29 novembro, 2012

O Cristo da Paixão de Custódia na TV ASA BRANCA




Por PE 360°

Matéria exibida na TV Asa Branca de Caruaru, afiliada da Rede Globo Nordeste, sobre a Peça O Cristo da Paixão. O espetáculo teve 100 participantes. A maioria deles nunca fez teatro na vida.

27 novembro, 2012

Custódia no NETV 2ª Edição da TV Globo NE - 15/11/2012


Matéria exibida pela TV Globo NE, durante NETV 2ª edição.

Seca e paralisação da obra da transposição afetam comércio de cidades do Sertão de PE

Custódia no Jornal Nacional - 26/11/2012


Matéria exibida no Jornal Nacional da TV Globo, dia 26/11/2012.

No Lote 11, em Custódia, as placas de concreto estão sendo refeitas, enquanto centenas de quilômetros de terra escavada esperam pelo acabamento.

26 novembro, 2012

Conterrâneos que não esquecem a cidade - Dedicado a Zé Motorista


O casal Valdemiro Rodrigues e Fátima, e o senhor João Teotônio e esposa - ambos custodienses residentes no estado de São Paulo - sempre visitam nosso município e seus familiares. Sempre estão acessando o blog Custódia Terra Querida, tanto para acompanhar as noticias locais, como também colaborando.


Valdemiro sempre que vêm à Custódia, não deixa de visitar o amigo Zé Motorista, segundo ele, uma pessoa com bom humor carnavalesco enorme, nunca se abate com nada, sempre está de bem com a vida. Zé Motorista é um cidadão com muitas histórias, participou de vários eventos no passado da cidade.

(*) Homenagem póstuma a Zé Motorista, enviada por Valdemiro Rodrigues.

23 novembro, 2012

Projeto de Educação Musical "Meninos do GAMT" - Almir Mello


O músico/percussionista custodiense ALMIR MELLO enviou exclusivamente para o Blog Custódia Terra Querida, noticias de um projeto coordenado por ele em 06 (seis) cidades do Vale do Paraíba. 

Trata-se do projeto de educação musical "Meninos do GAMT" coordenado juntamente com Diego Lourenço(músico e historiador). O projeto alcançou todas as metas com resultados surpreendentes, atendendo 890 jovens com idade a partir de 15 anos. 

"Meninos do GAMT" foi  patrocinado pela FIBRIA e o Instituto VOTORANTIM. E como fruto desse apoio, rendeu uma Orquestra com 40 integrantes, formada com os destaques das cidades em que foi desenvolvendo. Cada aluno participante recebe um cachê por cada apresentação. 

Breve será lançado DVD do Projeto.


Para o próximo ano, pretende reunir empresários, diretores escolares, artistas locais e pessoas em geral, para um debate aberto, cujo o tema será "Diálogos Construtivos". Seu plano é tentar viabilizar a realização do Projeto em Custódia, e quem sabe, nas cidades vizinhas. Este projeto tem transformado escolas por onde é realizado. Nele se mostra o verdadeiro significado da responsabilidade social.

Outro plano do músico, é aproveitar período de férias na cidade em Janeiro, para fazer um show acústico chamado "Almir Mello canta Zé Ramalho".

Paulo Peterson


Objetivos Meninos do GAMT

- Possibilitar o acesso de crianças e adolescentes à práticas culturais, visando o aprendizado prático e teórico das principais expressões musicais brasileiras (sambas, maracatus, carimbós, frevos, cacuriás, entre outros), e colaborar com a valorização das unidades escolares pela comunidade local, utilizando este projeto como ferramenta de inclusão social, uma vez que o projeto revelará a identificação dos participantes com os ritmos musicais executados e auxiliará a compreensão de que todos são agentes produtores de cultura.

- Ampliar o estudo musical já desenvolvido no GAMT e implantar uma orquestra popular com os alunos das oficinas de musica, chamada "Orquestra Meninos do GAMT" .

18ª Missa de Vaqueiro de Custódia - Dia 17.03.2012


Fotos e texto: Paulo Peterson 

Um dos eventos mais aguardados da festividade do padroeiro São José é a Missa do Vaqueiro, este ano em sua 18º edição. O homenageado foi Zé Jorge, filho de Maria e Jaime Melo. A vaqueirama celebrou também o 4º Encontro dos amigos de Cajueiro, apelido de Nailton (falecido), filho de Zé Ailton e Nadja. Outros vaqueiros jovens foram lembrados, com várias camisas usadas por amigos ou familiares, como foi o caso em lembrança de Carlos André Campos e Carlos Eduardo Leite.

A concentração foi no bairro da Rodoviária, logo cedo era grande a quantidade de vaqueiros. Às 10h em ponto, partiram rumo ao Parque de Exposição. Uma carroça à frente conduzia o padroeiro São José, com dois carros de som de apoio, um com o padre Roberto Luciano e o outro pelo vaqueiro Divom Amorim.



Seguiram pela Avenida Inocêncio Lima, Praça Padre Leão, Rua Manoel Borba, Major Experidião de Sá e BR-232 até o Parque de Exposição Armando Wanderley da Fonte. O trânsito na BR ficou congestionado, não tirando o bom humor dos motoristas que passavam pela cidade naquele momento. Vários registraram o desfile da vaqueirama em seus celulares e máquinas digitais. 

Chegando ao parque, a vaqueirama acompanhou a celebração da Missa Campal pelo padre Roberto Luciano. Acompanhado pela comitiva de Vavá Machado e amigos. A missa alternava cânticos religiosos, com musicas que retratam a vida dos amantes do gado. Um grande número de vaqueiros acompanhou a missa, num calor acima de 40°.


