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28 março, 2023

Hino da Escola Luiz Epaminondas Filho


Hino da Escola Luiz Epaminondas Filho em homenagem feita pela Escola Luiz Epaminondas Filho, no bairro da Pindoba aos 83 anos de emancipação política de Custódia - PE em 2012.

Cordel : Professora Luciene Pinto
Hino: Linalva Pinto
Edição: José Lypson
Revisão: Dr. João Paulo Simões de Almeida
Organização: Equipe Gestora  e professores do LEF.
Fotos: Paulo Peterson, Direção do LEF e Blog Custódia


08 setembro, 2022

Reflexão sobre sete de setembro


A Pátria? é o berço, o país, a terra natal, ou melhor, o lugar onde a pessoa nasce e participa como cidadão. Patriotismo? É o respeito e o amor que se tem pela terra onde se nasce.

No Brasil, o sete de setembro é conhecido como o dia da Pátria, porque nesse dia no ano de 1822, aconteceu a Independência do Brasil.

Sendo assim, nessa data as escolas faziam desfiles e apresentações deslumbrantes. Um mês antes já começávamos a cantar em frente à escola o hino do Brasil, Pernambuco e outros. Os ensaios para o desfile acontecia todos os dias nas escolas que saiam do Colégio Ernesto Queiroz até a Praça Padre Leão.

Nunca esqueço que no dia 7 de setembro às cinco horas da manhã acordávamos com a alvorada e fogos de artifícios festejando o momento histórico brasileiro. Lembro que mamãe era muito cuidadosa, nos deixava arrumados logo cedo. As fardas bem passadas, meias e sapatos à noite já ficavam apostos para o desfile tão esperado. Ela nos acompanhava incansavelmente até o final. Apesar das dificuldades da época, a organização cívica era excelente, a disciplina nem se fala, ninguém ousava passar no meio do desfile, havia uma colaboração significativa da polícia militar. Bons tempos que não voltam jamais! 

Hoje é só recordação e saudade.

Luciene Izidro

02 setembro, 2022

Acróstico para a aniversariante Lindinalva Almeida


P almas para essa mulher
    A utêntica e muito solidária.
         R espeitosa, racional e emotiva.
A ltruísta por excelência,
      B em-educada e boa ouvinte.
    E loquente em suas falas, de
N otável presença e
  S ensível às causas sociais.

        N ão se cala diante de injustiça.
E legante, atualizada e de
N atural humor. É
     E spontânea e muito criativa.

Deus te abençoe grandemente, minha irmã.
Feliz aniversário!
Te amo de paixão!

Luciene Pinto (Irmã)

 

09 julho, 2020

Cordel "Os filhos de Mestre Lunga e Lindalva"


por 
Luciene Pinto
Custódia
Julho/2020 


Família é célula base 
Estrutura promissora 
Que cultivando instrução 
Cria base propulsora. 

A nossa maior herança 
Ultrapassa o amor 
Glorifica nosso Deus 
Fonte de maior valor 

Esses ensinamentos 
Faz da família provedora 
Que deixará seu legado
Para a geração vindoura 

Mestre Lunga e Lindalva 
Com decência e respeito 
Criaram seus nove filhos 
Felizes e satisfeitos 

Porque com habilidade 
Nortearam os valores 
A bênção era de praxe
Para nossos genitores 

Educação e respeito 
Sempre nos foi exigido 
Desaforo a idosos 
Logo era corrigido 

Nossa família é assim
O maior porto seguro 
Melhor presente de Deus 
Estando claro ou escuro 

Os filhos de Mestre Lunga 
E Lindalva eu apresento
Nessas rimas literárias 
Cada um tem seu assento 

Do mais velho ao mais novo 
Deus estendeu o talento 
Três homens e seis mulheres 
Nenhum ficou ao relento 

A minha irmã Linalva 
Essa é a filha primeira 
Conhecida como Azinha 
Gentil e toda faceira 

Mulher muito inteligente 
Tem a voz encantadora 
Muito bem compõe e canta 
Azinha é grande autora 

Fez hinos pra três escolas
Faz paródia e cordel 
Tem uma mente brilhante 
Também boa menestrel 

