Quem visita Custódia não pode deixar de conhecer seus pontos turísticos mais importantes:
Visão Geral e Importância Histórico-Religiosa
Tradição e Fé: O Alto do Cruzeiro sempre funcionou como um espaço sagrado de peregrinação, oração e pagamento de promessas. A imagem do Cristo e a imponente cruz no topo simbolizam a proteção sobre o município.
Tradições da Semana Santa: Durante o período pascal, especialmente na Sexta-Feira da Paixão, centenas de fiéis sobem o morro logo nas primeiras horas da manhã para realizar a Via Sacra e orar em um momento de penitência e fé.
Panorama da Cidade: Por estar em uma posição privilegiada, o mirante oferece uma vista panorâmica completa da zona urbana de Custódia, do leito do Rio Moxotó e das formações de serras que pontuam a Caatinga ao redor.
Curiosidades e Destaques
A Escadaria dos 365 Degraus:
A construção da escadaria de acesso ao mirante foi realizada na segunda gestão do prefeito Luiz Epaminondas Filho. Uma das curiosidades mais marcantes é a sua estrutura com exatamente 365 degraus — um batente para cada dia do ano —, transformando a subida em um desafio físico e devocional para os visitantes. O Nascer e o Pôr do Sol: O mirante é o ponto preferido de fotógrafos e moradores para contemplar o alvorecer e o entardecer no Sertão do Moxotó, momento em que o sol ilumina toda a malha urbana da cidade.
Cartão-Postal e Inspiração Cultural: A Serra do Cruzeiro serviu de inspiração para diversos poetas, cronistas e compositores locais, sendo celebrada em versos por retratar a transformação da pequena vila sertaneja na cidade atual.
2. Igreja Matriz de São José
Histórico e Origem
A Criação da Paróquia (1915): A Paróquia de São José de Custódia foi oficialmente criada em 22 de abril de 1915, pelo Decreto Bispal de Dom José Pereira da Silva Alves, primeiro bispo da Diocese de Pesqueira.
Origem da Povoação: A devoção a São José no local é anterior à própria criação da paróquia. O povoamento inicial da região desenvolveu-se ao redor da antiga capela dedicada ao santo padroeiro, servindo como ponto de convergência para as famílias sertanejas da bacia do Rio Moxotó.
Elevação à Matriz: Com o crescimento da vila e sua consolidação como município emancipado, a antiga capela foi ampliada e passou por reformas estruturais ao longo do século XX até consolidar seu porte atual de igreja matriz.
Arquitetura e Destaques Visuais
Estilo Arquitetônico: Apresenta traços do neoclássico sertanejo tradicional com elementos ecléticos, destacando-se pelas linhas retas da fachada, frontão trabalhado e arcos verticais nas janelas e portas.
Torre Campanário: Sua torre sineira lateral eleva-se no centro da cidade, abrigando o relógio público e os sinos que historicamente marcaram a rotina da comunidade custodiense.
Interior e Altar-Mor: O nave central acolhe a imagem do padroeiro São José com o Menino Jesus, mantendo um altar-mor de linhas solenes e naves laterais reservadas para a devoção popular aos santos tradicionais.
Curiosidades e Tradições
A Festa de São José (Março): A festa do padroeiro acontece anualmente na primeira quinzena de março, culminando no dia 19 de março. É o maior evento religioso e cultural do município, reunindo celebrações litúrgicas, procissões pelas ruas centrais e quermesses tradicionais na praça da matriz.
Dia de São José e a Chuva no Sertão: Na tradição sertaneja, o dia 19 de março (Dia de São José) é o marco divisor para o agricultor: a ocorrência de chuva nessa data é vista historicamente como sinal de bom inverno e safra farta no Sertão do Moxotó.
Ponto de Referência Urbano: A praça defronte à Igreja Matriz sempre funcionou como o ponto de encontro geográfico, social e cultural de Custódia, presenciando os principais eventos civis e históricos do município ao longo das décadas.
3. Praça Padre Leão
Histórico e Origem
Homenagem ao Vigário: O nome da praça rende homenagem a uma figura marcante da história religiosa e comunitária do município: o Padre Leão Verseri, vigário que dedicou anos de sacerdócio à comunidade católica de Custódia, deixando uma marca profunda de caridade, liderança e evangelização.
Coração Urbano: Localizada no centro da cidade, a praça foi estruturada ao redor do eixo da Igreja Matriz de São José, acompanhando o crescimento e a modernização do município desde meados do século XX.
