24 fevereiro, 2021

Miss Pernambuco Gay 2021. Saiba quem representará Custódia.

 



O Miss Pernambuco Gay 2021 terá um serra-talhadense representando a cidade de Custódia, no Sertão do Moxotó. 

A bela e delicada personagem Medley Sabrina do cantor, transformista e dançarino Saulo Stemell, de 24 anos, estará concorrendo este ano ao certame de beleza mais renomado do público LGBTQ+ do estado.

Saulo trabalha atualmente como personagem masculino e feminino na Tindolelê, uma empresa de recreação local, mas também faz back vocal e participações para importantes artistas da cidade, como Vinny Lima e a dupla Ítala e Brenda. 

Além de ser uma das mais famosas noivas da quadrilha Junina Sem Limite.

A atual campeã do Miss Gay é a lindíssima Antônia Gutierrez, que foi coroada em 2019 e ascendeu para o título de Miss Brasil Gay 2019/2020. 

Acompanhe todos os detalhes do concurso nas redes sociais no Instagram @misspernambucogayoficial e Facebook Miss Pernambuco Gay.

Crédito jornalístico: @blogmannusilva

Cordel Brasileiro - Dois Poetas de Custódia-PE


A CORDEL EDITORA GORRIÓN vai publicar o folheto de 
cordel Brasileiro de dois poetas de Custódia-PE, Marcos Silva e Izaias Moura .

O cordel contém 08 páginas no tamanho 11cm X 15 cm com 32 estrofes!

Vale a pena ler.
Recomendo-o.

Poeta matuto Izaias Moura comentou este lançamento:

Vem ai meu mais novo trabalho em cordel, dessa vez com meu amigo conterrâneo Marcos Silva Silva,  quero agradecer a cordel editora Gorrión, viva a poesia, viva o cordel brasileiro. Dois poetas de Custódia traz uma diversidade em poesia, Marcos Silva brilhantemente iluminando esse trabalho. (Izaias Moura)

Marcos Silva acabou de editar mais um cordel, em parceria com o grande poeta matuto, Izaias Moura também de Custódia. Um cordel com 32 sextilhas onde falamos de vários temas.






Contato Izaias Moura: https://www.facebook.com/izaias.moura.904


Contato Marcos Silva: https://www.facebook.com/profile.php?id=100004024986545

22 fevereiro, 2021

Minha Terra - por Jussara Burgos




Minha Custódia tem sentinelas,
São os imponentes coqueiros
Que há muito tempo estão ali.

Presenciando a história
De gerações passadas
E das que hão de vir.

Custódia da minha infância,
Saudades tenho de ti!

No doce balanço da onda,
No juju e nas canoas do seu Duda,
Quantas vezes me diverti.

Como era bom dormir
Ouvindo o barulho da chuva
Caindo nas telhas de barro
E acordar com o cheiro do sertão.

Aroma melhor nunca senti!

Ver as plantas orvalhadas
E ouvir o barulho da passarada,
Quando o sol começa a surgir.

Saudade dos suspiros,
Que dona Aurora fazia
E na sua banca vendia.

Eles adoçaram a minha infância.

Iguaria tão boa quanto
Aos doces de Diva ou Didi
Custódia das noites enluaradas
Cheirando a flor de bugari.

Banhando nas águas mansas
Do teu riacho, eu cresci.

Nas tuas ruas brinquei e corri.

Dos meus amigos, familiares
Pessoas honradas com que convivi.

Minha terra querida,
Acho que esqueci
De agradecer por teres
Me acolhido, no dia em que nasci.

Peço-te perdão, por que
Como uma andorinha,
Um dia, levantei voo e

Parti!



Jussara Burgos

PS: Quando fiz o poema, ainda tinha os coqueiros de Dona Nita

Escritora custodiense realiza encontros sobre produção feminina de cordéis

 


Para lançar luz sobre o cordel, trazendo a ótica e produção feminina e dialogando com outros elementos e gêneros da cultura, o Encontro Literário de Escrita Feminina em Pernambuco ganha a cena virtual. Desde do dia 15 de Fevereiro no canal do Youtube "Cordel Mulher PE". 

A programação será realizada ao longo do mês de março, com convidadas para discutir a produção do gênero e a relação com o cotidiano.

A iniciativa que reflete sobre o espaço feminino nos folhetos de cordel é assinada pela Rede de Mulheres Cordelistas de Pernambuco, que têm à frente as pesquisadoras e escritoras Eulina Fraga e Shirley Rodrigues

Juntas, atuam há mais de 15 anos no estudo, produção de livros e projetos educativos que objetivam a visibilidade do cordel e a presença feminina nele.

Serão mais de 10 encontros, sempre às 19h e mediados por elas, e que trarão sempre uma convidada para discutir temas que têm o cordel como protagonista.

Todas as conversas continuarão disponíveis no canal, após transmissão, para quem não puder acompanhar ao vivo. “É uma forma de discutirmos temas urgentes e necessários no que dizem respeito ao trabalho das mulheres cordelistas no estado, tendo em vista a vasta produção de folhetos, xilogravura, contação de histórias, música, formação e pesquisa, entre outros”, diz Shirley.

Entre outros temas, estão “A educação pela poesia do Cordel”, com Erica Montenegro, “Redescobrindo a arte de cordelizar na terceira idade”, com Edilene Chick Cordéis, “A representação feminina na cadeia produtiva do cordel em Pernambuco”, com Ana Ferraz, e “Xilogravura e a produção de cordéis em Pernambuco do tradicional ao contemporâneo”, com Graciela Castro e Kelmara.


