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08 fevereiro, 2023

Entrevista com Inêz Oludé


1) Olá Inez Oludé, gostaria que você se apresentasse aos custodienses.

Inêz Oludé: Eu sou filha de Augusto Belo e Julieta Januaria, irmã de muitos Belo: Joaquim, Maninho, Zé Mago que são mais conhecidos talvez dos custodienses do que eu, Maninho, Joaquim, Zé Mago, Tonho, entre outros por ter saído há muitos anos do Brasil. Precisamente há 36 anos. Nasci em Betânia, soube pelo meu mano Joaquim, o Quincas, que nasci na Escola Normal.


2) Você poderia narrar um pouco da sua infância em Custódia? O que mais você se recorda dessa época?

Inêz Oludé – A única coisa que me lembro de Betania é o cheiro do doce de tomates que íamos buscar no Poço do Pau e seu Simpilicio, com quem eu ficava conversando, melhor dizendo, escutando ele. Também lembro das cocadas e doces de leite. Nunca mais voltei lá, mas este ano fui ver o meu passado. Acho que não mudou muito não. Quanto a Custodia, as lembranças são mais vivas, as feridas também. Era uma terra braba, me lembro. Aconteciam coisas medonhas, que não gosto de lembrar. Já foi enterrado este passado. Voltei depois do exílio, encontrei um personagem que chamavam de Caititu, que falou “não falei que a broquinha ia ficar bonita”? Me fez rir muito, lembrei que quando eu andava pelos quatro anos ele falou ” eita a broquinha vai ficar com uma estampa muito bonita”! Ele queria dizer a “brotinha” que se usava dizer com as crianças. Acho que cheguei em Custodia aos 3 ou 4 anos de idade. Morava perto da praça, dava pra ver a praça Padre Leão da janela onde eu ficava sempre sentada, quem sabe olhando as tardes calmas da cidadezinha contrastando com o sangue quente dos habitantes da época.


3) Como surgiu o seu interesse pelas artes?

Inêz Oludé: Eu sempre gostei de artes, aliás, minha mãe sempre dizia “esta menina é muito arteira!” Rsrsrs. Gostava de dançar, gostava de teatro, de cinema, das festas populares do Nordeste, de cordel, de gravura, enfim tudo isso me atraia. Quando pequena fazia desenhos na areia e enchi a casa dos meus pais de flores na época da decalcomania. Cadeiras, guarda-roupas, paredes, tudo colorido. Ficou lindo. Mas a pintura veio para me livrar da memória da prisão. E ficou!


4) Você está a bastante tempo na Europa, tens vontade de voltar ao sertão pernambucano?

Inêz Oludé: Quando vou o Brasil, a primeira visita é ao Sertão, vou lá ver meus parentes em Arcoverde, Sertania e Custodia…


5) Quais as dificuldades de se trabalhar com arte no País? Como tem sido seu apoio a brasileiros nesse sentido?

Inêz Oludé: Na palavra galeria tem galera, olhe remei muitos anos nas galeras europeias, só lembro de esforço e o trabalho. Mas aos poucos estou tramando meu próprio futuro, se é que futuro existe. Em todo caso um pouco de reconhecimento, um pouco de gloria e de alegria artística estão chegando. Bem-vindos. O mundo da arte parece idealizado tanto pelos artistas quanto pela mídia, mas é muito duro e difícil. E no Brasil como em qualquer canto do mundo. Ou tem que ter amigos poderosos ou remar. E eu que remo contra a corrente então… ! Agora parece que esta ficando mais fácil, mas ao mesmo tempo, aparecem os invejosos que tentam se pendurar no seu trem, quando não tentam recuperar o seu trabalho. Com a Bienal estou tendo um certo apoio do Brasil, mas ainda não cobre o necessário para fazer uma bienal digna deste nome. Mas já é excelente. Aprendi a fazer com o que tenho.


6) O que você tem acompanhado de Custódia durante esse tempo?

Inêz Oludé:
Agora estou mesmo a par de muitas coisas por ter reencontrado o Fernando Florêncio de Laura pela internet após 47 anos de separação, ele envia o babado todo por e-mail, sei dos encontros que acontecem todos os anos dos custodienses e o seu blog, onde navego de vez em quando para matar a saudade.


7) Durante troca de e-mails, te apresentei o artista Edmar Salles, o que achou do trabalho dele?

Inêz Oludé
: É um artista muito interessante, com uma paleta maravilhosa e um trabalho de muita fineza. Claro que vi através de fotos, mas espero que vamos nos encontrar em fevereiro quando eu for ao Brasil.



8)Quando será possível uma apresentação em Custódia de alguns dos seus trabalhos?

