Para seguir, CLIQUE AQUI
No último dia 23 (domingo), o PONTO DE CULTURA GRUPO DE DANÇAS LUAR DO SERTÃO - CUSTÓDIA-PE. sob comando de UBIRA QUEIROZ, saiu pelas ruas com o BLOCO FOLIANÇA 2025 - Ano 14.
A concentração foi em frente ao Colégio Municipal Ernesto Queiroz, passando pelas principais ruas da cidade, Praça Padre Leão e finalizando no recém inaugurado Parque Zé do Povo, no centro da cidade.
O Bloco Foliança é realizado desde 2010, seu objetivo é levar até o folião um conhecimento dos ritmos populares, bem como, as tradições que difunden o nosso Estado e contexto social, mostrando de forma direta ao público infantil, e os aproximando cada vez mais de sua história.
Este ano, o Ponto de Cultura, ofereceu Oficinas Culturais de Frevo e Palestras, culminando com o Desfile do Bloco durante a semana pré-carnavalesca.
Paulo Peterson
Maria do Socorro Simões Silva, conhecida como “Dona Socorro do Cartório”, primeira mulher Oficial do Cartório do Registro Civil de Pessoas Naturais de Custódia – PE, brasileira, divorciada, nascida aos 22.10.1946, na Cidade de Quipapá-PE, filha de José Rodrigues dos Santos e Maria Pereira Simões.
Sua história de superação começa no ano de 1966, quando prestou concurso para o Distrito de Santo Antônio das Queimadas e no dia 06 de outubro do ano de 1966, foi nomeada, ”Oficial de Registro Civil” daquele Distrito, onde ficou até janeiro de 1976, ano no qual foi removida a Comarca de Custódia-PE.
Tomou posse no dia 20 de fevereiro de 1976, quando aqui chegou com o marido e três filhas e em Custódia nasceram os demais filhos, em 1986 divorciou-se e tornou-se a única provedora do seu lar, com 10 filhos, sendo 06 biológicos e 04 de coração, 18 netos e 3 bisnetos, onde permanece há 49 anos morando.
Em 2021 aos 75 anos, concluiu graduação em Teologia, e aos 76 anos pós-graduada em Teologia.
Com uma infância muito difícil na zona rural de Quipapá - PE e por conta do sofrimento advindo das dificuldades de sobrevivência, quando criança morava no casarão do Sitio Gongo, porém não suportava ver seu padrasto agredir sua mãe e seus irmãos, vivenciando isso quase todos os dias.
Em uma das suas andanças diárias pelo sitio para aliviar sua dor parava em frente a uma cruz que tinha em baixo de uma mangueira onde ajoelhava-se para clamar a Deus, em suas preces pedia que nosso Senhor todo Poderoso abrisse um caminho, para ela tirar a mãe e os irmão daquela situação.
Aos 14 anos a família resolve mudar-se para cidade de Jurema-PE, foi quando teve a oportunidade de estudar. Certo dia a Oficial do registro Civil de Jurema-PE Maria do Carmo Monteiro, conhecida como “Dona Carminha”, foi até a escola em busca de uma menina inteligente, tranquila e educada para ajudá-la nas atividades do cartório e prontamente indicaram Socorro. E passou a morar com Dona Carminha que gostou tanto da dedicação de Socorro no Cartório, que a incentivou fazer o concurso de cartórios. A partir daí passou pela sua segunda maior prova.
Aprovada no concurso público não teve ciência pois pessoas influentes da cidade esconderam a informação da sua aprovação, mais o que está nos planos de Deus ninguém tira. Foi quando um desconhecido foi usado por Deus e faltando um dia para encerrar o prazo de assumir o cargo, o Dono da indústria “Cachaça Mucuri” de Canhotinho-PE, o Sr. José Amorim, ficando sabendo do ocorrido e a comunicou sobre o prazo, ajudando-a a levar a documentação em Recife-PE.
A partir dai assumiu o cartório de Santo Antonio das Queimadas, distrito de Jurema-PE no dia 06/10/1966 começou uma nova história, conseguiu alugar uma casa e trazer sua mãe e seus 09 irmãos para morar com ela.
Após 10 anos já estabilizada fez o pedido de remoção e Deus preparou a cidade de Custódia-PE para lhe acolher, onde deste de 20/02/1976 assumiu o Cartório de Registro Civil das pessoas naturais de Custódia-PE até os dias atuais.
