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Blog Custódia
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03 setembro, 2026
A inauguração do Mercado Público de Quitimbu em 1966
02 setembro, 2026
Custódia da minha infância - Zezé do Amaral França
Não é de muito longe. Quase de ontem, a Custódia da minha meininice. A gente sempre guarda uma saudade do que se chama “recordações da infância”...
Nasci nessa cidade, na casa nº 45; ficava no local onde se realizava a feira livre, em dia de segunda-feira. Esse quadro tinha a denominação de Praça 4 de Outubro. Hoje, a bonita Praça Padre Leão. Aí, está a Igreja da cidade. Nela, fui batizada, tendo como padrinhos: Euclides Amaral e Santa Ana.
Nesse imenso espaço, reunia-me com as meninas, para as brincadeiras de roda, cujas canções ainda são repetidas nas rodas atuais: academia desenhada no chão; pular corda, etc.
Época do Padre Antônio Duarte, vigário local. Como pedagogo nato, sabia lidar com a criançada, promovendo recreação, após o catecismo. Dramas, show, competição com distribuição de prêmios aos vencedores; declamação de poesias; cânticos, eram ensaiados. A escolha para se exercer determinados papéis era de conformidade com a habilidade das pequenas artistas. Sobressaíam: Osminda, Orcinda, Neusa, Durcília, Luiza Aleixo, Alzira Farias, Neuma Florêncio, Áurea, Maria Emília, Gerusa Amaral, entre outras.
Para cada acontecimento social ou político ou mesmo para prestar uma homenagem o Padre Duarte compunha estrofes, musicando-as. Foi o que aconteceu, quando o Prefeito Ernesto Queiroz favoreceu a cidade, com luz elétrica. Na inauguração, em 1939, foi feita, ao mesmo, uma homenagem e JOANY (hoje, primeira-dama) cantou:
só reinava escuridão
eram trevas e mais trevas
que pairavam na amplidão
Que horror, que coisa triste
Santo Deus, e Credo em Cruz
Mas por uma felicidade
Veio Ernesto e deu a luz.
Estribilho:
Digamos todos, e todos nós
Viva o Prefeito Ernesto de Queiroz.
FESTA DE SÃO JOSÉ — Repetiam as atrações externas, comuns às outras festas.
O novenário atrai os cristãos para louvar o querido padroeiro. O altar do Sacrário e sobre o mesmo, o nicho com a imagem do venerado, revestiam-se de maior beleza. Tudo era culminado com a procissão, pelas principais ruas da cidade. Ao chegar o andor, os sinos repicavam com mais insistência e a girândola estourava, aparecendo luminoso o retrato de São José.
DONA (Maria), a quem muitos dos custodienses a chamavam de Madrinha Dona, era uma pessoa singular. Lembro-me, que em sua casa, ao lado da Igreja, no seu quintal, mantinha um cercadinho onde cultivava: espirradeira, bogari, jasmim, alfinete de noiva, bambu, latinhas com bonina, crótons variados e outras plantas que resistiam à inclemência do verão sertanejo.
Mantinha, permanentemente, o altar do Santíssimo ornamentado com essas flores e folhagem.
MÊS MARIANO: Noiteiros, ladainha cantada, etc. As crianças, participantes do catecismo, no 1º dia de maio, vestidas de anjo, com asas trabalhadas com papel crepom e flores nas mãos, chegavam à Igreja cantando:
flores oferecer...
As enfrentantes das festas e do dia-a-dia da Igreja, além de Dona: Maria Josefina, Iaiá Florêncio, Ester Pires, etc.
SÃO JOÃO — O som da bandinha de pífanos e zabumba me fascinava. As barraquinhas eram freqüentadas. Fogueiras crepitantes esquentavam as noites juninas e as rodas, em torno das mesmas, indispensáveis. Delas, firmavam-se os compromissos com as madrinhas e padrinhos, abençoados por São João Batista.
Comida de milho, sim, essas não faltavam.
Nas casas, a imagem de São João, com seu inseparável carneirinho, cercada de flores e velas acesas num atestado de fé e religiosidade.
A iluminação discreta das lanternas oscilantes, penduradas nas janelas.
Portas abertas num abraço de luz e hospitalidade.
As moças agrupavam-se para as adivinhações: umas, vão colocar facas novinhas nos troncos polpudos de bananeiras; outras, enchem d'água bacias que ficavam ao relento; a adivinhação do ovo no copo para descobrir alguma mancha que denotasse uma igreja, terço ou então...
Os primeiros raios do sol surgem. É a hora de interpretar as adivinhações: correm algumas, debruçam-se sobre bacias para verem seus rostos retratados ou não na água.
