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26 junho, 2026

O Cristo da Paixão Ano III - Dia 30 e 31 de Março (2013)


Foto: PMC

Por Paulo Peterson 
    
Um dos eventos mais aguardados do ano foi realizado nos dias 30 e 31 de março, na Praça Padre Leão em Custódia. A peça O CRISTO DA PAIXÃO -  terceiro ano consecutivo - consagrou definitivamente o nome da cidade no roteiro turístico da Semana Santa do Estado.

A peça teatral que mais cresce no Sertão do Estado tem direção do ator custodiense Humberto Guerra. Desde a primeira edição em 2011 o elenco é formado por atores renomados da televisão brasileira. Foi assim com Thiago Mendonça e Rômulo Estrela para o papel principal. Para este ano, o convidado para interpretar Jesus Cristo foi Felipe Folgosi, ator com larga experiência em novelas e teatro. Sua mais recente participação em televisão foi no reality show A Fazenda da Record.

Completando o elenco, a atriz Helga Nemeczyk, como Maria, atualmente fazendo Zorra Total na Rede Globo. Pelo segundo ano consecutivo, Antonio Ysmael interpretou Caifás. Ivan Martins, primeiro diretor de teatro da carreira de Humberto Guerra interpretou Judas Iscariot, ano passado fez o papal de Anás. Completando o time de convidados, Babu Santana, constantemente visto na TV, Teatro e principalmente no cinema, interpretou Satanás.

Para que fosse realizada mais uma edição da peça teatral, o evento teve total apoio do Prefeito Luiz Carlos Gaudêncio e toda equipe da Prefeitura Municipal de Custódia, da Secretaria de Educação e de Cultura do Município. Além do apoio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (FUNDARPE), da Fábrica de Doces Tambaú, Governo do Estado e da Associação Comunitária (Aliança). Blog Custódia foi parceiro se encarregando de divulgação nas redes sociais e blog da região.

 A produção geral da peça foi de Anderson Cordeiro, Antonio Pacheco e Plínio Fabrício (Cenografia). Produção Executiva de Alison Alcântara. Assistente de Direção Lenilza Pereira. Figurino de Graça Rodrigues. Serralheria e maquinaria Bigurrinha, Fabiano da Silva e Heleno das máquinas.

Os figurinos usados mais uma vez se destacaram pela riqueza de detalhes. A cenografia do artista local Plínio Fabrício, merece também destaque. Talento local. Som de perfeita qualidade, assim como os palcos e iluminação.

Para este ano foi adicionado mais cenas, enriquecendo ainda mais a trajetória de Jesus Cristo, desde Criação do Mundo, passando por seu Nascimento, Sermão da Montanha, Milagres realizados (Ressurreição de Lázaro, Ressurreição da filha de Jairo, exorcização e cura de Cegueira), Martírio, Crucificação, Ressurreição e finalmente Ascensão aos céus. Enforcamento de Judas sempre é um momento bem aguardado, merece destaque atuação de Ivan Martins.

O público total presente aos dois dias de espetáculos foi estimado em torno de 15 mil pessoas.

Durante toda semana o espetáculo foi bastante comentado. A chegada dos atores em pleno feriado da Sexta Feira Santa da Paixão tirou quaisquer resquícios de silêncio no centro da cidade, com os primeiros ensaios durante à tarde. Um bom público compareceu mesmo com o forte calor, acompanhando ensaios atentamente, muitos querendo registrar a passagem dos ídolos com uma fotografia.

Na primeira noite de apresentação (dia 30), mesmo com atraso, o público acompanhou atentamente cada cena apresentada. Ora atento, ora se emocionando, ou aplaudindo cada passagem do Messias. Mesmo com atores experientes, merece serem exaltados os atores locais, mostraram que a cada ano, estão mais seguro e experientes na arte de interpretar, fruto do trabalho incansável do diretor Humberto Guerra. Destaques para Wilton Silva, Salmo Silva, Denyse Deodato, Mateus Góis, Alison Alcântara, Val Felix, Edjunior Cassiano, Cicero Silva, Eranile Rezende, Vinicius Leitte, Elielma Maria, Hindenberg, João Vitor, Antonio Galdino entre outros.

A cena inicial com Helga Nemeczyk segurando bebê cantando Noite Feliz mostrou outro talento pouco conhecido da atriz. Vozeirão digno de registro. Ganhando ainda ares mais emocionantes quando cantou ao vivo Ressuscita-me, sucesso da cantora gospel Aline Barros. Indescritível comentar a cena. Muitos aplausos. Felipe Folgosi foi crescendo a cada cena, ganhando confiança a cada ato interpretado. A impressão era de que estava nervoso. Os demais atores convidados, como Babu Santana, mesmo em pequena aparição, não deixou comprometeu, é um ator bastante versátil, facilmente realizaria qualquer outro papel. Antônio Ysmael mostrou a competência de sempre no palco. Falas sincronizadas, marcação de palco precisa. Mesma coisa para Ivan Martins, ambos com larga experiência de tablado. Participação de atores experientes auxilia no comprometimento e seguranças para os mais novatos.