Um dos momentos mais emocionantes é quando os vaqueiros ofertam seus objetos de uso diário. Cada um segue até a frente do palanque e entrega sua doação. Ao final, o padre Roberto entrega a cada um pedaço de queijo ou rapadura. A organização do evento está de parabéns mais uma vez, os responsáveis foram Gibran e Peru, com apoio do Padre Roberto Luciano e do Prefeito Nemias e prefeitura Municipal de Custódia. O encerramento foi com um grande almoço. 


Mais fotos


A tradição do Vaqueiro sertanejo está mantida. Fica apenas o desejo para que as chuvas cheguem nos próximos dias à nosso município.

19 novembro, 2012

Lançamento do Livro "Lembranças do Sítio" e Exposição de Artes "Cores e Traços" de Lourdes de Deus



Mazé

“Lembranças do sítio” é um livro infanto-juvenil reunindo 12 histórias em 72 páginas: “O fogo”, “O banho”, “Para amadurecer bananas”, “Festival de cores”, “Odores de terra molhada”, “Medo de bicho”, “Madrinha Bé” e “Casamento no sítio” são algumas delas. Retratando paisagem, um universo da vida de uma criança no sítio, são “lembranças inventadas”, como diz o professor Marcelo Marinho na apresentação do livro.

Nascida no sítio, na sétima linha, em Glória de Dourados, a autora vive atualmente em Paris, depois de ter se formado e trabalhado em São Paulo e em Osasco. É jornalista, pesquisadora e doutora em ciências da informação e da comunicação pela Universidade de Paris VIII. Já publicou “Minha Paris Brasileira” e “Ouvrière chez Bidermann”. É casada com o poeta e compositor francês Bernard Chotil.

Lourdes de Deus, pintora naïf, ilustrou com 17 quadros as diferentes histórias-capítulos. Osasquense desde seus dois anos, vive entre São Paulo e Goiânia. É casada com o pintor Waldomiro de Deus. Convivendo com o dia-a-dia do artista, tomou gosto pela arte e desde 1992 não abandonou mais os pinceis. Começa, com este livro, sua experiência como ilustradora.

Apresentação de Marcelo Marinho

Mazé Torquato Chotil traz à luz algumas belas páginas de lembranças inventadas, mais verdadeiras que qualquer relato historiográfico: “Tudo que não invento é falso”, diz Manoel de Barros. Essas lembranças são inventadas na medida em que a palavra – sobretudo a palavra poética – é o instrumento para materializar entes e acontecimentos que se diluíram no passado, tempo que já não existe, desfeito na espuma da hora e no calor dos acontecimentos em constante devir.

Essas lembranças têm o aroma do café que descansa sobre o fogão à lenha, do leite ordenhado sobre uma pitada de canela em caneca de louça, da terra molhada pela chuva após longa estiagem. De Paris, onde agora vive, Mazé busca recuperar os traços de uma infância miticamente transcorrida em meio às aroeiras, aos guavirais e pequizeiros do cerrado, matizada pelas cores dos ipês, tucanos e araras. O leitor tem em mãos um universo mirífico e multifacetado, para ser degustado à sombra da varanda, esparramado como se possa sobre a macia rede de algodão de fatura guarani.

Marcelo Marinho

Doutor em literatura geral e comparada pela Sorbonne-Nouvelle, é docente pesquisador na área de Literatura Comparada e Literatura Brasileira

18 novembro, 2012

Custódia - A hora do Sertão (TV Globo Nordeste)


Reportagem nº 01

Exibida dia 14 de fevereiro no NETV 
2ª Edição mostrando que obras como a Transnordestina e a Transposição do Rio São Francisco mudaram a realidade da região. 


A reportagem começa em Salgueiro, exatamente no ponto onde as duas obras se cruzam. A construção dos canais que vão levar água do rio São Francisco a quase 400 municípios do nordeste teve início há três anos e meio. Já a estrada de ferro da Transnordestina começou a mudar a região muito antes de ficar pronta. As mudanças começaram há um ano, quando a construtora se instalou no local. “O crescimento, esse aquecimento da economia da nossa cidade chama-se prosperidade”, comemora Socorro Borba, dona de um hotel em Salgueiro.

Nas cidades vizinhas, o efeito é o mesmo. “Com certeza é um oásis aqui no Sertão. Essa chegada da transposição e a Transnordestina trouxe um grande avanço para Serra Talhada e região”, lembra o microempresário Elias Félix.

“Tenho boas chances de crescer, sim, até porque desde o dia em que eu cheguei aqui as chances foram aparecendo, as oportunidades foram aparecendo e em meio a tudo isso, no meio dessa multidão, com certeza tenho muitas chances de crescer. É só saber aproveitar a chance”, diz o carpinteiro Thiago Bruno Costa

Os canteiros de obras se multiplicam. Só a Transnordestina já tem 25 espalhados na caatinga. É deles que vai surgir o caminho da exportação do minério de ferro, do gesso e de outros produtos da região, como os agrícolas.

Em dois anos e meio, se não houver imprevisto, todos os trilhos estarão enfileirados. Isso rasgando todo o Sertão. A ferrovia deve se estender por 1.728 quilômetros unindo a caatinga ao mar. A Transnordestina vai ligar a cidade de Eliseu Martins, no Piauí, a dois portos: o de Pecém, no Ceará, e o de Suape, em Pernambuco. 

O trabalho avança, não somente no caminho onde vão passar os trens, mas também na fábrica de dormentes, em Salgueiro. Ela abastece a obra com a produção de 4,8 mil dormentes por dia. Já os trilhos, vêm da China.

