22 outubro, 2026

Resgate Histórico: O projeto de 1947 que planejou integrar Custódia ao progresso rodoviário

 



No final da década de 1940, o Sertão pernambucano vivia um momento decisivo de reorganização e busca por desenvolvimento no pós-guerra. Em uma edição do jornal Diario de Pernambuco de 22 de outubro de 1947, os deputados estaduais Gomes de Sá, Justino Alves e Moury Fernandes apresentaram à Assembléia Legislative um projeto de lei que redefiniria o Plano Estadual de Rodovias Intermunicipais e Interestaduais para o exercício financeiro de 1948 e anos seguintes.

Para Custódia, o projeto trouxe duas proposições de extrema relevância estratégica:

  1. A rota até o Airi (Floresta): A inclusão do trecho de 80 km que saía de Sítio dos Nunes (Flores), cruzando o território custodiense — integrando vilas e fazendas históricas como Betânia, Cunhães e Soares (município de Custódia) — em direção ao povoado do Airi e à estrada de Ibimirim a Floresta.

  2. A ligação com Macacos (Afogados da Ingazeira): O trecho de 30 km que ligava diretamente a cidade de Custódia à vila de Macacos, passando por Quitimbu, permitindo o acesso à estrada de Sertânia e Afogados, com rota direta para o estado da Paraíba.

O que isso representou para Custódia na época?

Naquele período, abrir rotas e garantir estradas de rodagem significava romper o isolamento geográfico e econômico do interior do estado. Para o município de Custódia, a aprovação dessa legislação representou:

  • Desenvolvimento e Escoamento Agrícola: As fazendas e comunidades rurais (como Cunhães e Soares) passavam a figurar oficialmente no mapa de infraestrutura do estado, facilitando o transporte da produção agropecuária local para centros urbanos regionais.

  • Integração Regional e Interestadual: A conexão direta com o Sertão do Pajeú (Afogados da Ingazeira), o Moxotó (Sertânia) e o estado vizinho da Paraíba colocava Custódia no caminho dos grandes eixos de circulação de mercadorias e passageiros.

  • Reconhecimento Político e Territorial: O registro formal de vilas, povoados e limites municipais em documentos estaduais reafirmava a importância de Custódia na malha territorial de Pernambuco, pavimentando o caminho para o crescimento urbano e comunitário que veríamos nas décadas seguintes.

Confira abaixo a transcrição na íntegra do recorte do jornal de 1947 e acompanhe este capítulo da nossa história!



Diário de Pernambuco
Edição 30 de Setembro de 1947


Novos projetos de lei apresentados á Assembléia Legislativa do Estado – Alcançarão os exercicios financeiros de 1948 e subsequentes

Pelos deputados Gomes de Sá, Justino Alves e Moury Fernandes, foi apresentada, ontem, na Assembléia Legislativa, um projeto de lei, incluindo no plano estadual das rodovias intermunicipais e interestaduais, a serem construidas nos exercicios financeiros de 1948 e subsequentes, as seguintes estradas:

I — da vila de Sitio dos Nunes, municipio de Flores, á vila do Airi (antiga Rochedo) do municipio de Floresta, atravessando as fazendas São Gonçalo, Malhada do Boqueirão, povoado São Caetano, vila de Betania e ainda as fazendas Cunhães e Soares (municipio de Custodia) e Boqueirão da Serra Preta (municipio de Floresta) num percurso aproximado de 80 quilometros, ligando a estrada tronco central do Estado á estrada de Ibimirim a Floresta;

II — da cidade de Maniçobal (Pernambuco) á vila de Jati (antiga Macapá) do Estado do Ceará, ligando á estrada transnordestina, num percurso de 40 quilometros, sendo: 18 no territorio pernambucano e 22 no territorio cearense;

III — da cidade de Ouricuri (Pernambuco) á cidade de Paulistana (Piaui), passando pela vila de Manacá (antiga Barra de São Pedro), num percurso aproximado de 100 quilometros, sendo: 40 no territorio pernambucano e 60 no territorio piauiense, ligando a estrada tronco central do Estado ao ponto terminal da estrada de ferro Leste-Bahiana (antiga Petrolina-Teresinha); e,

IV — da cidade de Custodia á vila de Macacos do municipio de Afogados da Ingazeira, passando pelo povoado 'Quitimbu', num percurso de 30 quilometros, ligando a estrada tronco central do Estado á estrada de Sertania e Afogados da Ingazeira, que tem penetração no Estado da Paraiba.

Pelo mesmo projeto, fica o governo autorizado a entrar em entendimento com os do Ceará e do Piaui, para que em cooperação sejam construidas, dentro de um plano racional, as rodovias interestaduais de que tratam os incisos II e III.


21 outubro, 2026

A política tem ideologia? - por Francisco Alves (Psicanalista Clínico)




A POLÍTICA TEM IDEOLOGIA?