Outras cenas bastante aplaudidas foram a Ressurreição de Lázaro com Helga cantando; os Milagres com a filha de Jairo e garota exorcizada; Via Crúcis pelas ruas da cidade e por fim Ressurreição e Ascensão aos céus de Jesus Cristo.

Segunda noite prosseguiu sem atrasos, com os atores mais relaxados, produção e figurantes mais ágeis, a peça fluiu sem nenhum problema de ordem técnica. Com a transição de cenários sendo mais rápidas do que a noite anterior. Presença do público mais uma vez foi boa, demonstrando muito carinho pelo espetáculo. Presença de pessoas da zona rural e cidades vizinhas. 

Pontos positivos para organização, área reservada para imprensa, cadeirantes, idosos, crianças e alunos surdos, com acompanhamento de Camila Góis (professora de Libras). Apesar da boa ideia, será necessário em próximos eventos, mais seguranças, para viabilizar um melhor acompanhamento das pessoas sem acessibilidade.

Aguardemos agora a edição de número IV em 2014. Parabéns ao Humberto por mais uma realização cultural em Custódia, e à todos envolvidos direta ou indiretamente com o espetáculo.

Mais fotos








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[O Cristo da Paixão Ano III (2013)] Entrevista com o ator Felipe Folgosi

Entrevista realizada por Paulo Peterson,
no Hotel Macambira, em Custódia, 
após primeira noite de apresentação.



Blog Custódia - Como foi ontem a primeira noite da peça? Acompanhei os ensaios no dia anterior e percebi você um pouco apreensivo. 

Felipe Folgosi - Uma peça se ensaia em média um mês. Um mês e meio. Pelo menos isso. Ontem apenas passamos a peça. Foi meio que direto. Acho que conseguimos, chegamos ao o fim(risos). Apresentamos. Houve umas falhas, mas conseguimos realizar. Isso é normal. Hoje vai ser melhor. Na verdade o importante é que hoje logo cedo no café encontrei pessoas daqui da cidade dizendo que havia gostado. É aquela coisa, a primeira noite sempre é mais difícil, muita gente para ensaiar, vários palcos, não teve ensaio base. Eu estava até um pouco preocupado mesmo antes do inicio. Temos essa responsabilidade, de fazer a coisa bacana. Bem feita. Mas eu fiquei feliz, porque saiu o espetáculo, houve algumas falhas, mas a gente espera corrigir hoje no segundo dia. No geral foi muito bom, todos gostaram, isso é o mais importante. Espero que hoje possa fazer uma apresentação melhor ainda.

BC - Como surgiu convite para o espetáculo.

Felipe - Olha na verdade, o Humberto entrou em contato comigo através de uma rede social, essa coisa usual da sociedade pós-moderna de hoje em dia, da coletividade, é muito bom, não é a primeira vez que aparece trabalho para mim através da internet. Foi dessa forma.

BC - Em entrevista à Rádio Custódia FM, você comentou que já tinha estado em Pernambuco com outras peças de teatro? Com a Paixão de Cristo foi a primeira vez?

Felipe - Não, já fiz umas quatro peças quando vim pra cá, entre Recife, Caruaru e Garanhuns. Já gravei uma novela da Record aqui, em Serrambi-PE(litoral Sul do Estado). É muito lindo lá. Eu gosto daqui e de Pernambuco em geral.

BC - Dentre as cenas realizadas na peça como Jesus Cristo, qual foi a mais emocionante?
Felipe - Várias cenas. Além da cena da encenação como a Via Crucis, onde ela visualmente emociona, tem cenas para mim, que o texto mesmo das mensagens de Jesus emociona. A Santa Ceia. O Sermão da Montanha. A cena da tentação com Babu Santana(interpretou Satanás). São textos que eu falo que são palavras eternizadas por Jesus, é muito legal você falar como ator esses textos. São textos que tem um peso.

BC - O que achou da produção do evento e dos atores locais?

Felipe - Eu acho assim, a cidade inteira fez um esforço muito grande para tornar o espetáculo real. Você vê que é uma coisa da comunidade. Todo mundo envolvido. Costureira, Cenógrafo e Carpinteiro. Gente que nunca fez esse tipo de trabalho colaborando com criação de cenários e de outras coisas. É um esforço da comunidade. Isso eu acho muito bacana. É muito difícil você usar um ator que não é profissional, todo mundo que tava lá, estava super disponível, temos uma certa disciplina que aprendemos na carreira de ator ao longo dos anos, poucos foram ao Recife, nunca participaram de um grupo de teatro. São pessoas voluntárias, eles não têm um compromisso tão grande assim. Mas quem tava ontem lá, resistiu ficar no feriado para participar da peça, realmente fez com afinco, com disposição. 

BC - Você já tinha ido para outros interiores pelo país.

