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13 junho, 2025

[Bilhetes do Sertão: Luiz Cristovão dos Santos] Evocação de Custódia



Este recorte de Jornal, foi encontrado por Fernando José nos arquivos pessoais de Osminda Carneiro. Foi escrito por Luiz Cristovão dos Santos e publicado na Revista do Agreste (Arcoverde, 1949). Também foi publicado em 
Bilhetes do Sertão, Poemas e versos sobre o sertão Nordestino.


Meu pai era farmaceutico na vila. O velho Manuel Cristovão dos Santos atendia vinte leguas ao redor, montatado numa fubica Ford, curando mazelas, ajudando a nascer os caboclos ser­tanejos, as vezes operando milagres, como no salvamento de Antonio Caipora, que lcvou um tiro de fuzil, na "taba-da-venta" do soldado Euclides e hoje esta vivo para contar a história e a pericia do velho Cristovao.

Naqueles mundos, sem recursos medicos, meu pai era um herói anônimo, atendendo a quern o procurava, de noite ou de dia, correndo risco de vida como na vez que Lampião mandou buscá-lo, noite alta, por um mensageiro suspeito, pretextando um parto nas vizinhanças quando em verdade, bem pertinho, o bandido estava com três "cabras" baleados.

A hora da saída, por intuição, minha mae desconfiou daquele chamado a "peso de ouro" na madrugada deserta. No outro dia sabia-se da realidade: Lampião tencionava incorporar a tropa "um doutor" para tratar dos feridos nos tiroteios. Naquela vida aspera de terra bár­bara, com as volantes do tenente Higino batendo as estradas, as alpercatas rangindo e o sol faiscando no aço dos mosquetões, no meio ambiente agrcssivo onde as notícias dos tiroteios sangrentos agitavam a vila, como o estrondo dos trovões de março, havia algo de es­tranho e novo para minha sensibilidade.

Era um homem baixo e moreno, cujo nome esqueci, que invariavelmente nos dias de feira chegava logo cedo a casa do comerciante Leopoldo Mafra. Entrava em silencio e tranquilamente se encostava ao balcão. Tambem em silencio tomava a sua "bicada". "Seu" Leopoldo trepado num tamborete, tirava da prateleira ao lado direito uma sanfona e a entregava ao homem. Ele se sentava, cruzava as pernas, ascendia um cigarro, pendia a cabeça sobre o "foIe" e corria os dedos ágeis sobre o teclado, nas variações.

Entao vinha a música, doce e envol­vente, feita das amarguras da gente humilde, irrmã da alma dos retirantes e do canto maguado das juriti . "Seu" Jose Guilherme - hoje profícuo Coletor em Pesqueira - quedava-se, mãos nos bolsos, os olhos perdidos no além, extasiado com a sanfona hurnilde. Eram valsas chorosas, o baião, as toadas dolentes que vivem no coração do povo e a sanfona as arranca para a vida exterior.

Eu estava de lado, imovel e embevecido. Nenhuma força hurnana era capaz de me tirar dali. Nern os cantadores no pateo fronteiro no meio da feira, cantando a História do Capitao do Navio, o Encontro do Satanaz com o Padre Cicero, a Donzela Teodora, ver­sos do imenso poeta negro Catingueira e de Romano da Mãe d'Agua. Nada me arrastava dali. Eu ficava ouvindo a musica pre­so a mensagem poética daquele artista bárbaro que fascinava a minha sensibilidade de criança com a música que anos depois, deu fama e dinheiro a Luiz Gonzaga.

Ainda hoje ao ouvir uma san fona recordo o artista anônimo, o musico humilde que transmitiu ao meu coração de menino a poesia da alma da minha gente.

01 junho, 2023

Revista Trade News: Custódia o desenvolvimento passa por aqui (2010)


 

Durante o "boom" da Transposição e da Transnordestina, a cidade de Custódia foi destaque na revista TRADE NEWS, edição nº 160, em outubro de 2010. Com título "Custódia: O desenvolvimento passa por aqui", abordando os temas: economia, turismo, história, administração municipal, saúde, ação social, infraestrutura e por último, os 50 anos da Tambaú Alimentos.

A tiragem da revista foi de 13 mil exemplares, distribuídos gratuitamente por todo o estado.

Contato:
E-mail: tradnews@yahoo.com.br

05 fevereiro, 2023

Hugo Gonçalves comenta sobre Reforma Tributária na revista Algomais


Na edição 202 - 02/2023 da revista Algomais, o empresário Hugo Gonçalves aparece em destaque opinando sobre Reforma Tributária, e o que pode mudar nas empresas e no Estado.

Clique na foto para ver ampliado


A Algomais é a Revista de Pernambuco, uma publicação da Editora INTG. Fundada em 2006, tem circulação ininterrupta desde o lançamento, com edições que abordam a realidade de Pernambuco nas áreas de cultura, urbanismo, economia e saúde.

