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05 agosto, 2026

Praça Padre Leão: Transformações e Reformas ao Longo do Tempo



Foto: Paulo Peterson


A Praça Padre Leão carrega a história de Custódia e passou por diversas intervenções, modificações estruturais e revitalizações promovidas por diferentes gestões municipais ao longo das décadas, a exemplo da grande reforma realizada em 2008.

Neste registro fotográfico exclusivo, podemos observar a área frontal da Igreja Matriz de São José em um período de transição, antes de receber a sua última grande reforma, mostrando o espaço amplo e aberto que antecedeu os modelos de praça que conhecemos hoje.



28 maio, 2026

Fonte Luminosa da Praça Padre Leão



Quem lembra da fonte luminosa na Praça Padre Leão, década de 1990, é uma das lembranças mais nostálgicas e marcantes para quem viveu ou frequentou o centro de Custódia nessa época. Ela não era apenas um elemento decorativo, um ponto de encontro para os jovens custodiense.

Após reforma, a Praça Padre Leão passou por uma mudança, e nela, foi construido uma Fonte Luminosa. Era o cenário principal após a reforma, o costume de dar voltas ao redor da praça para conversar, paquerar e encontrar os amigos, embalado pelo movimento das noites de fim de semana e após as missas na Igreja Matriz de São José.

Para a tecnologia da época, a fonte era uma verdadeira atração visual na cidade. Ela operava com um sistema de jatos de água intermitentes que mudavam de altura, combinados com um jogo de luzes coloridas (geralmente tons de verde, azul, vermelho e amarelo) instaladas submersas ou na base dos jatos. O reflexo das cores na água em movimento causava um efeito fascinante, especialmente para as crianças da época.

Antes da era dos smartphones, a fonte luminosa era o "cartão-postal" oficial da cidade para registros fotográficos analógicos. Muitas famílias custodieneses, jovens casais e visitantes guardam em seus álbuns de fotos de papel registros com a fonte colorida ao fundo, registrando momentos festivos, vestimentas de domingo ou os tradicionais festejos de fim de ano e padroeiro.

Com o passar dos anos e as sucessivas reformas urbanas que a praça sofreu ao longo das últimas décadas, o desenho original do espaço foi se modificando. O desgaste natural dos sistemas hidráulico e elétrico, somado às novas concepções de arquitetura das gestões públicas, fez com que a dinâmica da praça mudasse, deixando a antiga fonte luminosa dos anos 90 guardada na memória afetiva e na identidade cultural dos moradores de Custódia.

Paulo Peterson

08 abril, 2026

Praça Padre Leão e seus pontos comerciais no final da década de 70



No primeiro imóvel da foto, funcionou a Farmácia de Elpídio Pires, entre 1963 e 1964.

Posteriormente foi de propriedade de Severino Pinheiro. A residência seguinte foi do Sr. Evilácio Bernardo da Silva e Joana Rodrigues da Silva, ele tinha um bar e uma mercearia, vizinho ao bar de Jurandir, Bar Fênix.

Depois o famoso Bar Ponto Certo. Em 1962, pertencia a Demócrito Rodrigues de Queiroz, tempos depois foi de Gerson Rodrigues de Queiroz (Deta), entre 1970 e 1973. Foi de propriedade também de Joãozito, João do Ponto Certo, e por fim, de Luciano Góis Veríssimo.

A loja seguinte, na década de cinquenta foi uma loja de tecidos de Antenor Pires, depois de Severino Pinheiro, posteriormente foi o primeiro supermercado da cidade, pertencente a Heleno Chaves, depois Supermercado Ribeiro, e hoje lojas Americanas.

Seguido do prédio que foi a Padaria Confiança, de João Miro da Silva e esposa Jovelina, depois os dois prédios conjugados, que era a Casa Góis, de propriedade dos irmãos Domingos Alves de Góis e Sebastião Alves de Góis.

Por último, após o beco, a padaria de Pedro e Delicia Rafael. Posteriormente vários familiares assumiram atividades nesse local, Geralmino, Rildo e Reginaldo.



No outro lado da Praça, com vista da torre da Igreja Matriz a primeira casa, antigamente foi o Cartório de Né Marinho, Budega de Joventino, sua residência em seguida, a casa onde hoje é a Cisagro, era a casa do pai de Zé Agostinho que casou com Vânia Rafael.

O prédio seguinte, só foi o supermercado Ribeiro, em 1976. Nessa época devia funcionar algum bar.

Residência de Zezito Caju e o prédio seguinte, foi o consultório odontológico de Dr. Pedro Pereira Sobrinho, hoje é a Varadinha do Vavá.