Programação:
15/02 – Aprendizado e Produção, com Isabel Maia
16/02 – Entre Glosas e Cordéis, com Elenilda Amaral
17/02 – Cordelizar é preciso, com Dani Almeida e Edimaria
18/02 – Confluência da literatura de cordel com o turismo criativo e a música, com Elis Almeida
19/02 – A vida é um poema de cordel, com Suzana Morais
22/02 - Ângela Paiva e o desafio de escrever o cordel para o futuro
23/02 – A educação pela poesia de cordel, com Erica Montenegro
24/02 – A cangaceira de cordel - Rivani Nasário
25/02 – Redescobrindo a arte de cordelizar na terceira idade, com Edilene Chick Cordéis
25/02 - Xilogravura e a produção de cordéis em Pernambuco do tradicional ao contemporâneo, com Graciela Castro e Kelmara
02/03 - Entre a poesia, a contação de histórias e o engajamento social, com Mariane Bigio
03/03 – A representação feminina na cadeia produtiva do cordel em Pernambuco, com Ana Ferraz
04/03 - Movimento psicordélico: do lirismo às temáticas sociais, Neide Germano

SERVIÇO
Encontro Literário de Cordel de Escrita Feminina em Pernambuco
Quando: de 15 de fevereiro a 4 de março, sempre às 19h
Onde: Transmissão via Youtube Cordel Mulher PE (Clique para acessar o canal)

Publicado original do Diário de Pernambuco, Caderno Viver, dia 17/02/2021.

Link: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/viver/2021/02/escritoras-pernambucanas-realizam-encontros-sobre-producao-feminina-de.html

21 fevereiro, 2021

A paixão pelo varejo - por Atanael Rezende

 


A paixão pelo varejo me motivou aproveitar a minha estada em vários países mundo afora, para visitar as feiras locais (Suíça, Itália, França, China, Dubai, Paraguai, Argentina, etc). Inclusive inúmeras feiras de praticamente todas as regiões do Brasil.

As feiras livres, além de muito divertidas, são verdadeiras aulas de motivação e de empreendedorismo.

Essa minha paixão é antiga: desde criança eu frequentava e já comprava na feira livre de Custódia-PE. 

Ao negociar com feirantes, eu barganhava preços, ameaçava sair para comprar na banca concorrente ao lado e geralmente ouvia de quem nunca tinha me visto na vida, “vou fazer esse preço só porque é para você”. Eu, claro, não perdia a oportunidade de perguntar, o senhor ou senhora me conhece de onde? Rsrsrs. Riamos juntos. Às vezes escutava frases como: ó menino danado!... além de comprar barato, ainda rir de mim”.

Vale ressaltar que quase tudo se comprava nas feiras livres do Nordeste. E que, anos atrás eu encomendei uma tela retratando a feira de Custódia ao artista local Edmar Sales , exposto hoje na sede da nossa empresa.

Por fim, fica a minha homenagem e admiração aos feirantes (homens e mulheres, empreendedores e lutadores), que acordam cedo para garantir, nas feiras, o sustendo das suas famílias...

Atanael Rezende
Empresário

12 fevereiro, 2021

Faces da Cidade - por José Melo

Texto: José Melo
Recife-PE
Fevereiro-2021


As figuras populares formatam a face de uma cidade, por vezes deixando marcas profundas na lembrança de seus conteporâneos, ou mesmo eternizando fatos e causos para sempre na memória de uma gente. 

Custódia tem acervo rico de figuras populares, que marcaram a face da cidade em seu tempo, que pelos seus dotes, suas habilidades, suas características, suas curiosidades, enfim, pelo seu modo de ser. 

Esta semana, vendo uma fotografia de um informe publicitário da Prefeitura de Custódia, sobre a vacinação dos idosos contra o Corona Virus, reconheci de imediato um desses personagens: Zé Brito, em uma foto promocional, no Abrigo de idosos de Custódia. Um simples nome, indiferente para a grande maioria da população atual da cidade, mas uma figura marcante para quem já está chegado nos anos. 

Servente de pedreiro da equipe de obras da Prefeitura, Zé Brito era sempre requisitado para trabalhos penosos e pesados, rejeitados pela maioria de trabalhadores da época. Chamava a atenção, no vigor de seus quarenta anos, por duas qualidades que possuía - uma delas chamava a atenção de todos pelo sua peculiaridade: Além de ser conhecido pela sua incrível disposição para o trabalho pesado – insuperável nessa qualidade, ele tinha outra que era motivo de admiração e gozação pela turma de gaiatos, seus contemporâneos: seu apetite era insaciável. Diziam que ele comprava um “quarto de bode” - prá quem não sabe, uma das quatro partes em que o caprino é divido para venda, e cozinhava de uma só vez, e consumia em apenas uma refeição. Um quarto de bode na média pesa entre dois e meio a três quilos. Não posso assegurar que é verdade, mas que ele comia bem, isso é indiscutível. 

Assistí uma brincadeira de mau gosto que certa vez fizeram com ele. A Mercearia de Evilácio, sob a batuta de Ticaquinha, nosso amigo Zé Carlos, na esquina da Fraga Rocha com a Praça Padre Leão, era ponto de reunião da galera, pra bate papo. Numa dessas reuniões, Zé Brito estava lá e a turma começou a provocar ele, dizendo que ele era incapaz de comer uma lata de doce pequena, que eles mostravam, apontando para uma lata de extrato de tomate. Desafiado a comer o conteúdo todo daquele “doce” sem beber água, Zé Brito aceitou, e virou o conteúdo em pouco goles. Terminado o lanche, alguém perguntou se o doce era bom e ele respondeu:

 - É bonzinho, mais é mei azêdo!! 

Tomou cerca de um litro de água e disse que agora estava pronto pra almoçar. 

Calejado pelo trabalho e pelo sofrimento, Zé Brito vivia sozinho. Não recordo de nenhum familiar dele, apenas que morava sozinho, sempre trabalhando diuturnamente, numa rotina cansativa, estando hoje, conforme o informe mencionado com cem anos de idade, descansando no Abrigo Público.

06 fevereiro, 2021

[Há 9 anos] Custódia no NE TV 2ª Edição TV Globo


Matéria exibida pela TV Globo Nordeste dia 11/02/2012

Na última reportagem da série sobre as obras de transposição das águas do Rio São Francisco, você vai ver que muitos comerciantes aproveitaram o momento para ganhar mais dinheiro.

02 fevereiro, 2021

No AR!!! J. Melo show

Foto: Adeilda Mariano
Texto: José Melo
Recife-PE
Fevereiro/2021



Sempre fui um “radiouvinte” inveterado. Ouvia rádio praticamente o tempo todo. Acompanhava todos os grandes programas da época de ouro do Rádio. Rádio Clube de Pernambuco, Rádio Jornal do Commércio, Rádio Globo, Rádio Sociedade da Bahia entre outras, sem falar nas emissoras regionais da época: Rádio Pajeú, de Afogados da Ingazeira, e depois, Rádio Cardeal, de Arcoverde. Adorava “Atrações do Meio Dia”, onde acompanhei os primeiros passos do Coroné Ludujero, e sua trupe, com “Sêo Mané, Otrope, Felomena, alé de José Santa Cruz, Barreto Júnior entre muitos outros grandes nomes da Televisão Brasileira que começaram no rádio pernambucano. Ouvia também programas de auditório da Rádio Clube, Rádio Jornal, Rádio Globo e Rádio Sociedade da Bahia, entre outras emissoras.

