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06 junho, 2023

Povoado de Ingá

 


Fotos: Kildere Bezerra

O povoamento do local se deu no início do século XIX, sendo junto com Quitimbu e Samambaia uma das primeiras regiões habitadas de Custódia. Os motivos eram por fazer parte da rota de viajantes e comerciantes e também pelas terras férteis, banhadas pelo rio Cupiti e embelezadas pelas ingazeiras, o que gerou mais tarde iria o nome do local, conhecido como Ingá, fruto das árvores. 

Uma das primeiras famílias a se estalarem na região foram os Figueiredos, que contribuíram bastante para o desenvolvimento. Foi através da promessa de um dos membros que construíram, ainda nas primeiras décadas de 1900, a singela capela de Santa Bárbara. A escola, que atualmente recebe alunos de todo a redondeza, faz homenagem a Manoel Alves Figueiredo, um dos grandes ingaense da história local.

 


Outro nome forte é Antônio Fontino de Souza, Sr. Fonte, um dos responsáveis pela usina desfibradora de caroá, que moveu a economia da região por um longo período e ajudou no crescimento do Ingá, o que contribuiu para que no dia 31 de julho de 1963 fosse elevado a categoria de vila, embora seja comumente chamado de povoado. 

A eletricidade, calçamento, saneamento básico e água encanada alcançou a maioria da população durante o governo municipal do ilustre Djalma Bezerra de Souza, filho do Sr. Fonte, que valorizou não apenas o Ingá, mas diversas localidades da zona rural.
 
 

Apelidada de Vale encantado, o Ingá está a 12 km da sede, e é destaque na área da Cultura, afinal possui a mais antiga quadrilha junina em atividade do nosso município, a Chapéu de Palha, além da tradicional festa de sua padroeira realizada no início do mês de dezembro, que neste ano chega a sua 90º edição. É um ponto de apoio nos segmentos de saúde e educação para os sítios vizinhos como Cacimba Limpa, Pindoba, Serrote das Cinzas, Barreiros e Lambedor.

Através da página Ingá Meu Vale Encantado no Facebook, é possível acompanhar, notícias do povoado, apreciar fotos, Missas, Novenas, Vaquejadas e todo tipo de informação. O responsável pelo trabalho é Kildere Bezerra

Acesse e CURTA a página, para ficar recebendo aviso de atualizações.





08 maio, 2023

A história de Quitimbu... O início!


 

O domínio do atual território onde se situa o município de Custódia foi feito pelo Coronel Luiz de Melo (Dodô), no século XVIII, este território, antes habitado por índios das aldeias de Serra Negra, começou a ser explorado pela localidade de Quitimbu.

Em 1909, Quitimbu formava um núcleo de relativa importância chegando a ser sede de Distrito de Alagoa de Baixo, hoje Sertânia.
 

 
Quitimbu foi o grande pioneiro de viajantes, que passavam por lá.

Comentam que, a feira livre daquele tempo era bastante movimentada na época, muitas pessoas iam a pé, ou de jumento, pois não tinha carro naquela época.

Quitimbu foi o começo de tudo para fundação de Custódia.

De acordo com os mas velhos, o distrito foi crescendo, de forma geográfica, as ruas locais são bem planejadas e foram feitas de forma ordenada.

Hoje, Quitimbu é o 1° distrito sede de Custódia, segundo o último censo feito em 2011 pelo IBGE, tem cerca de 4.105 habitantes. Devendo hoje esse número ser bem maior.

Ainda não se sabe quando Quitimbu foi fundado. Nao existe data exata, pois se comemora na data que as cidades foram emancipadas. A partir de 1909, como mostra a história.

A contar desta data, hoje o distrito estaria completando 109 anos.

