20 novembro, 2020

A Carochinha de João Prefeito (1960)



Este era o carro de João Prefeito, ilustre morador da rua Nemezio Rodrigues no ano de 1960. 


Nesta foto aparecem: À Direita: Ivoneide (filha João Prefeito), um aluno motorista e Zuquinha Amaral. Acima: Pedro Prefeito, um cunhado de João Prefeito e um aluno. Ao lado ao carro no lado esquerdo aparecem : Ivone, Tudinha, Sinhá, Lúcia, dona Ermelinda, outro aluno de Rio da Barra.

Segundo nossos colaboradores Chico Elizeu e José Melo, a carroceria deste tipo de carro era de madeira. Seu apelido, era Carochinha.

Havia na cidade outro veículo também muito famoso. Inicialmente pertencia a Né Mariano, depois Antônio Firmino(pai de Zé Melo) comprou. Era um meio caminhão Chevrolet, do ano de 1940, apelidado de Pombo Azul.

Dizem que no lugar de feixes de mola, ele tinha cocões de carros de bois, o que era só uma gozação.

Foto cedida por Diana (Neta de João Prefeito).

Foto enviada por Maria Edina.

Colaboraram com algumas informações Chico Elizeu e José Melo.

As provas com o professor Silvio Carneiro

 

Marcos Eugênio
Recife-PE
Maio/2020


O professor Sílvio Carneiro foi meu professor no ginasial. Me lembro que quando eu terminei o meu primário, nossa turma foi fazer a prova admissão de História e todos nós os alunos fomos a sua casa, que ficava lado da igreja. 

A prova era assim: os alunos na sala da frente e ele aí chamando um por um. 

A regra era a seguinte: o professor Sílvio esclarecia que seria feito cinco perguntas, a medida que as perguntas eram feitas, passava-se para pergunta seguinte e caso errasse ou não soubesse responder, ele seguia em frente. 

Me lembro que tirei oito e logicamente errei uma. 

Dessa turma só me lembro de Mazé Leite e Magui filha de seu Nozinho, Fiscal do Estado e a casa dela era vizinho ou quase isso do professos Silvio. 

Caso alguém do grupo se lembre disso e que tenha estudado na mesma turma que eu, seria muito bom trocar alguma ideia. 

O ano deve ter sido entre 1960 a 1965. 

Professores com quem estudei nessa época foi Dr. Orlando Ferraz, Graça Queiroz, Dr. Pedro Pereira entre outros. 

Tempos bons vividos em nossa Custódia.

18 novembro, 2020

Empresário Hugo Gonçalves comenta premiação Marcas que eu gosto 2020


Diretor da empresa Hugo Gonçalves comentou no Facebook, "Um ano tão difícil pra todos, ao final nada melhor que receber essa premiação. Obrigado a Deus, aos Pernambucanos, obrigado Folha de PE, obrigado a prêmio Marcas que eu Gosto."

Por Eduarda Barbosa
Folha de PE
12/11/2020
 
A Folha de Pernambuco, em parceria com o Ipespe, entregou o prêmio Marcas que eu gosto às empresas que se destacam na relação com o consumidor. Devido à pandemia, não houve cerimônia presencial

O Ipespe ouviu 600 pessoas acima de 16 anos, em seus domicílios, de todas as classes sociais, gêneros e localidades do Recife. A realização foi feita de 5 a 11 de fevereiro de 2020. A margem de erro foi de 4%.

Ao todo, foram 52 categorias de vários segmentos na pesquisa em domicílio. Este ano, o Ipespe incluiu três novas categorias, atualizadas de acordo com o contexto atual: 

Marcas que representam o estado de Pernambuco, E-commerce e Loja de produtos para animal de estimação. 

Na pesquisa on-line, foram 12 categorias com produtos que têm relação com o ambiente digital.

A Tambaú venceu na Categoria GOIABADA, confira os primeiros colocados.

1º TAMBAÚ
2º PALMEIRON
3º XAVANTE

16 novembro, 2020

Manuca é reeleito prefeito de Custódia


O prefeito Emanuel Fernandes "Manuca" foi reeleito para o cargo em Custódia no pleito encerrado hoje. É o segundo prefeito a se reeleger na história política da cidade, o anterior foi Nemias Gonçalves de Lima. Ficando no cargo de 01/01/2021 até 31/12/2024. 

