João Ederaldo Lemos Cavalcanti, nasceu no dia 23 de Junho de 1956, na cidade Viçosa em Alagoas.
Foi criado em Tupanatinga e Arcoverde - filho de João Cavalcanti de Souza e Maria José Lemos Cavalcanti.
Tem 7 filhos, 6 são custodienses, 12 netos, desses 8 são nascidos em Custódia, e duas bisnetas nascidas também em Custódia.
Chegou a cidade no ano de 1976, vendia prestação com seu pai pelas ruas da cidade.
Fez 3 concursos em Custódia, tirou em primeiro lugar em todos os três, foram eles: Projeto Sertanejo/DNOCS, Banco do Estado de Pernambuco - BANDEPE e Banco do Brasil.
Realizou 8 festivais de música: O FEMUSIC - Festival de Música Popular de Custódia, e também o Festival de Poesia e Desenho.
Idealizador do Projeto CUSTODIANDO VALORES, com vários cd´s lançados com cantores locais.
Realizou um campeonato de futebol, o primeiro desfile de Miss Mirim de Custódia no ano de 1988.
Fundou duas Associações de Bairro: A Associação para o Desenvolvimento Comunitário do Bairro da Rodoviária e a Associação Movimento Comunitário com Rádio Local.
Se apresentou na TV Pernambuco em Recife, no programa Forró Verso e Viola, de Ivan Ferraz, quando foi apresentar seu Projeto Custodiando Valores.
Lutou e trouxe para Custódia, uma Rádio Comunitária, a Panorama FM. Foi locutor da emissora onde apresentou muitos artistas locais e suas composição.
Realizou 6 filmes de médias e longas metragem com atores locais:
1) Em busca do tesouro perdido 2) A Maldição da Rosa de Sangue 1 e 2 3) Amor de Mãe 4) O Nascimento de Jesus 5) A Saga do Dragão.
Participou do corpo de Jurados em vários julgamentos no Forum de Justiça local.
Trabalhou na Casa das Juventudes de Custódia, nas Secretárias de Assistência Social e de Educação.
Participou da construção de duas igrejas evangélicas: Igreja Adventista do Sétimo Dia situada na Rua João Veríssimo (Rua da Várzea) e uma outra na Redenção, por trás do posto de gasolina de Dr. Silvio Eraldo (antigo Posto de Chá Preto). Chegou a ser diretor da Igreja Adventista.
Foi atleta amador pelos times da Cêramica de Esmerino na Olaria, pelo Santa Cruz de Nininho, sendo campeão custodiense neste clube.
Foi Diretor da AABB de Custódia. Criou o Projeto Pequeno Cidadão - tirando adolescentes do lixão da cidade. Foi vereador em dois mandatos de 1997 a 2004, inclusive foi eleito Presidente da Câmara Municipal no Biênio 2001/2002.
Foi um dos vereadores que criaram a Lei dos Direitos da Criança e Adolescentes de Custódia, inclusive foi Conselheiro Municipal.
Em 2019 foi eleito Delegado para os direitos do Idoso para a Convenção Estadual. Foi classificado em seugndo lugar no Primeiro Sarau de Custódia com a poesia UMA PEQUENA PEDRA.
Participou do Festival da Canção de Custódia. Só em Custódia compôs mai de 1.200 músicas, inclusive 4 delas falando da cidade, numa delas um verso diz:
sou Maria de Lourdes, nascida no ano de 1947, hoje com 78 anos, filha de José Amador da Silva, mais conhecido como "Zuquinha Cangalha" e de Maria Antônia da Conceição, conhecida por Dona Maricota, ambos nascidos em Carnaíba.
Meus pais vieram residir em Custódia, onde nasci e mais 13 irmãos.
Com 12 anos de idade comecei a trabalhar na casa de alguns familiares da família Pereira (Noêmia Pereira, Joany Pereira, Dona Corina entre outros), onde fazia as atividades de suas residências além de lavar e passar roupas.
Em seguida fui funcionária na empresa Tambaú, com 16 anos de idade. Nessa mesma época minha mãe, dona Maricota faleceu.
Para sobreviver fiquei na casa de conhecidos, sempre trabalhando no pesado.
Meus irmãos e irmãs, cada um seguiu o seu destino, uns morando com o novo pai que já tinha outra família.
Luiz Alves de Siqueira esposo
Aos 18 conheci meu grande amor: Luiz Alves de Siqueira, nascido na Pitombeira, zona rural de nosso munício, filho do casal Hermes Lopes de Siqueira e dona Elvira Alves de Siqueira, ela nascida na cidade de Fátima-PE.
Filhos
Filhas
Filhos
Me casei aos18 anos, Luiz tinha 20 anos. Tivemos oito filhos, são eles: Tânia, Erinalda, Eliane, Luciana, Luciano, Ana, Marivaldo e Charlene.
Continuei trabalhando como lavadeira de roupa, para Dona Noêmia Pereira Burgos e para sua irmã Dona Joany, Dionéia Siqueira, e mais familias de Custódia.
Trabalhei muito na roça, na Lagoinha, o sr. Antonio Maria (falecido) me deu um pedaço de terra, na época da frente de emergência, para que plantasse algo. Sempre ia de pé de Custódia com minhas filhas mais velhas Tânia e Eliane.
Para melhorar o orçamento e sustento dos meus filhos, fazia tapioca e cocada, além lavar e passar roupas. Nunca passei fome, mas criei eles com muita dificuldade, com muito sofrimento, mas de forma digna.
Sempre tive boas amizades, os amigos sempre me ajudaram, sempre fui muito correta e honestra.
Minha filha mais velha, Tânia foi morar em São Paulo em 1989, pouco tempo depois, fui visita-la, e acabei gostando da cidade, onde moro até hoje, desde do ano de 1995.
Hoje tenho 12 netos e 9 bisnetos, alguns já formados e outros bem encaminhados na vida, com muito orgulho e agradecimento a Deus.
Não esqueci minhas raízes onde nasci e me criei, onde constitui minha familia e minha história em Custódia.
(*) Agradecimento a Tânia Alves, sua filha por colaborar com essa biografia.
De uma família de 19 irmãos, dos quais só nove sobreviveram, era filho de Pedro Elias da Silva e Joana Clara de Jesus. Desde os oito anos de Idade como criança pobre, necessitava realizar pequenos serviços, remunerados, para ajudar seus pais que tinham muitos filhos e pouca condição financeira.
Não frequentou escola, mas aprendeu a ler e escrever com professores particulares. Através do cunhado, esposo de sua irmã Corina, já adolescente, Sebastião foi ajudar numa farmácia em Sertânia. Algum tempo depois , em 1935, conseguindo alguma economia e, como já era um rapaz, resolveu enfrentar seu próprio negócio no mesmo ramo, do qual já conseguira prática e conhecimento.
Acertadamente procurou a vila de Yguaraci que estava em prosperidade, lá instalando a primeira farmácia da localidade. Em suas palavras: “senti-me criador”, porque passava de empregado a proprietário.
Ele se realizava com o que fazia, cuidando da saúde dos habitantes da comunidade. Sentia coragem para enfrentar situações difíceis, pois aquela ainda era uma época de grande mortalidade infantil. Crianças morriam, principalmente de diarreia e enterite, antes de completar dois anos de idade, morrendo também de coqueluche, tuberculose, subnutrição e outras doenças. Além disso, ele fazia partos, suturas, incisões em abscessos e 'panarícios', aplicando injeções e cuidando das doenças da sua comunidade. Era o “médico da família” do povo da Vila e depois da cidade.