Por Francisco Alves – Psicanalista Clínico


Estamos nos aproximando do segundo turno das eleições e, ao me recordar de alguns capítulos da novela Mar do Sertão, passei a refletir sobre os destinos do nosso país. Compartilho aqui minhas reflexões, que, certamente, não agradarão a todos.

Candoca, personagem interpretada pela atriz Isadora Cruz na novela Mar do Sertão, exibida pela Rede Globo entre 2022 e 2023 (estreou em 22 de agosto de 2022 e terminou em 17 de março de 2023), “Candoca”, era médica na fictícia cidade de Canta Pedra. Em determinado momento da trama, ela escreve um texto sobre os poderosos daquela região. A reflexão apresentada na novela parece retratar, em muitos aspectos, a realidade política que ainda observamos em nosso país, nos estados e municípios.

Quando falamos de corrupção, precisamos compreender que ela afeta diretamente o bem-estar de todos nós, cidadãos brasileiros. Quando aqueles que detêm o poder decidem cortar investimentos essenciais em educação, saúde, segurança pública e habitação, comprometem direitos fundamentais da população.

Mais grave ainda é quando recursos públicos, que deveriam ser destinados ao atendimento das necessidades coletivas, são desviados para interesses particulares. Os agentes públicos que praticam tais atos têm o dever de conhecer os princípios constitucionais que orientam a administração pública. A corrupção, além de representar uma violação da confiança depositada pela sociedade em seus representantes, contribui para aprofundar as desigualdades sociais e econômicas no país, nos estados e nos municípios.

Se olharmos para nossa cidade, entre tantas outras, perceberemos que também enfrentamos questões semelhantes às retratadas no folhetim televisivo. A busca pela permanência no poder, a tentativa de eleger aliados para garantir a continuidade de determinados grupos políticos, o receio de denúncias e o enriquecimento incompatível com os rendimentos declarados são temas que exigem atenção, investigação responsável e transparência.

Diante disso, pergunto: em que momento determinados os políticos perderam a moral, a consciência humana e a dignidade que tanto afirmaram possuir durante as campanhas eleitorais, quando percorriam as casas dos cidadãos em busca de votos?

Trago para esta reflexão uma frase célebre atribuída a Rui Barbosa, cuja força permanece atual: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”

Quantas vezes já ouvimos essas palavras? E, diante delas, pergunto: o que mudou?

A sensação de que pouca coisa mudou nasce da repetição de escândalos, da lentidão de determinados processos e da percepção de que nem todos são responsabilizados da mesma maneira. Quando a impunidade prevalece, a confiança nas instituições enfraquece e a sociedade corre o risco de se acostumar com aquilo que jamais deveria considerar normal e voltar a um tempo ora sombrio.

No campo das relações de poder, há agentes que não toleram aqueles que se recusam a ser manipulados ou que denunciam contratos suspeitos, licitações direcionadas e possíveis superfaturamentos. Por isso, mecanismos de fiscalização independentes, órgãos de controle atuantes e uma imprensa livre são indispensáveis à proteção do interesse público. Acusações, contudo, precisam ser apuradas com responsabilidade e comprovadas pelos meios legais.

Recordo-me também de uma frase frequentemente atribuída a Jô Soares: “A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa.”

A frase provoca uma reflexão incômoda: até que ponto a sociedade permite que práticas condenáveis continuem se repetindo?

Acabamos, muitas vezes, assistindo à formação de grupos políticos que se reorganizam a cada eleição para preservar seus próprios interesses, como se a máquina pública pertencesse a quem ocupa temporariamente o poder, e não à população que a sustenta.

Nesse contexto, vale beber na fonte e recordar outra frase atribuída a Millôr Fernandes:“Acabar com a corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder.”

A ironia é contundente. Muitos candidatos apresentam o combate à corrupção como uma de suas principais bandeiras, mas a sociedade precisa avaliar se suas ações, depois de eleitos, correspondem às promessas feitas durante a campanha.

A corrupção tem ideologia?

A verdade é que a corrupção política não deveria ser tratada como um problema exclusivo de uma ideologia, de um partido ou de um grupo específico. Ela pode se manifestar em diferentes campos políticos sempre que interesses particulares se sobrepõem ao interesse coletivo.

Por isso, a frase que inspira este artigo merece atenção:

“A corrupção política tem ideologia: o dinheiro público!” — frase atribuída a Saint-Clair Mello.

O dinheiro público pertence à sociedade. Sua destinação deve obedecer à lei, à transparência, à responsabilidade administrativa e às necessidades da população. Quem utiliza o poder para se apropriar de recursos coletivos ou favorecer interesses particulares deve ser investigado e, quando comprovada a irregularidade, responsabilizado na forma da lei.

