10 de fevereiro de 2012

Pizzacustíca



Evento: PIZZACÚSTICA
Data: 11 de fevereiro de 2012.
Horário: 20H
Local: Pizzaria Forno de Ouro, Praça Padre Leão, Centro.

Eis a composição da nossa primeira PIZZACÚSTICA:

Leonardo Alves (voz)
Wivyane Lima (voz e violão)
Arthur Marinho (violão)
Tiago Yones (violão)
+ algumas surpresas

E pra sentir o gostinho dessa pizza, confiram:

IV Baile Municipal de Custódia


Dia 11 de Fevereiro, na Quadra do Colégio Municipal Ernesto Queiroz, acontece o IV BAILE MUNICIPAL DE CUSTÓDIA, com a presença da ORQUESTRA ANOS DOURADOS. Haverá concurso de Fantasias com premiação. Escolha de Rei e Rainha do Baile. Não deixe de participar. Faça sua fantasia e caia na folia.

Bloco das Virgens 2012


No próximo domingo teremos o tradicional BLOCO DAS VIRGENS, ano 9, a partir das 14h com concentração na casa de shows TERREIRO DE CASA e após desfile pelas principais ruas da cidade.

[Vídeos] Carnaval 2012 em Custódia (Prévia)

Foi dado o pontapé inicial ao Carnaval 2012 de Custódia, com desfile organizado pela Casa das Juventudes da cidade. Trajeto da Rodoviária até a Praça Padre Leão. No vídeo, o conceituado Grupo Luar do Sertão.


Filmagem de Raquel Santos da prévia da abertura do Carnaval 2012 em Custódia.

8 de fevereiro de 2012

Retalhos de Lembranças por Zé Melo - III PARTE

por Zé Melo

ARRIBANDO

            Mais ou menos uma hora da madrugada. Zeca é acordado pela mãe, e levado até a pequena sala de visitas, sob a luz amarelada de um candeeiro. Ela explica que seu pai estará viajando para longe, e é preciso se despedir.

Sem compreender a razão daquela viagem, Zeca nos seus inocentes cinco anos tem mais vontade é de voltar a dormir. Sua cabeça ainda não poderia compreender que aquela viagem, antes de viagem era mais uma fuga. Uma fuga da crise que permanentemente assolava aquele seu pequenino mundo, que se resumia a sua pequena casa, na rua de acesso ao centro da cidadezinha acanhada que era Alvorada da década de cinquenta.

            Só dias depois é que Zeca entendia aquilo. A bodega se resumia a quatro garrafas empoeiradas sobre a prateleira quaze vazia, a balança enferrujada, enfim, um cenário de penúria que se abatia naquele pequeno estabelecimento comercial tão típico das pequenas cidades sertanejas.

            Em casa, praticamente nada. A velha petisqueira, com espelhos desgastados pelo tempo abrigavam alguns copos, poucas chícaras e pratos. A mesa descoberta. Cadeiras que já pediam aposentadoria há muito tempo. Na sala de visitas, apenas algumas fotografias ampliadas, com retoques feitos gosseiramente, um pequeno rádio elétrico encimando uma pequena prateleira a que chamavam de Atajé, algumas cadeiras envernizadas circundando uma pequena mesa de centro cuidadosamente forrada por minúscula toalha feita de renda branca.

Praticamente mais nada restou de lembranças daquela fase. Apenas o dia em que o empregado da loja de eletrodomésticos ao cobrar e não receber as prestações do pequeno rádio, o levou para sempre.

E como se acordasse de um sonho esquecido, Zeca se vê agora na casa do Avô materno, no sítio Estrada Nova, na Serra da  Xícara,  pés descalços, calça segurada por suspensórios feitos do mesmo tecido da calça, sem camisa, correndo pelo terreiro do velho casarão. Sempre as manhãs, acompanhava o avô ao curral, para observar a ordenha, ou como o velho Juvêncio dizia, olhar  ele “ tirar” o leite das poucas vacas, mansas, que pacientemente aguardavam o final da ordenha, quando o bezerro que se mantivera preso à sua pata dianteira esquerda, era solto e, faminto, dava verdadeiros socos com a cabeça no úbere da vaca, em busca do pouco leite que sobrara.


A TRISTE PARTIDA 

        Novo retorno no tempo e Zeca agora se vê montado em um burro, cheio de tralhas, malas e trouxas de roupas, junto a outros animais guiados pelo tropeiro conhecido por Servo, saindo da Serra da Chícara com destino a Alvorada. Lá, junto aos irmãos, Giba e Nonô, ajudando a mãe e o pai, carregando malas e trouxas, para um veículo fascinante, jamais visto por eles naquelas bandas. Era um ônibus de cor marron, com a parte de trás totalmente coberta de poeira vermelha das estradas sertanejas. Estão na cidade e se preparam para embarcar com destino ao Sul. Precisamente para a cidade de Capivari, no interior de São Paulo. A bagagem maior é colocada no bagageiro do veículo, sobre o teto do mesmo. Apenas algumas peças de roupa, algumas cobertas, a quartinha com água e a lata que contém parte da alimentação que será usada na longa jornada: galinha assada, farofa e arroz. E tem início a verdadeira aventura que era uma viagem do Sertão nordestino ao Estado de São Paulo, naqueles tempos. Sol de rachar, a poeira avermelhada da estrada encobrindo as roupas simples dos passageiros. Muito calor, cansaço, noites mal dormidas sob o Ônibus. Sequer lembra a quantidade de dias – sim, dias mesmo, que passaram na estrada cheia de poeira, até finalmente chegarem a uma cidade mineira, onde a partir de então a viagem prosseguiria de trem, meio de transporte jamais visto por ele e seus irmãos. Já não havia a poeira a incomodar, e ao invés do calor um frio irritante além do barulho da velha maria fumaça. 

Desembarcam na cidade de Capivarí, interior de São Paulo. E nova vida se vislumbra para Zeca, seus irmãos, sua mãe, enfim, para aquela família sertaneja expulsa de sua terra pela seca malvada. 