A Revista Algomais tem como um dos seus valores, registrados na Carta de Princípios, a postura Pró-Pernambuco. Na sua prática diária, a Algomais se propõe a trazer reportagens com pautas ousadas, analíticas e propositivas. Ao longo da sua trajetória, a Algomais foi vencedora e finalista de vários prêmios de jornalismo regionais e até nacionais.

Acesse: https://algomais.com/


18 maio, 2022

Custódia na VEJA n° 982 de 1987




A revista VEJA disponibilizou seu acervo completo de forma digital, através do site : http://veja.abril.com.br/acervodigital/ 

Vejam duas referências sobre nossa cidade. 

Na primeira, cita o nome de uma moradora num comercial de receitas; já na segunda referência, na edição nº 982 de 1987, capa com ex-Presidente José Sarney(acima), tem uma reportagem com título “Seca em fundo Verde“, onde aparece fotografia de uma plantação de milho queimada, contrastando com o verde da caatinga, citando os moradores Cícero, Feliciana e o velho Bezerra. No texto da matéria não dá maiores detalhes de onde foi feita a reportagem. Apenas que são moradores de Custódia-PE.

30 agosto, 2021

“Há empresas interessadas no trajeto Custódia-Suape da Transnordestina.”

 

Foto: Andrea Rego Barros/PCR
Revista Algo Mais

Publicado em 30/08/2021 por Revista algomais às 7:30

A novela da construção da Transnordestina – que já dura inacreditáveis 16 anos – apresentou semanas atrás um capítulo que provocou indignação em Pernambuco: foi quando o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, anunciou que a TLSA, concessionária da ferrovia, desistira de construir o trajeto até Suape. A saída de criar uma nova concessão para concluir a obra é encarada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Julio, como uma maneira de viabilizar o trajeto, sem ter que envolver o Estado no enredo da concessão da TLSA. Uma concessão que, entre outros imbróglios, enfrenta a recomendação da caducidade do seu contrato pelo Tribunal de Contas da União e pela ANTT (Agência Nacional de TransportesTerrestres). Nesta entrevista a Cláudia Santos, o secretário aborda detalhes dessa nova concessão e fala também sobre como está sendo executado o Plano de Retomada para que a economia pernambucana volte a crescer.

Após a reunião do governador Paulo Câmara com o ministro Tarcísio Freitas, como ficou o destravamento para a conclusão das obras da Transnordestina?

A Transnordestina, como a concessão, tem três desafios grandes para o Governo Federal. Primeiro, é uma obra que tem um contrato assinado há muitos anos – a autorização para essa obra ser realizada foi feita em 2005, portanto há um contrato de 16 anos com a obra autorizada para acontecer e não aconteceu. Segundo, há uma série de apontamentos do TCU (Tribunal de Contas da União) e uma decisão colegiada da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) pela caducidade do contrato atual. Terceiro, o empreendedor pede R$ 11,9 bilhões de orçamento geral da obra e a ANTT só aprova R$ 8,9 bilhões, são R$ 3 bilhões de diferença. São três problemas principais de execução.

O ministro apresentou a possibilidade de tentar superar essas questões para fazer o ramal que liga a ferrovia ao outro porto e viabilizar o ramal que liga Suape por meio de uma nova concessão. O que me parece vantajoso para Pernambuco porque o contrato atual tem desafios que podem não ser vencidos durante o tempo. Em Pernambuco só precisamos dos 300 km de Custódia até Suape. Espero que os próximos passos para essa nova concessão aconteçam o mais cedo possível para que possamos ver a Transnordestina chegando logo no Porto de Suape. Acho que isso tem uma chance muito grande de ser viabilizado, antes mesmo de resolver os problemas tão graves que o contrato atual tem.

O trajeto de Eliseu Martins, no Piauí, até Custódia ficaria com a concessionária atual. O fato do novo concessionário da Transnordestina (do trecho Custódia a Suape) ter que pagar uma taxa para trafegar de Eliseu Martins até Custódia, não aumenta os custos do transporte até Suape?

O trajeto até Custódia já está pronto. Ferrovia é uma atividade concessionada e, portanto, regulada. Se alguém tem uma carga que tem a necessidade de usar aquela ferrovia, a tarifa é definida por meio do contrato de concessão e da regulação da ANTT. O proprietário da ferrovia, na realidade é um concessionário e, portanto, submetido a regras que são do marco regulatório nacional sobre a questão das ferrovias. É uma infraestrutura pública concedida a um privado.

O senhor acredita que esta solução seja favorável a Suape?

