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09 janeiro, 2024

História da Comunidade Quilombola Buenos Aires - Custódia-PE



Relato feito por Hosana Felizmina conhecida por Hosana do Pote, filha de Francisco Euzébio da Silva e Felizmina da Conceição, neta de José Eusébio, um africano e uma índia da região.

José Eusébio é um dos primeiros negros a chegar na região chamada Lagoa do Saco, hoje conhecido como Lamarão, terras que pertenciam a José Domingos e Iria Ocília de Melo, primeiros habitantes da comunidade Maniçoba, atualmente conhecida como Buenos Aires. Pai de Possidônio Tenório de Melo que ao herdar as terras vendeu uma parte para Eusébio.

Chegaram mais seis casais na região onde compraram, herdaram ou receberam doações de terra por José Domingos Rezende e Iria. Os casais se chamavam Salviano e Raimunda, João de Aninha e Maria Crioula, Antônio Paulinho e Maria Pequenina, Gustavo e Maria, Livino e Quitéria, João de Lindu e Maria Elvira Lindu. Possidônio fica viúvo e casa-se com Alzira Tenório do Amaral.

A partir desse 7 casais surgiram as 10 comunidades, entre elas: Cachoeira da Onça, São João, Lajedo, Serra da Torre, Lagoinha de Quitimbu, Carvalho, Riacho do Meio e Buenos Aires.

José Eusébio e Vicência deixaram algumas tradições como fazer corda de caroá, farinha de mandioca, panela de barro, potes, caçoar, cangalhas, esteiras de folha de bananeira e vassouras de palha de agave.

Os aspectos culturais da comunidade temos: o samba de coco, onde os dançarinos cantam músicas conhecidas ou improvisadas, o refrão é acompanhado pelos participantes do grupo, os instrumentos utilizados são: o ganzá, o surdo, o triângulo e o pandeiro. Uma das músicas cantadas na comunidade Buenos Aires é a "Vaca Mansinha", que retrata a área territorial das doze comunidades que ficam nas terras do Lamarão e vão até o São José.

Como meio de subsistência da comunidade, além do milho, feijão e mandioca, tinha o comércio de alguns produtos artesanais feitos na comunidade como o azeite de mamona, esteira de palha de agave, renda de birro, pião de carro.


Alzira Tenório do Amaral

Alzira Tenório do Amaral, foi a primeira mulher vereadora do município de Custódia e habitantes da comunidade Buenos Aires. Realizou o projeto de motores de bomba para irrigação de plantios, um dos primeiros do município e o primeiro da comunidade, conseguiu fazer a primeira estrada e também a primeira barragem. 

Construiu a primeira escola da comunidade: Escola José Henrique de Melo. Também ajudou na eletrificação da comunidade em 1995. Com os moradores formou a primeira associação chamada: Associação Comunitária do Progresso de Buenos Aires, atual associação rural dos produtores e produtores de Buenos Aires, a qual trouxe muitas conquistas.



Maria Yolanda do Amaral

No ano de 1993, Alzira faleceu deixando uma grande herança para a comunidade, o seu modelo de luta pelo povo pobre e sofrido da região, que procede a sua filha Maria Yolanda do Amaral Santos, símbolo de ação e coragem política social na comunidade até os dias atuais.

18 novembro, 2023

Cultura e resistência marca 1° Festival de Cultura Afrodescendente de Custódia-PE


Fotos: Cleber Santos
Blog Diário Político Custodiense



Por Juliano Oliveira

Retratando o mês da Consciência Negra, Comunidades Tradicionais Quilombolas de Custódia se uniram junto a Escola EREM Quilombola Vereadora Alzira Tenório do Amaral, da comunidade Buenos Aires e demais escolas municipais quilombolas promoveram o 1° Festival Municipal de Cultura Afrodescendente de Custódia, que aconteceu nesta sexta-feira 17 de novembro, na Praça Padre Leão. O evento foi realizado pela Prefeitura de Custódia, por meio das Secretarias Municipais de Educação e Assistência Social e Cidadania.


A programação do evento cultural contou com apresentações culturais, rodas de conversas sobre a luta e os direitos da população negra, feira agroecológica e várias outras atividades que ressaltam a importância da cultura afrodescendente.



O 1° Festival de Cultura Afrodescendente de  Custódia teve por objetivo: Valorizar a história de um povo observando sua formação popular e sua preservação cultural; Trabalhar a contação de história os repasses dos mais vividos; Trazer conscientização da evolução de um povo em meio as suas lutas. Observar as conquistas; Trabalhar a leitura e escrita e se posicionar como sujeito crítico prontificado a expressar e defender opiniões próprias; Levar os envolvidos no projeto a se reconhecerem como sujeitos valiosos na história e evolução de um povo como também gerar orgulho e satisfação de telespectadores vivenciado no momento.