Atrativos Histórico Culturais de Quitimbu

Folclore:
Bacamarteiros
Banda de Pífano

Gastronomia Típica:
Beiju
Cocada de Batata de Umbu
Doce de Leite em Corte
Fuba de Milho Pilado
Quebra Queixo
Raizada (Pau Dentro)

Feiras e Mercados:
Feira Livre
Festas Populares e Religiosas:
Festa de Santa Rita

Grupos Folclóricos:
Banda de Pífano Santa Rita
Batalhão de Bacamarteiros do Moxotó
Samba de Coco de Chiquinha Gonçalo

Rezadeiras / Benzedeiras:
Dão da Igreja/ Damião Antônio da Silva
Isaura de Chico Grande
Maria Luiza

Abaixo fotos atuais do nosso Distrito.
Fonte: Quitimbu in Foco Fan Page Facebook
Texto editado e corrigido em 02.09.2019

25 novembro, 2022

04 maio, 2022

História da Samambaia - por Pedro Cezar Bezerra


O nome do lugar era Santa Verônica uma santa dos Escravos negros do cativeiro do Tenente Henrique. A fazenda do Tenente era na estrada que liga Caiçara a Samambaia,hoje Fazenda Poço Escuro, que pertenceu a Artur Preto. o curioso é que esta Fazenda também se Chamava Poço da Cruz e foi mudada por do açude de Ibimirim. A antiga igreja desta santa era ladrinhada de Tijolos sem o uso de cimento. Foi encontrada uma telha, pertencente a esta antiga igreja, datada 1822, Segundo testemunhos de vários que a tiveram nas mãos-Dezim Pacífico e Jeremias da Caiçara.

O que vem a provar que os escravos foram os iniciantes na religiosidade local. o primeiro padre foi Manoel Marques Bacalhau, desde 1877. 

Em 1862, o capitão Joaquim do Rego, lavrou uma escritura de 400 braças de terra que foram doadas ao padroeiro São Sebastião. As terras vão das margens do rio Cupiti até o rio Moxotó. Joaquim do Rego foi o primeiro morador de Samambaia. 


A Usina de caroá de José Vasconcelos, empregava mais de 400 pessoas entre arrancadores, os carreiros carreiros com seus jumentos e carros de bois com duas juntas, fabricados de Pau Ferro em Águas Belas e Alagoas. O caroá era arrancado, transportado e pesado, era frequente alguém perder os dedos na desfibradeiras, caso de Paulino e Isabel. As fibras eram colocadas em fardos e transportadas por Tota, nun caminhão Chevolet, para armazéns da Companhia de caroá de Caruaru, Alias o nome Caruaru origina-se deste feito. 

O armazém em Samambaia foi incendiado acidentalmente por João Pareira, que ao acender o fuzil do fogueteiro para fumar um cigarro, deixou cair as faíscas. Nesse dia, Crespe bezerra Lafaiete, o primeiro gerente da usina, estava cansado e foi chamado pelas sirenes da campanhia. Não houver tanto prejuízo porque tinha seguro de carga. Depois de Crespe, a gerência passou para o velho Jesus. Manoel Luis de Campos, da Cacimba de Baixo, foi quem tirou a madeira para a confecção das tesouras da usina.

Depois dos Vasconcelos, o Dr. Aurélio passou a ser dono, tinha até avião que pousava em terras da casa de Pedro Simão acima. Depois de Aurélio, Numeriano comprou a usina e seus filhos, Aristóteles e Clodoaldo ainda hoje conservam até hoje. No tempo de Numeriano o pesador era Dezim Felipe e depois, Abilio Ferreira da Silva irmão de Lidia Ferreira da Silva Avô de Evanilson Administrador do Site. 

O policiamento era o Coronel Salgado, que vinha do Recife de burro com mais ou menos 10 soldados e percorria Samambaia, Ingá e Quintibu, voltando em seguida para o Recife. Maravilha e Custódia nem existiam.

O primeiro encarregado de samambaia foi o Coronel Joaquim Bezerra, o qual obteve a obediência de todos. A primeira professora foi a dona Aurora, de Buique, trazida por Numeriano em, 1930. Mas antes tinha a Dona Zizi e Dona Eliza mulher de Oiô. O primeiro comerciante podia ser dos Balbino. Antigamente se almoçava de 8 horas da manhã. Sendo que a feira de Samambaia era numa quinta-feira, onde se vendia tapioca e rapadura. Os feirantes almoçavam no hotel de Dona Eliza.