Conseguiu salvar muitas vidas, e quase sempre vendendo fiados os seus medicamentos.
Em 30 de abril de 1943, católico, contraiu matrimônio na Igreja matriz de Afogados da Ingazeira, celebrado pelo padre Olímpio Torres, com a jovem Terezinha Gomes de Oliveira, que, após o casamento, adicionou o sobrenome Alves ao seu e com quem teve 6 filhos: Maria das Neves, Pedro, Paulo, Hógenes, Helena e Fátima. Em Yguaraci residia com a esposa e o filho Hógenes na Praça Antônio Rabelo.
Registram-se alguns fatos importantes em sua existência: em 1950, primeiro farmacêutico da Vila de Iguaraci e, na época, vereador pela Câmara Municipal de Afogados da Ingazeira, sentia-se um cidadão público na obrigação de mudar o nome do lugar já que este tinha passado oficialmente à categoria de Vila e não ficaria bem o denominação de “Vila dos Macacos”.
Propôs, então, um Projeto de Lei à Assembleia do estado de Pernambuco mudar a denominação, apresentando três nomes: Guaraci, Itapoama e Pacatu. Embora sua preferência como autor do projeto, fosse o nome de Guaraci, que na língua tupi-guarani, significa 'Sol'.
O projeto foi aprovado, mas foi necessário acrescentar a letra I à palavra Guaraci, por haver na Paraíba um lugarejo com o mesmo nome. Assim, em 1955 a vila recebeu com muita alegria o novo nome: Vila de Iguaraci. Na década de 60, e com uma população suficiente para tomar a vila independente de Afogados da Ingazeira, convocou-se o Deputado Estadual Olimpio Ferraz para uma reunião cuja finalidade era levar Projeto de Lei à Assembleia do estado propondo a emancipação do lugar.
No dia 20 de dezembro de 1963, o Governador Dr. Miguel Arraes de Alencar sancionou a Lei n° 4.954/63, criando o município de Iguaraci e no dia 30 de março de 1964 foi oficializado.
Seu Sebas era extrovertido, espirituoso, inteligente e de aguda sensibilidade para o jornalismo, tendo mantido uma coluna, na Gazeta do Pajéu (jornalzinho que circulou em Afogados da Ingazeira e circunvizinhança na déc dos anos 1950), com noticias de Afogados da Ingazeira, Iguaraci... Escrever, anotar, recortar e criar, sempre fizeram parte do seu modo de ser. Sempre soube acrescentar, reformar e melhorar qualquer peça escrita de modo descontraído e humorado.
Sua máquina de escrever Olivetti Portátil deverá ser seu símbolo, além do relógio de parede e um quadro negando o “fiado” com um recorte “Dinheiro Nenhum paga a Saúde”.
Às 9h05, no dia 4 de abril de 2013, faleceu aos 95 anos na Casa de Saúde Dr. Jose Evóide de Moura, Afogados da Ingazeira, em decorrência de falência múltiplas dos órgãos, diabetes Milittus descompensada, pneumonia. Está sepultado no Cemitério Público de Iguaraci/PE
Autor: Fernando Pires - Afogados da Ingazeira Ontem & Hoje
Filho de Cazuzinha Góes e Belizarina Amaral Góes, Odilon nasceu na cidade de Custódia, sertão de Pernambuco, no dia 14 de março de 1906. De uma família de 7 filhos, eram seus irmãos: Demóstenes (casado com Maria Emília, irmã de Guardiato Veras), Lodônio (casado com Quitéria), Antônio (casado com Laudicéia), José (casado com Severina Morais), Maria (Nininha) e Marieta do Amaral Góes (casada com Aristeu Campos Góes).
A família residia no sítio Serra da Colônia, Carnaíba, onde não existia escola, motivo pelo qual Odilon começou seus estudos com a idade de 9 anos, quando deixou a família e foi morar em Custódia na casa dos padrinhos de batismo. Naquela casa, procurou se dedicar aos estudos, pois seu maior sonho era aprender a ler. No entanto, o horário das aulas era somado ao trabalho na roça com o plantio de feijão, milho, limpa da terra e cuidados com o gado. À noite, muito cansado, já não tinha disposição para as tarefas escolares. Como era de se esperar, seu corpo frágil e em formação não suportou essa carga de atividades. Assim, após três anos fora de casa, pediu aos pais autorização para retornar, no que foi atendido.
Aos 12 anos, já em Afogados da Ingazeira, voltou a estudar. Os pais continuaram na Serra da Colônia onde Odilon os visitava semanalmente. Nessa época Odilon Góes começou a trabalhar na loja de Secos & Molhados de dona Maroca, mãe de Cazuzinha e Liliza Travassos. Depois, já com 19 anos foi trabalhar na loja de Guardiato de Moraes Veras, onde permaneceu por muitos anos, até conseguir sua aposentadoria.
O seu matrimônio com Maria de Lourdes Freire Nascimento (Lurdes Góes) foi realizado em 5 de dezembro de 1935, em Ibitiranga (antiga Boa Vista), na casa de Cirilo José do Nascimento e Leontina Freire de Oliveira, pais da noiva. O Padre João Amâncio foi o celebrante. A festa do seu casamento durou três dias, com muita comida (foi abatido um boi) e animação da banda musical de Afogados da Ingazeira. Jaime Gomes Travassos e Antônio Mariano Silvestre (Antônio Dondon) foram os coroinhas. Quando se casou, Odilon Góes já trabalhava na loja de seu Guardiato Veras. O casal teve sete filhos: Jeanete, José Humberto (falecido), Terezinha (falecida), Maria Lúcia, Magdala, Carmem Lúcia e Marluce Freire Góes.
Odilon Góes trabalhou 36 anos, até abril de 1960. Após a aposentadoria, passou a explorar um pequeno comércio de tecidos até quando se sentiu disposto. Algum tempo depois, devido ao peso da idade, abandonou o comércio, passando a ocupar o tempo com o seu sítio, nas proximidades da cidade, como forma de lazer.
Fumava com frequência e gostava muito de ler, especialmente jornais, além de conservar o hábito de ouvir rádio. Em tempos outros, a sala de sua casa ficava cheia de gente: eram os vizinhos que queriam ouvir o Repórter Esso, noticiário jornalístico de grande sucesso até os anos 60.
Homem católico, muito correto e de poucas palavras, dizia aos amigos que a fortuna que iria deixar para os filhos se traduzia no exemplo do seu proceder. Acometido de um enfisema pulmonar, passou quase dez anos adoentado, até que, em decorrência de um AVC, faleceu numa quinta-feira, 29 de março de 1990, aos 84 anos de idade, em sua residência na Praça Padre Carlos Cottart, 22, em Afogados da Ingazeira. Seu sepultamento foi realizado no Cemitério São Judas Tadeu.
Ela era filha do ex-prefeito (1930 e 1938) Elpídio do Amaral Padilha, e sobrinha de Arthur Padilha que também dá nome a um logradouro de Afogados da Ingazeira.
Ela foi a óbito no dia 17 de junho de 2021, às 22h30, no hospital Santa Joana, Recife, aos 93 anos.
Teresinha nasceu em Custódia-PE no dia 7 de dezembro de 1928. Terceira filha do casal Elpídio do Amaral Padilha e Arethusa Barros Padilha que teve dez filhos: a primogênita Maria Consuelo (que nasceu em Flores) e a segunda Maria Mercês (afogadense) faleceram aos 11 meses de idade e, coincidentemente, também com broncopneumonia. Depois vieram Teresinha, Magda, João e Miriam (que nasceram em Custódia); Maria Magdalena, Margarida, Helena e José Artur (nasceram em Afogados da Ingazeira).
