08 janeiro, 2022

Comércio Esporte Clube de Custódia (1962)


Em pé: GABIRU, AVIÃO, DORIVAL, OZINALDO, ALFREDO e BIU.
Agachados: Dr. PEDRO PEREIRA, ZITO, EDNALDO, OSVALDO e FERRERINHA.


Segundo CHICO MACACO, o arqueiro GABIRU, num jogo em Poço da Cruz, pegou cinco penaltys, chegou a escarrar sangue após a partida. Os locais onde o time jogava, ficava situado onde hoje é o Posto de Gasolina de Nivaldo Gonçalves, próximo da residência de João Dodô

As chuteiras eram fabricadas na sapataria de DUQUINHA de ANTÔNIO COTA. O zagueiro AVIÃO, comentou que quem patrocinava as chuteiras dos jogadores, era ZÉ VITAL, genro de SAMUEL CARNEIRO e ZÉ BURGOS.

Colaborou: Olimpio Marinho

Vanuzia Bezerra e Cicera Souza - por Vanuzia Bezerra


Na foto estamos: eu, Cícera Souza e sua sobrinha: Maricélia. Foi fotografada naquele "birô", na fábrica de doces Tambaú, que Zé Melo citou em uma postagem dele.

Trabalhei com Cicera na fábrica de doces Tambaú no ano de 1967. Na época ela trabalhava no escritório, ao lado de José Osvaldo. O hotel Macambira estava sendo construído.

Vanuzia Bezerra

07 janeiro, 2022

Traços e Retraços - Família José Daniel por José Carneiro


Por José Carneiro

José Daniel, meu tio por parte de mãe, casado com Laura Florêncio, comerciante do ramo de tecido, homem de fino trato, foi fundador e gerente da cooperativa agro-pecuária de Custódia, que marcou época, dono do hotel com o pomposo nome Vestal, dado por ele, pai de Dulcilia, Darcira e Fernando Florêncio, este autor do notável livro “Foi Assim!... Uma história autobiográfica”, que vale a pena ser lido e apreciado.

História de seu Zé Burgos - Autora Jussara Burgos


Teve uma época que meu pai, José Pereira Burgos, tomava conta do sítio de sua tia Dona Anita. Lá havia muitas mangueiras e na safra das mangas a molecada entrava para roubar as deliciosas frutas.


Ele contratou um rapaz para ficar vigiando o sítio, só que as mangas continuavam sumindo…

Então ele pediu para Hiran ir até o sítio e ver o que estava acontecendo.

Não demorou muito o vigia chegou à farmácia meio cabisbaixo dizendo: “Seu Zé, seu filho urinou na minha boca.”

Prontamente meu pai perguntou: “O que você estava fazendo quando ele urinou na sua boca? “

A resposta foi: Dormindo!

Então meu pai falou: “Tá despedido!”

Depois do almoço o vigia deitou confortavelmente em baixo de uma mangueira e cochilou.

Por Jussara Pereira Burgos

06 janeiro, 2022

Um contador de histórias - por José Melo


Jorge Remígio

Destaque entre os colaboradores do Blog “Custódia Terra Querida", ele se diferencia pela qualidade dos seus textos. Seus escritos, apesar da riquesa de detalhes, estão longe de se tornarem enfadonhos de se lêr. Acrescido a isso um componente que o diferencia da maioria dos depoimentos postados: sua condição de historiador o prende a uma narração fiel, coerente e acima de tudo detalhadamente explicita. Falo do Historiador Jorge Remígio, que entre as suas ecléticas habilidades, detém um talento ímpar para compor belíssimas imagens através de fotografias que mais parecem pinturas artísticas, transformando-se em verdadeiras obras de arte, pelo sua luminoisidade, pelo colorido e angulação perfeita.

O Blog “Custódia, Terra Querida”, graças a atuação de Jorge e de tantos outros colaboradores, deixou de ser uma simples página da internet para se transformar nesse verdadeiro acervo de história que retrata a nossa querida terrinha. No futuro, quem quiser saber qualquer detalhe da história de Custódia, dispõe desse acervo riquíssimo que é o Blog comandado pelo nosso amigo Paulo Peterson, além do imenso apanhado histórico disponibilizado na Net pelo nosso amigo Carlos Alberto Lopes com a sua página Gândavos, .

