30 julho, 2026

Memória Custodiense: A Chegada do Bradesco a Custódia (2011)




Hoje é dia de relembrar um marco importante no crescimento econômico e na história do nosso município: a inauguração da Agência do Bradesco (nº 0651-3) na Rua Luiz Epaminondas, em 2011! 

Na época, o evento reuniu diversas lideranças locais, empresários e a comunidade para celebrar a chegada de uma das maiores e mais sólidas instituições financeiras do mundo. Entre as presenças marcantes, estiveram:

Prefeito Nemias Gonçalves, vereadores Luciano Lira, Severino do Rádio, Neguinho da Maravilha, Yolanda de Alzira e Samuel Marinho e empresários locais;

Sr. Garcia Prado (Gerente Bradesco);

Sr. Carlos Henrique (Gerente Local):

Padre Roberto Luciano, que abençoou as novas instalações:

Demais convidados da região

A instalação do banco veio em um momento estratégico para Custódia, preparando a cidade para o ciclo de desenvolvimento trazido por grandes obras estruturantes da época — como a Ferrovia Transnordestina, as obras da Transposição do Rio São Francisco e o entroncamento rodoviário ligando Iguaracy a Ibimirim.

Fonte do registro histórico: Gilberto Nunes Valeriano

Ps. A Agência do Bradesco fechou seu posto situado na Rua Luiz Epaminondas, o Banco anunciou o encerramento de centenas de agências e postos de atendimento espalhados pelo Brasil. A decisão reflete a mudança no comportamento dos clientes, cada vez mais adeptos dos serviços bancários online. As cidades de menor porte, como Custódia, foram as mais impactadas pela medida, que vem provocando preocupação e críticas em diversas regiões do país, especialmente pela redução do atendimento presencial. Hoje, o Banco atende na cidade de Serra Talhada os correntistas da antiga Ag. 0651-3.

Entrevista com Humberto Guerra ao Jornal A Tribuna (SP) em 2007



Nascido em Pernambuco, Humberto Guerra, 27 anos, chegou a São Vicente em 1992 para morar com familiares e tentar conseguir emprego. Hoje é ator de televisão e atua ao lado de Antônio Fagundes, Marília Gabriela e Lázaro Ramos na novela Duas Caras da Rede Globo. Ele é feliz, o braço direito do líder comunitário Juvenal Antena.

A novela trata de uma realidade que lhe é bastante familiar: atualmente, Humberto reside na favela de Rio das Pedras, onde foi feita a pesquisa que deu origem a fictícia Portelinha. Por isso, ele trabalha "como se estivesse em casa". Conflitos existenciais ou sociais são temas que fazem parte do seu dia a dia.

Com um discurso fundamentado em autores como Paulo Freire, o ator afirma que no Brasil ainda predominam as ideias da classe dominante, e que parte da solução está no engajamento social e profissional.

Na entrevista comentou que quando saiu de Pernambuco em 1992, trabalhava em um restaurante e não pensava em atuar em TV. Quando se mudou para São Paulo, fez cursos de interpretação e aí foram surgindo oportunidades de trabalho na Rede Globo. Antes de atuar achava que ser ator era algo muito distante, por ser pobre, não passaria disso. 

Comentou sobre as minisséries e novela que atuou, sua estreia foi no programa Linha Direta da própria Rede Globo, depois foi figurante em Celebridades, na novela América foi enfermeiro que contracenava com Edson Celulari. Também fez algumas cenas na novela Belíssima e por último atuou como um caipira, em A Diarista. Nessa época conheceu Aguinaldo Silva, que disse ter gostado muito da sua atuação.

Sobre o personagem Feliz, Humberto falou que ele é um pouco como os demais, tem duas caras, se tiver que matar, ele vai matar, assim como os outros sete anões, ele gosta muito de trabalhar com o Juvenal Antena.

Se sentiu em casa, ao fazer um personagem que morava na favela Portelinha, pois havia muita similaridade com a favela Rio das Pedras, onde o ator morava. Era como se saisse de casa para trabalhar em casa. 

Ainda foi questionado durante a entrevista, sobre a Desigualdade Social no Brasil, afirmou: " Tenho consciência que pertenço a classe social oprimida. Mas, não me sinto assim, porque sempre questiono decisões ou ideias vindas dos grupos dominantes. Sempre quis fazer parte das pessoas que conseguem fazer mudanças".

No final da entrevista, comentou como foi difícil contracenar com os atores consagrados,  que eles eram bastante amigos durante a novela, e que procurou não misturar o lado fã e de admiração diante deles durante as cenas.

Entrevista publicada no Jornal A Tribuna (SP), caderno Galeria, edição do dia 26 de Novembro de 2007. 