Veja, a situação atual da Transnordestina é de muito desconforto para todos: para os estados envolvidos, para os empreendedores que pretendem usá-la para transportar suas cargas, além de ser uma situação complexa para o Governo Federal, como concedente, e para a empresa concessionária porque são 16 anos de obra autorizada, contratada. Existem projetos que duram até mais do que 16 anos, mas esses não são 16 anos de projeto, de ideia, esses são 16 anos de contrato assinado para a obra acontecer, com a diferença de R$ 3 bilhões sendo discutida entre o concessionário e o Governo Federal e uma série de questionamentos do TCU que recomendou a caducidade e a ANTT, numa decisão colegiada, também recomendou a caducidade. Em vez de ficarmos numa confusão dessa, é muito melhor partirmos para uma concessão nova que não tenha nenhum obstáculo e que se consegue até fazer a obra mais rapidamente. Essa é a expectativa que temos. Porque, se fizermos essa concessão curta, não precisamos que o contrato anterior seja resolvido porque a ferrovia está pronta.

Existem empresas interessadas nesse trajeto Custódia/Suape?

Certamente, há mais de uma interessada, porque é um empreendimento que abrange um trecho muito importante de integração do Nordeste, que já está pronto, faltando apenas a concessão menor para fazer a ligação com um porto importante, como Suape. Vários investidores, seja de operação logística, de ferrovia ou mesmo de quem tem carga, terão interesse em fazer esse empreendimento. Não tenho dúvida nenhuma, ainda mais sendo uma construção nova que inicia sem nenhum obstáculo.

Como está a implantação do Plano de Retomada?

O que tem nos animado é a projeção de que este é um momento de retomada: os números na pandemia continuam controlados, a vacina avança cada vez mais, criamos o anúncio da terceira dose, feita pelo Ministério da Saúde, para pessoas acima de 70 anos e imunodeprimidos. Isso mostra que a pandemia está com os números controlados e a vacina tem um papel importante nisso e que realmente este é o momento da retomada. Outros estados lançaram, em março e abril, seus planos de retomada que foram totalmente “engolidos”.

Estamos acompanhando o desempenho da economia nacional. O consumo em junho não foi tão bom quanto era esperado. Agora, vamos esperar os números de julho, quando forem divulgados. Mas estamos muito confiantes de que vai ter, sim, essa retomada, que que os empregos vão acontecer. O Governo do Estado tem um conjunto de obras importantes que, inclusive, estão sendo lançadas em agendas do governador pelo interior. Ocorreram anúncios de empreendimentos privados e há fábricas com obras sendo concluídas. Estamos com a expectativa de que realmente o Plano de Retomada tenha sido uma conjunção de esforços da sociedade como um todo para que Pernambuco aproveite melhor essa oportunidade do crescimento do consumo que está ocorrendo e que deve permanecer pelo menos até o final do ano.

CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA NA EDIÇÃO 185.4: assine.aglomais.com

Postado originalmente > REVISTA ALGO MAIS> CLIQUE AQUI
 

 


29 julho, 2013

Evocação de Custódia - autoria Luiz Cristovão dos Santos

(Clique na imagem para visualizar maior)


Este texto foi encontrado por Fernando José nos arquivos pessoais de Osminda Carneiro. Foi escrito por Luiz Cristovão dos Santos e publicado na Revista do Agreste (Arcoverde, 1949).

Enviado por Elizabethe Carneiro

18 março, 2013

[Revista Pronews] TAMBAÚ, ESTA MARCA TEM SABOR


Com cerca de 60 produtos, Tambaú busca atender às necessidades do seu consumidor mantendo a qualidade e o sabor de um alimento saudável.

Fabiana Constantino

Fundada em 1962, mas existente desde a década de 40 quando se iniciou a produção dos doces de frutas tropicais de forma artesanal, na cidade de Custódia, interior de Pernambuco, a Tambaú Alimentos tem a receita do sucesso. A história da Tambaú, que foi assim batizada em homenagem à terra natal de seu fundador, teve início com o menino Gerson Gonçalves de Lima, de família humilde, que sonhava ser um grande industrial. Obstinação, empreendedorismo, garra e determinação tornaram o seu sonho em realidade.

Hoje, a Tambaú produz cerca de 60 produtos na linha dos atomatados, doces, condimentos e molhos para o food service; distribuídos para os estados do Norte, Nordeste e Sudeste do país. Com mais de 350 funcionários, se tornou a maior empregadora do Sertão do Moxotó, uma região sertaneja do semi-árido nordestino. De acordo com a coordenadora de marketing da Tambaú, Millena Medeiros, o monitoramento das plantações é constante no intuito de garantir o padrão de qualidade da empresa. “A preocupação com o suprimento de matéria-prima faz com que a Tambaú esteja sempre monitorando seus fornecedores, mantendo profissionais qualificados em suas plantações de frutas e tomates, apoiados sistematicamente por agrônomos designados pela empresa com o objetivo de examinar o seu plantio e seu manejo, como forma de garantir o padrão de qualidade Tambaú”, afirma. A própria empresa mantém no vale do São Francisco uma fazenda de 300 hectares para o plantio irrigado de goiaba vermelha, incentivando aquela região no agronegócio de fruticultura, tornando a empresa detentora de grande diferencial competitivo.