Agora sim, sua memória recorda com nítida perfeição, a sua nova moradia, a cidade, Capivari, o Rio Lavapés, que cortava a cidade. A estação do trem, o enorme canavial de Seu Santino, que ficava por traz de casa. Casa que Zeca tem fotografada na memória: de frente para o poente, recuada, com um janelão na parte da frente, onde ficava um quarto, a porta lateral que dava acesso à sala de visitas e à casa como um todo. Em seguida outro quarto, a cozinha, e lá por trás da casa, o imenso canavial separado apenas pelo terreiro de terra vermelha. Ao lado, a “casinha”, que servia coletivamente a cerca de 05 casas vizinhas. No lado esquerdo da casa, vizinhos que eram do Norte também, como chamavam a todos os nordestinos. Á esquerda, uma casa bem maior, que abrigava um família numerosa. Recorda que o chefe daquela família era um “artista”: tocava viola e cantava modinhas caipiras. Formavam a dupla Severo e Severiano. Quem era mesmo o dono da casa? Severo, ou Severiano? Não consegue lembrar. Apenas que se quedava extasiado com os acordes da viola caipira, nas noites em que a dupla fazia seus ensaios. 

A vida era de uma rotina que só as crianças podem suportar. Acordar cedinho, com o cortante frio paulista, aguardando a passagem do entregador de pães e de leite. Brincar até abusar, no terreiro de trás ou no oitão da casa, e o pior, tomar aquele banho gelado que era um verdadeiro martírio para quem era acostumado ao calor do sertão nordestino. Por mais que a água estivesse morna, ao final batia-se o queixo por um longo tempo. E aguardar o fim de semana, quando o seu pai vinha do trabalho distante, como vigia de uma obra na zona rural. 

O Rio Lavapés, que passava por tráz da casinha onde moravam, era preocupação constante de Nina, a mãe de Zeca, temerosa de que algum acidente acontecesse. Zeca certa vez empreendeu uma verdadeira aventura, saindo escondido e pegando carona em uma canoa percorreu bom pedaço do rio, tomando a inevitável surra na volta, horas depois. Outra estripolia que Zeca vez por outra lembra, e ainda se choca com as consequências que poderiam ter ocorrido, foi na “ casinha” . Não havia bacia sanitária, e a construção era bastante rústica. O piso de madeira continha um buraco quadrado, onde eram feitas as necessidades. Pois o Zeca certa feita olhou aquela escuridão lá dentro, botou as pernas e desceu até a cintura prá ver se seus pés atingiriam o chão. Ainda bem que desistiu logo e saiu ileso. 

Certa vez Tonho, o pai, levou Zeca com ele, pois iria trabalhar apenas um dia e retornaria no dia seguinte. Animado com a novidade, Zeca se preparou como pode. Mas a experiência não foi nada agradável. No meio do mato, o abrigo era um barracão de madeira, coberta de zinco, e o frio que sentiu naquela noite o desencorajou a voltar aquele local.


 IMAGEM NÍTIDA 

            Agora sim, sua memória recorda com nítida perfeição, a sua nova moradia, a cidade, Capivari, o Rio Lavapés, que cortava a cidade. A estação do trem, o enorme canavial de Seu Santino, que ficava por traz de casa. Casa que Zeca tem fotografada na memória: de frente para o poente, recuada, com um janelão na parte da frente, onde ficava um quarto, a porta lateral que dava acesso à sala de visitas e à casa como um todo. Em seguida outro quarto, a cozinha, e lá por tráz da casa, o imenso canavial separado apenas pelo terreiro de terra vermelha. Ao lado, a “casinha”, que servia coletivamente a cerca de 05 casas vizinhas. No lado esquerdo da casa, vizinhos que eram do Norte também, como chamavam a todos nós nordestinos. Á esquerda, uma casa bem maior, que abrigava um família numerosa. Recorda que o chefe daquela família era um “artista”: tocava viola e cantava modinhas caipiras. Formavam a dupla Severo e Severiano. Quem era mesmo o dono da casa? Severo, ou Severiano? Não consegue lembrar. Apenas que se quedava extasiado com os acordes da viola caipira, nas noites em que a dupla fazia seus ensaios.

A vida era de uma rotina que só as crianças podem suportar. Acordar cedinho, aguardando a passagem do entregador de pães e de leite. Brincar até abusar, no terreiro de tráz ou no oitão da casa, e o pior, tomar aquele banho gelado que era um verdadeiro martírio para quem era acostumado ao calor do sertão nordestino. Por mais que a água estivesse morna, ao final batia-se o queixo por um longo tempo. E aguardar o fim de semana, quando o seu pai vinha do trabalho distante, como vigia de uma obra na zona rural.

O Rio Lavapés, que passava por tráz da casinha onde morávamos, era preocupação constante de Nina, a mãe de Zeca, temerosa de que algum acidente acontecesse. Zeca certa vez empreendeu uma verdadeira aventura, saindo escondido e pegando carona em uma canoa percorreu bom pedaço do rio, tomando a inevitável surra na volta, horas depois. Outra estripolia que Zeca vez por outra lembra, e ainda se choca com as consequencias que poderiam ter ocorrido, foi na “ casinha” . Não havia bacia sanitária, e a construção era bastante rústica. O piso de madeira continha um buraco quadrado, onde eram feitas as necessidades. Pois o Zeca certa feita olhou aquela escuridão lá dentro, botou as pernas e desceu até a cintuda prá ver se seus pés atingiriam o chao. Ainda bem que desistiu logo e saiu ileso.

Certa vez Tonho, o pai, levou Zeca com ele, pois iria trabalhar apenas um dia e retornaria no dia seguinte. Animado com a novidade, Zeca se preparou como pode. Mas a experiência não foi nada agradável. No meio do mato, o abrigo era um barracão de madeira, coberta de zinco, e o frio que sentiu naquela noite o desencorajou a voltar aquele local.

De qualquer forma as coisas estavam bem melhores para Zeca e sua família. Com os irmãos tiveram até o luxo de ganhar um presente – inimaginável nas condições de sua terra. Um velocípede, orgulho dos três peraltas que a partir de então não viam as horas passar, sempre brincando e brigando pelo brinquedo. Interessante é que ele e seus irmãos na sua inocência de criancinhas pequenas – seis, quatro e três anos respectivamente, arrumaram uma forma prática de se comunicar. Não se sabe porque cada um era um número. Assim, Zeca, o mais Velho, era “Um” , Giba, o segundo, era “Dois”, enquanto que o mais novo, Nonô era “Três”. E só se tratavam por esses números.

- Mamãe, “Dois” tá dando em mim!
- É mentira, mamãe, foi “Um”!