Inêz Oludé: Vamos ver, o translado de obras de artes é muito custoso, precisaria ter um bom projeto para fazer no Brasil e levar uma itinerância a algumas cidades como Recife, Sertania, Betania, Custodia. O que eu gostaria de fazer é um mural sobre o tema de brinquedos populares (eu tenho lindas lembranças dos) brinquedos e brincadeiras que meus irmãos inventavam para nos distrair, triângulo, jogo de botões, carrinho de rolamento, capoeira, andar em quengas de coco, amarelinha, etc., com as crianças da cidade, e quem sabe, convidar as crianças de Betania para participarem? Para isso, teríamos que conseguir algum patrocínio para o material e apoios para a divulgação e inauguração.


9) O que achou do Blog Custódia Terra Querida? o que te a comentar sobre o mesmo?

Inêz Oludé: O Blog é maravilhoso, os amigos da infância colaboram, encurta a distancia e, claro nos mantém informados do que acontece na cidade.


10) Fique à vontade para fazer suas considerações finais.

Inêz Oludé – Gostaria de enviar aquele abraço aos custodienses e almejar que a nossa pracinha (Praça Ernesto Queiroz) recupere sua beleza de então.

Entrevista conduzida por: Paulo Peterson (2014)

09 janeiro, 2022

[Entrevista] Janúncio de Custódia

Janúncio sempre acompanha notícias de sua terra 
acessando o blog Custódia Terra Querida

Retornando as entrevistas com artistas e nomes da terra, o Blog Custódia bateu um papo com o cantor e compositor Janúncio de Custódia. Confira o bate papo.

Blog Custódia - Como começou seu interesse pela música?

Janúncio de Custódia - Começou aos 10 anos de idade. Sabendo que meus antecessores eram grandes músicos e seresteiros, assim como meu tio João Benício, por parte da minha mãe. Depois aparece meu primo Marzinho de Arcoverde com a mesma idade que eu, porém, herdando uma veia musical por parte dos nossos pais. Eu cantava muito no banheiro. Participei da banda do Escola General Joaquim Inácio. Fiz parte da Custocata em épocas de carnaval. Até que meu mestre Rubinaldo José, da banda RJ7, resolveu me convidar à fazer parte desta banda em Sítio dos Nunes, Município de Flores. Antes ele tinha me visto cantar nos bailes do C.L.R.C , quando eu sempre pedia pra cantar uma música. Fiquei 4 anos nesta banda RJ7, logo depois fui pra capital pernambucana, onde resolvi seguir com forró pé de serra, que já fazem 26 anos, com 5 CDS gravados, e uma marca já consagrada em todo Nordeste,J anúncio de Custódia e Forró Megaxote. Entre os estados mais frequentes com o nosso show é Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Bahia.

BC - Quem te incentivou a se tornar um cantor e compositor de forró?

JC - Eu não poderia deixar de citar o nome de grande amigo que já se encontra no andar de cima, Feitosa, pai de Serginho. Esse cara exigia que as bandas que se apresentavam no C.L.R.C, me dessem oportunidades de cantar, e sempre me dizia: Neguinho tu canta muito. Fica com Deus meu amigo Feitosa. Meus pais eram contra, mas hoje, torcem muito por mim. Meu pai, já falecido, me encorajava sempre dizendo, se é o que você quer, então segue em frente! José Siqueira Sobrinho.Te amo meu pai. Saudades eterna.

BC - Nos conte um fato que te marcou na sua carreira.

JC - Foi um show em Carnaíba-PE, quando no momento celebravam a festa do padroeiro de um povoado, naquele município.Tocava RJ7 de um lado da praça, e do outro, Caras e Bocas, ou seja, eu e Marzinho de Arcoverde. Lá pras 2h da manhã, Marzinho veio para o meu show, e então entreguei o microfone pra ele, e fui ao show dele, onde a banda já me aguardava, e então mandei valer. Tudo foi feito sem combinar nada. Pra mim foi marcante até hoje, e nos perguntamos como aconteceu aquilo. Coisa de Deus.

BC - Qual a sua primeira composição e qual inspiração para escrever?

JC - Minha primeira composição só gravei no segundo CD, porém, ganhei o segundo lugar no festival Universitário de São José do Egito em 1984. A canção chama-se '' Mandacaru''. Ela retrata a cara do meu sertão. Fala da caatinga nordestina. A canção que foi interpretada pelo sanfoneiro Dema da cidade de Fátima-Flores-PE. Minha inspiração para escrever, é minha esposa Lú. Quando estamos de cara virada, é melhor ainda. Sempre estamos de boa, aí que brota coisa boa. Mais uma vez eu digo...é coisa de Deus!

BC - Nos conte um pouco da sua família.

JC - Meu amigo, a família pra mim é tudo! é minha basa, meu chão. Procurei muito a mulher que me aceitasse como sou, e que juntos somaríamos um só! Hoje agradeço a papai do céu, pela grande família que tenho. Sou muito feliz pelos meus filhos magníficos... cada um seguindo seu caminho, sempre com Deus no coração. Em relação a família, hoje somamos uma grande união de pessoas que desejam apenas ser felizes... meu filho Luiz Fillipe, conhecido como Fillipe Mariano, onde já gravou seu primeiro CD Pop-Rock. E Thiago José, o Negão, manda bem na Rádio Mix, pela internet, e segue sua caminhada do jeito que ele acha correto.