Para ver mais fotos, acessar o Blog Diário Político Custodiense: CLIQUE AQUI

27 julho, 2023

Pernambuco é o quinto estado do Brasil com maior população quilombola, com 78.827 pessoas. Custódia é a cidade com maior quantidade.


Censo 2022 - IBGE

Censo 2022: Pernambuco é o quinto estado do Brasil com maior população quilombola, com 78.827 pessoas. Estado tem 196 comunidades quilombolas certificadas e 14 territórios oficialmente delimitados, nos quais vivem 8.772 pessoas.

Por g1 PE (27/07/2023 )


Pernambuco tem a quinta maior população quilombola do Brasil, segundo o Censo 2022 do IBGE. Ao todo, 78.827 pessoas se declararam quilombolas no estado, equivalente a 0,87% da população pernambucana, de 9.058.155 habitantes.

São 196 comunidades quilombolas certificadas e 14 territórios oficialmente delimitados em Pernambuco, até julho de 2022, de acordo com dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e de órgãos oficiais.

Em Pernambuco, 8.772 pessoas residiam em territórios oficialmente delimitados; destas, 6.769 se declararam quilombolas – 77,17% do total. O restante das pessoas que se autodeclararam quilombolas no Censo 2022 do IBGE, 72.058 pessoas, viviam fora de territórios delimitados.

Os municípios com territórios oficialmente delimitados com maior número de pessoas autodeclaradas quilombolas foram:

    Santa Maria da Boa Vista - 1.736 pessoas
    Orocó - 1.465 pessoas
    Salgueiro - 1.284 pessoas
    Garanhuns - 1.101 pessoas
    Cabrobó - 856 pessoas
    Mirandiba - 188 pessoas
    Carnaubeira da Penha - 119 pessoas

Os dados mostraram que em Pernambuco 0,91% dos domicílios particulares permanentes são ocupados com pelo menos um morador quilombola – percentual acima da média do Brasil, de 0,65%.

O estado tem uma média de 3,12 moradores por domicílio quilombola – pouco abaixo da média do Brasil, de 3,17 moradores por domicílio; e da região Nordeste, de 3,13 moradores por domicílio com pessoas que se declararam de origem quilombola.

Nos domicílios ocupados por pelo menos um morador quilombola em Pernambuco, 87,08% se declararam quilombolas; percentual também pouco abaixo do registrado no Brasil, de 85,15%; e do percentual de 89,61% - registrado no Nordeste.

O levantamento apontou ainda que, dos 184 municípios pernambucanos, em 111 existem pessoas que se autodeclararam quilombolas. As dez maiores populações quilombolas estão nos seguintes municípios:

Em termos percentuais, em relação ao total de habitantes, os municípios com maior participação da população quilombola em Pernambuco foram:

    Mirandiba – 23,74%
    Betânia – 21,8%
    Custódia – 20,54%
    Brejão – 17,51%
    Bom Conselho – 14,62%
    Alagoinha – 13,43%
    Orocó – 12,96%

À frente de Pernambuco, com maiores populações quilombolas no Brasil, estão os estados da Bahia (397.059 pessoas), do Maranhão (269.074 pessoas), de Minas Gerais (135.310 pessoas) e do Pará (135.033 pessoas).

A região Nordeste é a que concentra o maior número de habitantes que se declararam quilombolas no país, segundo o Censo 2022 do IBGE, com 68,2% do total, somando 905.415 pessoas. A população quilombola do Brasil identificada pelo Censo 2022 foi de 1.327.802 pessoas.

No Nordeste, 9,87% da população quilombola mora em territórios oficialmente delimitados e 70% viviam em territórios oficialmente delimitados.

PS. As localidades em Custódia onde residem Quilombolas, são segundo Ipatrimônio.org em: Buenos Aires, Lagoinha, Serra da Torre, Sabá, Engenho, Mocó, Mulungu, Barro Branco, Cardose, Santa Maria, Pitombeira, Calderão, Tamboril, Balanças, Lagoa Cercada, Açudinho, Cacimba Limpa, Saco Grande, Santana do Sabá, Sitio Riacho do Meio, Sitio Lajedo, Sítio Grotão, Sítio Carvalho (Composta pelas comunidades: Sítios Vassouras, Poço do Capim, Cacimba Limpa, Barreiros, Papagaio, Bigode, Lagoa da Onça, Riacho Novo, Areia, Umbuzeiro, Fazenda Nova, Juá I e II, Barriguda, Samambaia, Poço do Boi, Barro Branco, Trocado e Bandeira), Sítio Cachoeira da Onça.

21 junho, 2023

Livro conta a decisão de um Juíz que resultou no tombamento da Igreja São Luz Gonzaga



A obra “Justiça Federal - 50 anos – Seus casos e suas causas contados por seus Juízes”, pela Editora Prismas no dia 19 de dezembro, publica artigo do juiz federal da 1ª Vara de Marabá, Marcelo Honorato, que narra a difícil trajetória para a prolatação de uma decisão judicial envolvendo o tombamento de uma igreja em Pernambuco.

