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01 outubro, 2026

Dr. Jânio Queiroz recebe em novembro, comenda Honra ao Mérito em São Paulo

 




Homenageado:
Jânio Queiroz, destacado na categoria "Advogado em causas de alta complexidade, com atuação nos Tribunais Superiores" com a comenda de Honra ao Mérito
.

  • Data e Hora: 10 de Novembro de 2026, às 18h.

  • Local: Salão Nobre (8.º andar) da Câmara Municipal de São Paulo, localizado no Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista, São Paulo/SP.

  • Apoio e Instituições: Promovido com o apoio da Câmara Municipal de São Paulo e da Vereadora Edir Sales.

  • Realização: Ramildo dos Santos.


  • 24 setembro, 2026

    [Revista Interação] Entrevista com Jânio Queiroz "Há muita gente com carteira de OAB, mas poucos Advogados"

     


    Revista Interação
    Edição 09
    Setembro 2026

    ENTREVISTA EXCLUSIVA


    “HÁ MUITA GENTE COM CARTEIRA DA OAB, MAS POUCOS ADVOGADOS”

    Com experiência em casos de alta complexidade, Dr. Jânio Queiroz fala sobre os desafios da profissão, a importância da habilidade humana e o impacto da inteligência artificial na advocacia.

    Em um cenário de transformações tecnológicas, redes sociais e acesso instantâneo à informação, o advogado Dr. Jânio Queiroz defende que o Direito continua sendo, acima de tudo, uma profissão de pessoas. A afirmação — "há muita gente com carteira da OAB, mas poucos advogados" — ganhou grande repercussão nas redes sociais e abriu uma discussão sobre o que, de fato, significa exercer a advocacia nos dias de hoje. Em entrevista à Revista Interação, Queiroz explica que sua fala não é uma crítica à habilitação profissional, mas um convite à reflexão sobre o verdadeiro papel do advogado na sociedade.

    CARTEIRA É TÍTULO. ADVOCACIA É ENTREGA

    "Ter uma carteira da OAB significa estar legalmente habilitado para exercer a profissão. Ser advogado, no sentido mais profundo da palavra, é algo que se constrói todos os dias", afirma.

    Para ele, a formação jurídica é apenas o ponto de partida. A prática exige estudo contínuo, coragem, experiência, equilíbrio emocional e, sobretudo, compromisso com quem confia seus problemas nas mãos do advogado.

    “Advocacia exige estudo, responsabilidade, coragem, experiência e, principalmente, compromisso com as pessoas.” DR. JÂNIO QUEIROZ

    DOIS DIPLOMAS: DIREITO E VIDA

    Durante a entrevista, Queiroz falou sobre a chamada "habilidade humana" — a capacidade de ouvir, compreender e se colocar no lugar do outro.

    "O cliente chega com medo, angústia, expectativa e, muitas vezes, com uma história muito difícil. O Direito não é feito apenas de leis, prazos e processos. É feito de pessoas."

    É nesse contexto que ele costuma citar uma frase que costuma repetir:

    “Tenho dois diplomas: um da Faculdade de Direito e outro de sofrer.”

    A expressão, segundo ele, não pretende romantizar dificuldades, mas mostrar que a experiência de vida também ensina lições essenciais para a atuação profissional.

    O DIREITO ENSINA PELA DOR

    Questionado sobre jovens advogados que ingressam na profissão acreditando já saber de tudo, Queiroz é direto:

    "O Direito vai ensinar pela dor. A faculdade nos dá a base, mas é na prática, com os processos difíceis, as derrotas, os clientes, as audiências e os tribunais, que a gente realmente aprende."

    Ele também critica a ideia de que firmeza se confunde com agressividade.

    "Quem tem segurança técnica não precisa fazer barulho. A consistência fala mais alto e pesa muito mais."

    INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: FERRAMENTA, NÃO SUBSTITUTO

    Para Queiroz, a inteligência artificial já é uma realidade na advocacia e traz ganhos de produtividade. Mas ele alerta:

    "A IA escreve petições, pesquisa jurisprudência e organiza informações. Mas ela não conhece a dor do cliente, não sente a pressão de uma audiência e não constrói a confiança que sustenta a relação entre advogado e cliente."