Nas eleições realizadas hoje, Manuca obteve 12.903 votos (64,49%), enquanto seu adversário Marcilio Ferraz obteve 7.106 votos (35,51%).

Total de 21.361 votos, sendo 20.009 votos válidos.

Votos Brancos - 377 (1,76%)
Votos Nulos - 975 (4,56%)
Abstenções - 5.772 (21,27%)

Prefeito ainda saiu vitorioso no pleito para vereadores. Onde 9 candidatos da Situação foram eleitos, contra 2 da Oposição.

Vereadores Eleitos
01) Bitcho Góis - PSD 1.486 (7,46%)
02) Alysson de Yolanda - PSD 1.441 (7,23%)
03) Neguinho da Maravilha - PSD 1.368 (6,86%)
04) Messias do DNOCS - PSD 1.365 (6,85%)
05) Nidinho de Biu - PSD 1.265 (6,35%)
06) Nita Barreto - PSD 1.212 (6,08%)
07) Carla de Nemias - PSD 1.196 (6,00%) (*) Anulado Sub Judice
08) Anne Lira - PSD 1.123 (5,63%)
09) Paulino Avícola - PSD 1.112 (5,58%)
10) Cristiano Dantas - MDB 838 (4,20%)
11) Didi do Quitimbu - MDB 804 (4,03%)
 

Prefeitos de Custódia 1929-2024

01) Coronel Nemésio Rodrigues de Melo (01.01.1929 à 20.10.1930)
02) Elpídio Padilha do Amaral (20.10.1930 à 10.11.1933)
03) Aurélio José Vasconcelos ( 10.10.1933 à 23.02.1935)
04) Francisco Santana (Secretário respondendo) (23.02.1935 à 15.08.1936)
05) Major Inocêncio Gomes de Lima (eleito) (15.08.1936 à 15.05.1939)

06) Ernesto Queiroz (nomeado) (15.05.1939 à 25.07.1944)
07) José Estrela de Souza (25.07.1944 à 23.03.1946)
08) Francisco Pereira da Nóbrega Sobrinho (23.03.1946 à 07.12.1946)


09) Jerônimo de Souza Neto (07.12.1946 à 10.08.1947)

10) Felicíssimo de Lima Pires (11.08.1947 à 15.11.1947)
11) Ernesto Queiroz (eleito) (15.11.1947 à 15.11.1951)
12) Joel Inocêncio Lima (eleito) (15.11.1951 à 15.11.1955)

13) Luiz Epaminondas Nogueira de Barros (eleito) (15.11.1955 à 11.12.1957)

14) Adauto Pereira de Souza (vice assumiu) (11.12.1957 à 15.11.1959)
15) Ernesto Queiroz (eleito) (15.11.1959 à 15.11.1963)

16) José Gonçalves Florêncio (eleito) (15.11.1963 à 10.10.1964)
17)Tenente Miguel José da Silva (nomeado) (10.10.1964 à 28.02.1966)

18) João Miro da Silva (nomeado) 28.02.1966 à 31.01.1969)

19) Sílvio Carneiro de Farias Souza (eleito) (31.01.1969 à 31.01.1973)
20) João Miro da Silva (eleito) (31.01.1973 à 31.01.1977)

21) Luiz Epaminondas Filho (eleito) (31.01.1977 à 31.01.1983)

22) Djalma Bezerra de Souza (eleito) (31.01.1983 à 31.12.1988)

23) Belchior Ferreira Nunes (eleito) (01.01.1989 à 31.01.1992) 
intervenção em dezembro de 1992.

24) Major Vital Novaes
(interventor durante um mês, passou o cargo para Luizito)
25) Luiz Epaminondas Filho ( 01.01.1993 à 22.05.1995)
assumiu o vice Djalma Bezerra
26) Djalma Bezerra de Souza (22.05.1995 à 31.12.1996)

27) Nemias Gonçalves de Lima (01.01.1997 à 31.12.2000.)

