30 julho, 2021

O Ingá completa 59 anos como Vila (Povoado)


Texto e Fotos: Flávio Júlio


O povoamento do local se deu no início do século XIX, sendo junto com Quitimbu e Samambaia uma das primeiras regiões habitadas de Custódia.

Os motivos eram por fazer parte da rota de viajantes e comerciantes e também pelas terras férteis, banhadas pelo rio Cupiti e embelezadas pelas ingazeiras, o que gerou mais tarde iria o nome do local, conhecido como Ingá, fruto das árvores.

Uma das primeiras famílias a se estalarem na região foram os Figueiredos, que contribuíram bastante para o desenvolvimento. Foi através da promessa de um dos membros que construíram, ainda nas primeiras décadas de 1900, a singela capela de Santa Bárbara.

A escola, que atualmente recebe alunos de todo a redondeza, faz homenagem a Manoel Alves Figueiredo, um dos grandes ingaense da história local.

Outro nome forte é Antônio Fontino de Souza, Sr. Fonte, um dos responsáveis pela usina desfibradora de caroá, que moveu a economia da região por um longo período e ajudou no crescimento do Ingá, o que contribuiu para que no dia 31 de julho de 1963 fosse elevado a categoria de vila, embora seja comumente chamado de povoado.

A eletricidade, calçamento, saneamento básico e água encanada alcançou a maioria da população durante o governo municipal do ilustre Djalma Bezerra de Souza, filho do Sr. Fonte, que valorizou não apenas o Ingá, mas diversas localidades da zona rural.

Apelidada de Vale encantado, o Ingá está a 12 km da sede, e é destaque na área da Cultura, afinal possui a mais antiga quadrilha junina em atividade do nosso município, a Chapéu de Palha, além da tradicional festa de sua padroeira realizada no início do mês de dezembro, que neste ano chega a sua 90º edição.

É um ponto de apoio nos segmentos de saúde e educação para os sítios vizinhos como Cacimba Limpa, Pindoba, Serrote das Cinzas, Barreiros e Lambedor.
 
 
Oferecimento

 

29 julho, 2021

Lindas Imagens da Bela Cidade de Custódia ao Som de Bonny Guimarães


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Edinailson Antônio Batista Dantas "Bizu"

 

Quem não conhece Bizu em Custódia?

Essa peça rara é querido nos quatro cantos da cidade. Ganhou este apelido depois que o jogador Cláudio Tavares Gonçalves, chegou em 1989 para jogar no seu time do coração, o Clube Naútico Capibaribe.

O atleta fez fama no time da capital, devido ao seu faro em fazer gols. Edinailson falava tanto no jogador, que terminou herdando o apelido, até hoje chamado de Bizu, não mais Bilila, como era em sua infância.

Mora na rua Joaquim Tenório, no centro da cidade, com sua mãe.

Sempre é visto pela cidade usando a camisa do Naútico, é daqueles torcedores raiz, que torce apenas para um time, e tem que ser do seu Estado. 

Também ama muito a Fazendinha, Sitio da Família Batista a 6 Km da cidade, onde todos os dias vai pela manhã fazer o que mais gosta, colocar comida para os animais e água nas plantas.

Era assíduo frequentador da antiga biblioteca Zenilda Simões, sempre esperando chegar os jornais para ler noticias de seu time.

É sempre visto participando do CJC, Movimento Comunidade Jovens Cristãos da Igreja Católica. Á noite vai ao Pau do Urubu, situado ao lado da Igreja Matriz, onde sempre é visto batendo papo com amigos sobre: Futebol, política e noticias gerais de Custódia.

Esse é o Bizu de Custódia,ícone de nossa cidade. 

 Oferecimento: 


 



28 julho, 2021

UNS OLHOS (Eraldo Galindo)

 Eraldo Galindo
Professor da AESA/CESA/ESSA e da Secretaria Estadual de Educação de Pernambuco


Diariamente, ao entardecer, Agostinho dobrava os joelhos e, de olhos fechados e mãos espalmadas, orava, pedindo os favores dos céus. Na capela, diante do altar, fitava a Jesus com olhos de súplica, perturbando-lhe o sono na cruz. Os santos viam aquele fervor. Três beatas rezavam o terço, também elas esperando as graças divinas. Era a Hora do Angelus. Agostinho, que não era bem desse mundo, seria padre.