29 julho, 2026

MEMÓRIA: Quando a jornada de um custodiense rumo a Santiago de Compostela virou manchete no Diário de PE


Marcelo Burgos preparando o caminho



Destaque:
A trajetória de Marcelo Burgos no Caminho de Santiago de Compostela e o apoio do grupo de peregrinos no Recife.

Relembrar histórias que marcam a nossa gente é valorizar a nossa identidade. No passado, o custodiense Marcelo Burgos (filho de Noêmia Pereira Burgos e José Pereira Burgos) foi destaque no jornal Diário de Pernambuco ao embarcar em uma das jornadas mais emblemáticas do mundo: o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha.

Na época prestes a se aposentar, Marcelo buscou nos quase 800 quilômetros do tradicional Caminho Francês não apenas um desafio físico, mas um momento de reflexão e autoanálise.

"Minha esposa queria ir comigo pra passear, mas esse não é o foco. Expliquei a ela que é um objetivo particular. Preciso encarar esse desafio", declarou Marcelo à reportagem na época.

Para se preparar para os 30 dias de caminhada entre a França e a Espanha, Marcelo contou com o suporte da Associação dos Amigos do Caminho de Santiago no Recife, liderada pela arquiteta Fátima Ananias. Nos encontros, além do preparo físico, o custodiense encontrou o equilíbrio mental necessário para concluir a travessia.

Uma história inspiradora do nosso terraço que merece ser lembrada!

Selo Comemorativo aos 80 anos de Emancipação Política de Custódia (2008)



Em uma demonstração de amor à terra natal, os custodienses Fernando Florêncio, Zezé Amaral e Odete Andrada idealizaram o selo postal comemorativo aos 80 anos de Emancipação Política de Custódia, comemorado em 11 de Setembro de 2008, durante solenidade de apresentação na Câmara Municipal de Vereadores da cidade.

Integrantes da Comissão do Encontro dos Custodienses Presentes e Ausentes, o trio foi fundamental para viabilizar esta homenagem, que une história e filatelia. A ação não apenas marca a data festiva, mas enaltece a identidade cultural do município, conectando os filhos da terra, onde quer que estejam.

Além do selo, foi também criado o Brasão para nossa cidade:





Para saber todos os detalhes sobre a criação, CLIQUE AQUI!

28 julho, 2026

Inauguração da Agência da Caixa Econômica Federal de Custódia-PE



Inauguração da Agência da Caixa Econômica Federal em Custódia, em 19 de Abril de 1990, situada na época, na rua Dr. Manoel Borba. O então prefeito Belchior Ferreira Nunes, é abraçado festivamente por dirigentes do banco. Destaque para a presença de João Elizeu e Dezinario Alves da Silva, superintendente da CEF.

 


Momento Solene:


Cerimônia religiosa de inauguração conduzida pelo Padre José, que abençoa a nova agência lendo o livro de bênçãos. Prefeito Belchior Ferreira Nunes acompanhou atentamente ao lado dos dirigentes da Caixa Econômica Federal e de seu filho Gilberto Nunes. Moradores, crianças e demais convidados acompanharam esse marco para o município de Custódia.


Fotos: Gilberto Nunes Valeriano.
 

[SBT em Custódia] Após 25 anos em São Paulo, família realiza sonho e retorna com a ajuda da TV



A rotina tranquila dos moradores da Vila da Cohab, em Custódia, foi quebrada por um clima de surpresa e comoção. Em novembro de 2013, a chegada de uma van de produção de televisão, acompanhada por caminhões carregados de móveis e mantimentos, chamou a atenção de vizinhos e curiosos que se movimentaram pelas ruas sem entender, de início, o que estava acontecendo.

A grande movimentação tinha um motivo especial: o retorno de Dona Rita Odete da Silva à sua terra natal.

Natural da Serra da Torre, na zona rural do município, Dona Rita partiu para São Paulo em 1988 acompanhada do tio e do avô. Na capital paulista, residiu por 25 anos no bairro de Guaianases, na Zona Leste, onde construiu sua história ao lado do companheiro, o mecânico Henrique Luiz Barbosa, e dos quatro filhos do casal (três meninos e uma menina).

O reencontro articulado por uma carta

A reviravolta na história da família começou por iniciativa da filha, Caroline. Sensibilizada com a saudade da mãe e com a vontade da família de recomeçar no Sertão, a jovem escreveu para o quadro "De Volta pra Casa", do Programa do Ratinho (SBT).

O apelo foi atendido pela produção do programa, que organizou toda a logística para trazer a família de volta e garantir uma estrutura inicial para o novo recomeço, com a doação de móveis e suprimentos.

