06 agosto, 2026

Nas Caatingas de Custódia: Relatos da Vida sob a Ameaça do Banditismo (1936)



Primeira foto, legenda: 

O fazendeiro Henrique Lucio depois de fazer compras na feira de Custodia dirige-se para casa. Foto feita na estrada Custodia-Águas Belas, em frente a residencia do Major Inocêncio Gomes de Lima, prefeito daquele municipio. Armados os transeuntes previnem-se contra os assaltos

Segunda foto, legenda:

A filha da fazendeira de "Queimadas", quando fazia declarações ao reporter do DIARIO DE PERNAMBUCO. Photo colhido em Custodia, vendo-se ainda um fazendeiro e senhoritas da sociedade local.

 

Esta reportagem especial do Diario de Pernambuco (edição de sábado dia 12 de Dezembro de 1936) traça um panorama detalhado e cru da realidade vivenciada no interior pernambucano durante o auge do banditismo no sertão. Através do relato direto de moradores, autoridades locais e testemunhas oculares, o texto revela o clima de sobressalto constante em que viviam as populações sertanejas — obrigadas a andar armadas para garantir a própria segurança diante do temor gerado pelo bando de Virgulino Ferreira da Silva, o "Lampião", e de outros grupos menores que se proliferavam pela região.

A matéria destaca as profundas falhas táticas das forças policiais no combate aos cangaceiros. O uso de cornetas de comando e veículos barulhentos antecipava a presença das volantes, permitindo que os criminosos — profundos conhecedores da vegetação e da geografia da caatinga — escapassem facilmente. Além da ineficácia militar, a reportagem expõe os abusos cometidos pelas próprias tropas oficiais contra a população civil.

Enriquecido por uma entrevista com o prefeito de Custódia, Major Inocêncio Gomes de Lima (15/08/1936 à 15/05/1939), o texto resgata as origens de Lampião — de almocreve a chefe do cangaço —, expõe aspectos curiosos de sua religiosidade e rotina mística e apresenta descrições físicas minuciosas do sertanejo que desafiava a autoridade do Estado e marcava a história do Nordeste brasileiro.

Segue abaixo o texto na íntegra publicado no Diário de Pernambuco:

Quadros da zona sertaneja sujeita ás incursões do banditismo

Em cada pedra, perdida no descampado, a lembrança de Lampião — Porque a técnica adoptada pela polícia não dá resultado.

Conversa com o prefeito de Custódia -- Devoto do padre Cícero -- Relembrando a entrada de Virgulino para o cangaço.

As populações do interior dos municípios sertanejos, alarmadas pelo banditismo, procuram munir-se de armas, já que as volantes quase só se movimentam entre as cidades e os povoados.

E' já sabido o caso do roubo dos 22 cavalos em "Cancela", município de Custodia, a menos de uma légua da rua.

Os assaltos a fazenda Caroá e a várias outras de Mulungu, a passagem dos cangaceiros pelo serrote do Tamanduá, sem nenhum impedimento, são um atestado da falta de segurança em que se acha o sertão.

Registramos, agora, impressões colhidas ultimamente pelo nosso repórter em visita a zona atingida pelo cangaceirismo.

A PAYSAGEM SERTANEJA

O descampado sertanejo permite muito bem se avistar através os alastrados, os cardeiros, os marmeleiros e as catingueiras secas até o gado pastar a distância nos serrotes quase pelados de vegetação.

Os lajeiros muito frequentes naquela zona assombram os transeuntes na passagem, quando se fala em "Lampião", na terra, sugerindo ideias de emboscadas pelos facínoras. As veredas feitas pelo gado em direção dos bebedouros penetram profundamente nas caatingas e são o caminho certo da fonte.

É notório no sertão que a polícia age com técnica militar para combater o banditismo, o que aumenta a impossibilidade de um encontro com o grupo.

O repórter do DIARIO DE PERNAMBUCO ouviu em Tigre, povoado de Alagoa de Baixo, fazendeiros dizerem que as forças no encalço do "major" Virgulino ao chegarem ao serrote junto dessa localidade, tocaram cornetas que foram ouvidas no lugar Boa Vista, a quase meia légua de distância. 

Também em Custodia, do lado de Alagoa de Baixo aconteceu o mesmo. O vaqueiro Thomaz Anjo contou ao repórter que durante a caminhada que fez com o grupo de cangaceiros, de vez em quando o chefe mandava seus comandados pararem e escutava demoradamente qualquer ruído, por mais leve que fosse, mesmo de vento forte nas folhas secas.

Desse modo, sendo utilizada a corneta para as vozes do comando e o caminhão para o transporte, os bandidos, sempre de alerta, podem prevenir-se.

Fomos informados na Brigada Militar que o caminhão é de necessidade para o rápido transporte de forças, não obstante produzir ruído capaz de ser ouvido ao longe pelos bandidos.

As "caatingas" impossibilitam o soldado de conduzir a metralhadora, o fuzil metralhador e equipagem para a luta.

As estações ambulantes de radiotelegrafia, também não podem ter condução, pelo mato, desde que nem o burro me suporta o seu peso em longas caminhadas, debaixo de um sol causticante por um terreno sem pasto suficiente para a alimentação.

Neste caso, a distribuição das volantes nas proximidades das fazendas evitaria esses inconvenientes.

COM O PREFEITO DE CUSTODIA

Quando se achava em Custodia, o repórter do DIARIO DE PERNAMBUCO esteve na residência do prefeito local, major Inocêncio Gomes de Lima, com quem palestrou acerca do banditismo.

Na ocasião passou pela estrada o fazendeiro Henrique Lucio, residente em Sabá, o qual se dirigia para sua casa, depois de ter feito a feira na cidade.

