18 fevereiro, 2023

Grupo Luar do Sertão promoveu folia infantil em Custódia


Realizado há 9 anos, o Bloco Foliança idealizado por Ubira Queiroz, foi a atração deste domingo (17), em Custódia, no sertão pernambucano. A proposta do bloco é estimular a cultura popular e as tradições do ciclo carnavalesco nas crianças do município. A concentração foi na sede do grupo de danças Luar do Sertão, responsável pelo bloco. Apresentações culturais, desfile de fantasias, orquestra de frevo e todo o colorido do nosso carnaval desfilaram pelas principais ruas do centro da cidade.


17 fevereiro, 2023

Avenida Inocêncio Lima década de 60


Acervo José Fernandes Nunes


Avenida Inocêncio Lima, provavelmente na década de 60. Na foto, moradores acompanham Desfile Cívico na subida da ladeira, nessa época ainda não existia o Hospital Municipal. Essa avenida era o principal trecho de passagem dos motoristas que passavam pela cidade.

Nas imediações do que hoje ainda se chama de Bomba, Tinha dois Postos de Gasolina, um da Shell do sr. João Miro da Silva e outro Posto Esso propriedade do Sr. Francisco Pires, posteriormente repassado Adauto Pereira de Souza. O terceiro Posto de Gasolina, funcionava onde hoje é a Fábrica de Doces Tambaú. Posto Texaco, do sr. José Pinheiro. Outro destaque era o Posto Fiscal, onde trabalhava o Sr. Nozinho Amaral e Guilherme Andrada.

Quem souber mais informações sobre, como identificar pessoas, enviar para email: paulo.peterson@gmail.com

Associação Futebol Atual (1986)

Em pé:
Fernandes, Jorge, Catinha Arcoverde, Tonho de Duca, Betão, Derni, Nicomedes e Valdemir.

Agachados:
Arcoverde, Hélio, Tony, Márcio e Humberto.

A Associação Futebol Atual foi Bi-Campeão Custodiense em 1986/1987. Era uma equipe muito conhecida na região na década de 80. 

Amor ou Dinheiro? Plínio Fabrício



Amor ou Dinheiro? - Plínio Fabrício
Arte Gráfica: Plínio Fabrício



Amor ou dinheiro
Questão a se escolher
Entre coração e bolso,
qual valor prevalecer?
Dinheiro compra coisas,
O amor só traz alegria
Mas é possível viver
Uma vida dividida?
Dinheiro compra luxo,
conforto e regalias
Amor, a felicidade,
Traz a paz e harmonia
Amor, não é comprado
Isso é fato! Eu te explico
É um sentimento raro
Construído todo dia
Dinheiro compra viagens
Mudam a fé, quem diria!
Mas o amor é a jornada
Descoberta em poesia
Entre amor e o dinheiro
escolho, o ficar do amor
Pois ele me dá riquezas
Que vão além do valor.
O dinheiro sei que é útil
mas não é o que me faz
Pois o amor é o que move
Preenchendo minha paz
Então, me entrego ao amor
Que seja feita sua escolha
Pois ele quem move a vida
E não riquezas à toa.

Plínio Fabrício
16/02/2023.

16 fevereiro, 2023

Bloco Galinha D'angola homenageia Almir Mello no Carnaval de São José dos Campos-SP

Num Trio elétrico, com uma camiseta do bloco

Faltam poucos dias para o inicio do Carnaval 2023, e em São José do Campos, o Bloco Galinha D’Angola vai ganhar as ruas da Vila Adyana, homenageando o saudoso Mestre Carnavalesco custodiense Almir Mello.

Almir foi músico, compositor, pesquisador, produtor cultural e arte-educador durante o período que residiu no Sudeste do país. Seus trabalhos são reconhecidos no Brasil e no exterior.


Com camiseta do Bloco Galinha D’Angola, na cor laranja,
e chapéu enfeitado com fitas coloridas.


Uma de suas últimas obras foi musicar a “Marchinha pela Paz” que, em 2020, animou mais de 20 mil pessoas no Bloco Galinha D’Angola e, neste ano, domingo (19), em frente ao Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos, no domingo (19), a partir das 09h30.

SERVIÇO:
Rua Eng. Prudente Meireles de Moraes 12243-750 São José dos Campos, SP


Bandeira de Custódia-PE

MARCHINHA OFICIAL DO BLOCO GALINHA D´ANGOLA 2017:



Autoria: Almir Mello, Paulo Querubin, Pedro Maia e
a Ala de Compositores do Bloco Galinha D’Angola

Esse ano eu vou sair de casa
Vou entrar na farra, conto com você
Quero seguir o Bloco da d’Angola
Que é alegria certa pra dar e vender.
Tem lugar pra todo mundo
Traga a criançada nesse Carnaval
A galera vai dançar à beça
No meio da rua não tem nada igual!
Tô fraco não
Tô fraco não
O Vicentina tá no nosso coração!
Tô fraco não
Tô fraco não
O Vicentina tá no nosso coração!


MARCHINHA OFICIAL BLOCO GALINHA D'ANGOLA 2018



Autoria: Almir Mello, Ana Morena, Paulo Querobim, Marcinho Moreira, Pedro Maia, Rafael Saturnino, Felipe Andrade, Rafael Ribeiro e a Ala dos Compositores do Bloco Galinha D'angola.

Tô fraco, tô fraco, tô franco não!
O Vicentina tá no nosso coração!
Tô fraco, tô fraco, tô franco não!
O Vicentina tá no nosso coração!