Felipe - Sim. Fui em outros Estados, como Roraima e Acre. Aqui em Pernambuco eu nunca tinha ido tão distante. O pernambucano já é muito conhecido pela simpatia, o nordestino em geral, mas o pernambucano  é um povo muito simpático, muito acolhedor. Peço inclusive desculpas para as pessoas ontem que quiseram tirar fotos comigo durante o espetáculo, não pude atender, pois tava em cena e na correria (risos), se eu tirasse foto nesse momento não chegava a tempo no palco. Fora isso, um carinho enorme das pessoas, procurei atender o melhor possível, é bom a gente ter esse contato assim com o público. 

BC - Em 2013 você tem muitos trabalhos a realizar?.

Felipe - Estou fazendo um filme que se chama Aprendiz de Samurai, quando eu retornar vou continuar a gravar. Tem um projeto para um programa na TV a Cabo para o segundo semestre.

BC - Você ta escrevendo algo para cinema no momento?

Felipe - Sim. Tenho dois longa metragem à caminho escritos por mim, e tem um texto que venci um concurso anual de dramaturgia do Ministério da Cultura, que quero ver se eu monto ainda esse ano. 

BC - Deixe uma mensagem para seus fãs em Custódia e para todos os leitores do Blog Custódia Terra Querida.

Felipe - Agradecer a todos as pessoas de Custódia e da região, pela acolhida, espero que todos tenham gostado da minha atuação, tenho certeza que todo mundo tava procurando fazer o melhor de si, que possamos se reencontrar outras vezes e quem sabe eu voltei à Custódia com o espetáculo ou com outra peça em uma outra oportunidade. Obrigado.


 

03 julho, 2023

O Cristo da Paixão - Ano II - Atores


Encenação cênica-Religiosa, relatando os passos de Cristo, desde a sua perseguição até a  via-crúcis, o que levou a sua morte. Através disso, revelar o fascínio que o Salvador Jesus Cristo mostra quando passava diante dos cansados, sobrecarregados, mostrando que sua principal missão é resgatar os feridos e necessitados. 

Dias: 07 e 08 de Abril 
Horário: 20:00h 
Local: Palcos montados na Praça Padre Leão e na antiga Praça Ernesto Queiroz(ao lado da Câmara de Vereadores)

Atores convidados 2012

Rômulo Estrela (Jesus)
Rômulo começou sua carreira como Minotauro em uma pequena participação em Da Cor do Pecado, mais só ficou mesmo um pouco mais conhecido ao interpretar Romualdo na novela Essas Mulheres

Em 2006 com a sua volta a Rede Globo participou da novela Cobras e Lagartos e em 2007. Fez duas vezes o Por toda a minha vida

No mesmo ano voltou a Rede Record onde fez Caminhos do Coração com o personagem Draco o mutante do fogo, e continuou em Os Mutantes - Caminhos do Coração e Promessas de Amor que foi seu personagem de maior destaque.

Thiago Mendoça (Pilatos)
Ano passado interpretou Jesus Cristo, retorna como Pôncio Pilatos

Trabalhos na televisão: 
2010 - Dalva e Herivelto - Uma canção de amor .... Billy
2007 - Duas Caras .... Bernardinho (Bernardo da Conceição Júnior)
2006 - O Profeta .... filho falso de Olegário
2002 - Malhação .... Aluno do 2ª Ano
2001 - Sítio do Picapau Amarelo .... Bagre Mordomo
2000 - Bambuluá .... ciclista

Trabalhos no cinema
2011 - Somos tão Jovens ... Renato Russo
2007 - Tropa de Elite ...
2004 - 2 Filhos de Francisco .... Luciano

Trabalhos no teatro
2006 - Veridiana e Eu
2005 - Os Inimigos da Classe
2002 - O Ateneu
2001 - Os Meninos da Rua Paulo

Ivan Martins: Ancião
Ivan Martins é formado pela Escola de Interpretação Martins Pena. Começou a fazer teatro em 1983. Seus mais recentes trabalhos na Rede Globo foram o seriado cômico A Grande Família, as novelas O Cravo e a Rosa, com direção geral de Walter Avancini e Mulheres Apaixonadas, como ator. Ainda exerce a função de produtor de elenco para comerciais.

Fez parte da Companhia TUERJ - Teatro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro -, na equipe formada por Antonio Pedro, Alice Borges e Ricardo Petraglia. Juntos montaram MacBeth , de William Shakespeare, e Terror na Concha , na Concha Acústica da ÜERJ.

Há 16 anos ministrando aulas de interpretação para crianças, adolescentes e adultos. Leciona também para a terceira idade. Já trabalhou com nomes como Alcione Araújo, Aderbal Freire Filho, Amir Haddad, Regiana Antonini, José Roberto Mendes, Luís Carlos Ripper, Bemvindo Siqueira, Cininha de Paula, Antonio Pedro, entre outros.

Na extinta TV Manchete, foi produtor de elenco das novelas Mandacaru e Brida.