As construções no Sertão são importantes para o Governo, diz o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, e dá uma garantia disso. “A palavra da presidente Dilma. Ela pediu para eu vir aqui para poder assegurar prioridade absoluta, total, ao cronograma de execução das obras da transposição e da Transnordestina”, explica.

TRANSPOSIÇÃO
A transposição do rio São Francisco também tem data para inauguração dos dois canais. O chamado Eixo Leste vai captar água na barragem de Itaparica, no município pernambucano de Floresta, e percorrer 220 quilômetros até o rio Paraíba, deixando pelo caminho água em várias localidades. O Eixo Norte vai fazer a captação perto da cidade de Cabrobó, em Pernambuco. E ao longo de 426 quilômetros vai levar água ao Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.

“O Eixo Leste vai ficar pronto no final de 2012 e o Eixo Norte vai ficar pronto no final de 2013”, afirma Fernando Bezerra Coelho.

Para o trabalho, as construtoras precisaram contratar quase 20 mil pessoas até agora. E isso mudou radicalmente o mercado de trabalho da região. “A grande dificuldade nossa aqui hoje é ter pessoas qualificadas tanto pra trabalhar com caminhões e máquinas. Como é uma região carente em vários aspectos, pela quantidade de máquinas que a gente trouxe para região, é um dos nossos desafios hoje, que a gente está com um programa de treinamento intensivo pra suprir essa necessidade”, diz o engenheiro mecânico Jacob Rachid.

O trabalho é dia e noite. Cássia Aparecida Figueirede conseguiu vaga no turno que vai até de madrugada como ajudante de apontador. Ficou oito meses desempregada depois que a lanchonete que tinha faliu. “Aqui eu estou prosperando, estou ganhando melhor, estou podendo suprir todas as necessidades. Aqui eu estou podendo ter a chance, como agora eu estou treinando para ser apontadora.”

Cássia convive com muita gente mesmo de Salgueiro, e também com muitos colegas que a empresa trouxe de fora. Entre eles, Alan Costa Queiroz, que veio de Salvador. Para rabalhar como técnico de eletricidade. “Por motivo de crescimento, conhecimento na área profissional, já trabalhava em empresa, exercia outra função, então eu vim para minha área de técnica em elétrica.”

Em Custódia, por onde também passam as obras, o progresso chegou de forma veloz. E mão de obra é difícil de encontrar. Aquele tempo em que o sertanejo precisava arrancar da terra milho e feijão, quando chovesse, não se parece em nada com o que se vive hoje. No restaurante, há dificuldade para contratar garçons.

“Na realidade, houve uma evasão muito grande em termos de empregos locais por conta do advento da transposição e da Transordestina, nós tivemos dificuldades. Custódia já merece ter uma faculdade para otimizar a mão de obra, para facilitar o acesso das pessoas que querem ter uma graduação, porque hoje o que acontece é que as pessoas vão para Serra Talhada, para Arcoverde. Então está na hora de Custódia cuidar da formação das pessoas aqui”, revela a administradora do restaurante Fátima Melo.

A enorme ampliação de vagas de trabalho gerou um movimento inverso ao de décadas passadas. Na mesma estrada que leva para o Sudeste, a diferença é que agora não é mais o nordestino que sai daqui para lá. É gente de fora que vem na direção oposta. O que esse pessoal vem fazer aqui? O mesmo que os nordestinos faziam lá fora. Vem buscar oportunidades.

A engenheira Samira Polastre é um exemplo. Ela veio de São Paulo ao aceitar o convite para trabalhar no Sertão do nordeste e não se arrependeu. “No começo eu fiquei um pouco assustada porque não sabia o que eu ia encontrar por aqui, mas assim que eu cheguei tive uma surpresa muito positiva. Eu me sinto bem. As pessoas aqui são muito receptivas, é uma das coisas que eu mais gostei na região, é a hospitalidade do povo. Então não tem motivo para querer ir embora.”

Na terça-feira, a série mostra como foi a chegada dos forasteiros na construção de um Sertão melhor.

Reportagem nº 02 - Exibida no dia 15 de Fevereiro.

Oportunidades geradas pela Transnordestina e pela transposição do rio São Francisco atrai gente de todos os pontos do Brasil 

Jailton é eletricista e morava em Alagoas. Genildo é motorista de veículo pesado e veio da Paraíba. Afrânio trabalha como auxiliar técnico de elétrica e saiu da cidade de Major Isidoro, em Alagoas. Maurício deixou Itumbiara, em Goiás, para trabalhar como eletricista. Marco Aurélio da Silva é armador e deixou para trás o Rio Grande do Norte.

Todos eles deixaram para trás a cidade natal e a família para trabalhar no Sertão. Um Sertão que deu certo, como mostra a segunda reportagem da série do NETV 2ª Edição. Esses ‘forasteiros’ são parte do batalhão de quase 20 mil pessoas que trabalha na construção da ferrovia Transnordestina e nos canais da transposição do rio São Francisco.

Muitos vieram de perto, mas também há gente que viajou muito mais para arranjar um cantinho neste novo Sertão. Como foi o caso do gaúcho Marco Furini, coordenador de programas ambientais. Profissional experiente, há seis meses ele divide com mais cinco colegas uma república em Salgueiro. Vai para casa uma vez por mês e fez a escolha por motivos claros.

“Oportunidade de trabalho, oportunidade de agregar mais ao currículo da gente, ferrovia, uma das mais importantes hoje no País sendo construída e o conjunto disso faz a gente vir participar de um momento muito importante aqui no Nordeste”, conta o gaúcho.