Na infância, Teresinha teve sérios problemas de saúde – difteria -, e na época havia a precariedade de médicos na região. A sua sobrevivência ela credita ao dr. Diocleciano Lima, médico itinerante que passava por Custódia e acompanhou a sua saúde até o seu pronto restabelecimento. Por sorte, ele dispunha da medicação específica para o tratamento da sua doença. O dr. Diocleciano Lima e dr. Severiano Diniz (este, de Princesa Isabel), viajavam pela região (Afogados, Flores, Triunfo, Princesa Isabel, São José do Egito, Sertânia, Custódia e outras localidades), no lombo de animais, para dar assistência às populações desassistidas de profissionais de saúde.
Algum tempo depois, antecipando a mudança dos familiares para Afogados da Ingazeira, seu Elpídio encaminhou Teresinha, aos três anos de idade (1931), para morar com os tios Décio do Amaral Padilha e Maria Cavalcanti Padilha (Mariinha) em uma casa na então Praça do Comércio (Domingos Teotônio/Mons. Alfredo de Arruda Câmara) vizinho a dona Sadote e onde hoje reside Murilo Campos. Lá permaneceu um ano e meio até que o seu pai chegou com o restante dos familiares e se estabeleceu, inicialmente no Alto do Seixo, em um chalé construído pelo irmão Arthur Padilha, com os seus pais João de Freitas Padilha e a Maria Isabel do Amaral Padilha. Teresinha, então, passou a residir com os pais, mesmo a contragosto, pois já estava acostumada com os tios, na cidade.
Cedo iniciou os estudos primários com a professora dona Mariinha, esposa do seu tio Décio (funcionário público, coletor estadual em São José do Egito e em Bom Jardim, quando se aposentou). Naquela época a criança tinha uma infância longe dos bancos escolares até os 7 anos de idade. Teresinha, no entanto, começou logo cedo, por sua insistência e com a ajuda da professora Mariinha, sua tia. A sua infância foi de brincadeira de casinha e bonecas, subindo em árvores, traquinando e procurando aprender a nadar e a pescar piabas no Rio Pajeú – que na época tinha suas águas cristalinas - com as filhas dos amigos no “Alto do Seixo”, propriedade de seus avós Maria Isabel e João de Freitas Padilha.
Com o crescimento dos filhos, seu Odilon que residia na zona rural (no atual bairro São Francisco), cruzou o rio Pajeú e veio para a cidade, pela necessidade de educar os filhos em ambiente mais propício. Teresinha Padilha iniciou os estudos primários na escola pública com a professora, sua tia, Mariinha e depois com Letícia de Campos Góes - prima legítima da sua mãe (sobrinha de Luiz de Góes, irmão da sua avó Maria Fernandina Campos Góes).
Dando continuidade, estudou com dona Evangelina de Siqueira Lima por somente um ano, depois com Assunção Câmara, filha do ex-prefeito Nozinho Câmara e Maria do Carmo Simões, de Alagoinha/PE, a quem, disse, lhe dever muito, pois, sendo uma aluna muito curiosa pelo saber, perguntava excessivamente e tinha as respostas de que necessitava. E dona Anita Diniz, uma morena recifense. Recorda-se de que na sua época de estudante os professores eram fiscalizados por um delegado estadual de ensino que fazia registros da frequência e qualidade do ensino. Lembra-se que as escolas da época eram na Trav. Manoel Arão, onde hoje é um hotel; ao lado da Catedral, hoje pertencente à família de Zé Gago; Na praça Pe. Carlos Cottart, esquina onde funciona uma casa comercial.
Sobre a Afogados da Ingazeira da sua infância e juventude, disse que era uma cidade pequena, sem calçamento, tinha poucas árvores, postes de iluminação pública, e uma praça que era denominada “do Comércio”, depois Domingos Teotônio e finalmente Mons. Alfredo de Arruda Câmara) demarcada por meios-fios e nela alguns canteiros.
A construção do Coreto, no governo do prefeito Nozinho Câmara, foi muito bem recebida pela população, pois não havia nada no meio da praça. Dos Fícus e Oitis daquela época, ainda restam alguns, como o existente na frente da casa da família de dona Creuza/ Newton César e dos lados frontais de Catedral. Algumas delas plantadas na gestão do prefeito Osvaldo da Cruz Gouveia - genro de Luiz de Campos Góes e Petronila de Siqueira do Amaral Campos Góes.
Ao terminar os estudos primários iniciou sua preparação para o Exame de Admissão ao Colégio Stella Maris, em Triunfo – administrado por freiras alemães. Quase um vestibular! Para tal, se preparou em Flores com sua prima Maria de Lourdes Cavalcanti Padilha. Teresinha se recorda que as estradas para aquela cidade eram péssimas, mas, foi em 1940 em um Ford 29 de Luiz Gonzaga de Siqueira (Guaxinim), um dos poucos existentes em Afogados da Ingazeira, que ela – com 12 anos de idade - se dirigiu para aquela localidade. Lá, ficou hospedada na casa dos tios Mariinha/Décio Padilha, pais da professora.
Estudou durante um ano em Flores, logrando êxito no Exame de Admissão no colégio de Triunfo, com uma boa nota, pois teve bom preparo. Iniciado o ano letivo ficou hospedada, também, em Triunfo, na casa da tia Mariinha que se mudou para aquela cidade com a finalidade de acompanhar a educação das filhas que também iriam estudar no Stella Maris. Teresinha ficou no regime de externato, enquanto as irmãs Magda e Myriam ficaram internas. Recorda-se que ela e suas primas eram muito assediadas pelos jovens em Triunfo e que sempre ouviam serenatas nas noites de finais de semana, cantadas pelos pretendentes. E todos os vizinhos gostavam desses momentos românticos. Recorda-se, também, do seu primeiro namorado, ainda criança, em Afogados da Ingazeira, quando tinha apenas 12 anos de idade.
Em virtude da dificuldade de transporte, passava muito tempo na cidade, mesmo durante as férias. Agradece àquele Colégio a sua base intelectual, o que facilitou seu acesso à Faculdade de Medicina, tornando-se médica pediatra.
Passados cinco anos de estudos no Stella Maris, em 1946 com quase 18 anos retornou para Afogados da Ingazeira, formada como Professora – laureada – no curso Normal Rural. Estando em Bom Jardim, a passeio, na residência do seu tio Décio, soube que o Sr. Pedro Pires Ferreira contatou o seu pai, Sr. Odilon do Amaral Padilha oferecendo para Teresinha uma interinidade para a Ingazeira. Aceitando o convite, assumiu o cargo. Dois anos depois, através de concurso para professores, foi aprovada, sendo nomeada para Araripina, mas nem tomou posse, pois já havia sido transferida para Ouricuri por motivos políticos ligados à família Coelho, de Petrolina, para beneficiar uma correligionária daquele político. Mas, Teresinha disse ter sido bom, também para ela, pois a cidade ficava mais perto de Afogados da Ingazeira. Sendo colega de uma prima legítima do deputado Felipe Coelho, pediu para conversar com ele e solicitar remoção para a sua terra natal, pois queria ficar perto dos familiares. Solicitação aceita, mas impôs uma condição (com uma proposta indecente): que ela fosse para Afogados da Ingazeira perdendo um terço (1/3) dos seus vencimentos que seria repassado para Maria Natal, sua sobrinha, que havia terminado o curso Normal num colégio de Petrolina. Apesar dessa proposta, ela concordou. A redução do salário perdurou por quase dois anos, até que um novo governador, sabendo dessa “maracutaia”, ficou irritado e desfez esse procedimento espúrio que estava se tornando rotina no estado de Pernambuco.