É tempo de magia
É tempo de alegria
O Bloco da Galinha
Te convida pra folia

É tempo de magia
É tempo de alegria
O Bloco da Galinha
Te convida pra folia
Eu espero o ano inteiro
Pra chegar em fevereiro
E Sair nesse cordão
O amor e a alegria
Que é cor e é fantasia
Mexem com meu coração

Esse é o bloco da Galinha
d'Angola
Quando sai empolga toda
multidão
No carnaval do Vicentina Aranha
Essa grande festa já é tradição

Tô fraco, tô fraco, tô franco não!
O Vicentina tá no nosso coração!
Tô fraco, tô fraco, tô franco não!
O Vicentina tá no nosso coração!

15 fevereiro, 2023

Sertão - Plínio Fabrício



Sertão - Plínio Fabrício
Arte Gráfica - Plínio Fabrício

 

De solo seco e selvagem
Sou sol e sou tempestade
Sou forte, quão o meu povo
De tão infinita vontade

És, tão perto e tão distante
Porque mãe!? Tu me escondes?
Sou belo, rico, uma fonte
Cristalina exuberante

Alma rica e contente
Povo alegre, mas carente
Mas que canta todo dia
Povo que nunca se rende

Sou o berço da tua história
De sol quente abrasador
Lugar da arte, da cultura
Que amena e afaga a dor

Sou tua alma, és minha mãe
Mesmo me dizendo, "não!"
Mas, mãe!? Quais são teus filhos?
Afinal, que pensa, então?

Sou contraste de belezas
Sou alma que aqui vos fala
Se arrancas e tu me calas
Rasgo em ti a tua alma.

Somos todos filhos teus
E não filhos de plebeus
Mas, rude se fôra assim
Arrumamos outra mãe e fim.

Perderá a sua origem
Seu coração, sua vez e voz
Então pagará justa dívida
Tirada quinhentos anos de nós.

Plínio Fabrício
13/02/2023

Atrações da Festa de São José 2023


A Prefeitura Municipal de Custódia, através do Prefeito Manuca, divulgou na Rádio Custódia FM hoje, as atrações da Festa do Padroeiro São José de Custódia, acontecem entre os dias 15 e 18 de Março, na Avenida Inocêncio Lima, mesmo local onde foi realizada a edição de 2019.



As comemorações do Padroeiro tem inicio no dia 12(domingo), às 14h no pátio da Rodoviária (atual Bombeiros), com vaqueiros seguindo em direção ao Parque de Exposição Armando Wanderley da Fonte, situado no bairro Pindoba, às margens da BR 232, onde será realizada Missa de Vaqueiro, celebrada pelo Padre Bruno Câmara. Após Missa campal, às 20h será realizado shows com Vaqueiro Matuto e Wallas Arrais.

No dia 15 (quarta), abre a festa a cantora custodiense Claúdia Lima, logo após o cantor João Gomes, fenômeno nacional do piseiro, foi o artista nacional mais ouvido em 2021.

Dia 16 (quinta), se apresentam Michel Brocador e Tarcisio do Acordeon, cantor e compositor de forró, vaquejada e Piseiro. Na sexta dia 17, Jonas Esticado e Raphaela Santos. Jonas fez sucesso com a música Investe em Mim, chegando a ter 55 milhões de acesso no Youtube após participação em Live do cantor Gustavo Lima. Raphaela é vocalista da banda A Favorita, uma das mais conhecidas da atual geração do brega pernambucano.

Encerrando a Festa Profana, a dupla Petrônio e Placildo e fechando com dupla sertaneja Matheus & Kauan.

Os shows acontecem sempre das 22h e encerramento previsto para às 2h.

Breve mais informações.

Custódia participa da Copa do Vale Pajeú com apoio da Federal Pernambucana de Futebol

 
Foto: FPF
Texto: FPF

A Copa Vale do Pajeú, que acontecerá no dia 04 de março, contará com o apoio da Federação Pernambucana de Futebol. 12 equipes participarão da competição: Serra Talhada (Serra Talhada), Projeto Meu Garoto (Brejinho), Associação Desportiva Custódia (Custódia), Bola na Rede (Quixaba), Nova Era (São José do Egito), Correndo Para Alvo (Ingazeira), Sport (Iguaracy), Atlético (Itapetim), X6 Sports (Santa Terezinha), Napoli (Tuparetama), Mais Pajeú (Afogados da Ingazeira) e Red Bull (Tabira).

Essa é a sexta edição da competição, que reunirá em torno de 700 atletas e as equipes poderão disputar em duas categorias: Sub-15 e Sub-17.

Ainda com o apoio da FPF, como em outras edições, será disponibilizado  um curso de arbitragem para os árbitros dessas cidades. A entidade também será responsável por pagar as taxas da arbitragem durante a disputa.

Comentário de Edilson Silva (Professor de Educação Física):

Além da participação na competição da Federação de Futebol Pernambucano, os árbitros de Custódia ganharam um curso promovido pela entidade estadual responsável pelo futebol em Pernambuco.

A escolinha de futebol, é uma organização dos professores de educação física, Edilson Silva e Ricardo Cordeiro.

Ozório Amaral do Rego

foto acervo familiar

Há tempos venho tentando escrever alguma coisa que possa retratar o personagem Ozório de Zé Batista. Personagem porque não foi uma pessoa normal, foi um personagem para quem a vida sempre foi um teatro. A capacidade de adaptar-se e sair-se bem das inúmeras situações que o cotidiano lhe impunha, qualifica-o para ostentar o termo de personagem, ao invés de pessoa normal pobre vivente. 