Ela é uma crocheteira 
De trabalhos deslumbrantes
Sapatinhos de bebê 
Os dela são fascinantes 

Não poderia esquecer 
As bonecas majestosas 
Que com massa de biscuit 
As deixava estilosas 

Meus amigos e amigas 
Os causos que alembrei 
São lá do túnel do tempo 
Mas confesso que gostei 

Revê-los na passarela 
Em uma ala desfilando 
Tal qual uma aquarela 
As cenas vinham chegando 

Pinturas bem atraentes 
De cenas interessantes 
Estavam adormecidas 
Mas são significantes 

Ao longo desse cordel 
Relatarei causos nossos 
De criança e adolescente 
A inocência eu endosso 

Num passado mais remoto 
Ingenuidade imperava 
Camisola de Azinha 
Que ela muito estimava 

Fumando com as colegas 
A camisola furou 
E com medo de mamãe 
Logo se ajoelhou 

Aflita e de mãos postas 
Pediu a Deus com fervor
Senhor feche esse buraco 
Eu te peço por favor 

Ao vê aquele tormento 
E sem poder ajudar 
As suas duas amigas 
Gargalhavam sem parar

Segundo filho é Nano 
Simples e inteligente 
Foi arrimo de família 
O tempo suficiente 

Otimista e corajoso 
Um mecânico sem igual 
Grandioso motorista 
Na cidade ou capital 

Nano era astucioso
E um dia aprontou 
Mamãe ia a um enterro
De alguém que Deus levou 

Então de longe eu gritei 
Mamãe também quero ir 
Negaram a necessidade 
Que eu tinha de sair 

Nano disse sente aqui 
Procure me obedecer 
Você irá com mamãe 
E vai me agradecer 

Sentei onde ele mandou 
E juro que acreditei 
Enlaçou-me ao tamborete 
Sem agilidade fiquei 

Com toda sua gaiatice 
E com muita esperteza 
Disse agora pode ir 
Use toda ligeireza 

Eu sorria e chorava 
Bumbum preso à cadeira
Os irmãos tirando onda 
Dessa sua brincadeira 

Fiquei muito chateada 
Com toda a sua trama 
Hoje eu posso garantir 
Saudade do panorama 

A Nenê é a terceira 
Integridade em pessoa 
Ela compõe e escreve 
Obras autênticas e boas 

Pratica fraternidade
Sensível e caridosa
Ao tratar o semelhante 
É versátil e habilidosa 

Sem ter sido musicista 
Música sacra Nenê fez 
Criou letra e melodia 
Ambas de uma só vez 

A Década de cinquenta 
Saudade hoje representa 
Lá no oitão da igreja 
Num cinema apresenta 

Filme sobre Amazônia 
Para a cidade em geral 
Meus pais e meus irmãos 
Vendo de forma integral 

No filme surgiu um jipe 
Nenê correu assustada 
Valei-me meu Padre Cícero 
O povo cai na risada 

Correndo se agachou 
Pra atropelada não ser 
A plateia rindo muito 
Fez ela se aborrecer 

Lucinha é a quarta filha 
É a mais calada delas 
Fervorosa em sua fé 
Decidida e não protela 

É artesã de primeira 
Inspirada o bastante 
Na arte com o jornal 
Fez coisas exuberantes 

A luz já foi a motor 
Às dez horas apagava 
Nas noites de lua clara 
O povo aglomerava 

Na calçada a conversar 
A meninada a brincar 
De avião e de rodas 
E nessa rua a pular 

Com senhor Chico Eugênio 
Dona Maria era casada 
Vizinhos e bons amigos 
Ela era bem engraçada 

Sentava-se a calçada
De maneira eloquente 
Contava pra os vizinhos 
Histórias bem pertinentes 

A Lucinha e a Nenê 
De alma tinham temor 
Com o enredo da história 
Elas dormiam sem pavor 

Mamãe só observando 
Na calçada elas dormir 
As babas já escorrendo 
E elas sem presumir 

Que Mamãe astuciosa 
Com ideias afloradas 
Fosse deixá-las lá fora 
Dormindo bem descançadas 

Juntamente com papai 
Esperou o alvoroço 
Ao vê aporta fechada 
Elas teriam um sobrosso 

