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10 agosto, 2026

Há 14 anos, Custódia celebrava a projeção de um de seus filhos.



Em julho de 2012, o nosso blog registrava um momento de grande orgulho para a cultura e o direito custodiense: o interesse e a disputa de editoras pelo trabalho do advogado e escritor Jânio Queiroz.

Naquela oportunidade, destacamos a projeção que suas obras e artigos vinham alcançando no meio jurídico e acadêmico, levando o nome de Custódia para além das fronteiras de Pernambuco.

Passados 14 anos, olhar para trás não é apenas um exercício de nostalgia, mas de reconhecimento. Hoje, consagrado como um advogado de renome e respeitado por sua atuante trajetória, Dr. Jânio Queiroz continua sendo referência de dedicação, rigor técnico e amor às suas raízes.

Relembrar fatos como este reforça o propósito do Blog Custódia Terra Querida: valorizar a nossa gente e registrar para a história os passos de quem orgulha o nosso município.”

Relembre a matéria original publicada em julho de 2012:

Quarta-feira, 8 de março de 2006 às 15h41m da Folha Online

Um dos destaques na 19ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece a partir de amanhã (9) a 19 de março no Pavilhão de Exposições do Anhembi, são as editoras segmentadas que produzem para públicos específicos. 

Além do mercado religioso - um dos gêneros mais vendidos no Brasil - ou de livros didáticos, as mulheres também têm espaço neste setor editorial.

E as poucas pesquisas com as leitoras comprovam que há um caminho próspero para quem se arrisca. De acordo com a pesquisa "Retrato da Leitura no Brasil", de 2001, seis de cada dez leitores são mulheres. E mais de 45% delas são interessadas em livros religiosos.

A Editora Vida lança na feira o selo Vida Mulher, primeiro exclusivamente feminino do segmento cristão. Os livros abordam temas como comportamento, trabalho, espiritualidade e qualidade de vida. 

Entre os lançamentos do novo selo estão "De volta para casa", de Vera Lúcia Vilaça, um relato com bom humor de uma executiva que, após 30 anos de trabalho, resolve se aposentar e cuidar da família. 

Outra editora que marcará presença é a Harlequin Books. De origem canadense, a empresa estréia no país com uma série de lançamentos destinado ao público feminino. 

Presente em mais de 90 países, a Harlequin lança na Bienal nove títulos. E ainda o selo Red Dress Ink, com comédias românticas para mulheres bem-sucedidas com mais de 30 anos. 

"Procurava um marido e encontrei um Cachorro", de Karen Templeton, "Perigo", de Nora Roberts, "A Garota no espelho", de Mary Alice Monroe (sucesso de vendas nos EUA) são alguns deles.

Outra obra que deverá interessar as leitoras é "Putz! Virei a minha mãe!" (editora Nova Fronteira), de Sandra Reishus, que usa uma linguagem sarcástica para mostrar o óbvio: o quanto as mulheres de qualquer idade são influenciadas por suas mães.

Seguindo a linha comportamento e auto-ajuda, outro destaque é "O que uma mulher não deve dizer a um homem nem sob tortura!" (Ed. Novo Século), de Jânio Queiroz. O livro está recheado de frases "proibidas". 

05 abril, 2026

Das galinhas ao helicóptero: a trajetória que moldou um advogado de sucesso


publicado originalmente em:
Naçao Juridica. 


O início de uma trajetória profissional é, muitas vezes, definido pela resiliência. No interior do Maranhão, um episódio tornou-se emblemático: o recebimento de honorários advocatícios representados por duas galinhas na porta de um fórum. Embora o gesto tenha sido registrado com orgulho pelo profissional, foi alvo de ironia por quem limitava o conceito de sucesso ao valor financeiro imediato.

Para o advogado Janio Queiroz (@janioqueiroz_), essa experiência foi um pilar de sustentação para uma carreira sólida. Anos depois, a dedicação resultou em um cenário distinto: um passeio de helicóptero no Rio de Janeiro, oferecido por um cliente em sinal de reconhecimento. Contudo, a essência desta evolução não reside no luxo do presente, mas na confiança estabelecida ao longo de todo o percurso.

A advocacia de sucesso não deve ser mensurada apenas pelas cifras, mas pela capacidade de construir relacionamentos pautados na ética e na competência. Aqueles que desconsideram os começos humildes falham em compreender que o êxito é um processo cumulativo. Cada etapa cumprida com excelência prepara o profissional para resultados cada vez maiores.

A transição entre o cenário rural e o horizonte urbano demonstra que a carreira responde à persistência e à manutenção de princípios. O sucesso é, portanto, a consequência natural de uma atuação que preserva a dignidade em todas as instâncias. Esta trajetória reafirma que o respeito ao cliente e a constância no trabalho são os maiores ativos de um advogado.

Fonte: Clique Aqui

12 fevereiro, 2026

Advogado Janio Queiroz participou do Programa Hora News MA


 

O advogado custodiense Janio Queiroz, residente em São Luis no Maranhão, foi destaque essa semana no programa Hora News MA. 

Durante o bate-papo, de fundamental importância, foi comentado sobre o respeito, o consentimento e a Lei de Importunação Sexual.

Foram feitos esclarecemos de pontos essenciais: o “não” dito por uma mulher encerra qualquer abordagem. Insistir após essa resposta pode configurar crime, mesmo sem contato físico. Jânio explicou que a verbalização clara é sim importante, mas não é a única forma de demonstrar desconforto — gestos e expressões também valem. Também destacou o papel de bares e casas noturnas: os estabelecimentos têm responsabilidade legal e podem ser responsabilizados se não acolherem denúncias ou protegerem vítimas. Seguranças e funcionários precisam agir com agilidade e empatia.