BC - Quais artistas já gravaram suas músicas?

JC - Em 26 anos de carreira, sou muito grato a Deus, pela confiança dos artistas em gravar minhas canções, como por exemplo: Aroldinho do Recife, com a canção ''Esse alguém sou''. Depois dele, vários artistas gravaram essa canção: Kelvis Duran/Paulo Marcio DVD, Forrozão Arizona, Marlon e Maicon, André Viana, Nilson Pastor, Banda Maçã, Wanderley Andrade, Mala sem Alça, Betão entre outros... E outras canções se destacaram pelo nordeste. Fico feliz por isto! Banda como Magníficos, e o cantor Luan Santana, colocaram canções minha em seu repertório. Fonte informativa: UBC(União Brasileira de Compositores), na qual sou filiado.

BC - Qual a sensação de tocar em sua terra natal?

JC - A sensação de fazer um show em minha terra é simplesmente ímpar. Sonhei e sonho todo dia com isso... é maravilhoso cantar em casa, um público nosso que se criou conosco... amigos, família, povão. Enfim, é tudo de bom! Existe um ditado que se diz ''Santo de casa não faz milagre''. Eu acho que o artista local, é um pouco desprestigiado. Acho que isso acontece por conta de pessoas que não entendem, que toda cidade, tem que preservar sua própria cultura. Se não fizermos isso, seremos idiotas sem rumo e sem causa! Agradecemos desde já, a sua colaboração e sua força...VALEU! Estamos a sua disposição. Abraços do amigo Janúncio de Custódia.

Entrevista conduzida por Paulo Peterson



18 agosto, 2021

Entrevistas para Monografia: Coronelismo e Cordialismo



A Monografia Coronelismo e Cordialismo na contemporaneidade: um olhar a partir de um recorte história em Custódia, de autoria de André D’ Cezaris Queiroz Remígio, tem em suas páginas, entrevistas realizadas com José Cícero Virgulino, Adauto Pereira de Souza, Terezinha de Queiroz Amaral e José Soares de Melo.

José Cícero Virgulino, 86 anos, reside na Rua João Veríssimo em Custódia.

1º) Como era o trabalho de Luiz Epaminondas “Luizito”, frente à Prefeitura Municipal de Custódia? 

R- Ele tinha ordem. Todos os finais de semana visitava as obras realizadas no município, sob os cuidados dos seus secretários. Seus funcionários tinham que trabalhar corretamente, pois os que não o faziam eram severamente punidos. Ele também examinava todos os contratos antes de serem assinados.

2º) Como era o tratamento que Luizito destinava a população da zona rural? 

R- Ele sempre participava de almoços em residências da zona rural. Quando as pessoas dessa área precisavam de alguma assistência, ele os atendia em sua própria casa. Ele trabalhava muito para essa parte da população, inclusive com a construção de barragens e escolas. Algumas pessoas falavam que ele não gostava de pobre, o que não é verdade, pois ele os tratava muito bem. 

3º) Como Luizito tratava a educação no município de Custódia? 

R- Ele foi o prefeito que mais trabalhou neste aspecto. Construiu muitas escola na zona rural e urbana, com destaque especial para a Escola Estadual José Pereira Burgos. Para esta construção ele foi falar com o governador da época, Moura Cavalcante, para que este autorizasse o início das obras. Com isso, o então deputado Antônio Airton disse que essa construção não poderia ser efetuada, pois o terreno se enquadrava dentro de uma lagoa, fazendo com que o governador sustasse as obras.

A pedido de Luizito, o governador Moura Cavalcante mandou uma comitiva para avaliar se o terreno era dentro de uma lagoa. Após a comprovação que não era, o deputado exigiu do governador que as obras só fossem iniciadas após as eleições. Então, Luizito foi até a casa de João Santos, industrial que morava no Recife, exigindo que este falasse com o governador. João Santos disse que não poderia falar, pois o governador iria encasquetar nele, mas tratou de ligar para Brasília, falando com o ministro Eurico Dutra, o qual foi até o governador de Pernambuco solicitando a imediata construção da escola. Só assim as obras saíram dos papéis. 

4º) Quais as principais obras realizadas por Luizito durante o seu mandato? 

R- Luizito construiu obras que até então não tínhamos em nosso município, como: o mercado público municipal, cadeia pública, matadouro, rodoviária e os degraus do cruzeiro.

5º) Quais os principais contatos políticos de Luizito? 

R- Marco Maciel, Roberto Magalhães, João Figueiredo, a nível estadual. A nível municipal, eram Raimundo Germano, Osório Batista e Chico Reduzido, todos vereadores.



Adauto Pereira de Souza (in memorian)

1º) Como era escolhido o corpo de funcionários do município na gestão de Luiz Epaminondas Filho (Luizito)? 

R- Através de amizades e correligionários. 

2º) Como era seu relacionamento com o povo? 