Ficava tão ligado neses programas de auditório, que eu além de “ouvir”, eu “via” aqueles programas. Na minha imaginação, eu visualizava as cenas que deveriam se desenrolar nos auditórios das emissoras de rádio. Isso ficou tão marcado em minha mente que quase passei a acreditar ter “visto” aquelas cenas.

Por isso, após ajudar Expedito Batista a criar o Conjunto Musical “OS ARDENTES”, ao participar dos ensaios do mesmo acabei por criar um programa de auditório em plena década de setenta. Imaginem vocês, numa época em que a comunicação conhecida na região era apenas as difusoras, que apenas transmitiam musicas acompanhadas de ofertas, surgir um programa com música, brincadeiras, danças, humor, distribuição de brindes, prêmios, tudo ao vivo, alí, bem pertinho de todos.

O ineditismo do programa chamou a atenção de muita gente, e todos os domingos o CLRC abrigava uma grande quantidade de jovens que participavam ativamente do programa.

A existência do Programa chegou ao conhecimento da direção da Rádio Pajeú de Afogados da Ingazeira, que enviou um emissário a Custódia, para tratar de uma apresentação do Programa, através daquela emissora. Tal emissário, - Senhor Agamenom, se não me engano, me procurou, e após discutir vários aspectos – o horário teria que se adaptar a programação da emisora, a colocação de uma antena exigia uma localização adequada, os custos da transmissão, enfim pequenas questões que foram solucionadas, e o programa foi acertado, e divulgado pela emissora. Estava marcada a primeira transmissão radiofônica direto de Custódia.

No dia marcado, a equipe da Rádio Pajeú chegou cedo a Custódia. Comandada pelo Diretor da Emissora, Valdecyr Menezes, acompanhado do Técnico Vanderley Galdino e demais colaboradores, providenciaram a instalação dos equipamentos, que se resumia a um pequeno transmissor SSB, um microfone e só. Feito o teste, apesar da “chiadeira” no som, estava pronta para iniciar a transmissão.

Surpreendetemente, nesse dia, o CLRC ficou pequeno para abrigar a quantidade de expectadores. Uma multidão compareceu para assisir ao programa daquele dia, que tinha o “charme” de ser transmitido ao vivo pela “Rádio”.

E durante mais de duas horas, apresentei o programa com um verdadeiro desfile de calouros, acompanhados pelo conjunto musical Os Ardentes, brincadeiras foram realizadas, brindes distribuídos. Recordo alguns nomes de jovens calouros da época: Flávia Epaminondas, Nely Aleixo, José Esdras, João Amaral, Ferdinando Feitosa, Ozório Amaral, Jorge Farias, Dadá de Zé de Noca, entre muitos outros que não consigo lembrar.

Uma atração especial foi o popular Doca, que como se sabe, tinha a mania de fazer “Discursos”, e mesmo sem pronunciar uma palavra compreensível, fez seu “discurso”, foi aplaudido, e dias depois, eu soube que a emissora recebeu diversas cartas de ouvintes elogiando o programa, e perguntando em que língua aquele “orador” havia falado.

Assim foi a primeira transmissão de rádio diretamente de Custódia

José Soares de Melo - Zé Melo



29 janeiro, 2021

Pernambucana, sim sinhô!

 

Autoria: Jussara Burgos
Luziânia-GO
Janeiro/2021

Pernambucana, sim sinhô!
Eu nasci lá no sertão,
Terra de repentista violeiro,
Que tem a poesia nas veias
E as rimas brotam no peito, 
Como a água brota do chão.
Terra de cabra macho,
Que enfrenta qualquer desafio 
Sem ter medo não.
Com a sua inteligência rara 
E com inesgotável fonte de inspiração,
Compõe seus versos na hora,
Sem a menor hesitação
Permitindo que o mundo conheça
Os segredos que estão guardados 
Dentro do coração. 
Pernambucana, sim sinhô! 
Minha origem não nego, não,
Nem meu sotaque vou esquecer.
Vocês que são do norte ou do sul 
Do sudeste ou centro-oeste
Procurem me compreender,
Somos filhos da mesma nação 
Por isso eu lhes peço que 
Aceitem o meu jeito 
Nordestino de ser!


27 janeiro, 2021

Numeriano Ferreira de Freitas


Numeriano Ferreira de Freitas foi um dos que mais investiram no Distrito de Samambaia, onde teve uma das cinco Usinas de Caroá do município. Empregou na época cerca de 400 pessoas.

Deixou muitos bens naquela localidade. Entre eles a Fazenda Cavaco e uma boa parte de terras da Fazenda de Ricardo Fiuza.

Nasceu no ano de 1896. Faleceu em 08/01/1958

Ainda vivem em Samambaia, Aristóteles irmão, e Izolina dentista, Nininha.

Associação Comunitária de Samambaia em plena ativadidade tem o seu nome.

Numeriano de Freitas foi testemunha do casamento de Júlio Ferreira e Tereza Simões, na data de 14 de Setembro de 1941.

Foto e informações de Claudete Simões. Colaboração de Evanilson Rezende.


 

Rememorando o período mais progressista da história de Custódia 1935-1945 - por José Carneiro


Corria o tempo pelos anos de 1935 a 1945. Custódia vibrava, crescia e se agigantava, numa explosão de trabalho e fartura. Sua época de ouro! Eu estava lá e assisti ao desenrolar do seu desenvolvimento. Agora vou contar o que vi. Era o Município de maior progresso sócio-econômico do sertão de Pernambuco.