Milena Medeiros, coordenadora de marketing da Tambaú

Para melhor atender as necessidades dos seus clientes e parceiros, a empresa possui no Recife uma base onde funciona o departamento comercial e marketing. Com a fábrica localizada na cidade de Custódia, atualmente, a Tambaú conta com 35 representantes distribuídos pelas regiões que atua. “Estamos sempre buscando atender as necessidades do consumidor adaptando o mix de produtos de acordo com as demandas de mercado, mantendo sempre a qualidade e o sabor de um alimento saudável”, salienta Millena.

Campanhas de marketing - Sabe aquela história que propaganda é a alma do negócio? É nesse caminho que a Tambaú tem realizado investimentos na área de marketing. Dois tipos de comunicações diferentes são desenvolvidos: uma é voltada para o consumidor final, ou seja, veiculações em cadernos segmentados de gastronomia. A outra é a comunicação voltada para o trade, com parcerias em revistas do segmento supermercadista, sendo uma comunicação mais voltada para vendas, onde são apresentadas as vantagens de ter o produto Tambaú no estabelecimento. As ações no ponto de venda também são bastante utilizadas. “Os investimentos em ações no PDV, com fabricação de material promocional, tem gerado um recall maior para empresa. Não é a toa que em 2010, a Mostarda Tambaú foi premiada como a mostarda preferida no Norte e Nordeste, de acordo com a Pesquisa de Reconhecimento de Marcas, realizada pela Revista Supermercado Moderno. Esse resultado é fruto da qualidade do produto, sua boa apresentação no PDV e trabalho com merchandising”, afirma Millena.

Em termos de propaganda, desde 2009, a empresa vem focando estrategicamente em épocas de grande movimento no Nordeste como Páscoa, São João e Verão. Na Páscoa de 2010, fechou uma ação de PDV com uma grande rede de supermercado com foco em um produto muito utilizado nesta época, o Leite de Coco. Promotores fizeram divulgação com folder em semáforos estratégicos, próximo a rede de supermercado participante. O resultado foi positivo e o produto hoje está classificado como de altíssima qualidade. Relato de consumidores.

Ainda em 2010, no São João, uma parceria com a Rádio Liberdade, líder em Caruaru, deixou a Tambaú ainda mais presente na Capital do Forró. O jingle com um mote bem regional “Ôxente que sabor é esse?”, ficou na boca de quem passou no Alto do Moura (ponto turístico da cidade) e visitava o stand da Tambaú no Arraiá da Liberdade. Na Região Metropolitana do Recife, ônibus circularam reforçando que “Todo arraial ganha mais sabor com Tambaú”. As peças fizeram alusão á Copa, já que foi ano de Copa do Mundo. “A empresa teve um retorno fantástico em termos de visibilidade de marca”, declara Millena.

Em 2011, com o mote “Dê mais sabor ao seu Verão”, ônibus circulam na Região Metropolitana do Recife divulgando o mix de produtos Tambaú. “A mídia backbus e outbus foi escolhida novamente pelo marketing, junto com a MV2 Comunicação, por se tratar de uma mídia de alto impacto, visibilidade e que se movimenta durante todo o dia. Vê quem está no carro, dentro do ônibus, quem está na parada do ônibus e quem está atravessando a rua. Tem Tambaú para todos”, observa Millena. Para complementar a campanha de verão, anúncios foram veiculados em jornais e revista direcionada para o trade, além disso, folders contendo dicas de como se proteger no verão e com receitas vem sendo distribuídos nas lojas. Atrelado a isso, a Tambaú está com a campanha Compre e Ganhe. O consumidor ganha um Kit de Verão da Tambaú na compra de produtos da marca. A ideia é reforçar a marca na mente do consumidor e gerar venda no cliente. 

Crescimento – “Em 2010, lançamos o desafio ‘Tambaú esse ano vai ser 10’, e foi! Em 2011 queremos que ele seja 1000. A empresa pretende continuar investindo em ações de marketing e ações comerciais com os clientes”, afirma Millena.

No final do ano de 2010, a Tambaú investiu em logística, tecnologia da informação e maquinário. A empresa cresceu mais de 20% e esses investimentos resultarão em um aumento de 25% neste ano na capacidade de produção da fábrica. A atuação da Tambaú já é bem expressiva no Norte e Nordeste e a ideia é reforçar cada vez a marca na mente do consumidor. As ações e estratégias comerciais e de marketing irão auxiliar nesse objetivo. Outra preocupação é atender o consumidor com novidades de mercado, para isso, investimentos em lançamentos de novos produtos não deixarão de acontecer.

13 janeiro, 2013

Tambaú - destaque na Revista Algo Mais



A edição especial "Empresas Cinquentenárias" da Revista pernambucana Algo Mais, destacando como essas empresas conseguiram vencer os desafios do tempo e crescer de forma sólida. Uma dessas empresas é a Tambaú. Em duas páginas, o texto aborda a história da fábrica, destacando a maneira como Gerson Gonçalves criou a fábrica e a tornou uma das maiores empresas do estado. Confira abaixo na integra o conteúdo da revista.