A zoada dos cachorros 
Fez as duas acordar 
Elas batiam e gritavam 
Mamãe venha nos salvar 

A quinta filha sou “eu” 
Mas tenho que agradecer 
A grande oportunidade 
De essa família ter 

Fazer parte desse tronco 
Felicidade me traz 
Então hoje minha prece 
É pela saúde e paz 

O causo que agora conto 
É da época da lambada 
Lá dentro do casarão 
Houve uma briga danada 

Com o recinto fechado 
E garrafas a voar 
O destino era a rua 
Pra quem quisesse escapar 

Quando a catraca travou
Eu exclamei sem pensar 
Arranca essa molesta 
Pra que possamos passar 

Passando o desespero 
A gente ria e chorava 
E contava a aflição 
Para quem nos perguntava 

Lélia é a sexta filha 
Simplicidade em pessoa 
De tudo sabe um pouco 
Sua bondade ecoa 

Acolhendo a cada um 
Na hora que precisar 
Indo vê-la no convento 
Não deixa nada faltar 

Minha Lélia quis cantar 
Hino da Independência 
Logo então desafinou 
E não perdeu a essência 

Faltou-nos fraternidade 
Na hora que deslizou 
Mas com assertividade 
A voz logo entonou 

Enfrentou o desafio 
Com potência e fervor 
Nem pensou em desistir 
Encarou o dissabor 

Continuou firme e forte 
E dignidade mostrou 
Dando uma bela lição 
A quem dela caçoou 

Sétima filha é Leônia 
De aptidão intelectual 
Na música é afinada 
E tem voz fenomenal 

Uma grande oradora 
Argumentos consistentes 
Holístico conhecimento 
Discurso bem coerente 

Agora eu trago o causo 
Da Leônia a caçula 
Que em tempo de trovão 
De medo perdia a bússola 

Um dia numa procissão 
Na saia de mamãe entrou
Grande foi o desespero
Até que o trovão parou 

Quando o céu escurecia 
Não queria mais brinquedo 
Agarrando-se a mamãe 
Dizendo tremo de medo

E se alguém lhe dissesse 
O mundo vai se acabar 
Mamãe perdia o sossego 
Na hora de se deitar 

Leonildo é o oitavo 
Homem de benevolência 
É fraterno e presente 
E de boa consciência 

Em toda festividade 
Um bom articulador 
Na hora de atividade 
Um grande estimulador 

Uma das prioridades 
É a família preservar 
Instigando o respeito 
Pra união conservar 

A família dos Feitosa 
Morou vizinho da gente 
Maria e seu Anfilófio 
Pessoas convenientes 

Dona Maria querida 
Era uma mulher bondosa 
Figura muito decente 
Cidadã atenciosa 

Ela criava uns pintinhos
Que andavam lá por casa
E o Leonildo levado 
Às vezes extravasava 

Os muros feitos de varas 
Brincando ali livremente 
O traquinas Leonildo 
Não deixou pinto vivente 

Saía bem caladinho 
Com o pintinho na mão 
Levava a Dona Maria 
Que notava boa ação 

Eu encontrei morto ali 
O pintinho da senhora 
Oh meu filho obrigada 
Você veio em boa hora 

Tome um bolinho de caco 
Pela boa atitude 
Que Deus te dê boa sorte 
Por essa sua virtude 

Isso aconteceu apenas 
Numa fase de criança 
O Lelé é um bom homem 
De caráter e confiança 

Não apreciou a vida 
No período da infância 
Mas devo reafirmar 
Toda sua relevância 

O nono e caçula é Hugo 
Autodidata sim senhor
Compositor e cantor 
Continua sendo show 

Já gravou quatro CDs 
Dificuldade encontrou 
Quando montou sua banda 
Muito apoio lhe faltou 

OS AMIGOS DO LUAR 
Nessa terrinha nasceu 
Mas não dispôs do apoio 
Por isso ela decresceu 

Huguinho tem bela voz 
Mas esse ramo deixou 
Como José do Egito 
Outro destino tomou 

Esse gênio nos fascina 
Tanto invento ocultado
Precisa ser descoberto 
Esse talento encantado 