Espaço de Convivência: Tradicionalmente decorada com jardins e bancos centrais, o local consolidou-se como o ponto focal para o passeio das famílias, encontros de jovens ao final da tarde e bate-papos dos moradores mais antigos.
Curiosidades e Destaques
Palco dos Grandes Eventos: É no entorno da Praça Padre Leão Verseri que acontecem os principais eventos culturais, festividades religiosas e comemorações civis da cidade. Na Festa de São José (em março), a praça acolhe o pavilhão cultural, barracas tradicionais e a multidão de fiéis após as procissões.
Cenário do Natal e Festas Padroeiras: Durante o ciclo natalino e no período festivo de março, a praça costuma receber iluminação especial e decoração temática, transformando-se em um dos cartões-postais mais fotografados do Sertão do Moxotó.
Memória Coletiva: A praça testemunhou as principais transformações políticas e urbanísticas de Custódia. Ao longo das décadas, o espaço passou por reformas de revitalização e arborização para preservar o conforto dos frequentadores e a preservação do patrimônio histórico ao seu redor.
Antes conhecida como 4 de Outubro, essa denominação celebra uma data histórica para Custódia. Foi no dia 4 de outubro de 1909 que o povoado alcançou a categoria de Vila, conquistando sua emancipação administrativa inicial perante o antigo município de Moxotó, atual Sertânia.
4. Monumento aos Heróis da Intentona Comunista

O Monumento aos Soldados da Polícia Militar (conhecido localmente como a homenagem aos PMs mortos no confronto com a Coluna Prestes) é um importante e instigante marco histórico preservado às margens da rodovia BR-232, no município de Custódia.
O memorial recorda um dos episódios mais dramáticos da passagem dos revoltosos tenentistas pelo Sertão do Moxotó na década de 1920.
Histórico do Confronto (Fevereiro de 1926)
O Contexto da Coluna Prestes: Em fevereiro de 1926, os integrantes da Coluna Miguel Costa-Prestes avançavam pelo território pernambucano.
O governo estadual organizava forças policiais (as chamadas tropas "legalistas") para interceptar a marcha dos rebeldes. A Emboscada do Sítio Carneiro: No dia 14 de fevereiro de 1926, nas proximidades da localidade de Carneiro / Imburanas, em terras custodientes, forças da Força Pública de Pernambuco comandadas pelo coronel João Nunes foram atraídas para uma armadilha tática elaborada pelos estrategistas da Coluna (entre eles João Alberto e Djalma Dutra).
O Desfecho: O forte confronto resultou em perdas significativas para as tropas governistas, com policiais militares tombando em combate na mata sertaneja durante a emboscada.
O Monumento e Suas Curiosidades
Localização na BR-232: O monumento fica erguido no trecho da rodovia BR-232 (km 345), entre a sede de Custódia e o distrito de Sítio dos Nunes.
Registro de Respeito da Corporação: Trata-se de uma estrutura branca com uma placa comemorativa erguida pela Polícia Militar de Pernambuco (PMPE).
O local é periodicamente visitado por destacamentos e batalhões (como o BEPI) para solenidades em memória aos combatentes que ali tombaram em cumprimento do dever. Lampião e o Combate:
Um detalhe bastante debatido pela historiografia regional é que a figura de Virgulino Ferreira da Silva (o Lampião) não participou deste combate em Custódia. Embora Lampião tenha recebido a famosa patente de "Capitão" do Exército Patriótico logo em seguida (em Juazeiro do Norte, por Padre Cícero) para combater a Coluna, no momento do embate em solo custodiense o confronto deu-se estritamente entre a Força Pública e a Coluna Prestes. Memória Sertaneja: O memorial converteu-se em um marco geográfico e cultural para os viajantes que cruzam a BR-232, preservando a memória de um tempo em que o Sertão pernambucano foi palco dos acontecimentos políticos mais conturbados da Primeira República.
A Serra da Torre (também conhecida localmente como Morro da Torre) é uma das elevações de maior destaque na paisagem de Custódia. Localizada estrategicamente na zona rural próxima à sede do município, a serra combina importância técnica para as telecomunicações com apelo turístico, ecológico e contemplativo.
Origem do Nome e Função Técnica
A Instalação das Antenas: O morro recebe esse nome popular por ter sido escolhido como o ponto mais alto e limpo para o posicionamento das antenas de transmissão e repetição de sinal de telefonia, rádio e televisão do município.