Antônio Carlos Lepiane, paulistano, chegou há um ano e dois meses para trabalhar como gerente de equipamento. “Eu tinha uma imagem pouco pior do que seria trabalhar no Sertão. Recife é uma capital, tem todos os recursos. Eu trabalhei lá também no ano passado, não foi uma surpresa, mas aqui no Sertão o que está mostrando é um pouco, eu acho, o retorno das pessoas que um dia saíram daqui e que hoje estão voltando. Isso está sendo uma surpresa agradável pra nós.”

Josefa Araújo Silva é uma das pessoas que voltaram. Foi tentar a vida em São Paulo. Voltou para Verdejante, onde nasceu, quando o Sertão começou a ser transformado. Nunca foi garçonete, mas fez um curso do Sebrae e agarrou a vaga com vontade. “Agente se acostuma né, a trabalhar, ganhar o nosso dinheirinho, conquistar algumas coisas de certa forma material, né? E acho que traz medo para qualquer pessoa ficar sem isso. Já comprei até uma moto.”

E é nesta moto que, todo dia, depois do expediente, Josefa dá carona a uma amiga. Está feliz. Ela mora a 30 quilômetros de onde trabalha. Dorme em casa todo dia, mas a quantidade de gente que vem de longe obriga as construtoras a fazer manobras para conseguir abrigos.

“Hoje nós temos vários alojamento. Tem alojamento até dos executivos. Tem alojamento para mulheres, são muitas mulheres que trabalham aqui na Transnordestina que vieram de fora e foram preparadas, técnicas, engenheiras, operadoras”, destaca o diretor-presidente da Transnordestina, Tufi Daher Filho.

Entre as pessoas que trabalham na Transnordestina, há 3,6 mil em repúblicas, pousadas, hotéis e alojamentos. Em Salgueiro, vilas inteiras foram alugadas. “O começo foi muito complicado porque a cidade não tinha estrutura nenhuma, então a gente teve que arrumar muita casa, a gente alugou um hotel inteiro e transformou muito a região no sentido econômico’, recorda o gerente de infra-estrutura da construtora responsável pela obra, Alexandre Biselli.

Com o crescimento da procura, os preços dos alugueis foram parar nas alturas. “A casa que eu moro hoje em dia subiu 200% do valor. A casa custava R$ 150 e hoje está R$ 350, quase 200% de reajuste”, conta o técnico de elétrica, Alan Costa Queiroz.

Alojamentos foram levantados. E só nas obras da Transnordestina são 27, abrigando quase 1,7 mil pessoas. Os contêineres, que podem ser levados para onde a obra migrar, têm sido uma solução. Os operários só vão para casa a cada quatro meses. 

E para aproveitar os momentos de folga, foi criada até uma área de convivência. O local fica junto dos dormitórios e as atividades semanais são diversificadas. “Toda segunda-feira a gente antecipa a programação, onde a gente tem sessão de cinema, a gente tem missa, tem culto evangélico. A gente procura sempre intercalar missa numa semana e culto evangélico na outra. Temos apresentações culturais, tentando valorizar os artistas da região”, diz o assistente social Rodrigo Guimarães de Lucena.

Tem até uma banca: Beijo Love – Despertando Emoções. Os músicos são parentes do pedreiro José João. Ele é o autor das músicas. “Eu estou trabalhando aqui, certo que eu estou focando o meu trabalho, mas de repente surge uma melodia, uma letra. Quando eu estou sem o celular eu já peço de um amigo e gravo... depois eu pego e faço a música.”

E enquanto constrói o futuro de muitos sertanejos, João josé sonha em fazer sucesso com o grupo. Ser conhecido nas rádios sertanejas. No alojamento, já tem público cativo.

Nesta quarta-feira, a série mostra uma gente que descobriu que podia ganhar dinheiro no Sertão sem ter necessariamente que trabalhar nas obras.

Reportagem nº 03 - Exibida no dia 16 de Fevereiro.

Restaurantes cheios, hotéis e pousadas lotados e a procura por imóveis cresceu; esse é o novo retrato da região.

Hotéis lotados, restaurantes cheios e uma procura desenfreada por imóveis. Esse é o novo retrato da região sertaneja de Pernambuco que você vai ver na terceira reportagem da série sobre o Sertão que está dando certo, exibida pelo NETV 2ª Edição.

Em Custódia, de repente, os terrenos estão sendo cercados, medidos, divididos. A cidade agora está cheia de loteamentos - e num município que nem corretor de imóveis tem. Na falta de um, Eli Pinto Barbalho (foto 2), dono da farmácia, se aventurou a cuidar do assunto. Fez muitos arranjos para abrigar os trabalhadores que chegavam de fora e precisavam de um teto e agradou o morador da cidade que precisava reforçar o rendimento.

“Existiam casos em que a mãe foi morar com o filho, com os filhos ou então os filhos foram morar com a mãe, o casal, para formar essa renda, tudo para ficar com a casa liberada para alugar. Outros foram morar no sítio para arrumar uma renda, aconteceram vários casos de pessoas que botaram casa para alugar na cidade”, conta o corretor novato.

Em Serra Talhada, o mercado de imóveis também está aquecido. Na cidade, além das obras da transposição do rio São Francisco e da ferrovia Transnordestina, a chegada do campus da Universidade Federal Rural de Pernambuco (foto 3) também fez crescer a procurar por casas. Para acomodar os novos tempos, a cidade cresce para cima e vai fazendo amizade com o elevador. Os prédios estão surgindo, porque o mercado exige apartamentos, muitos apartamentos.

Elias Félix (foto 4), comerciante, não perdeu tempo. Construiu pequenos edifícios, com apartamentos de 50 metros quadrados - para quem mora só. Já tem o terreno onde vai começar a erguer o terceiro prédio. E elegeu como inquilinos preferenciais os professores da Rural. “Para alugar é facílimo; mas comprar terreno está bastante caro, superfaturado até. Está bastante onerado o preço”, diz ele.