O empresário paraibano Gerson Gonçalves de Lima nasceu numa família humilde, mas sempre sonhou em ser um grande industrial. Obstinação, empreendedorismo e determinação tornaram seu sonho realidade. O segmento escolhido foi o de doce, numa cidade fora de eixo das grandes fábricas, em Pesqueira, interior de Pernambuco, onde os ícones do mercado era Peixe, além da Rosa, da Tigre e da Touro.

Oficialmente ele só veio a fundar sua empresa em 1962, mas ele estava no ramo desde a década de 40, quando iniciou a produção de doces de frutas tropicais de forma artesanal na cidade de Custódia. Batizou a linha de produtos com o nome de Tambaú, em homenagem a sua terra natal. O primeiro rótulo dos produtos retratava a praia mais famosa paraibana, onde passou a infância.

A imagem da praia de Tambaú não ilustra mais os doces, e pouco a pouco, o processo artesanal foi dando lugar a uma indústria com maquinário de última geração com profissionais cada vez mais especializados no ramo de alimentação.

Desde o começo, o empresário estabeleceu uma estratégia montada em três eixos: dedicação, responsabilidade com o produto e muito investimento em tecnologia. Esses foram os principais ingredientes de sua receita de sucesso. Gerson morreu em 2000, mas o legada continuou sob o comando do filho, Hugo Gonçalves de Souza, atual presidente da companhia que gera mais de 300 empregos diretos e tornou-se a maior geradora de empregos do Sertão do Moxotó, região do semiárido nordestino.

Hoje a Tambaú fabrica produz cerca de 60 produtos na linha dos atomatados, doces, condimentos e produtos para a linha food service, que são distribuídos para os estados do Norte, nordeste e Sudeste do país. Além disso, a própria empresa mantém no Vale do São Francisco uma fazenda de 300 hectares um plantio irrigado de goiaba vermelha, caju e mamão, incentivando aquela região no agronegócio da fruticultura e tornando a empresa detentora de grande diferencial competitivo.

Para melhor o atender às necessidades de seus clientes e parceiros, a empresa possui uma base no Recife, onde funcionam os departamentos comercial, de telemarketing e de compra. Hugo Gonçalves diz que num mercado altamente competitivo, a preocupação com o suprimento de matéria prima leva a Tambaú a estar sempre monitorando fornecedores e mantendo profissionais, em suas plantações de frutas e tomates, apoiados por agrônomos designados pela empresa com o objetivo de garantir o padrão de qualidade da Tambaú.

Nesse segmento, adverte o empresário, a qualidade dos produtos vai desde a recepção de uma matéria prima de qualidade, o correto procedimento em todo o processo de fabricação, a aquisição de insumos que tenha respaldo perante o mercado, a utilização de equipamentos automáticos de última geração que dispensam o contato humano, evitando a contaminação do produto, e o padrão de consistência que preserve o sabor característico da fruta.



Ter frutas de no processo industrial direcionou a empresa a firmar parceria com os produtores locais, levando a Tambaú a distribuir mais de 20 mil mudas de goiaba para os produtores de cidades vizinha.

O cuidado com a produção de matéria prima levou a agencia de publicidade MV2 Comunicação, que atende a conta da empresa, a reforçar a comunicação nesse sentido. Imagens de frutas foram utilizadas nesse novo visual da frota e os caminhões circulam refletindo a qualidade que os produtos são produzidos.

A empresa está investindo nos segmentos que tem os maiores índices de crescimento do mercado, o da alimentação fora do lar. Segundo a coordenadora de marketing Millena Medeiros, o mercado de food service vem crescendo nas regiões em que a empresa atende o que fez com que a empresa desenvolvesse toda uma linha de embalagens mais apresentáveis, refletindo no mercado preparação do alimento. “Nossa maior qualidade é garantir a qualidade do produto”.

Em 2010 a Tambaú alimentos investiu na reformulação das embalagens da linha food service. Os baldes de 4,8kg e 20kg de creme de goiaba estão de cara nova, com rótulos mais atrativos que sugerem as melhores indicações do produto. O creme de goiaba com 2,5 kg foi lançado em embalagem flexível de tipo bag, mais resistente a impactos, baixas temperaturas e à umidade, tornando o produto mais competitivo no mercado.

O catchup institucional de 3,4kg, também passou por mudanças de embalagem que proporcionou melhor condicionamento para transporte e estoque, passou a apresentar brilho para se destacar na prateleira e ficou transparente para melhor visualização do produtor. O catchup Tambaú é um produto que merece respeito e confiança, pois segundo a pesquisa feita pela Latin Panel em 2007 e 2008, ficou em primeiro lugar no ranking das marcas mais consumidas em todo o Norte e Nordeste, e em quinto lugar no Brasil.

