Conforme já noticiado, o Advogado custodiense Janio Nunes Queiroz, receberá no próximo dia 21 de Novembro, o Título de Cidadão de São Luis. O Presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Vitor, convida à todos para Sessão Solene, para entrega, que acontecerá no Plenário Simão Estácio da Silveira, do Palácio Neiva de Santana, às 15h. A homenagem foi proposta pelo vereador Thyago Freitas,
através do Decreto Legislativo Nº 017/2022.
Páginas
- Início
- Prefeitos
- Como Surgiu!
- História de Custódia
- História do Município de Custódia (IBGE - julho 1958)
- Interesses do Blog!
- Contatos
- Colaboradores!
- Bandeira da Cidade
- Artistas Locais
- Brasão da Cidade
- Traços e Retraços: José Carneiro
- Fotos Antigas da Cidade
- Baú do Zé Melo
- Fotos de Custódia
- Textos Jorge Remígio
- Luiz Epaminondas Filho (fotos políticas)
- Biografias
- Antigos Prédios Municipais
13 novembro, 2023
Câmara Municipal de São Luis-MA convida à todos para entrega de título a Jânio Nunes Queiroz
Leônia para Célia Barros
11 novembro, 2023
O céu hoje está em festa, né papai? por Maritônia Bezerra

Era Agricultor, mesmo analfabeto, dominava bem a matemática nos negócios. Além de negociar, o que mais gostava de fazer era: caçar e contar suas estórias. Poucos dias antes de falecer, tinha ido uma caçada junto com seus primos de Tupanatinga, numa fazenda que pertencia a Luizito, na região de Betânia.
Foi casado com Josamira Bezerra de Souza (Pretinha). Teve quatro filhos: Rosa Mércia, Maritônia, Gabriela e Manoel Alcides ( Cidinho).
Faleceu em Custódia em 13 de Outubro de 1986.
10 novembro, 2023
Tambaú representa Pernambuco na maior feira da indústria alimentícia na Alemanha
A Anuga ocorre a cada dois anos e este ano está com o tema “crescimento sustentável”. A feira é reconhecida como uma das maiores da indústria de alimentos e bebidas do mundo, cobrindo dez setores temáticos: produtos lácteos, carne, bebidas, confeitaria, produtos frescos, alimentos congelados, alimentos orgânicos, serviços de catering, tecnologia e embalagem. Foi esperados 150 mil visitantes de todo o mundo durante todo o período da feira.
"A participação nesta feira foi muito interessante, pois é uma das maiores feiras no mundo no setor de alimentos, por isso foi uma experiência enriquecedora. Tivemos oportunidade de conhecer as tendências de mercado, para onde o mundo da indústria de alimentos tá seguindo, fazemos vários contatos, não com clientes, mas possíveis fornecedores, já que estavam presentes do mundo todo. 94% dos expositores, eram de outros países. Foi interessante constatar as novas tendências para o consumo de carne, rótulos limpos com informações se o produto tem gordura ou sal. Produtos saudáveis a base de plantas. Com isso podemos avaliar o que podemos futuramente aplicar em nossa empresa." destacou o Gerente comercial Igor Gonçalves.
"Participar da Anuga 2023 foi uma grande honra e um momento de muito aprendizagem. Tive a oportunidade de conhecer as novas tendências do mercado e também conhecer marcas de outros países." complementou Raíssa Pessoa, analista de marketing da Tambaú. Estiveram ainda presentes ao evento, Hugo Gonçalves e Francisca Melo, respectivamente Diretor Presidente e Diretora Industrial da empresa.
Neste ano, de acordo com os organizadores, a feira conta com a participação de mais de 7 mil expositores de cerca de 100 países. Do Brasil, são 254 empresas distribuídas entre seis pavilhões organizados pela a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Outro momento importante no evento, foi a inauguração do Pavilhão Brasileiro onde são realizadas as negociações para expansão de negócios internacionais, conquista de novos mercados e a exposição e promoção de produtos. Da participação brasileira, são esperados uma estimativa de cerca de US$ 3,5 bilhões em negócios, entre acordos de venda imediatos e contratos futuros.
Distrito de Caiçara
09 novembro, 2023
Sport x Santa Cruz - Uma rivalidade no futebol custodiense em 1971