R- Na parte da saúde ele era muito prestativo, tanto para os seus aliados quanto para os seus adversários.

3º) Quanto aos apoios locais, como aconteciam? 

R- Quando Luizito assumiu, ele mostrou que queria o bem para a cidade. Ao observar isso, alguns custodienses que partilhavam dessa mesma idéia, mesmo sendo opositor, passavam a apoiá-lo em prol do bem comum. O modo como Luizito agia fez com que até adversários mudassem para o seu lado para o melhorar a cidade de Custódia.

4º) O prefeito Luizito, pelas relações políticas, atitudes e realizações em Custódia, pode ser considerado uma espécie de coronel? 

R- Ele amava Custódia, era muito seguro para soltar alguma coisa, menos para o caso de saúde, não importava a quem ele ajudava. Pelas suas influências que ele tinha, ele pode ser considerado uma espécie de coronel e também na maneira de servir as pessoas. De quem ele era amigo, era amigo mesmo. 

5º) Quais as principais obras e apoios de Luizito? 

R- Terminal rodoviário, vila da cohab, asfalto na cidade, construção da prefeitura e fórum. Trouxe um relógio de ponto para marcar a hora de trabalho dos servidores da prefeitura. Uma das tantas obras de Luizito foi a construção da estrada de Maravilha. Inclusive, na construção de outra estrada, a de Quitimbu, as obras foram interrompidas pelo então governador Miguel Arraes. Então, Luizito foi a capital Recife, deu uma entrevista para o jornal dizendo que “governava Custódia com ou sem o apoio de Arraes”. Um grande apoio político de Luizito foi Marco Maciel.



Terezinha Queiroz de Amaral, 76 anos

1º) Como era escolhido o corpo de funcionários do município na gestão de Luiz Epaminondas Filho (Luizito)? 

R- O sr. Luizito foi um político de muito tino administrativo. A sua equipe de trabalho era escolhida visando a capacidade, responsabilidade e compromisso pelo desenvolvimento do município, para um governo voltado para o povo.

2º) Como era seu relacionamento com o povo?

R- Era uma pessoa muito dedicada. Possuidor de uma qualidade imprescindível ao ser humano, muito prestativo e servidor, principalmente para os pobres. Na angústia da dor, não importava a facção política, só pensava em ajudar. 

3º) Quanto aos apoios locais, como aconteciam?

R- O prefeito Luizito entrou para o cenário político com o objetivo de pulsionar o crescimento e o desenvolvimento de sua terra que tanto amou. Os seus conterrâneos eram seus irmãos de coração. Após ser eleito, a sua atuação chamou a atenção de todos e assim conquistou os adversários que queriam o bem de Custódia e seu povo. Tornou-se o maior líder político da nossa história. 

4º) O prefeito Luizito, pelas relações políticas, atitudes e realizações em Custódia, pode ser considerado uma espécie de coronel? 

R- O prefeito Luizito, pelo seu dinamismo e atitudes tornou-se o grande líder custodiense. Ainda hoje é lembrado com amor e orgulho pelos munícipes. Muito prestimoso, lutava com garra pelo município. Estendia a sua mão amiga a quem o procurava. Do meu ponto de vista, ele não era considerado coronel, e sim, um homem enérgico quando se fazia necessário, pois a sensibilidade era sua maior qualidade. 

5º) Quais as principais obras e apoios de Luizito? 

R- O Luizito tinha um grande círculo de amizade, o que facilitava garrear o progresso para Custódia. No que diz respeito as ações e obras, construiu colégios de grande porte, reformas para melhor funcionamento da educação, ampliações do hospital e em todos os quadrantes do município deixou postos de saúde, escolas, cisternas e vias de acesso para que os agricultores tivessem condição de transportar os seus produtos, assim proporcionando a sua sobrevivência. O prefeito Luizitão, como era chamado pela maioria, tinha bom relacionamento com grandes políticos como: Marco Maciel, José Jorge, Roberto Magalhães, José Múcio, Dr. Krause, deputados e prefeitos, o que o fez membro da Associação dos Prefeitos. Com Luizito Custódia saiu do anonimato e ficou conhecida no cenário nacional. Para o nosso município crescer, era necessário que Luizito voltasse.


José Soares de Melo, 63 anos

1º) A gestão do prefeito Luiz Epaminondas (Luizito) foi considerada uma época de significativas realizações para a cidade de Custódia. De acordo com essa afirmativa, comente três grandes obras de destaque nesse período. 