Retiram a faca da bananeira, procurando descobrir o nome do futuro marido. Outra, levanta o guardanapo que esconde o copo feiticeiro: Uma torre! É de igreja! E a mocinha fica feliz com tão próximo casamento assegurado pelo milagroso santo. Figura de terço: convento ou ficar para titia.
Daí, as decifrações das adivinhações resultarem em alegrias ou insatisfações. Os balões eram atrações. Pontinhos trêmulos, na sua corrida efêmera de estrelas de papel... Na minha visão, era algo que subia em viagem; para onde?
Nunca descobri!
Despediam-nos da festa, já pensando no São João vindouro.
7 e 11 DE SETEMBRO — Desfile dos escolares. Farda nova ou a da diária, muito engomada. Nos cabelos, lacinhos verde-amarelo. O tênis branco complementava a indumentária. Alguém discursava, poesias eram recitadas e a bandeira do Brasil, hasteada. “Pátria”, nome ouvido com respeito, emoção e amor.
NATAL — Festa muito esperada. O Pastoril animava o povo. Armavam-se barracas. Nas minhas compras, não faltava a cestinha de papelão revestida de papel de seda em duas cores. Um dos artesanatos dessa época. Conteúdo: bolinhos e os deliciosos confeitos de mel de abelha. Bebia-se a famosa gasosa.
O carrossel e barcos de propriedade de Duda Ferraz, empurrados à mão, completavam nossa alegria. Sim, o vestido novo fazia-nos vaidosas. Meia-noite, a Missa do Galo, no patamar da Igreja.
Gradativamente, essas festas iam tomando nova fisionomia, chegando a vez da difusora “Duas Américas”, onde se ouvia dedicatória de canções da época.
ESCOLA — A aula era ministrada na sala de visita da professora. Conduzíamos o nosso tamborete. Professoras municipais: Betinha de D. Isabel, Rosinha e Maria Augusta Amaral (Manoca). Do Estado: Corsina Valença e Ivete Matos.
Depois, veio a construção do 1º Grupo Escolar “General Joaquim Inácio”, em 1944, na 2ª gestão do Prefeito Ernesto Queiroz. Os professores eram tidos como autoridades. Suas funções iam além do ensino.
MATURIDADE — Custódia chegou a sua idade adulta: Várias Escolas de 1º Grau, Hospital, três Bancos, oito farmácias, dois clubes sociais, mais de dois hotéis, casas comerciais variadas. A fábrica de doce Tambaú é de excelente qualidade. Bonitas casas residenciais e a cidade bastante estendida.
Fui acompanhando o seu progresso, visitando-a sempre. Daí, não me surpreender com a sua evolução.
Custódia da minha infância tem muito de que fazer saudades...
Ambientes, usos e costumes foram retocados pelas tintas da civilização.
Cresça mais CUSTÓDIA, e muito mais! Eu, agora, a vejo com olhos adultos.
Extraído do livro RETRATO ESCRITO VOLUMA I, publicado em Recife, em 1993.
Um dia de horror - Autor José Melo
Entretanto, o dia mais cruel para Custódia (de que me lembro) foi no final da década de setenta.
Conta-se que o primeiro bandido capturado foi obrigado a gritar pelos companheiros, na tentativa de localiza-los. Era noite, e de repente a luz apagou e ouviu-se um tiro. Imediatamente a luz voltou e o bandoleiro já estava caído no chão, com uma bala no ouvido. Outros dois foram metralhados no Cruzeiro, quando tentavam a fuga, pulando uma cerca.
Escapou apenas um dos assaltantes, de nome Eurípedes, assim mesmo porque que foi preso tentando a fuga, já dentro de um ônibus, próximo a Cruzeiro do Nordeste, pois ao entrar no mesmo deparou-se com um militar fardado, que o prendeu. Foi o único que escapou, e segundo comentários da época, quasae era morto na cadeia, por uma autoridade que revoltada com os fatos chegou a sacar a arma, sendo contida pelos policiais. Dias depois esse assaltante sumiu misteriosamente, durante as várias transferências de presídios. Esse foi o dia de maior violência que a cidade viveu, pelo menos no meu tempo.
[Diário de Pernambuco]: O audacioso furto de 5 milhões da prefeitura de Custódia-PE em 1965

Diário de Pernambuco
Edição 25 de Setembro de 1965
João Gracindo um dos autores do roubo, furtou do ex-prefeito Miguel José da Silva o valor dr Cr$ 5.078.451 em julho daquele ano.