Breve vídeo de sua participação!!!


25 novembro, 2025

De Custódia para o Supremo Tribunal Federal: Jânio Queiroz recebe distinção nacional em Brasília



O advogado Jânio Queiroz, natural de Custódia–PE e hoje atuante em São Luís no Maranhão, acaba de alcançar um novo patamar em sua trajetória profissional. Em viagem oficial a Brasília, ele recebeu a placa de membro da Escola Brasileira de Atuação nos Tribunais Superiores, instituição nacional que reúne juristas, pesquisadores, advogados e autoridades com atuação qualificada no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal.

O convite para integrar o corpo de membros foi concedido pessoalmente pelo Dr. Willamem Akerman, Assessor-Chefe do Gabinete de um Ministro do Supremo Tribunal Federal, reconhecimento raro e direcionado apenas a profissionais que demonstram excelência técnica, reputação ilibada e capacidade de contribuir com debates relevantes no âmbito dos Tribunais Superiores.

O que significa esse novo nível?

Ao ingressar como membro, Jânio Queiroz passa a ter:

• Acesso direto a análises, debates e atualizações sobre temas de repercussão geral no STF, o que permite compreender em primeira mão as teses que impactam o país inteiro.

• Participação em encontros nacionais presenciais em Brasília, ao lado de juristas renomados, ministros, assessores e professores de destaque no cenário jurídico.

• Possibilidade de atuar como palestrante em eventos oficiais da Escola, compartilhando experiências, estudos e estratégias processuais aplicadas nos Tribunais Superiores.

• Interação constante com membros de outros estados, criando uma rede técnica e intelectual de altíssimo nível.

• Formação especializada e contínua, que aprofunda temas complexos do STF e STJ, incluindo repercussão geral, precedentes qualificados, filtros recursais, competências e técnicas de atuação nos tribunais.

Trata-se de um avanço de carreira que agrega prestígio, visibilidade e credibilidade nacional, aproximando o advogado dos debates mais importantes do Judiciário brasileiro.





Orgulho para Custódia

Filho da cidade de Custódia, em Pernambuco, Jânio destaca que essa conquista simboliza mais do que um reconhecimento técnico:

Levo comigo o nome da minha cidade. Cada passo que dou, cada porta que se abre, traz junto a história de onde eu vim. Ser membro de uma instituição ligada ao âmbito do STF é uma honra que dedico ao povo de Custódia.”

Sua ascensão demonstra que origem humilde não limita quem tem disciplina, preparo e coragem para competir nos mais altos níveis da advocacia nacional.

10 outubro, 2025

O Medo e o Respeito de Seu Dede pelo Sargento Jorge Arruda



Lá pras bandas de Custódia, no coração quente do sertão pernambucano, quando o sol rachava o chão e o vento trazia cheiro de terra molhada, vivia um menino magricelo de uns sete anos de idade — curioso e cheio de imaginação. Era eu mesmo.

Naquele tempo, a cidade era pequena, mas cheia de personagens grandes, daqueles que a gente nunca esquece. Um deles era o Sargento Jorge Arruda. Homem de presença!

Barrigudo, bigode grosso, farda apertada, revólver na cintura e uma conversa que prendia qualquer um do começo ao fim. Quando ele começava um “causo”, ninguém arredava o pé.

Eita homem que gostava de contar história!
Dizia, com a maior firmeza do mundo, que tinha brigado com Lampião, o cangaceiro mais temido do Nordeste.

— Eu meti foi taca em Lampião, menino! — dizia ele, batendo no peito. — E quando ele tava se levantando, eu gritei: “Aqui é família Arruda, aprenda a respeitar!”

E o povo, mesmo duvidando, ficava quieto… porque o Sargento Jorge falava com tanta convicção que até o vento parava pra ouvir.

Meu pai, seu Dede do Sítio dos Nunes, era o que ele chamava de “inimigo número um” do sargento. Ninguém sabe direito o porquê — talvez política, talvez orgulho de homem sertanejo.

Mas o mais engraçado é que, mesmo dizendo que não tinha medo, quando tomava umas pingas a mais, chegava em casa e soltava a pérola:

— Tô todo cagado de medo de Jorge!
E ria, completando:
— Jorge, vem me limpar!

Era o jeito dele de tirar onda do medo que não queria admitir.

Diz o povo que um dia o Sargento Jorge prendeu meu pai, mas não durou muito. Parece que até a cadeia respeitava o humor de seu Dede.

E mesmo com essa “inimizade” dos grandes, lá na Rua da Várzea, nós, os pequenos, éramos amigos dos filhos do sargento — o Bebé, Edmilson e mais uma porção deles.

Brincávamos juntos, correndo no barro, dividindo bola, pão e segredo. Porque, no sertão, as rixas dos adultos não impediam as amizades das crianças.

No fundo, o Sargento Jorge era um homem justo, desses que pareciam ter nascido pra fazer justiça com as próprias mãos e com o coração.

Diziam que ele não era de Custódia, que tinha vindo lá de Triunfo, mas acabou se enraizando ali, entre as histórias e o respeito do povo.

E até hoje, quando lembro dele, imagino o homem de farda, com o revólver pendendo na cintura e a voz grossa dizendo: Aqui é família Arruda!

E fico pensando: se ele brigou mesmo com Lampião, ninguém sabe…

Mas que ele brigou com o destino e venceu na memória da gente, ah, isso ele venceu.