O livro reúne a seleção de artigos de magistrados federais de todo o Brasil, que contam casos especiais e históricos, julgados na Justiça Federal nos últimos 50 anos. Os artigos retratam fatos de elevado interesse da histografia brasileira e contados pelos próprios juízes, como a contaminação com césio 137, em Goiânia (GO), o acidente ambiental em Mariana (MG); o caso Vladimir Herzog e a Operação Lava Jato, entre outros.

Em seu artigo, Marcelo Honorato aborda decisão judicial em defesa dos direitos humanos: a proteção da igreja quilombola de São Luiz Gonzaga diante da imperial força econômica do projeto de construção da ferrovia Transnordestina, empreendimento que planejava demolir o imóvel para a passagem dos trilhos.

 



A decisão de Marcelo Honorato, contada no livro, decretou o tombamento do Complexo da Igreja São Luiz Gonzaga, localizada no município de Custódia (PE), permitindo a preservação de parte relevante do patrimônio histórico e cultural da pequena e simples comunidade quilombola do Sítio do Carvalho, ainda que desafiada pelas máquinas de ferro do século XXI.

A decisão que envolveu essa pequena história foi confirmada em agravo de instrumento e, antes mesmo da prolatação da sentença, os próprios réus acabaram reconhecendo o valor imaterial do imóvel, tornando a questão da necessidade de proteção do complexo arquitetônico incontroversa. Acredito que o contato pessoal do juiz com os fatos pesou bastante, tanto para mim, como para as outras instâncias. Mas sabemos que essa técnica nem sempre é possível de ser efetivada”, diz trecho do artigo do magistrado.

 




 

Honorato conclui: “A antiga igreja que não valia nada, por fim, demonstrou valer tanto quanto uma moderna e importante estrada de ferro do século XXI, e o povo do Sertão, que não conhecia a justiça de perto, deve ter feito muitas outras festas na comunidade quilombola do Sítio do Carvalho de Custódia “PE).

Fonte: Justiça Federal - Seção Judiciária do Pará


09 dezembro, 2022

Primeiro casamento em comunidade Quilombo (2013)


Em Janeiro de 2013, aconteceu o primeiro casamento na comunidade Quilombo da Cachoeira da Onça, na Capela Nossa Senhora das Graças. O enlace matrimonial foi entre Lucicleide e Valdeci, ela da localidade, já o noivo do quilombo do Buenos Aires. Depois da cerimônia, o casal cumpriu a tradição da região, ficando de joelhos para receber a bênção da mãe da noiva.  

(Yolanda de Alzira)

05 dezembro, 2022

[Cine Mandacaru] Gravação - Samba de coco do quilombo Buenos Aires




O grupo de samba de coco do quilombo de Buenos Aires, zona rural de Custódia, é formado por crianças e jovens da comunidade. "O coco teve origem, segundo alguns pesquisadores, no canto dos tiradores de coco, e que só depois se transformou em ritmo dançado. 

Há controvérsias, também, sobre qual o estado nordestino onde teria surgido, ficando Alagoas, Paraíba e Pernambuco como os prováveis donos do folguedo. O coco, de maneira geral, apresenta uma coreografia básica: os participantes formam filas ou rodas onde executam o sapateado característico, respondem o coco, trocam umbigadas entre si e com os pares vizinhos e batem palmas marcando o ritmo. 

É comum também a presença do mestre "cantadô" que puxa os cantos já conhecidos dos participantes ou de improviso". Lúcio Gaspar da Fundação Joaquim Nabuco.

18 maio, 2022

Comunidade Quilombolas - por Elyadja Barbalho



O calor escaldante e a estrada de terra é a paisagem que nos foi apresentada. O cenário é o sertão do Moxotó, onde encontrei uma comunidade quilombola. Um povo forte e corajoso, que carrega em suas veias a miscigenação de raças, mantendo suas raízes culturais, preservando e passando de geração a geração a sua identidade.

A comunidade quilombola está situada em Custódia, no sítio Buenos Aires. O munícipio fica a 350km da capital pernambucana. Quando falamos em quilombo, logo pensamos num lugar isolado formado por escravos fugidos. Esse conceito está atrelado exclusivamente a um passado remoto. A classificação de uma comunidade quilombola não se baseia em provas do passado, mas de como aquele grupo se define.



A professora Maria Yolanda do Amaral Santos, 51 anos, é representante da Comissão Estadual do Movimento Quilombola. No sertão atua como presidente da Associação da comunidade de Buenos Aires, que tem o objetivo de trazer benefícios para os moradores quilombolas. “Foram desenvolvidos vários projetos, entre eles “Saberes da Terra” que tem como prioridade ensinar pessoas que deixaram de estudar há muito tempo, de 5º a 8º série do ensino fundamental. O nosso maior orgulho é Dona Maria Elvira de Lima (foto), 73 anos, que voltou a estudar, e é um exemplo para os jovens que estão desestimulados“, explica.