Por uma questão de justiça, é de se ressaltar a importância das colaborações de Jorge, que paralelamente às postagens no “Custódia, Terra Querida”,  desenvolve um rico trabalho na historiografia do Cangaço Sertanejo, promovendo, apoiando e participando de inúmeros eventos alusivos ao tema por todo o Nordeste. Com certeza teremos no futuro um “ajuntamento” completo dessas atividades, quem sabe num expressivo livro que o mesmo está nos devendo.

Ao Jorge, como humilde expectador da cena nordestina e das coisas de nossa Custódia, meus sinceros agradecimentos pelo seu apoio à memória de Custódia, e a minha fiel admiração pelo seu trabalho. Que venham muitos textos saborosos de se ler, no Blog, com a sua indiscutível qualidade e de preferência adornados com seus belos registros fotográficos.



Texto:
José Soares de Melo
Recife/PE
Janeiro 2022

05 janeiro, 2022

Poeta Izaias Moura - Feliz 2022

 



Este vídeo faz parte do canal TV POESIA DA GENTE.

Traços e Retraços - Família Pires por José Carneiro



Por José Carneiro

Elpídio Pires, casado com Alzira, minha prima carnal, era um homem excepcional. Proprietrário da Farmácia Pires, exercendo a função de farmacêutico prático com desenvoltura e eficiência. Seus esportes prediletos eram pescar e caçar. Passava noites e noites no campo. 

Seus filhos Elzira, Emilson, Edmilsom e Jarbas, sempre lhe proporcionaram muita alegria e prazer. Foi injustamente enxotado de Custódia pela chinfrim politicagem da época.

Zé Caboclo - Só lembrando de Custódia


Letra: José Melo – Música: Zé Caboclo de Custódia

Ai que vontade danada
me aperreia o coração
De voltar lá pra Custódia
no primeiro caminhão
e rever a minha terra
e abraçar o meu rincão

Já com dois anos distante
da minha terra querida
sem ver os meus parentes
to perdendo a minha vida
vou sonhando dia e noite
com o dia da minha ida

Quando eu chegar em Custódia
Vou correndo pro Sabá
Tomar um banho na fonte
com uma caninha do bar
tira gosto de laranja, caju e umbu-cajá

Vou tomar uma lapada
Lá no bar de sêo Chiquim
Com uma costela de porco
Que ele faz para mim
e falar da vida alheia 
na esquina de seo Joaquim 

Vou também rever a feira
e as barraca de café
e comprar laranja doce
na  banquinha de mazé
comer xerém em Pretinha
e depois tomar rapé

Passo no café da hora
e vou na feira do gado
olha bode, porco e vaca
recordar o meu passado
Só lembrando de Custódia
me sinto mais animado

Vou tomar uma lapada
Lá no bar de sêo Chiquim
Com uma costela de porco
Que ele faz para mim
e falar da vida alheia 
na esquina de seo Joaquim 

Vou também rever a feira
e as barraca de café
e comprar laranja doce
na  banquinha de mazé
comer xerém em Pretinha
e depois tomar rapé

Passo no café da hora
e vou na feira do gado
olha bode, porco e vaca
recordar o meu passado
Só lembrando de Custódia
me sinto mais animado



Pelo sinal do Sport - por Paulo Peterson



A paixão pelo futebol me acompanha desde infância, com as peladas na frente de casa, quando a Avenida Inocêncio Lima nem asfalto tinha.  Esta paixão começou com meu pai Dr. Pedro Pereira Sobrinho, e se reforçou com o saudoso tio José Pereira Burgos, na época carinhosamente chamado de “Buá”. 

Ambos foram responsáveis por torcer pelo Sport Clube do Recife. Meu primeiro momento marcante como torcedor, foi em 1977, numa partida final contra o Náutico, jogo histórico com 140 minutos, duas prorrogações, finalizada já de madrugada, com Sport sagrando-se campeão com gol de Mauro. 