Simplório, sempre chegando às raias do hilário, tirava de letra as gozações que lhes eram impostas pelo fato de ter vindo da Cacimba Nova. Totonho era seu maior algoz. 

Sobre o nome, não posso precisar se orientado ou por livre e espontânea criatividade, esclarecia sempre que seu nome carregava o Amaral do Pai e o Rego da Mãe. 

Ozório: Repito, era diferente em tudo. Baixinho, ousado, namorador. Era festeiro e briguento. 

Nas brigas de rua, deixava sempre o adversário com um “relógio” marcado no corpo por uma ou mais mordidas. As dentadas, quando brigando se via em desvantagem, eram cortantes como dentes de piranha. Mordida do Ozório, principalmente dada nas bochechas, o suplicante carregava a marca por longo tempo. 

Teimava em jogar futebol. Era ruim de bola que dava pena. Sempre “jogava” de beque (lateral) direito. Bruto como um cavalo doido. Partia cego pra bola com uma direita devastadora. Normalmente “furava”. Tinha pés pequenos. Calçava 37. Numa bola dividida um simples toque sutil do atacante, (Temir, de João Arconso e Bete Pires, eram mestres em deixar Ozório mais perdido que cachorro caído de caminhão de mudança) nosso beque passava lotado chutando o vento. Quando acertava uma rebatida a coitada da bola ia parar nas copas dos avelozes que cercavam o campo. 

A capacidade de improvisação e reverter situações eram tamanhas que meu querido amigo sempre estava de bem com a vida. Sempre rindo. 

A família Batista era economicamente bem situada, o pai de Ozório, comercializava cereais numa banca da feira, os irmãos Bil e Bidó gostavam de caminhão, tanto que pertenceu ao Sr. Zé Batista o primeiro Chevrolet Brasil 1955 Zero Km. 

O tio, Anizio Batista, também tinha uma banca na feira, porém comercializava miudezas, quinquilharias e perfumes baratos. Anizio Batista vestia-se espalhafatosamente com roupas de cores fortes. 

Naquela segunda feira, dia da feira livre, aconteceu um fato que seria cômico se não tivesse sido trágico. 

Um enxame de temíveis abelhas africanas, sem que fossem vistas, alojou-se na torre da igreja, bem próxima aos sinos. Eram dois sinos pequenos. 

O sacristão, Sebastião “Seu Mama” ao tocar os sinos chamando o povo para a cerimônia de batizados coletivos, enfureceu os insetos. 

As abelhas desalojaram-se da torre, desceram para o quadro da cidade formando uma nuvem negra tal qual um gigantesco rolo de fumo. O alvoroço foi tamanho que a feira naquela segunda funcionou até o ataque das abelhas. Anizio Batista, o tio de Ozório, trajava uma camisa de cor vermelho forte, alvo preferido das africanas. Muito gordo, não pode correr. As abelhas fizeram a festa no corpanzil de Anizio Batista. Levado para a Farmácia Pereira desmaiado e quase morto, salvou-o um remédio milagroso que Dona Corina Pereira aplicava em tudo quanto fosse preciso. O SALIGIRENO era usado em, desde topadas, unheiros e espinhelas caídas, até picadas de abelhas. Seu Anizio Tinha picada dos insetos em todo o corpo. 

Sorte de todos, que as abelhas quando picam injetam o ácido fórmico (motivo da dor) e na saída deixam o ferrão com os intestinos, morrendo logo a seguir. 

Ozório foi o único menino que enfrentou cara a cara o temível delegado Cabo Deodato, quando foi flagrado jogando na roleta de Dedé Blandino no bar de Zuca Pinto. Menor, não podia. Enfrentou o cabo porque não teve outra saída. Não teve tempo de correr. O cabo vendo a cara enfezada do menino, sem dar ares que estivesse com medo, afrouxou a mão, soltou o punho de Ozório que saiu do bar com ar de desdém vitorioso. 

Daquele momento em diante a autoridade do Cabo Deodato ficou arranhada, tanto que não demorou muito chegou a Custódia, procedente de Floresta o Sargento Mendonça com a finalidade de substituí-lo. 

Dentre todos nós, contemporâneos do Ozório, ele destacava-se pela precocidade no comportamento. 

Que eu saiba, Ozório foi o primeiro de nós, antes dos quinze anos, a aventurar-se pras bandas da Rua da Remela. O baixo meretrício deixava assim, de ser um tabu para Ozório. Iniciara-se sexualmente cedo, para os padrões da época, deixando-nos todos com inveja e admirando a coragem do nosso herói. Como foi, como teria sido, Ozório não contava. Tão pouco dava o nome daquela que o desvirginou.

Assim, Ozório foi da nossa turma, o precursor das investidas na Rua da Remela, bem como das suas consequências. 

Foi precoce até para nos deixar. O diabetes o levou para o andar de cima ainda com muita vida para viver. 

No concurso para Aprendiz de Marinheiro, não passou nos testes para Escola de Pernambuco. Convincente, conseguiu uma nova oportunidade na Escola de Vitória no Espírito Santo, onde jurou bandeira e se fez marinheiro. 

Encontramo-nos no Rio de Janeiro, moramos juntos, dividimos o mesmo quarto numa pensão imunda no bairro de Marechal Hermes. O dono da pensão era tão sacana que aos domingos, no retorno da praia, o miserável fechava a água, nos deixando sem tomar banho e com o corpo salgado. 

Foi um companheiro e tanto. Companheiraço como diria. Falar de como foi meu amigo, seria longo, vou restringir-me a um fato deveras “bem Ozório”. 

Servindo no Cruzador Barroso, ele era marinheiro do Serviço Geral de Convés. 

