15 agosto, 2022

Plínio Fabrício durante II Festival de Músicas do Cangaço 2013

 DVD do II Festival de Músicas do Cangaço 
Brilho de Lampião composição Plínio Fabrício
Interprete Charles

Velhos Carnavais - por José Melo


Na Custódia de antigamente, havia carnaval, sim senhor. Diferentemente de hoje, que no período momesco a grande maioria dos habitantes só vê o carnaval pela TV, décadas atrás havia carnaval, sim, e muito animado.

A folia começava cerca de 15 dias antes da semana carnavalesca. Eram os papangús que saiam todas as tardes, estalando seus chicotes no ar. Todos devidamente mascarados, com roupas rasgadas, chocalhos na cintura, barcos pintados de preto. Era tradição correr atrás da molecada, estalando o chicote, e ao mesmo tempo invadindo os estabelecimentos comerciais, pedindo dinheiro.

Na semana carnavalesca, era ansiosamente esperado o Zé Pereira, que saía pelas ruas da cidade em cima de uma carroça de burro, abrindo o desfile acompanhado das improvisadas orquestras. Já na madrugada de domingo, a sensação era o Cariri, comandado pelo grandão Alaíde. Era o mais democrático dos blocos carnavalescos da cidade. Se o Bloco de Carirí, muito organizado e bonito era composto exclusivamente de mulheres da vida “fácil”, ou o Bloco da sociedade era elitista, no Bloco do Cariri todos tinham vez: meretrizes, “piniqueiras”, sociedade, enfim todo mundo. Afinal, o horário permitia que todos participassem, sem os olhares reprovadores das damas da sociedade conservadora. Alaíde contribuiu e muito, para a alegria de centenas de foliões, durante muitos anos.

No clube, a animação era contagiante. A orquestra iniciava a alegria, tocando velhas marchinhas e frevos autenticamente pernambucanos.

Certa feita, quando eu ainda era criança, assisti a um bloco inusitado: na calmaria da tarde da terça-feira de carnaval, surgiu na praça padre Leão uma tropa de jumentos, montados por negros, acompanhado de uma batucada. Quando nos aproximamos daquela tropa, a surpresa: todos os cavaleiros eram membros da sociedade local, que devidamente caracterizados de matutos e pintados de preto, inovavam no bloco daquele ano. Recordo apenas de um componente: Dr. Pedro Pereira.

Aliás, o Dr. Pedro era um dos mais animados foliões da época. Certa feita, ele em parceria com Silvio Carneiro, aproveitando um fato ocorrido na cidade, criou uma música que foi sucesso no carnaval. Naquele ano, haviam acontecidos fatos estranhos, decorrentes de um Don Juan, que altas horas da noite, saía para suas aventuras escondido sob um capote. Surgiram versões de que seria um “lobisomem”, tendo Sílvio e Dr. Pedro criado a marchinha “O Carcará”. Lembro de algumas estrofes de seus versos:

Depois, do Carnaval,
Apareceu, um tal de lobisomem,
Uns dizem que é um homem,
Outros dizem que é guará,
É carcará, é carcará.

“Só aparece, depois da meia-noite”,
Lá na Rua da Remela,
Já abriu até cancela
Todos podem acreditar,
Mas quando perguntam qual seu nome
É lobisomem,
Não, é Carcará!

O carnaval nesse ano foi bastante animado, e a música fez tanto sucesso, que no ano seguinte a dupla resolveu fazer outra música, “Volta do Carcará”.

Infelizmente o tempo, a modernidade, a civilização conseguiu extinguir aqueles carnavais, cheios de animação, de alegria, e confraternização. Era interessante ver no domingo de entrudo, as pessoas tentando fugir do tradicional banho. Isso sem falar nos “porres” de lança perfume, cujo odor forte invadia os salões de festas. Tudo na mais completa harmonia e calma.

Texto:
José Soares de Mélo

Fátima Alves de Souza - Filho Marcelo


Filho, eu quero te dizer que você está fazendo bastante falta aqui em casa, pois eu não tenho mais aquele garoto para me encher o saco aqui, não tenho mais aquele garoto para reclamar da toalha na cama, não tenho mais aquele garoto para reclamar do banheiro, não tenho aquele garoto para roubar uns beijinhos, não tenho aquele garoto para me fazer aquela massagem que eu amava, não tenho aquele garoto para elogiar as minhas comidas, Enfim, filho, você faz bastante falta...