Por Blog Custódia Terra Querida
Em 23 de setembro de 1965, as páginas do tradicional jornal Diário de Pernambuco traziam uma história policial inacreditável envolvendo diretamente o município de Custódia. O episódio reuniu um grande valor em dinheiro público, um desespero no ônibus, investigações policiais e a recaptura de um criminoso procurado em outro estado.
O Furto no Ônibus
Cerca de dois meses antes da publicação da notícia, o então prefeito em exercício de Custódia, o tenente reformado Miguel José da Silva, preparava-se para retornar à cidade. Ele embarcou em um ônibus da linha de Arcoverde carregando uma pasta de couro. Dentro dela havia documentos oficiais e a quantia exata de Cr$ 5.078.451 (cinco milhões, setenta e oito mil e quatrocentos e cinquenta e um cruzeiros), pertencente aos cofres da Prefeitura de Custódia.
Após se acomodar na poltrona e deixar a pasta sobre o assento, o prefeito desceu momentaneamente do veículo para pegar sua valise de viagem. Ao retornar ao seu assento, a surpresa: a pasta com todo o dinheiro havia sumido.
O relato da época descreve que, desorientado com a situação, o tenente Miguel Silva começou a procurar o pertence por todo o ônibus, indagando os passageiros sobre o paradeiro da quantia. Diante da busca infrutífera, ele dirigiu-se à Delegacia de Investigações e Capturas (DIC) para prestar queixa.
As Investigações e a Primeira Prisão
A polícia deu início às sindicâncias e ouviu mais de 20 suspeitos. As investigações apontaram para dois homens: João Gracindo da Silva (residente em Olinda) e José Marques Barbosa (morador de Abreu e Lima).
Os investigadores José Nildo, Francisco Pereira e Manuel Leopoldino localizaram os dois suspeitos em suas próprias residências e recuperaram o dinheiro integralmente. Pressionados no interrogatório pelo comissário João Medeiros, ambos caíram em contradições e confessaram a autoria do furto.
O Desfecho: Habeas Corpus e Latrocínio na Paraíba
O caso deu uma reviravolta logo após a primeira prisão: João Gracindo foi solto beneficiado por uma ordem de habeas corpus. No entanto, a liberdade durou pouco.
A polícia de João Pessoa (PB) enviou um telegrama informando que João Gracindo era, na verdade, um criminoso de alta periculosidade, já condenado pela Justiça paraibana a 26 anos de reclusão por crime de latrocínio (assalto à mão armada seguido de morte ou lesão grave).
A recaptura final ocorreu nas proximidades do velho cemitério de Olinda, efetuada pelo investigador Francisco Pereira, sob o comando dos comissários João Medeiros e José Armando Catende. O homem que tentou desviar os recursos da Prefeitura de Custódia acabou finalmente reconduzido à prisão para cumprir sua pena.
Nota de Contexto Histórico: O valor furtado em 1965 (mais de 5 milhões de cruzeiros) representava uma quantia expressiva para a época, um montante significativo para o orçamento municipal de Custódia na década de 1960.
Contexto do Período
O Tenente Miguel José da Silva governou Custódia como prefeito nomeado (interventor) entre 10 de outubro de 1964 e 28 de fevereiro de 1966, assumindo o cargo após o falecimento do prefeito eleito José Gonçalves Florêncio, durante o início do regime militar. Sua gestão tenha ficado marcada por ações como a inauguração do projeto inicial da Unidade Mista de Saúde Elizabeth Barbosa.
31 agosto, 2026
Samambaia "As emoções de uma jovem professora" - Sevy Oliveira

Vista parcial do povoado de Samambaia durante
Procissão de São Sebastião, padroeiro local.
Sevy Oliveira
Livro "Caminhos do Afeto" lançado em 2004
Editora Bagaço
O caos na feira - Fernando Florêncio
A feira livre de Custódia sempre foi uma das maiores e mais movimentadas da região do Moxotó. Sendo uma cidade em termos populacionais, menor que suas vizinhas Serra Talhada, Arcoverde, Afogados, mesmo assim a feira de Custódia suplantava as feiras da vizinhança. Mascates de todos os lugares era presença garantida na feira cujo gigantismo ocupava toda a praça principal e as ruas adjacentes.
Frutas e verduras vinham de Triunfo, roupas de Caruaru, milho, feijão de corda eram de arranca era da produção local.
Meu pai, Zé Daniel, tinha uma bodega na esquina do beco de Zuca Pinto, vizinha à barbearia de Zé Nego.