O Cruzador Barroso receberia naqueles dias a visita em inspeção do Ministro da Marinha. O navio precisava estar apresentável, por isso uma demorada faxina geral estava em execução. Já durava mais de uma semana. 

O mastro do Barroso precisava ser repintado, mastro longo, com mais de quatro metros de altura, encarapitado no topo estava o Cabo Orleans executando pintura. Distraído e sem o cinto de segurança, o Cabo despencou estatelando-se na chapa de ferro do convés. Na queda bateu a cabeça na superestrutura, morrendo em decorrência de lesão craniana. 

O Cabo Orleans, cearense, morava numa rua abaixo da nossa também em Marechal Hermes. Era nosso companheiro do trem das cinco da manhã em direção à Central do Brasil. 

Recentemente casado, a esposa do Cabo estava grávida. A notícia teria que ser dada com muito jeito, tato e cuidado. 

Como sabíamos onde o Cabo morava, Ozório se prontificou em dar a notícia à viúva. 

Devidamente autorizado, Ozório levou consigo a gôndola (espécie de macacão) que o cabo vestia por ocasião do acidente. 

A casa, uma meia-água, ficava nos fundos de um terreno grande onde futuramente o Cabo Orleans ampliaria a residência. 

Ozório tocou a campainha. Uma senhora aparentando vinte e poucos anos, com uma barriga proeminente indicando gravidez recente, atendeu vindo até o portão. 

Ozório não encontrando palavras, mostrou à mulher a gôndola do Cabo, imediatamente reconhecida, e foi dizendo: 

--A senhora conhece esta roupa, com esta divisa ? Sim, respondeu a mulher. É do meu marido. 

--Pois é minha senhora, esta gôndola despencou do mastro do Cruzador Barroso de uma altura de mais de quatro metros. 

Intrigada, a mulher perguntou: 

--E o Orleans, meu marido, sabe disso? 

Resposta do Ozório: 

-- Sabe não, minha senhora. Ele estava dentro!!! 

Fernando Florêncio 
Ilhéus-BA
Novembro/2012. 

13 fevereiro, 2023

Como eu conheci Zé Biá - por Miguel Pedrosa



Por Miguel Pedrosa


Hoje, com conhecimentos básicos sobre teorias quânticas, sei que o tempo linear é apenas uma ilusão, ou uma seqüência de eventos. É um tempo relativo. Na concepção quântica, o que existe mesmo é o eterno presente dentro do qual os eventos se movem. 

DESCULPEM! - Utilizei estas afirmações, apenas para enfatizar que aquilo que chamamos passado ainda existe dentro de mim. e no bojo deste espaço, imagens impossíveis de serem deletadas permanecem vivas e em alta definição. Imagens ricas de vida, de sons, de cores e odores. Imagens de um homem de pequena estatura, coração de criança, responsabilidade de um gigante, simplicidade de pessoa especial. Sons de um pífano projetando sons de uma musicalidade brejeira, traduzindo movimentos e sentimentos, obedecendo ao compasso emprestado por caixas e bombos. Odores misturados de extratos vendidos em bancas na feira, matutas cheirosas, moças da cidade incendiando os espaços com cheiro de "Marajoara". 

Difusora Duas Américas tocando músicas de Augusto Calheiros, Luiz Gonzaga, Carlos Galhardo, Jacob do Bandolim, Altamiro Carrilho, sem se falar nas valsas orquestradas. Povo de bom gosto o daquele tempo! Música era música mesmo. Ruídos, só os chiador dos discos de 78 rpm mas que ninguém notava, tamanha era a beleza das melodias. Os que observam o tempo linear chamam isso de passado. Para mim tudo isso é presente. Registros que posso acessar a qualquer momento, aqui e agora. 

E em apenas um click mental, lá está Zé Biá: hora tocando o seu "pife" de bambu fazendo peripécias ao lado da igreja, hora trepado nos pés de côco no sítio de madrinha Anita parecendo um magnífico símio, derrubando as frutas secas para serem vendidas na feira, hora sentado humildemente numa esteira, na sala de sua morada simples comendo feijão num prato de barro. E eu estive lá, comendo feijão com ele, dona Maria, Félix, Manoel e José. Eu era apenas mais um ali, até a hora de voltar pra casa, o chalé da rua da várzea, desconfiado, com medo do chinelo de minha mãe, mas feliz e realizado. 

COMO EU CONHECI ZÉ BIÁ!!!

Publicado na Comunidade do Orkut: Eu Conheci Zé Biá

Janúncio Custódia - Biografia & Discografia


Oi pessoal, aqui quem fala é o forrozeiro ‘Janúncio de Custódia’. Cantor e compositor, nascido no sertão do Moxotó, na cidade de Custódia, no sertão pernambucano. Desde muito cedo venho batalhando por aí e mostrando meu trabalho como compositor e intérprete. Desde criança já tinha o dom pela música regional nordestina, cresci ouvindo e cantando as canções do velho “Lula Gonzaga“, “Jackson do Pandeiro“, “Trio Nordestino“, entre outros. Quando atingi meus 16 anos de idade, fui convidado à cantar em uma banda, tornando-me vocalista de várias bandas do nordeste, onde aprendi a gostar também do forró estilizado. Porém, sem perder a fidelidade pela música de raiz (forró pé-de-serra).


