.

Autodidata, começou a trabalhar ainda muito jovem, passando pelo comércio e posteriormente pelo serviço público municipal, onde chegou a exercer funções administrativas importantes. Seus relatos sobre a cidade constituem hoje uma valiosa fonte de memória sobre a Custódia de outras épocas.


Belchior Ferreira Nunes
1977-1978

Belchior Ferreira Nunes presidiu a Câmara no final da década de 1970. Seu nome também aparece relacionado à vida política e administrativa de Custódia durante aquele período.

Arnaldo Pereira Burgos
1979-1980

Arnaldo Pereira Burgos comandou o Legislativo no biênio 1979–1980, período em que Custódia vivia mudanças importantes na infraestrutura e na administração municipal.

Os anos 1980 e a redemocratização


Severino Bezerra de Queiroz
1981-1982

Severino Bezerra de Queiroz (conhecido popularmente pela alcunha de "Severino do Rádio") foi uma figura histórica da política e da sociedade do município de Custódia, em Pernambuco.

Atuação Pública: Atuou como vereador em Custódia e ficou amplamente conhecido no município por esse apelido.

Contexto Histórico: Sua trajetória é registrada nos acervos e memórias da história política local, figurando ao lado de antigas lideranças do município (como o ex-prefeito Luiz Epaminondas e outros vereadores da época) em momentos de destaque da cidade.


Djaniro Jeronimo de Rezende
1983-1984

Djaniro Jerônimo de Rezende retornou à presidência da Câmara, depois de já ter ocupado o cargo na década de 1970.


José Neto Nunes de Lima
1985-1986

José Neto Nunes de Lima assumiu a presidência no período de transição política que marcou o fim do regime militar.

Antônio Rafael de Rezende
1987-1988

Antônio Rafael de Rezende esteve à frente da Câmara no biênio que antecedeu a promulgação da Constituição Federal de 1988.

Washington Nestor Amaral Góes
1989-1990


Washington Nestor Amaral Góes presidiu a Câmara justamente no período posterior à promulgação da Constituição de 1988, quando os municípios brasileiros passaram a exercer novas responsabilidades dentro do modelo federativo.

Seu nome também aparece em registros da Câmara dos Deputados relacionados à política pernambucana.

 

Joazito Rodrigues de Moura
1991-1992

Joazito Rodrigues de Moura presidiu a Câmara no início da década de 1990 e posteriormente voltou ao cargo no biênio 2003–2004.


Flaviano Bezerra Feitosa
1993-1994

Flaviano Bezerra Feitosa assumiu a presidência entre 1993 e 1994.


José Neto Nunes Lima
1995-1996

José Neto Nunes Lima retornou à presidência da Câmara, formando com Flaviano Bezerra Feitosa uma sequência de lideranças do Legislativo municipal na primeira metade da década.

Edezio Ramalho dos Santos
1997-1998

Edezio Ramalho dos Santos presidiu a Câmara no final dos anos 1990.


Flaviano Bezerra Feitosa
1999-2000

Flaviano Bezerra Feitosa retornou à presidência no biênio 1999–2000, tornando-se um dos nomes que ocuparam o comando da Casa Legislativa em mais de uma oportunidade.



João Ederaldo Lemos Cavalcante
2001-2002

João Ederaldo Lemos Cavalcante foi presidente no primeiro biênio do novo século. Vereador com todas as Contas Aprovadas em sua gestão. Indicou 90% dos projetos para calçar o bairro da Redenção. Foi um dos vereadores no criação do Conselho Municipail e Conselho Tutelar da criança e do adolescente.

Joazito Rodrigues de Moura
2003-2004

Joazito Rodrigues de Moura retornou à presidência, dez anos depois de seu primeiro período à frente da Câmara.


José Nunes Neto
2005-2006


Cristiano Teixeira Dantas
2007-2008


Dr. Luiz Carlos Gaudêncio de Queiroz
2009-2010

Luiz Carlos Gaudêncio de Queiroz presidiu a Câmara entre 2009 e 2010. Posteriormente, tornou-se prefeito de Custódia.

Seu nome também aparece em documentos do município e em registros do IBGE relacionados à administração pública local.

Ariosvaldo Gonçalves Lima
2011-2012

Ariosvaldo Gonçalves Lima presidiu a Câmara no biênio 2011–2012. Em 2010, já aparece identificado como representante da Câmara Municipal de Custódia em reunião da Comissão Municipal de Geografia e Estatística do IBGE.