De volta a Afogados foi ensinar no Grupo Escolar Padre Carlos Cottart, tendo como diretora dona Genedy Magalhães, a quem solicitou que lhes fossem dadas séries com crianças, pois sempre gostou delas. E era uma pessoa dedicada. Para começar o seu trabalho, pediu uma turma analfabeta (de criancinhas que estavam entrando no mundo escolar), pois queria começar do zero. Algumas dessas crianças eram: Miguel (Lelé, que é engenheiro), Branca Góes, Emília Amaraj (médica), Niedja Amaral, Newton César(engenheiro), Magna Cruz e Ubaldo Alves de Siqueira (Policial Rodoviário Federal aposentado).
Cinco anos depois, com a conclusão dessa turma, ficou resolvido que a atribuição para o seguimento agora ficaria por conta de duas professoras: Ela (português e história) e Teresinha Valadares (matemática e geografia). Quando se iniciaram as aulas, surgiu uma oportunidade melhor no Recife, pois sua prima Teresinha Cavalcanti Padilha nomeada diretora do INEP, escola federal em Apipucos, convidou-a para ensinar naquela instituição. Gilberto Freire era dirigente do INEP, tendo como secretária a Sra. Graziela. Foi muito bom, em todos os aspectos, pois estando na capital do estado teria condições de, mesmo trabalhando e fazendo um curso de inglês, realizar o seu sonho como médica pediatra. Fez o Curso Pernambucano de Vestibulares localizado na Av. Conde da Boa Vista, e prestando vestibular nas duas escolas de medicina existentes no Recife, foi aprovada .
E para conciliar trabalho/estudo, o que fazer? Ela foi durante 40 dias, seguidos tentar junto à Secretaria de Educação um horário que não conflitasse com o dos seus estudos. Finalmente falou com o irmão de Aderbal Jurema, o Merval Jurema, que quando viu sua colocação no vestibular e as dificuldades que estavam lhe cerceando a possibilidade de conseguir o que ela mais queria na vida, disse: “Como é que se faz uma perversidade dessa?!” E conseguiu que ela ensinasse no horário das 5 às 8h no Ageu Magalhães. Ela iria estudar, mas não queria deixar de trabalhar. Recebeu o apoio da família na sua decisão.
Realizou o sonho de ser médica em 1973. A especialização na área pediátrica foi feita no IMIP (Instituto Materno Infantil de Pernambuco), isso no último ano do curso. Em abril de 1973 já estava na terra natal, como pioneira na área de pediatria.
Ao chegar a Afogados abriu consultório em uma sala vizinha à sua residência onde atendia clientes de toda a redondeza: Tabira, Iguaracy, Custódia, Sertânia, Carnaíba, Flores e outras localidades. Além de Afogados, ele tinha consultório, também, em Tabira. Apesar do exercício da medicina, deu continuidade ao seu trabalho no Colégio Normal, dando 70 aulas à noite, enquanto não surgia concurso Estadual na área médica. Logo conseguiu credenciamento médico com a CASSI (Banco do Brasil) e com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Afogados da Ingazeira e de Tabira.
Aprovada em Concurso Estadual, passou a clinicar, também, no Hospital e Maternidade Emília Câmara de Afogados da Ingazeira. Exerceu a medicina de 1973 a 1998, mas, devido a uma epidemia de cólera em Afogados da Ingazeira, retornou ao trabalho para ajudar nessa emergência. Lembra que foi necessário pedir ajuda a enfermeiras de Serra Talhada para os trabalhos imediatos.
Em virtude de ter feito o curso Normal Rural em Triunfo, que eram de cinco anos, saiu com o diploma de Professora Normal Rural e, como o segundo grau se constituía de sete anos, teve que complementá-lo no IEP (Instituto de Educação de Pernambuco) que ficava na Praça 13 de Maio. Estudou à noite, durante dois anos. Na sua turma havia somente professoras na mesma situação. Todas estavam pretendendo fazer um curso superior. Dentre essas colegas se incluíam as conterrâneas Norma César, Lurdes Almeida e Madalena Almeida. Somente depois de concluir o curso é que estavam aptas a cursar a faculdade. Nessa época Teresinha residiu no bairro de Casa Amarela.
Indagada sobre a juventude em Afogados, disse que foi maravilhosa. As moças passeavam de braços dados até o cruzeiro, nas imediações da Igreja Presbiteriana, e voltavam. E as festinhas no coreto? E os amores? A sua melhor amiga de infância e confidente foi Socorro Veras, filha do comerciante Guardiato de Morais Veras.
Quanto às festas no "Palanque", disse não haver frequentado, pois era muito jovem e não permitiam o acesso às crianças e adolescentes. Lembra-se de um balé admirável, com a participação das meninas, suas coleguinhas, que as irmãs Assunção e Dolores Câmara (filhas do ex-prefeito Nozinho) organizaram e que agradou a todos. Lembra-se, inclusive, do tipo de roupa usada e que teve a participação de Dulce Campos ex-noiva do Dr. Hermes Canto. Sobre os médicos que passaram por Afogados, lembra-se do Dr. Goode e não entende porque Afogados da Ingazeira nunca o reverenciou. Não existe um único logradouro em sua homenagem. Ela conta que, mesmo criança, lembra-se dele. Esse mesmo médico em certo momento salvou a vida do seu irmão (nome), retirando-lhe os cálculos renais que o estavam afligindo. E que ele amenizou as dores de muita gente, além de salvá-los da morte. Lembra-se, também, do dia em que ele foi assassinado em 1936. Ela tinha apenas oito anos de idade, mas, não se esquece, pois o fato causou comoção em toda a comunidade afogadense. Aposentou-se, e, voluntariamente, vive reclusa em sua residência, cercada de secretárias que lhe ajudam no dia a dia e servem de companhia.
Em 14 de setembro de 1937, na Fazenda Lagoa Cercada - Custódia-PE, nascia JOSÉ RODRIGUES DE ALMEIDA, mais conhecido por Lola.
Terceiro filho do casal JOAQUIM RODRIGUES DE ALMEIDA (Quinca da Barra) e QUITÉRIA QUEIROZ DE ALMEIDA.
O casal, tiveram 7 filhos: Margarida, Manoel (Netinho), José (Lola), Josué (Leca), Judith (Nicinha), Davi e Socorro, todos com o sobrenome RODRIGUES DE ALMEIDA.
Infelizmente, Quitéria faleceu ainda jovem, deixando sete filhos, ainda de menores. Tinha 13 anos quando ficou orfão de mãe. Sua tia cuidou dele com muito carinho com seus
Após o falecimento de sua esposa, Quinca da Barra casa com sua cunhada CAPITULINA, que ajudou na criação dos sete sobrinhos, que ficaram órfãos de mãe.
Dessa união conceberam mais 4 filhos:
Maria das Graças (Gracinha), José (Zezinho), Fátima e Arimathéa (Ary); e todos com os mesmos sobrenomes, Rodrigues de Almeida, um total de onze filhos.
Conforme informações recebida de minha Mãe, Nilda Campos, minhas tias e demais amigos que com papai conviveram; sempre me passaram a seguinte imagem sobre ele: Lola foi um jovem muito fechado, sério, destemido e de poucas palavras. Ou seja, um homem antipático! Assim ouvi essa frase por diversas vezes.
