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21 outubro, 2026
A política tem ideologia? - por Francisco Alves (Psicanalista Clínico)
(*) Os artigos e opiniões assinados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião deste blog."
16 outubro, 2026
Francisco Pereira da Nóbrega Sobrinho: o magistrado que administrou Custódia durante a redemocratização de 1946.
Origens e Formação Acadêmica
Francisco Pereira da Nóbrega Sobrinho nasceu em 30 de maio de 1896, na cidade de Campina Grande (PB), filho de José Gorgonho da Nóbrega e Ana Florípedes de Medeiros. Ingressou no ensino superior e bacharelou-se em Direito pela tradicional Faculdade de Direito do Recife, instituição de grande relevância na formação jurídica e política do Nordeste brasileiro.
Vida Familiar
Em 31 de dezembro de 1917, casou-se em sua cidade natal, Campina Grande, com Iracema Carneiro da Cunha Nóbrega (1901–1969). Da união nasceram cinco filhos:
Mozart Pereira Nóbrega (1918–2008)
Maria Pereira da Nóbrega Sobrinha (1920–Falecida)
Walter Pereira da Nóbrega (1922–1990)
Maria de Lourdes Nóbrega (1927–2006)
Fernando José Pereira da Nóbrega (1940–2007)
No âmbito das conexões familiares regionais, vale registrar que uma de suas filhas casou-se com o irmão de José Gonçalves Florêncio, importante figura política que também exerceu o cargo de prefeito do município de Custódia (PE).
Atuação Jurídica, Intelectual e Social
Magistrado de carreira, Francisco Pereira da Nóbrega Sobrinho atuou como Juiz de Direito na Comarca de Caicó (RN) ao longo da década de 1950 (1950–1960), vindo posteriormente a ascender ao cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça.
Além do trabalho no Poder Judiciário, notabilizou-se por sua vida intelectual e postura pública engajada, sendo colaborador frequente do jornal A Folha e participante ativo nos debates sociais e comunitários de sua época.
Gestão Pública como Interventor em Custódia (PE)
Em 23 de fevereiro de 1946, foi nomeado Prefeito de Custódia (PE) pelo Interventor Federal no Estado de Pernambuco, por meio do Ato nº 565.
Durante sua gestão executiva, promoveu relevantes melhorias na infraestrutura municipal. Entre suas realizações destacadas esteve a edificação da nova Cadeia Pública de Custódia (atualmente desativada) — obra articulada com o auxílio do líder local José Pires Ferreira (Zuzu Pires) e executada pelo construtor Duda Ferraz. A nova edificação substituiu as instalações prisionais antigas, que funcionavam precariamente em um incômodo cômodo anexo à sede do P.T.B. e que carecia de condições mínimas de uso.
Francisco permaneceu no cargo até 5 de dezembro de 1946, quando foi exonerado pelo Ato nº 2.816 do Interventor Federal, sendo sucedido na liderança do Executivo local por Jerônimo de Souza Neto.
Fim da Vida e Memória
Aposentou-se no ápice da carreira magistrada como Desembargador. Faleceu no dia 14 de agosto de 1978, na cidade de Natal (RN), aos 82 anos. Seu corpo foi sepultado na cidade de Caicó (RN), município com o qual manteve forte vínculo profissional, afetivo e comunitário durante a vida.
(*) Trabalho de pesquisa realizado por Paulo Peterson, com apoio de Ogival Gorgonho da Nóbrega e seu filho Onassis.
15 outubro, 2026
Formatura do Curso de Magistério do Colégio Municipal Ernesto Queiroz (1988)
Uma imagem histórica de dezembro de 1988, registrada no Centro Lítero Recreativo de Custódia, durante cerimonia de formatura do Curso de Magistério, na foto, o Diretor da época, o Advogado Dr. Pedro Pereira Sobrinho, ao lado das alunas formandas: Maria José de Gois (Mazé), Maria Bernadete Simão (Beta) e Rosa Amaral Pereira (Rosa de Zé de Nazário .)
Biografia Ernesto Alves de Queiroz
Casou-se com Dona Maria Josefina Gomes de Sá, com quem teve quatro filhos: Ernesto Queiroz Júnior (Ernestinho), José Elídio de Queiroz (Zito), Maria José de Sá Queiroz (Zita) e Maria das Graças de Sá Queiroz (Gracinha). Como primeira data em 3 gestões, exerceu o cargo de Prediente da Legião Brasileira de Assistência (LBA) atuando em atividades sociais no municipio. Uma marca registrada de sua atuação.
Foi uma figura central na administração da cidade:
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Fonte: Maria José de Sá Queiroz (Zezita Queiroz)
14 outubro, 2026
A Associação Quilombola de Buenos Aires convida todos os moradores e moradoras para uma reunião muito especial
📢 CONVITE IMPORTANTE PARA A NOSSA COMUNIDADE!