Ivanildo Luiz da Silva
2013-2014

Ivanildo Luiz da Silva, conhecido popularmente como Nidinho de Biu, assumiu a presidência em 2013 e 2014.

Sua trajetória política é marcada por forte atuação junto às comunidades rurais. Segundo o perfil oficial da Câmara, exerce atividade política desde 1992 e foi eleito vereador em sucessivos mandatos. Também voltou à presidência no biênio 2021–2022.



Ronivaldo Pinto Barbalho
2015-2016

Ronivaldo Pinto Barbalho presidiu a Câmara entre 2015 e 2016 e posteriormente retornou ao comando da Casa no biênio 2019–2020. Sua atuação como presidente, inclusive durante o período em que o Legislativo municipal conduziu procedimentos administrativos e atividades institucionais


Fábio Medeiros Rocha
2017-2018


Fábio Medeiros Rocha, conhecido como Neguinho da Maravilha, presidiu a Câmara no biênio 2017–2018.

Agricultor e filho de agricultores, construiu sua trajetória política a partir da defesa das comunidades rurais. Segundo sua biografia oficial na Câmara, iniciou sua trajetória eleitoral como candidato a vereador em 2004 e posteriormente foi reeleito para sucessivos mandatos.


Ronivaldo Pinto Barbalho
2019-2020

Ronivaldo Pinto Barbalho voltou à presidência da Câmara para o biênio 2019–2020. Durante sua gestão, a Casa Legislativa também enfrentou os desafios administrativos impostos pela pandemia de Covid-19, inclusive questões relacionadas ao funcionamento e ao concurso público do Legislativo municipal.


Ivanildo Luiz da Silva
2021-2022

Ivanildo Luiz da Silva voltou a presidir a Câmara entre 2021 e 2022, completando dois períodos distintos no comando do Legislativo.

Sua trajetória faz dele um dos presidentes com maior permanência política recente na Câmara de Custódia.



Anne Lucia Torres Campos de Lira
2023-2024

Anne Lucia Torres Campos de Lira assumiu a presidência da Câmara no biênio 2023–2024, tornando-se a primeira mulher a aparecer na relação histórica apresentada pelo Blog como presidente da Câmara Municipal de Custódia.

Sua trajetória política também ganhou destaque nas eleições municipais de 2024, quando concorreu ao cargo de vice-prefeita de Custódia.


Alisson Possidonio Amaral Santos
2025-2026

Alisson Possidonio Amaral Santos é o atual presidente da Câmara Municipal de Custódia, conforme o levantamento histórico publicado pelo Blog Custódia Terra Querida.

Sua gestão encerra, até o momento, a relação histórica iniciada com Ernesto Queiroz, em 1935.

Uma história que se confunde com a própria história de Custódia

Ao observar a relação dos presidentes da Câmara Municipal de Custódia, percebe-se que a história do Legislativo acompanha praticamente toda a trajetória institucional do município.

São mais de nove décadas de história, atravessando diferentes períodos políticos do Brasil: a Era Vargas, a redemocratização de 1945, o regime militar, a abertura política, a Constituição de 1988 e o período democrático contemporâneo.

Também chama atenção a presença de nomes que exerceram a presidência mais de uma vez, como José Neto Nunes de Lima, Flaviano Bezerra Feitosa, Joazito Rodrigues de Moura, Ronivaldo Pinto Barbalho e Ivanildo Luiz da Silva.

Outros presidentes se destacaram não apenas pela atuação parlamentar, mas também pela contribuição em outras áreas da vida custodiense. É o caso de Ernesto Queiroz, Ernesto Queiroz Júnior, José Pereira Burgos e José Soares de Melo, entre tantos outros.

Essa relação, portanto, não representa apenas uma sucessão de nomes e datas. Ela constitui um verdadeiro registro da memória política de Custódia, reunindo homens e mulheres que, em diferentes épocas, participaram das decisões que ajudaram a construir o município.

Preservar essa história é preservar também a memória daqueles que ocuparam a tribuna, participaram das decisões municipais e representaram diferentes gerações de custodienses.

Fonte principal: levantamento histórico publicado pelo Blog Custódia Terra Querida — Presidentes da Câmara Municipal de Vereadores [1935–2026].