Naquela noite, vários torcedores foram acordar meu Pai para avisá-lo do gol do título. Lembro que fizemos uma carreata em plena madrugada pelas ruas da cidade.

Outro momento que dificilmente sai da minha lembrança, foi numa noite em que meus pais viajaram, e tive que dormir com minha avó Corina Pereira, no primeiro andar da Farmácia Pereira. Ela e minha tia Auta Lins, tiveram a missão de não deixar eu fazer xixi na cama durante toda noite.

A cada duas horas de cochilo, elas me acordavam, para urinar, e em seguida fazer uma oração. Foi uma madrugada longa, não estava mais suportando tantas interrupções do sono. 

Já quase com o dia raiando, fui acordado para mais uma vez esvaziar a bexiga, como já tinha feito as orações do “Pai Nosso”, “Ave Maria”, “Credo”, “Salve Rainha”, restava rezar o “Sinal da Cruz”. 

Ainda sonolento comecei “Pelo Sinal da Santa Cruz...”, quando cheguei nessa parte, parei imediatamente de rezar, minha tia e minha avó olharam para mim espantadas, mandando continuar. Afirmei que não iria rezar. Elas ficaram perplexas com a minha atitude.

Vovó Corina não se fez de satisfeita e insistiu perguntando o porquê de eu não querer rezar.

Sem pensar duas vezes respondi:

- Vó, eu sou torcedor do Sport, como é que eu vou rezar para o Santa Cruz. Rezo não. (rs)

Paulo Peterson




31 dezembro, 2021

Desenho Digital - Designer Gráfico (Plínio Fabrício)


trabalho finalizado

Acompanhe o processo de criação de um desenho digital, realizado pelo artista/compositor Plínio Fabrício, com um dos maiores nomes da música custodiense: Zé Caboclo.



Processo de criação

Um Coronel sem patente - Ernesto Queiroz Júnior


Um dos livros mais antigos com a história de Custódia, de autoria de Ernesto Queiroz Júnior, mais conhecido como "Ernestinho", filho do ex-prefeito de mesmo nome. Um Coronel sem patente está atualmente fora de catalogo.

Trata-se de um registro histórico de Custódia, com bastante detalhes das gestões do Prefeito Ernesto Queiroz. O autor apresenta ainda um panorama político, social e cultural de Custódia dos anos 40 até o falecimento do seu pai.

Traços e Retraços - Família Pereira por José Carneiro

Acima: Zé Neto, Maria Eunice, José Burgos, Noêmia, Maria Lenilda, 
Pedro Pereira, Joany e Luizito (filhos, genros e noras)

Ao centro: Corina e Joaquim 

Agachados: Hiran, Marcelo, Flávia, Zé Venâncio, Valáeria, 
Luiz Claúdio, Luciano e Arnaldo. (Netos)


Joaquim Pereira, casado com Corina Pereira, proprietário da Farmácia Pereira, uma das maiores farmácias do interior do estado. Fundada em 15 de Julho de 1937. Falastrão, embora com uma certa dificuldade de expressão, por ser um pouco gago, era um tanto exibido, falando de literatura e, curiosamente, de mitologia grega, chegando ao ponto de fazer citações em latim.

Inteligente e empreendedor. Um bom farmacêutico. Único maçom da cidade e apaixonado pela maçonaria, e, de esquadro e compasso à mão, traçava as linhas ditadas pelo grande arquiteto do universo, com justiça e perfeição. 

Sérios filhos os seus: José Neto, Noêmia, Joany (minha bela namorada na juventude) e Pedro Pereira.

Joanita Leite Duarte de Mello

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Amigos e família, esta é parte da trajetória linda da minha saudosa e inesquecível irmã. Por onde andou deixou simplicidade, honestidade e amor por Deus e por todos. Ela será eterna em nossos corações. Só esqueceram de relatar um lugar que ela amou trabalhar, o cartório de Custódia, onde se realizava muito.