R- É praticamente impossível resumir as realizações de Luizito com apenas 03 obras. Diria que a eletrificação Rural, a Construção das rodovias de Quitimbu, Maravilha, Samambaia e Serra da Torre poderiam ser consideradas importantes, no entanto considero as 03 mais importantes realizações a seguir: 

1 – O grande salto dado na educação, com a construção de dezenas de escolas de primeiro grau, implantação do 1º Grau completo em Quitimbu e Maravilha, a implantação do transporte escolar bem antes de o Governo Federal criar esse serviço;

2 – A Urbanização da cidade e distritos, com calçamento, asfalto, praças, redes de esgoto, abastecimento de água, telefonia, repetição de TV etc.;

3 – A valorização do homem do campo, com a construção de centenas de barragens, perfuração de dezenas de poços tubulares, abastecimento de água nas grandes secas, distribuição de sementes, oferta de trabalho nas estiagens etc; 

2º) O prefeito Luiz Epaminondas (Luizito) era considerado um político persistente e não poupava esforços para conseguir trazer para a cidade de Custódia projetos que a beneficiasse de modo social e econômico. De que forma ele conseguia obter estes benefícios?

R- Primeiro, ele tinha uma imensa rede de relacionamento tanto dentro como fora da política, o que facilitava muito o acesso aos gestores públicos. E depois, ele era bastante inteligente: sabia que a persistência fazia com que conseguisse obter praticamente tudo que tentasse conseguir. Quando ele escolhia uma meta, ia até as últimas conseqüências. Jamais se anunciava em Gabinete: abria a porta e entrava sem autorização, e caso não fosse atendido, ficava o tempo todo, ocupando o seu interlocutor. Tanto que tinham alguns que ele entrava, brincavam:

- Diga logo o que queres, porque eu tenho que fazer, não posso ficar fazendo sala a você! 

E invariavelmente ele era atendido.

Outro fator que ajudava muito, eram as alianças políticas, sem falar na grande amizade dele com o então Governador Marco Maciel. Quando algum Secretário colocava alguma dificuldade nas reivindicações, Luizito ameaça ir falar com Marco Maciel e era atendido na hora.

3º) Para se ter êxito na administração de um município, o político de alguns apoios. No âmbito local, quais os apoios que o prefeito Luizito contava e de que forma eles aconteciam? 

R- Luizito, em sua trajetória política sempre contou a amizade sincera de Marco Maciel. Para se ter uma idéia, quando fez uma cirurgia em São Paulo, Marco Maciel estava no exercício do cargo de Presidente da República, e saiu de Brasília exclusivamente para visitá-lo. Além dele, fez alianças com vários políticos: João Carlos Dé Carli, Inocêncio oliviera, Ricardo Fiúza etc. Além disso, mantinha relacionamentos com muitos políticos mesmo sem alianças.

4º) Quais os políticos de âmbito nacional que fazia parte do círculo de amizades do prefeito Luizito? 

R- Podemos citar Marco Maciel, Inocêncio Oliveira, Ricardo Fiúza, Gustavo Krause, José Jorge, José Múcio entre outros.

5º) O prefeito Luizito, pelas suas relações políticas, atitudes e realizações em Custódia, pode ser considerado uma espécie de coronel? 

R- Não. Talvez o que ocorreu foi uma espécie de coronelismo mais light, leve, de forma abrandada. 

6º) A máxima “aos adversários, pão e água, e aos amigos, tudo” foi utilizada durante a gestão de Luiz Epaminondas Filho, o Luizito? 

R- Não. Isso porque esse “tudo” tinha limitações. Vi Luizito perder vários eleitores – desses fortes mesmo -, pediu para substituir uma filha, que tinha sofrido um acidente, por sua irmã gêmea, para receber atendimento, e ele não concordou. Outro pedia a interferência para um filho envolvido em atividades criminosas e também não atendido. Por isso digo que esse “tudo” era restrito ao que era legal ou moral.


Estas entrevistas fazem parte da Monografia – Coronelismo e Cordialismo na Contemporaneidade: Um olhar a partir de um recorte histórico em Custódia,  cedida gentilmente para o Blog CUSTÓDIA TERRA QUERIDA por André D'Cezaris. 




25 março, 2013

Paulo Peterson: entrevista para Blog Juventude de Custódia

Fui convidado por Vinicius Leitte do Blog Juventude de Custódia para uma entrevista falando sobre o Blog Custódia Terra Querida, confiram abaixo as perguntas feitas.



Juventude de Custódia: De quem foi a ideia de criar o Blog Custódia?

Paulo Peterson: A ideia surgiu quando ensinava no Laboratório de Informática do Colégio Municipal Ernesto Queiroz em 2006. Fui Formador Mediador Local no projeto TO NO MUNDO da TELEMAR com a Escola do Futuro. Percebi em uma aula de desenho no Paint, que os alunos não sabiam que na bandeira da cidade existia um Ostensório na parte de cima, muitos até hoje acreditam ser um SOL. Naquele momento percebi que muitos não conheciam a história da cidade. O segundo momento foi após a realização do I Encontro de Custodienses em 2006 na cidade. Conheci vários custodienses, histórias e livros de autoria dos mesmos com a história da cidade. Como já dominava naquela época a ferramenta Blog, resolvi criar um, postando nele apenas assuntos históricos locais.

Juventude de Custódia: O que fez você ser um dos maiores Blogueiros do Sertão?