Ia um seu conhecido na frente, montado e armado de um rifle. Atrás, um trabalhador puxando um "jegue" (jerico) carregado. Depois vinha um empregado do fazendeiro com um rifle na mão e outro a tiracolo. Em último lugar o sr. Henrique Lucio montado e também armado.

A objetiva do DIARIO DE PERNAMBUCO colheu esse frisante quadro da situação sertaneja. 

A VIDA DE LAMPIÃO

O major Inocêncio Gomes de Lima disse-nos haver conhecido Lampião desde menino.

A seguir, passou a contar histórias do bandido.

— "O nome de Lampião é Virgulino Ferreira de Souza. Seu pai chamava-se José Ferreira, criador e proprietário em "Poço do Negro", no município de Floresta.

DE ALMOCREVE A CANGACEIRO

Na mocidade Virgulino era almocreve e muitas vezes carregava caroá de Betânia para Rio Branco. Nesse tempo conheci-o muito.

Entretanto, com o assassino do pai, Virgulino resolveu vingar-se e essa vingança jogou-o no cangaceirismo.

Seus irmãos, Livino, Antônio Ferreira e Ezequiel acompanharam-no na nova fase de vida."

O CANGACEIRO É ELEITOR EM FLORESTA

Como o repórter mostrasse interesse pelos detalhes da vida do conhecido cangaceiro, o major Inocêncio, esboçando um sorriso, disse:

— "Ele e os irmãos são eleitores em Floresta. Agora é que o título deve estar sem valor por causa da reforma."

DEVOTO DO PADRE CICERO. JEJUA TODAS AS QUARTAS-FEIRAS

Prosseguindo, o major Inocêncio contou:

— "Quando Lampião esteve na minha casa, por ocasião de uma "visita" a Betânia, agindo como cangaceiro, me contou que jejua todas as quartas-feiras, se reza muito para o padre Cicero. Ele me disse que em virtude de não haver peixe no sertão para guardar preceito na quarta-feira, não come nada. Só bebe agua.

Na ocasião do almoço, em frente dos seus comparsas, Virgulino, segundo disse, bota um punhado de farinha na boca afim de que ninguém saiba que ele jejua. Entretanto, a farinha é jogada fora ás escondidas. 

O seu chapéu de couro tipo de vaqueiro é levantado na frente, ostentando um retrato do padre do Juazeiro.

No seu pescoço, traz orações fortes, escapulários, rosários e medalhas de santos.

Nas abas do chapéu conduz medalhas de ouro e prata.

É um místico, extremamente confiante nas suas orações fortes.

Acredita que assim se possa livrar de qualquer perigo."


AUMENTA A FORMAÇÃO DE PEQUENOS GRUPOS

Já noticiámos que em Sitio, perto do povoado do Rio da Barra, pequenos grupos, constituídos apenas de 2 e 3 homens, davam assalto ás casas de residência.

Na estrada que passa pelo Sítio do Nunes, nas proximidades de Alagoa de Baixo, o proprietário do auto 7849, sr. Floriano Tibúrcio dos Santos, foi assaltado por um desses grupos, sob a chefia do cangaceiro Gaudêncio.

Tentaram assassinar um passageiro do auto, mas, a pedido do sr. Floriano, não o fizeram. Roubaram o dinheiro que o passageiro conduzia e mandaram-no prosseguir viagem.

Ouve-se constantemente falar no sertão de que o profundo conhecedor da caatinga pode livrar-se bem da polícia. Cientes disso, vão dia a dia aparecendo gatunos que se travestem de Lampião para fazer suas "colheitas".

Ha vaqueiros não só conhecedores da caatinga como "rastejadores", isto é, descobrem o paradeiro das pessoas apenas pelo rastro. Desses alguns já tem prestado indicações a polícia.

LAMPIAO TEM 43 ANOS E ESTA AINDA FORTE, LEVANDO UMA VIDA TÃO ACIDENTADA

A filha da fazendeira de Queimadas quando conversou com o nosso representante em Custodia, disse ter visto o "major" Virgulino.

Os cangaceiros estiveram na fazenda Queimadas, onde intimaram as moças, filhas da fazendeira, a dar-lhes comida. Foi, assim, que uma delas viu Virgulino. Contou-nos esta ser ele um indivíduo alto, magro, moreno, tostado pelo sol, com um olho doente, escorrendo água, usando óculos. Na calça traz quatro galões dourados, que significam o seu posto de major. Os demais, quando de sua confiança, tem o título de capitão. Assim, Corisco e o Virgínio, este morto pelo cabo Alves, no encontro de Jeritacó. 

O CABO 21 CONTINUA NO COMMANDO DE UMA VOLANTE 

O cabo da Escola de Recrutamento da Brigada Militar do Estado, cujo nome de "guerra" é 21, principal responsável pelas desordens promovidas pela "volante" estacionada em Tigre, quando esteve ali o repórter do DIARIO DE PERNAMBUCO, foi transferido para Alagoa de Baixo pelo tenente Apolônio, comandante das forças volantes estacionadas naquela cidade.

Apesar do cabo haver praticado distúrbios, rajado a metralhadoras os muros do cemitério em vez de perseguir os bandidos, continua a frente de um grupo de combate, por falta de substituto, conforme fomos informados na Brigada.

A respeito de tais arbitrariedades foi aberto inquérito.

05 agosto, 2026

Praça Padre Leão: Transformações e Reformas ao Longo do Tempo



Foto: Paulo Peterson


A Praça Padre Leão carrega a história de Custódia e passou por diversas intervenções, modificações estruturais e revitalizações promovidas por diferentes gestões municipais ao longo das décadas, a exemplo da grande reforma realizada em 2008.