Sonrisal, um comprimido que parecia uma bolacha, era vendido na Farmácia Pereira para tratar de “queima”, que não era nada mais, nada menos que azia.
Chegou à bodega um matuto (termo usado para identificar o pessoal que vinha da roça), com um sonrisal na mão e pediu a minha mãe, Dona Laura, que ajudava meu pai na vendinha, um copo dágua.
Acho que não explicaram ao homem que aquele comprimido parecendo uma bolacha, precisava ser diluído no copo d’água para poder ser tomado.
O Matuto jogou o sonrisal inteiro na boca, como engoliu não se sabe, e imediatamente tomou a água.
Dizem que quando o sonrisal recebeu a água, já na barriga começou a ferver por dentro, o homem danou-se a gritar, que estava sendo sufocado, sem fôlego e sentindo “coscas no bucho”, desabotou o cinturão e começou a dar massagem na barriga, e a andar desesperado pelos cantos da venda, com os olhos esbugalhados e
dando cada arroto de assombrar. Era como se tivesse tomado sozinho um litro de coca-cola quente. Não ficou ninguém dentro da venda até o matuto vomitar aquela explosiva mistura.
Curou-se com uma gelada de morango de gelo raspado vendida em garrafas imundas, por um cabra que vinha de Sertânia. Imaginem o quadro.
Nunca imaginamos, eu e Pedro de Dona Izaque, o efeito devastador que teria sobre a feira de Custódia, a soltura de um casal de jumentos, estando a jumenta no cio, no meio daquele povão.
A matutada que vinha montada para a feira, amarrava seus animais lá “nas gramas”. Naquela área gramada que usávamos como campo de futebol, bem ali no comecinho da Várzea, bem em frente à casa de Seu Luiz Amaral.
Hoje o CLRC - Clube Lítero Recreativo de Custódia, ocupa parte daquela área. Os animais ficavam amarrados na cerca do Sítio de Dona Nita e se alimentavam da grama.
Eu desamarrei um jumento forte, liso de tão gordo, enquanto Pedro procurava uma jumenta que estivesse com “as partes” bem inchadas, sinal de cio intenso.
Aproximamos os dois e a paquera começou, acompanhada de coices dela e relincho dele.
Como nada acontece por acaso, a jumentinha se fez de difícil e o jumento tal qual um tarado obsessivo, passou a morder-lhe o pescoço.
A jumenta acuada, disparou em direção ao beco de Valentin, com o jumento atrás mostrando as armas, exibindo a espada fora da bainha. Adentraram ao ambiente da feira, levando logo pelos peitos a banca de feira de Anizio Batista. Derramou tudo. Foi sabonete gessy, e brilhantina glostora pra todo lado.
Algumas moças da nossa sociedade fugindo daquele quadro dantesco, mesmo em desabalada carreira, conseguiram algumas latinhas de pó “promessa,” famosa Cashemere Bouquet, que estavam esparramadas pelo chão da feira.
Mais abaixo, o casal de jegues pegou de frente as bancas de roupas que ficavam em frente à Casa Gois, sem deixar nenhuma de pé. Como era época de seca, muita gente pensou que a feira estava sendo saqueada pelos retirantes. A correria foi de fazer medo. Teve feirante que deu até tiro pra cima para acalmar aquele povão.
Mesmo assim ainda roubaram muitas coisas dos feirantes. Eu corri logo para casa a fim de arranjar a desculpa de que não teria nada a ver com aquela desordem.
E o jumento enlouquecido, continuava na feroz perseguição à pobre jumenta, que aquela altura procurava um refúgio. Inicialmente tentou a Padaria de Seu João Miro, foi na Casa Gois, as portas batiam na sua cara impedindo a entrada, sendo enfim alcançada pelo jumento no beco de Pedro Rafael. Beco sem saída, fechado na outra extremidade pelo caminhão de João Bernardo. Aí não teve jeito. Acabou a resistência, capitulou, entregou os pontos e fez-se a luz.
Depois, como que habituados ao local aonde eram amarrados pelos seus respectivos donos, o casal de jumentos seguiu calmamente em direção às gramas e a feira que normalmente acabava por volta das seis da tarde, naquela segunda-feira, os feirantes arrumaram o que sobrou daquele terremoto e foram embora antes das quatro.
Crônica faz parte do livro FOI ASSIM - UMA HISTÓRIA AUTOBIOGRAFICA - 2010
Para adquirir entrar em contato pelo e-mail: florencio.fernando@hotmail.com
29 agosto, 2026
Em 2009, Alepe e TCE homenagearam Constituintes de 1989; Luiz Epaminondas Filho foi um os contemplados
A sessão solene ocorreu no dia 5 de outubro de 2009, data em que se comemorou o aniversário de 20 anos da promulgação da Constituição do Estado de Pernambuco de 1989.