Custódia era o maior produtor de algodão em rama do Moxotó e do Pajeú, rivalizando com Queixadas, hoje Mirandiba, além do cultivo de mamona e negociação de couro cru e curtido. Dispunha de duas bolandeiras, ambas no centro da cidade, de propriedade de Ernesto Queiroz, que foi Prefeito de Custódia por várias legislaturas, e de Antônio do Junco, que descaroçavam algodão e, em fardos prensados, vendiam à Boswuel de Lagoa de Baixo, atual Sertânia, e à Sanbra de Caruaru, afora o caroço que era negociado na região. 

Tinha uma Fábrica de Tanino, localizada na Várzea, o orgulho da terra, pertencente a José Estrela, ex-Prefeito de Custódia, e administrada pelo genial Duda Ferraz, valendo salientar que, do gênero, só havia duas no mundo, a de Custódia e a outra na Argentina. O tanino, extraído da casca do angico, planta nativa e abundante na região, era exportado até para a Alemanha, com várias aplicações, inclusive medicinais, especialmente para curtição de couro. Contava com cinco Usinas de Caroá, assim distribuídas: 

1) – a da Rua da Várzea, de Raul Guimarães; 
2) – a da estrada do cruzeiro, de Severino Pinheiro; 
3) – a do Distrito de São Gonçalo, a maior e mais importante de todas, de Aurélio Vasconcelos, também ex-Prefeito de Custódia, ressaltando que a fazenda era das maiores e melhores propriedades agrícolas do Estado, dando-se ao luxo de dispor de um campo de pouso para seu Teco-teco PPTYB ; 
4) – a do Distrito de Samambaia, de Numeriano Freitas; 
5) – a do povoado Samambainha, de João Leite, pai do ex-governador do Estado, Eraldo Gueiros. 

O caroá é, também, uma planta nativa e abundante na região, cujas fibras se usam na manufatura de cordas, barbantes, linhas de pesca e tecidos. As fábricas produziam grande quantidade de brancas fibras e os resíduos serviam de ração para o gado. 

Havia uma Fábrica de Doce Japonês que abastecia não somente a cidade mas boa parte da região. Era um doce muito apreciado, especialmente pela criançada. 

A Cooperativa Agro-Pecuária de Custódia, qual um estabelecimento bancário, com acentuado movimento econômico-financeiro, marcou época, pela organização e por sua reconhecida utilidade pública. 

A Farmácia Pereira, de propriedade de Joaquim Pereira, competente Farmacêutico Licenciado pelo Departamento de Saúde Pública do estado, sobressaindo-se na área da manipulação, era tida na época como a maior e mais surtida farmácia do interior do Estado. 

A Casa Góis, dos irmãos Domingos e Sebastião Góis, dois homens de comportamentos exóticos, era considerada também como a maior e mais completa casa comercial do território interiorano de Pernambuco.

Não se pode deixar de mencionar os saborosos pirulitos de Sebas, os suspiros de Dona Mariinha de Seu Mariano e os sequilhos de Dona Anita Remígio. Ainda hoje sinto o gosto deles. Havia poucos mendigos e nenhum miserável.

Gostava de ouvir o apito da Fábrica de Tanino, que era ouvido em toda cidade. Era a voz de Duda Ferraz chamando os operários para a messe.

Esta é a face risonha de Custódia na idade mais viçosa de sua vida, bebendo da água cristalina do Sabá e comendo do solo dadivoso desse sertão bravio e encantador.

São os ecos de um tempo barulhento! 

JCarneiro            

05 janeiro, 2021

Biografia Nildo do Cartório

 

Foto: Acervo Familiar
Custódia-PE
Janeiro/2021

José Nildo Freire de Souza, nasceu dia 22 de Outubro de 1951, no sítio Piabas, na época Município de Sertânia-PE. 

Filho de José Belo de Souza e Aretuza Freire Souza. 

Teve quatro irmãos: Maria Zenilda, Mária de Fátima, Maria das Dores e Diocleciano Freire. 

Os pais viviam da agricultura. 

Estudou no Colégio Dr. Paulo Pessoa Guerra no Município de Betânia.

Fez o curso Técnico em Contabilidade no Cardeal em Arcoverde.

Antes de casar morava na casa dos pais, na Rua Gomes de Oliveira em Custódia.

Ainda solteiro iniciou trabalho no Cartório de Registro, onde se identificou com as as atividades, logo em seguida prestou concurso público no TJPE, ao qual obteve êxito vindo a trabalhar na Justiça até o dia do seu óbito.


Casou-se no ano de 1986, com Maria Zélia de Souza, conhecida como Liinha, comerciante. 

Tiveram dois filhos, o primogênito Uilbe Valony Freire de Souza (Servidor Público) e Windy Veridiana Freire de Souza (Nutricionista).


Nildo do Cartório como era conhecido, faleceu aos 57 anos, em 14 de Fevereiro de 2009. 

Teve seu nome perpetuado na Avenida Projetada 01 paralela as quadras E e F, localizada no Loteamento Cruzeiro, Bairro do Cruzeiro, em Custódia.

(*) Biografia e fotos enviadas pela filha Windy Veridiana

Poetas custodienses são premiados no VII Festival Vamos Fazer Poesia


Dias 2 e 3 de Janeiro, foi realizado VII Festival Vamos Fazer Poesia  nas cidades de Serra Talhada e São José do Belmonte, com  132 poetas inscritos organizado pelo poeta Iranildo Marques e sua esposa Evania. 

Custódia muito bem representada pelo poeta Izaias Moura, eleito 4º melhor declamador e Silmara Feitosa 4ª lugar. 

A Tambaú Alimentos apoia a Academia Literária do Clube da Poesia Nordestina Serra Talhada/PE

02 janeiro, 2021

Neste sábado (02/01), será realizado o Maior festival de poesias do mundo. Custódia com dois representantes.


Assista a Live! São mais de 50 Poetas de Bancada e Show com os violeiros repentistas: Zé Cardozo e Jorge Macedo / Diomedes Mariano e Edezel Pereira no VII FESTIVAL “vamos fazer poesia”, direto de Serra Talhada – PE

O evento acontecerá no Canal do Youtube: TV POESIA DA GENTE e retransmitido pelas página: do Blog Jardim do Agreste no Facebook, a partir das 13:30 h. Além do Show com os violeiros repentistas: Zé Cardozo e Jorge Macedo / Diomedes Mariano e Edezel Pereira! mais de 50 Poetas de Bancada, será o lançamento da coletânea do VII Festival “Vamos fazer poesia”.