Entretanto, não é exatamente isso que desejamos ver acontecer? Queremos que cada recurso destinado à educação, à saúde, à segurança e à assistência social cumpra sua finalidade. Queremos que o dinheiro público chegue às crianças, às famílias, aos trabalhadores, aos idosos e a todos aqueles que dependem de políticas públicas eficientes.

É nesse ponto que o personagem Sabá Bodó, interpretado por Welder Rodrigues em Mar do Sertão, se torna uma referência interessante para esta reflexão. A trama apresenta, por meio da sátira, os comportamentos de um gestor político que trata o poder e os recursos públicos com irresponsabilidade.

A ficção, nesse sentido, funciona como um espelho: permite que reconheçamos comportamentos que merecem ser questionados na vida real. Não se trata de afirmar que toda administração pública seja corrupta, mas de compreender que o exercício do poder exige fiscalização permanente, responsabilidade e compromisso com o cidadão.

Pior ainda é quando irregularidades são descobertas, os responsáveis são processados e, depois de cumprirem as determinações judiciais, alguns retornam à vida pública sem que a sociedade tenha percebido uma mudança efetiva de comportamento. A responsabilização precisa produzir consequências, e a prevenção deve impedir que os mesmos mecanismos voltem a funcionar.

Será que precisamos conviver indefinidamente com essa realidade? Será esse o Brasil que desejamos para nossos filhos e netos? Será esse o país que queremos deixar às próximas gerações?

Claro que não!

Há uma frase popular, frequentemente atribuída a “Lord Chesterfield”, que compara políticos a fraldas, defendendo que ambos deveriam ser trocados periodicamente. A comparação é provocativa, mas a verdadeira mudança não depende apenas da substituição de pessoas: exige instituições fortes, participação popular e compromisso ético.

Também é necessário reconhecer que a política não pode ser reduzida à busca por vantagens pessoais. Embora interesses façam parte da vida política, o exercício legítimo do mandato exige responsabilidade, respeito à lei e compromisso com o bem comum. E, naturalmente, existem políticos honestos e comprometidos com a sociedade, que não devem ser confundidos com aqueles que traem a confiança pública.

Existe, ainda, uma questão mais profunda: a deformação da consciência política coletiva. Quando parte da população aceita favores em troca de votos, tolera irregularidades por conveniência ou se deixa seduzir por promessas impossíveis, cria-se um ambiente favorável à perpetuação de práticas que prejudicam a coletividade.

Essa reflexão, inspirada em ideias atribuídas a “Renée Venâncio”, ele nos convida a perguntar: será que estamos escolhendo nossos representantes com a consciência necessária ou apenas reproduzindo velhos hábitos políticos? 

De vez em quando, encontramos pessoas dispostas a mudar o mundo. Quem não deseja uma sociedade melhor? Muitos defendem reformas políticas, mudanças institucionais e até alterações profundas na organização do Estado. As reformas podem ser necessárias, mas nenhuma delas será suficiente se não vier acompanhada de educação cidadã, consciência crítica e participação popular.

A Constituição Federal não é um documento sem valor. Ela representa um marco fundamental da organização democrática brasileira e estabelece direitos, deveres e limites para o exercício do poder. Qualquer proposta de mudança deve ser debatida com responsabilidade, respeitando os princípios democráticos e as garantias fundamentais.

A transformação começa quando o cidadão compreende que a democracia não se resume ao ato de votar. Ela também exige acompanhar os mandatos, fiscalizar as contas públicas, cobrar resultados, denunciar irregularidades e participar das decisões que afetam a comunidade.

Portanto, pensemos naqueles que lutaram e sacrificaram suas vidas pela liberdade e pelademocracia. Honrar essa história significa defender as instituições, respeitar as leis e não permitir que o poder público seja transformado em instrumento de enriquecimento pessoal.

E a nossa cidade? E o nosso estado? E o nosso país?

Quem são as pessoas que se apresentam como nossos representantes? Cumpriram os compromissos assumidos durante a campanha? Suas decisões correspondem às necessidades da população? Há transparência na utilização dos recursos públicos? As despesas, os contratos e as licitações podem ser acompanhados pelos cidadãos?

Também é legítimo questionar a evolução patrimonial dos agentes públicos, desde que isso seja feito com responsabilidade, respeito à privacidade e observância dos mecanismos legais de fiscalização. A constituição de holdings ou a participação em empresas no exterior, por exemplo, não constitui, por si só, prova de irregularidade. 

O que importa é verificar a legalidade das operações, a origem dos recursos, a compatibilidade patrimonial e o cumprimento das obrigações de declaração e transparência aplicáveis.

Creio que a mudança política começa quando nós, os eleitores, passamos a utilizar conscientemente o voto, uma das mais importantes ferramentas de participação democrática. Não basta escolher alguém porque pertence ao nosso partido, compartilhanossas preferências ou promete resolver todos os problemas. Precisamos analisar sua trajetória, suas propostas, sua conduta e seu compromisso com o interesse público.