E assim a vida ia passando, calmamente, com o Tonho sempre trabalhando, Nina, sua mulher cuidando das crianças e da casa, e as crianças apenas brincando. De novidade, apenas a chegada de mais uma criança, Maria, apelidade Nenê, branquinha, de olhos azuis como a sua avó materna.

Algum tempo depois, chega do longínquo sertão nordestino, um tio de Zeca, Mário, irmão de sua mãe. É uma verdadeira festa.

Trabalhador braçal disposto, diferente de Tonho, que era mais afeito ao comércio e outras atividades mais “ maneiras”, Mário logo se adaptou ao trabalho e com algum tempo também veio buscar a família no norte, como se dizia lá por São Paulo. E a vida prosseguia, apenas marcada pelas diversas vezes em que Zeca, um pouquinho maior que seus irmãos surpreendia sua mãe, Nina chorando. Perguntava sempre o que havia e a resposta era uma só: saudade dos pais, da terra, da casa, enfim, de suas raízes.



CONTINUA...

7 de fevereiro de 2012

Aniversário 50 anos de Flávia Epaminondas


A Festa em comemoração aos 50 anos de Flávia realizada no dia 21 de janeiro de 2012, aconteceu num Sábado marcado pela explosão de contentamento. Flávia proporcionou a todos uma festa grandiosa, rica nos mínimos detalhes desde o atendimento, bem estar e um ambiente onde todos foram levados a reviver os Anos 80. 

A reprise viva do antigo Casarão fez com que todos pudessem curtir e dançar as músicas da época e reviver momentos até então apenas lembrados. Parece que as lembranças de um a época tornaram-se reais e cada um pode reviver as musicas que marcaram suas vidas, suas histórias. Sejam que, sozinhos ou com seus pares. 

Além do requinte e da qualidade houve uma explosão maior de alegria, de amizade, de felicidade! Flávia na comemoração dos seus Cinquenta Anos, não apenas nos deu a passagem, mas nos colocou numa viagem de volta a nossa adolescência e acredito ainda estamos todos meio que embriagados pela emoção de reviver tudo que revivemos.


Flávia nos proporcionou um grande encontro de Amigos do Ginásio, antigo Pe. Leão. Dos amigos que sentavam na calçada da Igreja a nossa Matriz de São José. Dos Amigos que se divertiam nas noites dançante do Casarão sob o cuidado do dono e nosso amigo Lourival. A época de uma juventude não transviada mais que vivia muito feliz. 

E num caminho de volta registra-se no dia 21/01/12 um resgate, o maior encontro que todos poderiam ter na vida, o encontro com o nosso passado mais fortalecido pelo simples prazer de continuar amigos. 

A felicidade estampada em cada rosto fez de cada sorriso o abraço aconchegado da volta. Tomo a liberdade de falar em nome de todos. Os amigos de ontem que permanecem amigos hoje. Os amigos de hoje que não viveram os anos 80 e que se fizeram presentes. Os Pais dos amigos. Os filhos dos amigos e os novos amigos que Inês vem puxando para o seu Bloco a cada dia da sua vida. 



Todos tornaram essa festa linda! 

Mas, isso tudo, esse encontro de gerações como faz parte da sua história de vida, raça e alegria e desse seu eterno caminhar. E sabemos que você vai seguir assim, exatamente como você é. Digna de tudo. Você passa por essa vida, vivendo. Sua casa é imensa, seu coração é maior ainda é o quintal, é o jardim dessa casa. 

E sabemos que muito mais caberão ainda nessa casa, nesse quintal e nesse jardim que é a sua vida. 

Você é íntegra, é solidária, é companheira, amiga dos amigos. 
Você é intensa e tamanha comemoração não poderia ser diferente. 

Que Deus lhe cuide lhe guarde e proteja em todos os momentos. Sua companhia e alegria vai nos acompanhar sempre. 

Você é amiga, você ama incondicionalmente, você vive! 
E o melhor de tudo é saber que fazemos parte dessa história e dessa festa. 

Parabéns: 

Da sua família, 
Dos seus amigos de ontem, de hoje, de sempre! 

Elba Feitosa. 
Borda da Mata, 29/01/2012. 



Homenagem: Para Cleide Azevedo


Para uma amiga muito especial. 
Em sua curta passagem em nosso mundo. Saudades fraternas!
Homenagem de Aldino Felix para Cleide Azevedo.

Abílio José Duarte - por Marlos Duarte


Por Antônio Marlos Duarte

A história desse homem reflete-se na importância de explorar a memória da família e também da sua cidade, Custódia. Meu avô nasceu no ano de 1888: ano da abolição da escravatura. Percebe-se que o meu avô nasceu algumas décadas antes da emancipação de Custódia como município. Abílio José Duarte nasceu em Cacimba Limpa e foi criado pelo tio José Josino em São João do Leite. Seus pais moravam em Palmeiras dos Índios, no estado de Alagoas, e, por motivos desconhecidos por mim, não criaram meu avô. Vivendo nessa região a sua infância, meu avô foi criado num contexto de bucólico, de fazendas e de sítios. Tendo fazendas para se dedicar a cuidar (visto que seu tio era dono de terras), meu avô sonhava em ser vaqueiro... e foi. Tornou-se o vaqueiro do sítio de seu tio-pai.

Meu avô cresceu e virou o que ele sempre quis na infância: vaqueiro. Num dia, em que corria pelas fazendas que fora criado, Abílio José Duarte corria em alta velocidade com o seu cavalo quando não viu um buraco enorme. Não conseguindo "frear" o cavalo, caiu e ficou, como se diz na nossa linguagem típica, "corcunda". Ele ficou assim até o último dia de sua vida. Com o acidente, deixou de ser vaqueiro para ser outras coisas. Casou-se anos depois com a sua primeira mulher - Enedina Leite - , a qual morreu após uma série de complicações após um parto. Ela deixou filhos, tios meus que já morreram - Joanita, Zezito (Rock Lane), mas outros continuam vivos como Tia Neta e Irene. Passado alguns anos de "viuvez", casou-se novamente. Casou com a jovem Juvina Alves Figueredo, minha avó, a qual permaneceu com o meu avó até o seu último dia de vida. Com ela, teve oito filhos: Gilda, Djanira, Josa, Afonso, João, José, Dorinha e Magaly, esta última minha mãe.