Na pré-seleção do evento participaram mais de 100 POETAS e POETISAS de todo Brasil, defendendo o MOTE: VOU GANHAR O FESTIVAL/NA TERRA DE LAMPIÃO! Com premiação de R$ 1.000 em dinheiro e MIL CORDÉIS para o CAMPEÃO. O SEGUNDO LUGAR R$ 500 e 500 CORDÉIS e o TERCEIRO LUGAR R$ 300 e 300 CORDÉIS.

De Serra Talhada para o mundo, o maior Festival de Poesia realizado no Planeta Terra. Vale a pena assistir.

O Festival é realizado pelo Produtor Cultural Iranildo Marques e pela Produtora Cultural Evania Nogueira (Evania Marques).

Representando Custódia, teremos os poetas Izaias Moura e Silmara Feitosa.

Link para assistir a live:


Lei nº 14.017, de 29 de junho de 2020 (Lei Aldir Blanc): Dispõe sobre ações emergências destinadas ao setor cultural a serem adotadas durante o estado de calamidade pública. 

Clik AQUI e saiba mais sobre a lei.

Publicado originalmente BLOG JARDIM DO AGRESTE

01 janeiro, 2021

Assista o AUTO DE NATAL





Assista o AUTO DE NATAL a mais conhecida e recontada história de amor que mudou a contagem do tempo e a vida de milhares de pessoas: 

O Nascimento de Jesus Cristo, O Rei dos Reis. 


31 dezembro, 2020


História
Custódia Pernambuco - PE

Histórico

É da tradição local, referência a indígena de uma tribo de nome desconhecido, que formariam aglomerado numa aldeia de Serra Negra, no território do atual município.

A formação do município teve início na área onde está localizado o distrito de Quitimbu. Ali chegou no século XVIII o coronel Luiz Tenório de Melo Dodô, o pioneiro, que atraindo outras pessoas viu estender-se o povoamento. Como primeiro núcleo da atual cidade de Custódia, mencionam-se a fazenda de Manoel Alves de Siqueira, que tinha a denominação de Santa Cruz.

O topônimo do município foi dado por dois padres jesuitas, que fugindo a perseguições demoram-se alguns meses no lugarejo e ergueram uma capela dedicada a São José. De comum acordo com os habitantes, prestavam, assim homenagem a Dona Custódia, uma senhora que também se instalara no local.
Gentílico: custodiense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Custódia, pela lei municipal de 15-10-1909, ou melhor criado com sede na povoação de quitimbú e transferido para de Custódia, subordinado ao município de Alagoa de Baixo.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Custódia, pela lei estadual nº 991, de 01-07-1909.

Em divisão administrativa do Brasil referente ao ano de 1911, o distrito de Custódia figura no município de Alagoa de Baixo.

Elevado à categoria de município com a denominação de Custódia, pela lei estadual nº 1931, de 11-12-1928, desmembrado de Alagoa de Baixo, Flores e Floresta. Sede no antigo distrito de Custódia. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1929.

Pela lei municipal nº 2, de 06-12-1928, é criado o distrito de Betânia e anexado ao município de Custódia.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 2 distritos: Custódia e Betânia.

Pela lei estadual nº 3340, de 31-12-1958, desmembra do município de Custódia o distrito de Betânia. Elevado à categoria de município.

Pela lei municipal nº 30, de 28-05-1963, é criado o distrito de Quitimbu e anexado ao município de Custódia.

Pela lei municipal nº 31, de 28-05-1963, é criado o distrito de Maravilha e anexado ao município de Custódia.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 3 distritos: Custódia, Maravilha e Quitimbu.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Fonte
IBGE

Reminiscências de um fim de ano - José Melo

 

REMINISCÊNCIAS DE UM FIM DE ANO
Recife, 31/12/2020
J.Melo



Neste último dia do ano, acionamos o replay da vida e revivemos todos os acontecimentos do ano que se finda. Mais que isso, voltamos aos primeiros tempos que a memória gravou, para que rememorar tudo como num filme. E nessa volta no tempo, vejo um cenário inesquecível: a Majestosa Matriz de São José, sentinela vigilante da cidade, contempla as poucas ruas do lugar; a frente, a modesta Praça, que chamávmos de Quadro, a qual se resumia a dois quadrados circundados de calçadas cimentadas, divisões da área em formas geométricas diversas, bancos sem encosto e só; a seu lado esquerdo, a pracinha, com seu Coreto, seus bancos toscos, o obelisco - que chamávamos de Pirulito, e a direita uma vista fabulosa do síitio que dava um aspecto rural àquela paisagem: altos coqueiros, mangueiras, bananeiras, goiabeiras e todos os tipos de frutas adaptadas à região. 

O quartel general da criançada da época era o Coreto. Alí, iam chegando aos poucos, até formar um bando barulhento de meninos que discutiam as regras das brincadeiras da hora: Bola de gude, mas para nós apenas “jogo de bila”; futebol jogado com uma bola de meia, o “toca”, “Mandrake”, pião, jogo de castanhas, e muitas outras opções, por vezes inventadas na hora. Os jogos geralmente eram apostados, usando-se como dinheiro cédulas feitas com maços de cigarros vazios cujos valores variavam de acordo com a marca do cigarro. Ou as próprias castanhas utilizados nas diversas modalidades de jogo de castanha. Lembro do “Encosto”, onde ganhava que jogasse uma castanha e essa ficasse mais próximo da parede. Uma outra consistia em jogar uma castanha a uma certa distância e o parceiro tentar acerta aque com outra castanha, para ficar comas duas. Outro tipo era o “Pitelo”, que consistia em tentar derrubar, jogando castanhas, uma castanha maior equilibrada sobre um montinho de areia. 

O Coreto, como disse, era o quartel general, da criançada. Uma das brincadeiras mais comuns que eram iniciadas no Coreto, era a do Mocinho e Bandido, que chamávaos de “brincar de render”. 

Mas o Coreto tinha uma função mais nobre: era reservado para os grandes momentos da vida social da pequena cidade. Ali apresentavam-se bandas de música, nas principais festas do ano, especialmente a Festa do Padroeiro São José. A retreta ocorria sempre no finalzinho da tarde e reunia muita gente para apreciar a boa música. Já em outras ocasiões, era a banda de Pífano de Zé Biá, ou os ensaios do Pastorial, cuja apresentação oficial ocorria na calçada da igreja. 

São cenas que ficaram gravadas na mente de centenas de crianças da época, alguns deles hoje rememorando tais cenas no descanso da idade. Muitos deles revoltados porque não se preservou tais cenários como eles os guardam na memória. Mas, convenhamos, o tempo passa, nós passamos, e o hoje pertence a quem o vive. O progresso tem a fama de vilão destruidor do passado, mas é ao mesmo tempo o construtor do futuro. O presente será no futuro apenas uma lembrança para os personagens do hoje. E estes lamentarão a transfiguração das paisagens, exatamente como a nossa geração o faz agora. E assim o ciclo da vida vai moldando as memórias das gerações. Devemos dar graças por termos muito de bom a lembrar. E isso nenhum progresso conseguirá apagar. Nossa memória sempre nos dará momentos de devaneios, de sonhos, de lembranças saudáveis e inesquecíveis. 

Biografia Antônio Benício de Queiroz

 Foto: acervo familiar
Contribuição Daniela Queiroz

Circulando pelas ruas de Custódia, poucas pessoas sabem que as principais obras públicas municipais passaram pelas mãos do sr. Antonio Benicio Queiroz. 

Nascido em Custódia, dia 18 de Março de 1918, era filho do casal Ozório Benicio de Queiroz e Tertulina Maria de Jesus. 

Irmão de João Benicio de Queiroz (Joãozinho Benício), Quitéria Benicio de Queiroz e Maria Benicio Siqueira e Diocleciano Benício de Queiroz (Doca). 

Ainda jovem ao lado do pai participou da construção da Matriz de São José, também pedreiro. 

Casou com Anália Bezerra Queiroz

Desse casamento tiveram 05 (cinco) filhos: Severino Bezerra Queiroz (Severino do Rádio), Maria José Bezerra Queiroz, Almir Bezerra Queiroz, Almira Bezerra Queiroz e Maria José Bezerra de Queiroz Melo

Continuou trabalhando como pedreiro, responsável, honesto e dedicado foi promovido a mestre de obras. Deixando o seu legado em suas obras, destacando-se: Unidade Mista Elizabeth Barbosa, Colégio Ernesto Queiroz, Cadeia Pública, o antigo matadouro (atual Fórum), Prefeitura e Câmara de Vereadores, além do Mercado Público, Assembléia de Deus, Ponte da Inocêncio Lima, Praça Padre Leão, Cemitério, ponte antes de Sítio dos Nunes, e a primeira residência de dois pavimentos na cidade, o prédio da Farmácia Pereira. Sempre pioneiro com seu pai. 

Trabalhou na gestão dos prefeitos: Zé Florêncio, Ernesto Queiroz, João Miro, Luizito, Djalma, Belchior, Zé Esdras e Nemias Gonçalves. 

Deixou seu legado para a população Custodiense com importantes construções. 

Foi um ótimo filho, pai, avô e irmão, querido por todos que chegaram a conviver com ele. 

Deixando uma grande riqueza honestidade para seus filhos e netos. 

Netos: Maria do Socorro Queiroz, Francisco Cavalcante de Queiroz, Aruza Cavalcante Queiroz, Airon Cavalcante, André Cavalcante de Queiroz, Valmira Queroz, Valdoilson Queiroz, Valquirio Queiroz, Vanuza Queiroz, Valdenia Queiroz, Rosangela Queiroz, Ana Maria Bezerra Queiroz, Jozelito Bezerra Queiroz (falecido). Dario José Queiroz de Melo, Davi Queiroz de Melo e Daniela Queiroz de Melo. (Gêmeos)

Bisnetos Jonatha Marcílio Queiroz Caldas, Jessica Queiroz Caldas, Thaise Queiroz Bitencourt, Daiene Melo, Driely Melo, Jefferson Rhiddan Freire, Rebeca Freire, Ana Luíza, Adarcia Cavalcante e Azafi Cavalcante. 

Tataranetos: Gabriele, Gabriel, e os demais que estão morando em outro estado.

Faleceu em 04 de Agosto de 1997, aos 79 anos de idade.

Foi homenageado com um nome de uma rua, no Bairro da Redenção. 

R. Antônio Benício de Queiroz
Custódia - PE, 56640-000


Um homem que literalmente participou das principais construções de Custódia.

30 dezembro, 2020

Amanhã tem AUTO DE NATAL

 


Amanhã às 20h, exibiremos a mais conhecida e recontada história de amor que mudou a contagem do tempo e a vida de milhares de pessoas: 

O Nascimento de Jesus Cristo, O Rei dos Reis.

Links para assistir:

https://www.facebook.com/cifrinha.fb/
https://www.facebook.com/plinio.fabricio.79


28 dezembro, 2020

Custódia vive em mim! Jussara Burgos

Texto: 
Jussara Burgos
Luziânia-GO
Dezembro/2020

Só existe uma palavra que define essa foto: HARMONIA! 

A beleza arquitetônica da praça e da matriz se completam. Em cima da casa paroquial havia um galo marcando os pontos cardeais . 

Eu fazia uma longa caminhada para  ir a escola, andava do sítio de Dona Nita até o Grupo Escolar General Joaquim Inácio e passava atrás da casa paroquial que era o meio do trajeto. Ali estava o galo apontando rumos. Eu gostava tanto de ver aquele galo que comprei um para por comieira  de minha casa. Continuo andando em busca dos saberes e um galo me mostrando caminhos para ser feliz.

Batinha querida (Auta Lins) me contou que nasci na Farmácia Pereira. Ela, Mãe Corina e uma parteira chamada Maria Bigode estavam presente. Na hora que nasci os sinos da matriz tocaram chamando os fiéis para a missa do Dia de Todos os Santos. Era um domingo primaveril, dia primeiro de novembro do ano da graça de Nosso Senhor de 1953 ás oito horas.

Nessa igreja fui batizada, fiz minha primeira comunhão, casei pela primeira vez, também minha filha foi batizada. Embora não seja católica mas não posso negar que esse templo de Deus faz parte de minha história .

Agradeço ao Pai Celestial  por  ter nascido nesse lugar que amo e agradeço minha família por ter sido e continuar sendo meu porto seguro.