Paulo Peterson: Primeiro quero agradecer pelo convite de ser entrevistado pelo seu blog Juventude de Custódia. Bem, na verdade não me considero o maior blogueiro do sertão. Na verdade não almejo títulos, acho que tudo é consequência do trabalho quando ele é realizado com seriedade e compromisso. Venho há 6 anos tentando de alguma forma deixar as pessoas de nossa cidade cada vez mais conhecedoras de sua história. Neste tempo várias pessoas colaboraram e continuam colaborando. A melhor recompensa é receber agradecimentos pelas ruas, pelo Blog ter de alguma forma auxiliado alunos e pessoas em trabalhos de escola e faculdades. Esse é o melhor prêmio.

Juventude de Custódia: Qual o segredo do sucesso?

Paulo Peterson: Não existe segredo para o sucesso. Existe esforço e muito trabalho, o resto acontece e é conseqüência do que você almejou.

Juventude de Custódia: O que é o Blog Custódia para você?

Paulo Peterson: Um filho, com quem tenho que conviver todos os dias, tenho que cuidar diariamente (atualização), preciso educá-lo(moderar assuntos e comentários), preciso alimentá-lo(escolher bem postagens). Levo-o a sério todos os dias, procurando sempre através dele levar à todos informações e conhecimento de forma útil.

Juventude de Custódia: Quais são os maiores colaboradores do blog?

Paulo Peterson: Em termos de colaboração, temos José Melo, Fernando Florêncio, Jorge Remígio, Carlos Lopes, Jussara Burgos, José Carneiro, Francisco Alves, Miguel Pedrosa e Jaílson Vital em termos de textos enviados relatando acontecimentos pessoais e históricos da cidade. Existem também os que colaboram sem envio de textos, e sim com informações, livros ou fotografias. Principalmente dos meus pais, tios e primos. Também tem as pessoas que colaboram me enviando artigos pesquisados na internet sobre Custódia. No geral, essa soma de coisas faz do blog de Custódia um dos maios completos sobre a cidade. Todos que colaboram tem uma importância para seu crescimento.

Juventude de Custódia: O que você faz para ter tantas informações da cidade?

Paulo Peterson: Com 6 anos de existência, tenho contatos que me auxiliam indicando, enviando ou sugerindo assuntos a serem postados. Custodienses que aqui residem, outros que moram fora, e até alguns que residem no exterior acompanham diariamente ou enviando material. Meu maior acervo começou em casa com meu pai, com minhas tias Noêmia e Joany. Depois foi aumentando com Dona Zita Queiroz, Zezé Amaral, Odete Andrada e assim por diante com outros custodienses.

Juventude de Custódia: Antes o blog Custódia postava apenas assuntos históricos da cidade, porque esse ano resolveu postar diversos assuntos, entre eles sobre política local.

Paulo Peterson: Resolvi inovar porque o Blog adquiriu ao longo dos 6 anos de existência, um público cada vez mais exigente. Evitei ao máximo não mudar o foco que existia nele para assuntos antigos. Esse ano resolvi mudar, antes comuniquei ao público e o resultado tem sido o melhor, a quantidade de acessos diários indica que a mudança foi satisfatória. Caso não fosse, não teria problema em voltar ao formato inicial.

Juventude de Custódia: O que você acha do Juventude de Custódia?

Paulo Peterson: Acho um excelente blog, que com o tempo tá achando seu espaço na cidade. Acredito que o tempo vai fazer do seu blog um dos mais acessados pelos jovens locais e da região. Você tem talento, e sabe usar bem esta ferramenta. Espero sempre poder orientar.


Entrevista publicada no Blog Juventude de Custódia: Link

21 setembro, 2012

Entrevista com Fernando Florêncio



Entrevista realizada antes do III Encontro dos Custodienses, aproveitamos a oportunidade, para entrevistarmos um dos mentores desse congraçamento, o custodiense Fernando Florêncio, acompanhe abaixo sua opinião sobre o Encontro, como surgiu e outros comentários mais.


1) Olá Fernando Florêncio, inicialmente gostaria que você se apresentasse aos Custodienses ausentes, presentes, e pessoas visitam o blog Custódia Terra.

R- Sou um custodiense nato,que como muitos outros teve que migrar em busca de uma vida de decência e cidadania. Filho adotivo de Laura Florencio e Zé Daniel. Fui colocado recém-nascido na porta daquele casal, numa madrugada fria e chuvosa de outubro de 1943. Tendo como pais biológicos Maria Ferreira e o hoje Dr. Fernando Saboya.

2) Como surgiu a ideia do Encontro do Custodienses?

R- Em visita a Custodia depois de + - 40 anos, surgiu-me a ideia de a exemplo de diversos profissionais liberais de determinada turma, formados em determinada época, se reunirem para matar saudades. Assim, passei a ideia para os presentes à Festa de São José, e com a cumplicidades de uma gama de custodienses “da gema”, logo em setembro daquele ano, 2006, deu-se o primeiro encontro.

3) Qual o objetivo básico desse encontro?