Na esquina do outro lado, por muito tempo foi a mercearia e bar de Valdeci, filho de seu João Barros. Já foi Pizzaria e até hoje é o BAR ALTAS HORAS.

Na sequencia a residência de Manoelzinho Cassiano, pai de Neli Aleixo. Após a loja de móveis dos irmãos João e Inaldo Azevedo e o prédio da Farmácia Pereira, fundada em 1937.

Paulo Peterson, com apoio de José Melo e Jorge Remígio.

14 maio, 2025

Praça Padre Leão na década de 90



Uma recordação de nossa cidade, da década de noventa, visão parcial do prédio do Banco do Brasil, ao fundo residência de D. Coraci Pinheiro, antiga Farmácia Pronto Socorro, e uma bodega da família do sr. Ananias Tomaz. Na época, a antiga Praça Padre Leão tinha estacionamento na parte interna do espaço. 


13 novembro, 2023

A alma das ruas (José Carneiro)

 


JOSÉ CARNEIRO DE FARIAS SOUZA

A Baraúna
(Prosa e Versos)
Recife-PE
2015

As ruas são a alma das cidades. Toda rua tem um nome e uma história. Ninguém esquece a sua rua, especialmente aquela onde se viveu na infância. A rua sempre guarda algo que nos acompanha por toda a vida, porque ela faz parte da história de cada um de nós. Da minha rua recordo de muitas passagens agradáveis e deliciosas, especialmente da esquina, onde eu ia esperar minha primeira namorada quando ela vinha da escola e onde eu dei o primeiro beijo.

A Rua 4 de Outubro, hoje Praça Padre Leão, era a artéria principal de Custódia. Era o centro da cidade. Nela estava o grosso comércio e moravam os habitantes mais velhos do lugar.

Encabeçava a rua a Igreja Matriz de São José. As alas de suas casas eram distanciadas da outra e, no meio, onde agora é a Praça Padre Leão, não havia nada. Era aquele vazio.

Do lado direito, o primeiro imóvel, esquina com a rua da Várzea, o Açougue Público Municipal, seguindo-se a casa de Solidônio Medeiros e Marta Rodrigues, proprietários da Fazenda Serrote e tidos como os mais ricos do município; a casa de dona Dondom, mão do tabelião Né Marinho; a casa de Apolônio Carneiro e Maria Farias; a Casa Paroquial; a Casa de Né Marinho e Ester; um grande bangalô, alpendrado, que, transformado inteiramente, foi a loja de tecidos e residência do casal Valentim e Eva Simões; a loja de tecidos de Elpídio Pires, que veio a se casar com Alzira Pires; a loja de tecidos de Zuzu Pires, casado com Filomena Pires; a Casa Góis, comercial, dos irmãos Sebastião e Domingos Góis; a Padaria Confiança, de João Miro, casado com Jovelina Góis; a Padaria de Cícero Gomes, casado com a dona Bela; a casa de Pordeus Pires, casado com Dona Lica; e a Prefeitura Municipal, onde hoje é a agencia do Banco do Brasil.

O flanco esquerdo começava com o Hotel Sabá, de Izabel Mafra, atualmente a Prefeitura Municipal, seguindo-se a mercearia e casa residência de Joventino Feitosa, casado com Analrelina Góis/; o “Vapor”, bolandeira de descaroçar algodão, de Antônio Junco; o Bar Fênix, de Né Marinho; a loja de tecidos de Zé Daniel, casado com Laura Florêncio; a casa residencial e cartório de Luiz Amaral, oficial do Registro Civil; a Farmácia Pereira, de Joaquim Pereira, casado com Corina Pereira; e, por fim, a sapataria de Duquinha de Antônio Cota.

Na Rua 4 de Outubro nasci e passei a infância e juventude. Ela foi a fonte das minhas inspirações. Nela senti as primeiras manifestações da natureza e vivi os melhores dias de minha vida. Provei o sabor de viver e vi as belezas do mundo. Enfim, construí os mais coloridos sonhos de minha existência.

A Rua 4 de Outubro permanece viva na minha memória e retina como a mais sadia e promissora arrancada das realizações da minha vida pública e privada.

Eis parte da história da rua mais bela da face da Terra.

 

Para acessar mais conteúdos de José Carneiro, clique AQUI

 

 


28 junho, 2023

Igreja Matriz de São José no primeiro mandato de João Miro da Silva [1966-1969]


Enviada por Chico Elizeu
Com informações de Chico Elizeu e Jorge Remígio

Segundo o colaborador e pesquisador Jorge Remígio, a foto acima seja possivelmente do primeiro mandato de João Miro da Silva (houve intervenção), entre 1966 a 1968

O pesquisador fez comparação entre a foto acima e uma outra fotografia, de seu acervo particular, datada de 11 de Setembro de 1969, onde os mesmos algarobas, já estavam bem maiores.