Maquinário que fabrica 
Parece até industrial 
Pena que nossa cidade 
Não dá o valor real 

Entre os quatorze anos 
Huguinho se escapulia 
Buscando sua liberdade 
Corria para a folia 

Quando o açude sangrava 
Juntava-se aos amigos 
Buscando aprender nadar 
Sem o medo do perigo 

E Leonildo medroso 
Sem querer acompanhar 
Dizia logo a papai 
Hugo já foi aprontar 

Com a chegada de Hugo 
Desconfiado ficava 
E Hugo levando bronca 
Ele então se deleitava 

Dia sete de setembro 
Registrou na nossa mente 
O respeito a nossa pátria 
E símbolos que a pertence 

Aquelas saias de pregas 
Eram muito bem passadas 
E demonstrava o cuidado 
De mamãe bem empenhada 

Nossas roupas impecáveis
Cumpriam as exigências 
Sem faltar nada a nenhum 
Mamãe era providência 

E na hora da saída 
Parecia uma galinha 
Puxava sua ninhada 
Pra baixo de sua asinha 

Esse modesto cordel 
Eu fiz com muito prazer 
E compartilho agora 
Querendo agradecer 

Pela atenção de todos 
Com essa literatura 
Passando a filhos e netos 
Parte da nossa cultura 

Salve a nossa família 
Que a humanidade serve 
E os dons vindos de Deus 
Só peço ao Pai que preserve 

O legado dos nossos pais 
Dignidade nos deixou 
Essas mulheres e homens 
A sua raiz honrou 


12 junho, 2015

[Opinião] Reformas na Igreja Matriz de São José


Reconheço que a Igreja Matriz tornou-se pequena para uma população de aproximadamente quarenta mil habitantes. Porém, conhecendo sua história e na qualidade de cidadã custodiense tenho convicção do dever de preservá-la. 

A Matriz de São José é patrimônio histórico cultural de Custódia, é o cartão postal de nossa cidade, é tradição, lembra os nossos antepassados. Portanto, deve ser cuidadosamente zelada. 

Contudo, tenho uma proposta: a construção de uma filial (em outro espaço) mais ampla, climatizada e bem mais sofisticada como o padre assim deseja. 

Nada contra! Para reflexão de todos eis aqui uma fábula que li na internet.:

VISÃO SISTÊMICA E A FÁBULA DOS SÁBIOS E O ELEFANTE

Em uma cidade da índia viviam sete sábios cegos, certa noite após uma discussão sobre a verdade da vida, o sétimo sábio ficou aborrecido e resolveu morar sozinho nas montanhas. Ao se afastar disse aos companheiros:

– Somos cegos para que possamos ouvir e entender melhor que outras pessoas a verdade da vida, e em vez disso, vocês ficam discutindo como se estivessem participando de uma competição, não aguento mais isso, vou embora.

Alguns dias depois os sábios foram convidados a descrever um elefante, animal esses que eles não conheciam e nunca tinha tocado.

O primeiro sábio apalpou a barriga do elefante e falou:

– Trata-se de um ser gigantesco e muito forte, posso tocar seus músculos e eles não se movem, parecem paredes
– Que idiotice! – disse o segundo sábio, tocando as presas do elefante – Este animal é pontiagudo como uma lança, uma verdadeira arma de guerra.
– Ambos enganaram retorquiu o terceiro sábio, que apertava a tromba do elefante – Este animal é idêntico a uma serpente a uma serpente! Mas não morde por que não tem dentes na boca. É uma cobra mansa e macia…
– Vocês estão totalmente alucinados! Gritou o sábio que mexia nas orelhas do elefante – Este animal é diferente de todos os outros, seus movimentos são ondulantes, ele se parece com uma grande cortina ambulante.
– Vejam só! – Todos vocês estão totalmente errados irritou-se o sexto sábio, tocando a pequena calda do elefante. – Esse animal é como uma rocha com uma corda presa no corpo. Posso até me pendurar nele.
Assim os seis sábios permaneceram debatendo, por horas. Até que apareceu o sétimo sábio sendo conduzido por uma criança. Ouvindo a discussão, pediu ao menino que desenhasse no chão a figura do elefante. Quando tateou a figura, percebeu que todos os outros estavam certos e errados ao mesmo tempo.