O outro projeto é o “Saber da minha cultura“, onde os jovens e crianças participam da valorização e divulgação da sua cultura, da sua gente. Nele o samba de coco está presente. O coordenador é João Batista, 18 anos, que leva a animação e estimula os outros jovens a querer aprender a cultura dos seus antepassados. “O grupo foi formado por causa do incentivo da escola, dos nosso pais e também da nossa força de vontade. Hoje estamos com 18 pessoas, incluindo jovens e crianças. Através desse projeto aprendi a tocar sozinho o ganzá, um instrumento usado no samba de coco“, conclui.

Na comunidade a musicalidade que está mais arraigada é o samba de coco, que de modo geral apresenta uma coreografia básica: os participantes formam filas ou rodas, realizando o sapateado característico, e batem palmas caracterizando o ritmo. A dança tem a presença do “cantadó” que puxa os cantos, conhecido pelos participantes ou não. Quando o som do coco embala não importa se está calçado ou descalço, o importante não é o vestuário próprio, mas a preservação de influências indígenas, negras e africanas.




Os maiores desafios e lutas dos descendentes de quilombos que residem no sítio Buenos Aires, são garantir a sua própria subsistência. Pois a terra nessa época do ano é imprópria para o plantio, por causa da pouca quantidade de água na região.

Mas, mesmo sem condições, eles procuram produzir meios para seu sustento, como por exemplo, a produção de esculturas de barro, a fabricação de vassouras, balaios e outros objetos.

O projeto Biblioteca Rurais Arca das Letras chegou à comunidade quilombola com a parceria da Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura. Todo o Estado Pernambucano recebeu 160 arcas, beneficiando 18.100 famílias.

O programa foi desenvolvido especialmente para comunidades rurais e remanescentes de quilombos, com o intuito de incentivar a leitura. Os moradores indicam a instalação das arcas e quais serão agentes de leitura, que ficarão responsáveis pelo incentivo à leitura e empréstimos dos livros.

A realização do projeto contou a colaboração da FETAPE (Federação dos Trabalhadores de Agricultura de Pernambuco), do Incra-PE, do Sesc-PE e Sebrae-PE. O programa Arca das Letras integra ações do Ministério da Educação, da Cultura e da Justiça. Recebeu apoio também do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste.

A Fundação Palmares, do Ministério da Cultura, reconheceu o sítio Buenos Aires como comunidade quilombolas em 2003. É bom deixar claro que, a identidade desses grupos sociais não se reduz apenas a elementos biológicos distintos, como por exemplo, a cor da pele, mas, a um processo de auto-identificação mais diligente, como a organização política e social.

(*) A publicação desse texto, saiu em um trabalho interdisciplinar da FAVIP (Faculdade do Vale do Ipojuca). A disciplina era REDAÇÃO JORNALÍSTICA IV na epóca, onde os alunos eram responsáveis pela produção de uma revista com o tema livre. Os textos produzidos pela turma de jornalismo circula também dentro da instituição por um jornal laboratório A NOTÍCIA, com orientação dos professores. Essa matéria foi publicada em uma revista cultural batizada de EXPRESSÃO. Mas, só teve circulação dentro da faculdade em um encontro de jornalismo e publicidade, que proporcionou a amostra do nosso trabalho!! 

Texto: Elyadja Barbalho

04 outubro, 2020

Remanescentes de Quilombos: Distrito de Quitimbu e Arredores.


As denominações quilombos, mocambros, terra de preto, comunidades remanescentes de quilombos, comunidades negra rurais são expressões que designam grupos sociais afro-descentes.

O Decreto 4.887, de 20 de novembro de 2003, em seu artigo 2º, considera-os grupos étnico-raciais, segundo critérios de auto-atribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra.

O Município de Custódia tem 17 comunidades reconhecidas, em sua maioria situadas no Distrito de Quitimbu. 

Inicialmente, em 2005, foram reconhecidas duas: Cachoeira e São José. 

As demais tiveram seu reconhecimento no ano de 2007: Buenos Aires, Sítio Açudinho, Sítio Lajedo, Sítio Riacho do Meio, Sítio Serra da Torre, Lagoinha, Sítio Grotão, Sítio Carvalho e Sítio Cachoeira da Onça.  Demais comunidades:

Arara
Buenos Aires
Cachoeira
Caldeirão
Carvalho
Grotão
Lagoinha
Lajedo
Riacho do Meio
São José
Serra da Torre
Sitio Acudinho
Sitio Cachoeira da Onça
Sitio Carvalho
Sitio da Torre
Sitio Grotão
Sitio Lajedo
Sitio Riacho do Meio

Na parte cultural musical, tem o Samba de Coco Quilombo Cachoeira da Onça e Banda de Pífano Cultura do Meu Saber Quilombo Buenos Aires.