📢 A Associação Quilombola de Buenos Aires convida todos os moradores e moradoras para uma reunião muito especial!
Contaremos com a presença de membros da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco), parceira da nossa luta, para dialogar, orientar e somar esforços pelo fortalecimento da nossa comunidade.
📌 Pautas da reunião:
🌱 Preservação do Meio Ambiente: Como cuidar da nossa natureza, recursos e do nosso território.
❤️ Promoção de Saúde: Informação, prevenção e mais qualidade de vida.
🐾 Saúde Animal: Cuidados e bem-estar dos nossos animais.
🏠 Outros Assuntos Importantes: Moradia e demais demandas da associação.
✊ Sua presença é fundamental! Vamos conversar, trocar ideias e construir juntos um futuro melhor para nossa comunidade.
História do Distrito de Caiçara: Família, Cultura e o Desenvolvimento do Povoado em Custódia-PE
1. Origem e Formação Familiar (Séculos XVIII a XX)
A história da comunidade tem suas raízes no século XVIII, quando a família Rodrigues de Melo, de origem e tradição católica, migrou do Rio Grande do Norte e se estabeleceu na região como proprietária das terras. Inicialmente, o local recebia o nome de "Logradouro".
A mudança para a denominação Caiçara ocorreu após uma forte enchente do Rio Cupiti, nos anos de 1923 e 1924 (primeiro quartel do século XX). As águas do rio transbordaram e destruíram as cercas do curral e da residência dos irmãos Rodrigues de Melo, deixando um grande acúmulo de varas, galhos e troncos — estrutura que remetia a uma caiçara. Nesse mesmo período, fixou-se na parte sul do território o vaqueiro Dodô Rodrigues de Melo, acompanhado de seus três irmãos, a serviço do fazendeiro e criador de gado José Américo.
A família Rodrigues de Melo expandiu-se na localidade por meio de casamentos consanguíneos, formando um clã com antepassados comuns. Entre os pioneiros que enfrentaram as adversidades iniciais para desenvolver a pecuária e a agricultura nas terras destacam-se os irmãos Joaquim, José e João Alfredo (conhecido como "Sr. Benzinho").
2. Tradições Culturais, Religiosidade e Sociedade
A vida comunitária em Caiçara sempre foi marcada pelas festas tradicionais e pela forte expressão religiosa e artesanal:
Religiosidade: Na festa do novenário de Santana, a comunidade reunia-se em frente às casas com tocadores de pífano (como João Paulo, Luiz de Janja e Godofredo), bacamarteiros, sanfoneiros e barracas de comidas típicas. A devoção levou à construção da Capela do Sagrado Coração de Jesus no centro do povoado, em terreno doado por Júlia Clara de Melo e sob a liderança comunitária de Áurea Clara de Melo. O Padre Josef Butheniez celebrou a primeira missa na capela em 12 de setembro de 1984. A tradicional festa do padroeiro é celebrada anualmente entre 13 e 22 de julho.
Festejos Juninos: As noites de São João eram comemoradas com fogueiras, quadrilhas organizadas por Pedro Simões, rodas de coco lideradas por Ernestina, Eva e Linda, além de encontros na "venda" de Chiquinha Simões.
Medicina Popular e Educação: As mulheres da comunidade desempenhavam papéis centrais nos cuidados domésticos e na farmácia caseira, utilizando raízes, cascas, folhas e sementes medicinais para chás e xaropes. Na educação e nos cuidados de saúde do lugarejo, destacaram-se figuras como os professores João Rodrigues, Maria de Milu e Adalgisa Simões, além do raizeiro Anísio Cordeiro.
Artesanato e Rendas: Trazendo a herança cultural do Rio Grande do Norte, mulheres como Lolita, Elvira, Júlia Clara e Linda Umbelina sobressaíram-se como fiadeiras, parteiras e rendeiras de bilro, produzindo trabalhos em crochê e bordados (ponto cheio, rococó e vazado).
3. Urbanização, Infraestrutura e Projetos Sociais
O reconhecimento oficial e a estruturação do perímetro urbano de Caiçara ocorreram na década de 1980:
Emancipação Urbana: Em 11 de setembro de 1984, o Decreto Municipal nº 387/84 declarou toda a área da antiga Fazenda Caiçara como Perímetro Urbano.
Estrutura Urbana: O distrito abrange uma área de 104 km². Seu núcleo urbano é estruturado por uma via dupla calçada que circunda a Praça Júlia Clara de Melo, contando com posto de saúde (PSF), escolas, estabelecimentos comerciais localmente chamados de "vendas" e residências.