Agradeceu o menino e afirmou:

– É assim que os homens se comportam perante a verdade. Pegam apenas uma parte, pensam que é o todo e continuam tolos!

Por Luciene Izidro

15 outubro, 2014

Acróstico Homenagem ao Professor - por Luciene Pinto





ACRÓSTICO

Profissão árdua, difícil, porém necessária.
Repensar nosso papel e atitude é fundamental.
O compromisso com a educação que almejamos deve ser primordial.
Formar águias ao invés de galinhas.
Educar sem descuidar da missão.
Sempre preservando o seu nome.
Ser solidário no trabalho cotidiano e na luta por salário digno.
Omisso? Não combina com a função.
Reconhecimento? Uma conquista vindoura, quem sabe?

Parabéns e Feliz dia do professor!
Um grande abraço,
Luciene Pinto.

01 maio, 2013

A DESVALORIZAÇÃO DO PROFESSOR BRASILEIRO E A INVERSÃO DE VALORES





Tendo em vista o que as manchetes mostram Brasil afora, sobre os baixos salários, falta de respeito, violência física e moral contra o educador. Fica evidente a desvalorização do magistério, ou melhor, do professor, tanto por parte dos alunos quanto por parte do sistema educacional falido. As manchetes não surgem do nada. Elas se baseiam em fatos concretos, em estatísticas. Este impasse é preocupante, pois daqui a algumas décadas a escassez de professores será muito grande. 

Não dá pra entender a visão dos governantes brasileiros, se é que existe. Como pode um país se desenvolver, sem priorizar a educação? Chega de tanta hipocrisia, chega da inversão de valores! Essa inversão aliena as pessoas menos esclarecidas e neutraliza quem realmente contribui de maneira efetiva para a metamorfose de um mundo melhor. Que Interessante! O Brasil considera celebridades: artistas e jogadores de futebol que ganham milhões. 

Celebridades são os filósofos, os cientistas, pesquisadores, inventores, médicos que salvam vidas; celebridades são todas aquelas pessoas generosas que vivem prestando serviços voluntários em prol da natureza, dos menores abandonados e em especial os professores formadores de consciência (de geração em geração). Esses sim merecem ser reconhecidos mundialmente pela árdua e nobre missão de ensinar. 

Então pessoal, consciência! Chega de endeusar quem se aproveita da falta de esclarecimento e ingenuidade do povo. Vamos aplaudir e valorizar os que de fato merecem. Lembrando que sem professor nenhuma outra categoria existiria. Por esta razão, para finalizar faço minhas as palavras de Leci Brandão: “Na sala de aula/ É que se forma um cidadão/ Na sala de aula/ Que se muda uma nação/ Na sala de aula/ Não há idade, nem cor/ Por isso aceite e respeite/ O meu professor. 

Parabéns e aplausos para nós!
Feliz dia do trabalhador!
Sinceramente, 
Luciene Pinto.

12 março, 2013

[Opinião] Ensinar é preciso e vale a pena sim - por Luciene Pinto


Fiquei bastante chocada e muito preocupada com uma matéria que li numa determinada revista, cujo título era: PARA QUE ENSINAR SE PROFESSOR NÃO VALE NADA? Sou solidária ao colega (autor da matéria) pela iniciativa e coragem de expor sua insatisfação, angústia, frustração e indignação com o sistema escolar de ensino. E ao mesmo tempo venho protestar dizendo que: ENSINAR É PRECISO E VALE A PENA SIM. Então, o que seria dos médicos, engenheiros, advogados e juízes, sem o professor? Você já parou para pensar o que significa alfabetizar? É sublime, ensinar a ler e escrever. É como se você tivesse proporcionando luz aos olhos do cego. Por tudo isso e muitas coisas mais devemos ter orgulho da nossa profissão.