28) José Esdras de Freitas Góis (01.01.2001 à 31.12.2004)
29) Nemias Gonçalves de Lima (01.01.2005 à 31.12.2008)
30) Nemias Gonçalves de Lima ( 01.01.2009 à 31.12.2012)

31) Luiz Carlos Gaudêncio (01.01.2013 à 31.12.2016)

32) Emanuel Fernandes de Freitas Góis (01.01.2017 à 31.12.2020)

33) Emanuel Fernandes de Freitas Góis (01.01.2020 à 31.12.2024)

13 novembro, 2020

O maior desportista de Custódia - Biografia



Conheçam um pouco a história do maior desportista que nosso município já teve, seu nome é José Orlando da Silva, natural de Custódia, 41 anos, filho de Antônio Estevo da Silva e Maria do Socorro da Silva, casado, pai de um casal de filhos: Jonas Mateus e Ester Elibene.

Esse incansável batalhador pelo esporte amador de Custódia e região, é servidor público no município de Sertânia. Em Custódia é locutor de rádio na Panorama FM onde tem o programa Panorama dos Esportes há mais de 8 anos voltado para o amadorismo local. Tem uma empresa chamada José Orlando Esportes, é treinador de goleiros, organiza competições, tudo isso com apoio na Federal Pernambucana de Futebol de Salão, onde é cadastrado desde de 2003.



Como goleiro defendeu times de Mato Grosso, São Paulo, Recife e Petrolina. Defendeu 126 penaltys, foi campeão 23 vezes, sendo escolhido como melhor goleiro em 16 competições. Seu apelido como goleiro era “Muskito”.

Confiram abaixo um pouco de sua carreira como atleta:

Campeão 23 vezes em torneios, 16 vezes o melhor goleiro

Competições de destaques

-Campeão do torneio inicio de Sertânia, 1995
-Vice – campeão do campeonato de Sertânia, 1995
-Campeão do torneio inicio campeonato do Parque do Lago – VG – MT, 1999
-Campeão do campeonato do Pq do lago – VG – MT – 1999
-3º lugar – torneio do Sesi – MT – em 2000 – 62 – participantes ( Futebol Socyet )
-Goleiro artilheiro – 16 gols de pênaltis e um de falta.
-Defendeu – 126 – pênaltys


Jogou no futebol amador de Custódia – PE, Sertânia – PE, Petrolina – PE, Carnaiba – PE, Arcoverde – PE, Ingá – PB, Jundiaí – SP, Itupeva – SP, Várzea Grande – MT e Cuiabá – MT.

Jogou em mais de 100 times amador.

Times de destaques

- Flamengo da Redenção – 1984 – 29 jogos invicto
- Botafogo da Redenção – 3º Lugar no campeonato Custodiense de 1993
- Bragantino de Caroalina – campeão do torneio inicio e vice do Campeonato de Sertânia,1995.
- Independente do Pq do Lago – campeão do torneio inicio e do campeonato – VG – 1999
- Sadia 3º lugar no torneio do Sesi – MT – 2000 – participação de 63 times Soccer Sport,s – Vice campeã do torneio Inicio de Custódia.





COMPETIÇÕES ORGANIZADAS POR JOSÉ ORLANDO

- Super Torneio da Redenção 1988 – Campeão: Alvorada
- Torneio Botafogo – III – anos 1995 – Campeão: Platinense
- I Copa da Amizade – Projeto Nilo Coelho – Petrolina
- I Copa Rural de Custódia 2004 – Campeão: Quitimbú
- I Copa dos Campeões de Custódia – PE – Campeão: Tabajara
- I Torneio Beneficente Panorama nos esportes – Campeão: Fênix Futsal
- I Copa do Comercio Futebol Society – AABB – 2004 – Campeão – Lira/Panorama
- I Copa Bellas àguas Park – 2005 – Campeão: Bad Boy
- I Campeonato Comunitário de futsal – 2005 – Campeão: Custódia futsal
- I Liga Custódia futsal – Categoria: Mirim – 2005 – Campeão: Escola Dallila Andrade

- Domingão Esportivo – 2006 Torneios de Futebol, Futsal, Voleibol de areia e Handebol
Local: Clube de campo: Oásis do Sertão Betânia.
- Campeonato Betaniense de Futebol 2006
- Jocipe 2006 – Sede: Betânia

Participação de Betânia na Copa do Pajeú

Como Diretor:

2003 – participação de Custódia na Copa Pernambuco de futsal
2003 – participação de Custódia no Jocipe – Futsal
2004 – participação de Afogados da Ingazeira no Campeonato Pernambucano de futsal
2004 – participação de Custódia no Jocipe – Futsal
2004 – participação de Custódia na Seletiva da Taça Nordeste ( Buique )
2005 – participação de Custódia no Jocipe – futsal
2008 – participação de Custódia no Jocipe – futebol.