"Ver minha filha de volta às suas origens é a maior alegria que eu poderia receber", celebrou a mãe de Rita, Dona Odete Maria da Silva, visivelmente emocionada ao acolher a família no novo endereço.

Um novo capítulo

Agora, passados os momentos de surpresa e a movimentação das gravações, a família de Dona Rita e Seu Henrique se dedica a organizar os presentes recebidos e a se readaptar à rotina do Sertão pernambucano. Para a comunidade da Cohab, o dia fica marcado não apenas pelas câmeras de TV, mas pela celebração de um reencontro há mais de duas décadas esperado.

(Com informações e registros de Paulo Peterson)

27 julho, 2026

Resgate Histórico: A Chegada do Terminal Rodoviário de Custódia



A implantação do Terminal Rodoviário de Custódia representou um divisor de águas para a mobilidade e o progresso da cidade. Planejada pelo Governo de Pernambuco (gestão Marco Maciel) através do DETERPE, a obra nasceu com a missão de oferecer conforto, segurança e organização ao transporte coletivo da região.



Destaques do Projeto:

  • Localização Estratégica: Construído em um terreno às margens da BR-232 e a cerca de 700 metros do centro, garantindo acesso rápido e funcional para passageiros e ônibus.

  • Estrutura Moderna: Projetado com 5 boxes de embarque totalmente cobertos, 6 guichês de passagens, lanchonete, guarda-volumes e sistema de som.

  • Eficiência Operacional: Capacidade para atender até 20 ônibus por hora, permitindo o fluxo contínuo e organizado de passageiros.

  • Visão de Futuro: Arquitetura planejada para permitir ampliações sem a necessidade de interromper o funcionamento do terminal.



Um marco da infraestrutura do Sertão do Moxotó que impulsionou o desenvolvimento e a integração regional!

Histórico e Situação do Terminal

Reforma e Fechamento (2016): O prédio do terminal esteve fechado e sem funcionamento regular durante cerca de 12 anos. Em 2016, a estrutura passou por uma obra de reforma com a intenção de ser reativada. 

Cessão ao Corpo de Bombeiros (2017): Em agosto de 2017, o Governo do Estado de Pernambuco firmou um convênio com a Prefeitura para ceder o imóvel onde funcionava a antiga estrutura do terminal para a instalação do 1ª Agrupamento do Corpo de Bombeiros Militar da cidade.

26 julho, 2026

CARCARÁ | Movimento VárzeaBeat - Plínio Fabrício

 



O Várzeabeat nasce da união visceral entre a alma do Sertão, o som do Mangue de um local esquecido por decadas. 

​► NOTA DE ARTE

​"O tempo não devora apenas corpos. Devora a atenção."
♪ Plínio Fabrício
► A HISTÓRIA

​Carcará é o manifesto de fundação do movimento Várzeabeat, a união entre a alma do sertão, o som do mangue e a vanguarda da produção audiovisual.
Um resgate profundo de mais de 30 anos de história na música pernambucana e na alma vivida nos anos 80 diante das injustiças sociais da época e, hoje, diante das telas frias que matam de fome o senso educacional e social perante a bíblia moral de telas frias, de alimentos e vícios como a escassez e descaso das autoridades.
► Obra criada e produzida por Plínio Fabrício no Plínio Studio / MC Studio, trazendo a essência do Manguebeat em uma narrativa solene e cortante.
► Não é sobre fama: é sobre sobrevivência, transformação e uma luta de  esperança para deixar um legado para as próximas gerações. 

Não é apenas música: é um movimento de consciência, arte, resiliência e resistência a memória: é o resgate de mais de 30 anos de história. 

A seca e a fome do corpo nos anos 80 evoluíram para a fome da mente e o adestramento pelas telas frias do presente.

A Fusão do Ancestral com o Futuro: A força da voz nordestina e a poeira da terra abraçando a inteligência artificial e a produção independente de ponta. 

Simbologia Viva do Carcará, a terra rachada e o prato de alumínio amassado com cuscuz como espelhos da nossa realidade social, espiritual.
Nos dias contemporâneos, um pássaro com asas de alumínio afiadas, "uma lâmina em fio".

► Verdade e Legado: 

Não é sobre fama ou dinheiro pelo dinheiro. 
É sobre sobrevivência, transformação da luta em esperança e a construção viva de um pai para o futuro de sua protegida e futuras gerações.
🎙️ Album Carcará / 2026

Faixas:

1. CUSTÓDIA SAUDADES E LEMBRANÇAS
2. CARCARÁ
3. FLOR DE MAJOEIRA
🎞 
OUTRAS EM PRODUÇÃO.

► Concept & Audio Visual Production: 
Plinio Fabrício | Plínio Studio & MC ESTÚDIO 

MÚSICA: CARCARÁ
ARTISTA: PLÍNIO FABRÍCIO
CONCEPÇÃO: PLÍNIO FABRÍCIO
► A VOCÊS INSCRITOS, MEMBROS E ALUNOS: NOSSA PROFUNDA GRATIDÃO.
🎬 Estamos alcançando 31K.