Lola casou, aos 22 anos, em 19 de março de 1960, com a jovem, Nilda Campos de Queiroz, ela com 19 anos, na Igreja Matriz de São José, de Custódia.
Foto tirada na Missa de 7º dia
Dessa união houve quatro filhas:
Verônica Maria Campos de Almeida - 11.02.1961
Mônica Zaíra Campos de Almeida - 20.02.1962
Francisca Valéria Campos de Almeida- 05.03.1963
Rogéria Marília Campos de Almeida - 18.07.1964.
O casal não perdeu tempo na concepção dos seus quatro rebentos. Até parece que previam a partida precoce de Lola! A uniao do casal durou apenas 5 anos.
Ainda segundo alguns relatos familiares:
Era boiadeiro, negociava e vendia gado na região. Gostava de apostar em corridas de prado e de Festas de Pega de Boi no mato. Saia para o campo encourado e só voltava com a uma "reis," garrote ou novilha da qual se propusera a trazer, mesmo com a "cara" toda rasgada e sangrando, devido aos ramos da caatinga. Teve um timpano de um de seus ouvidos atingido, o que resultou na perda auditiva.
Ele não era político, nunca se candidatou a nenhum cargo público.
Era um HOMEM fiel aos seus princípios, a sua família e aos amigos. Pois os defendia fervorozamente.
Porém, em 6 de junho de 1965, foi alvejado novamente, por conta de brigas políticas. Todavia, dessa segunda vez, foi fatal! E às 5h da manhã, do dia 7 de junho de 1965, faleceu vítima de hemorragia interna, devido aos projéteis de arma de fogo, no hospital da cidade de Sertânia - PE. Morreu conversando e chamando por seu compadre e amigo Zé Burgos.
"Cada uma de nós compondo sua história"
Faleceu muito jovem, com apenas 27 anos. Deixando viúva, sua esposa Nilda de apenas 24 anos, e filhas com as seguintes idades: Verônica 4 anos, Mônica 3 anos, Francisca 2 anos e Rogéria com apenas 10 meses.
Foram tempos dolorosos e difíceis, em todos os aspectos. Lola não deixou herança suficiente, a fim de que suprissem as necessidades básicas para criação e educação de suas pequenas, na época não havia pensão para viúvas.
Contudo, Deus na sua infinita misericórdia não nos abandonou! Pois, Mamãe e nossos avós materno, Izaías de Queiroz Amaral e Francisca de Siqueira Campos (D. Feinha), deram todo suporte necessário para seguirmos com dignidade, e nada de necessário nos faltasse. Melhor falando, eles não nos deixaram sentir a orfandade.
Minha mamãe foi guerreira, foi valente, incansável e uma referência para suas filhas, meu maior orgulho é ela!
Nilda Campos e suas filhas
Portanto, há exatos 60 anos perdemos nosso pai, Lola, não posso dizer que guardo dele recordações, so informações de sua personalidade e seu porte físico: de um Homem sério, destemido, "barriga cheia", que gostava de uma mesa farta e cheia de amigos pra almoçar, pois era um amigo fiel, deixando 4 filhas pequenas (de cobrir com um balaio) para honrar, as perdas de seus entes e amigos queridos, com seu próprio sague, isto é, deu sua sua própria vida! Até hoje é lembrado por seus amigos ou que conviveu.
Infelizmente, era muito jovem e sem "juízo", ainda melhor dizendo: um jovem inconsciente e inconsequente.
De seu porte físico tenho poucas fotografias, algumas mais fiéis e outra um pouco produzida. Das quais nos retrata um Galego da Barra bonito, sisudo, alto, estatura mais ou menos 1,85 m. Minha mãe dizia que ele parecia com o ex-goleiro da Seleção Brasileiro, o gaúcho Tafarel.
Perdemos nosso PAPAI, ainda um menino; o prejuizo, infelizmente, foi nosso.
Descendentes de Lola:
5 filhas, sendo a primeira filha, fruto de sua adolescência chamada Maria de Lourdes, atualmente tem 12 netos e 23 bisnetos.
O Ponto de Cultura Grupo de Danças Luar do Sertão comemora hoje 23 anos de sua primeira apresentação.
Foi criado no dia 17 de maio de 2002, por inspiração da professora Terezinha de Queiroz Amaral, cujo objetivo é preservar, valorizar e expressar a cultura popular de Pernambuco e do nosso município.
Terezinha Queiroz Fundadora
Primeira apresentação ocorreu em agosto de 2002 mostrando os ritmos da Ciranda e do Caboclinho, e no mês seguinte do mesmo ano, se apresentaram durante as festividades de Emancipação Política de nosso municipio, em setembro de 2002, mostraram a população o nosso maracatu.
O grupo é composto por jovens que no auge de sua juventude expressam a beleza ritmada de nossas danças folclóricas. A musicalidade é enfatizada através do: Maracatu, Coco, Ciranda, Xote, Forró, Samba, Caboclinhos, Frevo, Carimbo, Junino, Xaxado entre outros.
FOLIANÇA
O Ponto de Cultura tem ainda o bloco Foliança, que durante a semana pré carnavalesca, desfila pelas ruas da cidade, com destaque para as crianças.
Ubiratania Queiroz Batista Coordenadora
O Grupo de Danças Luar do Sertão tem como coordenadora e coreógrafa a professora Ubiratânia Queiroz Batista.
Participações em eventos de grande porte, como no São João de Caruaru e Campina Grande. Eventos internacionais estão no seu currículo, onde mais de 6 países conferiram suas apresentações.
Ao longo de seus 23 anos de fundação, muito trabalho vem sendo realizado com muita dedicação expressando assim a cultura popular pela dança, despertando alegria e amor.
São nestas manifestações populares que encontramos nossas raízes.
Maria do Socorro Simões Silva, conhecida como “Dona Socorro do Cartório”, primeira mulher Oficial do Cartório do Registro Civil de Pessoas Naturais de Custódia – PE, brasileira, divorciada, nascida aos 22.10.1946, na Cidade de Quipapá-PE, filha de José Rodrigues dos Santos e Maria Pereira Simões.
Sua história de superação começa no ano de 1966, quando prestou concurso para o Distrito de Santo Antônio das Queimadas e no dia 06 de outubro do ano de 1966, foi nomeada, ”Oficial de Registro Civil” daquele Distrito, onde ficou até janeiro de 1976, ano no qual foi removida a Comarca de Custódia-PE.
Tomou posse no dia 20 de fevereiro de 1976, quando aqui chegou com o marido e três filhas e em Custódia nasceram os demais filhos, em 1986 divorciou-se e tornou-se a única provedora do seu lar, com 10 filhos, sendo 06 biológicos e 04 de coração, 18 netos e 3 bisnetos, onde permanece há 49 anos morando.
Dona Socorro com sua família
Em 2021 aos 75 anos, concluiu graduação em Teologia, e aos 76 anos pós-graduada em Teologia.
Com uma infância muito difícil na zona rural de Quipapá - PE e por conta do sofrimento advindo das dificuldades de sobrevivência, quando criança morava no casarão do Sitio Gongo, porém não suportava ver seu padrasto agredir sua mãe e seus irmãos, vivenciando isso quase todos os dias.
Em uma das suas andanças diárias pelo sitio para aliviar sua dor parava em frente a uma cruz que tinha em baixo de uma mangueira onde ajoelhava-se para clamar a Deus, em suas preces pedia que nosso Senhor todo Poderoso abrisse um caminho, para ela tirar a mãe e os irmão daquela situação.