Jorge Remígio - Adendos para Blog Lampião Aceso




Por Jorge Remígio

Caros amigos. Interessante o texto do escritor Hilário Lucetti. Porém, faz-se necessário a correção de algumas datas e graus de parentesco de pessoas envolvidas nesta história que é uma verdadeira saga. A árvore genealógica dessas duas famílias que guerreavam no sertão, basicamente no Pajeú das Flores, torna-se complicada devido aos aos casamentos consanguíneos de Pereiras e Sá, como também, Carvalhos e Nogueiras. Não raro, a união por matrimônio entre membros da família  Pereira e Carvalho. Leve-se em conta também, o grande número de nomes iguais e repetidos, principalmente dos Pereiras. A seguir, algumas considerações sobre o texto postado:

" Sinhô Pereira e Luís Padre eram netos de Andrelino Pereira da Silva..."

Não, Luis Padre era neto e Sinhô, sobrinho neto. O avô de Sinhô, Aureliano Pereira da Silva, pai de Constância, era irmão de Andrelino, o Barão do Pajeú.

Na morte de "Né" Delegado em 1905, por Antônio Clementino de Carvalho, conhecido por Quelé, houve um incidente que precedeu ao fato, digno de relato. Cassiano Pereira da Silva (meu bisavô) e o meio irmão Cincinato Pereira, foram desarmar Quelé, invocando autoridade para esse ato. Quelé negou-se a entregar a arma em plena feira de Vila Bela. Manoel Pereira Maranhão, conhecido por Né Delegado e irmão dos dois, o qual havia sido Delegado anteriormente, achou esse ato uma desfeita e tomou as dores para ele, indo desarmar Quelé posteriormente na mesma feira, sendo assassinado.

"O matador de Padre Pereira foi Luiz de França da família Carvalho"

Não, Luiz de França não era da família Carvalho. Este, juntamente com os cabras Manoel Tomé e Mariano Mendes emboscaram e mataram Padre Pereira a mando de João Nogueira, o qual era casado com uma irmã de Sinhô, Benvenuta, mas conhecida por Benuta. Não foi crime de vingança. João Nogueira insistia pela herança da esposa Benuta, mesmo o sogro estando vivo e Padre Pereira opinou contrariamente junto ao irmão Manoel Pereira da Silva, sogro de João Nogueira. Este passou a ter ódio de Padre Pereira.

" Sinhô, dono praticamente de muitas terras e gado, vendeu tudo barato para cuidar da vingança"

Sinhô era muito jovem em 1916, ainda ia completar 21 anos e era o caçula de vinte e dois irmãos O pai teve dois casamentos. Foi o escolhido pela família, porque era solteiro e muito valente. Quem custeava as finanças do bando era Antônio Andrelino Pereira da Silva, filho do Barão e também Manoel Pereira Lins, o Né da Carnaúba, primo em primeiro grau do pai de Sinhô. Importante esclarecer, que o Major José Inácio do Barro-CE, foi quem deu toda estrutura suficiente para concretização do bando. Dona Chiquinha era sobrinha do marido Padre Pereira. A sua mãe Maria Pereira era irmão de Padre Pereira, a qual residia no Barro com o filho Luís Padre, antes de 1916.

“Os Carvalhos além de numerosos, por serem duas grandes família ligadas por afinidade, estavam sempre de cima na política, o que vale dizer, ter a polícia à disposição”

Nem sempre. Vale salientar, que os três primeiros prefeitos de Vila Bela, foram: Andrelino Pereira da Silva, o Barão do Pajeú, Manoel Pereira da Silva Jacobina, (Padre Pereira) e Antônio Andrelino Pereira da Silva, filho do Barão. Os Pereiras eram correligionários de Rosa e Silva. Político que deteve o poder por muito tempo em Pernambuco. Na eleição de novembro de 1911, mudaram de lado e apoiaram o General Dantas Barreto. Os Carvalhos apoiaram Rosa e Silva, o qual venceu a eleição, mas não levou. Dantas Barreto impondo-se pelas armas, expulsou Rosa e Silva de Pernambuco, sendo o General, referendado como governador.