Mas antes da existência desse hotel, havia o da Dona Adelaide. Quilidona era a mulher de Zé Izidoro e colocou um hotel onde depois passou a ser de Chico de Abílio. Era costume comer bolo virado que custava, 1 vintém. Que é o equivalente a 20 reais, com café muido com mel, 100 tustões era 1000 réis. 1 tostão era 100 reais e 5 vinténs era, 1 tostão. 1 pataca era 8 Vintém, Uma rapadura era comprada por, 1 tostão; 250 gramas de café era grãos 400 reis 1 kg de açúcar custava 3 tostões em 1928.

10 tostões depois de, 1930 enquanto o café pulava para 10 "tões" para 1200 réis. O que equivalia a um dia de serviço na roça. Ainda em 1942 surgiu o cruzado antigo. Um escravo preto, com bons dentes e boa saúde físicas, era comprado por 1 conto e 500 réis era considerado muito rico. O bisavô de Dezim Pacífico era dono de senzala e o dinheiro era de ouro. Os correios vinham com a mala nas costas com cadeados, provindo de Floresta para o Rio Branco(Arcoverde). Uma carta poderia demorar mais de 30 dias, pois era transportadas de pé.


O cruzeiro de Samambaia era na frente da igreja enterrado e batido no chão, depois passou para as grandes pedras de Manoel Olímpio. hoje em dia fica no pequeno cercado do popular conhecido por "Pai João" pois reside atras do cruzeiro que é conservado ate hoje.

Em samambaia havia corrida de prado, com cavaleiros devida e orgulhosamente fardados, com calças brancas e camisas vermelhas. O enfrentante era Manoel Simão, irmão de Dona Chiquinha da Caiçara, cantora das novenas das festa religiosas. O melhor cavalo de prado era Vila Bela. Esse evento atraia gente de toda região e cidades vizinhas. Bala Seca e Malambec eram os cavalos que Pedro Cicero (Pedro Vaqueiro) cavalgava, trabalhando para Numeriano. Não havia vaquejada e sim muitas pegas de boi no mato.

Que se tornavam festa de boi visto que havia sanfona, cachaça e muito arrasta-pé. Todo vaqueiro tinha um lenço vermelho no pescoço.



Existiu também uma cavalhada comandada por João de Barro e seus 12 pares, segundo a Dona Josefa Luiz de Souza, esposo de Valdemar da Cacimba de Baixo, essa cavalhada acontecia na vila de Samambaia. Severino era rezador, pedreiro e carpinteiro afamado na Caiçara e região. Já na arte de medicina popular e sem formação educacional, tinha Joaquim Canário, fazedor de garrafadas. Cicero Bezerra era delegado particular de Samambaia. E Pedro Simão era o melhor chamador de Quadrilha da região. 

    João Canário era tocava oito baixos ou harmônico. Era de costume procurar Joaquim Canário para aliviar dores de dentes e outros pequenos problemas. Dona Olindina da Conceição era enfermeira e parteira da região de Caiçara e Samambaia. Sitônio lopes de Mendonça médico veterinario leigo e segundo contam, nenhum animla morreu por causa das suas operaçõs, sempre ponteadas com ponteiras de pinhão e agulha de saco. 

   Os melhores artesão da região pertenciam à família do senhor Dezim Pacífico, do Salgado. Esse mesmo senhor completou 90 anos lúcidos em, 13 de julho de 2002. Junto com Jorge Bezerra de Rezende (Jorge felipe de Samambaia) nascido em, 24 de junho de 1919, foram so principais testemunhos desda História de Samambaia.  

    Mais e mais gente de Samambaia e rigião deviam dar mais împôrtancia ao que os mais velhos falam, pois só assim a história regional será mantida para a prosperidade.     

Trabalho elaborado pelo artista plástico PEDRO CEZAR BEZERRA DO NASCIMENTO, cedido gentilmente para o blog CUSTÓDIA TERRA QUERIDA. Para que mais trabalhos desse porte sejam publicados com mais frequencia no blog, pedimos as pessoas que caso usem o texto em algum trabalho escolar ou acadêmico, cite o nome do autor, pois trata-se de um projeto com muito carinho, e de uma riqueza cultural de grande valor para o município. Parabéns PEDRO CEZAR !!!. Valorize  mais um artista da terra.