Por Jânio Queiroz
São Luis-MA
Outubro/2025

21 fevereiro, 2025

Janúncio de Custódia: A Voz de um Povo, o Coração de uma Terra


Ao longo da história, poucos artistas conseguem transcender sua arte e se tornar símbolos vivos da cultura de um povo. Janúncio de Custódia é um desses raros nomes que, mais do que um cantor e compositor, representa a essência da identidade nordestina. Sua trajetória é um testemunho de resistência, amor à cultura e compromisso com suas raízes.

Não por acaso, fez questão de carregar em seu nome o orgulho de sua terra natal. “Custódia” não é apenas um sobrenome artístico, mas um ato de pertencimento, uma declaração de que sua arte nasce do solo sertanejo, das tradições de seu povo e da sonoridade única do forró pé-de-serra. Como Luiz Gonzaga, que eternizou Exu, sua cidade natal, Janúncio inscreveu Custódia no mapa musical do Brasil, provando que a grandeza da arte não depende do tamanho da cidade de onde se vem, mas da força da alma de quem canta.

Entretanto, como acontece com tantos artistas que se dedicam à valorização de sua própria terra, Janúncio nem sempre recebeu o reconhecimento que merecia em seu lugar de origem. Nas festividades locais, onde deveria ser celebrado como um dos maiores representantes da cultura custodiense, muitas vezes foi preterido em favor de artistas de fora. Esse fenômeno, infelizmente recorrente na história da música brasileira, reflete a injustiça da velha crença de que “santo de casa não faz milagre”. Mas Janúncio fez – e continua fazendo.

Suas músicas não são apenas melodias e letras, mas documentos vivos de uma cultura que luta para sobreviver em tempos de descaracterização das tradições nordestinas. Sua voz ecoa os sons da zabumba, do triângulo e da sanfona, mantendo viva a herança deixada por mestres como Jackson do Pandeiro e Dominguinhos.

Janúncio de Custódia é mais do que um artista; é um símbolo. Sua trajetória prova que o talento nordestino não precisa buscar validação externa, pois já nasce forte, legítimo e autêntico. Seu nome e sua cidade estão para sempre entrelaçados, e sua música é um patrimônio de Custódia e de todos que reconhecem na cultura nordestina um tesouro inestimável.

Que essa homenagem seja um lembrete de que devemos celebrar nossos artistas em vida, reconhecer seu valor e garantir que seu legado continue inspirando novas gerações. Janúncio é Custódia, e Custódia é Janúncio.

Com respeito e profunda admiração,


Jânio Queiroz
São Luis/MA
Fevereiro/2025


03 setembro, 2024

Bozó de Numeriano - por Jânio Queiroz


por
Janio Queiroz
São Luis-MA
Agosto/2024



Na cidade de Custódia, havia um personagem lendário chamado Numeriano. Um homem baixo, trabalhador e de temperamento tranquilo, Numeriano era dono de uma casa de jogo, famosa por sua roleta. Embora não fosse da minha época, os mais velhos adoram relembrar as histórias sobre ele.

Um dia, um grupo de malandros resolveu pregar uma peça em Numeriano. Sem que ele percebesse, os malandros instalaram um ímã atrás da roleta, especificamente na posição do jacaré. Assim, toda vez que a roleta girava, ela sempre parava no jacaré. Os malandros, conhecendo o truque, apostavam sempre no jacaré e acumulavam os ganhos às custas de Numeriano.

Numeriano, observando as sucessivas perdas, começou a desconfiar da sorte dos jogadores. Não demorou muito para ele perceber a trapaça. Aborrecido e indignado com a desonestidade, Numeriano não pensou duas vezes: puxou seu revólver 38 e, em um acesso de fúria, disparou diretamente na roleta, atingindo o jacaré.

Esse episódio se tornou tão famoso que, até hoje, é lembrado nas rodas de jogo em Custódia. Sempre que alguém começa a perder demais, ou desconfia de uma trapaça, é comum ouvir um jogador gritar: "Bozó de Numeriano!" — uma referência ao icônico tiro de Numeriano no jacaré, que simboliza a indignação contra a desonestidade no jogo.

Essa história de Numeriano e seu inesquecível tiro no jacaré vive na memória dos moradores de Custódia, tornando-se parte do folclore local e servindo como uma lembrança de que, no final, a justiça sempre encontra seu caminho, mesmo que seja pela força do aço.

10 agosto, 2024

Elias Prefeito e a Vitamina de Banana Sem Liquidificador. (por Jânio Queiroz)


Elias Prefeito
Foto: Acervo Familiar

Texto: Jânio Queiroz
São Luis/MA
Agosto/2024


Na pacata cidade de Custódia, no coração do sertão pernambucano, vivia uma figura carismática e singular chamada Elias, mais conhecido como Elias Prefeito. Ele herdou o peculiar sobrenome do pai, João Prefeito, um homem respeitado e admirado na comunidade. Mas Elias, ah, Elias era uma lenda viva, uma verdadeira celebridade local, especialmente antes da era da internet. Se naquela época houvesse redes sociais, não haveria meme mais popular do que as histórias de Elias Prefeito.

Elias era uma pessoa de duas faces: o Elias sóbrio, já bastante querido e divertido, e o Elias após umas doses de bebida, um verdadeiro showman. Quando bebia, Elias se tornava ainda mais engraçado, conquistando todos ao seu redor com suas tiradas espirituosas e seu jeito brincalhão.

Certa vez, após umas duas doses de cachaça, Elias chegou em casa cambaleando. Sua mãe, dona Maria, uma mulher de poucas palavras mas de grande sabedoria, sabia bem como lidar com as travessuras do filho. Mesmo com a bravura amplificada pela bebida, Elias sempre se rendia à autoridade serena da mãe.