O Monsenhor Pequeno, amigo da família Carvalho, articulou politicamente a adesão dos Carvalhos ao partido de Dantas Barreto pós-eleição, inclusive, manipulando votos no diretório, conseguindo assim, maioria e consequentemente levando os Carvalhos a indicar pessoas de confiança em cargos estratégicos, havendo então, uma alternância no poder das famílias beligerantes a partir do ano de 1912.
Como é relatado no texto, Sinhô não assassinou Eustáquio Carvalho. O autor foi Manoel Pereira da Silva Filho, o Né Dadú, seu irmão mais velho. Em 1907, Sinhô tinha apenas 11 anos.

" Diz Zeca André em seu livro...  nos últimos meses de 1919, chegavam ao Barro no Ceará, Luís Padre e Sinhô" Sinhô Pereira formou bando no final de 1916 e Luís Padre já residia no Barro com a mãe, D.  Chiquinha. “No mês de dezembro de 1920, morria a mãe de Luís Padre"

D. Chiquinha  faleceu em 1918, acometida pela gripe espanhola. No mesmo ano, Luís Padre e Sinhô deixaram  o cangaço e viajaram separadamente para o Estado de Goiás. Sinhô sofre perseguição da polícia no Piauí e retorna ao campo de luta, permanecendo até a metade do ano de 1922.

Era o que eu tinha a dizer.

Att 
Jorge Farias Remígio
Funcionário público e pesquisador do cangaço e de quebra tem o sangue dos Pereiras de Villa Bella. 
Custódia, PE 


Publicado em: LAMPIÃO ACESO

Zé Paraíba - Biografia


José Leite da Silva, mais conhecido por Zé Paraíba, nasceu no município de Juru, Estado da Paraíba, em 23/08/1928, onde cresceu e casou-se com a Senhora Damiana Henrique da Silva, com quem teve 22 filhos, dos quais apenas 19 estão vivos: Luiz, Antônio, José, Manoel, Socorro, Izabel, Eva, Celso, Edson, Carmelita, Helena, Heleno, Maria, João, Divonete, Severino e Tião, que geraram mais de 50 netos e bisnetos.

De acordo com relatos da Viúva, naquela época a vida era muito difícil e praticamente tudo dependia da roça. Certo dia, alguém do Cartório Civil disse a Zé Paraíba que se casando no civil, ele poderia registrar os filhos e ter direito a um abono família.

Zé Paraíba vendeu uma garrota, juntou algum dinheiro e foi ao Cartório com os dados da esposa e mais de dez filhos, para fazer o casamento civil e os registros dos meninos, tudo de uma só vez. Nesse processo, sem a presença da esposa, Dona Damiana acabou ficando 34 anos mais velha, na Certidão de Casamento, que posteriormente teve que ser corrigido.
Dona Damiana conta que depois de casados e os meninos registrados, ainda chegaram a receber o tal abono de família por algum tempo. Mas, com o passar dos anos muitos outros meninos foram aparecendo e o governo parou de pagar o benefício (abono). Teria Zé Paraíba quebrado o governo de tanto fazer menino?

Com uma família numerosa e as dificuldades de dar-lhes o sustento, na Paraíba, Zé acabou se mudando para Custódia, onde adquiriu um terreno no Sítio Caetano, mudou-se para Rondônia, ficou nessa ida e vinda, de Custódia para Rondônia, mas acabou se estabelecendo na João Suassuna – Mandacaru II, em Custódia, até sua despedida do mundo terreno, que aconteceu no dia 22/02/2012, aos 83 anos de idade.

Toda essa peregrinação, envolvendo lugares tão distantes tinha um só objetivo: dá o sustento de sua família, fazendo isto de forma honrosa e competente, tanto que todos os filhos e filhas se tornaram cidadãos e cidadãs, excelentes pais e mães de famílias, repassando para seus filhos os ensinamentos recebidos do pai.

Além de pai dedicado, Zé Paraíba deixou também um grande legado: muitos amigos por todos os lugares por onde passou entre eles o seu conterrâneo, o ex-prefeito Belchior Ferreira Nunes, merecendo desse blog essa justa homenagem, para que seu legado fique para a eternidade e sirva de exemplo para os que ficam.

Fonte: Blog Vereador Gilberto de Belchior

09 novembro, 2020

Poeta Cordelista: Matuto Izaias Moura


Poeta  Cordelista:
Matuto Izaias Moura:
Sítio Mata Verde: Custódia PE:
36  anos: 
Obras: 1 cordel e 1 Livro:
Ambos intitulado:
Sertão Pru Dentu e Pru Fora:

Cordel

Custódia terra querida 
Minha terra genitora,
Minha mãe terra gentil 
Pátria mais que acolhedora,
És rainha do Moxotó
Custódia és protetora.