Depois da eleição, nossa responsabilidade não termina. Devemos acompanhar os atos dos eleitos, exigir transparência e cobrar o cumprimento dos compromissos assumidos. Uma nova política não nasce apenas da substituição de nomes, mas da construção de uma cultura de honestidade, responsabilidade e respeito à coisa pública.

Finalizo com uma reflexão frequentemente atribuída a Maquiavel:

“Um povo que aceita passivamente a corrupção não merece a liberdade, merece a escravidão.”

Independentemente da autoria exata dessa frase, sua mensagem nos leva a pensar sobre o preço da omissão. A liberdade democrática exige cidadãos conscientes, instituições responsáveis e representantes submetidos à lei.

E deixo, por fim, uma última reflexão:

Um país cujas instituições públicas e privadas são corroídas pela corrupção compromete seu próprio futuro. Quando as leis deixam de ser aplicadas com justiça, quando o interesse particular prevalece sobre o bem comum e quando a sociedadeperde a confiança nas instituições, a democracia se enfraquece.

Não podemos aceitar que o passado de erros determine o futuro das próximas gerações.

A corrupção não deve ter partido, cor ou ideologia. Deve ter consequência legal sempre que comprovada.

E a honestidade não pode ser apenas uma promessa de campanha: precisa ser um princípio permanente do exercício do poder.

A mudança começa no voto, continua na fiscalização e se consolida na consciência de cada cidadão.

(*) Os artigos e opiniões assinados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião deste blog."

16 outubro, 2026

Francisco Pereira da Nóbrega Sobrinho: o magistrado que administrou Custódia durante a redemocratização de 1946.


 

Origens e Formação Acadêmica

Francisco Pereira da Nóbrega Sobrinho nasceu em 30 de maio de 1896, na cidade de Campina Grande (PB), filho de José Gorgonho da Nóbrega e Ana Florípedes de Medeiros. Ingressou no ensino superior e bacharelou-se em Direito pela tradicional Faculdade de Direito do Recife, instituição de grande relevância na formação jurídica e política do Nordeste brasileiro.

Vida Familiar

Em 31 de dezembro de 1917, casou-se em sua cidade natal, Campina Grande, com Iracema Carneiro da Cunha Nóbrega (1901–1969). Da união nasceram cinco filhos:

  • Mozart Pereira Nóbrega (1918–2008)

  • Maria Pereira da Nóbrega Sobrinha (1920–Falecida)

  • Walter Pereira da Nóbrega (1922–1990)

  • Maria de Lourdes Nóbrega (1927–2006)

  • Fernando José Pereira da Nóbrega (1940–2007)

No âmbito das conexões familiares regionais, vale registrar que uma de suas filhas casou-se com o irmão de José Gonçalves Florêncio, importante figura política que também exerceu o cargo de prefeito do município de Custódia (PE).

Atuação Jurídica, Intelectual e Social

Magistrado de carreira, Francisco Pereira da Nóbrega Sobrinho atuou como Juiz de Direito na Comarca de Caicó (RN) ao longo da década de 1950 (1950–1960), vindo posteriormente a ascender ao cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça.

Além do trabalho no Poder Judiciário, notabilizou-se por sua vida intelectual e postura pública engajada, sendo colaborador frequente do jornal A Folha e participante ativo nos debates sociais e comunitários de sua época.

Gestão Pública como Interventor em Custódia (PE)

Em 23 de fevereiro de 1946, foi nomeado Prefeito de Custódia (PE) pelo Interventor Federal no Estado de Pernambuco, por meio do Ato nº 565.

Durante sua gestão executiva, promoveu relevantes melhorias na infraestrutura municipal. Entre suas realizações destacadas esteve a edificação da nova Cadeia Pública de Custódia (atualmente desativada) — obra articulada com o auxílio do líder local José Pires Ferreira (Zuzu Pires) e executada pelo construtor Duda Ferraz. A nova edificação substituiu as instalações prisionais antigas, que funcionavam precariamente em um incômodo cômodo anexo à sede do P.T.B. e que carecia de condições mínimas de uso.

Francisco permaneceu no cargo até 5 de dezembro de 1946, quando foi exonerado pelo Ato nº 2.816 do Interventor Federal, sendo sucedido na liderança do Executivo local por Jerônimo de Souza Neto.

Fim da Vida e Memória

Aposentou-se no ápice da carreira magistrada como Desembargador. Faleceu no dia 14 de agosto de 1978, na cidade de Natal (RN), aos 82 anos. Seu corpo foi sepultado na cidade de Caicó (RN), município com o qual manteve forte vínculo profissional, afetivo e comunitário durante a vida.