Dentre tantos livros, foram registrados o nascimento de 38.548 Custodienses, 4.178 Casamentos e 8.330 óbitos até o dia de hoje.
Mulher de Deus, mulher de fibra, honesta, autêntica, forte, bondosa, criativa, independente, arrimo da família, profissional, ética, exemplo de mãe, avó e bisavó amorosa, que entrega o coração aquilo que acredita.
Não foi deixado de fora as atrações locais: Vaqueiro Matuto, Ingrid Mickaelle, e Marcilio Amaral (gravação de um DVD),
Dia 09 (domingo) - William Sanfona
Praça Padre Leão
Dia 15 (sábado) - Vaqueiro Matuto, Thiago Carvalho e Leonardo
Parque Zé do Povo
Dia 16 (domingo) - Missa do Vaqueiro:
Rodoviária :
Aboiadores Jairinho, Paulo Barba e Divon Amorim, Peu cantor, Ademir e banda
Parque de Exposição Armando Wanderley da Fonte:
Devyn Sampaio, Michel Brocador e Mano Walter.
Dia 17 (segunda) - Ingrid Micaele, Léo Foguete e Amado Batista
Parque Zé do Povo
Dia 18 (terça) - Marcilio Amaral, Tarcisio do Acordeon, Nathanzinho Lima
Parque Zé do Povo
Em 1977, a decisão do Campeonato Pernambucano de Futebol, foi entre Sport e Náutico.
Esse jogo entrou para a história do futebol pernambucano e nacional, pois o mesmo, começou às 9 da noite, e só terminou com o Sport campeão, pouco mais de uma da manhã.
O campeão tinha que sair de qualquer forma naquela noite de todo jeito, pois o Sport, por exemplo, tinha compromisso pelo Campeonato Brasileiro daquele ano, contra o América de Natal, naquela mesma semana.
Saimos em caravana, pelas ruas de Custódia. Muito buzinasso, ninguém dormiu naquela noite. Dr. Pedro, era um torcedor símbolo do Sport na cidade, tanto que teve um time de mesmo nome que marcou época.
Parabéns à todos os apaixonados torcedores do Sport Clube do Recife!
Lembrança do custodiense, José Ronaldo
Não por acaso, fez questão de carregar em seu nome o orgulho de sua terra natal. “Custódia” não é apenas um sobrenome artístico, mas um ato de pertencimento, uma declaração de que sua arte nasce do solo sertanejo, das tradições de seu povo e da sonoridade única do forró pé-de-serra. Como Luiz Gonzaga, que eternizou Exu, sua cidade natal, Janúncio inscreveu Custódia no mapa musical do Brasil, provando que a grandeza da arte não depende do tamanho da cidade de onde se vem, mas da força da alma de quem canta.
Entretanto, como acontece com tantos artistas que se dedicam à valorização de sua própria terra, Janúncio nem sempre recebeu o reconhecimento que merecia em seu lugar de origem. Nas festividades locais, onde deveria ser celebrado como um dos maiores representantes da cultura custodiense, muitas vezes foi preterido em favor de artistas de fora. Esse fenômeno, infelizmente recorrente na história da música brasileira, reflete a injustiça da velha crença de que “santo de casa não faz milagre”. Mas Janúncio fez – e continua fazendo.
Suas músicas não são apenas melodias e letras, mas documentos vivos de uma cultura que luta para sobreviver em tempos de descaracterização das tradições nordestinas. Sua voz ecoa os sons da zabumba, do triângulo e da sanfona, mantendo viva a herança deixada por mestres como Jackson do Pandeiro e Dominguinhos.
Janúncio de Custódia é mais do que um artista; é um símbolo. Sua trajetória prova que o talento nordestino não precisa buscar validação externa, pois já nasce forte, legítimo e autêntico. Seu nome e sua cidade estão para sempre entrelaçados, e sua música é um patrimônio de Custódia e de todos que reconhecem na cultura nordestina um tesouro inestimável.
Que essa homenagem seja um lembrete de que devemos celebrar nossos artistas em vida, reconhecer seu valor e garantir que seu legado continue inspirando novas gerações. Janúncio é Custódia, e Custódia é Janúncio.