Sport Custódia
Texto: Jorge Remígio
Recife/PE
Novembro/2023
O time do Sport Custódia foi fundado por Dr. Pedro Pereira no ano de 1971 ou início de 1972, ano em que o Carneirinho foi inaugurado na administração Municipal de Sílvio Carneiro. Vale informar que o terreno foi doado pelo senhor Pedro Mariano de Rezende, que era uma pessoa apaixonada pelo futebol. O Sport era um bom time, fazendo parte do seu elenco, grandes jogadores. Os irmãos Eli e Elione, Brasília, Evaldo, Zezinho, Luciano, Baiá e outros. Mas, como não podia comportar todos os jovens que gostavam de jogar, Ferdinando Feitosa criou o time do Santa Cruz no ano de 1972 ou início de 1973. Todos esperavam um jogo entre esses dois times, porém, nunca existiu. Dr. Pedro foi irredutível na posição de nunca haver esse confronto. A disputa poderia causar rivalidade descambando para violência. Não sei se chegaria a isso, mas a resenha era grande.

Santa Cruz
Esta foto do Santa Cruz, tem alguns jogadores do Sport. Eli, Elione, Evaldo, Urbano e Zezinho Freire. O jogo foi em julho de 1973 contra o time da cidade de Floresta e o placar foi um empate de 3 x 3. Um detalhe importante. Quando o Santa Cruz foi retribuí a visita e jogar em Floresta no domingo seguinte, os jogadores do Sport não foram cedidos. Saímos muito cedo para Floresta, e em Betânia foram convocados dois jogadores para completar e fortalecer o elenco. Zé Américo, o qual foi jóquei ainda criança nos prados de Custódia, e o segundo jogador não lembro o nome, mas, no futuro veio a ser o sogro de Val que foi prefeito de Betânia. O time todo improvisado era quase impossível ganhar do time de Floresta em seu campo. Resultado do jogo. Santa Cruz de Custódia 2 X 0 Floresta. Tudo deu certo. Outro detalhe. Na ida e na volta, abrimos e fechamos mais de vinte cancelas. Coisas do futebol.

América de Sertânia
Comentários:
Ferdinando, Zezinho, Luciano, este era o timaço do América de Sertânia na década de sessenta. Rivalizava com o Sport que era outro grande time. Joaquim Belo (Quinca) é o quarto da esquerda para direita. Eu passava minhas férias escolares em Sertânia na casa da minha tia. Assisti muitos jogos de nível elevado. Grandes jogadores tinha naquela liga. (Jorge Remígio)
Jorge, tudo muito bem lembrado...apenas as datas....o jogo que recebemos Floresta foi em janeiro de 1972 (tenho certeza) Agora o jogo da volta eu não lembro mas creio que foi em 72 também. Então o Santa Cruz foi criado também em 71. Inclusive acho que essa foto foi do dia do jogo com Floresta - 1a quinzena de janeiro de 1972. (Célia Barros)
08 novembro, 2023
Professora Marinalva Silva e seus alunos levam literatura e poesia para Praça Padre Leão em Custódia
Por Juliano Oliveira
A Praça Padre Leão ganhou ares novos, diferente do cenário cotidiano de cidades desenvolvidas, de pessoas apressada e do trânsito bastante movimentado ao seu redor. No mês de outubro, onde a professora efetiva da rede municipal de ensino de Custódia, junto com seus alunos transformaram a praça pública em um ponto de encontro de futuros escritores na área da poesia, onde a poesia e a literatura, onde a professora da rede municipal de ensino, juntamente com os seus alunos e todos aqueles que pararam pra prestigiar foram as grandes estrelas. O evento educacional marcou as comemorações ao Dia Nacional da Poesia, celebrado em 31 de outubro.Quem passava na nossa Praça Padre Leão se emocionava com o trabalho educacional cultural apresentado.
O trabalho pedagógico teve a participação dos alunos da Escola Municipal Maria Augusta, turma da professora Marinalva Silva. Os estudantes participaram desse emocionante momento cultural, onde meninas e meninos declamaram poesia e leram textos para todos que passasse pela Praça Padre Leão. Os estudantes venceram a timidez e compartilharam suas poesias favoritas dos seus poetas prediletos.
Publicado Originalmente: Diário Político Custodiense
07 novembro, 2023
Primeira Turma de Magistério em 1976