Outra dificuldade: conseguir hospedagem em hotéis e pousadas. Em Custódia, por exemplo, está mesmo difícil e o único hotel da cidade que não fechou contrato com nenhuma construtora, que fica na BR-232, está lotado todos os dias. Para conseguir uma vaga, só fazendo reserva com uma semana de antecedência, e formalizada por e-mail. “Nossos clientes aqui são os engenheiros das obras, as prestadoras de serviço, os demais que prestam serviço e tudo termina em cima da obra”, explica o gerente do hotel, Gildeano João do Nascimento.

Também na beira da estrada, um outro hotel já se preocupou com a ampliação. Os 68 apartamentos estão alugados a uma construtora, num contrato de um ano. O dono tem também um restaurante, que fornece 800 refeições por dia aos operários. 

Para atender a demanda, o dono do hotel, José Pedro de Melo, contratou 30 funcionários. Ele vê ainda mais crescimento no horizonte. “Eu quero ampliar, fazer um restaurante climatizado, montar um mercado, uma conveniência boa aqui na rodovia. Mesmo quando sair, eu tenho certeza que vai ficar bom para gente ainda”, acredita ele.

Em Salgueiro, novas pousadas vão surgindo - e há espaço para todas no mercado. Socorro Borba (foto 5), dona de hotel há 12 anos, acaba de construir 25 apartamentos, inclusive suítes de luxo. Agora o estabelecimento dela tem 57 unidades e é raro o dia em que não está com 100% de ocupação.

“Já teve caso em que eu tive que levar o cliente para dormir na minha casa, ou então, quando eu não tinha como levar, ele dormia dentro do carro na frente do hotel, depois de eu entrar em contato com todos os hotéis, inclusive hotéis das cidades vizinhas, como Ouricuri e Serra Talhada”, relembra Socorro.

A disputa por vagas é tão grande que quase estraga a lua de mel de Thiago Bruno Costa. Depois que começou a trabalhar na Transnordestina, resolveu se casar. Sem folga para viajar, resolveu impressionar a amada com uma estadia num hotel bacana de Salgueiro. “Dois dias antes, eu fui lá para ver, deixar tudo certinho, aquela coisa para o casamento como a gente deseja. Só que quando eu cheguei lá não tinha mais vaga. Todos os hotéis da cidade em que eu fui, rodei, procurei, até mesmo pousada, e não tinha mais nenhuma vaga.”

Apesar de tudo, é bom esclarecer que Thiago teve uma lua de mel bacana, está casado e feliz. Está tão satisfeito quanto Edmilson Torres de Sá - novo dono de restaurante na região, que chegou a passar por um sufoco. “Foi demais, viu? Foi empréstimo que quase não acaba mais. Mas conseguimos pagar e hoje eu acho que nós não devemos quase nada a ninguém”, festeja.

Na reportagem desta quinta-feira, veja como o crescimento de restaurantes dá sabor ao desenvolvimento do Sertão. Lá, agora, tem de tudo: de marmita a comida japonesa.

Reportagem nº 04 - Exibida no dia 17 de Fevereiro.

Grandes obras têm atraído investidores, mas como ficará a situação dos hotéis e pousadas após a finalização dos empreendimentos?


A procura por imóveis está cada vez mais crescente no Sertão de Pernambuco. Nas principais cidades sertanejas, os hotéis e pousadas estão lotados e as grandes obras – como a Transnordestina e a transposição do São Francisco - têm atraído construtoras dispostas a investir no setor hoteleiro.

Tanta demanda por leitos vem causando uma preocupação nos investidores: como ficará a situação desses hotéis e pousadas depois que as grandes obras acabarem e a população que está acolhida no Sertão for embora?

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (Abih), José Otávio Meira Lins (foto), afirma que o setor está preparado para esse momento. “A iniciativa privada é supercriativa e temos ideias para depois que esses projetos forem implantados e começarem a operar”, diz.

De acordo com ele, cerca de 10 mil leitos serão construídos no Estado. Para as regiões onde ficam as obras da ferrovia Transnordestina e a transposição do Rio São Francisco, estão previstos mil leitos. 

“Esses mil leitos estarão concentrados, basicamente, em Sertânia, Salgueiro e Petrolina. Aparenta ser pouco, mas o próprio empresariado do Sertão tem capacidade para ampliar os leitos com mais facilidade, pelo fato dos códigos de obras serem menos rígidos e exigentes”, explica.

Faltam leitos, também, no Complexo Portuário de Suape, na Região Metropolitana. Muitos trabalhadores precisam vir ao Recife e Jaboatão para conseguir lugar para se abrigar. Segundo José Otávio, a ausência de vagas vai “do Cais ao Sertão”.

“Vamos abastecer e nos preparar para quando todas essas indústrias estiverem implantadas. Nós vamos atacar em duas vertentes. Primeiro, a formação da mão de obra e capacitação de pequenos gestores. E também o Olá Turista, que vai ensinar inglês e espanhol, focada principalmente na Copa do Mundo”, diz.

CARNAVAL
Segundo José Otávio Meira, a maior parte das vagas dos hotéis e pousadas já está ocupada para o período de Carnaval. “Não adianta sair procurando de hotel em hotel, porque você vai acabar ficando cansado. O ideal é procurar a Abih e ver o que ainda resta para o Carnaval. Mas é muito pouca coisa”, adianta.

Reportagem nº 05 - Exibida no dia 18 de Fevereiro.


Transnordestina e transposição do rio São Francisco elevaram vendas em concessionárias, postos de combustível e lojas de material de construção.