Com respeito e profunda admiração,

Jânio Queiroz
São Luis/MA
Fevereiro/2025
Hoje recebi a notícia triste do falecimento de D. Minininha. De repente veio minhas lembranças, este casal maravilhoso que foram meus vizinhos por muitos anos. Na padaria deles consegui o meu primeiro emprego. Toda segunda feira, eles eram generosos, amigos de verdade.
Marta de D. Quitéria
Bridgeport/USA
Fevereiro/2025
![]() |
| Saulo de Tárcio Duarte Advogado e Escritor (Site oficial do Autor) |
PARTE I
Caríssimo Jorge
Primeiramente, quero parabenizá- lo pelo primoroso texto, recheado de informações importantes e significativas para a história local. Sua narrativa, além de nos ajudar a compreender o passado e inspirar o presente, gera também uma memória coletiva para as gerações futuras.
Em seu nome, quero saudar a todos os conterrâneos que fazem coro com essa narrativa, reforçando os fatos, testemunhando o passado e nos fornecendo um sentido temporal de identidade histórica, no qual estamos inseridos.
Antes de mais nada, quero enfatizar que a minha contribuição, não tem nenhum viés político ou rixa pessoal. Trata-se de uma opinião, genuinamente, pedagógica e cultural, afastada de qualquer influência partidária. Escrevo como cidadã custodiense, apaixonada por sua terra e que defende a preservação da história do seu povo, esteja eu, onde estiver.
Voltando ao assunto do novo parque da cidade, penso que o nome de Dona Nita, certamente, seria o mais apropriado para a homenagem do momento.
Ainda que todos nós reconheçamos o ex prefeito José Esdras, como uma figura também singular, que tem os seus méritos para ser lembrado, em outros prédios públicos, não no sitio que pertenceu a ela.
Diante do exposto, tenho a mais absoluta convicção de que o nome do parque não deveria ter sido trocado de maneira tão intempestiva. Acredito que o próprio, "Zé do Povo", se vivo fosse, honraria o nome de dona Nita com essa homenagem.
Cada rua, cada casa, cada prédio conta uma história única, de conquistas silenciosas e desafios que se conectam com nossas raízes.
Manter o nome da antiga proprietária seria um gesto de reconhecimento e gratidão para todos àqueles que vieram antes de nós e deram sua contribuição. Tal atitude ajuda a fortalecer o senso de pertencimento e orgulho comunitário.
Vale ressaltar que é dever do poder público garantir uma homenagem justa utilizando a consulta pública na escolha de nomes. Mas, para isso é preciso conhecer os fatos e as contribuições dos homenageados.
A transparência nos processos e critérios de escolhas, bem como a manutenção do bem devem ser respeitadas. Que a Câmara de Vereadores fique atenta a isto, nas próximas homenagens.
Aproveito o momento para pedir ao prefeito eleito, Sr. Manoel Messias, que assumiu recentemente a responsabilidade de governar Custódia, que cuide das pessoas do campo e da cidade, da saúde, da educação e da segurança do nosso povo e não esqueça dos poucos prédios que restaram do passado, a exemplo, do CLRC. Que o novo gestor transforme nossa cidade num lugar bom de se viver e morar. Com oportunidades para todos e todas.
Por fim, insisto em dizer que o objetivo aqui pretendido, não é a critica pela critica, mas a busca pelo conhecimento dos fatos e a compreensão do contexto histórico de nossa terra, tão importante na tomada de decisão.
Feliz 2025 a todos!
Leônia Simões.
Hoje, com tristeza, vejo que destruíram uma lembrança de uma
pessoa muito querida, minha mãe Nita.
Quem foi Dona Anita?
Ela era Anna, Anita ou simplesmente Dona Nita, a dona do
sítio verdejante no coração de Custódia. Um verdadeiro oásis. Quantos de nós
custodienses temos boas lembranças desse lugar?
Eu fui criada por ela, e esse sítio foi o cenário de minha
infância.
Ora, o futuro não pode ser construído com o custo de apagar
o passado. Mormente quando é perfeitamente possível que ambos sejam
preservados.