Neste registro fotográfico exclusivo, podemos observar a área frontal da Igreja Matriz de São José em um período de transição, antes de receber a sua última grande reforma, mostrando o espaço amplo e aberto que antecedeu os modelos de praça que conhecemos hoje.



[Baú do Futebol Custodiense] Flamengo do Iraque (1983)


Acervo José Orlando

Em pé:
Silvio "Melo Bico", ?, Marquinhos, Rogério, Leonildo e Jota

Agachados:
Ivo, Muskito, Adilson Paulista, Rebequinha e Luiz.

 

04 agosto, 2026

Onde a Memória Faz Curva: Iguaracy, Pedro Maraváia e Maciel Melo


Em 2011, durante as festividades do padroeiro São José, em Custódia-PE, uma das atrações musicais da noite era o poeta, cantor e compositor Maciel Melo. Antes de subir ao palco, tive a oportunidade de conversar por alguns minutos em seu camarim.

Sendo ele natural de Iguaracy — antigo distrito de Afogados da Ingazeira —, esse acabou sendo o gancho perfeito para iniciar o nosso breve bate-papo. Comentei que tinha um tio que morava por lá, e Maciel perguntou imediatamente de quem se tratava. Quando respondi que era Sebastião Alves, o cantor abriu um largo sorriso e emendou sem hesitar: — O da farmácia da praça?



A partir dali, a conversa fluiu com ainda mais leveza e descontrações. Como bom iguaraciense, Maciel conhecia a fundo a história de sua terra. Lembrou que o povoado surgiu por volta de 1914, após a construção de uma igreja dedicada a São Sebastião, e que inicialmente se chamava Macacos, em homenagem a uma família tradicional da região. Temendo futuras conotações pejorativas para o lugar, foi justamente o meu tio, Sebastião Alves da Silva — então representante da vila junto à Câmara Municipal de Afogados da Ingazeira —, quem batalhou e conseguiu a mudança do nome para Iguaracy.

Maciel rememorou com carinho as lembranças da infância e juventude na farmácia do meu tio, o convívio com os filhos dele e a importância imensa que Sebastião tinha para a cidade. O que nos unia ali eram laços ainda mais profundos: Sebastião Alves era irmão da minha Tia Maria (mãe de Gerson Gonçalves) e de Corina Pereira Marques, minha avó paterna. Inclusive, quando a mãe dele faleceu, tendo ele apenas dois anos de idade, foi em Custódia que Sebastião foi residir, acolhido pelo casal Joaquim Pereira e Corina Pereira, ambos eram comerciantes.



Conforme a hora do show se aproximava, mencionei que havia criado o Blog Custódia Terra Querida. Para minha grata surpresa, Maciel respondeu que já conhecia o espaço! Contou-me que, durante as pesquisas na internet para a escrita de um de seus livros, encontrou em meu site a fotografia de uma lendária figura folclórica da região: Pedro Maraváia. Maciel fez questão de destacar que usou a imagem em sua obra e que creditou devidamente o blog.

Nos despedimos e saí dali tomado por uma enorme felicidade. Além da profunda admiração que sempre tive pelo trabalho desse "caboclo sonhador", descobri naquela noite que partilhávamos afetos, memórias e amigos em comum.

Essa ligação entre Maciel e a memória de Maraváia não ficou guardada apenas nas páginas do livro. O poeta também imortalizou o personagem na canção O Boi do Pajeú.

Abaixo o texto escrito por Maciel Melo para seu livro, enviado para o Blog Custódia Terra Querida, por Antonio Marinho. Publicado no Facebook perfil de Gilberto Lopes.

𝗣𝗘𝗗𝗥𝗢 𝗠𝗔𝗥𝗔𝗩Á𝗜𝗔: 𝗔 𝗙𝗜𝗚𝗨𝗥𝗔 𝗙𝗢𝗟𝗖𝗟Ó𝗥𝗜𝗖𝗔 𝗤𝗨𝗘 𝗦𝗜𝗠𝗕𝗢𝗟𝗜𝗭𝗔 𝗔 “𝗟𝗢𝗨𝗖𝗨𝗥𝗔 𝗚𝗘𝗡𝗜𝗔𝗟” 𝗗𝗘 𝗜𝗚𝗨𝗔𝗥𝗔𝗖𝗬

Entre as histórias e personagens que fazem parte da cultura popular de Iguaracy-PE, destaca-se a figura folclórica de Pedro Maraváia, lembrado como um símbolo da chamada “Loucura Genial” do município. Com seu jeito único e irreverente, ele ganhou espaço na memória do povo e passou a fazer parte do imaginário cultural da cidade.

Na fotografia, aparece Pedro Lula de Melo, conhecido como Pedro Maravaia, ao lado de Dionete de Nilda (Dionete Belarmino dos Santos) e Sueli de João Gaguinho (Sueli Clemente da Silva). A imagem faz parte da memória popular e contribui para preservar a história de uma das figuras mais marcantes da cultura de Iguaracy.

A história de Maraváia ultrapassou as ruas de Iguaracy e foi registrada em obras culturais, sendo também lembrada em música de Maciel Melo, artista que valoriza em suas composições as raízes, personagens e tradições do Sertão do Pajeú.

“...Mais, que eu tou aqui no meio do mundo carregando umas cantigas, que eu tirei dum matulão de um doido chamado MARAVÁIA...”

