Nascido em Pernambuco, Humberto Guerra, 27 anos, chegou a São Vicente em 1992 para morar com familiares e tentar conseguir emprego. Hoje é ator de televisão e atua ao lado de Antônio Fagundes, Marília Gabriela e Lázaro Ramos na novela Duas Caras da Rede Globo. Ele é feliz, o braço direito do líder comunitário Juvenal Antena.
A novela trata de uma realidade que lhe é bastante familiar: atualmente, Humberto reside na favela de Rio das Pedras, onde foi feita a pesquisa que deu origem a fictícia Portelinha. Por isso, ele trabalha "como se estivesse em casa". Conflitos existenciais ou sociais são temas que fazem parte do seu dia a dia.
Com um discurso fundamentado em autores como Paulo Freire, o ator afirma que no Brasil ainda predominam as ideias da classe dominante, e que parte da solução está no engajamento social e profissional.
Na entrevista comentou que quando saiu de Pernambuco em 1992, trabalhava em um restaurante e não pensava em atuar em TV. Quando se mudou para São Paulo, fez cursos de interpretação e aí foram surgindo oportunidades de trabalho na Rede Globo. Antes de atuar achava que ser ator era algo muito distante, por ser pobre, não passaria disso.
Comentou sobre as minisséries e novela que atuou, sua estreia foi no programa Linha Direta da própria Rede Globo, depois foi figurante em Celebridades, na novela América foi enfermeiro que contracenava com Edson Celulari. Também fez algumas cenas na novela Belíssima e por último atuou como um caipira, em A Diarista. Nessa época conheceu Aguinaldo Silva, que disse ter gostado muito da sua atuação.
Sobre o personagem Feliz, Humberto falou que ele é um pouco como os demais, tem duas caras, se tiver que matar, ele vai matar, assim como os outros sete anões, ele gosta muito de trabalhar com o Juvenal Antena.
Se sentiu em casa, ao fazer um personagem que morava na favela Portelinha, pois havia muita similaridade com a favela Rio das Pedras, onde o ator morava. Era como se saisse de casa para trabalhar em casa.
Comentou sobre as minisséries e novela que atuou, sua estreia foi no programa Linha Direta da própria Rede Globo, depois foi figurante em Celebridades, na novela América foi enfermeiro que contracenava com Edson Celulari. Também fez algumas cenas na novela Belíssima e por último atuou como um caipira, em A Diarista. Nessa época conheceu Aguinaldo Silva, que disse ter gostado muito da sua atuação.
Sobre o personagem Feliz, Humberto falou que ele é um pouco como os demais, tem duas caras, se tiver que matar, ele vai matar, assim como os outros sete anões, ele gosta muito de trabalhar com o Juvenal Antena.
Se sentiu em casa, ao fazer um personagem que morava na favela Portelinha, pois havia muita similaridade com a favela Rio das Pedras, onde o ator morava. Era como se saisse de casa para trabalhar em casa.
Ainda foi questionado durante a entrevista, sobre a Desigualdade Social no Brasil, afirmou: " Tenho consciência que pertenço a classe social oprimida. Mas, não me sinto assim, porque sempre questiono decisões ou ideias vindas dos grupos dominantes. Sempre quis fazer parte das pessoas que conseguem fazer mudanças".
No final da entrevista, comentou como foi difícil contracenar com os atores consagrados, que eles eram bastante amigos durante a novela, e que procurou não misturar o lado fã e de admiração diante deles durante as cenas.
Entrevista publicada no Jornal A Tribuna (SP), caderno Galeria, edição do dia 26 de Novembro de 2007.
No final da entrevista, comentou como foi difícil contracenar com os atores consagrados, que eles eram bastante amigos durante a novela, e que procurou não misturar o lado fã e de admiração diante deles durante as cenas.
Entrevista publicada no Jornal A Tribuna (SP), caderno Galeria, edição do dia 26 de Novembro de 2007.

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