As transformações na economia do Sertão, provocadas pelas obras da ferrovia Transnordestina e da transposição do rio São Francisco, trouxeram ganhos indiretos ainda para o comércio. A última reportagem da série sobre o Sertão que deu certo mostra que setores de automóveis, motos, combustível e construção civil vivem seus melhores momentos.

Para se ter ideia, Custódia é uma cidade com 34 mil habitantes que deu uma guinada da noite para o dia. Foi tanta gente chegando para trabalhar que o comércio, como se diz, bombou. “A gente contratou mais funcionários. Com o movimento crescendo, aí tive que dobrar o quadro de funcionários. As vendas dobraram também, não só na minha loja, mas na cidade inteira”, explica o comerciante Ivanildo Cordeiro.

Nos últimos três anos, 117 empresas foram abertas na cidade. E apenas nove fecharam, de acordo com números da Câmara de Dirigentes Lojistas. Crescimento e diversificação. 

A cidade tinha uma única academia de ginástica funcionando. E Jorge Luís, dono de uma academia no Recife, procurava um lugar para abrir uma filial. Ele lembrou que antes o dinheiro não circulava muito por aqui. Mas agora, viu que o negócio daria certo na cidade. “Prefeitura, aposentado e pensionista. Com essas imigrações que houve a renda per capita da cidade aumentou assustadoramente. Eu coloquei esta academia em Custódia por conta dessa situação”, revela.

Hoje, o local já tem 250 alunos. Mais da metade gente de fora que vive aqui enquanto as obras estão em andamento. Essa gente também consome roupas, remédios e dirige.

Em muitas cidades não circulam tantos veículos quanto nos canteiros de obras. Só a construção da transnordestina trouxe para o Sertão mais de 500 carros. Quando a soma inclui também os caminhões e as máquinas pesadas, ela passa de 2 mil. Conseguir combustível para toda essa frota não foi fácil.

O dono de um posto na cidade de Salgueiro viu o consumo aumentar logo 30%. Ele se animou e investiu. Agora tem três unidades. Um deles em reforma para ficar adequado ao novo mercado.

Em Serra Talhada, Paulo Siqueira trabalha com a família na administração do posto. Ele nem estava preparado para isso. “O fluxo de veículo aumentou para o comércio em geral e o posto de gasolina, não. Aí surpreendeu. Surpresa muito boa. Melhor do que isso não há.”

Quem consome todo esse combustível são as construtoras, claro, mas também os novos proprietários de automóvel. Como o funcionário público Michael Anderson Alex. Ele tem uma moto e agora está comprando um carro. Mesmo com a nova compra, ele ainda não sabe se vai vender a moto. “Vamos olhar as condições junto com o vendedor aqui e analisar direitinho. Possivelmente devo ficar com os dois”, diz.

Clientes como Alex têm feito a alegria de Antônio Carlos Souza, dono de duas concessionárias. E pronto para inaugurar mais uma. Ele diz que vende muita caminhonete, que é um veículo considerado caro, e para tudo que é município. “O ano de 2010 foi muito bom. 2011 vai ser melhor. Está prometendo. Pernambuco está num crescimento grande, especialmente essa região do Sertão. Arcoverde e toda a área operacional, aqui até em Ouricuri, onde eu vendo carro nessa região e o crescimento está muito grande.”

O presidente da Transnordestina, Tufi Daher Filho, lembra ainda que as lojas de material de construção também estão crescendo. “É uma guerra por cimento. Nós hoje temos um consumo diário de aproximadamente 60 mil sacos de cimento por dia na obra. São números absurdos que nós temos que nos adequar.”

Melhor pra quem apostou no setor. E a prosperidade não se revela apenas no comércio e na prestação de serviços. As melhorias vieram até para a matriz de São José, em Custódia. Durante a missa agora os fiéis sentam em bancos novinhos em folha. São 90 que vieram de São Paulo. A compra foi feita pela internet, com o dinheiro dos dízimos e das ofertas. Os fiéis recém-chegados e a nova situação financeira dos antigos tem feito a diferença.

Mais dinheiro recolhido, mais investimentos, revela a secretária da paróquia, Maria Joana da Silva. “Não só para igreja, mas também para o comércio inteiro, inclusive a calçada, que passou por reforma. Primeiro vieram os bancos, em seguida a calçada. A transposição contribuiu muito para essa reforma também.”

O Sertão segue em obras e vai continuar por um tempo. A conclusão tanto da transposição quanto da ferrovia Transnordetina está prevista para 2013. O trabalho e as experiências vividas nessa terra ao longo desse tempo deixarão marcas nas cidades e nas pessoas.

“É muito gratificante porque a gente vê que isso já trouxe algum desenvolvimento só que tem muito mais por vir. A gente vê que tem inúmeras oportunidades aqui na região e muita gente boa para trabalhar aqui. Eu acho que vai dar um orgulho danado porque o que você vai trazer de coisa boa para o povo do Sertão não dá para estimar, porque não é só a obra que vai trazer emprego, que vai trazer melhoria. São os entornos. Você melhora hotel, você melhora a saúde, melhora a condição de vida, a qualidade de vida. Acho que no futuro, quando eu olhar para traz vai dar um orgulho mesmo”, afirma a engenheira Samira Polastre.


Pifeiros da Novena de São Sebastião - Samambaia


Apresentação de Pifeiros durante Novena de São Sebastião no Distrito de Samambaia. A festa é realizada entre os dias 13 a 22 de janeiro. 