Maciel Melo  

Resgatando a Memória Custodiense: A Arte e a Poesia das Crônicas de José Soares de Melo



Há histórias que o tempo tenta apagar, mas que ganham vida eterna quando contadas com afeto, precisão e o olhar atento de quem ama a sua terra. No Blog Custódia Terra Querida, temos a honra e o privilégio de contar com as contribuições inestimáveis de José Soares de Melo (Zé Melo), um verdadeiro guardião da nossa memória cultural e afetiva.

Através de suas crônicas, Zé Melo nos conduz em uma verdadeira viagem no tempo, trazendo à tona episódios, hábitos, causos e, acima de tudo, as figuras humanas inesquecíveis que moldaram a identidade de Custódia.

A Custódia de Antigamente: Personagens, Causos e Saudade

Com uma escrita leve, bem-humorada e profundamente humana, José Soares de Melo registrou ao longo dos anos perfis marcantes e causos impagáveis do cotidiano custodiense. Entre suas diversas colaborações, destacam-se:

  • Tipos e Figuras Populares: Homenagens e retratos cheios de afeto a figuras inesquecíveis da cidade, como Pedro Maravaia, Zé Preto, Zé Caboclo, Paulino, Doca, Carinhoso, Alaíde do Bloco do Cariri e Seu Nê Marinho.

  • Histórias e Causos do Cotidiano: Narrativas bem-humoradas e curiosas de fatos locais, como em “É Mentira, Terta”, “O Milagre sem o Santo”, “O Louco”, as peripécias de “Jogos nem tanto inocentes” e até mesmo episódios divertidos de autoparódia, como a inesquecível “Gafe de Zé Melo durante a Jecana”.

  • Locais, Tradições e Perfis: A memória dos pontos de encontro e personalidades da cidade, retratados em textos como Cacimba Nova, Bar O Ponto Certo, Caminhoneiros, o perfil de Adamastor Ferraz de Oliveira, José Pereira Burgos, além de reflexões nostálgicas em “Volta ao Passado”, “Eu e o Rei” e “Retalhos de Lembranças”.

A Importância de Preservar a Nossa História

O trabalho de Zé Melo vai além da simples escrita: trata-se de um registro histórico-afetivo essencial para as presentes e futuras gerações de custodienses. Suas crônicas mantêm viva a chama da nossa pertença e fortalecem o orgulho do nosso povo de dizer que pertence a esta Terra Querida.

A você, José Soares de Melo, o nosso mais sincero obrigado e reconhecimento por enriquecer as páginas do nosso blog e o coração da nossa gente!

📌 Relembre e Leia Novamente Algumas Crônicas:

 Para acesso as demais crônica, acesse o link: CLICANDO AQUI 

Você lembra de algum causo ou personagem citado nas crônicas do Zé Melo? Deixe seu comentário e compartilhe essa publicação para mantermos viva a memória de Custódia!



03 agosto, 2026

Quem Foi Dona Custódia? A Verdadeira História por trás do Nome da nossa cidade

Litografia de Maria Custódia Osório de Campos
baseada em traços familiares.

Por Karoba N. Salvi

1. Origem do Nome vs. Formação do Núcleo Urbano

As pesquisas e fontes históricas apontam que a denominação "Custódia" ganha força na década de 1830. É importante registrar, contudo, a distinção entre a origem do nome e a formação da povoação como núcleo urbano:

O Nome (década de 1830): Todos os indícios e fontes apontam para esse período como o momento em que a localidade passou a ser batizada na voz popular.

O Núcleo Urbano (final do século XIX): A povoação como vila organizada só se estruturou décadas depois. A título de contexto, o Distrito de Alagoa de Baixo (atual Sertânia), do qual Custódia posteriormente se desmembrou, só foi criado em 1842, tornando-se vila/município em 1873. Inclusive, em 1908, Quitimbu ainda figurava como sede do 2º distrito.

Naquela década de 1830 — período regencial conturbado após a abdicação de D. Pedro I —, o interior da Província de Pernambuco tinha como grandes referências vilas como Flores do Pajeú (cabeça da Comarca do Sertão) e Cimbres, além de Cabrobó e Boa Vista (emancipada em 1838). As terras da região, em sua maioria, remontavam às antigas sesmarias concedidas à Casa da Torre (BA) desde o século XVII (1658).

2. O Mito dos Jesuítas x A Evidência de Dona Custódia

Durante muitos anos, perpetuou-se a lenda de que o nome da cidade derivaria do fato de padres jesuítas estarem "sob custódia" e proteção dos habitantes locais enquanto fugiam de perseguições.

Entretanto, documentos dos arquivos do IBGE (décadas de 1940 e 1950) e análises historiográficas descartam essa hipótese por absoluta falta de lógica e de registros. Na primeira metade do século XIX, não havia na região mosteiros, conventos, abrigos ou capelas que pudessem ter servido de pouso para ordens religiosas.

A versão amplamente aceita e respaldada por fatos históricos aponta para o direito consuetudinário (costume popular): o nome nasceu como homenagem a Dona Custódia, proprietária de uma pousada e barracão de suprimentos situado às margens do riacho local (nas proximidades do atual centro da cidade). O local era ponto obrigatório de parada para tropeiros, boiadeiros e viajantes. A expressão "vamos ao negócio de Dona Custódia" tornou-se tão habitual que acabou batizando a localidade.

3. Quem Foi Maria Custódia Osório de Campos?

Longe de ser uma figura lendária, Dona Custódia era Maria Custódia Osório de Campos, nascida em 1800 na Fazenda Conceição (em Flores do Pajeú, atual município de Betânia, perto de Sítio dos Nunes).

Filiação: Primogênita do Capitão de Ordenanças Manoel José de Campos (o "Marinheiro") e de Firmiana Barbosa de Aragão.