    No fim, resume: "A técnica faz o advogado conhecer o Direito. A experiência de vida ajuda o advogado a conhecer as pessoas."

    Publicado Originalmente no Instagram da Revista Interação (Clique Aqui)


    10 agosto, 2026

    Há 14 anos, Custódia celebrava a projeção de um de seus filhos.



    Em julho de 2012, o nosso blog registrava um momento de grande orgulho para a cultura e o direito custodiense: o interesse e a disputa de editoras pelo trabalho do advogado e escritor Jânio Queiroz.

    Naquela oportunidade, destacamos a projeção que suas obras e artigos vinham alcançando no meio jurídico e acadêmico, levando o nome de Custódia para além das fronteiras de Pernambuco.

    Passados 14 anos, olhar para trás não é apenas um exercício de nostalgia, mas de reconhecimento. Hoje, consagrado como um advogado de renome e respeitado por sua atuante trajetória, Dr. Jânio Queiroz continua sendo referência de dedicação, rigor técnico e amor às suas raízes.

    “Relembrar fatos como este reforça o propósito do Blog Custódia Terra Querida: valorizar a nossa gente e registrar para a história os passos de quem orgulha o nosso município.”

    Relembre a matéria original publicada em julho de 2012:

    Quarta-feira, 8 de março de 2006 às 15h41m da Folha Online

    Um dos destaques na 19ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece a partir de amanhã (9) a 19 de março no Pavilhão de Exposições do Anhembi, são as editoras segmentadas que produzem para públicos específicos. 

    Além do mercado religioso - um dos gêneros mais vendidos no Brasil - ou de livros didáticos, as mulheres também têm espaço neste setor editorial.

    E as poucas pesquisas com as leitoras comprovam que há um caminho próspero para quem se arrisca. De acordo com a pesquisa "Retrato da Leitura no Brasil", de 2001, seis de cada dez leitores são mulheres. E mais de 45% delas são interessadas em livros religiosos.

    A Editora Vida lança na feira o selo Vida Mulher, primeiro exclusivamente feminino do segmento cristão. Os livros abordam temas como comportamento, trabalho, espiritualidade e qualidade de vida. 

    Entre os lançamentos do novo selo estão "De volta para casa", de Vera Lúcia Vilaça, um relato com bom humor de uma executiva que, após 30 anos de trabalho, resolve se aposentar e cuidar da família. 

    Outra editora que marcará presença é a Harlequin Books. De origem canadense, a empresa estréia no país com uma série de lançamentos destinado ao público feminino. 

    Presente em mais de 90 países, a Harlequin lança na Bienal nove títulos. E ainda o selo Red Dress Ink, com comédias românticas para mulheres bem-sucedidas com mais de 30 anos. 

    "Procurava um marido e encontrei um Cachorro", de Karen Templeton, "Perigo", de Nora Roberts, "A Garota no espelho", de Mary Alice Monroe (sucesso de vendas nos EUA) são alguns deles.

    Outra obra que deverá interessar as leitoras é "Putz! Virei a minha mãe!" (editora Nova Fronteira), de Sandra Reishus, que usa uma linguagem sarcástica para mostrar o óbvio: o quanto as mulheres de qualquer idade são influenciadas por suas mães.

    Seguindo a linha comportamento e auto-ajuda, outro destaque é "O que uma mulher não deve dizer a um homem nem sob tortura!" (Ed. Novo Século), de Jânio Queiroz. O livro está recheado de frases "proibidas". 

    05 abril, 2026

    Das galinhas ao helicóptero: a trajetória que moldou um advogado de sucesso


    publicado originalmente em:
    Naçao Juridica. 