Custódia merecedora 
De encanto varonil,
Tuas terras, teus pomares 
Encantam o céu cor de anil,
Paras teus filhos queridos 
És a melhor do Brasil.

Custódia forte e viril 
De grandes artistas nobres,
Tuas ruas, teus recantos 
São ricos de ouro e cobres,
Mas pra teu pesar custódia
Os teus gestores são pobres. 

Matuto Izaias Moura:
Custódia PE


Poema de Marcos Silva - O Poeta de Custódia



Estou aqui nesse grupo 
Fazendo a minha paródia 
Manifesto cultural 
É um grupo de concórdia 
Falo aqui mais uma vez 
Estou junto com vocês 
Meus amigos de Custódia.

Saí da minha Custódia
Ainda moleque novo 
Fui morar na capital 
Deixando meu belo povo
Nenhum me sai da lembrança 
Mas tenho grande esperança 
De morar aqui de novo.

Estou aqui com meu povo 
Em visita na cidade 
Feliz por está aqui 
E vou falar a verdade 
Falando aqui na paródia
E quando estou em Custódia
É grande a felicidade.

Marcos Silva. 
Custódia 08/11/2020.

08 novembro, 2020

[Causo] Dia de Finados, ou Tonho Remígio e suas tiradas

Antonio Remígio Neto (In Memoriam)

Texto e Fotos: Jorge Remígio
João Pessoa
Novembro/2020

O meu querido e saudoso irmão Antônio Remígio Neto, era de uma espirituosidade estupenda. 

Tinha as suas tiradas espontâneas e fazia piadas até mesmo das suas limitações físicas. 

Em um dia de finados no final dos anos noventa, minha mãe Ozanira, estava com parte de sua prole em visitação aos entes queridos no cemitério da cidade. 

Era por volta do meio dia e o sol não era de primavera. Aliás, no Sertão só existem duas estações. Poucas chuvas e muito sol o ano inteiro. Portanto, temperatura chegando aos quarenta graus, sendo amenizada um pouco pela pequena sombra produzida pelo guarda-chuva que Jânio, por ser o mais alto, segurava firmemente protegendo a nossa mãe. 


O termo mais adequado seria um guarda-sol. Após percorrermos os túmulos dos parentes, fazendo preces e até lembrando fatos marcantes dos nossos antepassados, foi lembrado que a grande maioria havia nos deixado após longa vivência. 

Tios e tias com mais de noventa, o meu avô materno Samuel Carneiro com cento e um anos de lucidez e, como era comum, depois de visitarmos a morada dos parentes mortos, sempre estava em pauta a peregrinação pelos túmulos de pessoas conhecidas e amigas. 

Tonho Remígio por residir em Custódia, era nosso cicerone. Sabia perfeitamente a localização dos jazigos e nos conduzia entre a multidão presente naquele dia dos mortos. 

Mulheres de preto rezando em voz alta, um grupo de jovens entoando cânticos religiosos muitas velas acesas. 

Minha mãe ao observar muitas sepulturas de jovens prematuramente mortos, foi se compadecendo e até se emocionou. Repentinamente parou e disse incisiva. 

- Eu quero dizer uma coisa para vocês. Entreolhamos sem saber o que dizer, mas ficamos bastante curiosos. 

Ela disse: 

-Eu quero fazer um contrato com vocês. “mas que contrato, mãe?” 

-Eu queria que nenhum de vocês morressem antes de mim. Então, Tonho Remígio de chofre, falou.

-Mãe, onde é que eu assino?

Ozanira Farias Remígio
* 13/01/1922
+ 19/10/2010

Antônio Remígio Neto
* 11/07/1956
+ 30/03/2016

06 novembro, 2020

[Canal Gandavos] A Paróquia do Glorioso São José - Parte 1

 

Canal Gandavos acaba de divulgar mais um vídeo em seu site, o entrevistado da vez é o Secretário Paroquial da Matriz de São José de Custódia, Cicero Leonardo Alves Ribeiro. 

Para acompanhar o GANDAVOS, se inscreva em seu canal: CLIQUE AQUI

Ative o SINO e RECEBA as atualizações.