Janúncio de Custódia – Novidade no Forró (1º CD)

Esse é seu primeiro CD, chamado “Novidade no Forró“, lançado no mercado em 2000 . Foi a primeira vitória da grande batalha que continuo travando por esse “mundão de Deus”. Esse cd contém 14 faixas, destacando-se a faixa 1 – “esse alguém sou eu”- a qual mais tarde seria regravada pelo cantor de brega ‘Aroldinho do Recife‘ e também por ‘André Viana’, e interpretada por artistas e bandas nacionalmente conhecidas como: Calcinha Preta, Banda Aquários, Magnificos, Forrozão Arizona, Forró Moral, Kelvins Duran, Betão, Forró Kentão e Cicinho do Acordeon e muitos outros. Ja temos outras músicas deste mesmo trabalho que vem se destacando em todo país como: Meu Anjo, Sai de Mim,Meu vaqueiro, Teu Ciúme.

1. Esse Alguém Sou Eu (Janúncio Custódia)
2. Eu Quero Te Amar (you are my love – Roger Scott Graig/ Willian Kinsley) (Versão - Janúncio Custódia)
3. O Vaqueiro E O Boi (Janúncio Custódia)
4. Vontade De Te Amar (Janúncio Custódia)
5. Vaqueiro Afamado (Janúncio Custódia)
6. Meu Anjo (Janúncio Custódia)
7. Chega De Saudades (Janúncio Custódia)
8. Teu Ciúme (Janúncio Custódia)
9. Sai De Mim (Janúncio Custódia)
10. Orgulho Nordestino (Janúncio Custódia)
11. Doidim Por Ela (Janúncio Custódia)
12. Rei Da Estrada (Janúncio Custódia)
13. Cachaça Neu (Rui Grudi – Itagiba Marcolino)
14. Meu Vaqueiro (Janúncio Custódia)


Janúncio Custódia – Xote e Forró Pé-de-Serra (2º CD)

No meu segundo trabalho, encontrei um grande problema chamado ‘produção independente’, onde a maioria dos artistas sofrem, principalmente os nordestinos. Até porque a maioria vem da inclusão social e precisam de patrocínio de empresas e amigos para que possam expor seu potencial artístico. Mas, tive bastante sorte, por Deus colocar no meu caminho musical, um amigo-irmão, artista, instrumentista, produtor musical chamado ‘Cicinho do Acordeon’. Um cara que considero o meu grande mestre. Com ele aprendi muito e gravei, até hoje, o meu 1º, 2º e 3º cd’s. Daí comecei a definir realmente meu estilo musical, o forró pé-de-serra, conhecendo grandes compositores e artistas, e passando a fazer parte dos grandes encontros musicais no norte-nordeste. Sempre procurei diversificar, mudar sempre pra melhor. Conseguimos destacar nesse segundo trabalho, músicas como: “Saudades do Moxotó“, “Vaqueiro Apaixonado“, “São João, Fogueira e Forró“, passando assim a convivermos com a mídia local e regional.

1. Carente De Amor (Zé Caboclo)
2. No Caminho Da Solidão (Edmilson Silva)
3. Saudades Do Moxotó (Severo Paulino/Janúncio Custódia – Ed.Sonocom)
4. Amor Gostoso (Janúncio Custódia – Ed. Sonocom)
5. Ave Sem Ninho (Janúncio Custódia – Ed. Sonocom)
6. Mandacaru (Janúncio Custódia – Ed. Sonocom)
7. Vem Conhecer Meu Sertão (Severo Paulino)
8.Aconchego Danado (Severo Paulino)
9. São João, Fogueira e Forró (Janúncio Custódia – Ed. Sonocom)
10. Miragem (Vanildo de Pombos)
11. Sanfoneiro Puxa O Fole (Janúncio Custódia)
12. É Bode, É Bode (Janúncio Custódia)
13. Festa Do Boi (Severo Paulino)
14. Vaqueiro Apaixonado (Janúncio Custódia – Ed. Sonocom)


Janúncio de Custódia – vaquejada e forró pé-de-serra (3º CD)

Este terceiro trabalho não foi diferente dos demais. Exigiu bastante de todos nós, depois de todo trabalho de estúdio pronto. Tivemos que procurar novamente os amigos patrocinadores. Graças à Deus conseguimos e, hoje (fim de 2007), já vendemos em torno de 8 mil cópias na produção independente. Pra nós uma vitória, sem dúvida. Consegui parceria com grandes compositores, como ‘Anchieta D’ali’, ‘Junior Vieira’, ‘Xico Bizerra’, ‘Flávio Leandro’, ‘Genivaldo Soares’, ‘Betão‘, entre outros. Porém, a dificuldade segundo meu amigo radialista ‘Ivan Ferraz’ é justamente a divulgação de um trabalho; até porque gravar é fácil.

Mais uma vez tenho Deus olhando por mim. Consegui que meu disco fosse distribuído por todo o nordeste através da ‘Polydisc‘ e da ‘Aky Vídeo’. Hoje pode-se encontrar meus discos em todas as lojas, shoppings e até em camelôs. As músicas de destaque deste trabalho são: “Se Tu Quiser” , “Percorrendo O Nordeste“, “Mulher De Short Apertado“, “A Natureza Das Coisas“, “Saudade Derradeira“, “Que Esse Amor Seja Você“, “Anjo Da Guarda“. Na verdade, só tenho a agradecer a todos que, direta ou indiretamente, nos ajudam em toda essa busca; às casas de shows e cidades com seus eventos em todo o nordeste, muito obrigado, e que Deus nos conceda o volume 4.