    O início de uma trajetória profissional é, muitas vezes, definido pela resiliência. No interior do Maranhão, um episódio tornou-se emblemático: o recebimento de honorários advocatícios representados por duas galinhas na porta de um fórum. Embora o gesto tenha sido registrado com orgulho pelo profissional, foi alvo de ironia por quem limitava o conceito de sucesso ao valor financeiro imediato.

    Para o advogado Janio Queiroz (@janioqueiroz_), essa experiência foi um pilar de sustentação para uma carreira sólida. Anos depois, a dedicação resultou em um cenário distinto: um passeio de helicóptero no Rio de Janeiro, oferecido por um cliente em sinal de reconhecimento. Contudo, a essência desta evolução não reside no luxo do presente, mas na confiança estabelecida ao longo de todo o percurso.

    A advocacia de sucesso não deve ser mensurada apenas pelas cifras, mas pela capacidade de construir relacionamentos pautados na ética e na competência. Aqueles que desconsideram os começos humildes falham em compreender que o êxito é um processo cumulativo. Cada etapa cumprida com excelência prepara o profissional para resultados cada vez maiores.

    A transição entre o cenário rural e o horizonte urbano demonstra que a carreira responde à persistência e à manutenção de princípios. O sucesso é, portanto, a consequência natural de uma atuação que preserva a dignidade em todas as instâncias. Esta trajetória reafirma que o respeito ao cliente e a constância no trabalho são os maiores ativos de um advogado.

    Fonte: Clique Aqui

    12 fevereiro, 2026

    Advogado Janio Queiroz participou do Programa Hora News MA


     

    O advogado custodiense Janio Queiroz, residente em São Luis no Maranhão, foi destaque essa semana no programa Hora News MA. 

    Durante o bate-papo, de fundamental importância, foi comentado sobre o respeito, o consentimento e a Lei de Importunação Sexual.

    Foram feitos esclarecemos de pontos essenciais: o “não” dito por uma mulher encerra qualquer abordagem. Insistir após essa resposta pode configurar crime, mesmo sem contato físico. Jânio explicou que a verbalização clara é sim importante, mas não é a única forma de demonstrar desconforto — gestos e expressões também valem. Também destacou o papel de bares e casas noturnas: os estabelecimentos têm responsabilidade legal e podem ser responsabilizados se não acolherem denúncias ou protegerem vítimas. Seguranças e funcionários precisam agir com agilidade e empatia.

    Breve vídeo de sua participação!!!


    25 novembro, 2025

    De Custódia para o Supremo Tribunal Federal: Jânio Queiroz recebe distinção nacional em Brasília



    O advogado Jânio Queiroz, natural de Custódia–PE e hoje atuante em São Luís no Maranhão, acaba de alcançar um novo patamar em sua trajetória profissional. Em viagem oficial a Brasília, ele recebeu a placa de membro da Escola Brasileira de Atuação nos Tribunais Superiores, instituição nacional que reúne juristas, pesquisadores, advogados e autoridades com atuação qualificada no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal.

    O convite para integrar o corpo de membros foi concedido pessoalmente pelo Dr. Willamem Akerman, Assessor-Chefe do Gabinete de um Ministro do Supremo Tribunal Federal, reconhecimento raro e direcionado apenas a profissionais que demonstram excelência técnica, reputação ilibada e capacidade de contribuir com debates relevantes no âmbito dos Tribunais Superiores.

    O que significa esse novo nível?

    Ao ingressar como membro, Jânio Queiroz passa a ter:

    • Acesso direto a análises, debates e atualizações sobre temas de repercussão geral no STF, o que permite compreender em primeira mão as teses que impactam o país inteiro.

    • Participação em encontros nacionais presenciais em Brasília, ao lado de juristas renomados, ministros, assessores e professores de destaque no cenário jurídico.

    • Possibilidade de atuar como palestrante em eventos oficiais da Escola, compartilhando experiências, estudos e estratégias processuais aplicadas nos Tribunais Superiores.

    • Interação constante com membros de outros estados, criando uma rede técnica e intelectual de altíssimo nível.