Outro produto também prestigiado, que recentemente passou por mudança de visual, foi a mostarda Tambaú, que segundo a 38ª Pesquisa de Reconhecimento de Marcas realizadas pela Revista Supermercado Moderno, com supermercadistas de todo o pais no final de 2009, ficou em 1º lugar em sua categoria. O levantamento registra o índice de preferência do supermercadista, o grau de conhecimento que tem em relação à marca e, principalmente, sua percepção de desempenho em vendas. Os dados sobre a faixa de faturamento e a evolução do volume em 2009 foram fornecidos pelas indústrias e pela Nilsen.

Os molhos condimentados da Tambaú, que já são sucesso em embalagens de 150ml, foram lançados também na linha institucional, com 750ml. A linha oferece os molhos inglês, Pinga Fogo e Alho com a qualidade que é a marca registrada da empresa.

Para 2011, uma das novidades é a goiabada cascão em barra de 1kg, que será embalada em uma caixa rústica. Esse produto já fez parte do portfólio da empresa há algum tempo e agora será relançado. Na linha de atomatados, as embalagens dos molhos prontos ganharão novo leiaute. Terão um design mais atual e com o intuito de obter maior destaque no PDV.

Os doces em barra, tradição na empresa também passaram por mudanças de leiaute. A agência de design paulista Haus+Packing é quem desenvolve os desenhos, trazendo sempre inovação e destaque aos produtos. Além disso, a agência foi destaque na pesquisa Pack Destaque de Preferência 2010, por ser a preferida dos profissionais que atuam no segmento de embalagens e na industria de alimentos e bebidas. A pesquisa foi publicada pela Revista Pack na edição de dezembro de 2010, e a análise dos resultados foi realizada pelo Clube de Pesquisa Opinião & Mercado.

A Tambaú está sempre buscando atender às necessidades do consumidor adaptando seu mix de produtos de acordo com as demandas de mercado, mantendo a qualidade e o sabor de um alimento saudável. Em 2011, a Tambaú continuará investindo na área de logística e na ampliação da infraestrutura.

Ainda segundo o presidente, na área de logística e movimentação os investimentos previstos são de R$ 1 milhão, com a aquisição de empilhadeiras; drive-in(paletização compacta, sistema que permite a máxima utilização do espaço disponível, eliminação dos corredores entre as estantes e um rigoroso controle de entradas e saídas); e quatro novos veículos para a agilização das entregas aos clientes.

Haverá também a ampliação da produção dos derivados de tomate, com a importação de uma nova envasadora Stand-up Pouch (SUP) para molhos de tomates, extratos e catchup, com valores estimados em R$ 800mil. Também será ampliada a infraestrutura de servidores de TI com a aquisição de novos servidores e backups avaliados em aproximadamente R$ 300mil.

“A Tambaú Alimentos, empresa familiar que está na segunda geração não deixou de assegurar sua marca no mercado e continuou investindo em lançamentos e estrutura fabril, mantendo a segurança alimentar e a fidelidade do seu consumidor”, diz a diretora-industrial, Francisca Melo.


 

O interessado em adquirir a edição, pode fazer sua encomenda através do site da revista, acessando: ALGO MAISA edição de luxo da revista, reúne 10 mil exemplares em papel couché e lombada quadrada, chegou nas mãos dos formadores de opinião no dia 15 de fevereiro.


Agradecimento: Hugo Gonçalves

09 setembro, 2012

Maria Vanete - Destaque na Época Negócios [In Memorian}


A rede das mulheres esquecidas


Escrevendo cartas, Maria Vanete Almeida criou, a partir do sertão de Pernambuco, um grupo que reúne milhares de trabalhadoras rurais da América Latina e do Caribe

Por Época Negócios

A pernambucana Maria Vanete Almeida, de 65 anos, tem um talento especial para reunir mulheres em torno de uma causa. Fez isso pela primeira vez nos anos 80, como assessora da Federação de Trabalhadores de Pernambuco. Naquele tempo, Vanete - que trabalhou a maior parte de sua vida vendendo bordados ou como secretária numa escola em uma pequena comunidade próxima a Serra Talhada, a 400 quilômetros de Recife - ficava incomodada com a ausência de trabalhadoras na federação. Para reverter esse quadro, resolveu visitá-las em suas casas, numa época em que essas mulheres mal atravessavam o espaço da cozinha. Levava informação, música ou uma história para contar. As trabalhadoras, por sua vez, falavam de suas rotinas e problemas.


Como as reuniões atraíam apenas duas ou três mulheres, Vanete logo encontrou um meio de incentivá-las. Enquanto percorria a pé comunidades rurais da região, usava sua participação como locutora do programa de rádio A Voz do Sertão para divulgar as visitas. "Eu falava o nome das mulheres na rádio e informava que a reunião tinha sido um enorme sucesso", afirma Vanete.



MOBILIZADORA: Vanete em visita à África, em 2007: a fundadora da Rede LAC promove a troca de experiências com trabalhadoras rurais de outros países.