Acesso: A partir da sede municipal de Custódia, o acesso é realizado percorrendo cerca de 20 a 30 km no sentido sul via rodovia PE-312.
Recursos Hídricos: Por estar inserido no semiárido nordestino, o distrito integrou o projeto "Conhecendo e Mobilizando o Social no Moxotó IV", vinculado ao Programa de Água Subterrânea para a Região Nordeste (PROASNE). Fruto de cooperação técnica internacional entre o Brasil (via Agência Brasileira de Cooperação - ABC) e o Canadá, com engajamento de docentes e estudantes de Serviço Social da UFPE, o projeto implementou tecnologias para perfuração de poços e dessalinização. O abastecimento de água potável da população é proveniente de poço localizado na Fazenda Porteiras, aliado ao uso de dessalinizador local.
Fomento ao Artesanato: A vocação artesanal do povoado culminou na fundação da COOPEARTC (Cooperativa de Artesanato de Caiçara) a partir de janeiro de 2003, proporcionando uma fonte alternativa de renda à agricultura e à pecuária. Destaca-se ainda a implantação do Centro Vocacional Tecnológico, voltado ao capacitação em artesanato, e o Espaço Cultural Recreativo Luiz Epaminondas Filho, considerado referência na região.
Educação e Serviços: A principal instituição de ensino local é a Escola Luis Crispino Bezerra. Para a continuidade dos estudos a partir do 5º ano (Ensino Fundamental II), os estudantes deslocam-se para a sede do município de Custódia por meio de transporte gratuito.
4. Representatividade e Atualidade
A economia local baseia-se na agricultura de subsistência, na caprinocultura, na pecuária bovina, na criação de aves e no artesanato cooperativo. No cenário político de Custódia, Caiçara mantém histórico de representatividade desde a atuação de João Alfredo (Senhor Benzinho) e Elpídio Rodrigues até lideranças contemporâneas, como Reginaldo de Lima Pereira.
Hoje, o distrito de Caiçara é reconhecido como um cartão-postal do município de Custódia, preservando suas tradições culturais e a linhagem da família Rodrigues de Melo.
13 outubro, 2026
Quem Foi Joel Inocêncio Lima, Ex-Prefeito de Custódia (1951–1955)
Joel Inocêncio Lima foi fazendeiro, comerciante e líder político do município de Custódia, nos 50.
Atuou como prefeito constitucional de Custódia entre 15 de novembro de 1951 e 15 de novembro de 1955, tendo sido eleito pelo voto direto.
Principais Destaques e Atuação
Nascimento:
Nascido em 11 de dezembro de 1903, em Custódia-PE, era filho de Major Inocêncio Gomes de Lima (ex-prefeito) e de Maria Gomes de Souza Ferraz. Atividade Econômica: Teve marcante atuação na zona rural e no comércio local como fazendeiro e comerciante.
Obras Urbanas: Ficou registrado na história do município como o responsável pela primeira construção da Praça Padre Leão, um dos marcos centrais do urbanismo da cidade de Custódia.
Patrimônio Familiar: A família Lima manteve forte presença na propriedade de terras e em negócios de pecuária e comércio local ao longo do século XX.
Foi uma gestão marcada pelo foco em infraestrutura básica e estruturação do centro urbano de Custódia.
Desenvolvimento Econômico: Paralelamente à vida pública, exerceu atividades como fazendeiro e comerciante, sendo reconhecido pelo apoio a produtores rurais locais.
Homenagens e Memória
Avenida Inocêncio Lima: Uma das artérias viárias mais importantes e conhecidas do município de Custódia carrega o nome do seu pai (Avenida Inocêncio Lima), cortando a cidade desde a região da Rodoviária até o Centro.
Serras e Serrotes do Municipio de Custódia-PE
1. Serras
Serra da Velha Chica
Localização e Acesso: Situada na zona rural de Custódia, na rota do distrito de Quitimbu, próxima ao Riacho São José e às divisas com Iguaraci e Sertânia. O acesso principal é feito pela estrada que interliga Custódia, Quitimbu e a zona rural rumo a Iguaraci.
Vegetação e Relevo: Elevações residuais compostas por caatinga hiperxerófila e mata seca (floresta caducifólia), formando mirantes naturais para a paisagem sertaneja.
Usos e Destaques: Rota frequente para ecoturismo, caminhadas e cicloturismo entre Custódia e Quitimbu. Empresta seu nome a sítios da região (como o Sítio Velha Chica).
Serra do Caetano
Localização e Relevo: Localizada na zona rural de Custódia. Apresenta relevos isolados e formações rochosas que servem como pontos de observação e mirantes naturais.
Vegetação e Atividades: Caatinga hiperxerófila com trechos de mata seca. Bastante procurada para ecoturismo, caminhadas ao ar livre e passeios de bicicleta. A denominação identifica também as propriedades e sítios do entorno.