Em 2015,  o governador do Estado de Pernambuco assinaram um decreto que transforma a Escola Estadual Alzira Tenório do Amaral em Escola de Referência em Ensino Médio (EREM). 

A unidade de ensino quilombola é a primeira do Brasil a funcionar como escola em tempo integral. A unidade fica localizada na comunidade quilombola de Buenos Aires, no Município de Custódia, Sertão do Moxotó e beneficia aproximadamente 500 estudantes.

A nova EREM conta com estrutura de 12 salas de aula, diretoria, secretaria, coordenação, arquivo, almoxarifado, laboratórios de Ciências e Informática, auditório com camarim e depósito, biblioteca, sanitários, sala dos professores, grêmio, sala de Educação Física, refeitório, cozinha, despensa, depósito e quadra poliesportiva.

Na ocasião, foi lançado o 1º plano estadual de Promoção da Igualdade Racial em Pernambuco, a posse dos membros do Fórum Gestor de Promoção da Igualdade Racial, a criação do Grupo de Trabalho para construção do Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI), a criação da Medalha Solano Trindade, honraria que será concedida a cinco personalidades engajadas na causa e o decreto que garantirá a Caminhada de Terreiros como evento de abertura oficial do Mês da Consciência Negra.

17 março, 2015

Secretária Estadual da Mulher dança o Samba de Coco em Custódia


Durante ao município de Custódia, a Secretária Estadual da Mulher, Sílvia Cordeiro, a Coordenadora Regional da Mulher do Sertão de Moxotó, Santina Tereza, estiveram na Câmara Municipal de Vereadores, em seguida, visitou a Escola Estadual Quilombola Vereadora Alzira Tenório do Amaral, no Buenos Aires, zona rural deste município. Após conhecer as instalações daquela escola, a secretaria conheceu um pouco da nossa cultura, o Samba de coco.

Vereadora Yolanda de Alzira

11 maio, 2014

Festa do Dia das Mães na Escola Estadual Quilombola Alzira Tenório do Amaral.


A escola estadual quilombola vereadora Alzira Tenório do Amaral, no Buenos Aires realizou no sábado, dia 10, comemoração ao Dia das Mães. Uma super festa organizada pela vereadora Yolanda de Alzira e pelo Diretor  Alysson Possidônio, além da colaboração dos demais profissionais que fazem parte da escola. Várias mães da região se fizeram presente, todas acompanhadas de seus filhos.

Foram apresentadas belíssimas homenagens, apresentações de danças e coreografias com alunos da escola. No intervalo, um almoço ao som da dupla Luciano Lima e Zé Lito nos teclados, de Afogados da Ingazeira.


Presenças ilustres de Anchieta Patriota, ex-Prefeito do municipio Nemias Gonçalves e família, do vice-prefeito Manuca de Zé do Povo, Alan Amaral Presidente do Conselho de Desenvolvimento Sustentável de Custódia e Juscélio Arcanjo – Coordenador de Educação Rural da GRE-Arcoverde.

O Diretor da Escola Alysson Possidônio e a vereadora Yolanda de Alzira agradeceram a presença de todos, parabenizando a todas as Mães de Custódia.

Fotos e informações Blog Custódia News

20 novembro, 2013

Escola Estadual Quilombola comemora a semana da Consciência Negra

Alysson Possidônio - Diretor

Grupo de Danças

Teve início nesta terça (dia 19) na Escola Estadual Quilombola Vereadora Alzira Tenório do Amaral, no Sítio Buenos Aires, zona rural do município de Custódia, as comemorações da Semana da Consciência Negra, com a culminância ocorrendo na sexta-feira dia 22 de novembro.

No primeiro um bom público compareceu a escola, presenciando peças de teatro, apresentações de danças entre outras atrações. Os professores da rede municipal e estadual se fizeram presentes, como também, alunos e pais, por fim, várias autoridades de nossa cidade.

Vereadora Yolanda de Alzira
Artesanato dos Quilombolas
          
Uma festa belíssima, organizada pela direção da Escola, a frente do seu Diretor Alysson Possidônio e a Professora e Vereadora de Custódia, a srª Yolanda de Alzira.

As apresentações continuam nesta quinta-feira, a partir das 13:00h. Na sexta-feira, além da culminância, teremos cavalgada, e muitas animações.

O evento tem o apoio dos candidatos a deputados: Anchieta Patriota e Danilo Cabral, e apoio da Prefeitura Municipal de Custódia.

Com informações do Blog Custódia News.