R-O objetivo inicialmente era só “matar” saudades, rever amigos de longa data e jogar conversa fora. Mas a “coisa” cresceu de tal forma que se não foi ainda, deve ser, em curto tempo incluído nos eventos oficiais da nossa terra.

4) Até o presente momento, tivemos dois encontros em Custódia, e agora, o III em nossa Capital amanhã(dia 05/09), quais os resultados obtidos desde da sua criação?

R- Nesses dois encontros foram capitalizadas muitas amizades, que até aquele momento eram inamistosas e que hoje as pessoas, independentes do credo religioso e\ou político se irmanam num mesmo objetivo, que se resume no progresso de Custodia. Não obstante o terceiro encontro, primeiro em Recife, prende-se ao fato de incentivar muitos custodienses que não compareceram aos encontros anteriores, a se fazerem presente no GRANDE ENCONTRÃO DE SETEMBRO DE 2010, quando naquela ocasião será apresentada aos custodienses a nova Praça Velha – Ernesto Queiroz – projeto doado pela Arquiteta Fabiola Secchin, e construção comprometida pela prefeitura. O Prefeito Nemias nos prometeu que este projeto será executado.

5) Como tem sido a recepção das pessoas ao Encontro?

R-Tenho recebido muitos parabéns pelo sucesso desses encontros. Mas quero salientar que isso é fruto de um trabalho em equipe. Sem colaboração da Zezé Amaral, Odete, Graçinha Queiroz, João Elizeu, Cícero de Quitéria, os órgãos públicos e patrocinadores, nada do que aconteceu teria seria realizado.Teço também um pleito de gratidão ao Arnaldo Burgos, hoje no andar de cima. A recepção tem sido muito positiva, pois pelo ineditismo, se tornou motivo de referencia para acontecimentos semelhantes em outras cidades.

6) O que pode adiantar sobre o III Encontro?

R- Este encontro no Recife até agora, dia 5 de setembro de 2009 promete superar as expectativa. As confirmações de presença tem sido constantes. Porem, que sucesso tenha o foco dos encontros futuros será sempre Custódia. Foi lá que começou tudo.

7) Fui motivado por esse Encontro em sua primeira edição, a partir disso, criei o Blog Custódia Terra Querida. Como você analisa o papel do Blog hoje para o Encontro?

R- A internet virou um monstro que não conhece fronteiras. Não se sabe aonde vai parar. Igualmente, o Blog Custodia Terra Querida, passou a ser um ícone de informação imprescindível a todo custodiense que tenha um mínimo de interesse por sua terra. Dotado de um misto de informações do dia a dia da cidade mais matérias culturais de interesse geral, diria que este Blog já ultrapassou em muito as barreiras domesticas. Tem sido muito importante no apoio e divulgação dos luminares custodienses.

8) Particularmente, qual foi o momento mais emocionante até agora nos Encontros?

R - Julgo o momento de emoção sem limite, quando por ocasião do Segundo Encontro, a Professora Neuza Gonçalves Florêncio tinha sido agraciada pela Câmara de Vereadores com uma placa de bronze a ser afixada na sua antiga sala, pois que fora a primeira diretora do Ginásio General Joaquim Inácio. Doente, num estado de lucidez claudicante, veio receber aquela placa e as homenagens, alem de agradecer em nome de Neuza, a sua filha Jonia Gonçalves. A placa foi entregue por Gracinha Queiroz, que num gesto de extrema grandeza, espantou de vez todas as aves agourentas que jamais voltarão a cantar nas franjas da nossa terra. Esta foi a grande emoção dos encontros dos custodienses.

9) Dentre as matérias publicadas no Blog até agora, qual você destacaria?

R- Sem dúvida: O HOMEM QUE VIA LONGE. (publicada nos artigos de Fernando)

10) O que mais te surpreendeu no Blog Custódia Terra Querida?

R- O nível cultural e uma redação clara, sucinta e gostosa de ler. Este blog não contém “abobrinhas” daquelas que unem o nada a coisa nenhuma.

11) Qual mensagem você deixa para os leitores do Blog?

R- Finalmente, daqui das Terras do sem fim de São Jorge dos Ilhéus, no sul do estado da Bahia de Todos os Santos, todos os Deuses e todos os Orixás, estarei sempre em pé à ordem para colaborar com o progresso da nossa terra. Custodia terra querida.

Entrevista via Messenger, dia 04/09/2009 às 17h à Paulo Peterson.

30 outubro, 2011

Entrevista com Humberto Guerra (jan/2010)


Por Paulo Peterson

Blog Custódia Terra Querida Humberto inicialmente gostaria que você nos falasse onde você nasceu, e como foi a sua infância e quais recordações tem dessa época?

Humberto Guerra – Sou do Distrito de Maravilha, nasci no Hospital e Maternidade de Custódia. A minha infância, posso dizer, foi de alegria, brincando como criança, aproveitando o que a natureza nos oferece. Hoje o mundo vive a crise do hamburguerismo, onde todo mundo quer tudo pronto, vive a era da informação, em que as crianças vivem em frente a um computador o dia inteiro, muitas vezes, nem brincam com os jogos de costumes, brincando de bolinha de gude no tapete. A infância precisa ser bem aproveitada.