🌺 Vocês que caminharam e caminham conosco nessa missão de arte, consciência e criação independente: o seu apoio é o combustível que mantém a arte viva e nos impulsiona a ir cada vez mais longe.
► Inscreva-se no canal, ative o sininho e acompanhe o lançamento dos próximos capítulos dessa jornada.
Com amor,
♪ Plínio Fabrício & Plínio Studio.

Memória Viva: A inauguração da Praça José Cordeiro dos Santos (Duquinha)


Um mergulho na história local através do acervo de nossas famílias.

Registros do acervo familiar guardam momentos valiosos que ajudam a contar a história da nossa cidade e das pessoas que ajudaram a construí-la.

Na ocasião retratada, o então prefeito Belchior Ferreira Nunes (89-92), acompanhado de sua esposa, D. Teca, esteve presente no ato solene de inauguração da Praça José Cordeiro dos Santos — carinhosamente conhecido por todos como Duquinha. A praça está localizada no bairro da Bomba, na Avenida Inocêncio Lima.

O evento foi marcado por emoção e homenagens. Durante a solenidade, Marilene Virgínio realizou a leitura de um texto em tributo à memória e ao legado de José Cordeiro dos Santos.

Após o encerramento e a entrega do espaço público, a viúva do homenageado, D. Ednalda Marinho, recebeu as felicitações e o carinho do prefeito Belchior, de sua esposa Teca e do senhor Gilberto Valeriano.

“Recordar esses momentos é valorizar aqueles que deixaram sua marca na nossa terra e manter acesa a chama da nossa identidade.”

📸 Acervo Histórico:

Registros fotográficos gentilmente cedidos por Kassio Valeriano (Acervo da Família Valeriano).

[Memória] Filho de custodiense revolucionou a produção de etanol e conquistou o Prêmio Bunge



A história da ciência brasileira e a força das nossas raízes se cruzam na trajetória do engenheiro de alimentos Daniel Ibraim Pires Atala.

Com conexões profundas em Custódia, Daniel marcou seu nome na inovação sustentável ao conquistar o prestigiado Prêmio Bunge Juventude. Sua tese de doutorado, desenvolvida nos laboratórios da Unicamp, apresentou um sistema inédito (Processo Contínuo Extrativo a Vácuo para Produção de Etanol) capaz de triplicar a produtividade nas dornas de fermentação alcoólica a partir do melaço da cana-de-açúcar.

Inovação, economia e sustentabilidade

A tecnologia desenvolvida por Daniel trouxe um impacto significativo para o setor industrial:

  • Redução de custos: Otimização direta do processo de destilação do etanol.

  • Ganho econômico: Solução de alto rendimento para a matriz energética nacional.

  • Sustentabilidade: Processo mais eficiente e alinhado à redução de impactos ambientais.

Raízes Custodienses

O orgulho para a nossa terra vem de berço: Daniel é filho da custodiense Elzira Pires (carinhosamente conhecida como Elzirinha). Ele traz na bagagem familiar o legado do saudoso farmacêutico Elpídio Pires e de Alzira Farias, sendo também bisneto de Samuel Carneiro e Prezalina Goés.

Um exemplo inspirador de como a bagagem de nossa gente alcança e transforma a ciência em nível nacional!

Saiba mais sobre a premiação:

() Agradecimento ao colaborador: Jailson Vital*

25 julho, 2026

Relembrando 2014: O dia em que Janúncio de Custódia gravou sua história no álbum "Simples Assim"


Reviver esse momento é reencontrar a força da cultura local e o carinho do cantor Janúncio de Custódia por sua terra natal. Olhando hoje para trás, esse anúncio feito às vésperas do Natal de 2014 marcou um capítulo memorável para os fãs do Forró Megaxote e para a história musical do município.

Aqui está como essa notícia ecoou na época e os pontos principais que embalaram aquele lançamento:

🎶 O Realização de um Sonho em Solo Sertanejo

Em dezembro de 2014, Janúncio de Custódia foi a público para anunciar com grande alegria o lançamento do seu CD Volume 06, intitulado "Simples Assim".

A grande marca desse trabalho foi o sentimento de dever cumprido: o álbum realizou o antigo desejo do artista de gravar um registro ao vivo em Custódia (PE), sua terra natal. O show que deu origem ao disco aconteceu durante os tradicionais festejos do padroeiro São José (a famosa Festa de Março) daquele mesmo ano.