Aos 14 anos a família resolve mudar-se para cidade de Jurema-PE, foi quando teve a oportunidade de estudar. Certo dia a Oficial do registro Civil de Jurema-PE Maria do Carmo Monteiro, conhecida como “Dona Carminha”, foi até a escola em busca de uma menina inteligente, tranquila e educada para ajudá-la nas atividades do cartório e prontamente indicaram Socorro. E passou a morar com Dona Carminha que gostou tanto da dedicação de Socorro no Cartório, que a incentivou fazer o concurso de cartórios. A partir daí passou pela sua segunda maior prova.
Aprovada no concurso público não teve ciência pois pessoas influentes da cidade esconderam a informação da sua aprovação, mais o que está nos planos de Deus ninguém tira. Foi quando um desconhecido foi usado por Deus e faltando um dia para encerrar o prazo de assumir o cargo, o Dono da indústria “Cachaça Mucuri” de Canhotinho-PE, o Sr. José Amorim, ficando sabendo do ocorrido e a comunicou sobre o prazo, ajudando-a a levar a documentação em Recife-PE.
A partir dai assumiu o cartório de Santo Antonio das Queimadas, distrito de Jurema-PE no dia 06/10/1966 começou uma nova história, conseguiu alugar uma casa e trazer sua mãe e seus 09 irmãos para morar com ela.
Após 10 anos já estabilizada fez o pedido de remoção e Deus preparou a cidade de Custódia-PE para lhe acolher, onde deste de 20/02/1976 assumiu o Cartório de Registro Civil das pessoas naturais de Custódia-PE até os dias atuais.
Dentre tantos livros, foram registrados o nascimento de 38.548 Custodienses, 4.178 Casamentos e 8.330 óbitos até o dia de hoje.
Mulher de Deus, mulher de fibra, honesta, autêntica, forte, bondosa, criativa, independente, arrimo da família, profissional, ética, exemplo de mãe, avó e bisavó amorosa, que entrega o coração aquilo que acredita.
Natural de Custodia-PE, filho de Ernesto Queiroz e Maria Josefina de Sá Queiroz.
Casado com Ana Rosa de Queiroz desde 24.12.1962 com quem viveu feliz e contente por mais de 43 anos, pai honrado e dedicado de 07 filhos: José Ernesto de Queiroz, João Bosco de Queiroz, Joaquim Jose de Queiroz, José Marcelo de Queiroz, José Emerson de Queiroz, Ana Paula de Queiroz, Maria Luiza de Queiroz.
PROFISSÕES:
Político, Funcionário Público, Professor, Escritor e Advogado.
Na sua profissão exerceu os seguintes cargos:
Foi secretário municipal de Custodia de 17.04.1957 até 15.10.1963.
Vereador eleito em 15.11.1963 ate 31.01.1969 pela cidade Custodia.
Auditor fiscal concursado em 1968, promovido a agente fiscal em 20.09.1972 tendo exercido sua função até aposentadoria.
Advogado Tributarista, militante desde 1971, quando se formou pela FADICA – Faculdade de Direito de Caruaru. – assumindo no ano seguinte a cadeira de professor em direito financeiro.
Escritor – autor de vários livros publicados, dentre eles, um coronel sem patente, onde a brisa encosta o cisco e deixou ainda 02 livros no prelo.
Advogado militante desde 1971, jamais deixou de lutar pela justiça e pelo direito.
TÍTULOS RECEBIDOS
Membro efetivo das seguintes Academias jurídicas:
Da Academia Brasileira de Ciências Morais, Políticas e Sociais – RJ
Da Academia Internacional de Direito Comparado – RJ
Da Academia Pernambucana de Letras Jurídicas – PE
Da Academia Brasileira de Letras Jurídicas – RJ
Da Academia Pernambucana de Ciências Morais e Política - PE
Professor de Dir. Financeiro da Faculdade de Direito de Caruaru.
Da Academia Caruaruense de Cultura Ciências e Letras - ACACIL -
Cidadão de Caruaru título recebido em 1997. por iniciativa do Vereador José Antonio da Silva ( Zeca ) aprovado por unanimidade.
Incontáveis condecorações e medalhas de honra ao mérito por serviços prestados em todos os cargos que ocupou e em defesa da sociedade e da justiça.
LIVROS
Um coronel sem patente
Onde a brisa encosta o cisco
OUTRAS REALIZAÇÕES
Fundador de varias associações recreativas culturais e religiosas, destacando-se o Centro Lítero Recreativo de Custodia, o Centro Espírita Leon Diniz, o Centro Espírita Beneficente UNIÃO DO VEGETAL em 1989, em Caruaru.
Autor do requerimento de fundação da escola normal ERNESTO QUEIROZ, hoje colégio ERNESTO QUEIROZ.
Fundador nos idos de sua mocidade de um jornal denominado CUSTODIANAS. Com circulação mensal.
Fundador da Biblioteca Pública Municipal de Custodia.
OUTRAS ATIVIDADES
AMIGO de todas as horas, fiel e companheiro. Desbravador desconhecia o medo do fracasso, Nordestino e lutador um homem de fibra.
IRMÃO amou a família e semeou a união e a amizade entre todos, sabia cobrar, mas também sabia servir e amar.
PAI em todos os sentidos e em todos os momentos, jamais deixou de estar junto com os filhos, participava de todos os acontecimentos escolares ou profissionais. Caseiro sempre voltava trazendo pequenas lembranças e grandes sorrisos. Um grande ser, o primeiro amigo, o primeiro Mestre.
ESPOSO fiel e carinhoso fez do seu lar seu castelo, criou e educou seus filhos através do exemplo e da retidão dos seus atos.
MESTRE iluminou e guiou os caminhos de todos aqueles que dele precisou, trazia sempre uma palavra amiga e confiante, jamais dizia NÃO, quando muito “vamos vê”. De doutrina reta buscava sempre a sinceridade, organizado e atencioso sempre respondia as indagações e as dúvidas de quem precisasse.
Plantou e semeou um legado de boas obras e uma legião de amigos.
Aos amigos a consciência de ter ajudado sempre que possível, aos familiares, manas, sobrinhos e netos a certeza de uma grande e infinita amizade, aos filhos o exemplo que sempre foi seu maior ensinamento, construiu sua vida sob a bandeira da justiça e da amizade verdadeira, a esposa amantíssima saudades eternas e um reencontro futuro, aos discípulos o espelho das boas ações e a certeza de um renascer em outra dimensão.
Este cartaz de 1972, é um verdadeiro registro histórico de Cassilândia.
Joaquim Tenório Sobrinho, o saudoso Pernambuco, aparecia na propaganda eleitoral como candidato a prefeito, concorrendo pela Arena 1 e tendo como vice Toninho.
Ele foi eleito e assumiu em janeiro de 1973, permanecendo no cargo até 1976, sendo sucedido por Dr. Antônio Teixeira de Lima.
Pernambuco ficou conhecido como "Pai dos Pobres".
(Corino Alvarenga)
Quem foi Joaquim Tenório Sobrinho?
Joaquim Tenório Sobrinho, o Pernambuco, mais conhecido como o prefeito dos pobres, nasceu na cidade de Custódia, Estado do Pernambuco, sob o sol inclemente no sertão do moxotó pernambucano, no dia 23 de dezembro de 1922.
Pernambuco, segundo as palavras do poeta repentista Carolino Leobas, é o “Herói nordestino/Que se jogou no mundo/Para cumprir seu destino/Pois a sorte da pessoa/Já se traz de pequenino.” Esse poeta, em simples palavra, soube muito traçar a trajetória de Joaquim Pernambuco, que foi dono de uma grande história.