Família de Prestígio: O casal teve 12 filhos, entre eles o famoso Monsenhor Joaquim Pinto de Campos, irmão de Dona Custódia. Escritor e intelectual sertanejo de projeção internacional, o Monsenhor foi amigo pessoal do Imperador Dom Pedro II, do Duque de Caxias, de Machado de Assis e de intelectuais europeus como Alexandre Herculano e Camilo Castelo Branco, além de ter recebido o título de Protonotário Apostólico de dois papas (Pio IX e Leão XII).

4. Uma Teia de Poder, Terras e Caminhos Sertanejos

Dona Custódia casou-se com José Joaquim de Siqueira (não tiveram filhos). A união conectava duas das maiores oligarquias latifundiárias do sertão:

Pelo lado paterno/materno: Dona Custódia era neta do sargento-mor Fellipe de Aragão Osório (cunhado do Capitão-mor Aniceto Nunes da Silva, o maior proprietário de terras do Pajeú). A mãe de Dona Custódia herdara quase toda a fortuna de Bibiana Matildes (irmã de Aniceto), cujo testamento se conserva na Igreja Católica de Flores.

Pelo casamento: Seu esposo era neto do Mestre de Campo Pantaleão de Siqueira Barbosa, o maior latifundiário do Vale do Moxotó.

Com isso, o espólio de Dona Custódia abrangia extensões territoriais contínuas entre o Pajeú e o Moxotó.

A Estratégia Comercial

O estabelecimento de Dona Custódia não prosperou por acaso. Ficava estrategicamente localizado em um entroncamento crucial do sertão:

Na rota da Estrada das Boiadas, que conectava Olinda a Cabrobó;

No caminho de articulação entre o Médio Pajeú (Flores, Baixa Verde e Serra Talhada) e a capital pernambucana.

A constante movimentação de viajantes cimentou o nome da destemida sertaneja no mapa e na memória de Pernambuco — uma história de pioneirismo que a TVM (TV Visão Municipal) sob direção do Advogado Saulo de Tárcio Duarte se orgulha de resgatar para todos os leitores e cidadãos custodienses.

Fontes e Referências Históricas:

Salvi, Karoba N. / Barbalho, Nelson / Albuquerque, Ulisses Lins de (Moxotó Brabo).
Sampaio, Yony. Livro de Vínculo do Morgado da Casa da Torre. CEHM, Recife, 2012.
Arquivos Históricos do IBGE (Décadas de 1940/1950).

ÁLBUM CARCARÁ (2026) — A Origem do Várzeabeat novo trabalho de Plínio Fabrício



Plínio Fabricio apresenta o manifesto de fundação do Várzeabeat: a união visceral entre a alma do Sertão, o som do Mangue e a vanguarda da produção audiovisual.

Criado e produzido no Plínio Studio & MC Estúdio, o projeto resgata mais de 30 anos de história da música pernambucana, conectando as memórias dos anos 80, o chão rachado da Várzea em Custódia e a provocação sobre as "telas frias" do presente.

Faixas Principais

Custódia Saudades e Lembranças — As memórias da infância entre 1985 e 1987, a poeira, o cacimbão e o chão da antiga Roça de Dona Nita.

Carcará — A força ancestral da terra e o símbolo máximo da resiliência sertaneja.

Caracaraplankus — A fusão entre o biológico e o futurista: Descubra o que é essa entidade em áudio e vídeo!

Flor de Majoeira

Bate Severina

O Alto do Cruzeiro — O registro espiritual de fé e superação no morro de Monteiro-PB.

O Fungado do Seu Zé — A homenagem à convivência de terreiro, à prosa na calçada e à saudade dos grandes amigos. (E outras faixas em produção)

A História e o Movimento

O Várzeabeat não nasce para buscar a fama pela fama, mas como um movimento de sobrevivência, resistência e legado. A fome e a seca do corpo vivenciadas na infância evoluíram para a fome da mente e o adestramento digital da sociedade contemporânea.

Unindo a inteligência artificial, o suor dos acordes de violão e a poeira de Pernambuco, o trabalho reflete desde o lendário Bar do Seu Chiquinho — coração pulsante da Várzea onde a cultura popular acontecia nos tamboretes de madeira — até as metáforas do carcará contemporâneo com asas de alumínio afiadas.

"O tempo não devora apenas corpos. Devora a atenção."
— Plínio Fabrício

Ficha Técnica & Lançamento
Conceito e Produção Audiovisual: Plínio Fabrício (Plínio Studio / MC Estúdio)

Selo: VΔRZEΔBEΔT

Disponibilidade: no canal oficial do YouTube, YouTubemusic e Spotify.

Aumente o som, puxe a cadeira de balanço e venha testemunhar o nascimento de um novo capítulo da música pernambucana.


BORRACHA RISCADA, BORRACHA RASGADA | A Hipocrisia da Elite



O Fungado do Seu Zé 



DO ALTO DO CRUZEIRO



BATE SEVERINA



Cararacaraplanklus



CARCARÁ

HINO: Custódia, Saudades e Lembranças | Plínio Fabricio | 2026

 



► NOTA DE ARTE 
​♪ Plínio Fabrício
​"Essa música não pede aplausos. Ela traz respostas." 

​► A História 

​Um hino em homenagem profunda às raízes, à história e à saudade da nossa terra, e às pessoas que realmente fizeram a história do nosso município. Esta é uma resposta artística e técnica, consolidada pelo tempo. Pois só o tempo dá resposta a tudo. 