Saudades, de você, de um tempo, de vários momentos...
Saudades do teu sorriso, alegrando os dias... É filho você só tinha 17 anos, mas tinha um coração imenso, onde cabiam tantas lições de amor, de solidariedade ao seu semelhante... É meu garoto, meu anjo, sinto muitas saudades, não entendo porque partiu tão cedo, mas aceito, porque tenho fé e confiança, no Criador, ele tem razões ocultas na criação de cada um de nós... Filho!!! Nosso amor não tem fim... A saudade um dia terá...

E nossa história continuará... Obrigada por me dar forças para nunca desistir.

14 agosto, 2022

Agosto: Mês da Advocacia e do Advogado



No dia 11 de agosto, comemorou-se o dia da Advocacia, data que possui uma grande importância histórica, visto que, logo após a independência do Brasil, 1822, foi promulgada em 1824 a primeira Constituição Brasileira, e em 1827, pelo Imperador Dom Pedro I, foram criadas duas faculdades de Direito, a saber, Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (SP) e a Faculdade de Direito de Olinda em Pernambuco.

Da mesma forma, no dia 11 de agosto foi comemorado o dia do Advogado, assim
sendo, hoje vamos homenagear um dos maiores baluarte e destaque na advocacia Maranhense, o Custodiense, Dr. Jânio Queiroz, um profissional brilhante que não precisa corrente de ouro para ostentar sua beleza. Este Defensor nato, apenas usa corrente doutrinária para sustentar suas teses, conforme bem mencionado pelos protagonistas, Coxinha e Doquinha da Garra da Patrulha.

Parabéns a este Advogado guerreiro! Visto que, detém importante função dentro da sociedade Maranhense, sempre lutando pelo bom funcionamento do Judiciário e aplicabilidade das Leis. Destarte, continua incessantemente disposto abrigar pela realização da Justiça e para que o direito seja aplicado de maneira correta, honesta, íntegra e justa.

Dr. Janio Queiroz, Advogado longânime, ilibado, que todos aprendemos e estamos habituados a admirar. Que teve uma trajetória firme, um caminho certo, norteado de probidade.

Advogado de coração, abnegado pelo direito, que é um exemplo a ser seguido.

Homem de trabalho, que fez e faz, não só pela advocacia, mas também pela sociedade Custodiense.

Dr. Janio Queiroz, resta-me agradecer-lhe pelo exemplo de advogado a ser seguido, principalmente, para as gerações vindouras, que sempre terão na sua imagem um norte seguro para suas condutas profissionais.

Assim para finalizar, quero apenas dizer-lhe obrigado. Obrigado pelo senhor ter escolhido profissão de meu Genitor, Dr. Pedro Pereira, que igualmente foi um grande advogado.

Paulo Peterson


12 agosto, 2022

Em 2013, Campanha 50 anos da Tambaú foi destaque no Prêmio Pernambuco de Propaganda


A Campanha Tambaú 50 anos foi destaque no Prêmio Pernambuco de Propaganda, conquistando o Bronze e ficando entre as três melhores do ano na categoria Institucional em 2013.



Um registro da Família Tambaú, na fábrica, em Custódia: o Sr. Gerson, sua esposa, a Dona Terezinha e a mãe dele, a Dona Maria Alves. Eles sempre acompanhavam de perto a produção com muita dedicação, para garantir a qualidade dos produtos.



No antigo Hotel Texaco, foi onde tudo começou. O Sr. Gerson Gonçalves deu início à produção de doces e, ainda hoje, neste local, com as mudanças e modernizações ao longo das décadas, encontra-se a fábrica da Tambaú Alimentos.



Mais uma lembrança do início de sua história: antigos funcionários manipulando os tachos de doces que, desde sempre, eram feitos com muito carinho.




Uma das etapas de produção da inconfundível Goiabada Tambaú. Sabor e tradição em mais um registro de sua história.