Serra do Sabá
Localização e Hidrografia: Situada no entorno do povoado do Sabá. É na sua área de abrangência que nasce/circula o Rio do Sabá, importante curso d'água da bacia local.
Aspectos Naturais e Arqueologia: Relevo marcado por lajedos e rochedos. Abriga a Fonte do Sabá (ponto de encontro entre água, rocha e vegetação) e registros de inscrições/marcas rupestres pré-históricas.
Infraestrutura: Por sua altitude estratégica, historicamente abrigou torres e retransmissores de sinal de telecomunicações.
Serra da Torre
Geografia e Altitude: Localizada no complexo serrano do Sabá, é um dos pontos mais elevados de Custódia, atuando como mirante panorâmico.
Infraestrutura: O nome deriva das torres e antenas de transmissão de Rádio, TV e telecomunicações instaladas no seu cume.
Patrimônio Histórico e Quilombola: O Sítio Serra da Torre integra o Conjunto de Quilombos de Custódia (reconhecido pela Fundação Cultural Palmares), sendo um polo de preservação cultural e memória da resistência camponesa e negra no Sertão do Moxotó.
Uso: Bastante frequentada para contemplação do pôr do sol, fotografia, caminhadas, motocross e rotas de cicloturismo.
Serra de João Dias
Localização e Conexão: Situada em área serrana que conecta estradas e caminhos rurais aos povoados de Quitimbu, Açude Novo e Saco Grande.
Patrimônio e Organização Comunitária: Sede da Associação Quilombola do Sítio Serra de João Dias, comunidade reconhecida que preserva saberes tradicionais e a memória ancestral.
Economia Rural: Forte atuação na agricultura familiar e inserção em programas sociais como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), abastecendo instituições locais.
Serra do Xique-Xique
Toponímia e Flora: Recebe esse nome devido à grande abundância do cacto Xique-Xique (Pilocereus gounellei), espécie emblemática que se fixa nas encostas e lajedos rochosos.
Geografia e Uso: Relevo acidentado com caatinga hiperxerófila e mata seca. A área do Sítio Xique-Xique reúne famílias dedicadas à agricultura de subsistência e criação de pequenos animais, além de ser percurso para caminhadas rurais e passeios de moto/bike.
Serra da Jaramataia
Toponímia e Vegetação: Nome derivado da jaramataia (Vitex agnus-castus / espécies de Vitex), arbusto nativo de grotas e áreas secas. A vegetação combina caatinga hiperxerófila, mata seca e lajedos.
Hidrografia: Suas vertentes alimentam drenagens temporárias da bacia do Rio Moxotó, a exemplo do Riacho do Jaramataia.
Comunidade e Equipamentos: Abriga o Sítio Jaramataia (focado em agricultura familiar e bovinocultura de leite) e conta com equipamentos comunitários como a Escola Municipal Tertulina Rafael de Siqueira.
2. Serrotes (Afloramentos e Elevações Isoladas)
Serrote do Mandacaru
Aspectos Geológicos: Elevação residual de destaque geológico composta por formações graníticas e miloníticas (com fenocristais de feldspato e biotita), sendo objeto de estudos sobre geodiversidade e rochas ornamentais de Pernambuco.
Flora: Presença marcante do cacto Mandacaru (Cereus jamacaru) e do facheiro incrustados nas fendas e lajedos de suas encostas.
Uso e Paisagem: Ponto de observação geográfica com vista ampla do relevo plano do entorno, utilizado em caminhadas de exploração e passeios de bike.
Serrote das Cinzas
Localização e Polo de Apoio: Localizado na zona rural, próximo a comunidades como Povoado do Ingá, Pindoba, Cacimba Limpa, Barreiros e Lambedor. O Povoado do Ingá serve como polo comercial, de saúde e educacional para as famílias do Sítio Serrote das Cinzas.
Cultura e Economia: Participação ativa nas tradições e festas da região (como a Festa de Santa Bárbara no Ingá). A economia local baseia-se na agricultura de subsistência e na pecuária leiteira.
Serrote das Carnaúbas (ou Serrote das Carnaíbas)
Toponímia e Meio Ambiente: O nome deve-se à presença histórica de carnaúbas (Copernicia prunifera) nos baixios e várzeas úmidas do entorno. As encostas rochosas são cobertas por caatinga hiperxerófila.
Hidrografia e Relevo: Afloramento rochoso residual que serve como marco topográfico; o escoamento de suas encostas alimenta riachos temporários afluentes do Rio Moxotó.
Comunidade: A comunidade do Sítio Carnaúbas atua no cultivo de milho e feijão, na pecuária extensiva e na criação de caprinos e ovinos.