"Já vinha buscando a gravação de um CD ao vivo em minha terra natal. É claro que o sonho maior é a realização de um DVD, mas tudo acontece no tempo de Deus."

Janúncio de Custódia (2014)



 

💿 O Repertório e a Ficha Técnica

O disco trouxe 17 faixas recheadas do melhor do forró autêntico, misturando composições próprias com grandes clássicos e canções de autores renomados do Nordeste:

  • Compositores presentes: Flávio Leandro, Targino Gondim, Petrúcio Amorim, Diego Alencar, Chik, Junior Vieira, Roberto Lins, Ederaldo Lemos, Ilmar Cavalcante e Zezito Doceiro.

  • Destaque especial: Um saudosista pot-pourri de samba de latada, recheado de menções e homenagens a figuras queridas da cidade, parceiros, organizadores locais e ao fã-clube paraibano que o acompanhava pela estrada.

A Formação da Banda (Janúncio e Forró Megaxote)

Para colocar o projeto de pé e entregar a energia do palco no disco gravado em março, a banda contou com a seguinte formação:

  • Voz principal: Janúncio de Custódia

  • Acordeon: Jó Silva

  • Bateria: Zé Mario

  • Baixo: Bartô

  • Zabumba: Baby

  • Guitarra: Zé Elias

  • Percussão: Eron

  • Backing Vocals: Ana e Elias

🎁 Presente de Natal em 2014

O CD ficou disponível para venda a partir do dia 24 de dezembro de 2014, funcionando como um verdadeiro presente de fim de ano para a comunidade custodiense e para a legião de fãs do sanfona e do forró pé-de-serra pela região.

Janúncio fez questão de encerrar sua mensagem expressando profunda gratidão a Deus, aos músicos, aos parceiros de produção (como Gabriel CDs e Souza Gravações), aos apoiadores políticos e culturais da cidade e, claro, ao seu público.


10 Anos de Memória e Legado: Uma Homenagem a um Homem Honrado



Há uma década, a sociedade e a família despediam-se de um homem cuja trajetória foi pautada pela inteligência, integridade e vocação para servir.

​Profissional exemplar, marcou época em Custódia durante as décadas de 70 e 80. Como educador, foi amplamente elogiado por gerações de alunos por sua atuação na Escola Municipal Ernesto Queiroz e no Colégio Técnico de Contabilidade Joaquim Pereira. 

Na esfera pública, dedicou anos de trabalho técnico e ilibado como Auditor Fiscal da Secretaria da Fazenda.

​Além do brilhantismo profissional, foi um pai de família dedicado e um exemplo de caráter. Deixou para seus filhos o maior dos ensinamentos: o valor da honestidade e o caminho do bem.

​Sua ausência física completa 10 anos, mas seu legado de honra, sabedoria e amor permanece vivo e inspirando a todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.


Quem foi Zezito Caju:

Josezito Melo de Almeida, nasceu no Açude da Barra, em Custódia, em 22 de Dezembro de 1936. Filho de  Amélia Melo de Almeida e José Franco de Almeida. Perdeu os pais precocemente, sendo criado por Maria Olinda do Rego "Dona Maroquinha" e Luiz Marinho  "Luiz Caju", tio de Ednalva Marinho.

Era formado em História e em Economia. Foi Auditor Fiscal da Secretaria da Fazenda.

Casou-se com Terezinha Siqueira de Almeida, dessa união teve os filhos: Maria do Socorro Siqueira de Almeida, João Geraldo e Ricardo Rivelino. Familia aumentou e hoje são cinco netos: João Lucas, Marcos Vinicius, David Luiz, Maria Luiza e Marina Cerqueira.

Faleceu em 21 de Julho de 2016, em Recife.

"A felicidade e o prazer de te-lo como pai é inexplicável, homem inteligente, íntegro, honesto, preparado, que ensinou, a mim e meus irmãos, como ser realmente pessoas de bem e honesta. Trabalhou em Custódia nos anos 70 e 80, elogiado por todos como grande professor, ensinou no Ernesto Queiroz e no colégio Tec. Contabilidade, funcionário Público da Secretaria da Fazenda, como Auditor Fiscal, grande profissional, tenho orgulho dele, infelizmente nos deixou fisicamente, mas vai sempre está comigo, te amo pai, vou sentir muitas saudades, até breve." (Ricardo Rivelino, filho)

Sertânia e Custódia nas rimas de Waldemar Cordeiro: a poesia que canta o nosso Sertão



O acervo literário do Sertão guarda preciosidades que conectam nossas cidades através da arte e da cultura. Um desses registros marcantes está no livro "Salão de Sombras", de autoria do renomado escritor, músico, compositor, poeta e líder cultural sertaniense Waldemar Cordeiro.

