De líder político e magistrado em Alagoa de Baixo a pioneiro no desenvolvimento de Custódia, conheça a trajetória de Quinca Sá e sua família no início do século XX.
A história dos municípios do Moxotó e do Pajeú é profundamente entrelaçada pelas memórias, documentos e atuações públicas de suas famílias pioneiras. Entre os personagens que deixaram marcas definitivas na organização política, jurídica e social da região destaca-se Joaquim Pereira de Sá, o popular Quinca Sá — figura cuja presença em terras custodienses remonta ao início do século XX, como atesta um recibo de venda de terras datado de 1907.
📍 Origens e Atuação Pública
Origem: Natural de Serra Talhada (à época denominada Vila Bela), integrou o movimento migratório familiar rumo ao Sertão do Moxotó ainda no século XIX.
Passagem por Alagoa de Baixo (atual Sertânia): Seguiu os passos de seu tio, Esperidião Mariano de Sá (pai de Maria Josefina Gomes de Sá / Dona Maria de Seu Ernesto Queiroz), estabelecendo-se na Fazenda Piutá.
Cargos Políticos e Jurídicos: Exercendo liderança na região, ocupou posições de grande relevância pública:
Conselheiro e Presidente do antigo Conselho Municipal de Alagoa de Baixo (órgão equivalente à Câmara de Vereadores);
Suplente de Juiz e Adjunto de Promotor;
Escrivão da Coletoria Estadual após sua fixação definitiva em Custódia.
👨👩👧👦 A Chegada da Família em Custódia (c. 1915)
Por volta de 1915, a mãe de Joaquim, Epifânia Auzéria Mariano de Sá, transferiu residência de Serra Talhada para o povoado de Custódia, trazendo consigo os netos:
Cassiano Pereira de Sá (pai de Noême Sá);
Maria Dolores Pereira de Sá (mãe de Zé Burgos);
Anna Pereira de Sá (Dona Nita);
José Cassiano Pereira de Sá.
🏛️ União com a Família Amaral: Educação e Comércio
Joaquim Pereira de Sá casou-se com Maria Augusta do Amaral e Sá, carinhosamente conhecida como Dona Manoca.
Raízes do Povoamento: Dona Manoca era filha do Capitão Francisco do Amaral (Capitão Chico Amaral da Várzea Grande) e neta do português Caetano do Amaral, um dos primeiros habitantes a se estabelecerem nas proximidades do núcleo urbano nascente.
Pioneirismo na Educação: Tornou-se uma das primeiras professoras da história de Custódia.
Pioneirismo no Comércio: Fundou e administrou o primeiro Café da Hora do povoado, localizado na tradicional Rua da Bomba, vizinho ao histórico Hotel de Zabé de Cândida.
🎼 Descendência e Memória Cultural
O casal teve um filho biológico e adotou Artur, conhecido popularmente como Tuta.
Figura emblemática na vida cultural e boêmia da cidade, Tuta destacou-se como um grande seresteiro do município. Sua trajetória foi tragicamente interrompida no ano de 1961, fato que causou comoção e permaneceu registrado na memória social da cidade.

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