28 agosto, 2026

A vida das ruas - Autor: José Carneiro

 


As ruas são a vida da cidade. Alegre e animada, a Várzea. Não era a rua principal, mas, na época, a mais movimentada de Custódia. Nela estavam localizados cerca de dez estabelecimentos públicos e privados, a saber:

1) o Cartório de Notas e Registro Geral de Imóveis, a cargo do Tabelião Manoel Marinho de Resende, Né Marinho;

2) o motor da luz, movido a diesel, que iluminava a cidade, chamado de motor de Zé de Izaias e Bernabé;

3) a Escola Estadual Sete de Setembro;

4) o Posto de Saúde do Estado, denominado Dispensário, contando com o pronto atendimento de Antônio do Posto e Aíde Calado;


Tanino extraido em Custódia,era noticia em Jornal da Manhã de Recife
Edição de 26 de Setembro de 1931.


5) a fábrica de tanino, orgulho da terra, a segunda do gênero na América do Sul, de propriedade de José Estrela e administrada pelo genial Duda Ferraz;


Chafariz Público


6) o chafariz público, o tradicional banheiro de seu Duda, que abastecia a cidade com a água transportada por latas, galões e carroças;

7) a Usina de Caroá de Raul Guimarães, casado com uma custodiense e pai de Jarbas Guimarães, que se tornou industrial na cidade de Sertânia;



Sítio Dona Anita Remigio


8) e, por fim, o verdejante sítio de dona Anita Remígio, com seu poético coqueiral embelezando a paisagem e, lá no final, de frente, o casarão de Seu Manoel Lopes e dona Isaque, ainda desafiando o tempo.

Este, em ligeiras pinceladas, o perfil de uma das mais festejadas ruas do passado de Custódia. Quem quiser saber mais sobre ela, leia a saborosa crônica de Jailson Vital, a Várzea, no blog Custódia Terra Querida. (Clique Aqui)

Na infância brinquei muito na Várzea. Grandes saudades.


José Carneiro (in memorian)
Recife-PE
Livro A Baraúna (2015)


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