Nascido na roça, menino pobre, viera para o povoado ainda novinho, para servir de companhia a um tio idoso, viúvo e sem filhos; tio de médias posses e ardente alma católica. Foi quando conheceu Frei Jerônimo, que logo enxergou no rapaz uma "verdadeira vocação ao sacerdócio", como alardeava. Sem dúvida, seria padre.

Desde pequeno, sentia na alma iluminações que não sabia descrever. Uma experiência de beleza absoluta. Como não se tornar padre?

Tinha em Deus todas as respostas às inquietações do ser. Verdade que admirava o sol em chamas nas tardes melancólicas, igualmente as chuvas regando os campos e engordando os rios. Observava, extasiado, a incessante recriação da vida nas sementes a germinar debaixo da terra, nas vacas e ovelhas a parir filhotes, nas metamorfoses das plantas, dos bichos e das pedras. Mas nada se comparava aos arroubos do espírito. Seria padre.

Próximo da idade adulta, enfronhou-se na biblioteca de Frei Jerônimo; adquiriu vernizes teológicos, filosóficos, científicos e outros tantos conhecimentos dispensáveis de relato. O mundo era complexo; a vida, misteriosa e imensa. Sentia que havia muito por pesquisar, ler, anotar, meditar. Preparava-se, seria padre.

Na última festa da padroeira antes do seminário, curtia os fogos de artifício e a dança do pastoril, inebriado com as luzes multicoloridas balançando no ar, o vaivém das pessoas, as conversas alegres dos adultos e os barulhos das crianças. Observava até mesmo as estrelas bailando no céu. Foi quando viu a moça de rosto angelical, olhos amendoados e tez morena — algo entre o humano e o divino. Caminhava entre as barracas num vestido branco imaculado, tendo os negros cabelos ornados por uma fita azul que lhe dava um ar de menina. De súbito, o coração disparou, os nervos retesaram, um suor gelado banhou-lhe as têmporas. Caiu enamorado.

Ah! Se não fossem os olhos de Elena, seria padre.
 

 
 
(*) Crônica publicada na Antologia Off Flip (Paraty - RJ) 
Essa antologia é anual, feita pelo Selo Off Flip, de Paraty-RJ. Ocorre dentro da FLIP. Esse ano será virtual, em outubro. 

Para maiores informações, acesse: https://www.selo-offflip.net/

Beta querida - por Rogéria Marília Campos

 

BETA faz parte da história da nossa Terra Querida.

Fez parte da nossa infância, das brincadeiras, na praça Padre Leão, nas décadas de 60 e 70.

Sua marca mais forte se deu aos nascidos depois dos anos 80, por ter seu carrinho de confeitos e chocolates na referida praça.

Quem não fez compras a ela?

A minha filha, tinha até continha de fiado com BETA 🤭

BETA, atualmente, é uma figura destaque no estacionamento do Banco do Brasil.

Que Deus te abençoe, querida!

Texto: Rogéria Marília Campos  



27 julho, 2021

Luar de Custódia: Poema do Padre Duarte


Que noite tão formoza!
Qual um jardim de rosa!
Vem o lugar faceiro,
ligeiro,
cismar…
E nas cordas soneras do pinho
alguém que esta dormindo
comigo vai sonhar!…

E assim fitando a luz
eu quero cantar;
e vendo a imagem tua
eu quero cismar;
E na doce serenata
com o meu violão
só achare guarida
no teu coração!…

Pe. Antonio Duarte
Custódia, Setembro de 1942.
 

 

O dia em que Custódia dançou ciranda com Almir Mello - parte 2


Show RAÍZES BRASILEIRAS do músico ALMIR MELLO. 

Festa de São José de 2011.


 

19 julho, 2021

Custodiense Sevy Gomes - [Livro] Mulher que mudou a história de Pernambuco


Natural do Município de Custódia – Sertão do Moxotó, ali vivi uma infância de muito espaço, muitos folguedos, contato com a natureza e aconchego familiar. Conclui o curso primário aos 11 anos no Grupo Escolar General Joaquim Inácio. No Colégio Santa Dorotéia, em Pesqueira, as irmãs, abnegadas e competentes, souberam lidar com as inquietações e as fantasias de normalistas adolescentes, tornando-se cidadãs profissionais.