04 novembro, 2020

Almir Mello o Filme-Book


Almir Mello(In Memorian) - Musico e pesquisador pernambucano da cidade de Custódia, com trabalhos reconhecidos no Brasil e no exterior, apresenta aqui seus projetos e realizaçoes.

Caminhão - por Cristiano Jerônimo



O meu juízo tem um para-choque mutante de caminhão;
A minha boca é um megafone horizontal de ideais;
Só acredito nos aprendizes que aprendem tudo sempre;
Eternamente, os mestres formam mestres e não súditos.

O medo do saber é uma ferramenta para manter o poder.
Em vão, porque, após algumas tentativas mais difíceis,
A manutenção de um estado permanente ainda não vinga.
Eu só creio em sementes que só insistem em brotar sempre.

O meu conciso é tão relativo quanto o retrato do nunca;
Infelizmente, o que vejo e o que calo não fazem muito bem.
Mas deixei de andar nas espirituais e negativas espeluncas;
Sem, por isso, ficar dando explicações a quase ninguém.

Sabemos de tudo o que nos faz mal e também do que faz bem.
O protagonismo é uma linha inevitável na independência do ser.
Nem sempre fazem o que, na verdade, melhor lhe convém.
Confundem a beleza de ser humano com a crueldade do ter.

Nem tudo aquilo que se aprende trata-se de um saber.
Se você não acredita, não imagino que possa ter.
Não adianta se enganar e partir para dizer foi sem querer.
Nós sabemos da verdade e não esperamos ver pra crer.

Cristiano Jerônimo


01 novembro, 2020

Assista o curta-metragem: Genesis, a Profecia - COVID-19, O Início

 

O Filme conta a história de um adolescente, estudante de química, João Pedro (João Pedro) que sua curiosidade junto ao fanatismo religioso, irá trazer problemas para sua mãe, Tânia (Josetânia Alves).

Com um final surpreendente. 

Com direção de Plínio Fabrício, o Filme ainda conta com a participação do ator, Pedro Donizetti, artista renomado que teve vários papéis na TV e no Cinema Nacional.

Filme - Ficção - Curta-Metragem
Produção Cifrinha 
Concepção: Plínio Fabrício 
Inscreva-se no Canal https://cutt.ly/3gjADKt 
Conheça nosso Projeto no Instagram https://www.instagram.com/cifrinha

Por que se passaram 12 anos - por Ana Amaral



Queridos,

Estes dias eu não tenho tido tempo para pensar muito, tudo tem sido atropelado com o corre corre dos preparativos da minha viagem. Mas, em meio a tudo isso, eu estou preparando meu currículo, e uma das coisas que me foi requisitada, foi uma explicação porque eu me afastei da ciência por 12 anos…isso me fez pensar em muito mais do que a minha vida profissional…me fez pensar na minha vida, na família, nos amigos, em tudo que ficou para trás…em dez anos de vida nova, língua e costumes novos, um engatinhar de novo…

Porque eu deixei tudo para trás e mudei de pais, deixando uma historia, duas filhas, familia, e amigos que me conheciam de muitos anos, foi uma escolha de sobrevivência. Me lembro que no começo da minha adolescência, eu sonhava com a minha própria “grande familia”, nunca gostei de ser filha única, eu viveria uma linda historia de amor, e teria filhos, muitos, e seria feliz para sempre…não foi assim, minha fantasia de menina nunca se concretizou, em todas as tentativas de amar, não tive muitos filhos, e nao fui feliz.

Apenas, minhas duas filhas no final de tudo valeram a pena, e por elas e para elas, eu “atravessaria o mar”, e atravessei o continente, e cheguei na América, dez anos atrás, sem dinheiro, sem documento, sem identidade, só com uma única motivação, continuar lutando.

Os primeiros dias foram dificies, o frio, a saudade, você chora até com comercial de TV, Globo, porque os canais americanos você não entende nada. Os outros dias você começa a se misturar com a vida, com a falta de vida, com a solidão. Ai um dia, por providência de Deus, você encontra uma Igreja, que fala a sua língua, que o povo fala alto igual a você, e beija muito e abraça muito, e todo mundo tem a mesma história, só muda o endereço.