Alma Pornográfica - Por José Melo


Por José Soares de Melo 

O primo Ozório Amaral, de saudosa memória, era um gozador nato. Jamais perdia a oportunidade de aprontar uma das suas.

No período da gestão do Prefeito Silvio Carneiro, anualmente nós servidores internos, inclusive Ozório, tínhamos um período em que trabalhávamos durante várias noites, na elaboração das Prestações de Contas anuais. E era comum Ozório aprontar das suas.

Como se sabe, existem muitas lendas de pessoas que ficaram ricas, após receberem um “ aviso” do outro mundo, indicando o local onde estaria enterrada uma botija cheia de ouro, prata e dinheiro.

Em uma noite em que estávamos trabalhando no antigo prédio da Prefeitura – onde hoje funciona Câmara de Vereadores, aproximadamente à uma hora da manhã, com a cidade completamente deserta, Ozório observou pelo basculante a aproximação de uma pessoa, que já se dirigindo para o trabalho, pára e ajoelha-se diante da Santa que ficava na gruta que havia no oitão da Igreja para rezar. Era um popular bastante conhecido por Zé da Telha, por trabalhar em olarias, na fabricação de tijolos e telhas. Oculto na escuridão, Ozório grita para Zé da Telha:

- “ Ô Zé da Telha, tu quer enricar?”

Ao que Zé da Telha, de acordo com o ritual costumeiro nas aparições do outro mundo, faz o “ requerimento” :

- “ Te arrequeiro, alma, em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo!”

E Ozório volta a perguntar:

- “ Ô Zé da Telha, tu quer enricar?”

Ante a expectativa de conseguir um bom dinheiro com a botija, Zé da Telha responde todo animado:

- “Quero!!!”

- “Então vai dar o C….”

Com essa, Zé da Telha perdeu a compostura e o respeito pelo mensageiro do outro mundo e retrucou:

” – Vai dar tu, alma veia safada!” !!

Sanfoneiros Mirins de Custódia foi destaque na TV Globo


Produção do Globo Repórter esteve em Custódia em junho de 2005, para gravar matéria com o Promotor de Justiça do Município Dr. Diego Reis, na época coordenava o Projeto Sanfoneiros Mirins. O projeto buscava integrar ao meio musical e cultural menores ou seja crianças e adolescentes interessados na música nordestina.

A reportagem foi realizada pelo experiente Repórter, Francisco José, a matéria foi ao ar em 24 de junho de 2005, em pleno dia de São João.

Além do Globo Repórter, o mesmo Projeto, foi apresentado no programa GLOBO RURAL, da mesma emissora, dessa vez, no dia 09 de Julho de 2009.

Paulo Peterson

10 agosto, 2022

Bike Center Esperança: uma história de 40 anos


 

Sabe aquelas histórias de pessoas que hoje são bem sucedidas naquilo que fazem, porém passaram por perregues nada agradáveis? Essas histórias não são contadas apenas por milionários ou bilionários. Esses sucessos podem ser vistos onde você nunca pensa que vai encontrar: dentro de sua família. Nesse quesito, cito a história do meu pai, uma pessoa que dispensa apresentações: João Marcelino de Melo, o João Buíque. Nasceu em 1962 no município de Tacaimbó-PE e teve uma infância muito difícil, na pobreza extrema, tendo que ajudar desde cedo os pais a criarem os irmãos mais novos.

A paixão dele por bicicletas começou ainda adolescente, quando ele começou a trabalhar vendendo pão em uma padaria na cidade de Buíque-PE. Após alguns meses de trabalho de muito esforço, conseguiu comprar sua primeira bicicleta, em 1979, uma Monark Barra Circular azul (foto abaixo). A compra desta bicicleta fez dele uma celebridade na cidade, pois existiam poucas unidades naquela cidade na época.



 primeira bicicleta comprada pelo meu pai, em 1979,
na cidade de Buíque-PE (Acervo da família)

Meu pai, num dia do mês de agosto como este, em 1982, ou seja, há 40 anos atrás, iniciou uma empreitada ao aprender serviços de mecânico para conserto de bicicletas. Começou, como quase todo mundo, com um pequeno comércio que mal dava para pagar as contas, a Oficina Boa Espeçança (foto abaixo). A sorte dele foi sua força de vontade de trabalhar para construir o seu primeiro estoque de mercadoria, viajando outros estados em busca de peças, fazendo serviços como mecânico até tarde da noite para conseguir se firmar como comerciante, criando a sua clientela.