Fonte: Site Cristiano Lira

16 novembro, 2012

Atleta patrocinada pela Tambaú vence no hipismo


A amazona Anúzia Torres, atleta patrocinada pela Tambaú Alimentos venceu a V Etapa Ranking FEP de Hipismo na categoria Escola Intermediária, saltando obstáculos de 0.80cm com o animal Tulouse CHZS. 

A vitória de Anúzia foi bastante festejada pelos amigos e atletas do esporte, que a admiram pelo amor ao hipismo e a Tambaú. 

O evento foi organizado pela Federação Equestre de Pernambuco, realizado no Caxangá Golf e Country Club nos dias 20 e 21 de outubro. A próxima etapa será de 23 a 25 de novembro. 

por Liliane Dantas Leal - Jornalista / Assessora de Imprensa

14 novembro, 2012

19ª Revista Personal - Arte e Cultura - Caderno Especial (Lourdes de Deus)

 
LOURDES DE DEUS

Autodidata, a pernambucana Lourdes de Deus (custodiense) nasceu em 1959. Percorreu o Brasil com seu marido e incentivador Waldomiro de Deus, um dos mais consagrados artistas populares brasileiros. Lourdes pinta com romantismo e com muitas cores o cotidiano e as manifestações folclóricas nacionais, como a festa de São João, a folia de Reis e o bumba-meu-boi. Algumas telas da artista estão expostas no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, no Museu Internacional de Arte Naïf de Quebec (Canadá) e em diversas residências no Brasil e na Europa. 

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Momento Especial de sua vida que a Tambaú esteve presente


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06 novembro, 2012

Filme Grandes Amigos de Humberto Guerra


Materia exibida no ABTV(TV Asa Branca) falando sobre o filme GRANDES AMIGOS dirigido por Humberto Guerra, ator Global.

Médium Doutor Valetim




Ele não é formado em medicina, não sabe ler nem escrever e, mesmo assim, conquistou o respeito de vários profissionais da saúde e de outras áreas por seu trabalho. Doutor Valentim, como é conhecido, atua como médico espiritual e, ao longo do tempo, ficou famoso pelos casos de cura relatados por pacientes. 

O homem chega conduzido na cadeira de rodas. Aparenta mais de 60 anos. Traz no rosto o olhar vago de quem há muito espera a dor passar. Sofre de esclerose múltipla. Rodou o mundo em busca da cura. Não conseguiu. Foi parar no Gama, com intuito de conhecer o doutor Valentim, a quem todos chamam de “médico espiritual”. 

Valentim aproxima-se discretamente, calado, como de hábito. Veste jaleco branco, calça de moletom cinza e boné verde-escuro. O sorriso é tímido. O olhar, pacificador. No pescoço, traz um estetoscópio. Nas mãos, uma tesoura longa e fina. “Venha até aqui”, diz, imperativo. 

O senhor debilitado, com grande esforço, levanta-se e dá dois passos curtos em direção àquele que crê ser seu salvador. Cansado, cai sentado novamente. Ensaia um sorriso. Há décadas ele não se movia, segundo familiares. O médium passa uma tesoura pelo corpo do paciente e emite sons indecifráveis. No fim, oferece a ele uma rosa branca. 

Em seguida, o homem na cadeira vai embora. O encontro com Valentim é rápido. Menos de um minuto. Mas dura o suficiente para quem o procura sair renovado dali. Não há nada que comprove os poderes de Valentim Ribeiro de Souza, 70 anos. A não ser a fé e os milhares de relatos de cura dos pacientes. São mais de 5 mil atendimentos, todos os meses. 

Somente na última quarta-feira, aproximadamente 600 pessoas procuraram o mentor espiritual. Antes das 7h, às segundas, às quartas-feiras e aos sábados, principalmente, é sempre assim. Ao entrar no Recinto de Caridade Bezerra de Menezes, a primeira visão que se tem é a de homens, mulheres e crianças aglomerados em filas. Há gente de todas as idades, crenças e bolsos. Idosos, jovens, padres, pastores, médicos, engenheiros, professores, donas de casa, milionários e mendigos. Famosos e anônimos, iguais no sofrimento. Todos atraídos até ali com o mesmo objetivo: o de receber as bênçãos. 

Organização

Formam-se várias filas. A primeira é para portadores de câncer, esclerose, fibromialgia e outras doenças graves. Na outra, ficam aqueles que serão atendidos pela primeira vez. Há ainda a das crianças e a dos retornos, ou seja, de quem voltou para retirar os pontos da cirurgia espiritual. A operação do doutor Valentim não tem cortes. Ele “opera” os doentes passando a tesoura no corpo, faz riscos de leve, usa algodão, iodo e álcool. E os pacientes não sentem dor. 

Quem se consulta deve seguir algumas restrições alimentares, como não comer carne de porco, pimenta ou ingerir bebida alcoólica. Doutor Valentim não vende nem receita remédios, mas não dispensa o acompanhamento da “medicina terrestre”: os dois tratamentos, espiritual e terreno, segundo ele, devem ser feitos juntos. 

“Quem cura é Deus. A fé das pessoas ajuda muito”, afirma o homem de poucas palavras. O médium incorpora mais de 60 entidades. O doutor Aguiar, por exemplo, era um médico italiano, que morreu na guerra, prestando serviços para a Cruz Vermelha. É ele quem dá as ordens no atendimento aos doentes de câncer. 

Quando o problema é nos olhos, Valentim chama o doutor Capilé Siqueira Campos, morto em um acidente de carro e cego. Quando é o espírito de Capilé quem opera, Valentim, o instrumento, assume uma feição diferente, com olhos miúdos, e muda de voz. Nesse momento, precisa ainda mais da ajuda de seu braço direito, a médica Cherifa Mohamed, 51 anos, moradora do Park Way. 