    • Formação especializada e contínua, que aprofunda temas complexos do STF e STJ, incluindo repercussão geral, precedentes qualificados, filtros recursais, competências e técnicas de atuação nos tribunais.

    Trata-se de um avanço de carreira que agrega prestígio, visibilidade e credibilidade nacional, aproximando o advogado dos debates mais importantes do Judiciário brasileiro.





    Orgulho para Custódia

    Filho da cidade de Custódia, em Pernambuco, Jânio destaca que essa conquista simboliza mais do que um reconhecimento técnico:

    “Levo comigo o nome da minha cidade. Cada passo que dou, cada porta que se abre, traz junto a história de onde eu vim. Ser membro de uma instituição ligada ao âmbito do STF é uma honra que dedico ao povo de Custódia.”

    Sua ascensão demonstra que origem humilde não limita quem tem disciplina, preparo e coragem para competir nos mais altos níveis da advocacia nacional.

    10 outubro, 2025

    O Medo e o Respeito de Seu Dede pelo Sargento Jorge Arruda



    Lá pras bandas de Custódia, no coração quente do sertão pernambucano, quando o sol rachava o chão e o vento trazia cheiro de terra molhada, vivia um menino magricelo de uns sete anos de idade — curioso e cheio de imaginação. Era eu mesmo.

    Naquele tempo, a cidade era pequena, mas cheia de personagens grandes, daqueles que a gente nunca esquece. Um deles era o Sargento Jorge Arruda. Homem de presença!

    Barrigudo, bigode grosso, farda apertada, revólver na cintura e uma conversa que prendia qualquer um do começo ao fim. Quando ele começava um “causo”, ninguém arredava o pé.

    Eita homem que gostava de contar história!
    Dizia, com a maior firmeza do mundo, que tinha brigado com Lampião, o cangaceiro mais temido do Nordeste.

    — Eu meti foi taca em Lampião, menino! — dizia ele, batendo no peito. — E quando ele tava se levantando, eu gritei: “Aqui é família Arruda, aprenda a respeitar!”

    E o povo, mesmo duvidando, ficava quieto… porque o Sargento Jorge falava com tanta convicção que até o vento parava pra ouvir.

    Meu pai, seu Dede do Sítio dos Nunes, era o que ele chamava de “inimigo número um” do sargento. Ninguém sabe direito o porquê — talvez política, talvez orgulho de homem sertanejo.

    Mas o mais engraçado é que, mesmo dizendo que não tinha medo, quando tomava umas pingas a mais, chegava em casa e soltava a pérola:

    — Tô todo cagado de medo de Jorge!
    E ria, completando:
    — Jorge, vem me limpar!

    Era o jeito dele de tirar onda do medo que não queria admitir.

    Diz o povo que um dia o Sargento Jorge prendeu meu pai, mas não durou muito. Parece que até a cadeia respeitava o humor de seu Dede.

    E mesmo com essa “inimizade” dos grandes, lá na Rua da Várzea, nós, os pequenos, éramos amigos dos filhos do sargento — o Bebé, Edmilson e mais uma porção deles.

    Brincávamos juntos, correndo no barro, dividindo bola, pão e segredo. Porque, no sertão, as rixas dos adultos não impediam as amizades das crianças.

    No fundo, o Sargento Jorge era um homem justo, desses que pareciam ter nascido pra fazer justiça com as próprias mãos e com o coração.

    Diziam que ele não era de Custódia, que tinha vindo lá de Triunfo, mas acabou se enraizando ali, entre as histórias e o respeito do povo.

    E até hoje, quando lembro dele, imagino o homem de farda, com o revólver pendendo na cintura e a voz grossa dizendo: Aqui é família Arruda!

    E fico pensando: se ele brigou mesmo com Lampião, ninguém sabe…

    Mas que ele brigou com o destino e venceu na memória da gente, ah, isso ele venceu.


