Há histórias que continuam inspirando mesmo muitos anos depois. Uma delas é a de Vanete Almeida, filha de Custódia (PE), educadora popular, feminista e uma das maiores defensoras dos direitos das mulheres rurais no Brasil e na América Latina.
Antes de partir, Vanete deixou como última mensagem o livro "Lutando e Lutando", escrito durante o enfrentamento de um câncer. A obra reúne reflexões sobre saúde, vida, limites, coragem e perseverança, especialmente voltadas às mulheres do campo, transformando sua experiência pessoal em um legado de esperança.
Reconhecida internacionalmente, Vanete foi fundadora da Rede de Mulheres Rurais da América Latina e do Caribe (Rede LAC), participou da criação do Cecor, assessorou a Fetape e integrou o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. Sua trajetória também lhe rendeu importantes homenagens, como o Prêmio Cláudia (2002), a indicação ao projeto das Mil Mulheres para o Nobel da Paz (2005) e o Prêmio TRIP Transformadores (2009).
Natural de Custódia e moradora da comunidade de Jatiúca, em Santa Cruz da Baixa Verde, Vanete dedicou sua vida à organização política das agricultoras, tornando-se referência para gerações de mulheres sertanejas.
Relembrar o lançamento de "Lutando e Lutando" é manter viva a memória de uma mulher que transformou sua própria luta em inspiração para milhares de pessoas. Seu exemplo continua atual, mostrando que conhecimento, solidariedade e coragem também são sementes capazes de mudar o mundo.
Maria Vanete de Almeida, faleceu em 09 de Setembro de 2012, aos 69 anos, vítima de um câncer.
Preservar a história de Vanete Almeida é preservar a memória das mulheres que ajudaram a transformar o Sertão e o Brasil.








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