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09 novembro, 2020
Poeta Cordelista: Matuto Izaias Moura
Poema de Marcos Silva - O Poeta de Custódia
08 novembro, 2020
[Causo] Dia de Finados, ou Tonho Remígio e suas tiradas
João Pessoa
Novembro/2020
O meu querido e saudoso irmão Antônio Remígio Neto, era de uma espirituosidade estupenda.
Tinha as suas tiradas espontâneas e fazia piadas até mesmo das suas limitações físicas.
Em um dia de finados no final dos anos noventa, minha mãe Ozanira, estava com parte de sua prole em visitação aos entes queridos no cemitério da cidade.
Era por volta do meio dia e o sol não era de primavera. Aliás, no Sertão só existem duas estações. Poucas chuvas e muito sol o ano inteiro. Portanto, temperatura chegando aos quarenta graus, sendo amenizada um pouco pela pequena sombra produzida pelo guarda-chuva que Jânio, por ser o mais alto, segurava firmemente protegendo a nossa mãe.
O termo mais adequado seria um guarda-sol. Após percorrermos os túmulos dos parentes, fazendo preces e até lembrando fatos marcantes dos nossos antepassados, foi lembrado que a grande maioria havia nos deixado após longa vivência.
Tios e tias com mais de noventa, o meu avô materno Samuel Carneiro com cento e um anos de lucidez e, como era comum, depois de visitarmos a morada dos parentes mortos, sempre estava em pauta a peregrinação pelos túmulos de pessoas conhecidas e amigas.
Tonho Remígio por residir em Custódia, era nosso cicerone. Sabia perfeitamente a localização dos jazigos e nos conduzia entre a multidão presente naquele dia dos mortos.
Mulheres de preto rezando em voz alta, um grupo de jovens entoando cânticos religiosos muitas velas acesas.
Minha mãe ao observar muitas sepulturas de jovens prematuramente mortos, foi se compadecendo e até se emocionou. Repentinamente parou e disse incisiva.
- Eu quero dizer uma coisa para vocês. Entreolhamos sem saber o que dizer, mas ficamos bastante curiosos.
Ela disse:
-Eu quero fazer um contrato com vocês. “mas que contrato, mãe?”
-Eu queria que nenhum de
vocês morressem antes de mim. Então, Tonho Remígio de chofre, falou.
-Mãe, onde é que eu assino?
Ozanira Farias Remígio
* 13/01/1922
+ 19/10/2010
Antônio Remígio Neto
* 11/07/1956
+ 30/03/2016
06 novembro, 2020
[Canal Gandavos] A Paróquia do Glorioso São José - Parte 1
Canal Gandavos acaba de divulgar mais um vídeo em seu site, o entrevistado da vez é o Secretário Paroquial da Matriz de São José de Custódia, Cicero Leonardo Alves Ribeiro.
Para acompanhar o GANDAVOS, se inscreva em seu canal: CLIQUE AQUI
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04 novembro, 2020
Almir Mello o Filme-Book
Caminhão - por Cristiano Jerônimo
A minha boca é um megafone horizontal de ideais;
Só acredito nos aprendizes que aprendem tudo sempre;
Eternamente, os mestres formam mestres e não súditos.
O medo do saber é uma ferramenta para manter o poder.
Em vão, porque, após algumas tentativas mais difíceis,
A manutenção de um estado permanente ainda não vinga.
Eu só creio em sementes que só insistem em brotar sempre.
O meu conciso é tão relativo quanto o retrato do nunca;
Infelizmente, o que vejo e o que calo não fazem muito bem.
Mas deixei de andar nas espirituais e negativas espeluncas;
Sem, por isso, ficar dando explicações a quase ninguém.
Sabemos de tudo o que nos faz mal e também do que faz bem.
O protagonismo é uma linha inevitável na independência do ser.
Nem sempre fazem o que, na verdade, melhor lhe convém.
Confundem a beleza de ser humano com a crueldade do ter.
Nem tudo aquilo que se aprende trata-se de um saber.
Se você não acredita, não imagino que possa ter.
Não adianta se enganar e partir para dizer foi sem querer.
Nós sabemos da verdade e não esperamos ver pra crer.
Cristiano Jerônimo
01 novembro, 2020
Assista o curta-metragem: Genesis, a Profecia - COVID-19, O Início
O Filme conta a história de um adolescente, estudante de química, João Pedro (João Pedro) que sua curiosidade junto ao fanatismo religioso, irá trazer problemas para sua mãe, Tânia (Josetânia Alves).
Com um final surpreendente.
Com direção de Plínio Fabrício, o Filme ainda conta com a participação do ator, Pedro Donizetti, artista renomado que teve vários papéis na TV e no Cinema Nacional.
Por que se passaram 12 anos - por Ana Amaral
O Zé Biá que eu conheci - por Jussara Burgos
31 outubro, 2020
Estreia hoje: Genesis, A profecia - Covid-19, o Início
30 outubro, 2020
Quem foi General Joaquim Ignácio?
Antigo Açougue Público de Custódia
A vida e as suas surpresas!