Joanita Leite Duarte de Mello - Ex-Presidente da Câmara de Vereadores de Arraial do Cabo entre 1991 a 15/11/1992

Por Josamira Duarte

30 dezembro, 2021

Livro Caminhos do Afeto - Sevy de Oliveira




Em Caminhos do Afeto, a custodiense Sevy de Oliveira, narra de forma carinhosa a fase infanto-juvenil de sua vida em Custódia, do carinho por seus amigos, das festas e personagens da época, citados com todos os detalhes. Cita também sua passagem por Samambaia, onde foi designada interinamente para substituir uma professora por tempo indeterminado na Vila de Betânia. Leitura obrigatória para todos os custodienses.

Edições Bagaço
Rua dos Arcos, 150 – Poço da Panela
CEP: 52061-180
Recife-PE
Tel: (81) 3441-0133 / 3441-0134

Padre Leão Pedro Verzeri



Padre Leão Pedro Verzeri, italiano, deixou na sua passagem, a construção da matriz de São José. A abóbada arqueada do seu altar-mor, onde fica o nicho de São José, decorada com anjos e flores em alto-relevo, empresta um estilo gótico àquela construção do século XX. Numa de suas paredes, ele colocou um botijão de barro com a assinatura dos custodienses que colaboraram ativamente nessa construção.




A sua residência, é outro belo exemplo de arquitetura, é uma das residências mais antigas da cidade, hoje moradia de Zezita Queiroz.


(*)Texto retirado do livro Caminhos do Afeto, de Sevy de Oliveira, pag.75, Autoridades Civis e Religiosas.



O Homem do Sertão - autor Joaquim Belo



Andando pelo nosso Sertão de Pernambuco e Bahia via o sofrimento do nosso povo com a seca e escrevi esse texto.



O Homem do Sertão.
(Joaquim Belo)

Quando Deus criou o homem
Para viver no sertão,
Mudou a essência da fórmula
Da primeira criação...
Não usou o barro mole
Com o qual moldou Adão
Fez de quartzo, feldspato e mica,
Extrato da rocha, granito
Para suportar o sol, a seca e o atrito...

Para sobreviver na região
Não basta oração e fé
Tem que ter o couro feito de jacaré
Agilidade felina, astúcia de leão,
Saber esquivar do perigo igual a camaleão.
Aprender a conviver com a morte,
Ás vezes, até invejar a sorte,
Daquele que já morreu...
Onde havia os campos verdes
No grande sertão de outrora,
Aurora do mais belo amanhecer,
Que descia planalto ao pé de serra...
E do baixio ao chapadão...
Hoje, nada mais é do que,
Um raio xis daquele chão...
restos de mata queimada,
Rastos que a chuva nunca apagou...
Fumaças negras que saem do chão,
Das cinzas carbonizadas,
Nas caieiras de carvão. 
São léguas e léguas 
de areias salinizadas,
Nascente de riachos que já não brotam,
Grota, vala, maçaroca e erosão...

Realidade dura que a natureza chora,
Morte prematura da fauna e da flora...
Mais um deserto em formação...
Uma tristeza emana das faces nordestinas...
Saudade do arvorar dos pássaros nas campinas...
A certeza das mortes que se espalham no chão...
Com os voos rasantes das aves de rapinas. 
Restos de seres se cruzam a todo instante
Seres de rostos e vozes dissonantes...
Que alguns chamam de peregrinos,
Outros de retirantes...
Ambulantes anônimos, sem nomes.
Sem sorte, sem rumo, sem norte...
Aqui, o nome que se conhece é da fome,
E o rumo que se conhece é da morte.
Era a chuva que fazia do sertão o paraíso.
Pois, do pouco que se colhia...
Se sustentava a família
E ainda sobrava dinheiro...
Para pagar o aluguel
Das terras dos fazendeiros...
Mas quando falta o inverno,
O sertão vira o inferno,
Que Dante não escreveu...

Rondonópolis/MT, 20/01/2013.