Como Oficial de Justiça, meu avô pregou a Justiça sempre, nunca se subjugando a subornos ou coisas do ramo. Por várias vezes, pessoas que queriam ser privilegiadas em divisões de terras, em heranças, tentavam subornar meu avô querendo "dar um bônus", caso meu avô aumentasse suas posses. Meu avô nunca aceitou a ideia de ser um qualquer corrupto da justiça, sendo reconhecido por todos. Já escutei várias histórias sobre pessoas que hoje são idosas e que, quando jovens, conheceram meu avô e me falaram sobre isso. Sempre escutei histórias sobre Abílio José Duarte como um homem digno, honesto, entendido, inteligente, sábio... incorruptível.

Na Justiça, meu avó já passou por muita coisa como o caso, que sempre escuto com muita frequência, da insistência de Lampião em enfrentar o meu avô. O tio que criou o meu avô gostava muito de Lampião, dando comida e abrigo quando os cangaceiros vinham a Custódia. Meu avô, ao contrário do seu tio-pai, nunca gostou de Lampião e vivia reclamando quando o anti-herói ia se abrigar na casa que fora criado. Lampião soube desse "mal-estar" e passou a afrontar o meu avô, mandando ameaças. Dizem que, quando Lampião chegava em Custódia, meu avô corria. Quando Lampião o ameaçava, ele viajava para outros lugares, inesperadamente. Eu disse que ele era incorruptível, não corajoso com cangaceiros! Enfim, todos os homens têm suas fraquezas... e meu avô não seria diferente! (risos)

Já aposentado, meu avô criava em sua casa um papagaio muito ciumento, que só queria a atenção dele e de mais ninguém da casa. A minha tia ensinava palavrões ao papagaio. Após dias da morte do meu avô, ele também morreu. Eram inseparáveis dentro de casa. Enquanto vivia nessa vida de aposentado, meu avô tinha uma rotina: durante a manhã, caminhava em direção ao Cruzeiro, onde tinha alguns parentes que ia visitar; durante a tarde escrevia muito e, a noite, vivia em casa. Meu avô fez um livro autobiográfico, que se encontra com minha tia, que mora no Estado do Rio de Janeiro. Diversas prosas pequenas meu avô escrevia, todos os dias. Além disso, meu avô era "consultor político". Muitas pessoas iam na casa dele para saber em quem ele iria votar, para votar no mesmo candidato, visto que todos julgavam meu avô "entendido". Quem não gostava desses "conselhos políticos" era a minha avó, que sempre dizia: "Abílio, esse povo só vem na hora do almoço, é? Abílio, deixa de ser besta... esse povo só vem para cá comer!!!" (risos)

Em uma de suas manhãs, foi caminhar e, mais ou menos, de frente onde hoje é a Tambaú (na época era o Posto Texaco) teve o seu destino cruzado com o de uma moça que estava aprendendo a dirigir carro. Inesperadamente, ela atropelou o meu avô, que não resistiu às lesões e faleceu. Era 15 de Dezembro de 1972. Meu avô tinha 84 anos e deixou filhos e a minha avó, que ainda tinha 50 anos na época (hoje, minha avó - Juvina Alves Duarte - tem 89 anos e completará 90 anos no dia 22 de Março). Em 2012, completa-se 40 anos da morte do "Abílio Corcunda", da morte de um homem de caráter incontestável, de índole, de firmeza de ideias, de pensamento e de sonhos. Existe uma rua com o nome "Rua Abílio José Duarte", que fica perto da CIOSAC, na entrada do Bairro Mandacaru.

Foi uma satisfação muito grande compartilhar, mesmo que tão pouco, a história de um homem de ideais. Tenho orgulho de ser neto dele, porque, quando se é adolescente, sempre nós procuramos a quem seguir em pensamento, vendo as histórias de seus heróis. Encontrei, além do meu pai, um outro herói na minha família: uma homem de Justiça e de sabedoria paterna. Encontrei um herói querido por todos na sua vizinhança e na sua cidade. Encontrei um herói paciente e que não guardava mágoas de ninguém. Encontrei a história de um incorruptível, de um cidadão, de um homem real e ideal. Encontrei a história de Abílio José Duarte. 

Publicado no (blogdotoiim.blogspot.com)

6 de fevereiro de 2012

Programação CARNAVAL 2012 de CUSTÓDIA


DE 05 a 25 de Fevereiro CARNAVAL DAS TRADIÇÕES!!!

DIA 05/02 - A FOLIANÇA - CONCENTRAÇÃO AS 15:00h NO PÁTIO DA RODIVARIA

DIA 10/02 - BLOCO SÓ SOBROU NÓS - CONCENTRAÇÃO AS 15:00h NA CASA DE BERG LIRA

DIA 11/02 - BAILE MUNICIPAL - AS 21:00h NA QUADRA DO ERNESTO QUEIROZ

DIA 12/02 - BLOCO DAS VIRGENS - CONCENTRAÇÃO AS 14:00h NO PÁTIO DA RODOVIÁRIA

DIA 18/02 - BLOCO PINDOBÃO FOLIA - CONCETRAÇÃO AS 09:00h NA PINDOBA NOVA

DIA 18/02 - BLOCO SÓ SOBROU NÓS - CONCENTRAÇÃO AS 15:00h NA CASA DE BERG LIRA

DIA 19/02 - BLOCO DA VASSOURA COM OS GARIS - AS 09:00h BAIRRO DO CRUZEIRO

DIA 19/02 - BLOCO ARROXA O NÓ - CONCENTRAÇÃO AS 19:00h NA CASA DE GALDINO 

DIA 20/02 - BLOCO DO BAIRRO MATADOURO - CONCENTRAÇÃO AS 09:00h NO BAR DE NEGO.

DIA 20/02 - BLOCO DA RUA DA VÁRZEA - CONCETRAÇÃO AS 20:00h EM FRONTE AO MERCADO PÚBLICO

DIA 21/02 - BLOCO DA VILA DA COHAB - CONCENTRAÇÃO AS 09:00h EM FRONTE A BELA "ACADEMIA DAS CIDADES".

DIA 21/02 - BLOCO DA REDENÇÃO - CONCENTRAÇÃO AS 15:00h EM FRONTE AO BAR 20TV

E ENCERRANDO O CARNAVAL DA NOSSA GENTE

DIA 25/02 - O BLOCO DA RESSACA AONDE TODOS OS BLOCOS SE UNIRÃO E SAIRÃO EM ARRASTÃO PELAS AS PRINCIPAIS RUAS DAS CIDADE - CONCENTRAÇÃO NO BAIRRO DA RODOVIÁRIA A PARTIR DAS 14:00h.