12 outubro, 2026
Maria Marinho de Rezende (Madrinha Dona)
Nascida em 25 de dezembro de 1896, no distrito de Quitimbu, Maria Marinho de Rezende foi uma figura marcante na vida comunitária e educacional de Custódia, em Pernambuco. Filha de Serapião Domingos de Rezende e Isaura Umbelina de Rezende, mudou-se ainda na infância com seus pais e familiares para a zona rural do município, onde fincou raízes e construiu sua trajetória de vida. Foi batizada em Sertânia, no mesmo ano de nascimento, tendo como padrinho Henrique Domingos de Rezende.
Mulher de profunda fé e vocação para o ensino, Maria atuou ativamente na catequese infantil da Igreja Matriz de São José, além de ter exercido o magistério como professora municipal.
Nos bancos escolares e na preparação religiosa, conquistou o carinho e o respeito de incontáveis gerações de crianças custodienses que a chamavam afetivamente de "Madrinha Dona" — alcunha carinhosa pela qual ficou eternizada na memória popular do município.
Permaneceu solteira e não teve descendentes diretos, dedicando sua vida à família, aos alunos e à sua comunidade. Após o falecimento de sua mãe, mudou-se para a cidade do Recife para residir com seu irmão, Manoel (conhecido popularmente como "Seu Né Marinho"), localidade onde veio a falecer anos mais tarde.
Em reconhecimento ao seu legado de dedicação ao ensino, à religiosidade e à formação humana em Custódia, a Câmara Municipal de Vereadores aprovou um Projeto de Lei dando o seu nome à rua onde ela residiu no município, em uma proposição feita pelo ex-prefeito Luiz Epaminondas Filho e por sua esposa, Joany Pereira.
Fonte: Do Âmago da Memória de Odete de Andrada Alves (2003)
Chuvas de Outrora - Zezé do Amaral França
No tempo de criança, acreditem que também já fui criança, pois não nasci com essa idade, chovia no sertão com trovoadas e com elas, as grandes cheias. O rio que vinha de Custódia, nascendo no Sítio Cangalha, daquele município, passava por trás da cidade, até chegar ao Sítio Boa Vista; atravessava-se três vezes esse rio, seguindo por Poço Comprido, Caroalina, antiga Cachoeirinha, até cair no Rio Moxotó, com suas águas barrentas; arrastava todo o lixo da cidade que os moradores depositavam em suas margens, pois não havia coleta de lixo, toda imundice da cidade descia com a cheia, sem falar em outros lugares de onde nasce o rio; ia com sua fúria levando tudo que encontrava pela frente, cercas, árvores, animais.
Quando passava na Boa Vista era aquela beleza, água por todos os lados, chegando perto da casa de tio Germano, onde tinha enorme quantidade de quixabeiras, ao que chamávamos de ilha; ficávamos realmente ilhados, sem podermos ir para lugar nenhum. Os homens não iam a feira em Custódia, até que a cheia passasse. Debaixo das quixabeiras formavam-se pequenos barreiros, que depois de dias a água era alva e fria, aquele líquido era trazido para os potes de barro. Achávamos que aquela água era boa; tinha uma lagoa grande, que também recebia a referida água e que chamávamos de lagoa do prado, por haver um prado (corrida de cavalo). Não tínhamos idéia da água contaminada que estávamos a beber. Não adoecíamos, não tínhamos vermes, giárdia ou outros males; pelo menos pensávamos ser imunes às doenças, a tudo que fosse nocivo. As cacimbas que se formavam debaixo das quixabeiras eram nossas fontes de água mineral; o da quixabeirinha era a preferida por todos, diziam ser a mais limpa e doce. Santa ignorância!
Quando as águas baixavam, os meninos de tio Germano iam tomar banho no rio; tinha uma árvore de nome jaramatalha ou jaramataia que ficava em uma das margens do rio, formando um belo pulador para os mesmos; era ali que eles faziam suas acrobacias. Nunca tiveram aula de natação, aprenderam a nadar com paus de mulungu ou cabaças. Saltavam de costa, faziam cambalhotas e tudo que era invenção, vestidos de calças compridas, não existia bermuda nem calção, apenas sem camisa.
Este ano de 2002, soube por intermédio do meu primo José de Souza Lima, que aconteceu o mesmo fenômeno, arrancando cercas de arame farpado, estacas, não se sabendo onde foram ficar, se no Rio Moxotó ou no Mar. Os meninos de ontem, que sobrevivem, já estão com mais de 75 nos, e dessa vez, não fizeram cambalhotas, nem sequer banharam-se nessas águas. A infância esconde o perigo das coisas.
Publicado originalmente no vol 3 da série Retrato Escrito da custodiense Zezé do Amaral Freança, página 31-32, lançado em 2003.