BCTQ - Apresente-nos seus familiares, onde reside boa parte deles, e o que fazem atualmente.

HG – Sou da família Guerra, por parte do meu pai, onde todos moravam em Maravilha, há décadas atrás. Tem também a origem Brás. Atualmente a maior parte se encontra em diversos pontos do Sudeste, principalmente em São Paulo. Por parte da minha mãe, sou da família Figueiredo, Campos, Fernandes, Valeriano. Da família do meu pai alguns exercem a função de cozinheiro, profissões típicas do nordestino que vai para São Paulo. Outros são da construção Civil, vigilantes, entre outras. Por parte da minha mãe tem o médico Zé Wilson, que é dos Figueredos, outros são professores.

BCTQ – Quais são as maiores lembranças que você tem de Custódia da época em que residia aqui.

HG – Sinto falta no Rio de Janeiro da cultura Nordestina, uma boa conversa na porta de casa, deixar minha filha Beatriz brincar em frente de casa de maneira calma, sem se preocupar com a violência. Sinto falta de conversar com amigos verdadeiros, que gostam de cultivar uma boa amizade. Quando chego a Custódia, vou as casa de meus melhores amigos para dar um abraço. Gosto de amizades. Sinceras!!

BCTQ – Por que você decidiu ir morar em outro estado. Quais foram às razões?

HG – Sempre gostei da arte, sabia dos nomes dos atores, assistia ao Vídeo show. Ficava atrás da televisão imitando os artistas, meu pai não gostava dessa atitude. Quando fui rumo a São Vicente, percebi que era a cidade que estava perto dos grandes centros de Teledramaturgia. Em Seguida me deparei em São Paulo com um curso de Interpretação para TV, com Ignácio Coqueiro, porém, fiquei até com medo de fazer a matrícula, isso porque me sentia com medo. Tive coragem, e fiz. Digo sempre para qualquer pessoa que está começando um projeto, iniciando uma carreira, não tenha medo, vá em frente!

BCTQ – Fiquei sabendo que você tem grande interesse em revelar novos talentos locais para o teatro. O que pode falar sobre isso aos nossos conterrâneos.

HG – Estou com sede de transmitir o que sei um pouquinho, tanta gente gostaria de se envolver com as artes, e para isso é preciso ir para outras cidades, como fiz. As cidades participam de tudo pronto com relação à cultura. Porque não produzir nossos próprios curtas, documentários, filmes. Temos atores de verdade, dentro de Custódia, temos cantores, artistas talentosos. Falta alguém que veja isso e se interesse. Estou chegando para somar.

BCTQ – Como sua esposa e família lida com a sua profissão?

HG – É difícil, é uma profissão que envolve sentimentos. O ator tem que ter o pé no chão. Alguns artistas vivem de fachadas para viverem da mídia. Prefiro o meu casamento abençoado a fama efêmera. Em qualquer profissão não se pode envolver com a vida pessoal.

BCTQ – Quais os papeis na TV, Filmes, Peças Teatrais e Documentários você já participou?

HG – Na Globo, participei do Linha Direta, da Diarista, América, Celebridades, Paraíso, Ciranda de Pedra, Malhação e Duas Caras. Na Record, fiz Poder Paralelo. Este mês (janeiro/2010) vai ao ar uma propaganda que fiz para a SKY. No Teatro participei das montagens: Quem casa quer casa, os Ciúmes de um Pedestre, de Martins Pena, Viúva, porém Honesta, de Nelson Rodrigues, entre outras. Dirigi um documentário falando sobre o racismo.

BCTQ – Quais os planos para 2010 em sua profissão?

HG - Por enquanto, aguardo respostas, não digo desempregado porque desde que você invista na carreira, esteja fazendo alguma coisa, está trabalhando.

BCTQ – Humberto como você descobriu o blog Custódia Terra Querida? O que mais te atraiu nele?

HG – Minha irmã me indicou, acabei gostando pelo fato de ser um blog que mostra a cara de Custódia, as matérias são interessantes, inteligentes. A direção do blog tem cultura. Parabéns!

BCTQ – Qual a mensagem que você deixaria para alguém que quer seguir seus passos como ator?

HG - Estude. Faça um bom curso, e não espere que as coisas aconteçam, qualquer profissional tem quer ter sensibilidade para entender o mundo, o ator mais ainda.

BCTQ – Fique á vontade para deixar suas considerações finais.

HG - Estou feliz em visitar a minha cidade. Percebo que muitas coisas mudaram, a gestão tem a capacidade de investir em cultura. Espero que as pessoas lutem pelas causas sociais, pelo povo. Pelo fato da cidade possuir muitos empregos, o momento é este. Quando lutamos por algo, algo muda em uma sociedade.

Obs: Entrevista foi realizada em janeiro de 2010, nessa época, Humberto ainda não tinha retornado para morar em Custódia novamente.