Localizado na descida da Av. Inocêncio Lima, no lado esquerdo de quem desce em direção ao trevo/saída da via, logo após a área do cemitério municipal.
Até meados dos anos 1970, a rotina de abastecimento de carne em Custódia refletia uma realidade comum a grande parte do interior do Brasil: o abate e a comercialização de proteína animal ocorriam sob condições precárias de higiene e sem regulamentação sanitária rígida.
Inicialmente, o abate bovino era realizado diretamente no solo, forrado de forma improvisada com folhagens de ariú ou folhas de bananeira. Com o tempo, a construção de um pequeno pátio de cimento evitou o contato direto das carcaças com a terra, mas não resolveu os graves problemas estruturais. O sangue da matança escorria e se infiltrava no chão, gerando um odor forte e permanente no local.
Após o esquartejamento, a carne era transportada em carros de boi até o antigo Açougue Público. Lá, o cenário não era diferente: piso irregular, bancadas de cimento deterioradas e carcaças suspensas ou dispostas sobre as tarimbas. A esse ambiente somava-se a chegada de suínos e caprinos vindos da zona rural no lombo de animais, abatidos na madrugada das segundas-feiras. Apesar das condições, essa era a principal fonte de proteína animal acessível à população da época.

Esse panorama começou a mudar radicalmente com a gestão do prefeito Luizito, que viabilizou a construção do Abatedouro Público Municipal dentro das normas sanitárias exigidas na época. Em seguida, a criação do Mercado Público Municipal organizou a comercialização, garantindo instalações adequadas e higiênicas para feirantes e consumidores.
Por quase cinco décadas, essas duas estruturas cumpriram um papel fundamental na saúde pública e na economia local. Com o crescimento da cidade e o avanço das exigências sanitárias, deram lugar a instalações modernas, consolidando uma transformação histórica na forma como o município produz, fiscaliza e consome seus alimentos.
Por José Soares de Melo e co-participação Paulo Peterson.
Fotos: Acervo Luiz Epaminondas Filho e Adeilda Mariano.

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