Na década seguinte, ela criou uma rede ainda maior, que ultrapassou as fronteiras do país. Em 1990, quando participava de um encontro entre empresárias, profissionais liberais e lideranças sociais feministas na Argentina, Vanete estranhou o silêncio das mulheres rurais no debate que reunia 3 mil pessoas. Saiu pelos corredores e pelo restaurante do evento pregando cartazes que diziam: "Mulheres rurais e quem trabalha com mulheres rurais: vamos nos reunir", com uma proposta de local para o encontro. Timidamente, foram aparecendo trabalhadoras rurais da Bolívia, do Chile, de Honduras, da Nicarágua. Num lugar improvisado, sentadas em círculo no chão, elas começaram a descrever a realidade da mulher e do trabalho rural em seus países. Mesmo diante do esforço para compreender as diferenças de idioma e sotaque, concordaram em buscar um sonho: iniciar uma rede feminina de troca de experiências e informações que abrangesse todo o continente.

Vanete voltou ao Brasil com depoimentos gravados em fitas cassete, alguns documentos e anotações de histórias de vida. Com a ajuda de amigas que conheciam o idioma espanhol - ela, que estudou até a quinta série, ainda não havia aprendido a língua - conseguiu produzir a ata daquela inesperada reunião na Argentina. Fez cópias usando mimeógrafo e enviou, por correio, para cada colega em seu país. Para sua surpresa, todas responderam. Receber uma carta internacional era algo inédito na realidade daquelas mulheres. A partir da troca de correspondência, elas criaram a Rede de Mulheres Rurais da América Latina e Caribe, ou Rede LAC.

Hoje a Rede LAC é uma organização que representa 25 mil trabalhadoras de 23 países. São mulheres que, sem ter acesso a fax, telefone celular ou correio eletrônico, decidiram se unir para trocar experiências e estimular a capacidade de engajamento e a conquista dos direitos das trabalhadoras rurais em suas regiões. Com uma estrutura de comunicação frágil e poucos recursos, elas já fizeram dois grandes encontros internacionais. Trouxeram 230 mulheres ao Brasil e levaram outras 260 ao México. O próximo destino será o Equador, onde mais de 400 são esperadas. "A rede é uma poderosa plataforma internacional de escuta, articulação e amplificação das vozes das mulheres rurais", diz Neylar Lins, representante da Fundação Avina para o Nordeste do Brasil. Graças ao seu trabalho, Vanete integrou o 1000 Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo, uma indicação coletiva ao prêmio Nobel da Paz de 2005. Foi indicada com outras 51 brasileiras - entre elas Zilda Arns, da Pastoral da Criança, a atriz Zezé Motta e a escritora Ana Maria Machado.

Nos primeiros anos da rede, Vanete usava emprestado o único fax de sua cidade, na loja de um revendedor de móveis, e, quando tinha alguma urgência, o telefone do dono da farmácia. Atualmente a Rede LAC tem uma secretaria própria, em Recife, que organiza as atividades com a ajuda de mais duas pessoas. Existe também uma coordenação internacional, da qual fazem parte membros da Argentina, Bolívia, Brasil, Equador, Peru e Uruguai. O apoio financeiro vem de organizações como Avina, Ação Mundo Solidário, Action Aid, The Global Fund for Women e Coordenadoria Ecumênica de Serviço. O principal recurso, contudo, sai do próprio bolso das participantes, que custeiam boa parte dos deslocamentos pelo continente. "Quando conseguimos apoio para uma passagem internacional, isso significa metade do caminho", diz Vanete. "O trecho entre a casa e o aeroporto mais próximo é, muitas vezes, a parte mais complicada para elas percorrerem." Muitas dessas mulheres jamais tiveram passaporte, roupa apropriada ou sequer uma mala para viajar.

VISIBILIDADE
Trabalhar com base na diversidade cultural e histórica de cada país é uma rotina árdua até para o mais experiente executivo de uma multinacional. Com as mulheres da Rede LAC não foi diferente. Na primeira reunião, que aconteceu em 1996, em Fortaleza, o estranhamento não demorou a aflorar. Já no início do encontro elas se olhavam desconfiadas. O que provaria que todas ali - negras, indígenas, caboclas, brancas ou mestiças, com diferentes costumes, dialetos, roupas e tradições religiosas - eram legítimas trabalhadoras rurais e campesinas? "Foi quando um grupo sugeriu mostrar uma parte do corpo: as mãos. Todas calejadas e com marcas da vida no campo", diz Vanete. A partir daí, os vínculos de confiança e respeito - ingredientes indispensáveis para animar qualquer rede colaborativa - não se romperam mais.