Volto à minha terra como profissional titular, e, aos 17 anos, fui designada para uma escola multisseriada em Samambaia – zona rural do Município. A inexperiência, as limitações do material didático, a falta de energia elétrica e transporte motorizado só nos finais de semana, num primeiro impulso, me fizeram pensar em renunciar.

O exemplo de bravura e a persistência das crianças vindas de sítios e de fazendas, a pé ou a cavalo, sob o sol forte ou sob chuvas, o seu afeto e carinho me sensibilizaram, e assumi a escola e as atividades da comunidade durante cinco anos.


Essa experiência, que me legou uma bagagem pedagógica e de vida, me fez administrar sem dificuldades o Grupo Escola João Guilherme, em Tacaimbó, no Agreste, e passar com destaque no Concurso de Supervisor Escolar de Professores Leigos, promovido pela Secretária de Educação, em Recife. Tal supervisão se desenvolveu dentro de um programa com excelentes resultados nas escolas municipais do Interior e da Região Metropolitana, que lamentavelmente foi suspenso com o afastamento do governador Miguel Arraes.

Lotada na Divisão de Contabilidade da Secretaria de Educação, participei do curso intensivo Orçamento e Administração Financeira, da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. A programação de visitas e passeis da disciplina Relações Pública me fez comprovar ser o Rio de Janeiro a Cidade Maravilhosa, que não se repete, pela exuberância de sua natureza, pela construção do homem e pela sua vocação turística.

De volta a Recife, prestei vestibular para o Curso de Pedagogia, com especialização em Supervisão Escolar, na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Professora atuei em turmas com perfis sociais, econômicas e emocionais diferentes: alunos da zona rural e do Recife – Nova Descoberta, Colégio Israelita (particular) e Juizado de Menores. Foram vivências que exigiram uma dinâmica pedagógica diferenciada para lidar com um universo de atendimento tão distinto, ainda que criança.

Como técnica em assuntos educacionais, o tempo maior de serviço público, foi voltado para o Ensino Supletivo. Coordenei a equipe de Educação e Promoção Profissional do Adulto – DEPPA, sob a direção do Professor Josias de Albuquerque.


Com o advento da Lei de Diretrizes e Bases n° 1.692, de 11 de agosto de 1972. O Ministério de Educação e Cultura- MEC, cria o Departamento de Ensino Supletivo – DSU Nacional e nos Estados.


Com a reforma da estrutura técnica e administrativa da Secretária de Educação e Cultura – SEC, em 1974, durante gestão de dois secretários – Coronel Costa Cavalcanti e Dr. José Jorge, assumi a Divisão de Ensino Supletivo – DSU.

Com essa função, participei dos encontros de diretores dos DSU´s, em Brasilia, congressos dos Secretários de Educação, em diferentes Estados, e reuniões técnicas com representantes de outros países, patrocinada pela OEA, OIT e Ministério do Governo Brasileiro. Em todos esses eventos, a pauta social incluía jantares, passeios e festas de congratulações que estreitavam círculo de relações pessoais e profissionais.

Com a pretensão de ampliar experiências, submeti-me ao concurso interno da SUDENE/MINTER. Selecionada, integrei a equipe da Divisão de Treinamento do Departamento de Recursos Humanos, assessorando as Secretarias do Trabalho nos Estados do Nordeste, com visitas mensais.


Para essa atuação, participei do curso de Pós-Graduação em Planejamento e Desenvolvimento de Recursos Humanos, por meio de convênio celebrado entre a SUDENE e a Universidade Federal de Minas Gerais. Foi uma experiência de universidade aberta, com um curso a distância e em serviço, com avaliações prévias e posteriores para cada módulo de ensino, em Belo Horizonte, durante 18 meses.


Essas atividades de trabalho e de estudo foram entremeadas por viagens de férias em excursão a cidade brasileiras e passeios aos países da América do Sul e da Europa.