- COM ORQUESTRAS, CARRO DE SOM, BONECOS GIGANTES, APRESENTAÇÕES CULTURAIS E TUDO QUE SÓ A NOSSA GENTE SABE FAZER.

Fonte: CUSTÓDIA FM 88,5 MHz

4 de fevereiro de 2012

Leônia Simões - Não Adianta Reclamar


Caríssimos,

Estou enviando a música de carnaval que fiz em 2009, em homenagem aos blocos de Recife e Olinda. Pois, além de ser uma apaixonada, incondicional , pela riqueza cultural do nosso Estado e desse imenso Brasil, adoro cantar, exercitar minha criatividade e, sobretudo, trazer alegria prá pessoas.

A gravação foi feita em casa, acompanhada por Plínio Fabrício (meu sobrinho) no violão, que em seguida, colocou num desses programas da internet que passa a ser o próprio estúdio de gravação. O resultado, vocês podem conferir pelo Link abaixo ou pelo facebook. 

Um abraço cheio de confete e serpentinas!!!

Carinhosamente,

Leônia 

http://soundcloud.com/le-nia-sim-es/sets/le-nia-sim-es-n-o-adianta

Cultura Livre nas Feiras: Luar do Sertão


Vídeo produzido a partir de algumas imagens capturadas durante a realização do Projeto Cultura Livre nas Feiras no dia 30 de janeiro de 2011 em Custódia-PE.

Por Raquel Santos

Grande Mercado da Cultura Livre - Por Raquel Santos



Por Raquel Santos
Fotos: Pablo Murilo

Feira é lugar de encontrar pessoas, frutas frescas, roupas, comer pastel, tomar caldo de cana. É também espaço de escutar sons urbanos, de ouvir o vendedor chamando seus clientes para provarem e escolherem seus produtos. Lugar de tudo e todo tipo de gente. Em Custódia, a feira livre é um grande mercado de rua que acontece todas as segundas-feiras onde principalmente a população da zona rural abastece suas casas e resolve pendências em bancos e clínicas médicas. Na última realizada ontem (30), o público pode presenciar uma novidade: o projeto “Cultura Livre nas Feiras”. 

Uma iniciativa da Secretaria de Cultura de Pernambuco através da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) que tem por objetivo valorizar a linguagem dos artistas populares que atuam nas feiras livres de várias cidades do interior. Cerca de cinquenta municípios integram o levantamento que está sendo realizado pelos técnicos da Fundarpe nas quatro macrorregiões do estado – Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão. 





Em Custódia, quatro atrações proporcionaram a Feira mais cores, tradição, música e alegria. A primeira delas a se apresentar foi à trupe de palhaços Treloso, Trelosinho e Fumaça que no meio dos corredores das barracas animavam e ajudavam os feirantes a venderem suas mercadorias. Em seguida, um cortejo de maracatu convidava as pessoas para conhecerem o grupo “Luar do Sertão”. Outra apresentação com artistas locais foi a de Netinho, um garoto de 16 anos que toca como um mestre a sua sanfona. Para encerrar, o sanfoneiro Eduardo fez alguns tímidos mostrarem movimentos de dança com seu forro pé de serra. Vida longa ao projeto “Cultura Livre nas Feiras”.


29 de janeiro de 2012

Lembranças apagadas - por Paulo Peterson


O blog Custódia Terra Querida cada vez mais, têm sido o local para os saudosistas de plantão, possam rever e relatar através de textos e fotos, lembranças de outrora, de uma época que não volta mais. Pouco tempo atrás, vários comentaram foram feitos com indignação pela reforma e retirada da escadaria na Igreja Matriz. Local de grande recordação para muitas gerações.

Outro dia, conversando com o colaborador e blogueiro Carlos Lopes,  ele comentava justamente as mudanças que o progresso vem fazendo nas fachadas e paisagens de nosso município. A destruição de uma residência tradicional(foto) ao lado da Igreja Matriz, há um tempo atrás, apagou mais uma residência marcante do nosso passado.

E assim vamos vivendo...

Paulo Peterson


Final da Enquete: Origem do nome de Custódia


Chegou ao final mais uma enquete realizada pelo Blog Custódia Terra Querida. A primeira foi a escolha do novo modelo para Praça Ernesto Queiroz. A segunda perguntou "Qual versão sobre a origem de Custódia é a verdadeira para você?"

A primeira opção: Dona Custódia (183 votos - 74%), e Padres Jesuítas (63 votos - 25%). Comente o resultado e a enquete.

A próxima enquete será: "Foi correto a decisão de proibir som automotivo em bares?"

Dê a sua opinião votando, e comentando nos comentários do blog.

28 de janeiro de 2012

Rio S. Francisco bloqueia passagem de comunidades de Custódia




O trecho do lote 11 das obras bloqueou a estrada de mais de 200 anos que servia de acesso para a cidade. Segundo os moradores, a promessa inicial era de que aqui seria feito um túnel para não comprometer a passagem


Quando concluída, a transposição do rio vai beneficiar mais de 12 milhões de nordestinos que vivem no semiárido. Só que, por enquanto, o projeto orçado em mais de R$ 6,5 bilhões, tem sido causa de transtornos para 200 famílias de seis comunidades rurais de Custódia.

O trecho do lote 11 das obras bloqueou a estrada de mais de 200 anos que servia de acesso para a cidade. Segundo os moradores, a promessa inicial era de que aqui seria feito um túnel para não comprometer a passagem de veículos e animais.

Um paredão, do tamanho de um prédio de três andares, base para a colocação das placas de concreto do canal, foi terminado, mas o túnel não foi incluído no projeto. Agora, criadores e agricultores precisam pegar um longo desvio.

Anteriormente, o percurso até Custódia era de 30 km. Com as atuais condições, os habitantes são forçados a percorrer o dobro da distância.

Os moradores das comunidades encaminharam denúncia ao Ministério Público Federal e ao Ministério da Integração Nacional. De acordo com eles, o problema pode piorar com o início do período chuvoso. É que com a cheia do Rio Moxotó, ficariam sem saída, já que até o desvio, também seria comprometido.

Os moradores se reuniram para discutir a situação. Estão sendo prejudicados estudantes, agricultores que fazem o transporte da produção para a cidade, além dos criadores que precisam levar o gado das áreas de pastagem para os currais.