29 outubro, 2020
Inscrições abertas para o Alto de Natal 2020
O instrumento que toca sem ser tocado - Zé Melo
Matéria exclusiva do Blog Custódia Terra Querida.
Lampião amanhece em Custódia - autor Anildomá
Anildomá Willans de Souza, nasceu em Serra Talhada-PE, no dia 8 de abril de 1962. Filho de João Alexandre de Souza e Maria Ramalho Ângelo. É dedicado à atividade folclórica, tendo suas atenções voltadas para a pesquisa histórica da região sertaneja do Pajeú. Milita no movimento cultural do estado de Pernambuco.
28 outubro, 2020
Baú de Fotos: Custódia na década 70 (Jorge Remígio)
Fotos: Acervo Particular Jorge Remígio
Atenção OX - por Willame Venâncio
Um concerto sertanejo - por Miguel Lopes
Nossa família morou em Custódia entre 1947 e 1953
27 outubro, 2020
Há 9 anos André Campos nos deixava
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2622690890384&set=a.2175260224897&type=3
Custódia: Guardiã de mente e da Arte
26 outubro, 2020
Em novembro Cifrinha lança o curta metragem: Genesis
25 outubro, 2020
[Causo] Joaquim Tenório Sobrinho "Pernambuco, o homem que tinha o coração do tamanho do mundo"
Joaquim Tenório Sobrinho, o Pernambuco, era considerado o prefeito dos pobres. Em Cassilândia, exerceu o cargo por duas vezes e saiu da Prefeitura mais pobre do que entrou.
E Pernambuco chegou a ser um homem rico, dono de avião, seis fazendas, 18 carroças e tantos outros bens. Mas o seu coração não tinha artérias, tinha emoções. Era um cabra nordestino bom demais da conta. O que aparentemente era seu, na verdade, era dos pobres.
Fazia o bem sem perguntar a quem.
Ele foi prefeito nos anos de 1963 e 1973, depois de ter sido vereador e presidente da Câmara Municipal.
Nem o acidente de avião que sofreu, em que ficou com a face deformada, mexeu com os batimentos de seu coração. Mudou a voz, que ficou anasalada, mas seu coração permaneceu o mesmo, amigo e dócil como poucos.
Esta rápida história sobre Pernambuco só não foi parar nas páginas do livro A História de Cassilândia porque, infelizmente, eu só tomei conhecimento dela alguns meses depois. Infelizmente.
Soube por meio de uma interlocutora para lá de confiável.
Contou-me ela que, lá pelos anos 60, Pernambuco estava viajando no ônibus que fazia a linha Cassilândia a Paranaíba, que, naquela época, tinha uma estrada tão rudimentar, tão cheia de buracos, atoleiros e atalhos, que para se percorrer os 100 quilômetros perdia-se praticamente o dia inteiro. Ou mais.
E foi nessa viagem que entrou no ônibus um homem embriagado. E aí que o motorista parou o ônibus e obrigou o homem a descer.
Quando viu aquilo, Pernambuco também desceu.
O motorista disse:
Não! O senhor pode subir! Quem é para ficar aqui é só este bêbado porque está dando trabalho e poderá fazer sujeira, vomitar no ônibus.
Pernambuco olhou no relógio e respondeu:
- Senhor, já são 7h da noite, está muito tarde, já está escuro. O senhor não pode deixar este pobre homem aqui no meio do mato, onde tem muita onça e outros animais. Ele vai ser devorado por algum animal. Vai morrer.
O motorista mostrou-se irredutível. Deu com os ombros como dizendo “e daí?”
Então Pernambuco disse:
- Se não tem jeito, eu fico aqui com este homem. Não vou deixá-lo à própria sorte.
- Tudo bem. Se quer ficar aqui com o bêbado, que fique! Eu vou tocar o ônibus!
Quando o motorista subiu no ônibus, uma pessoa perguntou ao motorista:
- O senhor sabe quem é este homem aí?
O motorista respondeu:
- Não! Eu não sei!
- Este é o prefeito de Cassilândia! O senhor vai deixá-lo aqui no meio do mato?
Aí o motorista viu que não tinha jeito e deixou os dois subirem no ônibus – o Pernambuco, dono de um coração do tamanho do mundo, e o pobre bêbado.
Joaquim Tenório Sobrinho, o eterno Pernambuco, era capaz de gestos humanos como este. Pernambuco era conhecido, afinal de contas, como o prefeito dos pobres.
Joaquim Tenório Sobrinho, que empresta seu nome ao prédio da Prefeitura de Cassilândia, era a doação em pessoa.
Ele e Dona Maria deixaram filhos, netos e bisnetos que estão aí para semear o bem e confirmar a generosidade dos Tenório Sobrinho.
CORINO RODRIGUES DE ALVARENGA
Joaquim Tenório Sobrinho, o Pernambuco, mais conhecido como o prefeito dos pobres, nasceu na cidade de Custódia, Estado do Pernambuco, sob o sol inclemente do sertão nordestino, no dia 23 de dezembro de 1922.