Como ator, ainda na TV Manchete, foi contratado para integrar os programas Lupulimpim Clápátôpô, com Lucinha Lins e Cláudio Tovar e Fronteira do Desconhecido, este dirigido por Tomil Gonçalves.

Antônio Ismael: Caifás

Televisão:

O Bem Amado  (Globo)

A Padroeira (Globo)

Cidadão Brasileiro (Rede Record)

Fina Estampa (Globo)



Teatro:

Roupa Suja se lava em casa

Antígona, o Nordeste quer falar!


Erick Alan: Satanás
Ator local, estudando atualmente teatro em Recife.

José Borges: Judas 

Teatro: 
A Magia do silêncio (ganhador de 10 prêmios) 
Cinema: A lenda do boto(1998)



Fonte: Casa das Juventudes de Custódia

31 março, 2023

Entrevista com Helga Nemeczyk (2013)



- Qual origem do sobrenome Nemeczyk?

Resposta -Helga - Meu avô pai do meu pai é da República Tcheca, da cidade de Zinik. Ele veio fugindo da Guerra para o Brasil, casou com a minha avó, teve meu pai mais cinco filhos, e eu sou a primeira neta. Sou a mais velha.

- Como surgiu convite para a peça.

R- Através do Humberto Guerra, conheço há alguns anos, na verdade ele fez comigo a primeira peça de teatro que eu fiz na vida. Que na verdade era uma peça com direção do Ivan Martins. Humberto participa também peça, e ai foi assim que a gente se conheceu. Passaram-se uns 15 anos, eu tava em cartaz lá no Shopping da Gávea e ele foi lá, com o Antonio Ysmael, para me convidar para vir para a peça em Custódia. Aceitei de cara o convite. Pois tinha além do amigos, o Ivan e o Ysmael. Já trabalhei bastante com eles.

- Percebi você um pouco envolvida emocionalmente quando apareceu em cena com um bebê.

R- Eu acho que é porque estou chegando na idade de ser mãe. (risos). Fiquei tão emocionada com aquele bebê tão lindinho e quietinho, e eu fiquei com tanta pena dele ali, da luz, no rostinho dele e ele com os olhinhos fechados. Deu uma pena quando o peguei nos braços. Fiquei muito emocionada que chorei. Mas ele é muito fofo, muito bonzinho. Então é por isso que falei que estou com esse instinto maternal se aproximando.

- Foi a primeira vez que você trabalhou no palco com religião?

R- Não, na verdade não porque eu estudei num colégio interno cinco anos da minha vida, e era um colégio evangélico. Então eu tive uma educação evangélica. Minha avó era evangélica. Estudei na Escola Adventista por muito tempo, na escola encenei outras peças religiosas. Mas a Paixão de Cristo em si é a primeira vez.

- Ontem à noite várias pessoas ficaram admiradas com seu desempenho vocal.  Já fez algum musical no palco ou gravação profissional?

R- Muitos musicais. São muitos, vou te falar os mais famosos. Fiz no Rio de Janeiro dois musicais da Broadway, que foi Xanadu e Baby. Textos de autores brasileiros fiz Aurora da Minha vida do Naum Alves de Souza (Link). Direção do próprio do Naum Alves de Souza. Mas versão musical, que eu tive que engordar 14kg, pois interpretava o papel que era a gorda. Agora to fazendo a Revista do Ano, de Tânia Brandão, que a gente ficou em cartaz ano passado e agora vamos reestreiar no Carlos Gomes, que é um musical brasileiro. Teatro musical brasileiro que é um musical do Luiz Antonio Martinez Correia, que é irmão do Zé Celso, com músicas brasileiras de 1870 até 1890, são músicas antigas, quase operetas. Entre outras muitas que eu não vou lembrar.

- Você já pensou em gravar algum cd musical?

R- Pois é, todo mundo me perguntam isso. Mas eu não verdade não pretendo fazer carreira de cantora. Acho uma carreira meio ingrata, eu acho né, pois você tem que escolher um estilo para cantar, ficar seguindo aquele estilo para sempre, montar um personagem, daquela cantora, aquela imagem ali, eu me ia cansar. Ia me cansar de cantar um só estilo, ia me cansar de ser só uma pessoa. Pois isso eu escolhi ser atriz, ai o canto acaba que vai junto. Porque eu aprendi a cantar na Igreja.

- Sei que é difícil acompanhar todo o espetáculo, mas teve alguma cena que emocionou você.

R- Olha eu não acompanhei, realmente não dá, porque a gente fica ali atrás. Eu me emocionei na minha cena inicial com o bebê. Até o final. A cena de Lázaro também é muito bonita. E a Via Crucis e claro a crucificação;

- Fora o Zorra Total, algum outro projeto para 2013?