Na obra, o autor faz uma ode à nossa terra no poema "Paisagem do Sertão", mapeando a identidade da região através de suas subdivisões marcantes: Ipanema, Moxotó, Pajeú, Baixa Verde, São Francisco e Chapéu de Couro.

Entre os versos dedicados às riquezas da nossa região, o município de Custódia ganha um destaque poético especial:

II

Custódia. Nos grotões onde a água mina, 

Nos contrafortes de Jabitacá,

Destila como um filtro de água fina

E decantada fonte de Sabá.

 

Sobre a obra

Lançado em maio de 1992 pelo Conselho Municipal de Cultura (vinculado à Secretaria de Educação e Cultura da Cidade do Recife), Salão de Sombras permanece como um documento afetuoso e atemporal sobre as paisagens, a água e a força do povo sertanejo.

Uma verdadeira relíquia da poesia pernambucana que vale a pena relembrar e compartilhar!

24 julho, 2026

HISTÓRIA LOCAL: A trajetória de Elpídio Pires e a memória da saúde em Custódia

 



Relembrar o passado é fundamental para compreender o presente. Em junho de 2015, a cidade viveu um momento marcante de resgate histórico com a inauguração do busto de Elpídio Pires Ferreira, localizado na praça que leva seu nome no Bairro Mandacaru.

A solenidade contou com a presença de autoridades locais — como o então prefeito Luiz Carlos Gaudêncio, o presidente da Câmara Ronivaldo Pinto Barbalho e os vereadores Gilberto de Belchior (autor do projeto) e Chico Eliseu —, além de membros das famílias Pires e Souza.

Quem foi Elpídio Pires?

O "Prático de Farmácia" da cidade: Numa época em que Custódia não tinha hospitais ou médicos residentes, era a farmácia de Seu Elpídio que socorria a população. Com autorização do Conselho Regional de Farmácia de Recife, ele preparava medicamentos manipulados com balança de precisão e pipetas.

Pioneirismo e parceria: Junto ao saudoso "Antônio do Posto", a farmácia de Elpídio era o ponto de apoio onde eram feitas desde esterilizações de seringas em água fervente até pequenas intervenções de emergência.


Detalhe do Busto

Resistência política e legado

Forçado a deixar Custódia em meados da década de 1960 devido a perseguições do contexto político vigente, Elpídio reconstruiu a vida com a família na cidade de Cáceres, no Mato Grosso. Anos mais tarde, seu legado de ética, serviço social e dedicação política voltou a ser celebrado em sua terra natal.


Élcio Pires ao lado do autor do Projeto
Gilberto Nunes

Durante o discurso de inauguração, o filho do homenageado, Élcio Pires, expressou o sentimento da família:

"É uma homenagem tardia, mas justa, em virtude de tudo que papai representou em vida nesta urbe. Plantamos nesta praça o busto de Elpídio Pires Ferreira para que seja lembrado, perenemente, como um custodiense que contribuiu para o progresso contínuo de Custódia."

Outras Publicações sobre Elpidio Pires Ferreira:

BIOGRAFIA
ELPIDIO PIRES POR JOSÉ CARNEIRO

23 julho, 2026

O bom filho à casa torna! Divon Amorim está de volta ao Podcast Nordestino #405!



Dois anos depois de uma das participações mais marcantes na história do Podcast, ele está de volta! 

O Podcast Nordestino #405 teve a honra de receber novamente o custodiense Divon Amorim para um papo imperdível. Durante mais de 3 horas, o apresentador e idealizador do canal Arthur Vilar colocou a conversa em dia, relembrando grandes momentos e, claro, trouxe muitas novidades que aconteceram ao longo desse tempo!

A primeira entrevista já foi épica, e nova já é destaque novamente!

Corre para conferir, porque o episódio no podcast mais nordestino do mundo está no ar! 

 

Custódia na Poesia de João Cabral de Melo Neto: O Cemitério Pernambucano

 


Texto:

A título de colaboração, trazemos um pequeno comentário a respeito do livro Quaderna, de autoria do nosso poeta maior, João Cabral de Melo Neto, onde ele nomeia a nossa querida Custódia em um de seus poemas.

"O livro Quaderna foi publicado primeiramente em Portugal, no ano de 1960. Sua escrita iniciou-se em 1956, quando João Cabral, trabalhando como cônsul, foi removido para Barcelona e autorizado a residir em Sevilha, a fim de fazer pesquisas no Arquivo das Índias. No Brasil, foi publicado em 1962, juntamente com 'Dois Parlamentos' e 'Serial', em um volume chamado Terceira Feira."