Filho de um lavrador chamado Gabriel Ferreira e de dona Maria Tenória, foi crescendo e aprendendo que no mundo é preciso lutar muito, que na vida é preciso determinação para vencer as barreiras, é preciso ter vergonha na cara. No dia 20 de agosto de 1944, casou com Maria Francisca de Oliveira e com ela teve os filhos Luiz e Maria Isalve.
Em busca de melhores condições de vida, deixou o seu rincão e rumou-se para o “Sul”, a bordo de um pau de arara, durante 11 dias, chegando finalmente à capital paulista, pegando um trem para Pompeia, onde ficou por seis anos, trabalhando numa fazenda de propriedade de Osvaldo José Paroni. Depois, passou uns tempos em Cravinhos, também em São Paulo, e lá nasceram os filhos Maria de Lourdes, Cícera e Francisco, num total de cinco herdeiros.
Homem corajoso e determinado, Pernambuco mandou a cara no mundo e veio parar na região de Cassilândia no dia 12 de abril de 1955 para trabalhar inicialmente como carroceiro, isto é, no ofício de fazer frete com uso de carroça. Um certo dia, dona Walkíria Romão o viu, cheio de amigos para ouvi-lo, não se conteve e comentou para si própria:
– Este é um grande homem. Pelo seu carisma de conquistar amizades, ele vai conquistar todos os cassilandenses. Ele é muito especial. Sabe ser simples e humilde. E realmente eu estava certo. Pernambuco foi uma pessoa extraordinária. Nasceu assim e assim morreu.
Como carroceiro, trabalhou um ano e meio. Naquela época começou a ganhar dinheiro. Num passe de mágica, estava com 18 carroças bem equipadas e novas. Daí passou a fazer “gambiras”, ou seja, negócios na base da troca, compra e venda de mercadorias diversas. Eram terrenos, carroças, materiais, apetrechos, utensílios domésticos, chácaras, fazendas. Começou a chover dinheiro em sua hora e ali acabaram os tempos de miséria e de sofrimento pelo mundo.
Havia dois tipos de transporte naquela época: a carroça era para carregar mercadorias e a charrete era para carregar pessoas como fazem os táxis nos dias de hoje. Na compra e venda de carroças e charretes, ele ganhou um bom dinheiro. Ia a São Paulo, fazia as compras e vendia tudo aqui em Cassilândia. Uma fórmula simples que funcionou por algum tempo até esgotar esse nicho de mercado.
Como lembra o ditado, “Deus dá a farinha e o Diabo carrega o saco”, as amizades multiplicaram, afinal os amigos não faltam na hora de gastar o dinheiro. E, assim, vivia Pernambuco, ora rico, ora mais pobre, mas sempre rodeado de muita gente.
E foi assim que recebeu o convite para entrar na política, elegendo-se vereador no pleito de 3 de outubro de 1958, assumindo o cargo no dia 31 de janeiro de 1959, ao lado de mais quatro vereadores, e, tendo sido o mais votado, foi aclamado presidente da Câmara de Vereadores de Cassilândia.
Na eleição seguinte, elegeu-se prefeito, assumindo o cargo em janeiro de 1963, tendo como vice-prefeito Manoel Nogueira da Cunha. Nesse mesmo ano empenhou-se ao máximo para trazer o Banco da Lavoura, iniciou a construção da cadeia em 1964, inaugurada em 1965; montou a usina do salto do Aporé, utilizando as aparelhagens adquiridas pelo primeiro prefeito eleito, Sebastião Leal. A verba ele conseguiu junto ao governador Fernando Correa da Costa. A usina foi inaugurada em julho de 1963. Naquela época construiu várias pontes de madeira para melhorar o tráfego de veículos. Concluiu a construção do prédio da Prefeitura, do Forum, construiu dois grupos escolares, comprou uma moto niveladora e caminhão, com parte do dinheiro do bolso, já que a Prefeitura não tinha condições financeiras.
Naquela época, ia ao Paraná, Minas Gerais e Goiás para buscar gente com a finalidade de morar em Cassilândia, já que a mão de obra estava escassa por aqui, pois visava o rápido progresso do município. Para incentivar a vinda das pessoas, ele doava o terreno e até ajudava na construção da casa. Assim, ficou conhecido como o prefeito dos pobres e passou a ser cada vez mais procurado pelos carentes.
No ano de 1968, Pernambuco e o amigo Expedito Baiano, apelido de Expedito Alves de Lima, viajavam a bordo de um avião particular, de propriedade do senhor Manoel Valente, tendo como piloto Miguel Capistânia, rumo a São Paulo, mais precisamente Ribeirão Preto, lá cuidaram de negócios. No retorno a Cassilândia, na decolagem do avião, ocorreu o imprevisto, o avião ganhou uma boa altura e de repente caiu na pista do aeroporto, chocando-se violentamente no solo e causando ferimentos gravíssimos nos ocupantes. Expedito Baiano quebrou uma perna e um braço, tendo que ficar internado durante 38 dias. Mas o pior ocorreu com Pernambuco, que teve sua face toda esfacelada, precisando de um transplante, afinal teve o nariz decepado pelas ferragens da aeronave. Ficou durante três meses internado e sofreu de súbito uma notável transformação na fisionomia, ficando com o nariz achatado e a voz anasalada, características que carregou até a morte.
E Pernambuco permaneceu bem com os pobres de Cassilândia, sendo muito humano na hora de suas necessidades e chegando até a pagar salários dos servidores com dinheiro do próprio bolso quando a verba da Prefeitura não dava para suprir as despesas municipais.
A porta de sua residência estava sempre aberta para o povo, não se percebia nem tramela, trinco ou chave, a exemplo de seu coração que era do tamanho de Cassilândia.
Foi convidado novamente para se candidatar a prefeito pelos amigos e acabou sendo eleito em 15 de novembro de 1969 como vice-prefeito de Ib Fabres de Queiroz, juntos construindo várias obras no município.
Novamente voltou ao paço municipal e desta vez como prefeito no dia 15 de novembro de 1972, declarado prefeito no dia 31 de janeiro de 1973. Com apenas cinco meses de gestão pôs em funcionamento a usina hidrelétrica do Salto, que havia sido montada pelo ex-gestor Ib Fabres de Queiroz; concluiu a construção de oito grupos escolares na zona urbana; completou prédios escolares que haviam sido iniciados pelo seu antecessor, bem como deixou o prédio do grupo escolar da Vila Bom Jesus quase pronto, já em fase de acabamento; trouxe o interurbano telefônico nacional e internacional, que foi inaugurado pelo padre John Pace, ao unir Brasil e Itália, via DDI, fato solene ocorrido na Praça São José, muito aplaudido pelos presentes, com o uso de um orelhão improvisado.
Ao lado do senhor Ib Fabres de Queiroz, foi o prefeito que mais efetuou abertura de estradas no município, e, sobretudo, foi uma das pessoas que mais fizeram pelos cassilandenses, sobretudo em assistência social. Um pau-de-arara de outrora se transformou no mais humano e amigo prefeito que Cassilândia já viu.
Deixamos que o poeta repentista Carolino Leobas termine a história de Joaquim Tenório Sobrinho, o imortal Pernambuco de todos nós.
Estava em 12 de abril
Há muitos anos atrás,
Quando entrei em Cassilândia
Para ficar e não sair mais.
Enxada? Foice? Facão?
Machado? Carga pesada?
Nunca pensei duas vezes:
Topava logo a parada.
Era pobre, sem recursos
Não vou mentir pra quê?