1. Vaqueiro Abandonado (Betão)
2. Do Tamanho da Paixão (Janúncio de Custódia)
3. Se Tu Quiser (Xico Bizerra)
4. Percorrendo o Nordeste (Zezinho de Garanhuns)
5. A Natureza das Coisas (Accioly Neto/ED. LALU)
6. Que Esse Amor Seja Você (Janúncio de Custódia)
7. Vem Ficar Comigo (Janúncio de Custódia)
8. Saudades de um Rei (Rodrigo Patriota)
9. Caco de Amor (Júnior Vieira)
10. Anjo da Guarda (Flávio Leandro)
11. Estradar (Anchieta Dali)
12. Saudade Derradeira (Janúncio de Custódia)
13. Tangendo a Dor (Xico Bizerra)
14. Mulher de Short Apertado (Genivaldo Soares)
15. Forró em Betânia-PE (Cicinho do Acordeon – instrumental)
16. Estou de Passagem (Mazinho)
 

Janúncio de Custódia - Pra Dançar Forró Vol. IV

 


PRA DANÇAR FORRÓ Volume 4, foi gravado ao vivo no Clube Internacional do Recife. A banda que acompanha o música, é a mesma de discos anteriores: FORRÓ MEGAXOTE.

PRA DANÇAR FORRÓ foi produzido por Cicinho do Acordeon, por Janúncio e gravado e mixado por Carlos Wagner. A direção musical é assinada Mazinho de Arcoverde e por Janúncio.

A banda que o acompanha é composta por:

Acordeon: Cicinho do Acordeon/ Netinho de Custódia e Zé Caboclo
Bateria: Nenen/ Péricles
Guitarra: Fofão
Zabumba: Nenem (Alexandro)
Baixo: Fofão
Backing Vocal: Nenem/ Valquíria e Filipe Mariano
Percussão: Thiago Siqueira


Em PRA DANÇAR FORRÓ, as composições são assinadas por Janúncio em sua maioria, uma versão para o clássico SOBRADINHO da dupla SÁ & GUARABIRA, uma composição do poeta FLÁVIA LEANDRO e uma de DORGIVAL DANTAS.

Os compositores custodienses: AMADEILSON NERYS e EDERALDO LEMOS marcam presença em uma faixa cada um. A cidade foi citada em duas músicas, foram elas: CUSTÓDIA MEU BERÇO  e FORRÓ EM CUSTÓDIA. Confiram abaixo os créditos de todas as faixas:


01. TUDO FOI TÃO BOM (Janúncio Custódia)
02. O TEU ABRIGO (Flávio Leandro)
03. QUEM AMA CUIDA (Zezito Doceiro)
04. É O FIM DA LINHA (Amadeilson Nerys)
05. ESSE ALGUÉM SOU EU (Janúncio Custódia)
06. DESTÁ (Dorgival Dantas)
07. PRA NÓS DOIS (Ilmar Cavalcante)
08. SOBRADINHO (Sá/Guarabira)
09. LUA MENINA (Diego Alencar/Chik)
10. SALÃO REBOCADO (Janúncio Custódia)
11. CUSTÓDIA MEU BERÇO (Zezito Doceiro)
12. BENÇA MÃE, BENÇA PADRINHO (Janúncio Custódia)
13. LIGUE O RÁDIO (Ederaldo Lemos)
14. FORRÓ BOM BOM (Janúncio Custódia)
15. PRA DANÇAR FORRÓ (Janúncio Custódia)
16. FORRÓ EM CUSTÓDIA (Cicinho do Acordeon)
17. NA CRISTA DA ONDA NAVEGO (Roberto Lins)
18. VAQUEIRO BACANA (Janúnicio/Mazinho de Arcoverde)
19. O CAVALO E O VAQUEIRO (Janúncio Custódia)
20. SÃO  JOÃO EM SÃO MIGUEL (Janúncio Custódia)
21. FESTA NO ARRAIÁ (Janúncio Custódia)
22. VIVA SÃO JOÃO (Janúncio Custódia)

CONTATO PARA SHOW:

(81) 98817-1187/99614-9820
E-mail: janunciodecustodia@gmail.com

Ford Corcel II de Zé Cajarana faz sucesso na região



Muitas pessoas dedicam grande parte de seu tempo buscando algo raro para poder comprar e reformar. É o caso do comerciante José Henrique, o Zé Cajarana. Apaixonado por carros antigos, ele conta que quanto maior o estado de abandono melhor, para que o veículo possa ser reformado de forma perfeita. 

Zé Cajarana relata que não é apenas uma reforma, mas sim uma história que é vivida a cada carro comprado e reformado. Ele adquiriu um Ford Corcel II LDO, ano 80 e decidiu fazer a reforma completa – incluindo reparos de funilaria e no motor. Por ser de uma versão rara, o Corcel deu trabalho na hora de encontrar as peças. 

Para deixar o carro nessas condições, ele gastou cerca de R$ 30.000,00 (trinta mil reais). Zé Cajarana é comerciante e tem uma casa de peças na cidade de Custódia, onde reside. Ele comenta que ficou satisfeito o com o resultado e até comemora, viajando dia e noite com o veículo que tem chamado a atenção de muitos curiosos. Tem deles que ficam babando com a lindreza do “corcelzão”.

Publicado por Itamar França

12 fevereiro, 2023

Educadora popular de Custódia é homenageada no 1º Festival Cultural da Mulher Rural


Mostrar que as trabalhadoras rurais também são importantes produtoras de cultura é o objetivo do primeiro Festival Cultural da Mulher Rural, que aconteceu neste mês de outubro. O evento foi organizado pelo Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste (MMTR) em Pernambuco e contou apresentações de trancelim, reisado, xaxado, repente e maracatu, além de oficinas e mesas de debate.