As famílias também temem que as obras da transnordestina  acabem avançando para a estrada, reduzindo ainda mais o espaço para trafegarem pelas comunidades. Eles reivindicam uma oportunidade de dialogar.

Sobre o problema,  hoje, representantes do Ministério da Integração Nacional visitaram as áreas mostradas na reportagem e prometeram fazer um levantamento da situação. Até março, devem apresentar uma solução para os moradores.

por Franklin Portugal


Araripina/Custódia - Campeonato Pernambucano 2011


Durante o Campeonato Pernambucano de 2011, alguns atletas de Custódia, jogaram torneio representando o time do Araripina como juniores. A parceria surgiu após torneio vencido em Afogados da Ingazeira pela escolinha CENTRO DE FUTEBOL CUSTODIENSE. O talento de alguns atletas chamou atenção do presidente, surgindo ai, o convite para o time do Araripina.

Um dos destaques do time no torneio em Afogados, foi o goleiro Edilson, defendendo 3 penaltys na semi final e 2 na grande final.

Foto: Partida contra o Santa Cruz, placar de 5x0 para os donos da casa.

Nomes dos atletas escritos no BID e na CBF: Damião Edilson da Silva Pereira, Cosmo Eduardo da Silva Pereira (Dudu), Rodolfo Giovanni Bernardo Nogueira e Klériston Gustavo Pádua de Sá. 

Técnico: Fabiano 
Assistente: Mário Paulo


27 de janeiro de 2012

Cultura Livre nas Feiras - Custódia dia 30


Na próxima segunda feira dia 30 de janeiro, o Projeto do Governo: Cultura Livre nas Feiras vai estar em Custódia, na programação que tem inicio às 9h30 da manhã, se apresentam pela feira local o sanfoneiro NETINHO DE CUSTÓDIA, o Sanfoneiro EDUARDO, BANDA DE PÍFANOS e o grupo LUAR DO SERTÃO. O objetivo desse projeto é identificar e reconhecer artistas valorizando seus trabalhos.


PROGRAMAÇÃO:


9h - A magia do circo na feira
10h - Grupo de Danças Luar do Sertão
11h - Netinho sanfoneiro
12h - Banda de Pifano 
13h - Parceiros do Forró 

Realização : Secretaria de Cultura de Pernambuco 
Apoio : Prefeitura municipal de Custódia - Secretaria de Educação e Cultura.

Pra te Adorar - Plínio Fabrício


Música composta por Plínio Fabrício e sua filha Fabrícia Leonara em agradecimento ao Padre Reginaldo Manzotti pela sua sabedoria e carisma fez realmente o compositor conhecer a palavra de Jesus com as suas pregações.

26 de janeiro de 2012

Concurso de Sanfoneiros, Cantores e Toadeiros 2012



Atenção comerciantes, empresários, políticos e pessoas de um mode em geral. O compositor SIQUEIRINHA DO BAIÃO está pedindo patrocínio para um grande evento a ser realizado no dia 28 de Janeiro de 2012, no Bairro da Rodoviária a partir das 18h. Acontecerá o Concurso de Sanfoneiros, Cantores e Toadeiros amadores da cidade e região. Prêmios do 1º ao 5º lugar.

Faça já sua inscrição com Siqueirinha do Baião. 
(87) 9996-1137 ou na Rádio Custodia FM (87) 3848-2656. 

Apoio: Rádio Custódia FM e Prefeitura Municipal de Custódia


25 de janeiro de 2012

Pifeiros da Novena de São Sebastião - Samambaia


Apresentação de Pifeiros durante Novena de São Sebastião no Distrito de Samambaia. A festa é realizada entre os dias 13 a 22 de janeiro. 


Fonte: Site Cristiano Lira

Miguel Arraes em Custódia (1986)



Fotos da passagem de Miguel Arraes por Custódia em 1986, resgatadas pelo vereador Gilberto de Belchior em seu blog. Depois de cassado e deportado pelo golpe militar de 1964, Arraes volta ao poder através da memorável e emocionante campanha de 1986, onde os jingles da campanha diziam: "Arrastaí Arrastaí denovo, Arrastaí Arrastaí meu povo"; "Volta Arraes ao Palácio das Princesas, vai entrar pela porta que saiu", entre tantas outras frases de efeito.

Nas fotos acima observa-se Arraes no centro de Custódia em desfile pela rua Manoel Borba, com o candidato ao Senado, Padre Mansueto de Lavor, que se encontra discursando, ao seu lado Gilberto de Belchior (coordenador da campanha) e o candidato a Deputado Estadual, Manoel Alves, tendo a frente do palanque uma grande multidão que se espremia para ver Arraes.

Fonte: Blog do Vereador Gilberto de Belchior

Obras do Projeto São Francisco são remobilizada


Sertânia (PE) – Os trabalhos em cinco lotes do Projeto de Integração do Rio São Francisco serão retomados até fevereiro. Nesta segunda-feira (16/1), o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, assinou a ordem de serviço de R$ 132,8 milhões, para continuidade das obras do lote 12, em Sertânia (PE). Nesta semana serão contratadas 93 pessoas e até fevereiro serão 500 carteiras de trabalho assinadas neste trecho. 

Os outros lotes que serão remobilizados são: os lotes 1 e 2, em Cabrobó (PE), na próxima semana; o lote 10, em Custódia (PE), na primeira quinzena de fevereiro; e o lote 13, em Floresta (PE), em março de 2012. “O momento mais difícil e complicado já passou. Com a conclusão dos ajustes contratuais, estamos remobilizando a obra”, ressaltou o ministro durante a assinatura. 

Com essa remobilização, os únicos lotes que permanecerão interrompidos são: o lote 4,em Verdejante (PE), e o lote 7, em São José de Piranhas (PB). Os contratos desses trechos estão sendo rescindidos em razão do Ministério manter a decisão de não aditar os contratos além dos 25% previstos em lei. Esta decisão determinou a revisão dos contratos vigentes, levantamentos de campo para a promoção de rescisões parciais dos atuais contratos e a preparação de novas licitações. Os trechos de obras que faltam ser feitos serão licitados novamente em fevereiro e o reinício das obras dependerá do andamento dessas novas licitações.

O Projeto São Francisco faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e está orçado em R$ 6,8 bilhões. Já foram pagos R$ 2,8 bilhões até o mês de janeiro e empenhados R$ 4,3 bilhões. No ano de 2011, o Ministério investiu R$ 564 milhões.