Naquela noite, com os olhos vidrados e a voz arrastada, Elias declarou estar faminto. Pediu uma banana à sua mãe, que prontamente lhe deu duas. Não satisfeito, pediu duas colheres de açúcar. Em seguida, quatro colheres de leite em pó. Para finalizar, bebeu três copos d'água.

Elias, sentindo-se um alquimista da culinária, começou a girar pela casa como um pião desgovernado. Dona Maria, intrigada e preocupada, perguntou:

Elias, tu tá doidão? O que é que tá acontecendo contigo?

Elias, com aquele humor inigualável, respondeu:

— Mãe, eu comi banana, açúcar, leite e bebi água. Agora eu tô girando porque aqui em casa não tem liquidificador, e eu queria tomar uma vitamina de banana!

Essa foi apenas uma das muitas peripécias de Elias Prefeito, uma figura que deixava todos à sua volta com um sorriso no rosto e uma história engraçada para contar. Em Custódia, as lendas de Elias continuam a circular, fazendo dele um verdadeiro mito da cidade.


(*) Agradecimento a Jaksivan Silva pelo envio de foto, que ilustra este 'post'.

Livro "“O Que Uma Mulher Não Deve Dizer a Um Homem Nem Sob Tortura”.


 

Caros amigos e conterrâneos,

É com grande satisfação que compartilho com vocês o meu livro que foi lançado em 2005: “O Que Uma Mulher Não Deve Dizer a Um Homem Nem Sob Tortura”.

Neste trabalho, trago à tona reflexões bem-humoradas e profundas sobre as sutilezas das relações humanas.

Com frases e conselhos baseados em experiências reais, o livro é um convite para repensar as palavras que usamos e o impacto que elas podem ter nas nossas vidas e nos nossos relacionamentos.

Se você busca um conteúdo que mistura sabedoria, ironia e uma pitada de ousadia, não deixe de conferir!

Estou certo de que vocês vão se divertir e se surpreender com cada página.

Adquira o seu exemplar e embarque comigo nesta leitura instigante!

Com gratidão,
Janio Queiroz

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08 agosto, 2024

Adauto Pereira de Souza por Jânio Queiroz



Ao ler sua mensagem e ver a foto de seu amado pai, Adauto Pereira, não pude deixar de sentir um profundo respeito e admiração. Adauto foi um homem de poucas palavras, mas cada uma delas carregava uma seriedade e um peso que poucos conseguem transmitir. Pai de filhas e filhos queridos, como Gilson, Genildo, Pedro, Denildo e Adauto Filho, ele deixou um legado inestimável em nossa cidade de Custódia.

Adauto era mais que um pai; ele era um pilar de nossa comunidade, um exemplo de integridade e dedicação. Em cada conversa, mesmo as mais breves, ele demonstrava a sabedoria de uma vida bem vivida e o compromisso com a verdade e a justiça. Sua presença continua viva em cada um dos seus filhos, que carregam consigo os valores e ensinamentos que ele lhes deixou.

Seu espírito permanece em um lugar especial que todos conhecemos como saudade. Uma saudade que, embora dolorosa, é também uma lembrança constante do homem incrível que ele foi e do impacto duradouro que teve em nossas vidas.

Que a memória de Adauto Pereira continue a iluminar nossos dias, inspirando-nos a sermos pessoas melhores, assim como ele nos ensinou.

Com todo o respeito e carinho,

Dr. Janio Queiroz.

(*) Mensagem enviada para a filha Lenilza Pereira Lopes

23 julho, 2024

[Causos] Memórias de um Banho Sertanejo. Seu Né da Rua da Várzea.

 


Texto:
Jânio Queiroz
Julho/2024
São Luís - MA


Nos anos 70, em Custódia, cidade do interior de Pernambuco, a juventude tinha uma tradição de aproveitar os dias quentes do sertão para se refrescar nos banhos de açudes e barragens afastadas da cidade.

Principalmente nas férias, quando os jovens que estudavam ou trabalhavam em Recife retornavam à cidade, esses passeios se tornavam verdadeiros eventos sociais.

A rotina era sempre a mesma: reuniam-se de manhã, preparavam um farnel simples, e invariavelmente incluíam uma garrafa de cachaça para animar o banho.

No caminho, faziam uma parada estratégica em um pé de umbu, cujos frutos azedos serviam de tira-gosto perfeito para a cachaça. Era um ritual completo, misto de aventura e camaradagem, que fortalecia os laços de amizade.

Um desses jovens era Luciano, filho de dona Rosa, conhecida como diretora de escola. Certa manhã, antes do grupo partir para o banho, Luciano lembrou-se de que ainda faltava a cachaça. Sem perder tempo, dirigiu-se à mercearia de seu Né, situada na rua da Várzea, hoje conhecida como João Veríssimo.

Ao entrar na mercearia, Luciano avistou seu Né atrás do balcão, arrumando as mercadorias. "Seu Né, o senhor tem cachaça?", perguntou ele, com o sorriso esperançoso de quem já sabia a resposta. Seu Né, um homem de poucas palavras e muito astuto, olhou de soslaio e respondeu, "Tem Pitu e Serra Grande, qual você quer?"

Luciano, sem hesitar, escolheu a Pitu. "Me venda uma garrafa de Pitu, que nós estamos indo para um banho. Quando voltar, eu busco o dinheiro em casa e pago ao senhor", disse ele, com a confiança típica da juventude.