12 junho, 2013

Comunidade Quilombolas - Lagoa Grande "Um só Deus, vários cultos"



Sob preconceito, sincretismo religioso originado no passado ajuda quilombolas a aliviar dores do mundo e a confiar no futuro às 6h da manhã, ela acorda e prostra-se diante da Bíblia. Abre as folhas amareladas e repete um hábito. Maria José de Barros lê, sem cansar, o mesmo salmo – o de nº 93. O texto fala da vida em comunidade, de paz, compreensão e respeito. Aos domingos, após a leitura do salmo, vai à missa. De lá, segue para a casa de mãe Neide. Faz oferendas aos orixás do Candomblé, considerados os espíritos da natureza e cultuados no Brasil desde as senzalas. Maria comemora o Natal dos católicos e, no dia da Consciência Negra, sobe à Serra da Barriga (União dos Palmares, Sertão de AL) para prestar homenagem ao líder da revolta antiescravista Zumbi dos Palmares. Com orgulho, enverga uma saia branca rodada e um turbante africanizado na cabeça. “Deus é um só”, lembra, no alto do “solo sagrado” de Palmares, em pleno 20 de novembro, horas após visitar a Lagoa dos Pretos. Com cheiro de história, linda, a lagoa é o lugar onde foi feita a celebração religiosa à memória de Zumbi no amanhecer daquele dia.

A religiosidade do negro quilombola reproduz a cultura deles. Engloba elementos do catolicismo e do candomblé. A grande parte é puramente católica, mas o auto- reconhecimento da situação política – fenômeno sociológico em processo de consolidação há 10 anos – vem promovendo uma aproximação com os práticas de origem afro. “Buscamos restabelecer nossos laços culturais”, explica Neide Martins, mãe de santo que fala de religião, movimentos artísticos e territórios quilombolas com a mesma desenvoltura. Neide, ao lado de pais e mães de santos de Alagoas, Pernambuco e Bahia entre outros estados, tenta vencer o preconceito que existe contra o cultos afro-brasileiros . No Ceará, Francisco Coelho (46 anos), conhecido em Horizonte (CE), como Francisco de Oxum, tem conseguido. Desde sua chegada na comunidade de Alto Alegre, há quatro anos, aumentou o número de praticantes da umbanda (que homenageia os espíritos dos índios e escravos). Coelho sabe que no Sertão a resistência é maior.

A Raiz – Preponderante, o catolicismo dos quilombolas do Sertão nordestino é visceral. Compreensível, dizem os estudiosos, porque faz parte de um processo de aceitação histórica. “Até hoje, há um preconceito muito grande. Meu filho mesmo, tem medo até hoje. E já é adulto”, diz Maria, sorrindo, como se aceitasse e respeitasse.

O catolicismo é visto por toda a parte nas comunidades quilombolas – nas pequenas igrejas, no escapulário que muitos carregam, nos santos expostos em lugar nobre da sala de estar. Religiosos adentram caatinga afora, em procissão, com uma imagem do Sagrado Coração de Jesus na mão, em um dia qualquer, como o que vimos em 18 de novembro, em Lagoa Grande, Custódia (PE).

As benzedeiras são inseridas nesse mundo e estão espalhadas nos recôncavos das casas modestas. Na comunidade quilombola de Gia, em Quixadá (Sertão de PE), onde vivem cerca de 200 famílias, cinco benzedeiras gozam da confiança popular. Parte da tradição, elas próprias vêm perdendo lugar para os novos evangélicos. Entranhadas na vida dos quilombolas, benquistas como parentes próximos e experientes no uso da medicina popular das plantas, elas suprem as necessidades de uma saúde deficiente e de uma debilitada rede de proteção social. Dona Santinha (de Lagoa Grande, PE) usa pinhão roxo para olho gordo, jatobá e umburama de cheiro para gripe. Outras, adotam a folha de mamoeiro e azeite para dor de cabeça. As rezadeiras oram e usam os ensinamentos das raízes para a cura – prática também adotada por africanos. Quando não dá certo, a fé, resistente como os negros que trouxeram a base desse sincretismo religioso, resolve.

Link original da matéria: Diário de Pernambuco

17 abril, 2013

Cinema na Estrada leva magia da sétima arte à Escola Quilombolas em Custódia-PE

foto:Fundarpe

O Projeto Cinema na Estrada da FUNDARPE à Custódia. Será hoje à tarde, a partir das 17h, na Escola Estadual Quilombolas Vereadora Alzira Tenório do Amaral, na comunidade Buenos Aires, zona rural do município. 

Desde 2011, o Cinema na Estrada faz exibições itinerantes no FPNC, levando filmes pernambucanos aos mais diversos lugares do estado. No Sertão do Moxotó, o cinema chegará à comunidade do Povo Indígena Kambiwá (Ibimirim) e a três quilombos da região: Quilombo Riacho dos Porcos (Sertânia), Quilombo São Caetano (Betânia), Quilombo Buenos Aires (Custódia). Além de passar por Arcoverde e Manari.

Boa oportunidade para conhecer a Escola e assistir cinema ao ar livre. Segundo a Vereadora Yolanda de Alzira o estabelecimento é uma conquista do Movimento Quilombola, tendo como parceiro o Governo do Estado e a parlamentar, quando representante da Comissão Estadual de Articulação das Comunidades Quilombolas.