    Por Jânio Queiroz
    São Luis-MA
    Outubro/2025

    21 fevereiro, 2025

    Janúncio de Custódia: A Voz de um Povo, o Coração de uma Terra


    Ao longo da história, poucos artistas conseguem transcender sua arte e se tornar símbolos vivos da cultura de um povo. Janúncio de Custódia é um desses raros nomes que, mais do que um cantor e compositor, representa a essência da identidade nordestina. Sua trajetória é um testemunho de resistência, amor à cultura e compromisso com suas raízes.

    Não por acaso, fez questão de carregar em seu nome o orgulho de sua terra natal. “Custódia” não é apenas um sobrenome artístico, mas um ato de pertencimento, uma declaração de que sua arte nasce do solo sertanejo, das tradições de seu povo e da sonoridade única do forró pé-de-serra. Como Luiz Gonzaga, que eternizou Exu, sua cidade natal, Janúncio inscreveu Custódia no mapa musical do Brasil, provando que a grandeza da arte não depende do tamanho da cidade de onde se vem, mas da força da alma de quem canta.

    Entretanto, como acontece com tantos artistas que se dedicam à valorização de sua própria terra, Janúncio nem sempre recebeu o reconhecimento que merecia em seu lugar de origem. Nas festividades locais, onde deveria ser celebrado como um dos maiores representantes da cultura custodiense, muitas vezes foi preterido em favor de artistas de fora. Esse fenômeno, infelizmente recorrente na história da música brasileira, reflete a injustiça da velha crença de que “santo de casa não faz milagre”. Mas Janúncio fez – e continua fazendo.

    Suas músicas não são apenas melodias e letras, mas documentos vivos de uma cultura que luta para sobreviver em tempos de descaracterização das tradições nordestinas. Sua voz ecoa os sons da zabumba, do triângulo e da sanfona, mantendo viva a herança deixada por mestres como Jackson do Pandeiro e Dominguinhos.

    Janúncio de Custódia é mais do que um artista; é um símbolo. Sua trajetória prova que o talento nordestino não precisa buscar validação externa, pois já nasce forte, legítimo e autêntico. Seu nome e sua cidade estão para sempre entrelaçados, e sua música é um patrimônio de Custódia e de todos que reconhecem na cultura nordestina um tesouro inestimável.

    Que essa homenagem seja um lembrete de que devemos celebrar nossos artistas em vida, reconhecer seu valor e garantir que seu legado continue inspirando novas gerações. Janúncio é Custódia, e Custódia é Janúncio.

    Com respeito e profunda admiração,


    Jânio Queiroz
    São Luis/MA
    Fevereiro/2025


    03 setembro, 2024

    Bozó de Numeriano - por Jânio Queiroz


    por
    Janio Queiroz
    São Luis-MA
    Agosto/2024



    Na cidade de Custódia, havia um personagem lendário chamado Numeriano. Um homem baixo, trabalhador e de temperamento tranquilo, Numeriano era dono de uma casa de jogo, famosa por sua roleta. Embora não fosse da minha época, os mais velhos adoram relembrar as histórias sobre ele.

    Um dia, um grupo de malandros resolveu pregar uma peça em Numeriano. Sem que ele percebesse, os malandros instalaram um ímã atrás da roleta, especificamente na posição do jacaré. Assim, toda vez que a roleta girava, ela sempre parava no jacaré. Os malandros, conhecendo o truque, apostavam sempre no jacaré e acumulavam os ganhos às custas de Numeriano.

    Numeriano, observando as sucessivas perdas, começou a desconfiar da sorte dos jogadores. Não demorou muito para ele perceber a trapaça. Aborrecido e indignado com a desonestidade, Numeriano não pensou duas vezes: puxou seu revólver 38 e, em um acesso de fúria, disparou diretamente na roleta, atingindo o jacaré.

    Esse episódio se tornou tão famoso que, até hoje, é lembrado nas rodas de jogo em Custódia. Sempre que alguém começa a perder demais, ou desconfia de uma trapaça, é comum ouvir um jogador gritar: "Bozó de Numeriano!" — uma referência ao icônico tiro de Numeriano no jacaré, que simboliza a indignação contra a desonestidade no jogo.