Homenageada

Esta edição de estreia homenageia a educadora popular Vanete Almeida. Nascida no município de Custódia, Vanete foi uma das fundadoras do Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste (MMTR), e foi responsável por garantir que as trabalhadoras rurais fossem sindicalizadas na década de 1980, enquanto assessora da Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Pernambuco (Fetape). Até então as mulheres só podiam se vincular à Federação ou aos Sindicatos da categoria como dependentes.

Para Cícera Nunes, agricultora familiar em Serra Talhada, no Sertão pernambucano, e a primeira mulher a presidir a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Pernambuco (Fetape), Vanete e o festival tem uma grande importância para a valorização do trabalho das mulheres do campo. “Nós temos muitos desafios, mas temos a conquista de poder dizer que somos da categoria da agricultura familiar e de ser sócia dos sindicatos com a contribuição de Vanete nos anos 80, que outras contribuições ela fez. Então, para nós, este é um legado que deve continuar”, aponta.

(*) Para conhecer mais sobre Maria Vanete, CLICAR AQUI

11 fevereiro, 2023

Paróquia de São José restaura vasos em metal do Altar de São José


Dos preparativos para a Festa de S. José. Um antigo conjunto de vasos em metal, que pertencem ao altar de São José foram recuperados e totalmente restaurados para ornar com ainda mais o altar do nosso padroeiro na festa que se aproxima.

Ficaram lindos e mais um pouco da história da paroquia é resgatado.

Gratidão à família DIZIMISTA que torna possível trabalhos como este.

Paróquia São José de Custódia-PE

Tambaú marca presença no Godigital Festival


A Tambaú marcou presença na segunda edição do Godigital Festival, que aconteceu no Centro de Convenções de Pernambuco, reunindo mais de 80 fenômenos da internet brasileira. Representaram a empresa a executiva de marketing Raissa Gonçalves, a trainee de produção Yasmim Goncalves e a trainee de contabilidade Lara Gonçalves Pessoa.

A equipe participou de palestras sobre tendências do marketing e dos negócios digitais, como domínio das redes sociais, neuromarketing, storytelling, inteligência emocional, gestão financeira, gestão de projetos e mais.

“Foi uma oportunidade de aprimorar o conhecimento sobre empreender através do marketing digital e aplicar no dia a dia da Tambaú, usando a internet para estreitar a relação com nossos clientes e parceiros”, destacou Raissa Gonçalves.

Mais um aprendizado para a conta!

08 fevereiro, 2023

Entrevista com Inêz Oludé


1) Olá Inez Oludé, gostaria que você se apresentasse aos custodienses.

Inêz Oludé: Eu sou filha de Augusto Belo e Julieta Januaria, irmã de muitos Belo: Joaquim, Maninho, Zé Mago que são mais conhecidos talvez dos custodienses do que eu, Maninho, Joaquim, Zé Mago, Tonho, entre outros por ter saído há muitos anos do Brasil. Precisamente há 36 anos. Nasci em Betânia, soube pelo meu mano Joaquim, o Quincas, que nasci na Escola Normal.


2) Você poderia narrar um pouco da sua infância em Custódia? O que mais você se recorda dessa época?

Inêz Oludé – A única coisa que me lembro de Betania é o cheiro do doce de tomates que íamos buscar no Poço do Pau e seu Simpilicio, com quem eu ficava conversando, melhor dizendo, escutando ele. Também lembro das cocadas e doces de leite. Nunca mais voltei lá, mas este ano fui ver o meu passado. Acho que não mudou muito não. Quanto a Custodia, as lembranças são mais vivas, as feridas também. Era uma terra braba, me lembro. Aconteciam coisas medonhas, que não gosto de lembrar. Já foi enterrado este passado. Voltei depois do exílio, encontrei um personagem que chamavam de Caititu, que falou “não falei que a broquinha ia ficar bonita”? Me fez rir muito, lembrei que quando eu andava pelos quatro anos ele falou ” eita a broquinha vai ficar com uma estampa muito bonita”! Ele queria dizer a “brotinha” que se usava dizer com as crianças. Acho que cheguei em Custodia aos 3 ou 4 anos de idade. Morava perto da praça, dava pra ver a praça Padre Leão da janela onde eu ficava sempre sentada, quem sabe olhando as tardes calmas da cidadezinha contrastando com o sangue quente dos habitantes da época.


3) Como surgiu o seu interesse pelas artes?

Inêz Oludé: Eu sempre gostei de artes, aliás, minha mãe sempre dizia “esta menina é muito arteira!” Rsrsrs. Gostava de dançar, gostava de teatro, de cinema, das festas populares do Nordeste, de cordel, de gravura, enfim tudo isso me atraia. Quando pequena fazia desenhos na areia e enchi a casa dos meus pais de flores na época da decalcomania. Cadeiras, guarda-roupas, paredes, tudo colorido. Ficou lindo. Mas a pintura veio para me livrar da memória da prisão. E ficou!


4) Você está a bastante tempo na Europa, tens vontade de voltar ao sertão pernambucano?

Inêz Oludé: Quando vou o Brasil, a primeira visita é ao Sertão, vou lá ver meus parentes em Arcoverde, Sertania e Custodia…


5) Quais as dificuldades de se trabalhar com arte no País? Como tem sido seu apoio a brasileiros nesse sentido?