PROGRAMAÇÃO CUSTÓDIA

Quilombo Buenos Aires
Cinema na Estrada: Quarta-feira, 17/4, 19h
Oficinas de prática cineclubista para povos tradicionais: Quinta-feira, 18/04 , manhã

10 abril, 2013

MPF ajuíza ação contra representantes do IBAMA e da TRANSNORDESTINA por danos a Igreja de Custódia



O Ministério Público Federal (MPF) em Serra Talhada (PE) ajuizou ação de improbidade administrativa contra o ex-presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, e os representantes da Transnordestina Logística S/A (TLSA), Edison Pinto Coelho e Tufi Daher Filho, empresa concessionária das obras da Ferrovia Transnordestina. Para o MPF, houve omissão quanto à preservação do patrimônio cultural, com graves consequências ao erário, bem como aos princípios da Administração Pública. A responsável pelo caso é a procuradora da República, Silvia Regina Pontes Lopes.

Conforme consta na ação, o estudo de impacto ambiental apresentado pela TLSA não contemplou medidas que evitassem ou mitigassem o prejuízo causado à Igreja São Luiz Gonzaga, tombada como patrimônio histórico e localizada na Comunidade Quilombola do Carvalho, no município de Custódia, no Sertão de Pernambuco.

O Ibama, por sua vez, não teria atendido a exigência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Fundação Cultural Palmares, ao expedir licença de instalação para o trecho Salgueiro-Suape da Ferrovia Transnordestina sem a realização de estudos complementares.

A Igreja São Luiz Gonzaga foi construída no século XIX, sendo local de festividades e cultos religiosos promovidos pela Comunidade Quilombola do Carvalho. As obras da construção da estrada de ferro estão paralisadas desde 2009, aguardando que a TLSA aponte uma solução viável para proteger os interesses da comunidade.

Ação civil pública



O MPF expediu recomendação, em 2010, para que as obras da ferrovia fossem suspensas, com a elaboração de um novo traçado que respeitasse a integridade da igreja. Em 2011, o órgão ajuizou ação civil pública, já tendo obtido decisão liminar na Justiça Federal, para que as obras sejam suspensas num trecho de 1000 metros, sendo 500 metros para cada eixo (leste e oeste), medidos a partir da Igreja São Luiz Gonzaga, até que o projeto de desvio da linha férrea proposto seja avaliado por perícia científica. As informações são da assessoria de comunicação do MPF.(Blog Flores Agora)


19 março, 2013

Escola Estadual Quilombola Alzira Tenório do Amaral


O canal de José Orlando do blog Custódia News disponibilizou imagens da Escola Estadual Quilombola Vereadora Alzira Tenório do Amaral no Buenos Aires em Custódia. 

Marcada por lutas e conquistas de um povo que tem na sua origem a essência de esperança, a comunidade Quilombola, localizada no sítio Buenos Aires, zona rural de Custódia, ganhou uma Escola de Referência com a extensão de Curso Técnico. A comunidade possui aproximadamente 200 famílias, em sua maioria, ascendentes de quilombolas que tem como atividade principal a agricultura.

Remanescente de quilombo, Buenos Aires é um pedaço vivo da história do Brasil. A escola foi conquistada através da Associação dos Produtores Quilombolas de Buenos Aires e Região, uma articulação das Comunidades Quilombolas do Sertão do Estado de Pernambuco, juntamente com a vereadora Iolanda de Alzira.

O educandário, conta com 12 salas, laboratório de Informática, auditório, refeitório, banheiros para deficientes e quadra esportiva. Serão beneficiadas cerca de 15 comunidades, entre elas Lajedo, Quitimbu, Cachoeira da Onça, São José, Umbuzeiro da telha, Mata Verde, Grotão, Lamarão e Queimada Nova.

Agora os moradores do distrito de Buenos Aires têm mais um motivo para comemorar. Dentro de poucos dias os as crianças, os jovens e os adultos do distrito poderão ter acesso a internet e se conectar com o mundo usando modernos equipamentos de informática com a acesso a internet banda larga.

Projeto de Lei Ordinária Nº 881/2012 (Enviada p/Publicação)
 
Ementa:
Denomina de Escola Estadual Vereadora Alzira Tenório do Amaral, a Unidade de Ensino localizada no Distrito Quilombola do município de Custódia, Sertão do Moxotó
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE PERNAMBUCO


Art. 1º Fica denominada Escola Estadual Vereadora Alzira Tenório do Amaral, a Unidade Estadual de Ensino, obra em estágio final de construção, autorizada pelo Poder Executivo – Secretaria Estadual de Educação – no município de Custódia, Sertão do Moxotó.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Justificativa

A cidadã Custodiense Alzira Tenório do Amaral nasceu em 2 de setembro de 1928, no Sítio Boa Viagem, área pertencente ao Distrito de Quitimbu, cercania do território Quilombola do município de Custódia, Sertão do Moxotó.