Há 16 anos, ela, que é cirurgiã plástica, procurou o doutor Valentim em busca da cura para uma depressão profunda. Teve a ajuda que esperava e nunca mais deixou de auxiliá-lo. É Cherifa quem comanda as “sessões de rádio e quimioterapia”, que, diferentemente das realizadas em hospitais, ali se processa sem uso de medicamentos. 

A fé

Grande parte dos pacientes de doutor Valentim é formada por médicos, como o pediatra Carlos Eduardo Mendes Gomes, 36 anos. Ele sofria com fortes dores, por conta de uma pedra na vesícula. Nada o curava. “Foi doutor Valentim quem acabou com minhas dores. Acredito que existe algo acima de nós. Algo maior, entre o céu e a terra”, afirmou. 

Os motivos para procurar socorro são diversos. Vão de tristeza incurável a câncer terminal. Muita gente garante ter sido salva da morte ali, depois de receber vários pareceres desanimadores de médicos comuns. “Eu tinha câncer de próstata. Valentim me disse: ‘Não opere agora. Antes, eu vou queimar o tumor’. Fiz o tratamento, repeti os exames e nem precisei operar”, relatou o funcionário público aposentado Laerte Correa Marques, 71 anos, morador da Asa Sul. 

Além dos adeptos da doutrina espírita, católicos, evangélicos e seguidores de muitas outras religiões rendem-se à fama de doutor Valentim. Na última quarta, um padre estava entre a multidão, em busca de ajuda para problemas na coluna. “É um espaço ecumênico. Aqui é o hospital da cura”, explicou Cherifa. 

O maestro Alcinelli Martins, 70 anos, morador do Lago Sul, diz ter sido curado de um câncer na bexiga, fato comprovado, segundo ele, por médicos. “Doutor Valentim me autorizou a fazer a cirurgia, mas quando os médicos me abriram, meu tumor havia sumido”, relatou. Há também muitos voluntários para ajudar Valentim a organizar o atendimento. Todos eles já foram pacientes e trabalham para agradecer. 

Há 45 anos em Brasília, o médium, famoso no mundo inteiro, recebe diariamente visitas de estrangeiros. Atende das 7h às 11h. Não cobra nada de quem o procura. O pagamento é levar até ali mais alguém com problemas ou praticar, também, atos de caridade.

“Quem cura é Deus. A fé das pessoas ajuda muito” (Doutor Valentim, médium que incorpora entidades ligadas ao trabalho da medicina).

“Foi Valentim quem acabou com minhas dores. Acredito que existe algo acima de nós” 

Nascido em 25 de junho de 1940, em Custódia, Pernambuco, Valentim é o sexto filho de uma família de nove irmãos. A mãe faleceu quando ele tinha 8 anos. A família mudou-se para Montes Claros (MG), em meados de 1950. Foi lá que Valentim descobriu a vocação. 

Antes de completar 18 anos, ficou paralítico. Perdeu também a visão. “Ninguém nunca explicou o porquê”, disse o doutor dos espíritos. Curou-se tempos depois, após receber a visita de dois homens misteriosos — segundo ele, os espíritos de dois médicos mortos: Bezerra de Menezes e Aguiar Freitas. 

Na infância, relata, já recebia visitas de espíritos. Sempre traziam a mensagem de que era preciso “seguir a missão de fazer curas”. A primeira delas teria sido para a hanseníase de uma garota da região. Valentim tentou ignorar o destino algumas vezes. 

Arrumou emprego no campo. Diz que voltou a ficar sem andar ou a enxergar depois disso. Virou pedinte nas ruas de Montes Claros. 

Certo dia, debaixo de uma mangueira, pediu para morrer. “Senti duas pessoas se aproximando. Ouvi barulho de tesoura. Eles deixaram uma receita. No outro dia, uma mulher passava e leu pra mim: precisava de sumo de arruda e leite materno pingado no olho.” A mulher providenciou o remédio. Dias depois, Valentim diz ter voltado a enxergar e, em seguida, a andar. 

Em 1965, Valentim mudou-se para Brasília. Tentou ser funcionário de uma revenda de gás. Voltou a adoecer. Recebeu novamente a visita dos dois médicos e entendeu, então, que deveria se dedicar exclusivamente às curas. “Sem cobrar nada de quem me procurasse”, ressalta. 

Dos espíritos, além da cura para a cegueira e a paralisia, afirma ter ganho a tesoura que usa ainda hoje. Valentim instalou-se em várias quadras do Gama antes de fixar residência no local onde vive, atualmente. Enfrentou uma população revoltada, que o acusava de ser falso médico e o ameaçou com pedaços de pau e pedra. 

A fama de poderoso, porém, foi mais forte e atrai milhares ainda hoje. Valentim vive de doações da comunidade. Mora no Recinto de Caridade Bezerra de Menezes, ao lado da mulher, Maria, com quem teve três filhas: Eliane, Elaine e Andréia. 

O médium é avô de uma menina. Não acumula riquezas. Também não sabe explicar de onde vem seu poder. “Nem meu pai sabia. Ele sempre dizia: ‘Valentim, você é esquisito’. Ninguém sabe quem eu sou e nunca vão saber.” 

Fonte: Correio Braziliense
Postado originalmente no site: Idade Certa
Enviado por José Soares de Melo


04 novembro, 2012

Miss Custódia 2011


Slide com várias fotos do concurso Miss Custódia 2011, realizado dia 14 de novembro no CLRC. A vencedora foi Nathália Diniz.
  
Organização do concurso Renilvado Alves

Fotos e slide: Robson Patriota do blog Estrelas na Festa.

Link: http://portalrobsonslides.blogspot.com/