11 outubro, 2026
O dia em que a Paraíba reconheceu o talento e a dedicação do custodiense Expedito Arruda
Em 2007, o plenário da Assembleia Legislativa da Paraíba (Casa de Epitácio Pessoa) viveu uma tarde emocionante de homenagens. Em sessão solene promovida pelo ex-deputado Ricardo Barbosa, duas grandes personalidades que deixaram suas marcas no estado foram celebradas por suas contribuições profissionais e pessoais.
O arquiteto Expedito de Arruda Pires de Freitas, natural de Custódia (PE), foi oficialmente contemplado com o título de Cidadão Paraibano. Responsável por assinar centenas de projetos e obras marcantes espalhadas pela Paraíba — com destaque para a capital, João Pessoa —, o arquiteto destacou em sua fala o vínculo antigo e profundo com o estado: "Sempre me senti paraibano, fato que agora se torna uma realidade de direito".
Mais sobre Expedito Arruda Pires de Freitas:
Expedito de Arruda Pires de Freitas, nascido no ano de 1948, é um arquiteto de origem humilde que conquistou seu espaço na paisagem da capital paraibana. Após o assasinato de seu pai, quando tinha apenas 7 anos, por motivo de conflitos políticos, ele se muda com sua mãe e seus 5 irmãos para Recife. Em 1969 ingressou na Universidade Federal de Pernambuco, graduando-se como arquiteto e urbanista em 1974.
A sua trajetória até se estabelecer em João Pessoa seguiu etapas ligadas à sua formação acadêmica e ao mercado de trabalho:
- Estudos em Recife: Ainda na juventude, mudou-se de Custódia para a capital pernambucana, onde ingressou no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), graduando-se em 1974.
- Atração pelo Mercado Paraibano: Após a formatura, João Pessoa despontava como um mercado promissor e em plena expansão urbana. Ele fez parte de um grupo de arquitetos recém-formados em Recife que migraram para a capital paraibana atraídos pelas oportunidades de trabalho e projetos na cidade.
- Consolidação na Academia: Poucos anos após se fixar como projetista na cidade, ele ingressou na carreira docente na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em 1977, estreitando definitivamente seus laços comunitários, profissionais e afetivos com o estado.
Obras Residenciais de Destaque de Expedito Arruda
A produção residencial de Expedito Arruda divide-se entre casas unifamiliares modernas integradas à paisagem e, posteriormente, edifícios multifamiliares na fase de verticalização de João Pessoa e arredores nas décadas de 1990 e 2000:
• Residência Haroldo Coutinho de Lucena (1959/Transição): Uma das referências documentadas de sua contribuição para a evolução do desenho residencial na capital.
• Casa Galvão (Solânea - PB): Conhecida como o "Mirante sobre o Vale", destaca-se pelo uso de estruturas integradas à topografia e valorização da vista natural da região serrana.
• Condomínio Rainha da Serra (Solânea - PB): Projeto residencial de destaque no interior do estado.
• Condomínio Residencial em Ponta de Campina e Residencial Cienfuegos (Cabedelo - PB): Projetos que marcam a expansão residencial multifamiliar em direção às praias da região metropolitana de João Pessoa.
10 outubro, 2026
IMEC Farmacêutica: Tradição Familiar, Inovação e Impacto Social no Sertão Pernambucano
Origem e Propósito Familiar
A história da IMEC confunde-se com a visão empreendedora e o amor do fundador Gilson Castelo Branco de Araújo pelo Sertão. Aos 26 anos, ele deu os primeiros passos ao fundar a Farmácia Pronto-Socorro, em Custódia (PE). O empreendimento familiar cresceu, transformando-se em uma rede de farmácias e, posteriormente, em uma distribuidora.
Movido pelo desejo de ampliar o acesso da população a medicamentos de qualidade fabricados na própria região, Gilson, ao lado de sua esposa Edilene Feitosa, idealizou e fundou a IMEC Farmacêutica em 1996.
Desde 2015, a condução da empresa está sob a liderança do presidente Djalma Bezerra de Souza Neto, que preserva os valores de ética, cuidado com as pessoas e respeito às origens, ao mesmo tempo em que prepara a indústria para os desafios do mercado contemporâneo.
Solidez no Mercado e Portfólio Estratégico
Fundamentada nos pilares de qualidade, confiança com os clientes e visão de longo prazo, a IMEC combina capacidade fabril com rigoroso cumprimento das normas da ANVISA.
Portfólio Direcionado: A empresa possui 10 medicamentos em linha, desenvolvidos para atender demandas essenciais da saúde pública e privada, focando no alívio da dor e desconfortos gástricos.