Hub de Conectividade: Devido à sua altitude e à ausência de barreiras geográficas na linha de visada, a serra atua como uma "espinha dorsal" para a retransmissão de sinais de comunicação que abastecem Custódia e partes do Sertão do Moxotó.
Aspectos Naturais e Geográficos
Relevo e Altitude: Formada por maciços rochosos típicos do Planalto da Borborema e formações sertanejas, a serra destaca-se no horizonte por sua inclinação acentuada e topo elevado.
Vegetação de Caatinga: A vegetação que recobre a subida é predominantemente a Caatinga hiperxerófila, com presença marcante de cactáceas (como mandacarus, xique-xiques e facheiros), arbustos sertanejos e vegetação rasteira adaptada ao clima semiárido.
Curiosidades e Potencial Turístico
Mirante Natural Definitivo: Do topo da Serra da Torre tem-se uma das visões mais amplas e panorâmicas de toda a região: é possível avistar o desenho completo da malha urbana de Custódia, a calha do Rio Moxotó, o desenho recortado da BR-232 e outras serras vizinhas no horizonte.
Prática de Ecoturismo e Trekking: O local tornou-se rota frequente para praticantes de caminhadas ecológicas, cycling (mountain bike) e corrida de montanha. A subida exige preparo físico devido ao aclive acentuado, recompensando os aventureiros com o vento constante do topo.
Ponto de Fotografia e Contemplação: É um dos cenários prediletos para fotógrafos e moradores registrarem o nascer e o pôr do sol, além do espetáculo visual da cidade iluminada durante a noite.
Histórico e Importância
Afloramento Natural de Água: Trata-se de uma nascente/bica natural de água potável que jorra entre as rochas da Caatinga. É uma das fontes de água subterrânea mais conhecidas e tradicionais da região rural de Custódia.
Socorro nos Tempos de Estiagem: Historicamente, nos períodos de seca prolongada, quando a calha do Rio Moxotó e os pequenos açudes secavam, a Fonte do Sabá serviu como ponto vital de abastecimento para as famílias sertanejas locais e comboios de animais.
Tradição Comunitária: Por muito tempo, o local foi ponto de encontro de lavadeiras, retirantes e moradores que buscavam água limpa para consumo doméstico, tornando-se um símbolo de resistência e subsistência na zona rural custodiense.
Curiosidades do Local
Água Mineral e Cristalina: A água da bica brota filtrada pelas camadas rochosas da serra, sendo reconhecida pelos moradores por sua temperatura agradável, leveza e pureza em relação às águas de superfície da Caatinga.
Ponto de Lazer e Ecoturismo: Atualmente, a área da Fonte do Sabá também é frequentada por moradores e grupos da cidade como opção de banho e lazer em períodos de chuva, além de ser parada de descanso para praticantes de trilhas, mountain bike e caminhadas ecológicas.
Memória Cultural: Assim como as cacimbas do leito do rio, a Fonte do Sabá faz parte da geografia afetiva de Custódia, sendo retratada em conversas de antigos moradores e crônicas locais sobre as estratégias de convivência com o semiárido.
O distrito de Quitimbu é um dos povoamentos mais antigos, culturalmente ricos e historicamente expressivos do município de Custódia. Localizado na zona rural do município, o povoado destaca-se como um verdadeiro bastião da memória secular do Sertão do Moxotó, combinando ancestralidade quilombola, devoção religiosa e forte ligação com a terra.
1. Origem e Ancestralidade Quilombola
Território de Resistência: Quitimbu destaca-se em todo o município por abrigar diversos remanescentes de comunidades quilombolas. A formação da comunidade remonta ao período em que negros escravizados buscavam refúgio e autonomia nos vales e formações rochosas às margens do Sertão.
Preservação de Tradições: A identidade dos moradores locais é profundamente marcada pelo orgulho de suas raízes afro-brasileiras, preservando saberes tradicionais, manifestações culturais e modos de vida ligados à agricultura de subsistência.
2. A Igreja e o Tesouro de 1822
Marco da Independência: O coração de Quitimbu abriga a secular Igreja de Santa Rita de Cássia, cuja construção foi iniciada no emblemático ano de 1822.
A Lenda da Imagem Oculta: Segundo a tradição oral, os quilombolas locais, sonhando com a liberdade, adquiriram uma imagem de Santa Rita de Cássia e a mantiveram oculta em uma gruta na Serra do Leitão durante anos. Somente após a concessão da proprietária das terras, a Sra. Felisbela, a imagem foi levada para o altar-mor da capela.