Link: http://www.matutogravacoespe.webs.com/

30 julho, 2021

O Ingá completa 59 anos como Vila (Povoado)


Texto e Fotos: Flávio Júlio


O povoamento do local se deu no início do século XIX, sendo junto com Quitimbu e Samambaia uma das primeiras regiões habitadas de Custódia.

Os motivos eram por fazer parte da rota de viajantes e comerciantes e também pelas terras férteis, banhadas pelo rio Cupiti e embelezadas pelas ingazeiras, o que gerou mais tarde iria o nome do local, conhecido como Ingá, fruto das árvores.

Uma das primeiras famílias a se estalarem na região foram os Figueiredos, que contribuíram bastante para o desenvolvimento. Foi através da promessa de um dos membros que construíram, ainda nas primeiras décadas de 1900, a singela capela de Santa Bárbara.

A escola, que atualmente recebe alunos de todo a redondeza, faz homenagem a Manoel Alves Figueiredo, um dos grandes ingaense da história local.

Outro nome forte é Antônio Fontino de Souza, Sr. Fonte, um dos responsáveis pela usina desfibradora de caroá, que moveu a economia da região por um longo período e ajudou no crescimento do Ingá, o que contribuiu para que no dia 31 de julho de 1963 fosse elevado a categoria de vila, embora seja comumente chamado de povoado.

A eletricidade, calçamento, saneamento básico e água encanada alcançou a maioria da população durante o governo municipal do ilustre Djalma Bezerra de Souza, filho do Sr. Fonte, que valorizou não apenas o Ingá, mas diversas localidades da zona rural.

Apelidada de Vale encantado, o Ingá está a 12 km da sede, e é destaque na área da Cultura, afinal possui a mais antiga quadrilha junina em atividade do nosso município, a Chapéu de Palha, além da tradicional festa de sua padroeira realizada no início do mês de dezembro, que neste ano chega a sua 90º edição.

É um ponto de apoio nos segmentos de saúde e educação para os sítios vizinhos como Cacimba Limpa, Pindoba, Serrote das Cinzas, Barreiros e Lambedor.
 
 
Oferecimento

 

14 maio, 2021

Monografia: História do Carvalho - Autora Lupia Carla

Sr. Estácio de Siqueira

No século XVII e XVIII chega ao Brasil, precisamente em Pernambuco o Português Pantaleão de Siqueira acompanhado do Frei Biaquino. Pantaleão de Siqueira casa- se em Jeritaco vem para essas terras habitadas por índios na época se apossa. Suas terras eram de saco grande, a cachoeira que hoje é Caroalina que na época pertencia à Pesqueira até a beira do rio São Francisco, chegando aqui e se apossando das terras juntamente com Frei Biaquino erguem a primeira capela, que era igreja e cemitério, Igreja São Luiz Gonzaga, nessa época só eram enterrados dentro da igreja, senhores de escravos, quem tinham condições ou uma patente; e do lado de fora eram enterrados os escravos e os demais, e hoje ainda tem guardado moinho pequeno dos séculos XII e XIII.


Pequeno moinho do século XVII ou XVIII da época do escravos 

Como padroeiro trouxeram São Luiz da França, sua primeira Diocese foi em Pesqueira algum tempo depois passou para Alagoas de Baixo; hoje Sertânia; e por último Custódia. Nessa capela Frei Biaquino catequizou alguns índios, aqui nasceram os filhos de Pantaleão de Siqueira. Como aqui tinha muitos pés de Carvalho assim foi batizado o sítio Carvalho, mas hoje em dia não existe mais nenhum pé dessa planta, porque a extração dela foi tão grande que terminou acabando, sendo extinta dessa região. 

Pantaleão morre e é enterrado na capela, que de primeiro era no chão batido, se faziam covas rasas perto do altar e enterravam as pessoas que tinham patentes naquela época, mesmo que não fossem militares, eles compravam a patente só para ter mais autoridade.

Baraúna com mais de duzentos anos
Localizada no terreiro da casa de sr. Estácio


Com a morte de seu pai Maria do Ó de Siqueira herda as terras, a partir daí começa a vender e uma boa parte das terras ela doa para o padroeiro São José da Fazenda Santa Cruz, onde hoje é Custódia. 