Liderança Nacional: O principal destaque da marca é o DORMEC, responsável por mais de 70% do faturamento da empresa. O medicamento ocupa liderança no mercado nacional e responde por cerca de 70% dos atendimentos realizados por estados e municípios, além de ter ampla presença no Sistema Único de Saúde (SUS), reforçando a soberania do país no Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS).
Distribuição Abrangente: Com logística estratégica e atuação voltada tanto a distribuidoras quanto a grandes redes de farmácias, os produtos chegam a todas as regiões do Brasil, com forte presença e consolidação no Nordeste.
Impacto Socioeconômico e Valorização Local
A IMEC desempenha um papel fundamental na economia de Custódia e do Sertão pernambucano:
Geração de Oportunidades: Mais de 200 famílias fazem parte da construção diária da empresa. A mão de obra é composta majoritariamente por moradores de Custódia, integrando também especialistas de outras regiões.
Capacitação e Desenvolvimento: Diante do desafio de encontrar profissionais especializados na indústria farmacêutica na região, a IMEC investe fortemente em treinamento e qualificação técnica contínua para formar talentos locais.
Expansão da Equipe: Com o avanço do portfólio e modernização fabril, a empresa mantém planos consistentes de expansão do quadro de colaboradores.
Inovação, P&D e Parcerias Científicas
Em busca de eficiência e competitividade, a IMEC tem investido em modernização tecnológica e pesquisa:
Aprimoramento Produtivo: Modernização das etapas de envase de formas farmacêuticas líquidas (soluções orais), aperfeiçoamento da validação de processos, controle de qualidade físico-químico rigoroso e atualização documental conforme exigências regulatórias.
Desenvolvimento de Fitoterápicos: Por meio do seu Núcleo de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), a empresa lançou produtos como o Xarope de Guaco e a Limonada Purgativa. A aposta em fitoterápicos conecta a riqueza da biodiversidade brasileira às diretrizes estratégicas da Nova Indústria Brasil (NIB).
Fomento e Cooperação: A interação com a FINEP integra o planejamento estratégico para captar recursos voltados à inovação. Além disso, a parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) conecta o conhecimento científico acadêmico às necessidades práticas do mercado, acelerando a inovação e o lançamento de soluções em saúde.
Visão de Futuro
Preparando-se para o lançamento de dois novos medicamentos ainda este ano, a IMEC orienta seu futuro pelo crescimento sustentável, investimento contínuo em tecnologia e ampliação do seu impacto social e econômico.
"Em síntese, vemos uma IMEC cada vez mais sólida, inovadora e comprometida com o desenvolvimento do país e com o acesso a medicamentos de qualidade para a população."
— Djalma Bezerra de Souza Neto, Presidente da IMEC
Para conferir matéria e entrevista ao Jornal do Sertão, acesse: (AQUI)
Para conhecer mais sobre a IMEC Farmacêutica (AQUI)
Zé Melo: O Guardião da Nossa História e a Alma do Sertão Custodiense
Falar de José Soares de Melo — o querido Zé Melo — é ir muito além de reconhecer um colaborador do blog; é prestar um verdadeiro tributo à memória, à inteligência e ao dinamismo cultural de Custódia. Mais do que uma admirável trajetória de superação pessoal e dedicação ao serviço público, a história de Zé Melo traduz a própria essência do sertanejo: aquele que transforma as vivências do cotidiano em sabedoria e faz do seu vasto conhecimento um patrimônio coletivo.
O Guardião da Memória Custodiense
A grande marca de Zé Melo reside na sua extraordinária capacidade de resgatar a história e as figuras humanas de Custódia. Em uma era em que o tempo apaga registros e o esquecimento consome as tradições locais, ele atua como um verdadeiro cronista e arqueólogo da memória cultural do município.
Voz aos Esquecidos: Zé Melo não se limita a registrar fatos institucionais ou grandes nomes da elite local; ele devolve o protagonismo a figuras populares que deram cor e vida ao cotidiano custodiense — como Doca, Zé Preto, Alaíde, Zé Burgos, Zé Biá, Adamastor, Né Marinho, Capitão, Paulino Caititu, Carí e Pedro Maraváia e tantos outros. Esse olhar humanizado resgata a dignidade do povo e mantém viva a identidade cultural do sertão.
O "Baú do Zé": Por meio de suas crônicas, colaborações no blog Custódia Terra Querida e resgates históricos, ele transforma lembranças individuais em um acervo comunitário. O resgate da memória deixa de ser um ato de saudosismo e passa a ser uma ponte de conexão entre gerações.
A Alma Artística e Comunicadora: A trajetória de Zé Melo vai além da escrita. Sua atuação nas locuções do alto-falante "Duas Américas", a apresentação dos programas de auditório nos domingos do clube local e a composição do hino afetivo "Lembrando de Custódia" gravada por Zé Caboclo, revelam um comunicador nato que sempre usou a arte para unir e cultivar o orgulho de sua terra.