Já dizia Paulo Freire: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.” O colega relatou muito bem o que de fato acontece cotidianamente nas escolas brasileiras. Porém, durante toda minha trajetória na educação, tenho ouvido apenas muitas lamentações e criticas ao sistema educacional, mas, ação que é bom, nada. É preciso entender que o sistema somos todos nós e começarmos a nos questionar: será que estou fazendo a minha parte? E a partir daí fazermos o possível para realizar o que podemos. Muitas vezes somos omissos e coniventes com tudo que acontece no dia-a-dia escolar.

Vou citar quatro exemplos que sempre considerei um obstáculo para a aprendizagem:

1- O quantitativo exorbitante de alunos em sala de aula,
2- A aceitação pacífica de uma disciplina que não tem nada a ver com sua área específica,
3- Classes multisseriadas,
4- Professores sem vocação.

Por estas e outras razões a escola vem se transformando numa fábrica de produtos desqualificados. Para que tenhamos um mundo mais justo e solidário precisamos cuidar da educação. Traçando um caminho mais seguro, coerente, melhor e mais consciente, para que as gerações futuras possam construir suas trajetórias de vida com competência e de forma prazerosa, em benefício de uma sociedade mais equilibrada e de gente mais humana, de sentimentos nobres.

Compomos uma gigantesca categoria, porém, desunida, desorganizada e descomprometida. Sou fundadora do Sindicato dos Servidores Municipais de Custódia/PE, e tenho observado que a única causa que consegue unir de fato os professores é a questão salarial, infelizmente. É lamentável dizer: vestimos sempre a camisa quando lutamos por melhores salários, por que não vestir a camisa para lutar também por uma educação de boa qualidade e, por conseguinte, a valorização profissional que tanto almejamos?

Enquanto o professor não entender que é um agente de transformação da sociedade, um formador de consciência e não souber fazer uso das ferramentas que ele dispõe, não chegaremos a lugar nenhum. Pois, enquanto uma minoria tenta fazer a diferença, a grande maioria age com indiferença. As ferramentas as quais me refiro são: a comunidade escolar e o poder da oratória. Você já imaginou nossa categoria organizada, com uma proposta unificada usando o poder da oratória no contato com o aluno, à família e os próprios colegas? Sem sombra de dúvidas a história seria diferente.

Contudo, muitos deixam de fazer a sua parte e usam desculpas esfarrapadas para se justificar. Sou testemunha ocular de alunos postos para fora da sala de aula, simplesmente por não trazerem o livro didático. Um outro dia onze alunos me procuraram para pedir ajuda, pois haviam sido expulsos da sala, apenas porque a professora chegou e não os encontrou na classe. Aí, eu pergunto: que tipo de incentivo esse professor está dando ao aluno? Faço minhas as palavras de Anízio Teixeira: “A democracia depende de se fazer do filho do homem – graças ao seu incomparável poder de aprendizagem não bicho ensinado, mas um homem”.

Precisamos entender que as mudanças não acontecem de cima para baixo, elas de fato acontecem de baixo para cima. Quero finalizar fazendo uma analogia do professor com a fábula dos dois sapinhos que viviam à beira de uma lagoa, e um dia, um dos sapinhos cansados daquela mesmice, disse ao outro: vamos conhecer o mar? E o outro retrucou: Deus me livre! Se a gente sair daqui pode se perder ou morrer no caminho. O sapinho decidido disse: pois fique aí que eu vou conhecer o mar. Passaram-se dias, meses e depois de um ano é que o sapinho voltou à lagoa e encontrou seu amiguinho lá, no mesmo cantinho que havia deixado. O amiguinho perguntou: você conheceu o mar? Sim, respondeu. Qual o tamanho dele? Do tamanho dessa lagoa? Não, muito maior. Duas lagoas dessa? Não, muito maior. Três, quatro, cinco, seis, mil vezes? Por fim o sapinho respondeu: meu amigo enquanto você estiver com essa mentalidade de lagoa, nunca vai saber o que é o mar.

Infelizmente, a grande maioria dos profissionais da educação continuam com essa mentalidade de lagoa, inertes, a espera de um milagre.

Um abraço,
Profª. Luciene Pinto

22 fevereiro, 2013

Breve Histórico do SISMUC de Custódia




BREVE HISTÓRICO

Este documento é uma explanação sucinta do que vem a ser o Sindicato dos Servidores Municipais de Custódia – SISMUC.