A linha do tempo é perene, é contínua. Estamos aqui porque tivemos aqueles que, mesmo que não lhes saibamos o nome, existiram, antecederam a nós, trouxeram a tocha da tradição até os dias em que nos encontramos; e, por nossas vezes, buscaremos carregar essa tocha com louvor para entregá-la às gerações vindouras – e todo esse estradar tem importância para nossa vida, nossa história, nossa descendência.
Não há necessidade de negá-lo, não há por que plantar
ingratidão quando somos todos filhos da mesma terra.
Dona Nita presenteou Custódia com cinco filhos: Maria
Eunice, José, Claudionor, Maria Dulce e Murilo. Todos pessoas honradas. Muito
moça, tornou-se viúva, vivendo o restante dos seus dias de maneira
irrepreensível, com altivez e dignidade, a ponto de merecer a póstuma homenagem
que lhe dedicaram os custodienses.
Quando o sítio foi vendido, o prefeito assumiu o compromisso de preservar o local e manter seu nome: Sítio de Dona Anita.
Agora, intentam trocar-lhe o nome.
Nada tenho contra José Esdras, pelo contrário; minha mãe foi
amiga de infância de Dona Dondon, e meu irmão mais velho, Arnaldo, era
irmão de leite de Zé Esdras. Como se vê, nossas famílias têm raízes profundas e
entrelaçadas. É evidente que meu amigo Zé Esdras merece ser homenageado. No
entanto, não posso deixar de registrar meu sentido protesto por ver a memória
de Mãe Nita ser apagada, a lembrança de personagem tão cara afetivamente aos
custodienses ser desfeita.
Ademais, o que Zé Esdras tem a ver com aquele lugar? Há,
decerto, um tanto de locais – ruas, praças, avenidas – que muito seriam
honrados com ter-lhe o topônimo dignificando-lhe, sem precisar privar esse
local específico do nome que a história e a urbe já consagraram.
Prefeito por tantas vezes, certamente fez e faz por merecer tantas
justas homenagens.
Deixo aqui meu protesto e meu apelo para que essa iniciativa
seja revista, e Custódia possa homenagear seus filhos e filhas diletos sem
criar ruídos desnecessários – que essas iniciativas possam plantar apenas a
alegria e o reconhecimento no coração de todos os que amam esta cidade e seu
povo valoroso. Que a história seja, sempre, preservada.
Aos 18 anos,
contraiu núpcias com Antônio Remígio da Silva, oriundo de Monteiro, Paraíba, no
dia 31 de outubro de 1918. Este era construtor e edificou vários prédios em
Custódia.
Filha de Cassiano Pereira da Silva e de Ana Pereira de Sá, conhecida por Naninha. Ficou órfã de mãe muito cedo, aos seis anos de idade. Juntamente com os irmãos, Manoel Cassiano Pereira de Sá (pai de Noême Sá), José Cassiano Pereira de Sá, e Maria Dolores Pereira de Sá (mãe de Zé Burgos), foram criados pela avó materna, Epifânia Auzéria Mariano de Sá.
O filho da sua avó, Joaquim Pereira de Sá, conhecido por Quinca Sá, foi residir em Custódia, ainda no século XIX. Casou-se com Maria Augusta do Amaral, Dona Manoca, primeira professora da então vila, a qual era filha do Capitão Chico do Amaral da Fazenda Várzea Grande.
%2021.33.57_2e8ad87d.jpg)
Por volta de 1915, a família foi residir em Custódia. Após Dona Nita se casar, adquiriram um sítio na parte baixa da vila de Custódia, local que ficou popularmente conhecido por Várzea. É de bom alvitre observar que, várias famílias que ajudaram e contribuíram para o crescimento da cidade, são oriundas de outras cidades pernambucanas e também de outros estados.
A título de referência, Dona Nita era prima de Maria Josefina Gomes de
Sá, conhecida por Dona Maria de seu Ernesto, mãe de Ernestinho, Gracinha, Zito
e Zezita Queiróz. Prima também de Luiz Epaminondas Nogueira de Barros, pai de
Luizito, João Bosco, Terezinha e mais irmãos.
Ficou viúva aos 39 anos, no dia 30 de agosto de 1939, criando com dignidade e muito zelo, os filhos, ainda menores de idade, Maria Eunice Remígio, José Remígio, Claudionor Remígio (pai de Jorge, Antônio, Jânio, Sérgio, Eliane e Ana Cláudia Remígio), Murilo Remígio e Maria Dulce Remígio.