A Inteligência Prática e Compartilhada
O conceito sertanejo de inteligência vai muito além de acúmulo de diplomas ou títulos acadêmicos: trata-se da capacidade prática de assimilar o mundo, agir com presteza e compartilhar saberes de forma generosa.
Autodidata e dono de uma trajetória admirável, Zé Melo trilhou um caminho de pura superação. Das feiras do Pajeú e do Agreste, onde começou como comerciante ambulante vendendo "sulanca", chegou ao posto de Coordenador Administrativo e Secretário de Finanças do município, tornando-se uma verdadeira referência em gestão e licitações públicas. No entanto, a sua maior virtude nunca esteve no acúmulo de cargos ou posições, mas na sua imensa generosidade intelectual.
A Relevância para Custódia
A importância de José Soares de Melo para Custódia reside no fato de ele ser um elo vivo entre o passado de lutas e o presente de registros. Ao colocar sua capacidade de escrita e sua erudição autodidata a serviço do resgate histórico, Zé Melo garante que o legado das rotinas, das festas, dos personagens e das histórias de Custódia não se percam com o tempo. Ele prova que a verdadeira inteligência do Sertão é aquela que ilumina a própria gente e ensina a valorizar as origens.
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Lembrança e Legado: 28 Anos da Partida de Djalma Bezerra de Souza
Neste 10 de outubro, completam-se 28 anos desde que Custódia se despediu de uma de suas figuras mais emblemáticas e queridas: o ex-prefeito Djalma Bezerra de Souza. Embora o tempo avance, a memória do seu trabalho, da sua simplicidade e do seu amor incondicional por nossa terra permanece viva no coração do povo custodiense.
Uma Vida Marcada pelo Trabalho e pela Humildade
Nascido em 04 de julho de 1925 no Sítio Vitória, filho de Antônio Fontino de Souza e Filomena Bezerra de Souza, Djalma construiu sua trajetória na lida do campo.
Homem de visão e coragem, destacou-se também no setor produtivo. Ao adquirir a Usina de Caroá de seu cunhado, José Pinheiro de Souza, substituiu a matéria-prima pelo agave e salvou o empreendimento. Com habilidade e pioneirismo no cultivo do algodão e do agave, foi reconhecido por diversas vezes como Agricultor do Ano por cooperativas e órgãos financeiros.
Em 1º de fevereiro de 1959, uniu-se em matrimônio a Maria Rozilda Feitoza de Souza, construindo uma grande família com os filhos Lúcia Maria, Edilene, Flaviano, Ivan, José Kildere e Roberta.
Um Legado Inesquecível na Política de Custódia
Incentivado pelo amigo Luiz Epaminondas Filho ("Luizito"), Djalma ingressou na vida pública e foi eleito vereador pela primeira vez em 1976. Sua vocação para servir o povo o levou a ocupar o cargo de Prefeito de Custódia por dois mandatos (1983–1988 e 1995–1996), sendo apontado pelo Governo do Estado como um dos gestores mais eficientes da história do município.
Sua administração transformou a infraestrutura urbana e rural de Custódia:
Grandes Obras: Início da construção do Fórum, da nova sede da Prefeitura, da rodoviária, do Mercado Público, do Matadouro e do Parque de Exposição Armando Wanderley da Fonte.
Zona Rural e Infraestrutura: Pioneiro em levar energia elétrica, calçamento, saneamento básico e água encanada para diversas comunidades rurais.
Educação e Saúde: Construção de escolas em toda a zona rural, valorização do magistério com o aumento da hora-aula e reestruturação da saúde pública.
Como reconhecimento por sua dedicação sem limites, em 2008 a Unidade de Saúde da Família da Vila do Ingá foi batizada com seu nome, perpetuando sua contribuição para a comunidade que ele tanto amava.
A Lição que Fica
Além do imenso legado de obras, Djalma Bezerra deixou ensinamentos preciosos sobre a vida, a resiliência e a humildade. Como ele costumava refletir:
“Na vida, tanto os momentos bons quanto os ruins duram o mesmo tempo. O problema é que aproveitamos os bons e acabamos acomodados com o tempo; já os ruins vivemos intensamente, cada minuto, por isso parecem durar muito mais e por esse motivo aprendemos tanto com eles.”
Há 28 anos, Djalma nos deixava fisicamente, mas sua história, seus valores e o progresso que semeou em Custódia continuam presentes no dia a dia da nossa gente.
*Djalma Bezerra de Souza (04/07/1925 – †10/10/1998)
Eterna saudade, respeito e admiração.











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