No meio de tudo isso, o tempo passou, eu já não era mais a mesma Ana, mudei de casas, fiz novos e bons amigos, que permanecem até hoje. Já não riu em câmera lenta, o riso vem simultaneo com o programa na TV, já resolvo a vida na nova língua e cultura…

Ai, chega o dia de voltar, acabou a prisão voluntária, você é livre…vou visitar é claro, ainda não é hora de regresso. Então olho pra trás e vejo,…”quantas coisas tem feito o Senhor por nós”…aqui, virei mãe de duas mulheres maravilhosas, aqui, virei avó da Lalai, a menina mais linda e meiga do planeta, virei avó de um príncipe que se chama Henrique, aqui também virei esposa de um homem apaixonante, um presente do Pai, que conhece o coração da filha…aqui ganhei três filhos, aqui me apaixonei mais por Jesus…

Hoje ouvi muitas vezes, tudo mudou, Feira de Santana, a terra que cresci, já não é mais a mesma, a praça de Custódia, onde nasci, não parece nada de antes, talvez muita coisa não esta no mesmo lugar, mas, eu sei que a emoção de quando encontrei “Arroz Tio João”, e abracei e beijei, sabão Phebo, não pode ser diferente ou menor de quando, senti o cheiro da minha terra, o abraço do meu povo, o som da minha língua…essa essência não muda, a minha essência não muda, o sol do meu país não muda…as cores não mudam…eu serei sempre brasileira, de volta pra casa…

Um beijo de saudade aos amigos que ficam, um mês sem minhas histórias, e a expectativa de rever os velhos e bons amigos…

Por Ana Amaral Bennett

O Zé Biá que eu conheci - por Jussara Burgos


Viveu em Custódia um pequeno GRANDE homem: Zé Biá. Era de estatura pequena, devia ter no máximo um metro e meio de altura. Mas de grande valor, era pai de família, trabalhador e tornava-se um gigante quando puxava ar dos seus pulmões e seus lábios junto ao pífano transformava o som em música. Nos dias de festa sua presença era indispensável, ele nos fazia feliz com sua música. Tinha uma senhora, dona Felizarda, que dançava ao som do pífano.

Houve um tempo que ele trabalhou de caseiro ou morador, como se diz ai no sertão, no sítio de Dona Anita, minha querida tia- avó e mãe de criação. A casa principal ficava próxima a Rua da Várzea e a casa de Zé Bia ficava no extremo oposto, acredito, que minha avó quis que ele ficasse ali para tomar conta do que estava fora do alcance de sua visão. A choupana ficava do outro lado do riacho. Era um antigo engenho de cana do falecido esposo de Mãe Nita, o senhor Antônio Remígio da Silva, pai de José, Claudionor, Murilo, Maria Dulce, Maria Eunice.

Zé Biá era casado com Dona Maria, também pequenina e nunca tirava um pano da cabeça e tinha os seguintes filhos: Felix, Luis, Manoel, Lurdes e Margarida. As meninas foram minhas amigas de infância. Brincamos muito de casinha e bonecas lá no sítio. Depois eles saíram de lá. No dia 11 de outubro de 1963 minha avó faleceu e alguns anos depois uma enchente provocada por uma barragem que estourou derrubou a casa principal.

Zé Bia foi morar na Cacimba Nova e nos dias de feira ele e a família ia para a cidade. Depois perdi o contato com eles. No ano de 1973, não pensei duas vezes para tirar essa foto ao lado do meu amigo.

Zé Bia, hoje em dia deve ser músico lá no céu. Vive tocando ladainhas e benditos para Nossa Senhora. Ou então ele deve estar agachadinho diante do trono do Todo Poderoso suplicando com música por todos que vivem no sertão.

OBS: Escolhi esse título, O Zé Bia que eu conheci, por que falo apenas daquilo que recordo. Tem muito para ser dito sobre nosso personagem. Meu tio Dr. Pedro Pereira Sobrinho me disse que alunas da Escola Normal Ernesto Queiroz, fizeram uma biografia de Zé Bia. Também tem um documentário feito pela TV Universitária de PE, segundo Zé Melo foi gravado em 1978. Deixo aqui meu apelo, se alguém ainda tiver esse material, peço que encaminhe para Paulo, para ser publicado aqui no Blog. Depois que publicaram o texto falando de Doca, descobri que o nome dele era Diocleciano. Espero descobrir também o nome de Biá.

Por: Jussara Pereira Burgos 14/10/2009