É uma entidade civil de caráter sindical, sem fins lucrativos. Tem por finalidade congregar todos os servidores municipais, com o objetivo de defender seus interesses históricos e futuros. Está ligado ao Sindicato dos Professores do Estado de Pernambuco – SINPRO – PE.

Foi fundado em 1991 após um trabalho de conscientização de um pequeno grupo de professores que inconformados com os míseros salários e com a falta de bom senso das autoridades municipais, mobilizaram a categoria para reivindicar salários justos. Esse mesmo grupo de professores apoiado pelos companheiros Jesualdo Campos e Roberto Pereira, Diretores do SINPRO e representantes da CUT- PE, realizaram uma assembléia na Escola Maria Augusta e fundaram o Sindicato dos Professores.

Para compor a Direção Provisória Colegiada, foram eleitos os seguintes servidores: Luciene Pinto Simões (Secretária Geral), Maria Luciene Cordeiro, Maria Aparecida Alves da Silva, Maria Luciene da Silva, Natividade Constância de Souza, Alda Maria Veras, Antônia Pires de Freitas Góis (Tesoureira), Genedite de Queiroz Lima, Maria Antônia dos Santos Rezende, Rubinéia Pereira de Lima, Josedithe Bezerra da Silva, Maria Auxiliadora Pereira Virgínio, Josefa Bonome de Almeida, Quitéria Cristina Rodrigues Amaral, Maria Betânia de Oliveira e Maria Edileuza Barbalho de Matos.

O SISMUC não parou por aí. Cansados da passividade do poder local, os professores resolvem ir à luta, usando o único recurso que lhes restava: A GREVE. Uma grande maioria parou suas atividades, concentrando-se na Praça Padre Leão, próximo ao Departamento de Educação, dando início a primeira mobilização pública da categoria. Essa greve histórica durou quase trinta dias, levando o governo a abrir o canal de negociações com o novo Sindicato e os representantes do SINPRO.

A comissão provisória enfrentou uma série de dificuldades, mas, graças a força, a coragem e a união dessa classe de trabalhadores, conseguimos chegar a vitória, fortalecidos pela manifestação e pelo apoio dos companheiros Jesualdo e Roberto.

O salário mínimo que antes era um sonho impossível, passou a ser uma realidade. Após a vitória deu-se início as reuniões para a oficialização do SISMUC, registrada em cartório dia 11/01/1991.

Nesses altos e baixos dessa longa caminhada contamos também com o apoio do companheiro Venâncio Izidro de Oliveira (Diretor do SINPRO-PE) e ainda da companheira Leônia Pinto Simões que redigiu a primeira ata do sindicato supracitado.

Não poderia em linhas gerais, contar todos os pormenores dessa grande conquista, pois não haveria papel que coubesse. O que interessa realmente é a existência do sindicato em defesa do servidor. Os detalhes e as lembranças desagradáveis ficaram registrados para sempre em nossa memória.

Esta é uma homenagem a todos os funcionários públicos municipais, em especial a primeira direção colegiada, ao incansável dirigente sindical do sertão Jesualdo Campos,Venâncio Izidro e o saudoso Roberto Pereira que tanto contribuíram para a edificação deste sindicato.

Luciene Pinto.
Custódia, 24/10/2008.

23 março, 2012

Bloco Várzea na Folia (2012)


Há seis anos a família Pinto Simões teve a ideia de formar o BLOCO VÁRZEA NA FOLIA com o objetivo de resgatar o carnaval de Custódia. Mas, sempre nos deparávamos com uma série de dificuldades, por exemplo: orquestra, carro de som e outras coisas mais. Porém, esse ano surgiu à oportunidade e não deixamos escapar... Foi tudo muito improvisado, muito rápido, mas valeu a intenção.

Caros conterrâneos parem um pouquinho e reflitam... O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo; e modéstia parte nós temos potencial para tornar o carnaval de Custódia um sucesso. Porque garra, fé em Deus e vontade política não têm faltado. 

Nossos agradecimentos a Prefeitura de Custódia e aos amigos Hindemberg e Adriano pelo apoio.

Link: http://educandoparacidadania.blogspot.com.br/