Após tematizar a morte na célebre obra "Morte e Vida Severina", João Cabral a presentifica em Quaderna com poemas dedicados a cemitérios. São quatro aparições localizadas geograficamente no título ou abaixo dele:

  • "Cemitério Paraibano" (Entre Flores e Princesas)

  • "Cemitério Pernambucano" (Custódia)

  • "Cemitério Pernambucano" (Floresta do Navio)

  • "Cemitério Alagoano" (Trapiche da Barra)

Tal localização demarca o espaço regional e, acima de tudo, as descrições feitas permitem identificar as particularidades de cada local. Desse modo, percebe-se que a identificação geográfica precisa não impede o poeta de revelar, até mesmo no tratamento da morte, a diferença socioeconômica entre as regiões.

Em "Cemitério Paraibano" (Entre Flores e Princesas), João Cabral considera o cemitério uma casa, transformando-o em um espaço necessário e coletivo:

Uma casa é o cemitério dos mortos deste lugar. A casa só, sem puxada, e casa de um só andar.

E da casa só o recinto entre a taipa lateral. Nunca se usou o jardim; Muito menos, o quintal.

E casa pequena: própria menos a hotel que a pensão; pois os inquilinos cabem no cemitério saguão,

os poucos que, por aqui recusaram o privilégio de cemitérios cidades em cidades cemitérios.

Mesmo delimitando a região geograficamente, em "Cemitério Pernambucano" (Custódia), a descrição do espaço aproxima-se da realidade do poema anterior. Percebe-se uma atmosfera semelhante, revelando a dificuldade financeira que assola seus habitantes e os acompanha até na morte:

É mais prático enterrar-se em covas feitas no chão: ao sol daqui, mais que covas são fornos de cremação.

Ao sol daqui, as covas logo se transformam nas caieiras onde enterrar certas coisas para, queimando-as, fazê-las:

assim, o tijolo ainda cru, as pedras que dão a cal ou a capoeira raquítica que dá o carvão vegetal.

Só que nas covas caieiras nenhuma coisa é apurada: tudo se perde na terra, em forma de alma, ou de nada.

Além de apontar uma situação social, o poema mostra uma região precisa: o Sertão pernambucano, castigado pela ação da natureza, salientando a presença do sol escaldante como elemento de identificação do espaço. O sol do sertão é severo, duro e cumpre a sina de "cremar" os corpos lançados ao chão.

Verifica-se também a junção de dois elementos: a terra e o fogo (sol). O primeiro esconde, e o segundo dá fim ao corpo sertanejo. Nem por isso, contudo, consegue livrar-se do que o move: sua alma. A terra parece herdar a essência do interior do corpo extinto, abrindo uma reflexão filosófica e uma dúvida sobre a própria existência nos versos finais.

(Sugestão enviada por Marcelo Genário Burgos Pereira)

21 julho, 2026

Baú do Blog: Desabafo Apressado e Meio 'Sem Tempo'



Por: Daniel Feitosa 



Nota do Editor: Resgatamos hoje dos nossos arquivos esta belíssima e necessária reflexão escrita por Daniel Feitosa. Em um mundo que parece girar cada vez mais rápido, reler estas palavras é um convite obrigatório para desacelerar e recuperar a nossa essência.

É que nessa correria de poucas horas, a gente esquece o quanto de vida há pra ser vivida. Os pequenos gestos, tão simples e tão grandiosos, olvidam-se num ostracismo ingrato. Pouco se percebe e pouco se aproveita da riqueza do cotidiano. É uma pena.

Os relógios correm, frenéticos em seu ofício regulador; já não há quase tempo para olhar para o céu; e os dias vão se repetindo num calendário tedioso, nos deixando empoeirados, cansados e carcomidos pelo que se habitou a chamar de “estresse”. Há tantas pessoas, tantas coisas, tanto ar a nossa volta; e acabamos por deixar a parte mais bonita de cada um abandonada em meio às poluições sonoras, visuais e industriais deste mundo.

"O que me angustia, apressadamente, é essa sistematização que toma conta das pessoas, numa padronização medíocre, em que tudo se repete num ciclo hipócrita."

Parece que cada vez mais se esquece do quanto vale um sorriso, um abraço ou um mero aperto de mãos. Cada vez menos eu vejo as pessoas serem solidárias, agirem com humildade ou se esforçarem para ao menos esboçar um mínimo de boa educação, de respeito, de consideração. É desgastante conviver com tamanha brutalidade do animal social que nos tornamos; é ensurdecedor o grito insensato da falta de tato das pessoas para com os sentimentos; é triste constatar que cada vez mais tudo se banaliza.