Apesar dos avanços na comunicação, as mulheres da Rede LAC convivem com os desafios de fazer suas mensagens atravessar as enormes distâncias geográficas que as separam e, principalmente, de dar visibilidade a uma temática ainda invisível nas agendas governamentais e no investimento social das empresas. Em 18 anos de trabalho, colecionam importantes conquistas. No Peru, um grupo de participantes organizou, em Tarapoto, a venda de vinhos, doces, geléias e pães que produziam. O sucesso da empreitada estimulou novos grupos femininos a fazer o mesmo em Bellavista, Cacatachi, Juanjui, Saposoa, Cuñumbuqui e San Antonio. Hoje, o que produzem representa a principal renda das mulheres nessa região do Peru. Experiências como essas também aconteceram na Argentina, no Equador, no Uruguai e na Bolívia. Nesses países, as trabalhadoras não somente conquistaram o direito de receber, pela colheita, o mesmo salário pago aos homens como também conseguiram organizar diversas atividades para ter outra fonte de renda.

Há casos em que a invisibilidade que sempre marcou as profissionais do campo cedeu lugar a trajetórias públicas. No Equador, Luz Maclovia Haro Guanga disputou uma vaga para a Assembléia Nacional Constituinte e, atualmente, integra um grupo parlamentar que elabora propostas sobre a visão de gênero na nova Constituição equatoriana. Na Bolívia, Silvia Lazarte Flores, uma indígena de 44 anos, é presidente da Assembléia Constituinte. Em diversos momentos, a Rede LAC também ajuda a romper barreiras em temas delicados. "Eu tinha medo de falar do meu povo, os Shipibos", diz Hilda Amasifuén, uma peruana de 41 anos. "Convivemos com muita violência familiar, somos discriminadas e reprimidas. Mas percebi que isso acontece em vários países." O contato com outras mulheres ajudou Hilda a superar sua timidez. Como coordenadora da Organização Regional de Desenvolvimento de Mulheres Indígenas, no Peru, ela comanda um programa de rádio em que tenta despertar a autovalorização das indígenas.

"No início, essas mulheres eram quase mudas, mal diziam o próprio nome", diz Vanete. "A única referência que tinham eram suas comunidades. Hoje, conhecem o continente." No Brasil, a articulação da Rede LAC ajudou a dar um caráter internacional à Marcha das Margaridas, o maior evento de mulheres rurais do país. Em 2003, a mobilização - que levou cerca de 30 mil mulheres do campo a marcharem em Brasília por direitos trabalhistas, contra a violência e pela segurança alimentar - teve pela primeira vez a participação de lideranças rurais do México, da Argentina e do Uruguai. Em 2007, a presença de mulheres estrangeiras praticamente dobrou, ampliando a visibilidade e repercussão da marcha no resto do continente.

Em maio deste ano, Vanete e suas colegas da Rede LAC comemoraram mais uma conquista. Em parceria com a Fundação Avina e o Museu da Pessoa, elas lançaram o livro Uma História muito Linda - Perpetuando a Rede LAC. A publicação, editada em espanhol e português, traz o relato de 22 lideranças da Argentina, Brasil, Costa Rica, Equador, Nicarágua, Peru e Uruguai. Algumas das entrevistas que compõem o livro foram conduzidas pelas próprias mulheres rurais. "Eu nunca tinha contado essa história nem dentro da minha família", diz Verônica Andréa Gómez Prestes, do Uruguai. Assim como a peruana Hilda, Verônica pisou pela primeira vez no Brasil somente para participar da noite de autógrafos do livro. Depois da festa, as duas voltaram para casa. Vanete seguiu para a Itália e já tinha passagem marcada para o Uruguai. "Preciso buscar recursos para realizar mais um encontro", disse. Antes de iniciar cada viagem, Vanete precisa percorrer dez horas de ônibus entre sua casa, em Serra Talhada, e o aeroporto internacional de Recife. Uma rotina que faz questão de manter. "Não posso perder o contato com a minha casa", diz. "É pelo campo que me conecto com o resto do mundo."


QUEM É VANETE ALMEIDA

IDADE>>> 65 anos Nasceu em Custódia, Pernambuco
VIVE EM>>> Santa Cruz da Baixa Verde, no mesmo estado
FAMÍLIA>>> Tem dois filhos adotados, Leonardo e Adenilda, e um neto, João Mateus
FORMAÇÃO>>> Concluiu a 5ª série
PROJETO>>> A Rede de Mulheres Rurais da América Latina e Caribe, criada por ela em 1990, hoje conta com 25 mil integrantes de 23 países
RECONHECIMENTO>>>Vanete integrou o 1000 Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo, indicação coletiva ao prêmio Nobel da Paz de 2005
POR QUE ESCOLHEU TRABALHAR COM MULHERES RURAIS>>> "Elas são invisíveis, isoladas e dificilmente contempladas por políticas públicas".

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15 junho, 2012

Hotel Macambira - 2ª vez citado no Guia Sabores Rota 232



Pelo segundo ano consecutivo, o Hotel Macambira foi citado no Guia Sabores Rota 232, a publicação tem como objetivo orientar os visitantes que passam pela BR 232 sobre paradas para alimentação e conveniência. Além do Hotel, o guia cita um dos cartões postais mais visitadas da cidade: A praça Padre Leão.

Colaboração: Fátima  Melo Leite