Revivi, com festas comemorativas, à altura das datas, as bodas de 50 e 60 anos dos meus pais, com a presença de quatro gerações, casamentos e conclusão de curso dos familiares.

Com a aposentadoria, voltam as imagens da “pátria da infância” – Custódia. Edito o primeiro livro autobiográfico, Caminhos do Afeto, com recursos próprios e lançamento em Brasília, Recife e Custódia, onde a renda foi revertida para a restauração da Matriz de São José, um belo templo construído pelo Padre Pedro Leão Verzeri, italiano, no ano de 1934.

Participei de reuniões do Centro de Estudo da História Municipal – CEHM, em Recife, organismo integrante da Agência CONDEPE/FIDEM, e centrada na afirmativa do poeta acadêmico Cyl Galindo de que “Um povo sem história é um povo se identidade… ”e de que o Brasil precisa coletar o registro histórico dos municípios e do seu povo”, decidi historiar o meu município.

O livro Custódia Relicário do Sertão tem a justificativa de homenagear os 80 anos de emancipação política do Município, divulgar de modo singular e específico a história e a força dessa gente sertaneja, despertar o senso de preservação nos jovens da sua própria história e propiciar o acervo particulares público de escolar, bibliotecas e instituições.

Do Sertão ao Litoral, passando pelo Agreste e pela Zona da Mata, vivenciei experiências com grupos diferenciados social e economicamente, cujo linguajar, costumes e anseios caracterizaram o regionalismo do meu Estado. Esses caminhos são minha história, onde fui me deixando e me construindo como individuo, como um ser coletivo e como profissional.


Texto extraído especialmente do livro “MULHERES que mudaram a história de Pernambuco” – IV Volume – Carlos Cavalcante.

José Pereira Burgos - Por José Melo e Pedro Pereira



12 de Outubro é aniversário de nascimento de um custodiense que teve destaque na nossa querida Custódia pelo seu exemplo de amor ao próximo, dignidade e honradez. Estamos falando de José Pereira Burgos, filho de Antônio Burgos de Santana e Maria Dolores Pereira de Sá, nascido no dia 12 de Outubro de 1922.

Ele ficou órfão de pai com apenas um ano e três meses e no ano de 1932 também ficou órfão de mãe. Seu tio materno José Cassiano Pereira de Sá, colocou-o no orfanato do Padre. José Venâncio de Melo, no bairro dos Coelhos na capital pernambucana. José Pereira Burgos sempre guardou profundo respeito e gratidão, pela maneira que Pe. Venâncio o tratava e afirmava que ele foi o pai que conhecera. No final da década de trinta, o Padre Venâncio faleceu e mais uma vez José se viu órfão, ficando traumatizado a ponto de abandonar seus estudos, passando a conviver em companhia de Maria Licor Pereira Ferraz na cidade de Arcoverde.

A obrigatoriedade de prestação do Serviço Militar coincidiu com a eclosão da Segunda Grande Guerra, quando foi incorporado ao Exército Brasileiro, tendo prestado Serviço Militar, inicialmente na zona praeira de Pernambuco, que durante a fase beligerante foi considerada “Área de Segurança Nacional“, ele esteve com seu irmão caçula, Antônio Pereira Burgos, varias vezes em Fernando de Noronha. Os jovens que estavam lotados na zona praeira poderiam embarcar para a Europa a qualquer momento, José foi para a Capital do Pais, na época Rio de Janeiro, onde recebeu treinamento na Companhia Moto mecanizada. Embarcou em um navio para ir a Monte Castelo, quando chegou a noticia que a guerra havia acabado. Ele contava que a alegria foi grande.

Finda a Grande Guerra, no final de 1945, o custodiense foi desengajado do Exército, voltando para a cidade de Pesqueira, onde passou a trabalhar na Fábrica Peixe.

Em 1947, José Pereira Burgos ingressou na Companhia Antárctica Paulista, inicialmente como motorista, em cuja função, graças a sua expressiva comunicabilidade e simpatia, mostrou pendores para o comércio, passando com sucesso a vendedor, resultando que, antes da virada da década, foi promovido a Vendedor-Distribuidor da Antárctica para toda toda zona sul da Grande Recife da época.

