31 de março de 2013

[O Cristo da Paixão Ano III] Entrevista com Helga Nemeczyk



- Qual origem do sobrenome Nemeczyk?

Resposta -Helga - Meu avô pai do meu pai é da República Tcheca, da cidade de Zinik. Ele veio fugindo da Guerra para o Brasil, casou com a minha avó, teve meu pai mais cinco filhos, e eu sou a primeira neta. Sou a mais velha.

- Como surgiu convite para a peça.

R- Através do Humberto Guerra, conheço há alguns anos, na verdade ele fez comigo a primeira peça de teatro que eu fiz na vida. Que na verdade era uma peça com direção do Ivan Martins. Humberto participa também peça, e ai foi assim que a gente se conheceu. Passaram-se uns 15 anos, eu tava em cartaz lá no Shopping da Gávea e ele foi lá, com o Antonio Ysmael, para me convidar para vir para a peça em Custódia. Aceitei de cara o convite. Pois tinha além do amigos, o Ivan e o Ysmael. Já trabalhei bastante com eles.

- Percebi você um pouco envolvida emocionalmente quando apareceu em cena com um bebê.

R- Eu acho que é porque estou chegando na idade de ser mãe. (risos). Fiquei tão emocionada com aquele bebê tão lindinho e quietinho, e eu fiquei com tanta pena dele ali, da luz, no rostinho dele e ele com os olhinhos fechados. Deu uma pena quando o peguei nos braços. Fiquei muito emocionada que chorei. Mas ele é muito fofo, muito bonzinho. Então é por isso que falei que estou com esse instinto maternal se aproximando.

- Foi a primeira vez que você trabalhou no palco com religião?

R- Não, na verdade não porque eu estudei num colégio interno cinco anos da minha vida, e era um colégio evangélico. Então eu tive uma educação evangélica. Minha avó era evangélica. Estudei na Escola Adventista por muito tempo, na escola encenei outras peças religiosas. Mas a Paixão de Cristo em si é a primeira vez.

- Ontem à noite várias pessoas ficaram admiradas com seu desempenho vocal.  Já fez algum musical no palco ou gravação profissional?

R- Muitos musicais. São muitos, vou te falar os mais famosos. Fiz no Rio de Janeiro dois musicais da Broadway, que foi Xanadu e Baby. Textos de autores brasileiros fiz Aurora da Minha vida do Naum Alves de Souza (Link). Direção do próprio do Naum Alves de Souza. Mas versão musical, que eu tive que engordar 14kg, pois interpretava o papel que era a gorda. Agora to fazendo a Revista do Ano, de Tânia Brandão, que a gente ficou em cartaz ano passado e agora vamos reestreiar no Carlos Gomes, que é um musical brasileiro. Teatro musical brasileiro que é um musical do Luiz Antonio Martinez Correia, que é irmão do Zé Celso, com músicas brasileiras de 1870 até 1890, são músicas antigas, quase operetas. Entre outras muitas que eu não vou lembrar.

- Você já pensou em gravar algum cd musical?

R- Pois é, todo mundo me perguntam isso. Mas eu não verdade não pretendo fazer carreira de cantora. Acho uma carreira meio ingrata, eu acho né, pois você tem que escolher um estilo para cantar, ficar seguindo aquele estilo para sempre, montar um personagem, daquela cantora, aquela imagem ali, eu me ia cansar. Ia me cansar de cantar um só estilo, ia me cansar de ser só uma pessoa. Pois isso eu escolhi ser atriz, ai o canto acaba que vai junto. Porque eu aprendi a cantar na Igreja.

- Sei que é difícil acompanhar todo o espetáculo, mas teve alguma cena que emocionou você.

R- Olha eu não acompanhei, realmente não dá, porque a gente fica ali atrás. Eu me emocionei na minha cena inicial com o bebê. Até o final. A cena de Lázaro também é muito bonita. E a Via Crucis e claro a crucificação;

- Fora o Zorra Total, algum outro projeto para 2013?

R- Na TV,  Vou continuar no Zorra Total, pois tenho contrato com eles. Até o final do ano que vem. Temos umas novidades ai este ano, tem o Vem Ai, Vem ai para o Zorra Total também, a gente vai fazer umas coisas novas. No teatro eu continuar fazendo a revista. Vou para Portugal com outro musical que a gente tem, chamado Brasil 70, que ta rolando este ano o Brasil-Portugal, fomos convidados para fazer lá, no Estoril. Vou fazer uma peça também que vai estreiar em maio, chamada SPA, com 3 mulheres vão para um SPA, e que acontece coisas mirabolantes. No segundo semestre, acredito que vá fazer um novo musical do Miguel Falabela, da Broadway to fechando ainda, falta acertar alguns detalhes.

- Fora a peça, o calor e o doce Tambaú, o que você pôde sentir da cidade de Custódia?

R-  Olha a gente não conheceu de verdade praticamente nada, só vai do hotel para o palco. E volta pra cá. Não deu tempo. Mas a galera..... é “Arretada”, né não. Diz ai você que é daqui. O pessoal recebeu a gente muito bem. Bem caloroso. Mais assim o povo aqui tratando a gente muito bem. Muito bem recebido.

- Pelo que soube muita comida também....

R- Muita comidaa. Eita caramba, vou te falar hein.

- Obrigado Helga pelo bate papo. Deixe uma mensagem para os leitores do Blog Custódia Terra Querida.

R- Gente obrigada pela acolhida aqui na cidade de vocês, parabéns pelo evento, por tudo, espero que a cada ano que passe as coisas possam melhorar, ficar maior e trazer mais gente para a cidade, para a cidade também crescer, que acho que é  importante. Beijão para todo mundo e Merda(*).

(*) Antigamente as pessoas chegavam aos teatros em carruagens. Quanto mais carruagens, mais merda os cavalos deixavam nas ruas e calçadas. Assim, muitas pessoas entravam no teatro com os sapatos sujos, de merda, e quanto mais merda deixada nos capachos, mais a casa estaria cheia.
Assim, a expressão “merda” tem o mesmo significado de boa sorte e é sempre usada antes das apresentações. Lembrando que, nunca se deve agradecer com obrigado ou de nada quando alguém lhe desejar “merda”, deve responder apenas “merda” ou ficar calado.

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