Seu Né, cruzando os braços e balançando a cabeça, soltou uma risada e disse: "É A GENTE DIZENDO QUE NÃO TEM E ESSE PESSOAL COM DIABO DAS TEIMAS.”

Mesmo assim, entregou a garrafa para Luciano, confiando na palavra do rapaz.

Os jovens partiram, animados, para mais um dia de diversão. O banho foi um sucesso, com risadas, histórias e, claro, umbu e cachaça. No fim do dia, cumprindo a promessa, Luciano voltou à mercearia de seu Né, pagou pela cachaça e agradeceu a confiança.

Esses momentos, cheios de simplicidade e companheirismo, ficaram gravados na memória daqueles que viveram a juventude nos anos 70 em Custódia, relembrados com carinho e saudade a cada encontro da velha turma.

Apoio Cultural

21 julho, 2024

[Causos] A tranquilidade e o humor do policial João Gaguinho.


João Gaguinho
Foto: Acervo familiar



Em Custódia, uma cidade pequena onde todo mundo se conhece, existia um policial muito conhecido por sua tranquilidade, a saber, João Gaguinho. Diziam os mais velhos que ele nunca tinha prendido ninguém. Certo dia, numa segunda-feira ensolarada, o delegado local chamou o policial e ordenou que ele prendesse um matuto que tinha causado confusão na segunda-feira anterior.

O policial, com sua calma habitual, saiu em busca do matuto. Não demorou muito para encontrá-lo, vagando pela feira. Chegando perto, o policial perguntou:

— Qual é o seu nome? é Bento

— Bento, senhor. — respondeu o matuto com certo receio.

— Então, Bento, o delegado quer falar com você. Vamos lá agora. — disse o policial, com um sorriso tranquilo.

Bento, meio desconfiado mas sem alternativa, decidiu acompanhar o policial João Gaguinho. Os dois foram caminhando pela cidade até chegarem à cadeia pública. Quando estavam subindo os degraus da entrada, avistaram o delegado, que estava parado à porta, esperando.

O policial, com uma atitude que ninguém esperava, agarrou levemente o braço de Bento e, em voz alta, declarou:

— Doutor, ele não queria vir de jeito nenhum! Mas eu trouxe ele à força!

O delegado olhou surpreso, sem saber se ria ou mantinha a seriedade. A verdade é que todos sabiam que o policial era um homem de paz, e essa história se espalhou rapidamente pela cidade, virando um causo contado e recontado nas rodas de conversa por muitos anos. E assim, o policial João Gaguinho ficou ainda mais famoso, não só pela sua tranquilidade, mas pela forma singular e bem-humorada de cumprir suas ordens.

Jânio Queiroz
Julho/2024
São Luís - MA

(*) Texto autorizado por familiares.

22 novembro, 2023

Câmara de São Luís concede título de cidadão ludovicense ao advogado Jânio Nunes Queiroz

 


Em reconhecimento aos serviços prestados na área da advocacia na capital maranhense, a Câmara Municipal de São Luís (CMSL) entregou em sessão solene, na tarde desta terça-feira (21), o Título de Cidadão Ludovicense ao advogado Jânio Nunes Queiroz. A honraria cumpre decreto legislativo nº 017/2022 de autoria do vereador Thyago Freitas (PRD).

Realizada no plenário Simão Estácio da Silveira, a sessão solene para a entrega da condecoração foi conduzida pelo vereador Aldir Júnior (PL), contando a presença de algumas autoridades que compuseram a mesa de honra como o delegado da Polícia Civil do Maranhão, Ronilson Moura; do conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Thiago Diaz; e da juíza de direito Joseane Bezerra, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA).

Thyago Freitas abriu a cerimônia destacando que a homenagem é mais do que justa por se tratar de pessoa com quase 18 anos de serviços prestados à capital maranhense, principalmente no atendimento das demandas ludovicenses, especialmente na advocacia com causas em favor das mães que demandam pensão alimentícia de seus filhos.

“Dr. Jânio nunca mediu esforços para ajudar o próximo, sempre acolhendo os mais necessitados. Vale destacar, que seu coração é imenso e seu escritório é muito acolhedor na advocacia pro bono, recebendo mães de família, a fim de demandar em juízo pensão alimentícia de seus filhos perante o Poder Judiciário”, declarou o autor da homenagem.

O condecorado, que estava bastante emocionado, fez questão de agradecer a Deus e ao carinho do vereador Thyago Freitas pela homenagem. Antes do agradecimento, ele recitou trechos da música “Ilha Magnética”, do cantor Cesar Nascimento. Em seguida, lembrou que o título de cidadão equipara a uma adoção oficial.

“Considero este um dos mais importantes, marcantes e inesquecíveis momentos da minha vida familiar e profissional. Afinal, não é todo dia que se recebe um título de cidadão que equipara a pessoa agraciada a uma adoção oficial”, declarou o advogado.

Em seu discurso de agradecimento, o homenageado falou da sua trajetória profissional na capital e se emocionou ao lembrar da oportunidade que teve com o Dr. Fernando Everton Martins. “Foi quem abriu as portas da advocacia pra mim”, relembrou emocionado.



Quem é ele?

Nascido no dia 02 de junho do ano de 1963, na cidade de Custódia, em Pernambuco, mudou-se para São Luís em 2004, na qualidade de vendedor, onde exerceu a referida atividade durante 0 ano e 08 meses.

Em 2005, lançou em âmbito nacional, o livro “O que uma mulher não deve dizer a um homem nem sob tortura” – (Ed. Novo Século – São Paulo), com mais de 100 mil exemplares vendidos, inclusive, ainda à venda nas principais livrarias, lojas e supermercados de todo Brasil.