Dia de seu noivado com Noemia Pereira Burgos

No ano santo de 1950, enamorou-se com a jovem Noêmia Pereira Marques, filha do casal Joaquim Pereira da Silva e Corina Marques Pereira, noivando formalmente e depois contraindo núpcias. Em 1952 nasceu o filho primogênito Arnaldo Antônio Pereira Burgos, a que se seguiram Helena Jussara, Marcelo Genário, Luciano Thadeu, Hiran José, Valéria Epifânia e José Venâncio, este último, assim denominado numa homenagem ao grande benemérito Padre José Venâncio.


 Com seus sete filhos e esposa Noemia


No ano de 1955, sob a orientação do seu sogro, Joaquim Pereira da Silva, que era licenciado como farmacêutico-prático pelo Departamento de Saúde Pública do Estado de Pernambuco, passou a absorver toda literatura da Farmocopéia Brasileira disponível na biblioteca do sogro e na sua particular. Na Avenida Inocêncio Lima foi instalada legalmente a “Farmácia Galeno“, que marcou uma página no comércio de medicamentos de Custódia, aliando a mercancia com a filantropia.

Na Farmácia Galeno, nas horas de folga, sorvia amplos conhecimento do renomado livro CHERNOVITZ, editado em 1916, na França, em língua portuguesa, contendo cerca de mil páginas sobre a Flora brasileira, e, principalmente, um verdadeiro tratado sobre os nossos recursos minerais e hidro-minerais, onde pontificou para o orgulho de todos os Custodienses, principalmente para José Pereira Burgos, expressiva citação: “Pajeu (sic) de Flores“- água mineral conhecida por “ÁGUA SÁBÁ”- referência à fonte de águas minerais, da vila Custódia, que, depois, em 11-09-1928, passaria a cidade. Sempre aumentando seus conhecimento no Chernoviz, passou a correr o município em dias de folgas, principalmente nos fins-de-semanas, ao lado do velho amigo João Prefeito, encontrando indícios de mica, coalim, pedra-sabão e, em especial o roxo-terra natural, da cor da ametista ou violeta, manacial existente nas terras do Quitimbu e descoberto por José Pereira Burgos.


Genário Pereira Burgos (irmão), Zé Burgos e Antônio Pereira Burgos (irmão).

Convém lembrar que na época da construção de Brasília inúmeras pessoas recorreram ao Seo Zé Burgos pedindo auxilio para comprar uma passagem de pau-de-arara ou de ônibus, para tentar a vida na Capital


Bisnetos Pedro, Zenilda e Leonardo, mesmo morando no Rio de Janeiro, herdaram a paixão de torcer pelo Sport Clube do Recife.

No início de 1964 foi nomeado Funcionário Público Federal, passando a servir no Departamento Nacional de Estradas de Ferro, sediado na Praça da Bandeira, na Ilha do Retiro, Recife. Destacamos a Ilha do Retiro em razão de ali se encontrar o patrimônio de glorioso SPORT CLUBE DO RECIFE, que sem dúvida foi a grande paixão do José Pereira Burgos. Enquanto viveu no cidade do Recife chegou a ser Sócio-Patrimonial, possuindo cadeiras cativas e era conhecido nos dias de partidas disputadas pelo Sport. Na cidade de Custódia , ainda hoje residem torcedores rubro-negros que foram “preparados“ (com bombons, chocolates e refrigerantes, etc.) por Seo Zé Burgos para torcer pelo Sport Clube de Recife, o Leão da Ilha de Retiro.

Zé Burgos na Fármacia Pereira com Dona Corina Pereira e sua esposa Noemia Pereira Burgos.

No final da década de 60, ele fixa definitivamente em sua querida Custódia, voltando a trabalhar na Farmácia Pereira, com Seo Joaquim e dona Corina Pereira.

O seu cunhado Dr. Pedro Pereira Sobrinho, diz : “José Burgos todavia foi um servo das crianças, independente da idade, religião ou partido político dos genitores das mesmas. De observar que José Burgos nasceu no dia 12 de Outubro de 1922 e o dia 12 de Outubro é o dia da Criança!!! Coincidência? A mão de Deus“.