​► FICHA TÉCNICA 

​Música: Custódia: Saudades e Lembranças 

​Tom Original: Gm
​Ano da Gravação Original: 2017 
​Autor: Plínio Fabrício 
​Voz: Voz guia original de Plínio Fabrício da gravação original, com modificação sintética com uso de tecnologia 

​Produção: Canal Plínio Fabrício 
​Co-produção: Plínio Studio 

​► OUTROS TRABALHOS, LANÇAMENTO INTERNACIONAL E REDES.

CLIQUE AQUI PARA OUVIR OUTROS TRABALHOS DE PLÍNIO

Um taco do sertão do meu Brasil
Menina dos olhos de Pernambuco
Não sei ao certo qual a tua origem
Custódia berço, minha mãe gentil

Terra onde pisou Lampião
Seu Jorge no rastro da chinela
Dos poemas de Sevy me lembrei
Com tia Ceiça minha primeira lição

De seu Florêncio os tiros de Bacamarte
A festejar as noites de São João
Devoto de “Padim pade Ciço”
Com seu Lunga aprendi um montão

Custódia prende meu coração
Saudade dos meus tempos de menino
Das feiras do parque de Adamastor
Das missas celebradas aos domingos

Do doce cheiro da Tambaú
Em Zé das Máquinas um bom filme eu vi lá
Ao som dos Ardentes eu dancei
Com Neta Góis conheci o bê abá

Terra de Ernesto Queiroz
Terra do mito Luizito, em seu Domingos
Na Casa Góis eu comprei
Um candeeiro, uma viola e um brinco

O brinco eu dei ao meu amor
O Candeeiro ao som de um sanfoneiro
A minha viola a lua quem contemplou
E a saudade aqui dentro do peito

Pra onde voou o carcará
De onde surgiu o cariri
Nos carnavais seu Joventino a brincar
No mela-mela ao banho de chafariz

Torrão do padroeiro José
Do ilustre Orlando Ferraz
De Totonho, Osório e Zé Florêncio
Do enfermeiro Antonio do Posto um ás

Zé Caboclo nessas bandas tocou
De Luiz Gonzaga a triste partida
No coração a saudade ficou
De lembranças da minha terra querida

Como poderia esquecer
Das oratórias de Dr. Pedro
Do meu vizinho Luiz Amaral, De Gerson Pinto
E Silvio Carneiro, Anfilófio e seu Chico Eugênio
Ilustres filhos Custódia é o berço

30 julho, 2026

Memória Custodiense: A Chegada do Bradesco a Custódia (2011)




Hoje é dia de relembrar um marco importante no crescimento econômico e na história do nosso município: a inauguração da Agência do Bradesco (nº 0651-3) na Rua Luiz Epaminondas, em 2011! 

Na época, o evento reuniu diversas lideranças locais, empresários e a comunidade para celebrar a chegada de uma das maiores e mais sólidas instituições financeiras do mundo. Entre as presenças marcantes, estiveram:

Prefeito Nemias Gonçalves, vereadores Luciano Lira, Severino do Rádio, Neguinho da Maravilha, Yolanda de Alzira e Samuel Marinho e empresários locais;

Sr. Garcia Prado (Gerente Bradesco);

Sr. Carlos Henrique (Gerente Local):

Padre Roberto Luciano, que abençoou as novas instalações:

Demais convidados da região

A instalação do banco veio em um momento estratégico para Custódia, preparando a cidade para o ciclo de desenvolvimento trazido por grandes obras estruturantes da época — como a Ferrovia Transnordestina, as obras da Transposição do Rio São Francisco e o entroncamento rodoviário ligando Iguaracy a Ibimirim.

Fonte do registro histórico: Gilberto Nunes Valeriano

Ps. A Agência do Bradesco fechou seu posto situado na Rua Luiz Epaminondas, o Banco anunciou o encerramento de centenas de agências e postos de atendimento espalhados pelo Brasil. A decisão reflete a mudança no comportamento dos clientes, cada vez mais adeptos dos serviços bancários online. As cidades de menor porte, como Custódia, foram as mais impactadas pela medida, que vem provocando preocupação e críticas em diversas regiões do país, especialmente pela redução do atendimento presencial. Hoje, o Banco atende na cidade de Serra Talhada os correntistas da antiga Ag. 0651-3.

Entrevista com Humberto Guerra ao Jornal A Tribuna (SP) em 2007



Nascido em Pernambuco, Humberto Guerra, 27 anos, chegou a São Vicente em 1992 para morar com familiares e tentar conseguir emprego. Hoje é ator de televisão e atua ao lado de Antônio Fagundes, Marília Gabriela e Lázaro Ramos na novela Duas Caras da Rede Globo. Ele é feliz, o braço direito do líder comunitário Juvenal Antena.

A novela trata de uma realidade que lhe é bastante familiar: atualmente, Humberto reside na favela de Rio das Pedras, onde foi feita a pesquisa que deu origem a fictícia Portelinha. Por isso, ele trabalha "como se estivesse em casa". Conflitos existenciais ou sociais são temas que fazem parte do seu dia a dia.

Com um discurso fundamentado em autores como Paulo Freire, o ator afirma que no Brasil ainda predominam as ideias da classe dominante, e que parte da solução está no engajamento social e profissional.

Na entrevista comentou que quando saiu de Pernambuco em 1992, trabalhava em um restaurante e não pensava em atuar em TV. Quando se mudou para São Paulo, fez cursos de interpretação e aí foram surgindo oportunidades de trabalho na Rede Globo. Antes de atuar achava que ser ator era algo muito distante, por ser pobre, não passaria disso. 