R- Na TV,  Vou continuar no Zorra Total, pois tenho contrato com eles. Até o final do ano que vem. Temos umas novidades ai este ano, tem o Vem Ai, Vem ai para o Zorra Total também, a gente vai fazer umas coisas novas. No teatro eu continuar fazendo a revista. Vou para Portugal com outro musical que a gente tem, chamado Brasil 70, que ta rolando este ano o Brasil-Portugal, fomos convidados para fazer lá, no Estoril. Vou fazer uma peça também que vai estreiar em maio, chamada SPA, com 3 mulheres vão para um SPA, e que acontece coisas mirabolantes. No segundo semestre, acredito que vá fazer um novo musical do Miguel Falabela, da Broadway to fechando ainda, falta acertar alguns detalhes.

- Fora a peça, o calor e o doce Tambaú, o que você pôde sentir da cidade de Custódia?

R-  Olha a gente não conheceu de verdade praticamente nada, só vai do hotel para o palco. E volta pra cá. Não deu tempo. Mas a galera..... é “Arretada”, né não. Diz ai você que é daqui. O pessoal recebeu a gente muito bem. Bem caloroso. Mais assim o povo aqui tratando a gente muito bem. Muito bem recebido.

- Pelo que soube muita comida também....

R- Muita comidaa. Eita caramba, vou te falar hein.

- Obrigado Helga pelo bate papo. Deixe uma mensagem para os leitores do Blog Custódia Terra Querida.

R- Gente obrigada pela acolhida aqui na cidade de vocês, parabéns pelo evento, por tudo, espero que a cada ano que passe as coisas possam melhorar, ficar maior e trazer mais gente para a cidade, para a cidade também crescer, que acho que é  importante. Beijão para todo mundo e Merda(*).

(*) Antigamente as pessoas chegavam aos teatros em carruagens. Quanto mais carruagens, mais merda os cavalos deixavam nas ruas e calçadas. Assim, muitas pessoas entravam no teatro com os sapatos sujos, de merda, e quanto mais merda deixada nos capachos, mais a casa estaria cheia.

Assim, a expressão “merda” tem o mesmo significado de boa sorte e é sempre usada antes das apresentações. Lembrando que, nunca se deve agradecer com obrigado ou de nada quando alguém lhe desejar “merda”, deve responder apenas “merda” ou ficar calado.

01 dezembro, 2022

O Cristo da Paixão em Custódia 2011



Para relembrar, seleção de fotos da peça O CRISTO DA PAIXÃO, realizada em Custódia durante os dias 23 e 24 de abril de 2011, na praça Padre Leão.

Fotos:
Cristiane Nunes

11 março, 2015

O Cristo da Paixão II (2012)


O colaborador e compositor Plínio Fabrício, disponibilizou via YOUTUBE, um vídeo com 38 minutos do primeiro dia de apresentação da peça O CRISTO DA PAIXÃO II na Praça Padre Leão, dia 07 de Abril(sábado). Neste vídeo os custodienses que não tiveram condições de vir até a cidade, poderão ter uma noção da grandiosidade que foi o espetáculo. Cada ato encenado pode ser conferido de forma editada, sem perder as principais cenas.

Contando com uma produção jamais vista em Custódia, em termos de apresentações teatrais, a apresentação da peça O CRISTO DA PAIXÃO II levou um excelente público nos dois dias de exibição. Diferente do ano anterior, foi colocado lado a lado três palcos, em frente ao prédio da CEF, e no meio da praça, vizinho ao coreto no caramanchão(onde se joga dama e outros jogos), o local do enforcamento de Judas e a Ressurreição de Cristo. Desta forma, evitou-se o deslocamento de pessoas entre os cenários. A exceção da cena da Via Crúcis com atores passando pela frente da Igreja Matriz de São José até a Praça Ernesto Queiroz, onde foi realizado a crucificação. 


Santa Ceia

Caifás e Judas

A produção sonora permitiu uma boa audição dos diálogos em qualquer lugar. As roupas usadas mantiveram o nível da edição passada, graças ao capricho da costureira Neta.

Os atores convidados desempenharam de forma bastante humilde e profissional seus papéis.  O público feminino foi ao histerismo com os atores Rômulo Estrela (Jesus Cristo) e com Thiago Mendonça(Pilatos, ano passado interpretou Jesus Cristo). O nível dos atores locais a cada nova peça é visível. Fruto do empenho do diretor Humberto Guerra e de todos da Casa das Juventudes da cidade.

A Casa das Juventudes de Custódia, com mais esta realização, mostrou que com o apoio dado pela Prefeitura Municipal (Gestão Nemias Gonçalves de Lima) e pela Secretária de Educação, Cultura e Esportes (Gestão Luciara Frazão), é uma das mais atuantes no Estado de Pernambuco. 

O trabalho da diretora Lenilza Pereira Lopes, de Humberto Guerra, Katia Siqueira, Alison Alcantara, Mateus Gois, Marcones e demais funcionários, comprovam que a cada dia o nível de suas realizações estão atingindo patamares profissionais. Quem ganha com isso é a cultural local, cada vez mais valorizada com suas realizações.

Paulo Peterson.


