Quem frequenta as atividades esportivas e culturais no Colégio Municipal Ernesto Queiroz já deve ter reparado na placa que dá nome ao espaço. Mas você conhece a história por trás dela?
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06 julho, 2026
Memória Local: A história por trás do nome da quadra do Colégio Ernesto Queiroz
21 junho, 2026
Biografia: Veneranda Alves de Góis - Dona Sinhá
Veneranda Alves de Góis nasceu em 20 de maio de 1919, na cidade de Afogados da Ingazeira, Pernambuco. Era filha de Antero Alves de Góis e Maria Madalena Alves de Góis.
Ainda criança, mudou-se com a família para o Sítio Várzea Grande, na zona rural deste município. Anos mais tarde, já na adolescência, passou a residir definitivamente na cidade de Custódia.
Realizou seus estudos no tradicional Colégio Santa Doroteia, em Pesqueira, instituição fundada pela Congregação das Irmãs de Santa Dorotéia e amplamente conhecida como "Colégio das Freiras". Com mais de um século de história, o educandário destacou-se pela excelência do ensino confessional católico e pela formação de inúmeras gerações de pernambucanos.
Dedicou parte de sua vida ao magistério, atuando como professora do Grupo Escolar Joaquim Inácio, em Custódia. Ao longo de sua carreira, lecionou para diversas gerações de estudantes, sendo lembrada pelo compromisso, dedicação e amor à educação. Seu nome permanece como uma das grandes referências da história educacional do município, ao lado da também renomada educadora Maria Augusta do Amaral, carinhosamente conhecida como Dona Manoca.
Na vida pública, ingressou no serviço estadual em 1952, quando foi nomeada pela Diretoria de Rendas do Interior para exercer o cargo de Auxiliar de Escrita na Secretaria da Fazenda, em Afogados da Ingazeira. Ainda naquele ano, foi transferida para a Coletoria de Pesqueira.
Foi nomeada para trabalhar na Escola General Joaquim Inácio, em maio de 1947 juntamente com a professora Aliete Ferreira Leal. Na mesma portaria foram nomeadas: Alice de Souza Ferraz (Betânia), Marieta de Souza Lima (Boa Vista) e Genesia Mariano de Rezende (Distrito de Maravilha).
Em 1954, foi aprovada em concurso público, da Secretária da Fazenda, para o cargo de Escrivão de 4ª Classe, conquistando a 25ª colocação.
No ano seguinte, passou a atuar na Coletoria de Alagoinha-PE, sendo posteriormente transferida para a Coletoria Estadual de Joaquim Nabuco, zona Mata Sul do estado de Pernambuco.
Aposentou-se em 10 de março de 1988, no cargo de Agente de Administração Fiscal, após décadas de relevantes serviços prestados ao Estado de Pernambuco.
Veneranda nunca se casou e não teve filhos. Dedicou-se, porém, à criação e educação de seus sobrinhos: Paulo Gilvan de Góis, Francisco de Assis Góis (Cleomates), Antônio Robélio de Góis, José Petrônio Góis e José Carlos Góis, aos quais dedicou carinho, cuidado e orientação.
Faleceu em 20 de abril de 1994, na Unidade Mista Elisabete Barbosa, em Custódia, aos 74 anos de idade, em decorrência de uma úlcera duodenal.
Pela sua dedicação ao ensino, ao serviço público e à formação de inúmeras gerações de custodienses, Veneranda Alves de Góis permanece como uma figura de destaque na história do município de Custódia, deixando um legado de trabalho, integridade e compromisso com a educação e com a administração pública.
A Família Góis no Sítio Várzea Grande, em Custódia (PE)
Raízes da família Góis
O sobrenome Góis — também grafado Góes em documentos antigos — possui origem toponímica, derivada da antiga vila de Góis, localizada no distrito de Coimbra, em Portugal. Com a colonização portuguesa, diversos ramos da família estabeleceram-se no Brasil, especialmente no Nordeste, onde participaram da ocupação do interior e da expansão das atividades agropecuárias.
Em Pernambuco, a família Góis consolidou sua presença em diferentes municípios sertanejos, entre eles Custódia, Betânia, Flores, Serra Talhada e Afogados da Ingazeira, tornando-se parte do conjunto de famílias tradicionais que contribuíram para o povoamento e o desenvolvimento econômico da região.
O Sítio Várzea Grande
Situado na zona rural de Custódia, o Sítio Várzea Grande integra a paisagem típica do Sertão do Moxotó, marcada pelo clima semiárido, pela vegetação da caatinga e pela proximidade do Riacho Várzea Grande, afluente da bacia hidrográfica do Rio Moxotó.
Historicamente, a economia local esteve baseada na agricultura de subsistência, com o cultivo de milho, feijão e mandioca, além da criação de bovinos, caprinos e ovinos. Como em grande parte do sertão pernambucano, a convivência com os longos períodos de estiagem moldou o modo de vida da população, fortalecendo os laços de solidariedade entre as famílias e consolidando uma cultura de resistência e adaptação às condições do semiárido.
Formação da comunidade
A ocupação das terras da região ocorreu de forma gradual, por meio da divisão de propriedades entre herdeiros e da formação de novos núcleos familiares. Dessa maneira, o Sítio Várzea Grande tornou-se um importante espaço de convivência entre famílias aparentadas, unidas por vínculos de parentesco, compadrio e casamentos.