(*) Trabalho de pesquisa realizado por Paulo Peterson, com apoio de Ogival Gorgonho da Nóbrega e seu filho Onassis.

15 outubro, 2026

Formatura do Curso de Magistério do Colégio Municipal Ernesto Queiroz (1988)

 



Você lembra do Curso de Magistério do Colégio Municipal Ernesto Queiroz? 

Uma imagem histórica de dezembro de 1988, registrada no Centro Lítero Recreativo de Custódia, durante cerimonia de formatura do Curso de Magistério, na foto, o Diretor da época, o Advogado Dr. Pedro Pereira Sobrinho, ao lado das alunas formandas: Maria José de Gois (Mazé), Maria Bernadete Simão (Beta) e Rosa Amaral Pereira (Rosa de Zé de Nazário .)

Biografia Ernesto Alves de Queiroz

 


Ernesto Alves de Queiroz nasceu em 20 de julho de 1898 na Fazenda Malhadinha, em Sertânia, filho de Francisco Alves de Queiroz Neto e Alvará de Goes de Melo. Homem de estatura alta e presença marcante, destacava-se pelo temperamento alegre, calmo e acolhedor, de fala pausada e modos cavalheirescos.




Casou-se com Dona Maria Josefina Gomes de Sá, com quem teve quatro filhos: Ernesto Queiroz Júnior (Ernestinho), José Elídio de Queiroz (Zito), Maria José de Sá Queiroz (Zita) e Maria das Graças de Sá Queiroz (Gracinha). Como primeira data em 3 gestões, exerceu o cargo de Prediente da Legião Brasileira de Assistência (LBA) atuando em atividades sociais no municipio. Uma marca registrada de sua atuação. 

Figura central e uma das personalidades políticas e empresariais mais influentes da história de Custódia, Ernesto construiu uma sólida trajetória pública. Em 1935, atuou como vereador e tornou-se o primeiro Presidente da Câmara de Vereadores do município, função que exerceu até 1937. Entre 1945 e 1947, trabalhou como tabelião em Pedra de Buíque. Na gestão executiva, esteve à frente da prefeitura de Custódia por três mandatos: de 1939 a 1944, de 1947 a 1951 e de 1959 a 1963.

Com grande carisma e habilidade social, fazia de sua casa um ponto de encontro aberto a todos. Ampliou sua rede de apoio e influência apadrinhando diversas crianças na região, cultivando uma vasta teia de compadres que fortalecia suas bases políticas. Filiado à União Democrática Nacional (UDN), manteve o domínio político da municipalidade por cerca de cinco décadas — diretamente ou por meio de correligionários de sua confiança —, consolidando uma liderança marcante no cenário local, ainda que enfrentasse a forte oposição do Partido Social Democrático (PSD) em nível estadual.

Reconhecido por sua integridade e honestidade na administração pública, manteve-se como um cidadão respeitado e generoso. No entanto, a dedicação à vida pública cobrou um alto preço financeiro e pessoal: para custear suas campanhas e atividades políticas, desfez-se de bens como a propriedade rural Várzea Limpa e a Bolandeira da cidade, vivendo de forma sóbria em seus últimos anos.

Foi uma figura central na administração da cidade:  

1.ª Gestão (1939–1944): Nivelamento de calçadas, inauguração da luz elétrica na sede (novembro de 1939), construção de escolas rurais, serviço de meio-fio, campo de pouso e o Açude Público de Boa Vista.   

2.ª Gestão (1947–1951): Construção da Escola General Joaquim Inácio, da Cadeia Pública, reforma do Açougue Público (posterior sede da Prefeitura/Fórum), posto de saúde estadual e escolas nos distritos (Samambaia, Caiçara, Ingá).   

3.ª Gestão (1959–1963): Criação do anexo do Grupo Escolar General Joaquim Inácio (onde funcionou o Ginásio Pe. Leão), calçamento da Praça 20 de Julho, convênios com a CHESF e DAE para iluminação de Paulo Afonso e abastecimento de água, e desapropriação de prédios na Av. Dr. Manoel Borba.   

Legado: Exerceu o cargo de auxiliar de fiscalização até ao seu falecimento em Caruaru, a 27 de dezembro de 1964. Em 1978, no cinquentenário de Custódia, foi erguido um busto em sua homenagem na praça que leva o seu nome Ernesto Alves de Queiroz.
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Fonte: Maria José de Sá Queiroz (Zezita Queiroz)

14 outubro, 2026

A Associação Quilombola de Buenos Aires convida todos os moradores e moradoras para uma reunião muito especial


📢 CONVITE IMPORTANTE PARA A NOSSA COMUNIDADE! 

📢   A Associação Quilombola de Buenos Aires convida todos os moradores e moradoras para uma reunião muito especial!  

