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12 abril, 2023

Documentário gravado em Custódia - Alumia (2009)






"Os momentos que antecedem o pôr do sol tinham um significado especial para os personagens do documentário Alumia. Sem energia elétrica em suas casas, eles mantinham uma convivência diferente com a noite. Para captar esse sentimento, as diretoras do filme, Carol Vergolino e Andréa Ferraz, procuraram filmar tudo sem o uso de luzes artificiais. 

Alumia foi filmado em 2005 no Sítio de São Francisco, no município de Custódia, Sertão de Pernambuco. Na época, a comunidade ainda não recebia energia elétrica, que só alcançou o local um ano depois. A água encanada também havia acabado de começar a chegar. As cineastas queriam mostrar como esse tipo de situação ainda era real em pleno século 21, apesar de parecer historicamente absurda.

A intenção do documentário, entretanto, não é a denúncia. O filme é um retrato do cotidiano e da visão de mundo de seres humanos que possuem uma situação de vida peculiar, que se relacionavam mais com as estrelas do céu do que com aparelhos de TV ou geladeiras. Feito pelo Ateliê Produções, Alumia foi filmado apenas à noite, entre as 18h e as 21h, com direção de fotografia do cearense Roberto Iuri e trilha sonora de Rafael Agra. O objetivo inicial era produzir um curta, mas a edição final ficou com 55 minutos." (Filmow - A sua rede social de filmes e séries)

15 dezembro, 2021

Marcos Freire - Comício em Custódia (1982)






Trecho do Documentário "MARCOS FREIRE - SEM ÓDIO E SEM MEDO", disponível para download no site da TV Câmara dos Deputados.

Fonte: AQUI

Nesse trecho, o fotografo oficial da campanha ao governo do Estado do candidato, cita fato curioso durante passagem pelo município de Custódia em 1982.

Ficha técnica do documentário:


A TV Câmara apresenta o documentário Marcos Freire - sem ódio e sem medo. O vídeo conta a trajetória política e pessoal do ex-ministro Marcos Freire, suas idéias e realizações, até o trágico acidente aéreo que causou sua morte, em 1987.


A histórica renúncia à prefeitura de Olinda, a chegada à Câmara dos Deputados, a formação do grupo dos Autênticos do MDB, a atuação como senador, presidente da CEF e ministro da Reforma Agrária são alguns dos relatos que pontuam a narrativa. A história foi reconstruída por meio de depoimentos de familiares, amigos, políticos e pessoas que estiveram com Freire nos momentos mais marcantes de sua vida.

09 outubro, 2021

[Cinema] Documentário "Estou de Volta"


Trecho do vídeo “Eu vou de volta” de Cláudio Assis e Camilo Cavalcante. Duas viagens são realizadas simultaneamente em ônibus clandestino: a ida de Caruaru (a maior cidade do agreste pernambucano) até São Paulo e a volta de São Paulo a Caruaru. Os fluxos e refluxos desses passageiros migrantes refletem, em suma, as movimentações da vida, as pequenas vitórias e derrotas de cada um, além da vontade de que algo aconteça e mude o que está estagnado.


Faz parte da série Cinco sobre cinco, uma caixa de DVDs que reúne os documentários premiados no edital Rumos Cinema e Vídeo 2006-2007.

Sinopse:

Documentário sobre a migração dos habitantes da região nordestina para São Paulo e o regresso à sua terra de origem. Concomitantemente, são realizadas duas viagens em ônibus clandestinos: a ida de Caruaru (a maior cidade do agreste de Pernambuco) até São Paulo e a volta de São Paulo até Caruaru. Os fluxos e refluxos desses passageiros migrantes que, em suma, refletem os movimentos da vida, as pequenas vitórias e as derrotas de cada um deles, além do imenso desejo de que aconteça algo que altere aquilo que está estagnado.

Ficha Técnica:
Origem: Bra Ano: 2007 Duração: 54mins

Direção: Camilo Cavalcante e Cláudio Assis
Produção: Julia Moraes
Companhia Produtora: Instituto Itaú Cultural
Edição: Fernando Costery André Sampaio

Obs: O documentário do cineasta pernambucano Cláudio Assis, pode ser conferido através da TV Senado, na película, aparece vários passageiros naturais de Custódia que embarcaram rumo ao sul do país.

Disponível para empréstimo gratuito na midiateca da sede do Itaú Cultural em São Paulo ou em bibliotecas e instituições parceiras do Instituto. Mais informações: (11) 2168-1777

PS.: O motorista de um dos ônibus, é o custodiense Luizito, residente no bairro da Redenção, proprietário da Transgóis Turismo.

11 julho, 2020

Documentário "Alumia" rodado no sítio São Francisco

PARTE 1

Documentário ALUMIA mostra a vida dos moradores do Sítio São Francisco em Custódia, onde não havia energia elétrica até seis meses após as filmagens do filme em 2006. 

A simplicidade e a esperança são a marca principal daquelas pessoas.

PARTE 2

PARTE 3

PARTE 4

PARTE 5

A vida sem energia elétrica, sem televisão, sem internet, completamente alheia ao ritmo de vida e às relações humanas nos grandes centros urbanos, longe dos apelos comerciais da mídia. 

Em fevereiro de 2006, duas cineastas, Andrea Ferraz e Carol Vergolino, resolveram fazer um retrato da comunidade do Sítio São Francisco, nas proximidades de Custódia, a 340 quilômetros de Recife, no sertão pernambucano, um pequeno vilarejo onde ainda não havia chegado a energia elétrica até então. Vinte famílias, cujo único contato com a cidade se dava de tempos em tempos em dia de feira na cidadezinha mais próxima, falam sobre suas rotinas e suas concepções de vida. 

O resultado desse contato, o documentário Alumia, é um registro único: seis meses após as filmagens a energia elétrica chegou ao Sítio São Francisco. Num local onde a febre do consumo desenfreado não é lei, muitas vezes nos surpreendemos ao encontrar definições das palavras “riqueza” e “felicidade” que passam longe de ter o carro da vez, apartamentos milionários, roupas e acessórios da moda. Felicidade e riqueza é ter uma família, saúde, trabalho e fé. Ter muito dinheiro e bens, para estas pessoas simples e batalhadoras, atrai infelicidade, insegurança, violência, inveja. 

As grandes cidades poderiam ser uma esperança de vencer na vida, mas hoje representam lugares barulhentos, perigosos e com condições precárias de trabalho. Eles apreciam “não serem mandados de ninguém”, poderem escolher quando e como trabalhar. No Sítio São Francisco, cultivam pequenas plantações, criam animais e queimam lenha para fabricação de carvão para venda: apenas o necessário para sobreviver modestamente. O grande problema não é a pobreza, mas as secas implacáveis que afligem a região. 

Em suas casas, essas pessoas falam ainda de amor, casamento, solidão, medo, esperança, fé, suas ideias da morte e do que há depois dela, céu, inferno, fim do mundo, natureza, futuro e o que imaginam que representa e que trará a chegada da energia elétrica na região. Os depoimentos são permeados por uma bela fotografia que aproveita a iluminação natural e as paisagens típicas do sertão nordestino. 

As imagens noturnas testemunham a rotina dos moradores: a falta de luz elétrica aproxima muito mais as pessoas para uma boa conversa em torno do candeeiro.

TEXTO: SESC TV