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Apoio Cultural



29 dezembro, 2021

Culto da Virada ao vivo - Igreja Betel Brasileiro Custódia

 


Nesta sexta, a partir das 22h00, será o nosso Culto da Virada!

Iniciaremos o ano de 2022 na casa do Senhor.

Você está convidado para vivenciar esse momento conosco.

🔸️Endereço: Avenida Inocêncio Lima, Centro, N° 622 (Ao lado da Dixe Q' Dixe)

Noêmia sinônimo de generosidade




Hoje seria seu aniversário,  pena que a senhora não esteja aqui conosco para comemorarmos este dia.

A lembrança do seu sorriso permanecerá em nossos corações, sempre a nos lembrar do quanto a senhora foi e é importante para todos nós.

A senhora significou muito para quem teve oportunidade de conviver de perto.

Seus  ensinamentos de servir ao próximo, dividir o pão, fazer o bem, acolher,  agregar, valorizar a família e  amar a vida,  são exemplos a ser seguidos.

Muito obrigada pelo exemplo de força,  de fé e de alegria (mesmo muitas passando por momentos turbulentos) que a senhora nos deu.

E hoje no dia de celebrar sua vida, só nos resta pedir a Deus luz e paz ao seu espírito.

Um beijo tia

Flávia Epaminondas
Custódia-PE
Dezembro/2021





 

História de uma mesa - Autor Jussara Burgos


Texto e Foto:

Jussara Burgos
Luziânia-GO
Dezembro/2021



Tive a honra e o privilégio de ter sido criada por minha tia-avó paterna, Anna Pereira de Sá, a dona Nita, esposa de Antônio Remígio da Silva. Eles tiveram cinco filhos: José, Maria Eunice, Claudionor, Maria Dulce e Murilo.

O senhor Antônio Remígio e dona Nita eram proprietários do sítio na Rua da Várzea. Depois da morte de Antônio, ficou conhecido como o Sítio de Dona Nita.

Antônio tinha problemas cardíacos. Sua filha Maria Eunice contava que seu pai, em sua fase terminal, se sentava debaixo de um juazeiro e comandava seus filhos na construção da casa que serviria de abrigo para sua família e para mim. Ele também fez uma bela mesa de madeira, de pés torneados. Essa mesa posteriormente ficou sob os cuidados de minha mãe, Noêmia Pereira Burgos, que repetia várias vezes: "A mesa de dona Nita é de Jussara!"

Fiquei anos a fio querendo trazê-la para minha casa, aqui em Goiás. Pedi auxílio às pessoas e contratei os serviços de um caminhoneiro que faz mudanças para o Nordeste, sem sucesso. Mas sabe aquele axioma que diz: "Quando você quer muito uma coisa, o Universo conspira a seu favor"? Pois é verdade...

Recebi a visita do meu ilustre primo Hugo Gonçalves. Enquanto tomávamos um café, despretensiosamente falei-lhe da mesa, e ele prontamente se ofereceu para me auxiliar, lembrando que, por coincidência, iria mandar caminhões para buscar tomate aqui próximo de onde moro.

E assim a mesa finalmente chegou às minhas mãos. Sou grata a Hugo, a meu sobrinho Rodrigo Burgos, que a embalou cuidadosamente, e ao amigo Wendell, que a trouxe sã e salva numa viagem de mais de dois mil quilômetros. Aqui chegando, a mesa centenária foi restaurada, e está em lugar de destaque na sala da minha casa.

"Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade"!

Ganhei o melhor presente do meu primeiro Natal sem minha querida mãe. Nessa mesa ela colocava seu oratório e fazia suas orações. Digo que nas suas gavetas estão guardadas todas as preces que ela fez. Por esse motivo, neste Natal coloquei parte da nossa ceia nessa mesa, para o alimento ser abençoado. E assim será nos próximos Natais. Não faltou nem mesmo uma toalha natalina com bico de crochê feito por ela — fui agraciada com esse presente.

Já não desfruto da presença física de minha mãe, mas ela estará sempre presente em meu coração e será lembrada com carinho, com respeito, com eterna gratidão.

Oferecimento: