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30 julho, 2023
Livro Gandavos - Contando outras histórias
Capa do livro Gandavos - Contando outras histórias. ilustração de Edmar Sales.
O Blog Gandavos conta com vários escritores que colaboram ou já colaboraram com o Blog Custódia Terra Querida, são eles:
Carlos Lopes(idealizador), José Carneiro(In memoriam), Fernando José(In memoriam), Jorge Farias Remígio, José Soares de Melo, Sevy Oliveira, Jussara Burgos e Jaílson Vital.
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11 abril, 2022
O ressurgimento do Grupo Teatral Os Gândavos - por Carlos Lopes
Como falei anteriormente em matéria publicada neste blog (Sobre o Grupo Teatral Astecas), no dia seguinte da apresentação de Pluft o Fantasminha, de Maria Clara Machado, Paulo Andrade me procurou na saída do cinema, dizendo-se satisfeito com nosso desempenho e queria contribuir com o grupo. Estava nascendo ali um novo Grupo Teatral. Aliás, o ressurgimento do Grupo Teatral Os Gândavos, fundado inicialmente por Domingos Sávio, Fernando José, Jussara Burgos, Antônio Remígio, entre outros.
Paulo Andrade chegou a nossa cidade como um dos funcionários pioneiros do Banco do Brasil, provindo de Caruaru, onde foi engajado na arte de representar e em outros trabalhos comunitários. A partir deste momento os ensaios passaram a ser elaborados, inclusive com marcação de palco. Paulinho não só trouxe de sua cidade natal um empilhamento de ensinamentos, mas também sua ilustre esposa que se incorporou ao grupo na peça: “Morre um Gato na China”. O elenco foi composto pelo próprio Paulo Andrade no papel de Gastão, Célia Regina como Liane, cabendo a mim o personagem Sérgio, enquanto Antônio Remígio nos dava segurança no ponto.
¨Morre um Gato na China”, foi encenada no Centro Lítero Recreativo de Custódia, em primeira instância, no dia 23 de novembro de 1977. A obra prima de Pedro Bloch ficou encravada na história da dramaturgia local como a mais sucedida montagem e também como a única capaz de arrancar lágrimas da pláteia. A peça ainda foi levada às cidades de Monteiro na Paraíba e a Serra Talhada, onde foi encenada no Colégio Nossa Senhora de Fátima.
A segunda metade da década de setenta é positivamente o expoente maior da cultura custodiense. Além das tantas peças montadas por membros da própria comunidade, naqueles anos recebemos o ilustre fenômeno Nino Honorato com os monólogos: “As Mãos de Eurídice”, “Esta Noite Choveu Prata” e “A entrada de Lampião no Inferno”. Através de Paulo Andrade veio de Caruaru as peças “A Segunda Virgindade”, e a premiadíssima “Rua do Lixo 24”, apresentada em 21 de janeiro de 1978, pelo Grupo Feira de Caruaru, do próprio Vital Santos.
Com este grupo nascia também uma consciência coletiva no teatro custodiense. Esta mudança de mentalidade foi constatada durante e após as apresentações de ¨A Entrada de Lampião no Inferno,¨ e “A Segunda Virgindade.¨ Ou seja, as pessoas em sua maioria iam às peças por ser ¨uma novidade¨ mas não assimilavam bem o conteúdo. A partir daquele momento decidimos que os textos seriam de criação do próprio grupo.
Sob a direção de Paulinho, no dia 6 de março de 1978 fizemos três apresentações da peça de minha autoria “Como é Difícil Viver”, nos colégios: Técnico Joaquim pereira, Padre Leão e Joaquim Inácio. Logo no final da primeira apresentação, a estudante Leny ao ser entrevistada respondeu: “Gostei porque entendi”. A esta altura contávamos com os atores Fátima Ferreira, Magdália Chavier, José Wilson, Luciano Washington, Lúcia Maria, Luís William e Angélica Ferreira. No dia 3 de maio de 1978 estreamos: “Pedido de Casamento”, também de minha autoria. A partir daí compus mais seis peças: “Uma Vaga de secretária”, “Autarquia”, “O Filho Pródigo”, “Um caso Diferente”, “Rua Torta” e “O Ladrão que Nada Roubou”.
A exemplo da geração anterior chegara a hora de nos tornamos cidadãos do mundo. Paulo e Célinha se mudaram para Gravatá. Outros como eu, desceram ao nível do mar buscando faculdades e empregos. No apagar das luzes, com Marleide Espídola, Fátima Ferreira, José Eugênio, José Assis e uma gama de excelentes colaboradores, fundamos um jornal de circulação mensal sob o título “O Grito”, e assinei matérias em duas edições do Jornal Custódia Hoje.
Autor: Carlos Lopes - Olinda/PE
09 janeiro, 2022
Grupo Teatral Os Gândavos
Grupo de teatro custodiense OS GÂNDAVOS.
Foi encenada com o Título ¨Égua Gorda¨ em 03 de maio de 1978, no Colégio Técnico Joaquim Pereira, horas antes houve uma apresentação na Escola Municipal Padre Leão.
No dia 19 de agosto de 1980, no Centro Lítero Recreativo de Custódia, como parte da programação da Primeira Semana Cultural de Custódia. Se chamava ¨Pedido de Casamento¨ e contava com um tempo de duração, de uns 70 minutos.
Blog Família Lopes e Santos
21 dezembro, 2021
Retórica Sentimental - Surgimento do grupo Os Gândavos (autor Fernando José)

Retórica sentimental
Corria o ano de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1974 quando da origem de Os Gândavos, que se deu no final do referido ano com a peça “Loucuras em um São João”. Uma obra adaptada pelos alunos da 4ª série do Ginásio Municipal Padre Leão, tendo como finalidade coroar com êxito o término do curso ginasial. Conclusão obtida com muito esforço, pois naquela época, ensino era coisa séria. Essa peça veio do cordel “Coco verde e melancia” que sofreu sérias modificações feitas por nós. Cada um dava uma ideia, transmudando-a em uma nova engraçada comédia. A peça foi um retumbante sucesso, leve-se em conta que na época inexistia em Custódia a máquina de fazer doido (televisão).
Naquele tempo os meios de comunicação eram limitados, entretenimento mais ainda. Qualquer atração artística fazia enorme sucesso (circo, cinema de 16 mm de Zé das Máquinas, shows de auditório de Zé Melo no C.L.R.C). Tudo isso atraía muitos expectadores.
Insuflados por esse êxito momentâneo, resolvemos dar continuidade a atividade teatral. Aí surgindo como por acaso e de formação espontânea “Os gândavos”, termo descoberto por Domingos em uma de suas muitas viagens psicodélicas pelas páginas do “pai dos burros”, como se dizia na época (dicionário). As pequenas letras do dicionário fez Domingos ler gângavos em vez de gândavos, na realidade gandavos. Prevalecendo a palavra gândavos por sua eufonia em relação ao hino do grupo teatral, como acertadamente relata Celêdian em seu texto.
No lusco-fusco de um fim de tarde, inspirado pelo ocaso, Domingos compôs em parceria com Tonho Remígio o hino de Os gândavos, cantado antes das apresentações por todo elenco do grupo teatral. Em seguida, o pano se abria e começava o primeiro ato.
Entre os muitos talentos que compunham a trupe, o que mais admirava era Domingos por sua capacidade criativa e de improvisação, como se tivesse vivido uma formação circense. Fraco nos ensaios e um gigante nas apresentações (que Deus o tenha!). Lembro-me de um fato surreal na cidade de Iguaraci: teatro completamente lotado, o ator principal tem um coma alcoólico devido a um pileque homérico, chega carregado nos braços dos colegas minutos antes da apresentação causando pânico geral em todos. Domingos salvou a situação substituindo-o em atos divinos de improviso (até hoje não sei onde ele foi buscar tanta criatividade) Com essa façanha cai o pano.
Fim do primeiro ato.
Tudo começou como uma simples brincadeira. Tínhamos como referência primeira o teatro dos circos mambembes que em suas peregrinações quase messiânicas, naqueles tempos, percorriam as vilas, povoados e pequenas cidades deixando uma forte impressão em suas apresentações. Mesmo depois de ter ido embora os bordões usados pelos palhaços no coroamento das piadas eram repetidos pela população como hoje se repetem os bordões deixados pelas novelas.
Os pequenos circos que povoavam nosso imaginário dividiam o espetáculo em duas partes: palco e picadeiro. Começava no picadeiro com apresentação de equilibristas, malabaristas, contorcionistas, mágicos, números de trapézio (sem rede de proteção), palhaços engraçados que destilavam piadas picantes fazendo enrubescer o mais sisudo dos expectadores. A máxima conhecida era: quanto menor o circo mais “escrotos” eram os palhaços.
A segunda parte era a peça teatral. Geralmente comédias escrachadas ou românticos dramalhões. As comédias humorísticas protagonizadas pelo palhaço principal tinham começo, mas às vezes não tinham fim. Então eles usavam um artifício bem conhecido da plateia que era terminar a peça com fogo. Consistia num artista correr atrás dos atores com um archote aceso. Todos saíam em debandada enquanto o pano caía.

Existiam números que se repetiam em quase todas as trupes que chegavam. O “piano” era um caso clássico. Quando começava o quadro, a plateia, pressentindo o que vinha, gritava em uníssono: “o piano, o piano, o piano” e eles às vezes pegos de surpresa, embaralhados, encaixavam um novo tema em cima. Algumas companhias sem essa habilidade simplesmente concluíam o quadro do piano, que era engraçado, porém muito repetido.
Anos depois, conversando com o palhaço Chumbrega indaguei sobre a repetição dos números em todos os circos. Disse ele: “Os números são iguais, a diferença é a fascinante habilidade de cada palhaço.”
A arte primária que representava o circo do palhaço Pinicolino foi uma grande síntese dessa atmosfera mágica que não existe mais. Essa foi uma das nossas inspirações.
Apesar de ter nascido de forma ingênua e espontânea, Os gândavos posteriormente foi influenciado pelo grupo teatral "Disparada" da vizinha cidade de Sertânia (que era um grupo mais cabeça). Além do teatro, do qual meus dois primos fizeram parte, o "Disparada" possuía um jornal próprio, crítico e irônico nos moldes de "O pasquim". Afinal, era época da ditadura.
Os alunos da quarta série ginasial constituíam o grupo central da formação original de Os gândavos. Além de alunos de outras séries e de professores como Jussara, que fez parte da direção e do núcleo criativo do grupo, que eu lembre, faziam parte meus primos- os irmãos Tonho e Jorge, Paulo de Zezinho Batista, Jéfferson, Gílson Pereira, Pedro de Dona Pura, Carlos Lopes, Janete, Fátima, Soneide, Evanúzia, figurantes das demais séries e outros dos quais não me vêm à memória..
Depois de quase quatro décadas, para meu espanto, quem sabe o destino proporcionou um inusitado encontro. Nós que fizemos parte do grupo original! Esse momento parece mágico, tão emocionante quanto estar em atuação num palco iluminado. Além das pessoas do grupo original (tão distantes), autores desse imenso país (distantes também) se unem sob o nome Gândavos, um encontro para mim antes impensável.
Lembro-me de uma apresentação no colégio de Dr. Pedro. Que belas recordações!

Enquanto a peça rolava, tinha-se o fundo musical “Rosamund” de Franz Schubert , que dava um ar de atemporalidade ao momento. Vieram outras peças: Rua do lixo, 24, de Vital Santos; Morre um gato na China ou Uma janela para o céu (Pedro Bloch) e outras que adaptamos de sketches e de outras obras, dentre as quais, o drama familiar que começava com a frase de Leon Tolstoi “Todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes são infelizes cada uma a sua maneira” cujo título não consigo lembrar, pois parte dessas recordações se perdeu nas noites do tempo, nos recônditos mais sombrios das sinapses cerebrais. Porém algo ficou para sempre. Uma lembrança doce daqueles tempos ingênuos que jamais poderei esquecer.
Enquanto o pano cai.
Texto e foto: Fernando José (Gândavos)
Acesse outro texto sobre a origem do grupo teatral Os gândavos: Clique Aqui
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07 dezembro, 2021
Ô coisa boa da peste! - (Gândavos)
Autor: Jailson Vital - Custódia/PE
Coisa boa de se ler...
A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma ideia. Coisas do português.
A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?".
Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego). Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha.
Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha.
Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.
Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!"
Devido lugar: "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro. "Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.
Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta"Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).
Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim!
Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus".
Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima". Mas a "coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"), e A Banda, de Chico Buarque ("Pra ver a banda passar / Cantando coisas de amor"), que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou.
Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro".
Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquecem, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas.
Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal, "são tantas coisinhas miúdas"). Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai"). Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa...Já qualquer coisa doida dentro mexe." Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem."
Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.
A coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai." Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas!
Coisa à toa. Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".
Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para ser usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e
outras cositas más.
Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda.
Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento: "amarás a Deus sobre todas as coisas".
ENTENDEU O ESPÍRITO DA "COISA" ?
Gente, ótimo final de semana! Eta,
COISA boa
Texto de Propriedade do Blog Gândavos -
http://gandavos.blogspot.com.br/2013/04/coisa-boa-de-se-ler.html
http://gandavos.blogspot.com.br/2013/04/coisa-boa-de-se-ler.html
06 abril, 2016
Um escritor na CEHAB
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Talvez apenas palavras não sejam suficientes e significativas que me permitam agradecer a homenagem que hoje recebi da Cehab e Secretaria de Habitação. Porém apenas posso me expressar através da limitação de minhas palavras. Sou grato aos gestores e aos servidores, com quem divido sonhos, experiências e conquistas, em especial às jornalistas, Tarciana de Carvalho que me entrevistou, e a Danielle Coutinho Cavalcante que fez fotos para a homenagem. Enfim, agradeço do coração a cada um de vocês que sempre estiveram comigo a cada livro publicado. Cada qual à sua maneira, sempre recebi sugestão, um pormenor virtuoso, uma ideia a ser incorporada no baú das minhas criações.
Sempre procurei escrever e descrever sentimentos, verdades e imaginação, a fim de atingir cada leitor, pois cada história pode ser um abraço, uma celebração da nossa festa interior.
Saibam, o que sempre me encorajou, foi olhar para o lado e ver pessoas amigas presentes. São essas pessoas que nunca nos deixam desanimar. Amigos que nos dão palavras de coragem e eu tive a sorte de encontrar vocês.
Certa vez ouvi uma frase mais ou menos assim: "A medida do reconhecimento é dada pelo quanto você ajuda as pessoas a conquistar". Quando lancei a série Gandavos, meu maior objetivo foi o de tornar mais acessível a várias pessoas, a publicação de seus textos, usando as oportunidades que a internet nos oferece.
Os agradecimentos são tantos e tão profundos, que a melhor forma de retribuir que encontrei, foi sempre dar o máximo de mim em cada obra publicada. Assim, ao folhear cada página, o leitor se sentirá abraçado por meio de minhas palavras e dos sentimentos nelas expressos.
Carlos Lopes
para adquirir os livros, acesse o blog Gandavos ou pelo e-mail: gandavos@hotmail.com
-> Blog Gandavos
Carlos Lopes
para adquirir os livros, acesse o blog Gandavos ou pelo e-mail: gandavos@hotmail.com
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19 novembro, 2014
Promoção: Adquira livro GANDAVOS - TERCEIROS CONTOS

Até o dia 30/11 você adquire o livro Gandavos - Terceiros Contos, por apenas R$ 13,00 (já incluído o envio). Envie sua solicitação pelo endereço: gandavos@Hotmail.com
13 setembro, 2014
Vamos escolher o título do livro?

Já temos a ilustração da capa do livro Gandavos 5; também escolhemos a cor azul cobalto para capa... Só falta o título. Vamos votar até o dia 25/09/2014, e definir qual entre as opções abaixo, será o desejo da maioria. Ah! Até o dia 18/09/2014, você pode incluir outras opções...
Sugira e vote comentando nesta matéria, ou no endereço: gandavos@hotmail.com.
Por fim, votação aberta aos autores e leitores.
Título 1 - Gandavos – Rabo de gato e olho de cão
Título 2 - Gandavos - Amor desinteressado
Título 3 - Gandavos – Quem ama quem?
Título 4 - Gandavos – "É o bicho!"
Título 5 - Gandavos – HumANIMAL
Título 6 - Gandavos – O homem e seus bichos
Título 7 - Gandavos – Histórias Animais
Título 8 - Gandavos – Uma questão de estimação
Título 9 - Gandavos – Nós e eles: Todos somos animais
Título 10 - Gandavos – Um bicho para chamar de meu
Título 11 - Gandavos – Soltando o verbo e os bichos
Título 12 - Gandavos – Os humanos e seus animais
Título 13 - Gandavos – Animais de estimação
Título 14 - Gandavos – Ração e Emoção
11 setembro, 2014
A capa do livro: Gandavos 5

Esta é a capa de Gandavos 5 - Encantadores de Histórias, arte de Edmar Sales. Breve mais detalhes.
29 abril, 2014
Livro GANDAVOS - Encantadores de Histórias acaba de chegar a editora


Depois de alguns meses de espera, chegou finalmente nosso livro: “Gandavos - Encantadores de Histórias.” O livro surgiu como recompensa aos esforços de vários autores, que a partir de uma ideia pintaram sobre escombros, histórias girando na mesma órbita de um lugarejo abandonado, no Sertão pernambucano.
Informo que em breve, os livros serão enviados aos respectivos autores que participaram desta edição. Para que os leitores tenham a oportunidade de adquirir o livro autografado, basta se dirigir a qualquer um dos autores através das suas páginas ou endereços de contato.
Obrigado aos autores pela confiança.
Uma boa leitura a todos.
Carlos A Lopes
Blog Gandavos
23 abril, 2014
Mais um livro Gandavos à caminho
Os admiradores da série GANDAVOS, obra idealizada por Carlos A. Lopes, falta muito pouco para a editora CEPE entregar o livro GANDAVOS - ENCANTADORES DE HISTÓRIA. O livro é o quarto da coleção, conta com escritores das mais diversas regiões do nosso país, de Custódia, temos a participação de Jussara Burgos. A ilustração da capa, mais uma vez ficou a cargo de Edmar Sales.
BLOG: GANDAVOS
21 março, 2014
Vida e morte! (especialmente para o amigo Carlos Lopes, do Blog Gandavos)
Autor: Carlos Costa
Para o amigo Carlos Lopes, pelo falecimento de seu pai.
Também conheci seu pai, o Zé das Máquinas. Não como eu gostaria de tê-lo conhecido porque passei em seu Estado, Pernambuco, mas ele já estava internado e você, amigo e companheiro, cuidando dele. Como bom filho, você deu de presente, o livro com as memórias dele, ainda em vida, no dia de seu aniversário. Eu, modestamente, tive o orgulho de prefaciá-lo.
Nas entrelinhas de sua obra “A saga de um Pedro – amor e luta traçando destinos”, observei cuidadosamente o grande amor com a qual descrevia as memórias de seu José dos Santos Gonçalves, conhecido como “Zé das Máquinas".
Mesmo abalado e talvez inconsolável pela perda de seu pai, quero que você compreenda que na vida um sol tem que morrer porque um outro em seu lugar, precisa brilhar também. Não quero dizer que o amigo não tenha alcançado brilho próprio!
Tudo bem que pode parecer simplória minha definição da lei natural de vida e morte.
Mas é assim que tem que ser, queiramos ou não. Ninguém poderá mudar essa realidade. Podemos, no máximo, nos preparar para recebê-la, como venho fazendo há 7 anos. Mas, confesso amigo, nem eu mesmo sei se estarei preparado e seguir junto do criador de todas as coisas! Acho que não estarei e meus amigos com certeza lamentarão minha partida. De certo dirão que parti tão jovem ainda, como é comum acontecer; ou dirão que teria o direito de viver um pouco mais. Mas DEUS me deu 11 chances de viver entre vocês, me permitiu viver ainda de forma produtiva e relativamente feliz porque ninguém pode se dizer feliz vivendo sempre dopado por remédios diários.
A vida é dual, sempre foi. Para que exista a morte, é porque em algum momento existiu vida, se não a morte do que não teria sido gerada como também não poderia ser explicada.
Receba meu abraço fraterno, amigo, Carlos Lopes, de uma pessoa que conheceu seu pai pelas suas descrições e pelo prazer que tive de apresentar sua magnífica obra “A saga de um Pedro – amor e luta traçando destinos”.
Despeço-me com carinho do companheiro que me resgatou do fundo do poço de meu próprio desconhecimento e me fez o que sou hoje: ainda nada!
Autor: Carlos Costa - Manaus/AM
Blog do autor: http://carloscostajornalismo.blogspot.com/
Publicação postada no Blog Gandavos.
05 janeiro, 2014
[Blog e Livro Gandavos] Editor pernambucano une Recife e Bom Despacho
Carlos Lopes tornou-se conhecido e amigo de bom-despachenses pelo milagre da internet e pelos caminhos da Literatura. Isto aconteceu via Geraldo Rodrigues da Costa - Geraldinho do Engenho - o escritor da cidade com maior número de livros publicados - creio que são oito no total, o que realmente se constitui em um grande trabalho e uma proeza editorial do Geraldinho.
O computador ligou Bom Despacho ao Recife e o Geraldinho ao Carlos Lopes. E foi através desse encontro e dessa amizade virtual, que não só nosso contista e cronista maior mas também o Dilermando Cardoso, outro renomado autor de nossa terra, chegou às páginas dos livros editados pelo pernambucano Carlos Lopes.
Acompanhem o precioso depoimento da escritora Maria Olímpia de Melo, sobre o editor e sua obra.
"Existem várias maneiras de comemorar aniversário - para comemorar o primeiro ano de existência do Blog Gandavos - os contadores de histórias, Carlos Lopes, seu fundador, escolheu uma maneira bem adequada. Reuniu um grupo de amigos escritores de várias partes do País Brasil para que fizessem o que mais sabem e gostam: contar histórias e reuni-las em um livro que mostrasse toda a alegria e dedicação que seus autores tiveram ao escrevê-las. As histórias refletem a vivência amorosa e sensível dessas pessoas de lugares diferentes e distantes unidos pela magia da palavra escrita e da Língua Portuguesa...
Aqui está, portanto, esse livro, composto por histórias da vida e da mente, esperando levar mais longe ainda as idéias de seus autores". (Maria Olímpia de Melo).
Leiam também o importante depoimento de Gilberto Dantas, outro cronista brasileiro convidado a participar das edições de Carlos Lopes que consagram e dão oportunidade a dezenas de brasileiros de participarem da arte de contar histórias. Conta Gilberto:
"... Pude conhecer o site desse pernambucano que se tornou meu amigo sem qualquer interesse, a não ser uma pura amizade. Pude ver no site que ele reuniu grandes escritores amadores só pelo prazer de divulgar a cultura. Poderia dizer, sem medo de errar, que o Carlos Lopes é um Mecenas da arte literária no Brasil. E é com grande orgulho que escrevo estas modestas linhas na contracapa do seu mais recente livro, onde, mais uma vez, com grande generosidade, ele apresenta para o grande público brasileiro escritores ainda desconhecidos, mas que merecem, por seus talentos, uma visibilidade maior.
O Carlos, desta maneira, vai se tornando um grande diretor da genuína cultura brasileira." (Geraldo Dantas).
É, pois, com satisfação que apresento aos queridos leitores e leitoras desta coluna o meu Personagem da Semana, o literato e editor Carlos Lopes, que com muita criatividade, usou os modernos recursos da internet, para reunir sob o sugestivo titulo "Gandavos, Os Contadores de Histórias" talentos literários de nosso amado Brasil, inclusive da nossa Bom Despacho.
A Carlos Lopes esta homenagem e um agradecimento de minha terra, por nos abrir as portas do mundo da literatura a nível nacional, colocando Bom Despacho no mapa da edição de livros além de nossas fronteiras.
Com informações do Jornal de Negócios
19 dezembro, 2013
Capa do novo livro Gandavos "Encantadores de Histórias"
Aí está um pedaço da capa do nosso quarto livro da Coleção Gandavos. Digo um pedaço porque a ilustração produzida pelo Edmar Sales se estende até a contracapa do livro. É o primeiro livro de temática única, resultado de um concurso de texto do Blog Gândavos. Mais um vez a intenção de reunir autores das diversas regiões do país deu certo. Eles se debruçaram sobre uma mesma fonte inspiradora, criando textos singulares. Parabéns aos autores e suas mentes privilegiadas.
Fonte: Carlos Lopes
02 dezembro, 2013
Aquarela para novo livro Gandavos - Encantadores de Histórias
Hoje em Custódia (PE), recebi das mãos do meu querido amigo e parceiro do Projeto Gandavos, a aquarela criada especialmente para compor a arte da capa do livro: Gandavos - Encantadores de Histórias. O livro que conta com autores das diversas regiões do país e tem previsão de lançamento para março de 2014, mais uma vez conta com a generosidade deste artista talentoso que é o Edmar Sales.
Carlos Lopes
15 novembro, 2013
Livros com participações de vários custodienses é destaque hoje na FLIPORTO em Olinda

Olá amigos, nesta sexta-feira dia 15/11, as 12:30h, estarei no salão de autógrafos da Fliporto – Festa Literária de Pernambuco – com os livros: DEDOS DE PROSA, A SAGA DE UM PEDRO e GANDAVOS – TERCEIROS CONTOS (Procurar o Salão de Autógrafos, Stand Carpe Diem). A 9ª edição da Fliporto acontece de 14 a 17 de novembro deste ano, na Praça do Carmo, na cidade de Olinda.
Carlos Lopes
10 outubro, 2013
Gândavos - Terceiros contos é lançado na Bienal Internacional do Livro
Agradeço a todos que prestigiaram a minha passagem pela IX Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, na tarde de hoje, no Centro de Convenções de Olinda - Pernambuco. Com mais calma farei um relato melhor do acontecido e certamente que citarei nomes de pessoas que fizeram a diferença para que este ¨meu momento¨ foi concretizado.
Obrigado Recife, Obrigado Olinda, obrigado amigos e obrigado a todos que por conta do evento ali se fizeram presentes.
Carlos Lopes do Blog Gândavos
07 outubro, 2013
Livro Gandavos Terceiros Contos na IX Bienal Internacional do Livro
Amigos do Recife e da Região Metropolitana, é chegada a hora! NESTA QUARTA-FEIRA, dia 09/10, estarei na Plataforma de lançamento de Livros da IX Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, no horário de 17:50 até 18:50h. Aguardo a presença de vocês e agradeço antecipadamente.
Carlos Lopes
19 agosto, 2013
[Venda] GANDAVOS – TERCEIROS CONTOS
GANDAVOS – TERCEIROS CONTOS é o terceiro volume de uma coletânea de contos, em histórias reais ou ficcionais, ora emocionantes, ora bem humoradas, em um trabalho que agregou escritores de várias partes do Brasil, privilegiando a diversidade de nossa cultura regional.
Adquira o seu exemplar: R$ 20,00 (valor já incluído despesa com a remessa do livro até a sua residência, em qualquer parte do Brasil).
É só clicar no endereço abaixo e fornecer seu endereço: gandavos@hotmail.com
Ficha técnica e relação dos autores:
Importante:
Se você, meu amigo, tiver interesse em conhecer nosso trabalho e quiser adquiri-lo diretamente da minha cota de exemplares, por favor, entre contato comigo através do endereço: gandavos@hotmail.com. Se você quiser adquirir através da página de outro autor (são vários autores), fique inteiramente à vontade e poderá fazer o contato nas respectivas páginas de cada deles.
15 agosto, 2013
Disponível livro Gândavos: Terceiros Contos
Contato: gandavos@hotmail.com
Amigos, aí está nosso livro!
Agradeço mais uma vez pela confiança. Tenho a certeza que quando cada um de vocês tiverem este livro nas mãos, vão entender que valeu a pena. Ele é lindo, de visual suave, elegante... como vovó já dizia: Um biscoito fino!
Um pouco sobre o livro:
GANDAVOS – TERCEIROS CONTOS é o terceiro volume de uma coletânea de contos, em histórias reais ou ficcionais, ora emocionantes, ora bem humoradas, em um trabalho que agregou escritores de várias partes do Brasil, privilegiando a diversidade de nossa cultura regional.
Ficha técnica:
Apresentação: RANGEL ALVES DA COSTA
Prefácio: HELENA FRENZEL
Contracapa: AUGUSTO SAMPAIO ANGELIM
Orelhas: GERALDINHO DO ENGENHO e CELÊDIAN ASSIS DE SOUSA.
Ilustração da capa: EDMAR SALES
A arte da capa: Joselma Firmino
Coordenação: Carlos A Lopes
Colaboradores: Celêdian Assis, Maria Mineira e Patrícia Celeste Lopes
São autores da obra:
Maria Olímpia Alves de Melo, Carlos A. Lopes, Dilermano Cardoso, Geraldinho do Engenho, Augusto Sampaio Angelim, Maria Mineira, Ana Bailune, Celêdian Assis de Souza, Rangel Alves da Costa, Lenapena, Nêodo Ambrósio de Castro, Gilberto Dantas, Roberto Rêgo, Helena Frenzel, Fábio Ribas, Jussara Burgos, Defranco Frossard, Carlos Costa, JCarneiro, Alberto Vasconcelos, Adriane Morais, Jorge Farias Remígio. Dilemar Costa Santos e Francisco Tibério de Araújo
Este livro foi dedicado a nossa amiga: MARIA OLIMPIA ALVES DE MELO
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