Desfile Cívico em 11 de Setembro de 1969

A arborização da Praça Padre Leão ficou a cargo do então Secretário Municipal, Silvio Carneiro, que posteriormente, se tornou prefeito em 1969 até 1973. Durante muito tempo, os algarobas foram usadas em quase toda extensão da Praça Padre Leão

Outro detalhe da foto, é a presença de Branco Góis em frente a Igreja Matriz de São José. Em sua companhia outra pessoa não identificada. Uma conferida mais detalhada (clicando na foto e abrindo ela em maior tamanho), pode se verificar, polivalente Severino do Rádio, trocando as lâmpadas da Cruz da torre da Igreja.

13 abril, 2023

Praça Padre Leão foi destaque na Revista Terra Magazine (2015)


 

A Revista TERRA MAGAZINE (Pernambuco Passa Aqui) na Edição 36 (Agosto/setembro 2015) em matéria "Talentos da Arquitetura Pernambucana", destaca entre os profissionais, o arquiteto SAULO BARROS, nascido em Serra Talhada, onde o mesmo destaca uma importante obra em Custódia, a reformulação da Praça Padre Leão.



TERRA MAGAZINE - Qual o seu maior sonho profissional?

Saulo - Que a arquitetura seja mais ampla, menos restritiva, onde as pessoas possam ter acesso a serviços de qualidade, que determinem melhoria da qualidade de vida e falo isso porque, como urbanista, tenho essa preocupação de olhar a cidade do ponto de vista social. Realizamos um projeto de uma praça em Custódia. O local já existia, mas era subaproveitado. Hoje é um espaço que está sendo utilizado pela população e se tornou um dos cartões postais da cidade. Temos que pensar em intervenções que tragam vida para os espaços urbanos.



Contribuição: Célia Barros

Para baixar as edições da Revista Terra Magazine, basta acessar: AQUI


28 agosto, 2022

Praça Padre Leão na década de 90


Uma foto para recordar, Praça Padre Leão em sua última versão antes do modelo atual reformado em 2008. Com fonte Luminosa, dividida em duas, e com algarobas. Ao redor dela hoje já não existe mais alguns locais, como a Quadra do CLRC. A rua Joaquim Tenório não tinha toda a extensão atual.

Quais lembranças você tem dessa época?

22 julho, 2022

Relembre a antiga Praça Padre Leão (2006)


Essa era o antigo formato da Praça Padre Leão, antes da atual reforma. Deixe seu comentário sobre qual recordação você tem dessa época.

10 julho, 2022

Praça Padre Leão e seus algarobas

Antiga paisagem da Praça Padre Leão, provavelmente nos anos setenta. Nessa época, em toda sua extensão existiam Algarobas e vários bancos.

Na foto vários comércios da época: a Farmácia de Severino Pinheiro, o bar Ponto Certo, o Supermercado de Chá Preto, a Padaria de Dona Jovelina (viúva do ex-prefeito João Miro).

20 novembro, 2021

Praça Padre Leão antes da última reforma (2007)






Enviadas pelo colaborador Paulo Roberto Bezerra, estas fotos, mostram a Praça Padre Leão em 2007, antes de sua última reforma. Vamos recordar? Quantos modelos a praça já teve até o presente momento?


15 agosto, 2020

Praça Padre Leão e seus comércios (1979)


Vista parcial da Praça Padre Leão em 1979, em primeiro plano no lado direito a Farmácia Pinheiro, residência de Evilácio Mariano, Bar O Ponto Certo, Mercado Ribeiro de Chá Preto, Padaria de Dona Jovelina, Casa Góis de Domingos Góis, Loja de Sebastião Góis (hoje CEF e Lotérica) e na outra esquina a Padaria de Pedro Rafael.

Antes do Mercado Ribeiro, funcionou a Loja de Severino Pinheiro (uma Grande Loja de Tecido e Confecção), após foi o mercado de Heleno Chaves, local onde o mesmo foi executado por assaltantes.

No mesmo local onde era a Farmácia Pinheiro, funcionou o Cartório de Anfilófio Feitosa nos anos 60, Projeto CIATA nos anos 80, Comitê de Luiz Epaminondas Filhos, Loja de Tecidos de Geraldo Feitosa e hoje atual loja Happy Modas. 

Texto: Paulo Peterson

Colaboraram com informações: Marco Moura e Célia Barros.