Quase sempre esquecemos o que nós mesmos podemos representar, mas só pra rapidamente exemplificar: nós somos a alegria de quem nos quer bem, somos as rimas dos versos de quem nos ama, somos o bem mais precioso de nós mesmos.

E podemos ser sempre mais, basta querermos: corramos, então, para recuperar a essência perdida, ainda há tempo pra se andar devagar.

Fico por aqui, e volto aos meus prazos.

Abraços saudosos àqueles que sumiram no ’sem-tempo’.

Resgate Cultural: O Lançamento de "Sertão Versos & Poesia" (2011)


Maestro Galdino e o poeta Pedro Alves


Na noite de 9 de dezembro de 2011, o auditório da Secretaria Municipal de Educação foi palco de um marco para a nossa literatura. O poeta e escritor custodiense Sr. Pedro Henrique Alves realizou o grande sonho de sua vida: o lançamento de sua primeira obra literária, o livro "Sertão Versos & Poesia".

Conhecido carinhosamente por todos como Seu Pedro, ele transformou em páginas definitivas os versos e poesias que, antigamente, guardava com tanto zelo em pedacinhos de papel. Na obra, o autor aborda com sensibilidade temas do passado e do cotidiano, traduzindo a alma e a verdadeira essência do povo sertanejo.

Uma Noite de Riqueza Cultural

A cerimônia, marcada pela mesma simplicidade que define a personalidade de Seu Pedro, contou com uma concorrida noite de autógrafos. O evento transformou-se em uma celebração da identidade local, fortalecida pelo apoio da comunidade e por belíssimas apresentações de artistas e grupos culturais de Custódia, tais como:

  • Grupo de Danças Luar do Sertão

  • Sanfoneiro Eduardo

  • Cantor Romântico Amadeilson Neres

  • Grupo de Dança de Rua The Break Boys

  • Violeiros José Bartolomeu e Evaldo Severino (vindos de Sumé-PB)


Grandes Nomes e Apoio à Arte da Terra

O evento reuniu diversas personalidades da nossa sociedade. Entre os convidados, o popular Chico Paraíba recitou versos e compartilhou seu desejo de também lançar um livro futuramente. A noite ainda contou com uma entrevista emocionante conduzida pelo Dr. Cícero Bento com o homenageado, além das palavras marcantes de Dona Zita Queiroz.

Prestigiaram o momento grandes nomes do nosso cenário artístico, como o ator Humberto Guerra, o artista plástico e radialista Fernando Alves, o músico e cantor Rubinho, e o maestro Galdino da BAMUC. Na ocasião, Galdino — na qualidade de presidente da Associação Comunitária Cultural de Custódia (ACCC) — colocou a entidade à disposição dos talentos locais. Ele também destacou a importância do apoio do comércio e dos empresários da região, deixando um agradecimento especial ao Sr. Ivan, peça-chave para que esse empreendimento cultural ganhasse vida.

"Custódia, Terra Querida, prova mais uma vez que é berço de gente de valor e de grandes talentos — basta apenas que se abram as portas da oportunidade."

Nossos eternos parabéns ao Sr. Pedro por registrar sua sensibilidade na história e fazer parte da construção da nossa identidade cultural!

Texto original de: Galdino da Banda (Publicado originalmente em dezembro de 2011)

20 julho, 2026

Das Raízes ao Pincel: A homenagem de Lourdes de Deus a Custódia



Em comemoração aos 83 anos de Emancipação Política de Custódia em 2011, a artista plástica Lourdes de Deus prestou uma homenagem à sua terra natal. A celebração ganhou forma em uma nova tela que exalta a história e as raízes do município.



Quem é Lourdes de Deus?

Nascida em Custódia, PE, em 1959, Lourdes mudou-se para Osasco quando tinha apenas dois anos de idade. Casou-se com o pintor naïf Waldomiro de Deus, em 1976, e convivendo com o dia-a-dia do artista, passou a tomar gosto pela arte, começando a pintar em 1992. Daí em diante, seu trabalho foi se aperfeiçoando.

Autodidata, percorreu o Brasil com seu marido e incentivador Waldomiro de Deus, um dos mais consagrados artistas populares brasileiros. Lourdes pinta com romantismo e com muitas cores o cotidiano e as manifestações folclóricas nacionais, como a festa de São João, a folia de Reis e o bumba-meu-boi. Algumas telas da artista estão expostas no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, no Museu Internacional de Arte Naïf de Quebec (Canadá) e em diversas residências no Brasil e na Europa, cujas obras foram adquiridas por turistas.