MAIS FOTOS

Chega de Jesus Cristo à Pôncio Pilatos
Via Crúcis
Crucificação
Ressureição
Bacanal de Herodes


13 maio, 2014

[Opinião] O Cristo da Paixão IV - A União faz a Paixão


A realização do espetáculo “O Cristo da Paixão ano IV” de Custódia aconteceu nos dias 19 e 20 de abril. Com inúmeras dificuldades, principalmente por não ter este ano o apoio do Poder Executivo local, cogitou-se a não realização ou a transferência de apresentação para outra cidade, por não ser mais novidade. 

Com o vencimento do prazo para a realização praticamente findado, através das redes sociais foi se formando uma corrente de voluntários - "Todos movidos pela paixão” e obstinados em superar, com o diretor Humberto Guerra, todas as adversidades. 



Para isto foi essencial o apoio de profissionais de outras edições, como Lenilza Lopes, Alison Alcântara, Graça Rodrigues, Plinio Simões e equipe cenográfica, atores envolvidos em edições passadas, a inclusão de Cidineia Santos, Aldas Veras e tantos outros nomes que não caberiam nesta lauda mas que não são menos merecedores mas são de enorme relevância para o que aconteceu. Uma verdadeira batalha diária contra o tempo! 

Mesmo com apoio da FUNDARPE, ainda julgava-se impossível realizar um evento deste porte e a inclusão e interesse do vice-prefeito Manuca de Zé Povo foram fundamentais para a concretização de mais um espetáculo cultural dessa natureza. Suas estruturas de palco, som, iluminação, patrocínios e a atuação de profissionais, figurantes e técnicos, culminaram em um rico trabalho e os resultados foram duas noites com presença maciça de público, um aquecimento no comércio informal no bairro da Rodoviária e, o melhor, a aprovação popular com a edição de 2014. 


A iniciativa pioneira no Estado, ao escolher um ator negro para o papel principal, através de Déo Garcez, surtiu um efeito surpresa, a princípio, sendo superada pela segurança de sua interpretação centrada. Alguns atores foram estreantes no evento, como Claudio Cinti (Herodes), Danilo Peres (Ancião) e Pedro Donizetti - este último deixando a platéia estarrecida com seu talento no papel de Judas Iscariotes, causando espanto tamanho realismo na condução de suas cenas e de doação ao papel. 




O elenco completou-se com os experientes Antonio Ysmael e Ivan Marttins, já velhos conhecidos de nossa cidade e, especialmente, com a ‘prata da casa’, o ator Salmo Silva, jovem porém brilhante, seguro e preciso como Pôncio Pilatos, e que, atualmente reside no Rio de Janeiro, estudando teatro e atuando em televisão. Entre os atores locais, destacaram-se as atuações de Wilton Silva, Marcondes Silva, Hindenberg, Aldir Marinho seguidos por outros igualmente talentosos, revelando, desta feita, o valor de nossos profissionais habilitados para espetáculos desse porte. 

O Grupo Luar do Sertão, com 11 anos de existência, apresentou-se, mais uma vez com muita empatia, charme e competência de sempre, abrilhantando assim o melhor de nossa terra: a nossa própria nossa cultura. 

No último dia de apresentação, foi exibido em telão, alguns depoimentos sobre o evento, atores da peça, pessoas admiradoras da peça, com destaque para depoimentos dos experientes atores Ary Fontoura e Benvindo Siqueira, apoiando o trabalho realizado por Humberto Guerra em Custódia, com destaque para O Cristo da Paixão. 

"O êxito da vida não se mede pelo caminho que você conquistou, mas sim pelas dificuldades que superou no caminho". (Abraham Lincoln)

por Paulo Peterson, e apoio de todos "Movidos pela Paixão".
Fotos: Paulo Peterson/ Klebson & Cristiane

09 maio, 2014

[Entrevista] Com o ator Pedro Donizetti - A rota de um ator



1-Como surgiu o convite para o “Cristo da Paixão lV”? Já conhecia Humberto Guerra, outro ator participante ou amigo em comum?

R: Participar do evento “Cristo da Paixão lV” não constituiu-se em um convite propriamente dito, mas partiu do ator, amigo e aluno Salmo Silva em sugestão ao diretor geral Humberto Guerra. Eu ainda não conhecia o trabalho deste último até encontrá-lo no Espaço Cultural Correia Lima (onde prestava serviços ocasionais, em meados de outubro passado) com o propósito de escolher dois integrantes para a referida apresentação. E, recentemente, o vi em breve aparição na novela “Amor à Vida”, de Walcyr Carrrasco, exibida pela Rede Globo de Televisão. Quanto aos outros atores envolvidos, apenas tinha contato esporádico com Ivan Marttins e Antonio Ysmael.

2-Seu papel na quarta edição foi um dos mais marcantes; como se preparou para o papel de Judas Iscariotes?