Atualmente, o Projeto, que levará água e segurança hídrica para mais de 12 milhões de pessoas nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, emprega 3.900 trabalhadores e este número deverá alcançar 6 mil postos de trabalho até julho de 2012. 

A contratação de mão de obra é mais um sinal de que o Projeto de Integração do Rio São Francisco não está interrompido ou parado. Estão em construção canais, barragens, aquedutos e túneis. A obra, composta por 700 km de extensão, é dividida em 14 lotes e mais dois canais de aproximação a cargo do Comando do Exército. O Eixo Norte, com 426 km, tem 46% de avanço e Eixo Leste possui 287 km de extensão e conta com 71% das obras concluídas.

Fonte: O Nordeste (Agências de notícias)

Lei Seca no Interior do Estado


Pela primeira vez, a Operação Lei Seca chegou ao interior de Pernambuco. Promovida pela Secretária de Saúde do Estado, Detran e Polícia Militar, a campanha saiu de ações somente no Grande Recife e aportou desde a última sexta-feira (20) nas cidades de Ouricuri, Trindade e Araripina, no Sertão. Nos primeiros três dias de atuação, de sexta a domingo, foram abordados 232 veículos, sendo 137 motos. Desses, 125 foram multados por irregularidades e 36 motoristas tiveram a carteira recolhida. Sendo quatro levados à delegacia para que fosse lavrado o flagrante, por terem ingerido álcool acima do permitido.

Ainda segundo balanço da SES, durante o fim de semana, nos três municípios, foram registrados um total de 21 acidentes de trânsito, contra 32 do final de semana anterior, uma redução de 34%. Quando se compara só os acidentes de moto, a redução é de 39%. A Operação Lei Seca ficará nas cidades sertanejas até o dia 30. Depois, a fiscalização deverá seguir novamente para o Interior quando for realizada a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, em Brejo da Madre de Deus.

Na sexta-feira (27), será inaugurado, em Ouricuri, o primeiro Comitê Regional de Acidente com Motos. O órgão será responsável por várias ações de prevenção e diagnóstico sendo gerido por entes das iniciativas pública e privada.

Blog do Sertão

Sevy Gomes - Mulher que mudou a história de Pernambuco


Natural do Município de Custódia – Sertão do Moxotó, ali vivi uma infância de muito espaço, muitos folguedos, contato com a natureza e aconchego familiar. Conclui o curso primário aos 11 anos no Grupo Escolar General Joaquim Inácio. No Colégio Santa Dorotéia, em Pesqueira, as irmãs, abnegadas e competentes, souberam lidar com as inquietações e as fantasias de normalistas adolescentes, tornando-se cidadãs profissionais.

Volto à minha terra como profissional titular, e, aos 17 anos, fui designada para uma escola multisseriada em Samambaia – zona rural do Município. A inexperiência, as limitações do material didático, a falta de energia elétrica e transporte motorizado só nos finais de semana, num primeiro impulso, me fizeram pensar em renunciar.

O exemplo de bravura e a persistência das crianças vindas de sítios e de fazendas, a pé ou a cavalo, sob o sol forte ou sob chuvas, o seu afeto e carinho me sensibilizaram, e assumi a escola e as atividades da comunidade durante cinco anos.


Essa experiência, que me legou uma bagagem pedagógica e de vida, me fez administrar sem dificuldades o Grupo Escola João Guilherme, em Tacaimbó, no Agreste, e passar com destaque no Concurso de Supervisor Escolar de Professores Leigos, promovido pela Secretária de Educação, em Recife. Tal supervisão se desenvolveu dentro de um programa com excelentes resultados nas escolas municipais do Interior e da Região Metropolitana, que lamentavelmente foi suspenso com o afastamento do governador Miguel Arraes.

Lotada na Divisão de Contabilidade da Secretaria de Educação, participei do curso intensivo Orçamento e Administração Financeira, da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. A programação de visitas e passeis da disciplina Relações Pública me fez comprovar ser o Rio de Janeiro a Cidade Maravilhosa, que não se repete, pela exuberância de sua natureza, pela construção do homem e pela sua vocação turística.

De volta a Recife, prestei vestibular para o Curso de Pedagogia, com especialização em Supervisão Escolar, na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Professora atuei em turmas com perfis sociais, econômicas e emocionais diferentes: alunos da zona rural e do Recife – Nova Descoberta, Colégio Israelita (particular) e Juizado de Menores. Foram vivências que exigiram uma dinâmica pedagógica diferenciada para lidar com um universo de atendimento tão distinto, ainda que criança.

Como técnica em assuntos educacionais, o tempo maior de serviço público, foi voltado para o Ensino Supletivo. Coordenei a equipe de Educação e Promoção Profissional do Adulto – DEPPA, sob a direção do Professor Josias de Albuquerque.


Com o advento da Lei de Diretrizes e Bases n° 1.692, de 11 de agosto de 1972. O Ministério de Educação e Cultura- MEC, cria o Departamento de Ensino Supletivo – DSU Nacional e nos Estados.


Com a reforma da estrutura técnica e administrativa da Secretária de Educação e Cultura – SEC, em 1974, durante gestão de dois secretários – Coronel Costa Cavalcanti e Dr. José Jorge, assumi a Divisão de Ensino Supletivo – DSU.

Com essa função, participei dos encontros de diretores dos DSU´s, em Brasilia, congressos dos Secretários de Educação, em diferentes Estados, e reuniões técnicas com representantes de outros países, patrocinada pela OEA, OIT e Ministério do Governo Brasileiro. Em todos esses eventos, a pauta social incluía jantares, passeios e festas de congratulações que estreitavam círculo de relações pessoais e profissionais.

Com a pretensão de ampliar experiências, submeti-me ao concurso interno da SUDENE/MINTER. Selecionada, integrei a equipe da Divisão de Treinamento do Departamento de Recursos Humanos, assessorando as Secretarias do Trabalho nos Estados do Nordeste, com visitas mensais.


Para essa atuação, participei do curso de Pós-Graduação em Planejamento e Desenvolvimento de Recursos Humanos, por meio de convênio celebrado entre a SUDENE e a Universidade Federal de Minas Gerais. Foi uma experiência de universidade aberta, com um curso a distância e em serviço, com avaliações prévias e posteriores para cada módulo de ensino, em Belo Horizonte, durante 18 meses.