Era uma época de escravidão, Capitão Lili neto de Pantaleão, era quem tinha muitos escravos, ninguém gostava dele por ele ser muito rígido, era tão do jeito que quando mandava castigar seus escravos, ele mesmo ia até lá e retalhava a bunda deles e jogava sal só por ruindade mesmo, ele era tão ruim que diziam que quando ele morresse nem a terra iria comê-lo.


Igreja foi erguida no século XVII ou XVIII pelos escravos e índios que aqui residiam

Tijolo feito por escravos, cinco vezes maior do que os atuais


Usado para pendurar velas durante festas


Lupia Carla no altar da Igreja


Imagem doada pelo ex-prefeito Belchior


Ao passar dos anos, o Carvalho foi modificando, a Igreja São Luiz Gonzaga, continua em pé apesar dos vários problemas sofridos, há quase 100 anos atrás ainda houve feiras em frente a igreja para que pudesse desenvolver, surgiu uma cidade, mas como ficava fora de rota dos tropeiros acabou não acontecendo. 

A igreja do sítio Carvalho, construída por escravos libertos, vai ser demolida pelas obras da Transnordestinas, e uma escola que fica ao lado da Igreja também será destruída para dar caminho ao desenvolvimento, que os moradores chamam de “desgraça do governo”.


Nova Igreja 

Numa carta comovente, os moradores do sítio do Carvalho contam que a obra da Transnordestina vai destruir um antigo patrimônio quilombola: uma pequena Igreja que foi construída pelos escravos libertos que ali se instalaram. 

Localizada há 10 km do centro de Custódia, sede do município, o sítio Carvalho já conseguiu o reconhecimento como Comunidade Quilombola pela Fundação Cultural Palmares, desde 16 de maio de 2007, conforme publicado no Diário Oficial da União. O reconhecimento, no entanto, não foi seguido do processo de demarcação e titulação do território e assim ainda é chamado de sítio do Carvalho.

Obra da Transnordestina em direção a Igreja

O atraso na demarcação e titulação da terra é mais um empecilho para a permanência da Igreja. “A capelinha não é propriedade da Igreja, é particular e pertence ao proprietário da fazenda”, explica o padre Roberto, pároco de Custódia. 

O antigo proprietário das terras já foi indenizado, mas a comunidade resiste e propõe que o curso das obras seja desviado para impedir a destruição da capela e da escola. Hoje não se sabe direito a idade da Igreja São Luiz Gonzaga, pertencente ao sítio do Carvalho, situada no Município de Custódia/PE tem, sabe-se assim que ele é do século XVII ou XVIII, e com algumas obras acontecendo aqui no nosso Município, como a Transnordestina, vieram vários arqueólogos, fazerem estudos, mas se sabem ou não, eles não dizem a população. Uma coisa que a população gostaria de saber para poder ficar informado da sua cultura, dos seus antepassados, mas uma coisa os arqueólogos juntamente com a população defende, que é contra a demolição da Igreja São Luiz Gonzaga ao qual a Transnordestina quer derrubar, podendo então fazer um desvio.

Sr. Edvaldo e dona Maria (esposa), zeladores da igreja 

Dona Cícera, uma das moradoras antiga do sítio do Carvalho, conta com remorso a situação. Ela diz que seus netos estudam naquela escola. “Tem gente que quer que derrube, mas que construa primeira outra igreja e outra escola. Tem gente que quer que não derrube de jeito nenhum. O casal Edvaldo e Maria (presidente da Associação e zelador da capela São Luiz Gonzaga) é um dos que correm para que as coisas aconteçam da maneira certa, dentro da justiça”, explica. 

Mas uma coisa é justa, a força de Deus juntamente com a população não vai derrubar o que chamamos o começo de nossa história.

Obs: Entrevista com sr. Estacio de Siqueira, o  mais velho morador do Carvalho e com sr. Edvaldo (zelador da igreja), um dos poucos que tenta conservar o que pode a historia do lugar.