Contaremos com a presença de membros da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco), parceira da nossa luta, para dialogar, orientar e somar esforços pelo fortalecimento da nossa comunidade.   

📌 Pautas da reunião:   

🌱 Preservação do Meio Ambiente: Como cuidar da nossa natureza, recursos e do nosso território.

❤️ Promoção de Saúde: Informação, prevenção e mais qualidade de vida.

🐾 Saúde Animal: Cuidados e bem-estar dos nossos animais.

🏠 Outros Assuntos Importantes: Moradia e demais demandas da associação.  

📅 Data: Sexta-feira, 16 de outubro de 2026   ⏰ Horário: 8h da manhã  

Local: Sede da Associação Quilombola do Buenos Aires

 ✊ Sua presença é fundamental! Vamos conversar, trocar ideias e construir juntos um futuro melhor para nossa comunidade.

 

História do Distrito de Caiçara: Família, Cultura e o Desenvolvimento do Povoado em Custódia-PE

 


1. Origem e Formação Familiar (Séculos XVIII a XX)

A história da comunidade tem suas raízes no século XVIII, quando a família Rodrigues de Melo, de origem e tradição católica, migrou do Rio Grande do Norte e se estabeleceu na região como proprietária das terras. Inicialmente, o local recebia o nome de "Logradouro".

A mudança para a denominação Caiçara ocorreu após uma forte enchente do Rio Cupiti, nos anos de 1923 e 1924 (primeiro quartel do século XX). As águas do rio transbordaram e destruíram as cercas do curral e da residência dos irmãos Rodrigues de Melo, deixando um grande acúmulo de varas, galhos e troncos — estrutura que remetia a uma caiçara. Nesse mesmo período, fixou-se na parte sul do território o vaqueiro Dodô Rodrigues de Melo, acompanhado de seus três irmãos, a serviço do fazendeiro e criador de gado José Américo.

A família Rodrigues de Melo expandiu-se na localidade por meio de casamentos consanguíneos, formando um clã com antepassados comuns. Entre os pioneiros que enfrentaram as adversidades iniciais para desenvolver a pecuária e a agricultura nas terras destacam-se os irmãos Joaquim, José e João Alfredo (conhecido como "Sr. Benzinho").

2. Tradições Culturais, Religiosidade e Sociedade

A vida comunitária em Caiçara sempre foi marcada pelas festas tradicionais e pela forte expressão religiosa e artesanal:


Capela do Sagrado Coração de Jesus
Foto: Anderson Nunes

  • Religiosidade: Na festa do novenário de Santana, a comunidade reunia-se em frente às casas com tocadores de pífano (como João Paulo, Luiz de Janja e Godofredo), bacamarteiros, sanfoneiros e barracas de comidas típicas. A devoção levou à construção da Capela do Sagrado Coração de Jesus no centro do povoado, em terreno doado por Júlia Clara de Melo e sob a liderança comunitária de Áurea Clara de Melo. O Padre Josef Butheniez celebrou a primeira missa na capela em 12 de setembro de 1984. A tradicional festa do padroeiro é celebrada anualmente entre 13 e 22 de julho.

  • Festejos Juninos: As noites de São João eram comemoradas com fogueiras, quadrilhas organizadas por Pedro Simões, rodas de coco lideradas por Ernestina, Eva e Linda, além de encontros na "venda" de Chiquinha Simões.

  • Medicina Popular e Educação: As mulheres da comunidade desempenhavam papéis centrais nos cuidados domésticos e na farmácia caseira, utilizando raízes, cascas, folhas e sementes medicinais para chás e xaropes. Na educação e nos cuidados de saúde do lugarejo, destacaram-se figuras como os professores João Rodrigues, Maria de Milu e Adalgisa Simões, além do raizeiro Anísio Cordeiro.

  • Artesanato e Rendas: Trazendo a herança cultural do Rio Grande do Norte, mulheres como Lolita, Elvira, Júlia Clara e Linda Umbelina sobressaíram-se como fiadeiras, parteiras e rendeiras de bilro, produzindo trabalhos em crochê e bordados (ponto cheio, rococó e vazado).

3. Urbanização, Infraestrutura e Projetos Sociais

O reconhecimento oficial e a estruturação do perímetro urbano de Caiçara ocorreram na década de 1980:

  • Emancipação Urbana: Em 11 de setembro de 1984, o Decreto Municipal nº 387/84 declarou toda a área da antiga Fazenda Caiçara como Perímetro Urbano.

  • Estrutura Urbana: O distrito abrange uma área de 104 km². Seu núcleo urbano é estruturado por uma via dupla calçada que circunda a Praça Júlia Clara de Melo, contando com posto de saúde (PSF), escolas, estabelecimentos comerciais localmente chamados de "vendas" e residências.

  • Acesso: A partir da sede municipal de Custódia, o acesso é realizado percorrendo cerca de 20 a 30 km no sentido sul via rodovia PE-312.