Iniciou o curso de Ensino Superior na área de Direito, em junho do ano de 2005, formando-se no mês de julho do ano de 2010, pela Faculdade do Maranhão (FACAM). Em seguida, se pós-graduou em Direito Penal e Processo Penal com formação para o magistério do Ensino Superior, tornando-se Bacharel em Direito e Advogado, devidamente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Maranhão, sob o número 12.179.

Atualmente trabalha com advocacia em geral, com escritório situado na Rua Azulões, nº 01, no Jardim Renascença, Edifício Office Tower, Sala 731, na capital maranhense, onde vem desenvolvendo um importante trabalho no meio jurídico, atuando em vários casos de repercussão na advocacia ludovicense, entre eles, o incidente da Casa do Escritor Aluísio de Azevedo.

Ele, que está há 18 anos na cidade, casou com a ludovicense Luanna Amorim Teixeira Queiroz, funcionária do Banco do Brasil S/A. Jânio sempre se considerou um autêntico ludovicense, tendo muita admiração e grande apreço pela cultura regional e hospitalidade, marcas inconfundíveis deste povo.

A honraria

Ao contrário da Medalha Simão Estácio da Silveira, que homenageia pessoas que prestam relevantes serviços à capital maranhense, o Título de Cidadão Ludovicense é entregue a pessoas nascidas em outras cidades. A concessão de títulos honoríficos é feita por meio de decreto legislativo, aprovado por dois terços dos vereadores.

Fonte: Câmara Municipal de São Luis-MA

15 agosto, 2021

Dadá e Xia - "Os profetas de Custódia" por Jânio Queiroz


Causo enviado por Dr. Jânio Queiroz
São Luiz-MA
Agosto/2021


Se eu perguntar as pessoas de Custódia, quem foi professor Edson e professor Eraldo, são pouquíssimas as pessoas que vão saberem me responderem. Mas por outro lado, se perguntar quem foi Dadá e Xia, quase todos, com certeza, vão responder que os conheceram.

Assim sendo, hoje eu vou dizer um fato que Dadá me falou que aconteceu com eles na cidade de Monteiro, interior da Paraíba. Dadá e Xia, ou melhor, professor Edson e professor Eraldo, conhecidos como os maiores profetas nas feiras do sertão de Pernambuco.

Segundo Dadá (prof. Eraldo), eles estava em uma praça um dia de feira, na cidade de Monteiro-PB, executando seus trabalhos de profecias, que iniciavam mais ou menos assim:

Sentado em um tamborete, Xia (prof. Edson), colocava um pano preto (venda) nos olhos de Dadá, e começava a falar as seguintes palavras: daqui há pouco, vai acontecer o maior espetáculo espiritual da face da terra, com o professor Edson e o professor Eraldo, direto de Cachoeira de São Felix na Bahia, ligado com Zé da Bola da Capital Pernambucana.

Professor Eraldo vai dizer o passado, o futuro e o presente, dizer o que você sente e o que não sente também.

Nessas alturas, eles já estavam arrodeados de gente que vinha dos sítios fazer a feira.

Segundo Dadá, quando eles iniciaram os seus trabalhos, a fim de levantarem seu ganha pão, chega de repente um daqueles cara, conhecido como diz no adágio popular, “atrasa bóia”.

Chegou logo gritando, esses caras são charlatões, eu conheço eles de Custódia, não advinha coisa nenhuma.

Foi quando Dadá levantou-se do tamborete, tirou o pano preto dos olhos e falou: se eu falar agora o local aonde seu pai está nesse momento? Ai eu duvido! Se tu acertares, aí sim, eu acredito que tu advinhas mesmo!

Diante disso, Dadá respondeu sem hesitar: teu pai esta agora na cidade de Campina Grande, em um barzinho, tomando aquela Skol bem geladinha, momento em que o moço respondeu; conversa!

Eu deixei você falar só pra ver o que você ia responder, pois saiba que meu pai faleceu há mais de 10 (dez) anos. Está vendo que tu não sabes de nada! Dadá respondeu; quem morreu foi teu padrasto, porque teu Pai está agora em Campina Grande, tomando uma cerveja bem geladinha.

14 julho, 2013

Dr. Pedro Pereira Sobrinho por Jânio Queiroz


DR. PEDRO PEREIRA 

“Uma amizade não é uma coleção de segredos e sim uma cumplicidade!”

DEUS está no meu coração, e Onisciente como o SENHOR é, conhece a sinceridade que há nele, bem como sabe exatamente o que estou escrevendo sobre este homem, uma pessoa de poucas palavras, mas que esbanja seriedade no seu falar. Este erudito a quem eu estou me referindo é digno de ser laureado com o título de verdadeiro advogado. 

Esse ser humano, DR. PEDRO PEREIRA SOBRINHO, é um exemplo para os que o cercam, um ilustre Jurista, que representa com dignidade, indubitavelmente, a nossa bela profissão. Entre tantos outros ofícios, foste condecorado por DEUS para exercer esse sacerdócio com amor, equidade e imparcialidade, sempre ao lado do Direito e da Justiça, ainda que o mundo inteiro estivesse contra ti. Sempre atualizado e detentor de um notável saber jurídico, busca incansavelmente laborar tendo como arrimos indeclináveis o Código de Ética Profissional e a Deontologia Jurídica. 

É reconhecido, merecidamente, como um colega que sempre pautou sua vida profissional na honestidade, na justiça e na defesa das classes sociais humildes e menos favorecidas. É uma pessoa que perdoa facilmente, de caráter virtuoso, que todos aprenderam e estão habituados a admirá-lo, muito por conta de ter tido e de ter uma trajetória firme, um caminho reto, norteado pela probidade. 