O auditório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) foi cedido para a Assembleia Legislativa (ALEPE) porque o plenário da sede do Poder Legislativo estava passando por reformas na época.
Entre os agraciados com a comenda (in memoriam) está o ex-prefeito de Custódia, Luiz Epaminondas Filho. Sua inclusão no grupo de homenageados reafirma a relevante participação do sertão no processo legislativo que resultou na elaboração da Carta Magna de Pernambuco, promulgada após a redemocratização do país.
A Honraria e o Patrono
A comenda levou o nome do deputado João Ferreira Lima Filho, que presidiu os trabalhos constituintes no final da década de 1980. Figura marcante na política pernambucana, João Ferreira Lima foi prefeito dos municípios de Aliança e Timbaúba, secretário de Saúde no primeiro governo de Miguel Arraes (1963-1964) e exerceu diversos mandatos na Alepe.
A cerimônia reuniu ex-parlamentares, familiares dos constituintes já falecidos e autoridades estaduais no auditório do TCE-PE, cedido especialmente para acomodar a solenidade do Poder Legislativo.
Receberam a Medalha, a saber:
1- João Ferreira Lima Filho (in memoriam)
2- Felipe Coelho (in memoriam)
3- Carlos Lapa
4- José Humberto Barradas
5- Geraldo Barbosa
6- Gilvan Coriolano
7- Manoel Ferreira
8- Marcus Cunha (relator)
9- Ademir Cunha
10- Adolfo José da Silva
11- Álvaro Ribeiro
12- Antonio Mariano
13- Argemiro Pereira
14- Arthur Corrêa de Oliveira (in memoriam)
15- Carlos Porto
16- Roberto Fontes
17- Clodoaldo Torres
18- Eduardo Araújo
19- Fausto Freitas
20- Fernando Pessoa
21- Cintra Galvão
22- Garibaldi Gurgel
23- Geraldo Pinho Alves Filho
24- Geraldo Coelho
25- Henrique Queiroz
26- Inaldo Lima
27- Ivo Tinô do Amaral
28- João Lyra Filho (in memoriam)
29- João Coelho
30- Joel de Holanda
31- José Aglailson
32- José Liberato (in memoriam)
33- José Áureo Bradley
34- José Cardoso (in memoriam)
35- José Amorim
36- José Humberto Cavalcanti
37- Mendonça Filho
38- Luiz Epaminondas (in memoriam)
39- Manoel Alves de Souza
40- Manoel Ramos
41- Manoel Luna (in memoriam)
42- Marcantônio Dourado
43- Lúcia Heráclio
44- Maviael Cavalcanti
45- Murilo Paraíso (in memoriam)
46- Newton Carneiro
47- Osvaldo Rabelo (in memoriam)
48- Paulo Guerra Filho
49- Pedro Eurico
50- Ranilson Ramos
51- Roldão Joaquim
52- Almeida Filho
53- Severino Cavalcanti
54- Sérgio Guerra
55- Valdemar Ramos
56- Vanildo Ayres (in memoriam)
57- Vital Novaes.
Link da Alepe: CLIQUE AQUI
Matéria enviada por Francisco Lima Leite "Chico Elizeu" em 06 de Outubro de 2009.
28 agosto, 2026
A vida das ruas - Autor: José Carneiro
As ruas são a vida da cidade. Alegre e animada, a Várzea. Não era a rua principal, mas, na época, a mais movimentada de Custódia. Nela estavam localizados cerca de dez estabelecimentos públicos e privados, a saber:
1) o Cartório de Notas e Registro Geral de Imóveis, a cargo do Tabelião Manoel Marinho de Resende, Né Marinho;
2) o motor da luz, movido a diesel, que iluminava a cidade, chamado de motor de Zé de Izaias e Bernabé;
3) a Escola Estadual Sete de Setembro;
4) o Posto de Saúde do Estado, denominado Dispensário, contando com o pronto atendimento de Antônio do Posto e Aíde Calado;
Tanino extraido em Custódia,era noticia em Jornal da Manhã de Recife
Edição de 26 de Setembro de 1931.
Este, em ligeiras pinceladas, o perfil de uma das mais festejadas ruas do passado de Custódia. Quem quiser saber mais sobre ela, leia a saborosa crônica de Jailson Vital, a Várzea, no blog Custódia Terra Querida. (Clique Aqui)
Na infância brinquei muito na Várzea. Grandes saudades.
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