Comentou sobre as minisséries e novela que atuou, sua estreia foi no programa Linha Direta da própria Rede Globo, depois foi figurante em Celebridades, na novela América foi enfermeiro que contracenava com Edson Celulari. Também fez algumas cenas na novela Belíssima e por último atuou como um caipira, em A Diarista. Nessa época conheceu Aguinaldo Silva, que disse ter gostado muito da sua atuação.

Sobre o personagem Feliz, Humberto falou que ele é um pouco como os demais, tem duas caras, se tiver que matar, ele vai matar, assim como os outros sete anões, ele gosta muito de trabalhar com o Juvenal Antena.

Se sentiu em casa, ao fazer um personagem que morava na favela Portelinha, pois havia muita similaridade com a favela Rio das Pedras, onde o ator morava. Era como se saisse de casa para trabalhar em casa. 

Ainda foi questionado durante a entrevista, sobre a Desigualdade Social no Brasil, afirmou: " Tenho consciência que pertenço a classe social oprimida. Mas, não me sinto assim, porque sempre questiono decisões ou ideias vindas dos grupos dominantes. Sempre quis fazer parte das pessoas que conseguem fazer mudanças".

No final da entrevista, comentou como foi difícil contracenar com os atores consagrados,  que eles eram bastante amigos durante a novela, e que procurou não misturar o lado fã e de admiração diante deles durante as cenas.

Entrevista publicada no Jornal A Tribuna (SP), caderno Galeria, edição do dia 26 de Novembro de 2007. 

29 julho, 2026

MEMÓRIA: Quando a jornada de um custodiense rumo a Santiago de Compostela virou manchete no Diário de PE


Marcelo Burgos preparando o caminho



Destaque:
A trajetória de Marcelo Burgos no Caminho de Santiago de Compostela e o apoio do grupo de peregrinos no Recife.

Relembrar histórias que marcam a nossa gente é valorizar a nossa identidade. No passado, o custodiense Marcelo Burgos (filho de Noêmia Pereira Burgos e José Pereira Burgos) foi destaque no jornal Diário de Pernambuco ao embarcar em uma das jornadas mais emblemáticas do mundo: o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha.

Na época prestes a se aposentar, Marcelo buscou nos quase 800 quilômetros do tradicional Caminho Francês não apenas um desafio físico, mas um momento de reflexão e autoanálise.

"Minha esposa queria ir comigo pra passear, mas esse não é o foco. Expliquei a ela que é um objetivo particular. Preciso encarar esse desafio", declarou Marcelo à reportagem na época.

Para se preparar para os 30 dias de caminhada entre a França e a Espanha, Marcelo contou com o suporte da Associação dos Amigos do Caminho de Santiago no Recife, liderada pela arquiteta Fátima Ananias. Nos encontros, além do preparo físico, o custodiense encontrou o equilíbrio mental necessário para concluir a travessia.

Uma história inspiradora do nosso terraço que merece ser lembrada!

Selo Comemorativo aos 80 anos de Emancipação Política de Custódia (2008)



Em uma demonstração de amor à terra natal, os custodienses Fernando Florêncio, Zezé Amaral e Odete Andrada idealizaram o selo postal comemorativo aos 80 anos de Emancipação Política de Custódia, comemorado em 11 de Setembro de 2008, durante solenidade de apresentação na Câmara Municipal de Vereadores da cidade.

Integrantes da Comissão do Encontro dos Custodienses Presentes e Ausentes, o trio foi fundamental para viabilizar esta homenagem, que une história e filatelia. A ação não apenas marca a data festiva, mas enaltece a identidade cultural do município, conectando os filhos da terra, onde quer que estejam.

Além do selo, foi também criado o Brasão para nossa cidade:





Para saber todos os detalhes sobre a criação, CLIQUE AQUI!

28 julho, 2026

Inauguração da Agência da Caixa Econômica Federal de Custódia-PE



Inauguração da Agência da Caixa Econômica Federal em Custódia, em 19 de Abril de 1990, situada na época, na rua Dr. Manoel Borba. O então prefeito Belchior Ferreira Nunes, é abraçado festivamente por dirigentes do banco. Destaque para a presença de João Elizeu e Dezinario Alves da Silva, superintendente da CEF.

 


Momento Solene:


Cerimônia religiosa de inauguração conduzida pelo Padre José, que abençoa a nova agência lendo o livro de bênçãos. Prefeito Belchior Ferreira Nunes acompanhou atentamente ao lado dos dirigentes da Caixa Econômica Federal e de seu filho Gilberto Nunes. Moradores, crianças e demais convidados acompanharam esse marco para o município de Custódia.


Fotos: Gilberto Nunes Valeriano.
 

[SBT em Custódia] Após 25 anos em São Paulo, família realiza sonho e retorna com a ajuda da TV



A rotina tranquila dos moradores da Vila da Cohab, em Custódia, foi quebrada por um clima de surpresa e comoção. Em novembro de 2013, a chegada de uma van de produção de televisão, acompanhada por caminhões carregados de móveis e mantimentos, chamou a atenção de vizinhos e curiosos que se movimentaram pelas ruas sem entender, de início, o que estava acontecendo.

A grande movimentação tinha um motivo especial: o retorno de Dona Rita Odete da Silva à sua terra natal.

Natural da Serra da Torre, na zona rural do município, Dona Rita partiu para São Paulo em 1988 acompanhada do tio e do avô. Na capital paulista, residiu por 25 anos no bairro de Guaianases, na Zona Leste, onde construiu sua história ao lado do companheiro, o mecânico Henrique Luiz Barbosa, e dos quatro filhos do casal (três meninos e uma menina).

O reencontro articulado por uma carta

A reviravolta na história da família começou por iniciativa da filha, Caroline. Sensibilizada com a saudade da mãe e com a vontade da família de recomeçar no Sertão, a jovem escreveu para o quadro "De Volta pra Casa", do Programa do Ratinho (SBT).