    Essa história de Numeriano e seu inesquecível tiro no jacaré vive na memória dos moradores de Custódia, tornando-se parte do folclore local e servindo como uma lembrança de que, no final, a justiça sempre encontra seu caminho, mesmo que seja pela força do aço.

    10 agosto, 2024

    Elias Prefeito e a Vitamina de Banana Sem Liquidificador. (por Jânio Queiroz)


    Elias Prefeito
    Foto: Acervo Familiar

    Texto: Jânio Queiroz
    São Luis/MA
    Agosto/2024


    Na pacata cidade de Custódia, no coração do sertão pernambucano, vivia uma figura carismática e singular chamada Elias, mais conhecido como Elias Prefeito. Ele herdou o peculiar sobrenome do pai, João Prefeito, um homem respeitado e admirado na comunidade. Mas Elias, ah, Elias era uma lenda viva, uma verdadeira celebridade local, especialmente antes da era da internet. Se naquela época houvesse redes sociais, não haveria meme mais popular do que as histórias de Elias Prefeito.

    Elias era uma pessoa de duas faces: o Elias sóbrio, já bastante querido e divertido, e o Elias após umas doses de bebida, um verdadeiro showman. Quando bebia, Elias se tornava ainda mais engraçado, conquistando todos ao seu redor com suas tiradas espirituosas e seu jeito brincalhão.

    Certa vez, após umas duas doses de cachaça, Elias chegou em casa cambaleando. Sua mãe, dona Maria, uma mulher de poucas palavras mas de grande sabedoria, sabia bem como lidar com as travessuras do filho. Mesmo com a bravura amplificada pela bebida, Elias sempre se rendia à autoridade serena da mãe.

    Naquela noite, com os olhos vidrados e a voz arrastada, Elias declarou estar faminto. Pediu uma banana à sua mãe, que prontamente lhe deu duas. Não satisfeito, pediu duas colheres de açúcar. Em seguida, quatro colheres de leite em pó. Para finalizar, bebeu três copos d'água.

    Elias, sentindo-se um alquimista da culinária, começou a girar pela casa como um pião desgovernado. Dona Maria, intrigada e preocupada, perguntou:

    — Elias, tu tá doidão? O que é que tá acontecendo contigo?

    Elias, com aquele humor inigualável, respondeu:

    — Mãe, eu comi banana, açúcar, leite e bebi água. Agora eu tô girando porque aqui em casa não tem liquidificador, e eu queria tomar uma vitamina de banana!

    Essa foi apenas uma das muitas peripécias de Elias Prefeito, uma figura que deixava todos à sua volta com um sorriso no rosto e uma história engraçada para contar. Em Custódia, as lendas de Elias continuam a circular, fazendo dele um verdadeiro mito da cidade.


    (*) Agradecimento a Jaksivan Silva pelo envio de foto, que ilustra este 'post'.

    Livro "“O Que Uma Mulher Não Deve Dizer a Um Homem Nem Sob Tortura”.


     

    Caros amigos e conterrâneos,

    É com grande satisfação que compartilho com vocês o meu livro que foi lançado em 2005: “O Que Uma Mulher Não Deve Dizer a Um Homem Nem Sob Tortura”.

    Neste trabalho, trago à tona reflexões bem-humoradas e profundas sobre as sutilezas das relações humanas.

    Com frases e conselhos baseados em experiências reais, o livro é um convite para repensar as palavras que usamos e o impacto que elas podem ter nas nossas vidas e nos nossos relacionamentos.

    Se você busca um conteúdo que mistura sabedoria, ironia e uma pitada de ousadia, não deixe de conferir!

    Estou certo de que vocês vão se divertir e se surpreender com cada página.

    Adquira o seu exemplar e embarque comigo nesta leitura instigante!