Alem disso, é Advogado de coração, sacrificado pelo Direito, exemplo a ser seguido por cada um de nós. É Homem de trabalho, que tanto fez e faz, não só pela Advocacia, mas também, pela sociedade em geral. Sei que atende com gentileza a ricos, pobres e miseráveis, sempre cumprindo o juramento e o discurso de formatura que fizeste. 

Poderia dissertar horas a fio sobre os atributos, as virtudes, a índole, a aptidão, o caráter, o talento e histórias do nosso Causídico. Todavia, certamente eu pecaria pela falha de memória, ao deixar algo esquecido, motivo pelo qual prefiro enaltecer o nosso homenageado, dizendo-lhe em nome de todos os CUSTODIENSES que sentimo-nos felizes em proclamarmos os nossos valentes sentimentos de admiração e de aplausos, e o nosso orgulho em tê-lo como exemplo em nossa pequena cidade, 

Não posso deixar de dizer-lhe, ainda, que o significado desta singela homenagem foi por saber que tu sempre soubeste e sabes ser bom advogado, quando necessário; que sempre soubeste e sabe ser justo; que sempre soubeste e sabe ser intransigente com a desigualdade, ilegalidade, crueldade e a injustiça; que sempre soubeste e sabe ser solidário com o inocente, mas inflexível com o infrator. 

Quantas vezes não almoçastes apressadamente, e foste cuidar dos teus compromissos profissionais, priorizando a arte do teu oficio? Isso porque, na tua profissão, és responsável. Por isto e outras mil razões, DR. PEDRO PEREIRA, também em nome de seu filho, PAULO PETERSON, resta-me agradecer-lhe pelo exemplo de advogado a ser seguido por nós, e, principalmente, para as gerações futuras, que sempre terão na sua figura um norte seguro para suas atuações profissionais. 

Para concluir, quero apenas gratificar o Sr., DR. PEDRO PEREIRA, por ter escolhido a profissão de advogado, e peço-te, em nome de todos que te admiram, que jamais te canses dessa luta que é a Advocacia. Assim, esse teu velho amigo, JANIO QUEIROZ, me utilizo dessa crônica para te homenagear, e aproveito a deixa para dizer que sei como ninguém que hoje tu olhas para trás e diz: já tenho longos anos de trabalho. Mas sempre com o coração, já que o dinheiro, para você, sempre ficou em segundo plano, mostrando o valor da luta pelo um ideal!

(*) Post Especial em comemoração aos 73 anos do meu querido Pai.



21 fevereiro, 2013

Jânio Queiroz - Escritor Custodiense


Este livro é uma leitura obrigatória para todas as mulheres, independente do grau de instrução, idade e classe social, porque o maior patrimônio de uma mulher é "o poder de enfeitiçar o cérebro de um homem". Nele, o autor apresenta soluções práticas, de forma simples, transparente e bem-humorada, no sentido de tornar a convivência entre homens e mulheres (ou casais) mais prazerosa e livre dos desentendimentos e conflitos cada vez mais presentes em nossas vidas. 

Descubra ainda do autor: 

· Os dez mandamentos para manter o seu parceiro apaixonado por você. 
· Várias maneiras de fazer um homem feliz. 
· Os segredos dos homens. 
· As qualidades negativas dos homens. 
· As qualidades positivas dos homens. 
· Os assassinos da paixão: o que faz as mulheres perderem o desejo sexual. 
· Como fazer ele se abrir emocionalmente. 
· O estatuto do namoro. 
· Os péssimos comportamentos dos homens. 
· As técnicas para reagir contra a intimidação dele. 

Jânio Queiroz

Jânio Queiroz, custodiense, 49 anos, filho de José Nunes Queiroz (Dedé) e Maria Ana Filha (Lica), irmão de Dr. Francisco Queiroz (Advogado), estudou na Escola General Joaquim Inácio. Escritor, Advogado, Pós Graduação em Ciências Penais com Habilitação em Magistério em Ensino Superior.

Jânio Queiroz está sempre "em alerta" aos acontecimentos dos tempos. Ele tem percebido que muitas pessoas sofrem por não saberem realizar seus sonhos no campo sentimental e administrar um relacionamento amoroso. Atuou como conferencista em mais de 1.000 palestras no Brasil e no exterior, ministrando o curso de Comportamento e Capacitação Profissional. Com sua visão inovadora, tem mais de 108.000 exemplares vendidos, e 8 títulos publicados.

Editora: Novo Século 
ISBN: 9788576790327 
Ano: 2008 
Edição: 1 
Número de páginas: 237

Locais de venda, clicar abaixo:

06 julho, 2012

Jânio Queiroz - Editoras querem conquistar público feminino na Bienal



Quarta-feira, 8 de março de 2006 às 15h41m da Folha Online

Um dos destaques na 19ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece a partir de amanhã (9) a 19 de março no Pavilhão de Exposições do Anhembi, são as editoras segmentadas que produzem para públicos específicos. 

Além do mercado religioso --um dos gêneros mais vendidos no Brasil-- ou de livros didáticos, as mulheres também têm espaço neste setor editorial.

E as poucas pesquisas com as leitoras comprovam que há um caminho próspero para quem se arrisca. De acordo com a pesquisa "Retrato da Leitura no Brasil", de 2001, seis de cada dez leitores são mulheres. E mais de 45% delas são interessadas em livros religiosos.