Fez-se necessário essa breve informação de dados familiares, porém, considero que o grande legado que Dona Nita deixou para a cidade, foi a água. Sim, ela junto ao esposo, concederam à prefeitura no início da década de trinta, o fornecimento da água vindo de um cacimbão em seu sítio, e levada por canos até o chafariz público, prédio que, até pouco tempo, ficava na Rua João Veríssimo em frente do atual mercado público.
Essa água, fundamental para a população custodiense, foi cedida gratuitamente para a prefeitura, a qual era distribuída a preço simbólico às pessoas que conduziam em latas na cabeça ou em galões nos ombros, para abastecer as residências da cidade. As carroças de tração animal só apareceram no final da década de sessenta. Essa água foi fornecida à população de Custódia por mais de quarenta anos, pois a água encanada na cidade foi inaugurada em outubro de 1971, na administração Sílvio Carneiro.
Achei pertinente escrever esse texto, para
informar a população da minha cidade, principalmente as gerações mais recentes,
quem foi Dona Nita. Explicito também, que nenhum parente interferiu, pediu ou
requisitou o seu nome no parque que ora inaugura-se. Foi uma decisão espontânea
do gestor público municipal.
O que me espantou foi o contrassenso na mudança
brusca e repentina do nome do parque por parte desse poder, o que
caracteriza-se uma total desconsideração aos familiares de Dona Nita. Não estou
aqui discutindo o mérito da pessoa de José Esdras de Freitas Góis, amigo
saudoso que sempre estimei desde a remota infância e sem sombras de dúvidas
merecedor de muitas homenagens em nossa cidade por tudo que contribuiu, mas a
forma que foi usada nessa homenagem. Já que vão mudar o nome do parque, que
coloquem o nome de José Esdras de Freitas Góis, porque Zé do Povo é uma marca
de campanha política.
Autor:
Jorge Farias Remígio,
neto de Dona Nita.
INÍCIO
Na pequena cidade de Custódia, localizada no coração do Pernambuco, um nome se destaca no cenário da comunicação e do marketing: Cleber Santos. Jornalista, locutor e especialista em marketing, Cleber tem desempenhado um papel fundamental na disseminação de informações e na promoção de eventos, contribuindo significativamente para a cultura e o envolvimento da comunidade.
Em meados de 1997 iniciei minha carreira como sonoplasta da rádio Comunitária Panorama fm, em 1998 tive a oportunidade de fazer rádio anunciando apenas a Hora certa. Meses depois de a oportunidade de iniciar um programa de madrugada, um ano depois eu entrei para a grade oficial da rádio ficando no ar em primeiro lugar durante nove anos. No ano 2000 eu tive a oportunidade de fazer propaganda em carro de som em um bloco de carnaval intitulado: Uga-uga, um ano e meio depois eu comprei o meu próprio carro e montei meu carro de som, já já estou estou no ramo de carro de som, mensagem ao vivo, propaganda volante locutor de eventos, mestre de cerimônia, há aproximadamente 24 anos, já tive a oportunidade de apresentar vários artistas renomados, entre eles Aviões do Forró, Zezé Di Camargo & Luciano Eduardo Costa, Elba Ramalho, Claudia Leitte e muitos outros.
Trajetória
Com uma carreira que se estende por mais de uma década, Cleber Santos iniciou sua trajetória como jornalista em emissoras locais, onde rapidamente se destacou pela clareza e pela relevância de suas reportagens. Sua paixão pela comunicação o levou a se tornar locutor de rádio, onde sua voz se tornou familiar para os habitantes da cidade. Através de programas que vão desde notícias a entretenimento, Cleber criou uma conexão única com seu público, utilizando sua plataforma para levar à tona questões sociais e culturais que afetam Custódia e seus moradores.
UM POUCO MAIS
Além de seu trabalho na rádio e no jornalismo, Cleber também é reconhecido por sua expertise em marketing. Ele tem ajudado diversas empresas locais a aprimorar sua presença no mercado através de estratégias inovadoras e campanhas bem-sucedidas. Sua abordagem centrada no cliente e sua compreensão das dinâmicas locais têm permitido que negócios pequenos e médios se destaquem, gerando mais empregos e fortalecendo a economia da cidade.