José Pereira Burgos faleceu no dia 23 de fevereiro de 1978, vitimado por um enfarto do miocárdio, seu sepultamento se deu no dia seguinte, quase 23 horas depois, no hora do lusco-fusco, no dia 24 de fevereiro. Noite escura, milhares de velas foram acendidas pelo o povo de Deus, contaram mais setenta veículos com os faróis focando o leito do cemitério de Custódia: era a homenagem maior do povo de Custódia a um homem que deixou um exemplo marcante de personalidade. “Entendeu, Compreendeu?”

Texto retirado de “Traços biográficos de José Pereira Burgos”, escrito por Zé Melo e Dr. Pedro Pereira Sobrinho. Digitado e editado por Jussara Burgos (filha). Publicado no blog à pedido de sua filha Valéria Burgos.

04 julho, 2021

O último tronco da nossa árvore genealógica materna já não está mais conosco. Por Lindinalva Pinto Simões de Almeida (Nenê).

Fotos: Acervo Familiar


A vida é mesmo surpreendente. A cada segundo, a cada dia, rimos, cantamos e choramos. Surpresas boas e outras tantas desagradáveis. Dia 28/06/21, as Famílias Pinto e Barbalho foram surpreendidas pela morte de Eurides Pinto Barbalho. Todos os cuidados e desvelo dos filhos e netos não foram suficientes para impedir o “agente da morte” - COVID-19 - vírus minúsculo e devastador.

Neste tempo pandêmico, vivemos a compartilhar o sofrimento das pessoas que perderam seus entes queridos. Tempo de incerteza, angústia e de dor. Assim tem sido a vida das famílias de mais de meio milhão de brasileiros que partiram numa viagem solitária e sem volta. Custo a acreditar que estamos reféns da nocividade dessa coisa invisível.



Titia Eurides teve o privilégio de viver 91 anos. Poderia ter vivido muito mais, com a memória parcialmente lúcida. Nesses seus 91 anos, 14 foram de cadeira de rodas. Filha do espirituoso Floriano Pinto do Amorim e Regina Pinto de Melo. Tinha quatro irmãos: Gerson Pinto, Maria Pinto, Lindalva Pinto e Antônio Pinto. Todos nascidos em Custódia. 

Era dona de uma beleza peculiar; alegre e vaidosa. Foi uma das primeiras professoras leigas do município de Custódia e também uma das primeiras a receber a fita do Coração de Jesus da Paróquia São José, que usava nas celebrações eclesiais com respeito e amor. Era muito religiosa. Quando as crianças da família estavam doentes, ela rezava com orações lindíssimas. 



Nas cidades por onde passou, deixou muitos afilhados. Cantava e tinha uma voz suave. Fazia tricô e crochê com muita perfeição. Foi casada com Antônio Zacarias Barbalho e em 1959, o casal resolveu morar no Estado do Paraná, na cidade de Colorado. Sofreu com a distância e a saudade dos que ficaram. Foram longos anos. No Paraná, em Colorado, nasceram cinco filhos. Com os três que haviam nascido em Custódia, totalizam oito: Floriano, Eurenice (Bebé), Francisco (Tico), Reginaldo, Edileuza, Romualdo, Eli e Ronivaldo. 

Em 1963, um fato muito triste aconteceu naquele estado: o maior incêndio florestal do Brasil à época. Dois milhões de hectares queimados, em 128 cidades, foram atingidas pelo fogo. Mamãe soube do incêndio através da Rádio Clube do Recife. Temíamos que o incêndio chegasse a Colorado. E já não recebíamos notícias de titia. A preocupação aumentou. Cartas eram enviadas sem respostas. Era uma constante ouvirmos a Rádio Clube para ter notícias do incêndio. Num determinado dia, mamãe tomou a decisão de enviar uma carta ao Governador do Paraná, à época Ney Braga, pedindo que localizasse Eurides Pinto Barbalho. 