  • Recursos Hídricos: Por estar inserido no semiárido nordestino, o distrito integrou o projeto "Conhecendo e Mobilizando o Social no Moxotó IV", vinculado ao Programa de Água Subterrânea para a Região Nordeste (PROASNE). Fruto de cooperação técnica internacional entre o Brasil (via Agência Brasileira de Cooperação - ABC) e o Canadá, com engajamento de docentes e estudantes de Serviço Social da UFPE, o projeto implementou tecnologias para perfuração de poços e dessalinização. O abastecimento de água potável da população é proveniente de poço localizado na Fazenda Porteiras, aliado ao uso de dessalinizador local.

  • Fomento ao Artesanato: A vocação artesanal do povoado culminou na fundação da COOPEARTC (Cooperativa de Artesanato de Caiçara) a partir de janeiro de 2003, proporcionando uma fonte alternativa de renda à agricultura e à pecuária. Destaca-se ainda a implantação do Centro Vocacional Tecnológico, voltado ao capacitação em artesanato, e o Espaço Cultural Recreativo Luiz Epaminondas Filho, considerado referência na região.

  • Educação e Serviços: A principal instituição de ensino local é a Escola Luis Crispino Bezerra. Para a continuidade dos estudos a partir do 5º ano (Ensino Fundamental II), os estudantes deslocam-se para a sede do município de Custódia por meio de transporte gratuito.

4. Representatividade e Atualidade

A economia local baseia-se na agricultura de subsistência, na caprinocultura, na pecuária bovina, na criação de aves e no artesanato cooperativo. No cenário político de Custódia, Caiçara mantém histórico de representatividade desde a atuação de João Alfredo (Senhor Benzinho) e Elpídio Rodrigues até lideranças contemporâneas, como Reginaldo de Lima Pereira.

Hoje, o distrito de Caiçara é reconhecido como um cartão-postal do município de Custódia, preservando suas tradições culturais e a linhagem da família Rodrigues de Melo.

13 outubro, 2026

Quem Foi Joel Inocêncio Lima, Ex-Prefeito de Custódia (1951–1955)

 



Joel Inocêncio Lima foi fazendeiro, comerciante e líder político do município de Custódia, nos 50.

Atuou como prefeito constitucional de Custódia entre 15 de novembro de 1951 e 15 de novembro de 1955, tendo sido eleito pelo voto direto.

Principais Destaques e Atuação

  • Nascimento: Nascido em 11 de dezembro de 1903, em Custódia-PE, era filho de Major Inocêncio Gomes de Lima (ex-prefeito) e de Maria Gomes de Souza Ferraz. 

  • Atividade Econômica: Teve marcante atuação na zona rural e no comércio local como fazendeiro e comerciante.

  • Obras Urbanas: Ficou registrado na história do município como o responsável pela primeira construção da Praça Padre Leão, um dos marcos centrais do urbanismo da cidade de Custódia.

  • Patrimônio Familiar: A família Lima manteve forte presença na propriedade de terras e em negócios de pecuária e comércio local ao longo do século XX.

  •  Foi uma gestão marcada pelo foco em infraestrutura básica e estruturação do centro urbano de Custódia.

  • Desenvolvimento Econômico: Paralelamente à vida pública, exerceu atividades como fazendeiro e comerciante, sendo reconhecido pelo apoio a produtores rurais locais.

    Homenagens e Memória


    Avenida Inocêncio Lima: Uma das artérias viárias mais importantes e conhecidas do município de Custódia carrega o nome do seu pai (Avenida Inocêncio Lima), cortando a cidade desde a região da Rodoviária até o Centro.

Serras e Serrotes do Municipio de Custódia-PE




1. Serras

Serra da Velha Chica

  • Localização e Acesso: Situada na zona rural de Custódia, na rota do distrito de Quitimbu, próxima ao Riacho São José e às divisas com Iguaraci e Sertânia. O acesso principal é feito pela estrada que interliga Custódia, Quitimbu e a zona rural rumo a Iguaraci.

  • Vegetação e Relevo: Elevações residuais compostas por caatinga hiperxerófila e mata seca (floresta caducifólia), formando mirantes naturais para a paisagem sertaneja.

  • Usos e Destaques: Rota frequente para ecoturismo, caminhadas e cicloturismo entre Custódia e Quitimbu. Empresta seu nome a sítios da região (como o Sítio Velha Chica).

Serra do Caetano

  • Localização e Relevo: Localizada na zona rural de Custódia. Apresenta relevos isolados e formações rochosas que servem como pontos de observação e mirantes naturais.

  • Vegetação e Atividades: Caatinga hiperxerófila com trechos de mata seca. Bastante procurada para ecoturismo, caminhadas ao ar livre e passeios de bicicleta. A denominação identifica também as propriedades e sítios do entorno.