Custódia vive em mim!

27 dezembro, 2020

Dia 31 tem AUTO DE NATAL no CIFRINHA.


Dia 31 de Dezembro às 20h, o CIFRINHA exibirá a mais conhecida e recontada história de amor que mudou a contagem do tempo e a vida de milhares de pessoas: 

O Nascimento de Jesus Cristo, O Rei dos Reis.

Links para assistir:
https://www.facebook.com/cifrinha.fb/
https://www.facebook.com/plinio.fabricio.79

Biografia Chico dos Correios

Foto e Biografia: Acervo Familia
Francilene Pereira
Custódia-PE
Dezembro/2020

Quem de Custódia não recorda de Chico dos Correios?

Nascido em 17 de Setembro de 1958, Francisco de Assis Chagas Pereira, filho do casal Sebastião Pereira da Silva e Maria Luiza da Silva.

Seus pais tiveram 21 filhos, onde apenas oito criaram-se, foram eles: Zezito Pereira, Reginaldo, Genedite, Rivaldo, Jeanete, Maria de Lourdes, Francisco e Socorro. O casal era servidores públicos.

Desde cedo, Chico começou a trabalhar, foi funcionário em mercearia de Dezinário Rezende (clique no nome para ler a biografia).

Estudou no Colégio Técnico Joaquim Pereira, curso de Contabilidade. Casou em 1984 com Rosilene (Lena). Desta união vieram 3 filhos: a primogênita Francilene, Kelly Jayanne e Pablo Neruda. Por sinal, o nome do filho caçula foi uma sugestão do se amigo e professor, Dr. Pedro Pereira, na época Diretor.

Tornou-se uma pessoa bastante popular na cidade pelo seu trabalho como Carteiro, na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Daí o apelido carinhoso de “Chico dos Correios”. Empresa que trabalhou durante 26 anos, até o seu último dia de vida.

Morou boa parte da juventude na rua 11 de Setembro, centro da cidade, depois que casou fixou residência no bairro Polivalente, na rua José Gorgonho da Nóbrega

Gostava muito de futebol, não escondia sua paixão pelo Santa Cruz de Recife.

Era apelidado na juventude de Carcará. Um de seu passatempo predileto era ouvir música, os cantores prediletos eram Nelson Gonçalves e Amado Batista.

Faleceu dia 04 de Janeiro de 2006. Foi homenageado com nome de rua, no bairro que residiu seus últimos dias de vida. 

26 dezembro, 2020

Sou saudosista sim - Flávia Epaminondas

Foto: Prefeitura Municipal de Custódia
Texto: Flávia Epaminondas
Custódia
Dezembro/2020

Sou saudosista sim, e gosto de ser, pois sempre achei que quem não tem passado, não tem futuro.

Ontem passando pela praça Padre Leão senti um aperto e um vazio na imenso no meu coração... 

A praça estava impecavelmente decorada, mas vazia de gente. 

Senti um aperto no peito cheio de saudades, saudades das barraquinhas vendendo beira seca com "ki-suco" em garrafas de refrigerante, do amigo Jove (Joventino) e do sorriso doce de dona Anaurelina, da barraca de Zé de Arnoud tocando Roberto Carlos e Fevers na vitrola, das canoas, do Juju de Téa, da Onda com Louro empurrando e pegando carona, de "seu" Domingos Góis vendendo balão 🎈 de gás, da missa do Galo na calçada da igreja, do re-encontro com amigos que moravam fora, dos paqueras, das paixões platônicas, dos abraços apertados e despretensiosos. 

Meu Deus como era bom...

Mas tudo passa, tudo muda e tem mesmo que mudar, para vivermos novos tempos.

Flávia Epaminondas
Publicado em sua página do Facebook


19 dezembro, 2020

Origem dos Tenórios do Sul do País - Luizinho Tenório

Foto: Acervo Familiar


Recentemente foi levantado por um colaborador deste blog um questionamento sobre qual seria a ligação de minha família com Henrique Tenório de Melo, vulto da história de Custódia, dado o lugar de destaque que o amigo Paulo Peterson tem generosamente nos dado, estreitando, assim, nossos vínculos com nossa saudosa terra natal. 

Pois bem, meu nome, Luiz Tenório de Melo, foi escolhido por minha avó paterna, em homenagem ao velho coronel Luiz Tenório de Melo (Dodô). Quando estive visitando Custódia em meados dos anos 90 conheci, somente em Quitimbú, outros seis Luiz Tenório de Melo, todos batizados com esse nome pelo mesmo motivo. 

O Coronel Luiz Tenório de Melo, Dodô, era tio de minha avó paterna Maria Tenório de Melo. Foram criados na região de Mimoso-PE, ela era prima em primeiro grau de Henrique Tenório de Melo, filho de Luiz, tendo herdado até mesmo o apelido do pai. 

Luiz Tenório de Melo fundou o Distrito de Quitimbú e juntamente com padres jesuítas fundaram Custódia, que recebeu essa denominação porque existia no lugar, que era um ponto de boiada e uma pensão, uma senhora de nome Custódia, entretanto existe uma outra versão de que tal nome se deu para homenagear os padres que estavam custodiados, porque estavam fugindo da inquisição. 

Como se pode verificar, Quitimbú é mais antigo que Custódia, tendo sido sede da Lagoa de Baixo, hoje Sertânia. 

O filho mais velho do coronel Dodô, Henrique, tinha seis irmãos, se não me falha a memória, entre homens e mulheres. Foi casado, mas não teve filhos biológicos, adotou alguns, que para ele eram mais que filhos ... assim dizia! 

Maria Tenório de Melo, minha avó, conforme citei acima, casou-se com Gabriel Ferreira Arcanjo. Deste matrimônio nasceram nove filhos, sendo cinco mulheres e quatro homens. As mulheres são: Maria Tenório Veras (apelidada de Mocinha, apelido que a acompanhou até sua morte em avançada idade!); Solidade Ferreira Cirilo; Rita Tenório da Silva, Antonia Tenório da Silva, já falecida; e Francisca Tenório de Melo, que vive em Afogados da Ingazeira. Os homens são: José Tenório de Melo, foi delegado de polícia em Custódia na década de 40 e comerciante próspero de secos e molhados em Novo Cravinho-SP, distrito de Pompéia, onde faleceu; Antonio Tenório Sobrinho, foi vereador em Custódia na década de 40 e comerciante em Quitimbú, Rosalia-SP e em Cassilândia, sempre no ramo de secos e molhados, assinava sobrinho em homenagem a um tio do mesmo nome; Sebastião Tenório de Melo, falecido em Rondonópolis-MT, onde morava; e Joaquim Tenório Sobrinho, que também assinava sobrinho em homenagem a um tio. 