Esperamos três longos meses sem resposta. Em determinado dia a resposta do governador chegou. “Eurides Pinto Barbalho, professora na cidade de Colorado, foi localizada”. Chorávamos e sorríamos de alegria. O governador informou ainda que o incêndio não atingiu aquela cidade. E, em 1971, finalmente, titia volta a Custódia com toda família. A sua estada foi por pouco tempo, indo morar na localidade de Fátima, município de Flores, terra de seu esposo. E com uma história recheada de lutas e vitórias, volta para Custódia, onde viveu até sua partida para a definitiva morada celestial. 

Em nome de Floriano, Bebé, Tico e Guto, a Família Pinto Simões se solidariza com os demais irmãos, netos, genros, noras e demais parentes. 

Nosso abraço fraterno,

Custódia, 03 de julho de 2021.

Lindinalva Pinto Simões de Almeida (Nenê).

03 julho, 2021

Custodiense é destaque como gestor de Maternidade que realizou 1,3 partos no primeiro semestre de 2021 no Amazonas

 

FOTO: Marcos Vinícius Araújo/SES-AM


Maternidade Alvorada já realizou mais de 1,3 mil partos no primeiro semestre de 2021

A unidade completou, no dia 1º de julho, 36 anos de funcionamento

A Maternidade Alvorada, unidade da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), realizou 1.329 partos somente nos primeiros seis meses deste ano. Sendo 643 partos normais, 406 cesarianos e 50 partos de mulheres estrangeiras, respeitando o princípio de integralidade do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Apesar de ser uma unidade pequena, ela é muito acolhedora e completa. Hoje temos um centro cirúrgico equipado com aparelhos modernos e digitais, temos uma estrutura mais confortável pensando na humanização não só da mãe, mas também de quem acompanha a paciente. Não é por sermos uma unidade pequena, que ficamos de fora da modernização”, contou Márcio Rodrigues, gestor da unidade.(*)

Trabalhando na unidade há 34 anos, o técnico de enfermagem Evandro Mourão, relembra o início da unidade, quando a estrutura era simples. “Quando vinham gestantes para cá, às vezes elas chegavam aqui em frente e muitas dessas vezes voltavam, porque a infraestrutura era no formato de uma casa simples, então muitas não sabiam que ali funcionava a casa de parto”, relatou.

O técnico também ressalta o crescimento do corpo de servidores da maternidade durante as últimas décadas. “Eu vejo muita evolução principalmente no corpo técnico, que desde o início aumentou. No meu início, por exemplo, eram somente dois técnicos, um médico e uma enfermeira. Isso melhorou com a ampliação e construção do centro cirúrgico, quando a secretaria mandou mais servidores. Agora tá muito melhor”, disse.

Em 2014, esta unidade aderiu ao programa nacional da Rede Cegonha que preconiza o Parto Natural e Humanizado. Atualmente a unidade possui alojamentos mais confortáveis, tanto para as mães quanto para os pais, além de uma Unidade de Cuidados Intermediários Canguru (Ucinca), que segundo a gerente administrativa Gisele Vieira, ajuda na recuperação de recém-nascidos que ainda necessitam ser assistidos por profissionais na unidade.

“Quando o bebê está nos braços da mãe ou do pai, ele se aquece facilmente e não precisa fazer esforço e assim economiza energia sem precisar se aquecer sozinho. Ele tem a possibilidade de ganhar peso mais rápido, e isso ajuda na recuperação para que ele receba alta mais rápido”, explicou a gerente.

Histórico - Inaugurada em 1985, o então Centro de Atenção Materno Infantil “Balbina Mestrinho I” (CAMI I), foi a primeira casa de parto inaugurada pela SES-AM. Contando com 10 leitos e 4 camas de pré-parto, mas até então realizando somente partos normais. A unidade passou por sua primeira reforma e ampliação do centro obstétrico em 1999, recebendo sua primeira sala de cirurgia e assim possibilitando a realização de partos cesarianos.

Em 2001, após passar por outra reforma, a unidade passou a ser finalmente identificada como Maternidade Alvorada – CAMI I, dessa vez contando com 30 leitos, assistência ao recém-nascido (RN), sala de esterilização e preparo de materiais, sala de recuperação pós-anestésica, laboratório de análises clínicas e ultrassonografia. A unidade também presta serviços voltados para o planejamento familiar, acompanhando a saúde da mulher e da criança.

(*) Filho de Cecy Rodrigues e Manoel Rafael.