Foto: Maria do Socorro Santos
Em 1976, o Colégio Municipal Ernesto Queiroz formava sua primeira turma de Magistério, anteriormente esses estudantes tinham aulas na Escola Maria Augusta, situada na Rua João Veríssimo. A oradora da primeira turma, foi a professora hoje aposentada, Maria do Socorro Santos. A diretoria da época, era formada por Terezinha Queiroz (foto com microfone), Dr. Pedro Pereira e Gracinha Queiroz. Ainda na foto publicada, temos a presença Lourinho Belarmino.
Algumas das professoras que concluíram o Magistério naquele ano: Socorro Rezende, Socorro Melo, Margarida, Cicera Sousa, Marli, Gorete, Salomé, Geralda, Magali, Socorro Freitas, Cecy, Neuza, Lurdinha de Ermírio, Elza, Lurdinha irmã de Neuza, Elza, Salomé, Quitéria, Socorro Melo entre outras professoras.
Rosa Alves Góis - In Memorian
Há 12 anos, Fernando Florêncio recebia prêmio da Academia Limeirense de Letras de Limeira-SP
06 novembro, 2023
Numeriano Blandino - "O espirituoso"

Fernando Florêncio
Ilhéus/Bahia,
de todos os Santos, todos os Deuses e todos os Orixás.
31 de Outubro de 2023.
Sr. José Blandino, era funcionário da prefeitura e feitor – uma espécie de faz tudo - no Grupo Escolar General Joaquim Inácio – Sua esposa, D. Julia, (?) esmerava-se na fabricação de pirulitos de açúcar que o Telmo, um dos inúmeros filhos do casal, saía a vender pela cidade numa tábua toda cheia de furos. Já as cocadas, de coco, naturalmente, eram vendidas num tabuleiro que uma das filhas carregava equilibrado na cabeça. Era uma festa para se vender os pirulitos e cocadas na época da romaria do Padre Cícero, quando uma infinidade de caminhões “Paus de Araras” faziam uma parada para almoço em Custódia. Detalhe: os filhos de Zé Blandino vendiam os pirulitos e as cocadas acompanhados de um copo de água grátis. Um segundo copo de água de pote, quente e barrenta, era cobrado em separado. Por fora. Água servida de uma moringa "quartinha" de barro, gentilmente cedida por “Zabé” de Cândida, dona do hotel onde a “romeirada” almoçava e fazia as demais necessidades. Muitos romeiros carregavam sua própria refeição num amarrado de pano. Normalmente farinha, rapadura e um pedaço de ceará (charque). Esses almoçavam sentados na calçada do hotel. Usavam a sombra do passeio do prédio. Um único caneco de alumínio com uma asa (alça) lateral era usado por todos. Alguns romeiros mais preocupados com a higiene, pegavam o caneco usado, jogavam um pouco d água, chacoalhavam, aí sim copo estava limpo. Podia ser usado à vontade.
Zé Blandino tinha uma prole muito grande. Mas o destaque era para o Edmundo, que além de jogar futebol e driblar como poucos, era extremamente hábil no jogo de sinucas. O outro filho, Hélio, tinha como profissão sapateiro. Como o irmão Edmundo, também jogava um futebol vistoso e bonito de se ver. Exímio cobrador de faltas. Hélio jogou algumas partidas pelo Sport Club Bandeirantes, de Arcoverde. Chegou a ser sondado para o Central de Caruaru. Chegou até a treinar. O bicho papão da época. Mas a saudade de Custódia falou mais alto.
Dedé Blandino era chegado ao jogo de azar. Vivia disso. Saía pelas cidades nos dias de feira, com o tabuleiro de pano verde, as fichas, os dados e a roleta. Seu ponto principal sempre foi em Custódia, no Bar de Zuca Pinto. Extremamente gago, Dedé se irritava quando estava perdendo. Certa vez, um matuto com toda sorte do mundo, começou a ganhar todas. Dedé, avermelhando-se começou a girar a roleta com toda força. Mesmo assim, o matuto continuava a ganhar. Quando um “peru” aquele intrometido que fica dando palpites, aconselhou:
--Dedé, é melhor parar. Este matuto vai te “quebrar”...Vai quebrar a banca com roleta e tudo. Ao que Dedé respondeu com sua gagueira, vermelho de raiva e levando as mãos ao meio das pernas, encheu as duas mão com o material ali contido, e sapecou:”—Ele quebra “isso” aqui, quanto mais minha roleta.