Arquitetura Singular: O templo preserva características únicas: fachada quadrangular com frontão triangular, torre sineira em linhas que remetem ao estilo gótico e janelas altas que lembram antigas seteiras (aberturas estreitas de caráter defensivo).
3. Geografia e Belezas Naturais
Serra do Leitão: A paisagem de Quitimbu é emoldurada por serras e formações rochosas marcantes da Caatinga, sendo a Serra do Leitão não apenas um ponto geográfico de relevo, mas também um local de valor histórico e de mistério ligado às lendas da comunidade.
Paisagem Sertaneja: O território do distrito combina a vegetação típica do semiárido com áreas de cultivo tradicional, sendo entrecortado por riachos temporários e caminhos rurais históricos.
4. Curiosidades e Vida Comunitária
Calendário Festivo Religioso: O distrito ganha vida com celebrações ao longo do ano:
Maio: A grande Festa de Santa Rita de Cássia (padroeira principal).
Outubro: Festejos em homenagem a São Francisco de Assis.
Dezembro: Celebração de Nossa Senhora do Rosário, tradicionalmente integrada ao ciclo natalino.
Ciclo Religioso Mensal: As missas na igreja histórica acontecem tradicionalmente nas primeiras sextas-feiras de cada mês, às 15h.
Tradição Oral e Memória: Quitimbu conserva uma riquíssima tradição de contadores de histórias, parteira tradicionais, agricultores e guardiões da memória das antigas famílias que povoaram a região rural de Custódia.
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Localizada no povoado e distrito de Quitimbu, em Custódia, é um dos mais valiosos e singulares patrimônios históricos, arquitetônicos e afro-religiosos do Sertão do Moxotó. Sua trajetória une a devoção popular à história de resistência dos remanescentes quilombolas da região.
Origem e a Lenda da Imagem Escondida
Promessa de Liberdade: A narrativa oral da comunidade conta que os escravizados e quilombolas da região, movidos pelo desejo de liberdade, fizeram uma promessa a Santa Rita de Cássia. Com sacrifício, adquiriram a imagem da "Santa dos Impossíveis" e a mantiveram oculta em uma gruta natural na Serra do Leitão como símbolo de proteção e fé secreta.
A Chegada a Quitimbu: Anos mais tarde, com o consentimento da Sra. Felisbela (proprietária das terras), a imagem foi trazida da gruta e instalada no altar do templo cuja construção se iniciou no ano de 1822 — ano da Independência do Brasil.
Território Quilombola: Quitimbu destaca-se até hoje como um polo de ancestralidade e identidade quilombola no município de Custódia, sendo a igreja o centro espiritual e comunitário dessa história de preservação cultural.
Arquitetura e Estrutura Interna
Alvenaria de Tijolos e Fachada: Edificada em alvenaria de tijolo maciço, possui fachada principal quadrangular arrematada por um frontispício triangular. Em cada extremidade do teto, destacam-se pequenos pináculos verticais, conservando o tradicional beiral de dois lances de telha colonial.
Torre Sineira em Estilo Gótico: No centro do frontão eleva-se uma pequena torre sineira com linhas verticais que remetem ao estilo gótico, coroada por uma simples e solene cruz de madeira.
Iluminação e Seteiras: O interior de nave única conta com janelas altas e estreitas que lembram as antigas seteiras (aberturas defensivas em construções históricas), conferindo um visual austero e rústico ao ambiente de oração.
Os Altares:
Altares Laterais: Acolhem as imagens do Sagrado Coração de Jesus e de Nossa Senhora do Rosário (devoção profundamente ligada às irmandades negras do período colonial).
Capela-Mor: Possui três nichos em posição de destaque, abrigando a imagem histórica de Santa Rita de Cássia ao centro, ladeada pelas imagens de São Francisco de Assis e Nossa Senhora de Fátima.
Rotina Litúrgica e Festividades Tradicionais
Missas Mensais: A celebração eucratística da comunidade ocorre pontualmente em toda primeira sexta-feira do mês, às 15h.
Ciclo de Festas Padroeiras:
Maio (Festa de Santa Rita): É a principal festividade do distrito, celebrando a padroeira com celebrações novenárias, procissão e a renovação da promessa histórica da comunidade.
Outubro (São Francisco): Reverência ao santo protetor dos pobres e da natureza.
Dezembro (Nossa Senhora do Rosário): A celebração da Senhora do Rosário coincide com os festejos do ciclo natalino, reunindo famílias e visitantes de Quitimbu.
Sugestão de publicação de José Soares de Melo











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