Depois de conseguir fixar esse sustento para a sua vida, após diversas tentativas em se tornar um padeiro, meu pai enfretou crises econômicas travadas nos âmbitos nacional, estadual e municipal. E, vejam só, 40 anos se passaram e aquele pequeno comércio passou todo esse tempo firme na arte de ajudar a construir a nossa amada cidade, fornecendo serviços de conserto de bicicletas com qualidade, facilitando o custodiense a ter boas peças para valorizar sua bicicleta.

Na época em que a Oficina Boa Esperança fora aberta, funcionávamos na entrada da Praça Padre Leão num pequeno ponto que mal podia abrigar a nossa vontade de crescer e os nossos sonhos. Depois, com muito esforço, conseguimos montar nossa estrutura num prédio maior para poder atender as necessidades da população custodiense. Hoje, com 40 anos de existência, só temos a agradecer esta mesma população que, carinhosamente, fomentou os nossos sonhos em ajudar a construir, juntos, uma cidade melhor e mais forte. 

Primeiro local da “Oficina Boa Esperança”, na entrada da Praça Padre Leão.
Foto de 1982 (Acervo da família)

Depois, o prédio da Oficina Boa Esperança mudou-se para a Rua Nemézio Rodrigues, onde atualmente funciona, sempre visando melhorar os serviços prestados à população custodiense. Esse novo prévio foi teve construção iniciada em 1988 (foto abaixo) e finalizado em 1990 (foto seguinte).


Foto da Oficina Boa Esperança em 1988, na entrada da Rua Nemézio Rodrigues.


Foto da Oficina Boa Esperança na Rua Nemézio Rodrigues com prédio finalizado, em 1990.

O produto que vendemos também passou por drásticas mudanças nos últimos 40 anos, acompanhando a modernização do mundo que vivemos. Naquele tempo da nossa fundação, as bicicletas Monark reinavam e não existiam tantas motos no nosso meio como hoje. Agora, as bicicletas evoluíram nas famosas Mountain bikes (MTB ou bicicleta aro 29) que dispõem de tecnologia avançada com estudos altamente inovadores visando a qualidade de peças, performances, peso de quadro e outros avanços em peças que dão o melhor desempenho e conforto possíveis ao ciclista.

Antes, a bicicleta era o meio de locomoção para o trabalho da maioria das famílias brasileiras e, hoje perdendo essa função, ganhou várias outras fundamentais: ser um importante meio de qualidade de vida, prática de atividade física, prevenção de doenças cardiovasculares e até de alguns cânceres relacionados à obesidade. Está mais que comprovado que ter a prática do ciclismo previne doenças graves como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico, obesidade, câncer, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, hipercolesterolemia, dentre outras.

Hoje, a Oficina Boa Esperança tem outro nome: agora é Bike Center Esperança. Uma mudança que já dura 6 anos. Essa alteração do nome veio para se adequar à nova função da bicicleta na vida das pessoas. Nossa loja agora vende MTB para diversas cidades da região, dispondo das melhores peças para satisfazer a sua performance no ato do ciclismo, trazendo as melhores inovações, além de dispor da melhor manutenção e serviços em geral.

40 anos se passaram, mas nunca passou a vontade de melhor servir Custódia e os custodienses! Hoje, a loja é administrada pelo meu irmão Jayr e pela minha cunhada Cecília, ambos a postos para esclarecer dúvidas e melhor servi-los!

A Bike Center Esperança fica localizada na Rua Nemésio Rodrigues, n° 197,
Centro, Custódia-PE.
Instagram: @BikeCenterEsperanca


Por Antonio Marlos Duarte de Melo

É o terceiro filho do casal João Marcelino de Melo (João Buíque) e Maria José Alves Duarte de Melo (Magaly). É médico, atualmente trabalha no Hospital Português da Bahia (Salvador-BA) na área de Oncologia clínica.