Dedé ficou uma fera porque o matuto trocou todas as fichas, recebeu o dinheiro investido, mais o ganho, saiu dando risada e agradecendo porque ia levar pra roça uma feira mais volumosa, separou o principal do lucro, tomou uma lapada de “Serra Grande” no bar de Zuca Pinto, e pernas pra que te quero.
Consta que Dedé nunca mais permitiu que aquele matuto se acercasse da sua banca de jogo.
Já o irmão, Numeriano, era um exímio fabricante se silos de zinco, vendidos na feira para acondicionar e guardar cereais. Fabricava-os lá pras bandas do Grupo Escolar General Joaquim Inácio, onde morava. Habilidoso, ele comprava as folhas de zinco brutas, recortava-as e soldava-as entre si numa forma arredondada, tendo na parte de cima um furo com uma tampa que sob pressão, protegia o cereal armazenado. Aquele tambor imenso, similar aos tanques de postos de gasolina, descendo a ladeira do Grupo Escolar às segundas – feiras, identificava que Numeriano estava embaixo. Trazia o Silo na cabeça, apoiado numa rodilha de pano, num equilíbrio de fazer inveja a qualquer artista de circo.
Mas, fiz todo este arrodeio, para chegar a mais “uma” estória, fruto da espirituosidade de Numeriano.
O Sr. Izaías Campos e Dona Feínha, eram donos da concessão da EBCT –Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, família numerosa dotada de uma grande prole entre filhos (Naime, Nacôr e Niraldo) e filhas (Neci, Neide, Niralda e Nilda) Família considerada uma das reservas morais da nossa cidade. Entre eles, apenas um tinha o nome que não começava com “N”. Era conhecido como Zé de Izaías. Extremamente habilidoso na área de mecânica, tanto que dava assistência técnica aos geradores de luz das cidades de Custódia e Serra Talhada.
Zé de Izaías, apesar de ter um braço amputado, jactava-se de que, um parafuso que ele apertasse, com uma só mão, duvidava que alguém desse mais um aperto de um quarto de volta que fosse.
Zé de Izaías apertou, tá apertado...
Como todos, se não a grande maioria dos rapazes daquela época, sem perspectiva de uma vida econômica que lhes proporcionasse um sustento futuro, “ganhavam” o mundo. São Paulo era o grande objetivo.
Com Nacôr não foi diferente. Partiu de Custodia para novos horizontes em busca de oportunidade de uma vida melhor. Conseguiu alguma ocupação interessante, tanto que só voltou a Custódia depois de algum tempo. Alguns anos, talvez 5, 10, ou mais, em gozo de férias. Retornou à sua terra com aquela postura de quem acertara na escolha e com isto a vida dera uma melhorada. Trajando calça branca boca de sino de brim diagonal bem vincado e camisa ban-lon de gola rolê, assim Nacôr retornou à sua cidade.
Revendo os amigos de longa data, cumprimentando a todos, deu de cara com Numeriano debruçado, pelo lado de fora, no batente de uma das muitas janelas do Bar Fênix, olhando e dando “peruada” numa partida de sinuca. Nacôr reconheceu Numeriano de primeira:
-- Eita Numeriano, quanto tempo! Como vão os negócios? Fazendo e vendendo muitos Silos?
Numeriano olhava Nacôr de cima a baixo, respondia todas as perguntas, mas estranhava quem seria aquela pessoa...(?)
Sentindo a dúvida de Numeriano em reconhece-lo, Nacôr tentou ajudar :
--Numeriano, sinto que você não está me reconhecendo, é natural, pois passei muito tempo fora, mas observe bem..N A C Ô R, homem, NACÔR!!?
--Tô vendo que você é BRANCO, respondeu-lhe o espirituoso e imprevisível Numeriano.
Com o Bar Fênix lotado, quem presenciou a cena, disse que houveram “gaitadas” ouvidas até na “Bomba”.
Feito o reconhecimento, seguiu-se um abraço de 5 ou 10 anos de saudades.

Essa "estória" e muitas outras, constam na Terceira Edição do FOI ASSIM 1, revisada e ampliada, em fase de impressão.
(*) Em tempo: O termo “matuto” ou “matuta” era o nome genérico pelo qual se identificava as pessoas vindas dos sítios e das fazendas, sem nenhuma conotação pejorativa.
05 novembro, 2023
Praça Padre Leão 1969

Custódia, 11 de setembro de 1969.
Da esquerda. Gilberto de Avião, Ramon Japiassú Pereira e Jorge Remígio