    Com gratidão,
    Janio Queiroz

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    08 agosto, 2024

    Adauto Pereira de Souza por Jânio Queiroz



    Ao ler sua mensagem e ver a foto de seu amado pai, Adauto Pereira, não pude deixar de sentir um profundo respeito e admiração. Adauto foi um homem de poucas palavras, mas cada uma delas carregava uma seriedade e um peso que poucos conseguem transmitir. Pai de filhas e filhos queridos, como Gilson, Genildo, Pedro, Denildo e Adauto Filho, ele deixou um legado inestimável em nossa cidade de Custódia.

    Adauto era mais que um pai; ele era um pilar de nossa comunidade, um exemplo de integridade e dedicação. Em cada conversa, mesmo as mais breves, ele demonstrava a sabedoria de uma vida bem vivida e o compromisso com a verdade e a justiça. Sua presença continua viva em cada um dos seus filhos, que carregam consigo os valores e ensinamentos que ele lhes deixou.

    Seu espírito permanece em um lugar especial que todos conhecemos como saudade. Uma saudade que, embora dolorosa, é também uma lembrança constante do homem incrível que ele foi e do impacto duradouro que teve em nossas vidas.

    Que a memória de Adauto Pereira continue a iluminar nossos dias, inspirando-nos a sermos pessoas melhores, assim como ele nos ensinou.

    Com todo o respeito e carinho,

    Dr. Janio Queiroz.

    (*) Mensagem enviada para a filha Lenilza Pereira Lopes

    23 julho, 2024

    [Causos] Memórias de um Banho Sertanejo. Seu Né da Rua da Várzea.

     


    Texto:
    Jânio Queiroz
    Julho/2024
    São Luís - MA


    Nos anos 70, em Custódia, cidade do interior de Pernambuco, a juventude tinha uma tradição de aproveitar os dias quentes do sertão para se refrescar nos banhos de açudes e barragens afastadas da cidade.

    Principalmente nas férias, quando os jovens que estudavam ou trabalhavam em Recife retornavam à cidade, esses passeios se tornavam verdadeiros eventos sociais.

    A rotina era sempre a mesma: reuniam-se de manhã, preparavam um farnel simples, e invariavelmente incluíam uma garrafa de cachaça para animar o banho.

    No caminho, faziam uma parada estratégica em um pé de umbu, cujos frutos azedos serviam de tira-gosto perfeito para a cachaça. Era um ritual completo, misto de aventura e camaradagem, que fortalecia os laços de amizade.

    Um desses jovens era Luciano, filho de dona Rosa, conhecida como diretora de escola. Certa manhã, antes do grupo partir para o banho, Luciano lembrou-se de que ainda faltava a cachaça. Sem perder tempo, dirigiu-se à mercearia de seu Né, situada na rua da Várzea, hoje conhecida como João Veríssimo.

    Ao entrar na mercearia, Luciano avistou seu Né atrás do balcão, arrumando as mercadorias. "Seu Né, o senhor tem cachaça?", perguntou ele, com o sorriso esperançoso de quem já sabia a resposta. Seu Né, um homem de poucas palavras e muito astuto, olhou de soslaio e respondeu, "Tem Pitu e Serra Grande, qual você quer?"

    Luciano, sem hesitar, escolheu a Pitu. "Me venda uma garrafa de Pitu, que nós estamos indo para um banho. Quando voltar, eu busco o dinheiro em casa e pago ao senhor", disse ele, com a confiança típica da juventude.

    Seu Né, cruzando os braços e balançando a cabeça, soltou uma risada e disse: "É A GENTE DIZENDO QUE NÃO TEM E ESSE PESSOAL COM DIABO DAS TEIMAS.”

    Mesmo assim, entregou a garrafa para Luciano, confiando na palavra do rapaz.

    Os jovens partiram, animados, para mais um dia de diversão. O banho foi um sucesso, com risadas, histórias e, claro, umbu e cachaça. No fim do dia, cumprindo a promessa, Luciano voltou à mercearia de seu Né, pagou pela cachaça e agradeceu a confiança.

    Esses momentos, cheios de simplicidade e companheirismo, ficaram gravados na memória daqueles que viveram a juventude nos anos 70 em Custódia, relembrados com carinho e saudade a cada encontro da velha turma.

    Apoio Cultural