Serra do Sabá

  • Localização e Hidrografia: Situada no entorno do povoado do Sabá. É na sua área de abrangência que nasce/circula o Rio do Sabá, importante curso d'água da bacia local.

  • Aspectos Naturais e Arqueologia: Relevo marcado por lajedos e rochedos. Abriga a Fonte do Sabá (ponto de encontro entre água, rocha e vegetação) e registros de inscrições/marcas rupestres pré-históricas.

  • Infraestrutura: Por sua altitude estratégica, historicamente abrigou torres e retransmissores de sinal de telecomunicações.

Serra da Torre

  • Geografia e Altitude: Localizada no complexo serrano do Sabá, é um dos pontos mais elevados de Custódia, atuando como mirante panorâmico.

  • Infraestrutura: O nome deriva das torres e antenas de transmissão de Rádio, TV e telecomunicações instaladas no seu cume.

  • Patrimônio Histórico e Quilombola: O Sítio Serra da Torre integra o Conjunto de Quilombos de Custódia (reconhecido pela Fundação Cultural Palmares), sendo um polo de preservação cultural e memória da resistência camponesa e negra no Sertão do Moxotó.

  • Uso: Bastante frequentada para contemplação do pôr do sol, fotografia, caminhadas, motocross e rotas de cicloturismo.

Serra de João Dias

  • Localização e Conexão: Situada em área serrana que conecta estradas e caminhos rurais aos povoados de Quitimbu, Açude Novo e Saco Grande.

  • Patrimônio e Organização Comunitária: Sede da Associação Quilombola do Sítio Serra de João Dias, comunidade reconhecida que preserva saberes tradicionais e a memória ancestral.

  • Economia Rural: Forte atuação na agricultura familiar e inserção em programas sociais como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), abastecendo instituições locais.

Serra do Xique-Xique

  • Toponímia e Flora: Recebe esse nome devido à grande abundância do cacto Xique-Xique (Pilocereus gounellei), espécie emblemática que se fixa nas encostas e lajedos rochosos.

  • Geografia e Uso: Relevo acidentado com caatinga hiperxerófila e mata seca. A área do Sítio Xique-Xique reúne famílias dedicadas à agricultura de subsistência e criação de pequenos animais, além de ser percurso para caminhadas rurais e passeios de moto/bike.

Serra da Jaramataia

  • Toponímia e Vegetação: Nome derivado da jaramataia (Vitex agnus-castus / espécies de Vitex), arbusto nativo de grotas e áreas secas. A vegetação combina caatinga hiperxerófila, mata seca e lajedos.

  • Hidrografia: Suas vertentes alimentam drenagens temporárias da bacia do Rio Moxotó, a exemplo do Riacho do Jaramataia.

  • Comunidade e Equipamentos: Abriga o Sítio Jaramataia (focado em agricultura familiar e bovinocultura de leite) e conta com equipamentos comunitários como a Escola Municipal Tertulina Rafael de Siqueira.

2. Serrotes (Afloramentos e Elevações Isoladas)

Serrote do Mandacaru

  • Aspectos Geológicos: Elevação residual de destaque geológico composta por formações graníticas e miloníticas (com fenocristais de feldspato e biotita), sendo objeto de estudos sobre geodiversidade e rochas ornamentais de Pernambuco.

  • Flora: Presença marcante do cacto Mandacaru (Cereus jamacaru) e do facheiro incrustados nas fendas e lajedos de suas encostas.

  • Uso e Paisagem: Ponto de observação geográfica com vista ampla do relevo plano do entorno, utilizado em caminhadas de exploração e passeios de bike.

Serrote das Cinzas

  • Localização e Polo de Apoio: Localizado na zona rural, próximo a comunidades como Povoado do Ingá, Pindoba, Cacimba Limpa, Barreiros e Lambedor. O Povoado do Ingá serve como polo comercial, de saúde e educacional para as famílias do Sítio Serrote das Cinzas.

  • Cultura e Economia: Participação ativa nas tradições e festas da região (como a Festa de Santa Bárbara no Ingá). A economia local baseia-se na agricultura de subsistência e na pecuária leiteira.

Serrote das Carnaúbas (ou Serrote das Carnaíbas)

  • Toponímia e Meio Ambiente: O nome deve-se à presença histórica de carnaúbas (Copernicia prunifera) nos baixios e várzeas úmidas do entorno. As encostas rochosas são cobertas por caatinga hiperxerófila.

  • Hidrografia e Relevo: Afloramento rochoso residual que serve como marco topográfico; o escoamento de suas encostas alimenta riachos temporários afluentes do Rio Moxotó.

  • Comunidade: A comunidade do Sítio Carnaúbas atua no cultivo de milho e feijão, na pecuária extensiva e na criação de caprinos e ovinos.