R: No meu entendimento, preparar-se para um papel significa dedicar a vida pela criação da personagem. É ter sempre que partir do ‘ponto zero’ porque me vejo diante de uma nova vida sobre a qual nada sei. Não acredito em atores que trazem as personagens “prontas” como cartas na manga, tendo como base uma reles leitura ou um conjunto gestual pré-definido. A isto chamamos composição e teatro é construção. Esta, a de Judas, deu-se gradativamente, em paralelo às pesquisas, exercícios e ensaios com o ator Salmo, este como Pôncio Pilatos. Tendo Judas uma personalidade única, tão diferente da minha, primeiramente pedi a Deus orientação sobre o caminho a ser traçado e Ele colocou em meu pensamento a importância de descaracterizar Judas apenas como um traidor e retratá-lo como um ser humano em total desespero e arependimento tardio. Além das passagens bíblicas que o incluem estudei o livro “Eu, Judas”, de Taylor Caldweel em parceria com Jess Stearn, onde ele é apresentado como protagonista, amigo e melhor discípulo de Jesus. Estes escritos perpassam todos os acontecimentos do livro sagrado desde o batismo, milagres, morte e ressurreição do Mestre. Nele, Judas explica suas causas e motivações para a traição, como queria ver Jesus desafiado para poder enfrentar os romanos e triunfar sobre eles. Assistimos vídeos, filmes e depoimentos que nos auxiliaram a alicerçar nossas posturas cênicas através de gestos e inflexões. Há que se acrescentar que o trabalho de investigação de um ator de teatro foi, é e deverá ser sempre contínuo. Passa-se até mesmo, subjetivamente, a pensar, falar , agir e brincar como a personagem; d’outra forma, a interpretação deixa de ser verdadeira e assume o posto de mera representação.

3-Como começou sua carreira de ator? Nos conte um pouco de sua história.

R: Minha carreira talvez deva ser chamada de rota, porque entende-se por carreira uma profissão da qual sobrevive-se por toda uma vida. E, a grande maioria de atores de teatro tem que ter uma atividade paralela para garantir sua sobrevivência. Minha rota de ator iniciou-se aos dez anos de idade, na época da formatura do primário (ensino fundamental) com a montagem de “Os Três Porquinhos”. Ali ficou nítido o caminho que construiria independente de tudo. Seguiram-se outras apresentações em escolas, igrejas das mais variadas denominações, praças públicas, festas e feiras. Infelizmente, em cidades do interior, ainda não se tem o hábito de estabelecer temporadas de teatro, de “entrar em cartaz”, como se diz. Meu real despertar cênico deu-se no final dos anos 80, ao integrar-me ao Grupo Mandrágora, ainda em minha cidade natal, Passa Quatro, no Sul de Minas. A partir daí comecei a compreender um pouco mais do interessante universo teatral e sua duplicidade. Nos anos 90, já no Rio de Janeiro, estudei na Escola de Teatro Martins Pena, onde me aprimorei na teoria e na prática, conheci companhias de teatro e me profissionalizei. De lá pra cá trabalhei como ator e técnico em cenários, figurinos e adereços em mais de cinquenta espetáculos, em várias companhias e em escolas de teatro como a CAL (Casa de Artes de Laranjeiras) e UNI-RIO – além de fazer adaptações de textos, criação de ‘banners’, maquiagem, contrarregragem e assistência de direção. E, confesso, até hoje ainda estou aprendendo, a cada novo desafio.

4-Quais foram os papéis mais marcantes? Quem são suas maiores influências na vida?

R: Todo papel que me coube foi de certa forma marcante, porque todos, invariavelmente, pontuaram um determinado momento de minha vida, bom ou ruim. Mas relembro com carinho de personagens como um caipira mineiro, um cego, uma mago, uma empregada francesa, alguns palhaços, arlequim, um promotor público e, como não dizer, de Judas Iscariotes. O último papel é sempre o mais forte porque define nosso amadurecimento enquanto ator e ser humano e nos reporta ao que, de fato, somos, queremos e conseguimos transmitir ao próximo. Levo comigo, enquanto artista, as influências de outros artistas, autores, atores, diretores, professores e muitos técnicos que convivi e sobre os quais li , neste 35 anos de palco. E também de pessoas comuns do dia a dia, conhecidas ou não. Afinal, como cita Exupery: “Aqueles que passam por nós não nos deixam sós; deixam um pouco de si e levam um pouco de nós!” E, no campo espiritual, sou bastante econômico: tenho apenas Jesus Cristo como Senhor, Mestre e Amigo!

5- O que acha do panorama teatral desde século?