Deter-me-ei com maior acuidade ao último rebento por uma questão óbvia, trata-se de meu saudoso pai. Joaquim foi o primeiro da família a migrar para o sul, embora nunca tivesse deixado de proclamar sua paixão por sua terra. A circunstância, porém, assim o exigia, não chovia naquela região há algum tempo e desta forma tornou-se ele mais um retirante da seca. Foi vaqueiro, agricultor, comprador e vendedor de caprino e suíno, além de marchante (açougueiro) em Quitimbú; trabalhou em lavouras da região de Novo Cravinho, distrito de Pompéia-SP e no município de Marília. Mudou-se para Mato Grosso uno no ano de 1955, seu destino desde que saiu de sua terra natal, o que não aconteceu no primeiro momento porque o dinheiro findou-se por completo em São Paulo-capital, tendo sido obrigado a procurar na Estação da Luz o serviço de migração e de lá, acompanhado da esposa grávida e dos filhos Luizinho e Marizalve, tomar outro rumo e não o que projetara inicialmente. 

Chegou a Cassilândia tempos depois, no dia 12 de abril de 1955. Sua família havia proliferado (coisas do sangue nordestino) haviam nascido mais três filhos: Lourdes, Cícera e Francisco de Assis, nascidos no interior do Estado de São Paulo. Deu uma volta na cidade, quando pode verificar não existir nenhuma carroça para fazer frete, sem pensar muito voltou ao interior de São Paulo, mais precisamente na cidade de Rubiácea, adquiriu uma com animal e tralha e rumou de volta a Cassilândia. Lá se foram 10 dias de viagem, dormindo ora embaixo da carroça ora em galpões ou paióis de fazendas. 

Assim que retornou, iniciou o trabalho duro juntamente com seu filho mais velho, Luizinho; poucos dias depois estava de volta a Rubiácea para comprar outra carroça, o que foi feito sucessivamente durante 18 meses, período em que comercializou algo em torno de 40 destes veículos, tendo adquirido recurso suficiente para comprar um sítio, loteá-lo e homenagear seu estado de origem dando o nome do novo bairro de VILA PERNAMBUCO - o maior da cidade. Comprou fazendas, chácaras, sítios, gado, jipes, caminhonetes, caminhões e até aviões. Também foi o primeiro corretor de fazendas de Cassilândia. 

Foi vítima de um acidente de avião quase fatal, no dia 02 de julho de 1968, no aeroporto de Ribeirão Preto-SP. Inexplicavelmente a aeronave caiu logo após decolar. Passou meses na UTI, teve seu rosto completamente deformado, o que não pôde ser corrigido a contento por cirurgias plásticas, dada a gravidade do acidente. Ainda assim não se deixou abater, dado seu carisma e coração devotado ao bem de seu próximo, tornou-se político por imposição do povo. 

É, até hoje em dia, proporcionalmente o vereador mais votado da história de Cassilândia, obteve 35% dos votos válidos em sua primeira eleição. Para que tal votação seja superada, hoje, são necessários algo em torno de 4.500 votos! Foi Presidente da Câmara Municipal, uma vez vice-prefeito e duas vezes prefeito. 

Maria Tenório de Melo, minha avó, a prima de Dodô, faleceu aos 77 anos, no dia 15 de abril de 1962, em Volta Redonda-RJ, vítima de um acidente, quando retornava ao estado de Pernambuco, depois de uma visita aos filhos em São Paulo e Mato Grosso, respectivamente. Ela pretendia fazer uma visita ao seu primo Tenório Cavalcante, o lendário “Homem da Capa Preta”, em Duque de Caxias, para onde seguia antes de voltar para sua terra, vez que na adolescência residira por aproximadamente 4 anos na pequena propriedade rural de seu tio, pai de Tenório, de quem a mesma cuidou. 

Acalentava o sonho de conhecer um avião, achava, conforme ela mesma dizia: interessante ver aquelas máquinas voando como pássaros. Seu filho, Joaquim, sabendo disso a esperou em Jales-SP, no final de 1961, com um avião de sua propriedade. Lembro-me, como se fosse hoje, de lhe perguntar se havia gostado da viagem, ela respondeu que adorara, mas que havia ficado mouca (surda). Este foi o primeiro e único reencontro de Maria Tenório com Joaquim e sua família, dado o desfecho no Rio de Janeiro. 

Os contatos anteriores a esse reencontro eram apenas por correspondência, via cartas, que demoravam de 30 a 60 dias para chegarem ao seu destino. O sistema de telefonia (interurbano) praticamente não existia, quando muito se falava de uma capital para outra ou de uma cidade grande para outra também grande, com demora nunca inferior a 10 horas. 

O interurbano chegou a Cassilândia somente nos idos de 1976, com Pernambuco na prefeitura, quando fez questão que o então Pároco da cidade, Pe. Jhon Pace, fizesse a primeira ligação internacional para um parente residente em Washington, capital dos EUA. Na sequência, ele próprio ligou para o último governador de Mato Grosso uno, o sergipano José Garcia Neto, em Cuiabá. 

Dois dos filhos de Joaquim Pernambuco enveredaram na política, eu, Luizinho Tenório, em Mato Grosso do Sul; e o caçula, Francisco de Assis Tenório, no Mato Grosso. As filhas são educadoras e também moram em Cassilândia. Concomitantemente a política, fui Fiscal de Rendas até me aposentar e hoje, enquanto economista, presto consultoria a diversas empresas, câmaras e prefeituras. Assis é empresário do setor madeireiro com atividades em diversos Estados do país. 

Espero ter sido o mais esclarecedor possível, é muito bom, mesmo que a distância, sentir-me com um pé em minha terra, em meu berço! Aos conterrâneos custodienses um abraço fraterno do sempre sertanejo.

Luizinho Tenório