Em entrevistas, Cleber destaca a importância da informação de qualidade e do marketing ético como ferramentas poderosas para a transformação social. “A comunicação vai além de informar. É sobre criar diálogos e conexões que possam levar a mudanças reais”, afirma. Ele também se envolve ativamente em projetos comunitários, incentivando a participação dos jovens na mídia e proporcionando oportunidades de aprendizado e crescimento.
PREMIAÇÃO
Com um futuro promissor pela frente, Cleber Santos continua a inspirar não só aqueles que desejam seguir carreira na comunicação, mas também toda a comunidade de Custódia, que se beneficia de sua dedicação e visão. Sem dúvida, sua trajetória é uma prova de que a paixão, aliada à determinação, pode realmente fazer a diferença.
Em 2024 Cleber recebeu mais um renomado prêmio de destaque na área de comunicação, como locutor, publicitário e apresentador de eventos.
Publicado originalmente em Revista Meu Sucesso, clique aqui
É com muita alegria que compartilhamos esta notícia! A Tambaú Alimentos foi a empresa homenageada na categoria "Fornecedor Indústria Regional", no Prêmio Carrinho de Ouro 2024, por seu comprometimento com a modernidade industrial e o desenvolvimento da região.
Além disso, o evento marcou a comemoração do Dia Nacional do Supermercado e dos 50 anos da APES, a Associação Pernambucana de Supermercados. Uma noite especial para todos os envolvidos, inclusive nós, da Tambaú.
Na solenidade, fomos representados pelo presidente Hugo Gonçalves, Raissa Gonçalves (executiva de marketing), Maura Gonçalves (diretora administrativo), Irla Gonçalves (engenheira de processos), Matheus Gonçalves (advogado), Hudson Coelho (gerente regional de vendas), Jaldir Lima e Diogo Lima (representantes comerciais).
Retalhos... Recortes de uma memória rachada nas secas ventanias do tempo, areia difusa de uma saudade iluminada de alegrias.
As doçuras simples de um tempo sem televisão e sem o toque frequente do Whats App. Não carecia ter o olhar atento ao celular carregado de informações sobrepostas na ligeireza dos raios fortes do Sertão, quando anunciam trovões e chuvarada.
Ele era escrivão no cartório que herdara de meu avô, em Custódia, região do rio Moxotó, a sua e a minha terra natal. Aqueles livros enormes com escritas à mão de caneta tinteiro. Ainda conservo a sua Parker de tampa dourada, ao lado do dedal que minha mãe Ester usava para consertar as roupas dos sete filhos que vieram. Eu, a segunda filha. Quando nasci, ele não veio logo me saudar porque esperava o filho homem que antes não chegara. A alegria tranquila de minha mãe nos cuidados do dia-a-dia. "Seu Né", o chamava. Ele era Manoel, e tinha uma assinatura de dar inveja a qualquer um de tão bonita e rebuscada.
Manoel Marinho vestia-se de terno de linho branco e gravata sempre. O calor não o impedia, mesmo se àquele tempo não houvesse ventilador, quanto menos ar refrigerado. A única mudança era o “guarda pó” sobre o traje, quando viajava de trem até Pesqueira onde estudávamos.
À hora do almoço a mãe mandava um dos filhos buscá-lo, pois havia antes a cerveja gelada com os amigos. A geladeira era peça rara, mas havia uma no bar que por algum tempo fora seu. O almoço devia estar servido à sua chegada, as crianças e a mãe ao redor da mesa. Ele, o primeiro a ser servido. Era gentil, Seu Né, mas exigente, e usufruía bem o lugar que a cultura de então dava aos homens. A obediência dos filhos era coisa sagrada. Como era sagrado fazê-los estudar, mesmo que lhe tivesse custado deixá-los ficar no internato, em Pesqueira, para os primeiros anos de estudo.
Mais tarde viemos todos residir no Recife. Ele já aposentado. Não sabia que sua vida seria tão longeva, pois só nos deixou meses antes de completar cem anos. Nascera abrindo o século XX, em 1902, e partiu à chegada do novo século, em 2002. No fim da vida, o que mais desejava era saber se os filhos estavam desenvolvendo bem a profissão que haviam escolhido. Sorria feliz quando, ao seu lado, eu lhe contava – com os contornos que a veracidade me permitia – as conquistas de cada um e cada uma. E repetia tantas vezes ele quisesse ouvir, para me dizer em seguida: “Cumpri meu dever”.