Inêz Oludé: Na palavra galeria tem galera, olhe remei muitos anos nas galeras europeias, só lembro de esforço e o trabalho. Mas aos poucos estou tramando meu próprio futuro, se é que futuro existe. Em todo caso um pouco de reconhecimento, um pouco de gloria e de alegria artística estão chegando. Bem-vindos. O mundo da arte parece idealizado tanto pelos artistas quanto pela mídia, mas é muito duro e difícil. E no Brasil como em qualquer canto do mundo. Ou tem que ter amigos poderosos ou remar. E eu que remo contra a corrente então… ! Agora parece que esta ficando mais fácil, mas ao mesmo tempo, aparecem os invejosos que tentam se pendurar no seu trem, quando não tentam recuperar o seu trabalho. Com a Bienal estou tendo um certo apoio do Brasil, mas ainda não cobre o necessário para fazer uma bienal digna deste nome. Mas já é excelente. Aprendi a fazer com o que tenho.


6) O que você tem acompanhado de Custódia durante esse tempo?

Inêz Oludé:
Agora estou mesmo a par de muitas coisas por ter reencontrado o Fernando Florêncio de Laura pela internet após 47 anos de separação, ele envia o babado todo por e-mail, sei dos encontros que acontecem todos os anos dos custodienses e o seu blog, onde navego de vez em quando para matar a saudade.


7) Durante troca de e-mails, te apresentei o artista Edmar Salles, o que achou do trabalho dele?

Inêz Oludé
: É um artista muito interessante, com uma paleta maravilhosa e um trabalho de muita fineza. Claro que vi através de fotos, mas espero que vamos nos encontrar em fevereiro quando eu for ao Brasil.



8)Quando será possível uma apresentação em Custódia de alguns dos seus trabalhos?

Inêz Oludé: Vamos ver, o translado de obras de artes é muito custoso, precisaria ter um bom projeto para fazer no Brasil e levar uma itinerância a algumas cidades como Recife, Sertania, Betania, Custodia. O que eu gostaria de fazer é um mural sobre o tema de brinquedos populares (eu tenho lindas lembranças dos) brinquedos e brincadeiras que meus irmãos inventavam para nos distrair, triângulo, jogo de botões, carrinho de rolamento, capoeira, andar em quengas de coco, amarelinha, etc., com as crianças da cidade, e quem sabe, convidar as crianças de Betania para participarem? Para isso, teríamos que conseguir algum patrocínio para o material e apoios para a divulgação e inauguração.


9) O que achou do Blog Custódia Terra Querida? o que te a comentar sobre o mesmo?

Inêz Oludé: O Blog é maravilhoso, os amigos da infância colaboram, encurta a distancia e, claro nos mantém informados do que acontece na cidade.


10) Fique à vontade para fazer suas considerações finais.

Inêz Oludé – Gostaria de enviar aquele abraço aos custodienses e almejar que a nossa pracinha (Praça Ernesto Queiroz) recupere sua beleza de então.

Entrevista conduzida por: Paulo Peterson (2014)

06 fevereiro, 2023

O dia em que os paraatletas custodienses foram os grandes vencedores em Recife

 


Cerca de 400 paraatletas pernambucanos participaram em outubro de 2009, no Centro de Esportes e Lazer Santos Dumont, em Boa Viagem para disputar a etapa do XV Paraesporte Pernambuco, promovido pela Secretaria Especial de Esportes. Naquela ocasião, 300 atletas com deficiência auditiva e mental disputaram a fase regional da competição, na modalidade de atletismo, e 83 atletas com deficiência física enfrentam a final do lançamento de dardo.

Entre os atletas que marcaram presença na competição, estava Jenifer Martins (nos 100, 200 e 400m), convocada para os II Jogos Parapan-americanos Juvenis, daquele ano; e Antônio Dutra, o Toinho (no lançamento de dardo), tri-campeão e recordista brasileiro da modalidade na categoria F11, voltada para deficientes visuais.

Em julho, foi realizado a fase regional, nas cidades de Petrolina, Bezerros e Pesqueira, o Paraesporte Pernambuco reuniu ao todo cerca de 3 mil atletas, portadores de deficiências especiais (física, auditiva, visual e mental) nas modalidades individuais de atletismo, natação e tênis de mesa; e nas modalidades coletivas de futsal e futebol de 05.

Custódia participou da XV PARAESPORTE de Pernambuco, através da Educação Especial do município.

Fase: regional do sertão
Sede Pesqueira – PE.
Período: 10 à 12 do 09/09
Modalidades: atletismo e futsal


CAMPEÕES REGIONAIS DO SERTÃO:

Antonio Manoel – D. fisica – categoria; arremeço de peso
Professora Poliana Rodrigues – D.visual – categoria; corrida e arremeço de peso
Professor Airton Araújo – D.visual – categoria; corrida e arremeço de peso
Francisco Luiz – D.visual – categoria; corrida e salto a distancia
Iury Torres – D.auditiva – categoria; corrida e arremeço de peso
Daiane Klebia – categoria; corrida.
Futsal auditivos: 
Kerliano, Ozanir, Amadeu, Vagner, Alex, Evandro, e João Perycles


Fase final do Paraesporte Pernambucano
Período; 15 à 18 do 09/2009
Sede: Recife

CAMPEÕES ESTADUAIS
Área visual: Professora Poliana Rodrigues,
Área auditiva: Daiane Klebia, Maria José, Rosângela Moreira

CUSTÓDIA recebeu um troféu por ser o município de maior quantidade de participantes no seguimento Deficiente visual.

TOTALIZAMOS 23 MEDALHAS DE OURO

Instituições envolvidas
ESCOLA MUNICIPAL MANOEL RODRIGUES DA SILVA
ESCOLA MUNICIPAL MARIA AUGUSTA E SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

PROFESSORES ARTICULADORES
Airton Araújo
Ana Lucia
Ivoneide Alexandre
Juscielle Pereira
Poliana Rodrigues
Silmara Feitosa