R – Enquanto que, no século XX surgiram múltiplas alternativas teatrais no intuito de aprofundar os aspectos da realidade social , com a presença determinante do encenador, neste século o teatro segue sua trajetória a partir de paradigmas e propostas de experimentação. Alia-se a este fato o reconhecimento de sua suma importância como ferramenta pedagógica fundamental à formação de opiniões e de um público mais exigente e, consequentemente, de cidadãos mais preparados que contribuam, eficazmente, para a evolução das comunidades – ao nível de organização de pensamentos e das mentalidades. É de bom tom pincelar aqui o meta-teatro (o teatro visto como é feito) como potencializador do desenvolvimento de um aluno-ator consciente da utilização e da combinação de diversos elementos poéticos próprios à cena e essenciais ao desenvolvimento humano. Atualmente celebra-se os 450 anos do nascimento de William Shakespeare e estão em voga os teatros musicais e espetáculos biográficos. Sob a ótica de simples espectador e sob o prisma de um ator conectado com seu tempo, conscientizo-me cada vez mais que aqueles que fazem teatro precisam rever os conceitos dramáticos no que tange à capacidade de representar o espírito humano sem fazer prevalecer a forma estética em si – ainda que esta vigore como chamariz comercial. Tal qual o proposital e quase infalível recurso de ‘marketing’ de se veicular a fama de um nome à certeza de lucro nos ingressos ou recorde de audiência. Ganha-se pouco pra fazer muito ou fatura-se muito pra fazer tão pouco! Há uma arrastadiça concepção de se recriar clássicos (adultos e infantis) há muito enterrados que, se não forem eficientemente propícios a quaisquer mudanças sociais, deveriam servir-nos apenas como literatura e objeto de laboratório. “Assim caminha a humanidade” e, sequentemente, ao mesmo compasso, o teatro nosso de cada dia. Grato sou a Deus, Nosso Criador, que a cada um destinou uma missão em especial, a meus pais, irmãos, amigos da jornada e a todos os que acreditaram e acreditam no meu potencial; que não sub-jugam sem antes conhecer o trabalho de um ator e dar a oportunidade que pode vir a mudar uma vida ou, provavelmente, milhares de pessoas com um ato. Obrigado, amigo Paulo Peterson, por mais esta rica chance de me expressar a esta gente que transpira vida: o povo de Custódia Terra Querida! 

“Já que de arte nesta terra não se vive, que a arte ajude a fazer viver” (Ezra Pound)

Entrevista realizada por Paulo Peterson

30 abril, 2014

[Entrevista] Salmo Silva um custodiense pelos caminhos da arte!


Entrevista realizada com Paulo Peterson, Durante o Cristo da Paixão de 2014.

1-Há quanto tempo você está no Rio? Quais trabalhos ou cursos você já fez nesse período, como também trabalhos na TV? 

R: Estou no Rio há, aproximadamente, oito meses. Fiz o Curso de Teatro Ivan Marttins, no Espaço Cultural Correia Lima (bairro Catete), onde apresentei o espetáculo “As Máscaras de Todos os Nós”, como conclusão de curso. Participei de saraus poéticos declamando sonetos de Shakespeare e de algumas ‘pontas’ nas emissoras Rede Globo e Record – além de ser selecionado para compor elenco de apoio do comercial da UNACOR (Paraná). 

2-Pelo tempo no Sudeste, o que mudou do Salmo de antigamente para o de agora? 

R: Quando decidi sair de Custódia, não tinha quase nenhum conhecimento sobre o universo da interpretação. Hoje tenho mais ciência da necessidade de estudo, dedicação e aprimoramento contínuo que a minha profissão exige. O que tenho aprendido tenho aplicado na minha própria postura de vida. 

3-Quem tem sido seus mestres em seu aprimoramento como ator e ser humano? 

R- Primeiramente, como ser humano, a responsabilidade do meu aprimoramento interior é exclusivamente de Deus e, como ator e artista tenho como preparador o ator e amigo Pedro Donizetti (intérprete de Judas Iscariotes). No exercício da profissão, durante as gravações, aproveito para apreender técnicas de atuação e produção com profissionais renomados da área. 

4-O que você achou do Cristo da Paixão deste ano para os anos anteriores? Qual análise faz de sua atuação? 

R: Neste ano, em relação aos outros, mesmo que o resultado final tenha sido plasticamente melhor, cabe dizer que ainda falta uma valorização especial para com os que participam do evento, desde os produtores, elenco, direção e, principalmente, com os figurantes – o nosso povo. Percebo, acima de tudo, que a direção carece de um aprofundamento verdadeiro sobre o que foi a época em que Cristo viveu e o real significado de sua existência, morte e ressurreição. Também necessita-se de um novo olhar sobre o texto, até então, utilizado. Analiso o sucesso de minha atuação com base no estudo profundo da personagem (por leituras, filmes e vídeos) onde pude assimilar cada detalhe, compreensão do texto e subtexto, voz e expressão corporal com afinco e satisfação com o resultado obtido. 

5-Quais seus planos para o segundo semestre? 

R: Para o segundo semestre tenho planos de prosseguir com minhas pesquisas cênicas e com a televisão – um sonho que pouco a pouco vai-se delineando, de acordo com o tempo. Quero estar preparado quando surgirem trabalhos mais desafiadores, como protagonistas, seja no palco ou na tela. Agradeço pela entrevista, uma abraço a todos! 

(Salmo Silva)