A Editora Vida lança na feira o selo Vida Mulher, primeiro exclusivamente feminino do segmento cristão. Os livros abordam temas como comportamento, trabalho, espiritualidade e qualidade de vida. 

Entre os lançamentos do novo selo estão "De volta para casa", de Vera Lúcia Vilaça, um relato com bom humor de uma executiva que, após 30 anos de trabalho, resolve se aposentar e cuidar da família. 

Outra editora que marcará presença é a Harlequin Books. De origem canadense, a empresa estréia no país com uma série de lançamentos destinado ao público feminino. 

Presente em mais de 90 países, a Harlequin lança na Bienal nove títulos. E ainda o selo Red Dress Ink, com comédias românticas para mulheres bem-sucedidas com mais de 30 anos. 

"Procurava um marido e encontrei um Cachorro", de Karen Templeton, "Perigo", de Nora Roberts, "A Garota no espelho", de Mary Alice Monroe (sucesso de vendas nos EUA) são alguns deles.

Outra obra que deverá interessar as leitoras é "Putz! Virei a minha mãe!" (editora Nova Fronteira), de Sandra Reishus, que usa uma linguagem sarcástica para mostrar o óbvio: o quanto as mulheres de qualquer idade são influenciadas por suas mães.

Seguindo a linha comportamento e auto-ajuda, outro destaque é "O que uma mulher não deve dizer a um homem nem sob tortura!" (Ed. Novo Século), de Jânio Queiroz. O livro está recheado de frases "proibidas". 

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04 julho, 2012

Jânio Queiroz é citado em matéria da Livraria Saraiva



Homem X Mulheres: as diferenças ainda rendem bons livros Publicado em 10. 06. 2011

Livros de autoajuda ensinam como administrar as diferenças entre gêneros.
Por Natasha Ramos

O tema já foi tema de diversas pesquisas. Se para alguns estudiosos essas diferenças têm base genética, para outros, há fatores diversos envolvidos, principalmente os que dizem respeito ao comportamento. A psicologia popular estabeleceu algumas características próprias de cada gênero, como os homens são mais rápidos no raciocínio matemático, enquanto as mulheres são melhores com as palavras; eles são mais objetivos, elas, mais emotivas; eles são de exatas, elas de humanas. Para além da explicação científica, esta é uma discussão que está longe de ter fim. E isso se reflete no número crescente de publicações acerca do assunto.

Desde o clássico Homens São de Marte, Mulheres São de Vênus (Rocco), do psicólogo John Gray, lançado em 1992, até livros mais recentes como Mulheres São Loucas, Homens São Estúpidos (Nova Fronteira), do casal de roteiristas Howard J. Morris e Jenny Lee, lançado neste ano, são inúmeras as obras já publicadas que tentam explicar essas diferenças e ensinar como administrá-las para viver bem com o sexo oposto.

 “O entendimento desse nicho de mercado levou a editora a apostar neste tipo de leitura que discute relacionamento interpessoal entre homem e mulher, criando um catálogo com autores e pontos de vista diversificados, atendendo a diferentes necessidades dentro deste mesmo contexto”, diz Carla Rabetti, Coordenadora de Marketing e Comunicação da Editora Novo Século, que, para compor o catálogo desses livros, optou por autores de diversas áreas, para atender a públicos de diversas faixas etárias.

“Temos médicas, como Cibele Fabichak, que avalia esta relação homem/mulher do ponto de vista biológico; jornalistas que avaliam a questão de um ponto de vista mais histórico e social, como é o caso de Fábio Brunelli; até chegar a pesquisadores como Eduardo Nunes, que iniciou suas obras após realizar pesquisas para um programa de televisão voltado para relacionamento, e Jânio Queiroz, especialista em comportamento humano. Sem esquecer aqueles que são protagonistas de sua própria história, compartilhando suas experiências pessoais, como é o caso de Evandro A. Daólio”, conta Carla.

Sem dúvida, esse é um assunto que desperta o interesse de boa parte das pessoas. No entanto, é notável uma procura maior por esses títulos pelo público feminino, que está sempre em busca de entender o que se passa na mente masculina. “Oitenta por cento dos leitores desses livros são mulheres”, afirma Marcos da Veiga Pereira, diretor da Sextante. 

“O Brasil não detém grandes pesquisas consolidadas, mas os perfis de consumidores evidenciados em nossas principais livrarias indicam as mulheres, dos 16 aos 40 anos, como o principal público leitor desses títulos”, confirma Neila Name, diretora editorial dos selos Agir e Nova Fronteira, cujas vendas de títulos desse segmento no mercado editorial representam cerca de 18% e vêm crescendo a cada ano.

“Durante décadas, a sociedade e a igreja exerceram forte pressão sobre a sexualidade feminina, e a mulher era vista como um ser puro, sublime e não erotizado. No entanto, aquela mulher frágil e dependente do século XX não existe mais e a mulher do século XXI é a mulher que encontrou sua emancipação e liberdade sexual e se sente muito mais à vontade em consumir informação sobre sexo e relacionamento. Esta mulher está muito mais livre e interessada em conhecer seu próprio corpo, suas emoções e suas interações com o sexo oposto”, explica Carla Rabetti, da Novo Século. 

Este fator de mudança social gerou uma nova demanda de mercado tanto para as mulheres que se sentem à vontade e, cada vez mais, curiosas para conhecer o universo masculino, quanto para os homens que estão aprendendo a lidar com este novo perfil do comportamento feminino.

O primeiro livro sobre o assunto publicado pela Sextante foi Por que os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor, de Allan e Barbara Pease, que, desde 2000, quando foi lançado, até agora, já vendeu mais de um milhão de exemplares.

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