Mas tinha um forte desejo:
Trabalhar para vencer.
Lidei com burro e carroça,
Fiz gambiras – não sei quantas!
Matei Bichos, vendi couros
De onça, cateto e anta.
Fotos extraídas do Museu da Imagem de Cassilândia / Facebook.
A humildade dele eramaior do que o sentimento de vaidade (Manoel Afonso)
Em 1944 Elizeu Bezerra de Rezende ingressou nas Forças Armadas, sendo soldado combate do Exército Brasileiro. Por ironia do destino, foi designado a ser um dos cozinheiros da tropa. Segundo ele mesmo relatava, era que o maior medo dele, era ser transferido para o arquipélago de Fernando de Noronha, pois como ele dizia: “Lá o negócio era feio, muitos que iam não voltavam com vida e os que voltavam com vida vinham feridos e não queria mais voltar”.
Durante 2 anos serviu o
quartel e sem querer seguir carreira militar, teve que fugir do
quartel e assim que retornou para o Distrito Samambaia, foi logo tratando
de se casar com Dona Lídia. Irmã de Abílio Ferreira, Júlio
Ferreira, Cecílio Ferreira (Esposo de Alice Simões) e outros. Família
Ferreira da Silva que veio do Município de São Bento do Una.
Ozinaldo Félix da
Silva,
* 18 de fevereiro de 1939
+ 08 de julho de 2023
Filho de Alexandre Félix da Silva
e Maria Anunciada de Jesus.
Foi o primogênito do casal. Que
ainda teve mais quatro homens e duas mulheres, foram eles: Osvaldo Felix da
Silva (Bado), José Félix da Silva (Nego), João Félix da Silva (Garapa), Antônio
Félix da Silva (Tonho) falecido, Expedita Félix da Silva e Benedita Félix da
Silva.
Ajudou o pai, que era marchante. Saia
diariamente de madrugada, em direção à Maravilha, Ingá e outras localidades.
Comprando bodes, ovelhas, porcos entre outros animais, para vender no mercado
público de Custódia. Na época, chamado de “Curral da Matança”.
Ainda jovem, aprendeu a fazer
doce, se tornando tempo depois em mestre em doce. Ao lado de sua mãe com quem
aprendeu e desenvolveu toda a técnica no preparo.
A convite do seu amigo Gérson
Gonçalves, foi o primeiro mestre em doces da Tambaú em 1962, quando o local de
funcionamento era próximo a ponte, na Inocêncio Lima. O convite não foi em vão,
como ele afirmava, ‘quebrava’ duas caixas de goiaba rapidinho, fazendo com ela a
polpa, o cozido num tacho de cobre. Sem desperdício nenhum.
Gerson teve seu inicio no fabrico
de doces em Campina Grande. Lá não teve ao seu lado
o seu amigo Ozinaldo, pois o mesmo, estava prestes a se casar, e não podia
se ausentar de Custódia. Certa vez, um funcionário responsável pelo doce em
Campina Grande, não estava conseguindo acertar o ponto do doce. Para evitar
maiores prejuízos, convida Ozinaldo para ir desmanchar o doce acumulado que estava
estocado. Com sua experiência, conseguiu desmanchar e também vender todo o
estoque acumulado. Em cada 10 tachos, Gérson admitia perder até 2, e Ozinaldo,
não perdia nenhum, um profissional de excelência para a empresa. Além é claro,
da amizade com o proprietário.
Em 1967, a Fábrica de Doces
Tambaú sofre com uma enchente, e pouco tempo depois, saem do prédio atingido, e
iniciam suas atividades num local chamado Texaco. Onde funcionou um Posto de
Combustível do sr. Zé Pinheiro. Na mesma avenida Inocêncio Lima, porém, num
local mais seguro e sem perigo com novas enchentes. Ozinaldo continuou como
funcionário da empresa.
Em pé: Gabiru, Zé de Alcides, Dorival,
Alfredo, Biu de Zé de Noca Agachados: Pedro Pereira, Zito da Compesa, Edinaldo Amaral,
Osvaldo pai de Luciano e Ferreirinha.
Paralelo a sua atuação como
mestre em doce, foi atleta de futebol em diversos times locais da cidade. Sua
posição era quarto zagueiro. Entre alguns times locais, da década de 60, jogou
no Comercio Esporte Clube em 1962. Depois a convite do seu amigo, Pedro
Pereira, foi para Sport Clube Custódia.
Casa com Ivone Fernandes da
Silva, dessa união, tiveram seis filhos: Orlando Fernandes da Silva, Ivan
Fernandes da Silva, Hugo Fernandes da Silva, Tereza Cristina da Silva
(falecida), Humberto Fernandes da Silva, Hiraildo Fernandes da Silva, Ozevane,
Osmar e Rocimere.
Foi sócio fundador do Centro
Lítero Recreativo de Custódia – CLRC.
Em 1972, vai residir em Sobradinho,
na Bahia, época da construção da barragem, abre um restaurante, ficando durante
um ano na cidade. Depois segue para Jacobina,
também no Estado da Bahia, agora num outro ramo, de confeitaria, ano era 1974. Pouco
tempo depois, vai residir em Caruaru, capital do agreste pernambucano, mudando
novamente de ramo. Lá compra um caminhão prestando diversos serviços. Retorna à
Custódia, abre Armazém de bebidas, administra o Sabarzinho (localizado em cima
da Praça Padre Leão) e também uma sorveteria. Mais uma vez, muda de cidade,
agora para Arcoverde, cidade vizinha, onde abriu uma loja de móveis novos e
usados. Por fim morou durante os anos de 1976/1977 na Capital Federal, em
Brasília. Seu ramo agora foi com antiguidades: Móveis e Santos em madeira.
De volta a Custódia em 1978,
continuou no mesmo ramo de antiguidades, levando as peças para os museus em São
Paulo. Durante essas idas e vindas à São Paulo, começou a levar o doce Tambaú
para o Sudeste e assim, retomou ao ramo de doce, sendo agora, vendedor dos
doces Tambaú. Seu grande cliente era uma rede de supermercado Ciro, com quem vendia
duas carradas fechadas com produtos. Além das antiguidades, trazia papel celofane
para vender as fábricas. Durante muito tempo teve um depósito de papel
celofane, além de ser representante da cachaça 51.
Família em Albuquerque Né
Ozinaldo e filhos de suas duas famílias
Se aposenta e vai residir em
Albuquerque Né, distrito de Sertânia em 1990. Constitui uma nova família com Elma Pereira Neves, e seus filhos: Júnior, Vitória, Carol, Ana Flávia e Fabiana. Teve no distrito um fabrico chamado de Doces Carolina, e uma padaria. Ainda assim, retornou a Sobradinho na Bahia, com sua companheira Elma, onde teve fábrica de doce chamada Beira Rio.
Em setembro de 2022, é convidado
a participar das comemorações de 60 anos da Tambaú Alimentos. Junto a outros
funcionários, e ex-colaboradores. Foi o primeiro mestre de doces da empresa. Uma das marcas da empresa, deixada pelo seu
fundador e amigo pessoal, Gerson Gonçalves de Lima, era de sempre, manter laços de amizade
com pessoas e empresas que prestaram longo. Ozinaldo não poderia ficar de fora,
recebeu sua merecida homenagem.
Viveu seus últimos anos de vida,
em Albuquerque Né, distrito de Sertânia. Faleceu aos 84 anos, deixando um
legado gigante para a história de Custódia, e aos familiares e amigos.
Texto: Paulo Peterson com informações de seus filhos.