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22 fevereiro, 2025

Uma noite em que Custódia não dormiu - Autor: José Ronaldo


Em 1977, a decisão do Campeonato Pernambucano de Futebol, foi entre Sport e Náutico. 

Esse jogo entrou para a história do futebol pernambucano e nacional, pois o mesmo, começou às 9 da noite, e só terminou com o Sport campeão, pouco mais de uma da manhã. 

O campeão tinha que sair de qualquer forma naquela noite de todo jeito, pois o Sport, por exemplo, tinha compromisso pelo Campeonato Brasileiro daquele ano, contra o América de Natal, naquela mesma semana. 

Nos primeiros 90 minutos, nenhum time abriu o placar. Na prorrogação de 30 minutos, continuou 0x0.

Então, o árbitro da partida, começou a dá mais 15 minutos de jogo por várias vezes, os jogadores de ambas às equipes, começaram a ficar exaustos, quando finalmente, em uma jogada pela esquerda do ataque do Sport, a bola foi cruzada, e o jogador Mauro, fez o gol do título do Sport. 

Ouvi tudo atentamente, pelo Rádio ABC, de minha casa. Quando o juiz apitou o final da partida, muitos torcedores do Sport correram em direção à casa do meu amigo Dr. Pedro Pereira. 

Em plena madrugada, vários torcedores do Sport em Custódia, partiram em direção a sua residência para comemorar o campeonato conquistado. Chegando ao local, o mesmo e sua família dormiam, devido ao horário. Muitos gritaram tentando acordar e avisar do feito conquistado naquela madrugada. Muita euforia e abraços dentro de sua casa. 

Saimos em caravana, pelas ruas de Custódia. Muito buzinasso, ninguém dormiu naquela noite. Dr. Pedro, era um torcedor símbolo do Sport na cidade, tanto que teve um time de mesmo nome que marcou época. 

Parabéns à todos os apaixonados torcedores do Sport Clube do Recife!

Lembrança do custodiense, José Ronaldo

31 agosto, 2022

Os cabarés de Custódia

Ronaldo Silva
Setembro/2022
Arcoverde-PE


Os cabarés de Custódia nas décadas de 70 e 80, que eu vivenciei eram 2: um situado no Beco do Mijo, no centro da cidade; e o outro na Rua da Remela.

Todos os jovens, naquela época, para serem considerados homens de verdade, tinham que perder a virgindade com uma profissional do sexo, em um cabaré.

Geralmente, esse jovem era levado ao cabaré, para quebrar o cabresto, pelo próprio pai, ou por algum amigo. E era uma novela para o jovem ir...

Depois que tinha a primeira relação, os amigos diziam: Agora vc virou homem com H maiúsculo!!!

A Rua da Remela, era onde se localiza hoje, a Rua Major Esperidião de Sá. Na parte alta da cidade. Lá abria às 10 da noite, para ninguém saber quem ia, senão era mal visto pela sociedade conservadora da época.

Às principais meretrizes, eram: Dita, Quilara, Miguita, Aderita e Chica.

Após a primeira vez com uma meretrizes, o jovem ainda tinha que passar pelo teste do cordão. Quem fazia o teste, para ver se o rapaz continuava donzelo ou não, era Severino do Rádio, ex-vereador de Custódia, em sua oficina.

Severino pegava um cordão, colocava na boca do rapaz, fazia uma medição, e o cordão tinha que passar por cima da cabeça do rapaz, e descer até o pescoço, se descesse, o rapaz não era mais donzelo, e era aplaudido por todos os presentes!

Mas, se não passasse neste teste público, o jovem era vaiado, e a algazarra era geral!!! Quem não passasse no teste, ficava vermelho de vergonha por ainda ser considerado donzelo. Ainda havia os que pegavam  alguma doença venérea, na época, tinha orgulho de dizer que pegou num cabaré.

Recordo que certa vez, uma meretriz me disse: "é meu filho, às moças não estão deixando a gente ganhar mais dinheiro não!!"

Era o início do final dos cabarés em Custódia. Foi uma bela época que eu vivenciei!

A mulher tinha que casar virgem, senão era um escândalo na cidade!!

O homem, não.

Muitas coisas mudaram daquela época para cá!!

16 abril, 2021

Homenagem ao Colégio Técnico Joaquim Pereira



Foi na década de oitenta
em Custódia meu sertão
Eu ingressei em um colégio
que ganhou meu coração

Dr. Pedro Diretor
Homem culto e educado
Dava aula de Direito
eita tempo bom danado.

O colégio Joaquim Pereira
Foi um marco em Custódia
Formou muitos alunos
Um deles conta esta história

Dona Cecília abria a porta
Mulher humilde e de valor
Sempre gentil e educada
agradece o Professor

Francisco de Assis Bernardo
Secretário nota dez
Ao lado de dona Rosalva
que mexia nos papéis

Também tinha Cicera Germano
na Secretária
esta mulher competente
Pagava a todos em dia

As aulas de Dr. Pedro
eram um show de transmissão
eu sentava lá frente
prestando muito atenção
Como é que eu ia
perder um poliglota em ação

A turma de Sitio dos Nunes
vinha em peso toda noite
Betânia Duarte que o diga
hoje é Juíza na Corte

Na noite da formatura
Custódia parava para ver
todos de bata preta
para o diploma receber

O Clube ficava pequeno
Muitas festas e alegria
Dr. Pedro discursava
sempre com muita energia

Hoje com muita saudade
Me lembro do Joaquim Pereira
Colégio que muito fez
pela educação brasileira

Obrigado Paulo Peterson
Por esta oportunidade
Sou Ronaldo Professor
filho desta cidade

Amém


José Ronaldo da Silva (Professor de História), é filho de João Clemente (Soldado João Gaguinho), e Maria Amaral, conhecida como Dona Messias. Irmão de Suelene, ex-vereadora municipal em Custódia. Primo das famílias Leite e Moura.