Autoria: Lupia Carla Rodrigues Lira


TRANSNORDESTINA – ODEBRECHT 

Transnordestina: moradores de Custódia protestam contra derrubada de capela 

Em um povoado, na Zona Rural de Custódia, no Sertão, a construção da ferrovia Transnordestina tem deixado os moradores apreensivos. No caminho da estrada de ferro, que futuramente vai passar pela região, está a capela São Luiz Gonzaga do sítio do Carvalho. Há mais de um ano é registrado o drama dos moradores. A capela é uma das principais relíquias dessas pessoas. Ela foi construída há três séculos. 

O local chama-se sítio do Carvalho. Dona Maria das Dores, descendente de quilombolas, de 92 anos, é devota de São Luiz Gonzaga. Enquanto pôde, frequentou muito a capelinha da comunidade. 

Segundo historiadores, os moradores do local são descendentes de escravos e portugueses. As terras onde fica a capela pertenceram ao desbravador português Pantaleão Siqueira. Foi ele quem doou o terreno pra que os negros construíssem o templo, que tem cerca de três séculos. Para continuar com as obras da Transnordestina, inicialmente, a idéia foi demolir a capela. Mas, os moradores se mobilizaram e denunciaram a situação ao Ministério Público Federal. 

Após a denúncia, as obras estão paradas no local. O MPF (Ministério Público Federal) fez uma recomendação a empresa responsável pelo trecho da Transnordestina. A recomendação é para que o projeto sofra alterações e a capela continue de pé. 


Portaria de Instauração de Inquérito Civil Público nº 17 - 2ºOF 


O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL fundamentado no art. 129, III, da Constituição da República c/c ao art. 6º, VII e 7º, I da Lei Complementar nº 75/93 e art. 8º, §1º, da Lei nº 7.347/1985 e de acordo com as Resoluções nº 87/06/CSMPF e nº 23/07/CNMP, resolve converter o presente procedimento administrativo nº 1.26.003.000064/2010-07 - instaurado para apurar notícia de iminente demolição da Igreja São Luiz Gonzaga, pertencente ao sítio do Carvalho, situada no Município de Custódia/PE, através das obras da Transnordestina, executada pela Empresa Odebrecht -, em INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO, haja vista que o sobredito procedimento foi instaurado há mais de 180 (cento e oitenta) dias (Art. 2º, § 6º, da Resolução nº 23/2001 CNMP), sem que tenham sido finalizadas as apurações, as quais, todavia devem ser complementadas. 

Assim, determina: 

a) Registro e autuação da presente Portaria juntamente com o procedimento administrativo nº 1.26.003.000064/2010-07, pelo Setor Jurídico, nos sistemas de informação adotados pelo Ministério Público Federal, como ''Inquérito Civil Público'', vinculado à 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, registrando-se como seu objeto: ''apurar notícia de iminente demolição da Igreja São Luiz Gonzaga, pertencente ao sítio do Carvalho, situada no Município de Custódia/PE, através das obras da Transnordestina, executada pela Empresa Odebrecht''. 

b) Remessa, no prazo de 10 (dez) dias, de cópia da presente portaria à 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, nos termos do art. 6º, da Resolução nº 87, Resolução nº 23 CNMP e art. 16, § 1º, I, Resolução nº 87 CSMPF; 

1. fixação da presente portaria, pelo prazo de 10 (dez) dias, no quadro de avisos da recepção da Procuradoria da República Pólo Serra Talhada – Salgueiro (art. 4º, VI, Resolução nº 23 CNMP). 

Serra Talhada/PE, 12 de maio de 2011. RODRIGO GOMES TEIXEIRA Procurador da República 

OBS: Inquérito que foi instaurado, pois a população local não aceita que derrubada da Igreja , afinal é uma das nossas poucas relíquias que temos.

(*) Matéria exclusiva do Blog Custódia, usar apenas sob consulta.

13 maio, 2013

Facebook: Ingá Meu Vale Encantado


Praça Pública do Ingá

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Dia amanhecendo no Ingá


 
Fotos Kildere Bezerra

20 janeiro, 2013

Festa de São Sebastião em Samambaia


fotos: Prefeitura Municipal de Custódia

Samambaia celebrou neste último final de semana, a tradicional Festa de São Sebastião.