Nesse contexto, a família Góis destacou-se como uma das responsáveis pela consolidação da comunidade, preservando tradições, transmitindo conhecimentos e participando ativamente da vida social, econômica e religiosa da localidade.
A importância da memória familiar
O resgate da história da família Góis representa, portanto, mais do que uma pesquisa genealógica: constitui uma forma de valorizar o patrimônio cultural do Sertão do Moxotó e reconhecer a contribuição daqueles que, com trabalho, perseverança e espírito comunitário, participaram da formação histórica da região.
05 janeiro, 2024
Turma do Primário Escola Maria Augusta (1973)
Em publicação em seu perfil no Facebook, a professora Nilma Glória, relembrou sua época como estudante primário na Escola Maria Augusta no ano de 1973, a professora da turma era Socorro Costa Quidute.
Foto do Desfile de 7 e 11 de Setembro daquele ano.
Na foto: Eliane Remígio e sua irmã Ana Claúdia, Marisélia Pinheiro, Nely Costa, Leônia Simões e sua irmã Lélia, Maria de Adamastor, Neuracy Aleixo, Aparecida Rael, Graça Melo, Tereza Valeriano, Maria Rizete, Zé Arnaldo, Zildinha, Lourdinha Lins, Maria de Zé Nego, Aparecida Oliveira, Mozart Gomes, Marcia Moraes entre outras.
A professora Socorro Costa comentou sobre a foto:
"Eu e Osminda Carneiro, pesquisamos e junto com sua costura e pintura dela, foram confeccionadas as bandeiras de todos os Estados brasileiros. Pedro Pereira me emprestou um livro que tinha coreografias de desfiles. Foi um sucesso. Essa turma eu peguei na segunda série do curso primário. Quando cheguei na turma, mais da metade não estavam ainda alfabetizados. Combinei com Magda Quidute, que era na época diretora escolar da Escola Maria Augusta, e essa comunicou ao DERE (Departamente Regional de Educação) que eu não trabalharia o conteúdo da série, e sim, iria concluir o processo de alfabetização. Montei um horário só com aulas de Português e Matemática. Eu tinha comprado na livraria Imperatriz, em Recife, um livro de análise sintática na oração e trouxe bastantes livros, que Leny Resende conseguiu pra mim, junto as editoras e me dediquei integralmente a essa turma, que fiz questão de acompanhar até a quarta série. O pessoal do DERE visitou a escola e passou a tarde na minha turma. Eles ficaram impressionados com as anotações do perfil da turma num gráfico, onde eu assinalava dificuldades e avanços de cada aluno. Considero essa turma um marco na minha carreira de professora. Eu me apaixonei pela profissão. Eu estudei como alfabetizar, peguei muitas dicas com amigas de Leny que eram alfabetizadoras e a turma decolou, em setembro, todos estavam alfabetizados. A Escola Maria Augusta recebeu mais uma visita do DERE para observar e saber sobre o desempenho. Essa turma era interessada, dedicada, estudiosa e motivada. Eles
vibravam com o conhecimento adquirido, tinham fome de aprender, foram todos bem
sucedidos no Ginásio e alguns que eu tive notícias, são excelentes
profissionais na área que escolheram. Foi gratificante pra mim, eu me descobri professora, e Mestra."
15 maio, 2023
Professora Dilza (1970)
na Escola General Joaquim Inácio.
Homenagem a Professora Dilza, pelos serviços prestados a muitas gerações em nosso município.
05 abril, 2023
Em 2012 Custódia se despedia da professora Ednalva
Ao contrário dos dias atuais, Dona Ednalva teve muita dificuldade para estudar e conseguir o diploma de professor, o grande sonho de sua vida, incentivada por sua mãe, Dona Maria Caju, como era mais conhecida, que veio falecer antes de ver sua filha formada e pelos pais adotivos, Luiz Caju e Dona Maroquinha.
Estudou nos colégios internos de Triunfo e Bom Conselho. Cursou duas faculdades. Fez Licenciatura Curta de Estudos Sociais, na Faculdade de Arcoverde e Licenciatura Plena, em História, na Faculdade de Professores de Caruaru, tudo isso, enfrentando as dificuldades de transporte da época.
Concluído os estudos, Ednalva iniciou sua carreira de educadora no ano de 1964, no Distrito de Maravilha, onde trabalhou durante dois anos. Em 1966 passou a lecionar no Grupo Escolar Gal Joaquim Inácio, ingressando na rede estadual de ensino, através de concurso público.
Casou-se com o comerciante José Cordeiro dos Santos, mais conhecido por Duquinha, com quem teve 06 (seis) filhos: Olímpio e Antônio, comerciantes em Custódia; Maria Inês, Psicóloga; Poliana, Cirurgiã-dentista; Juraci, Economista e Herbert, comerciante.
01 julho, 2022
Professora Mana e alunos da Escola General Joaquim Inácio (1981)
Na parte de cima, Zé, ?, Denin irmão de Maninho da lotação(falecido), Gigi, ?, ?, Elton Jonh, Tércio Martins, Aldir Marinho, Cloves Nunes, Django.
Embaixo: Nadiene, Rodrigo Medeiros, Cristiano , Petrúcia.
Professora Mana faleceu este ano, deixamos aqui nossa singela homenagem.
Colaborou: Tércio Martins