Essas atividades de trabalho e de estudo foram entremeadas por viagens de férias em excursão a cidade brasileiras e passeios aos países da América do Sul e da Europa.

Revivi, com festas comemorativas, à altura das datas, as bodas de 50 e 60 anos dos meus pais, com a presença de quatro gerações, casamentos e conclusão de curso dos familiares.

Com a aposentadoria, voltam as imagens da “pátria da infância” – Custódia. Edito o primeiro livro autobiográfico, Caminhos do Afeto, com recursos próprios e lançamento em Brasília, Recife e Custódia, onde a renda foi revertida para a restauração da Matriz de São José, um belo templo construído pelo Padre Pedro Leão Verzeri, italiano, no ano de 1934.

Participei de reuniões do Centro de Estudo da História Municipal – CEHM, em Recife, organismo integrante da Agência CONDEPE/FIDEM, e centrada na afirmativa do poeta acadêmico Cyl Galindo de que “Um povo sem história é um povo se identidade… ”e de que o Brasil precisa coletar o registro histórico dos municípios e do seu povo”, decidi historiar o meu município.

O livro Custódia Relicário do Sertão tem a justificativa de homenagear os 80 anos de emancipação política do Município, divulgar de modo singular e específico a história e a força dessa gente sertaneja, despertar o senso de preservação nos jovens da sua própria história e propiciar o acervo particulares público de escolar, bibliotecas e instituições.

Do Sertão ao Litoral, passando pelo Agreste e pela Zona da Mata, vivenciei experiências com grupos diferenciados social e economicamente, cujo linguajar, costumes e anseios caracterizaram o regionalismo do meu Estado. Esses caminhos são minha história, onde fui me deixando e me construindo como individuo, como um ser coletivo e como profissional.


Texto extraído especialmente do livro “MULHERES que mudaram a história de Pernambuco” – IV Volume – Carlos Cavalcante.

24 de janeiro de 2012

MPPE continua combate à poluição sonora em Custódia


Mais três Termos de Ajustamento de Conduta (TAC´s) foram firmados, através do promotor de Justiça Petrônio Benedito Barata Ralile, com proprietários de estabelecimentos comerciais no município de Custódia, com o objetivo de combater a poluição sonora. Após a assinatura dos TAC´s, os compromissários se comprometem a não proceder, promover, realizar ou permitir que se faça qualquer ato ou atividade que provoque emissão sonora que perturbe o sossego dos moradores residentes nas proximidades dos bares.

O promotor de Justiça firmou os termos após várias reclamações acerca do barulho provocado por esses estabelecimentos, causando transtornos e perturbando o sossego dos moradores da região. O transtorno vem sendo causado principalmente pelos carros que estacionam nas imediações do bar e liga o som em alto volume, enquanto consomem os produtos e serviços.

Diante desse fato , os donos dos bares também se obrigam a proibir a utilização de som alto em veículos dos consumidores dos seus serviços devendo, sempre que o volume do som exceder o necessário, solicitar que reduza e, caso assim o cliente assim não proceder, pedir para que se retire do estabelecimento ou chamar a polícia. Os proprietários ainda assumiram a obrigação de afixar os TAC´s nos seus respectivos bares para conhecimento dos consumidores, mostrando as cláusulas que devem obedecer, sempre que necessário for à conscientização dos consumidores.

Fonte: Dárcio Rabêlo

Zé Cabocolo ganha festival Arizona


“Zé Caboclo e seu Conjunto”, da cidade de Custódia, foi o grupo vitorioso no I Festival Arizona de Música Sertaneja e recebeu, ontem, os prêmios da sua classificação: um cheque de Cr$ 30mil, um contrato com a gravadora Chantecler, para gravação de um LP exclusivo que aquela empresa divulgará e comercializará em todo o Brasil o direito de gravar duas faixas num disco que reunirá os seus primeiros vencedores da competição e o troféu “Viola de Ouro”, distribuído a todos os finalistas.

A repercussão do Festival nos meios musicais pernambucanos foi muito grande, em vista das centenas de candidatos que atraiu, da seleção criteriosa, das eliminatórias e pelo trabalho da comissão julgadora, que realmente indicou os melhores entre os cantores participantes.

Surpresa 

Cerca de 15 mil pessoas compareceram ao Geraldão, sábado, para ver o show de encerramento, que teve a participação de Dominguinhos e Genival Lacerda. A grande surpresa foi o elevado gabarito artístico dos nove finalistas que se apresentaram, arrancando calorosos aplausos. Na opinião geral, os números que executaram foram escolhidos com o mesmo entusiasmo que os interpretados por Genival e Dominguinhos. 

A comissão julgadora do Festival, foi presidida pelo teatrólogo Plínio Pacheco, diretor de Nova Jerusalém, e teve a participação das sras. Ana Maria Maciel, primeira dama do Estados; Cléa Krause, primeira dama do Recife; Zenaide Barbosa, nossa editora geral; cineasta Fernando Spencer, a atriz Diva Pacheco, compositor Eron Viana; radialista Ruy Cunha, a representantes de Caruaru, Arcoverde, dos diretores do Conservatório Pernambucano de música e da gravadora Chantecler. 

O segundo lugar coube ao cantor Arlindo Junior, que recebeu um cheque de Cr$ 25 mil, além do troféu e diploma. O terceiro foi conquistado pelo grupo “Macambira”, de jovens do Recife. O prêmio foi um cheque de Cr$ 20 mil, além de troféu e diploma. No quarto, quinto e sexto lugares ficaram respectivamente. O grupo “Tambores”, de Caruaru; a “Dupla Amaraji” e o “Trio Casa Grande”, este de Arcoverde. Seus Prêmios foram de Cr$ 15, Cr$ 10 e Cr$ 5 mil, mais diploma e troféu. 

II Festival 

O sucesso da promoção causou euforia nos dirigentes das empresas realizadoras – a Rádio Clube de Pernambuco e Companhia Souza Cruz, que imediatamente planejaram uma reunião para exame do desempenho do Festival e medidas capazes de ampliar as dimensões do segundo, em 1982, lhe garantido o mesmo o maior sucesso. 

A competição de 1981 visou a escolha apenas dos interpretes, mas a de 1982 poderá incluir também compositores. De qualquer modo, ficou patente, com a promoção, a existência de centenas de grupos e pessoas preocupadas em elevar os níveis de produção musical em Pernambuco. 

Publicado em: Diário de Pernambuco, edição do dia 18 de Junho de 1981.