Nessas rememorações, a minha gratidão imensa ao meu pai. Especialmente por ele ter apoiado uma das mais importantes decisões de minha vida.
Ainda jovem – depois de ter participado de um Congresso na Europa, (minha primeira viagem internacional), resolvi permanecer na Itália, integrando-me ao Movimento dos Focolares. Ele impôs uma só condição. Que eu o fizesse saber da minha inscrição na universidade. E foi, talvez, a convivência com as “escrituras” do cartório que me levaram à faculdade de comunicação e jornalismo.
Desejo imenso de voltar a Custódia para rever cada detalhe e, quem sabe, encontrar a sombra de uma Algaroba num lugar qualquer, que me traga de volta a leveza e a graça da infância que lá vivi.
A antiga casa de meus pais foi desfeita na pressa do tempo, mas o chão que pisei nas ruas da cidade ainda será o mesmo, e os amores da menina adolescente, que um dia fui, serão relembrados naquela nova paisagem sertão.
Ali, quero ser uma presença feliz, e reavivar entre amigos – os poucos que ainda encontrarei – a presença de Ester e de Seu Né, que viveram seus tempos de encantamento naquela cidade, como os vivi também eu nos tempos da adolescência.
(*) Texto publicado originalmente no BLOG ESPAÇO POESE, de Vanise Rezende. Para acessar, CLIQUE AQUI
Joaquim Pereira da Silva, farmacêutico licenciado pelo Departamento de Saúde do Estado, casado com Corina Marques Pereira, foi uma personalidade marcante na história de Custódia. Era um homem de tempera e Ação. Inteligente, dinâmico e social. Não perdia de vista o Chernovis (Dicionário de Medicina Popular e das Ciências Acessórias) usado pelas famílias, importante na divulgação do conhecimento e práticas medicinais nos meios Rurais. Único maçom do município, tinha a Maçonaria como centro de sua vida. Moscoso, por pertencer a ordem Rosacruz, com grande afinidade com a Maçonaria, tornou-se amigo dele.
Os dois se encontravam com frequência e decorriam bastante em torno das bases filosóficas das confrarias aqui pertenciam. Às vezes chegavam a se estranhar, cada um puxando a brasa para sua sardinha, isto é, cada qual defendendo a primazia da sociedade sobre o ponto de vista social e doutrinário. Joaquim Pereira, como um bom "pedreiro" de compasso e esquadro na mão, sabia como conservar as duas colunas que sustentavam as obras do Grande Arquiteto Do Universo.
A Farmácia Pereira era das maiores do interior do Estado por possuir único rádio da cidade, todas noites se enchia de gente para ouvir o Repórter Esso, com as últimas notícias da Segunda Guerra Mundial e, às segundas-feiras, assistir ao programa de Jararaca e Ratinho, de audiência Nacional.
O casal teve um filho caçula, Arnaldo Pereira Sobrinho, morto prematuramente, o que deixou a sua mãe inconsolável e sofrendo a dor da separação por muito tempo, só vindo a se conformar com a chegada do neto Arnaldo Pereira Burgos, filho de Zé Burgos e Noêmia Pereira., pois nele via o filho renascido.
Do consórcio houve ainda os filhos José Pereira Neto, Pedro Pereira Sobrinho, Noêmia Pereira e Joana Pereira, mais conhecida como "Joany" Pereira, todos os meus diletos amigos.
Um feito do engenhoso farmacêutico, que despertou a atenção da comunidade, foi ele ter naquela época sem meios adequados, ensinado a um sobrinho mudo e surdo, a ler, escrever e a contar. O povo exagerava dizendo que ele havia ensinado o mudo a falar.
Joaquim Pereira era um farmacêutico competente, inclusive se sobressaindo na área de manipulação. Gostava de ler e era enfronhado nos compostos gregos e latinos.
Para Joaquim Pereira, o nosso alfabeto, como quase tudo o mais, terminava na letra "G".
(*) Texto faz parte do livro A BARAÚNA (PROVAS E VERSOS), página 123-125, de autoria de JOSÉ CARNEIRO DE FARIAS SOUZA, lançado em 2015, em Recife pelo autor.