O apelo foi atendido pela produção do programa, que organizou toda a logística para trazer a família de volta e garantir uma estrutura inicial para o novo recomeço, com a doação de móveis e suprimentos.

"Ver minha filha de volta às suas origens é a maior alegria que eu poderia receber", celebrou a mãe de Rita, Dona Odete Maria da Silva, visivelmente emocionada ao acolher a família no novo endereço.

Um novo capítulo

Agora, passados os momentos de surpresa e a movimentação das gravações, a família de Dona Rita e Seu Henrique se dedica a organizar os presentes recebidos e a se readaptar à rotina do Sertão pernambucano. Para a comunidade da Cohab, o dia fica marcado não apenas pelas câmeras de TV, mas pela celebração de um reencontro há mais de duas décadas esperado.

(Com informações e registros de Paulo Peterson)

27 julho, 2026

Resgate Histórico: A Chegada do Terminal Rodoviário de Custódia



A implantação do Terminal Rodoviário de Custódia representou um divisor de águas para a mobilidade e o progresso da cidade. Planejada pelo Governo de Pernambuco (gestão Marco Maciel) através do DETERPE, a obra nasceu com a missão de oferecer conforto, segurança e organização ao transporte coletivo da região.



Destaques do Projeto:

  • Localização Estratégica: Construído em um terreno às margens da BR-232 e a cerca de 700 metros do centro, garantindo acesso rápido e funcional para passageiros e ônibus.

  • Estrutura Moderna: Projetado com 5 boxes de embarque totalmente cobertos, 6 guichês de passagens, lanchonete, guarda-volumes e sistema de som.

  • Eficiência Operacional: Capacidade para atender até 20 ônibus por hora, permitindo o fluxo contínuo e organizado de passageiros.

  • Visão de Futuro: Arquitetura planejada para permitir ampliações sem a necessidade de interromper o funcionamento do terminal.



Um marco da infraestrutura do Sertão do Moxotó que impulsionou o desenvolvimento e a integração regional!

Histórico e Situação do Terminal

Reforma e Fechamento (2016): O prédio do terminal esteve fechado e sem funcionamento regular durante cerca de 12 anos. Em 2016, a estrutura passou por uma obra de reforma com a intenção de ser reativada. 

Cessão ao Corpo de Bombeiros (2017): Em agosto de 2017, o Governo do Estado de Pernambuco firmou um convênio com a Prefeitura para ceder o imóvel onde funcionava a antiga estrutura do terminal para a instalação do 1ª Agrupamento do Corpo de Bombeiros Militar da cidade.

26 julho, 2026

CARCARÁ | Movimento VárzeaBeat - Plínio Fabrício

 



O Várzeabeat nasce da união visceral entre a alma do Sertão, o som do Mangue de um local esquecido por decadas. 

​► NOTA DE ARTE

​"O tempo não devora apenas corpos. Devora a atenção."
♪ Plínio Fabrício
► A HISTÓRIA

​Carcará é o manifesto de fundação do movimento Várzeabeat, a união entre a alma do sertão, o som do mangue e a vanguarda da produção audiovisual.
Um resgate profundo de mais de 30 anos de história na música pernambucana e na alma vivida nos anos 80 diante das injustiças sociais da época e, hoje, diante das telas frias que matam de fome o senso educacional e social perante a bíblia moral de telas frias, de alimentos e vícios como a escassez e descaso das autoridades.
► Obra criada e produzida por Plínio Fabrício no Plínio Studio / MC Studio, trazendo a essência do Manguebeat em uma narrativa solene e cortante.
► Não é sobre fama: é sobre sobrevivência, transformação e uma luta de  esperança para deixar um legado para as próximas gerações. 

Não é apenas música: é um movimento de consciência, arte, resiliência e resistência a memória: é o resgate de mais de 30 anos de história. 

A seca e a fome do corpo nos anos 80 evoluíram para a fome da mente e o adestramento pelas telas frias do presente.

A Fusão do Ancestral com o Futuro: A força da voz nordestina e a poeira da terra abraçando a inteligência artificial e a produção independente de ponta. 

Simbologia Viva do Carcará, a terra rachada e o prato de alumínio amassado com cuscuz como espelhos da nossa realidade social, espiritual.
Nos dias contemporâneos, um pássaro com asas de alumínio afiadas, "uma lâmina em fio".

► Verdade e Legado: 

Não é sobre fama ou dinheiro pelo dinheiro. 
É sobre sobrevivência, transformação da luta em esperança e a construção viva de um pai para o futuro de sua protegida e futuras gerações.
🎙️ Album Carcará / 2026

Faixas:

1. CUSTÓDIA SAUDADES E LEMBRANÇAS
2. CARCARÁ
3. FLOR DE MAJOEIRA
🎞 
OUTRAS EM PRODUÇÃO.

► Concept & Audio Visual Production: 
Plinio Fabrício | Plínio Studio & MC ESTÚDIO 

MÚSICA: CARCARÁ
ARTISTA: PLÍNIO FABRÍCIO
CONCEPÇÃO: PLÍNIO FABRÍCIO
► A VOCÊS INSCRITOS, MEMBROS E ALUNOS: NOSSA PROFUNDA GRATIDÃO.
🎬 Estamos alcançando 31K.

🌺 Vocês que caminharam e caminham conosco nessa missão de arte, consciência e criação independente: o seu apoio é o combustível que mantém a arte viva e nos impulsiona a ir cada vez mais longe.
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Com amor,
♪ Plínio Fabrício & Plínio Studio.