Filha legítima das agruras sertanejas, desde a tenra infância trabalhava na roça e sobrevivia da agricultura familiar, cultura de subsistência. Mulher de fibra casou-se com Possidônio Tenório de Melo. De tanto respirar política e de ser uma cidadã focada na assistência social daquela região tão carente, em 1976, foi à primeira vereadora mulher da Cidade de Custódia, exercendo de forma democrática quatro mandatos consecutivos onde conquistou o coração do povo custodiense e principalmente os dos mais necessitados. Mulher simples, honesta e humilde, como vereadora foi grande batalhadora por obras focadas na infraestrutura e educação da sociedade local, conseguindo a instalação de inúmeras escolas e ainda, a construção de seis barragens, sem esquecer as diversas outras obras que tiveram na sua voz, a defesa permanente pelo desenvolvimento social do povo sertanejo do Moxotó. Faleceu em 1993, e desde então, seus exemplos de nordestina lutadora, servem de farol para as novas gerações custodienses.

A obra encontra-se em estágio de conclusão, e foi objeto da O.S. 01/2011 – Contrato 183.2010 – 410472/2010, autorizada sua construção pelo Poder Executivo - Secretaria Estadual de Educação.

Solicito o valoroso apoio de meus pares na aprovação deste projeto em tela.

Sala das Reuniões, em 10 de abril de 2012.

Augusto César
Deputado

06 outubro, 2012

Projeto São Francisco em comunidades Quilombolas



Quilombolas dançando Samba de Coco na Comunidade Buenos Aires.


O Projeto de Integração do rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional está promovendo ações que beneficiarão as 16 comunidades quilombolas em sua área de influência. Elas serão contempladas com casas, telefonia comunitária, inclusão digital, projetos de desenvolvimento econômico, como fruticultura e ovinocaprinocultura, e, principalmente, o acesso à água, vetor de desenvolvimento mais importante nas comunidades.

Os remanescentes de quilombos beneficiados estão nos municípios pernambucanos de Salgueiro (Santana, Conceição das Crioulas e Contendas), Carnaubeira da Penha (Comunidade de Massapé), Custódia (Comunidades de Buenos Aires, Cachoeira da Onça e São José), Mirandiba (Comunidades de Araçá, Feijão, Juazeiro Grande, Pedra Branca, Serra do Talhado e Queimadas) e Cabrobó (Comunidades de Cruz do Riacho, Fazenda Santana e Jatobá).

O objetivo do Ministério da Integração Nacional é substituir casas de taipa por moradias de alvenaria e construir banheiros nas casas que antes não dispunham desse benefício. Já foram licitadas as obras para construção dessas casas nas comunidades de Cabrobó, Mirandiba, Carnaubeira da Penha e Custódia, onde as obras, realizadas pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), vinculada ao Ministério da Saúde, já estão em andamento.




As ações visam proporcionar vida mais digna aos sertanejos, amenizando problemas de saúde, a exemplo da doença de chagas, transmitida pelo barbeiro, inseto encontrado com grande frequência em construções como as casas de taipa – feitas com uma estrutura de madeira roliça revestida de barro.

Esse trabalho pertence ao Programa Básico Ambiental de Desenvolvimento das Comunidades Quilombolas, que vem se articulando com outras instâncias do governo federal, como os Ministérios da Saúde, das Comunicações e do Desenvolvimento Agrário.




COMUNICAÇÃO E INCLUSÃO DIGITAL – Parcerias com os Ministérios das Comunicações e do Desenvolvimento Agrário preveem, no Programa Básico Ambiental de Desenvolvimento das Comunidades Quilombolas, a instalação de postos de telefonia comunitária nas localidades, que também serão alvo da inclusão digital. Serão instaladas salas dotadas de computadores ligados à internet. Ainda serão colocados à disposição dos jovens das comunidades cursos de montagem e manutenção de microcomputadores. Essas benfeitorias irão profissionalizar e inserir jovens no mercado de trabalho, tornando-os responsáveis pelas atividades digitais nas comunidades.

Todas essas mudanças antecedem, de forma estrutural e participativa, as ações que serão implementadas em forma de Plano de Desenvolvimento Local Sustentável nas comunidades quilombolas. Esse plano, que envolve a comunidade e o poder público, foi delineado a partir dos caminhos apontados em reuniões realizadas com as comunidades, ao longo dos últimos três anos, estando em fase de aperfeiçoamento constante pelo Ministério da Integração Nacional.

O Observatório Quilombola publica todas as informações que recebe, sem descartar ou privilegiar nenhuma fonte, e as reproduz na íntegra, não se responsabilizando pelo seu conteúdo.

Fonte: Pravda 
Fotos: Vereadora Yolanda de Alzira

Publicado no site : OBSERVATÓRIO QUILOMBOLA