30 de maio de 2014

Palavras de um poeta - Autor Maciel Melo.


Hoje eu sai de casa, sem me dar conta do que iria encontrar na rua, além do trânsito que me atrasa, consumindo um quarto das horas do meu dia.

Não sabia eu, que duas quadras à frente estava havendo um arrastão. Pela primeira vez na vida senti um medo que eu nem sabia que existia em mim. Liguei o rádio e entrei em parafuso. E me dei conta de que estava acontecendo o que na Bíblia está escrito há muitos e muitos anos. Está chegando o fim da era. Mas a que ponto chegamos? Por que, meu Deus, tanta violência? Por que não resolvem os problemas sem causar tantos danos? Ah! Mas os interesses pessoais de alguns, está além de nós, pobres mortais, que pelejamos pra ter pelo menos o pão de cada dia. Pelo menos a dignidade de ser um simples cidadão. Um cidadão comum que chega em casa depois de um dia na labuta e encontra os filhos de braços abertos e gritando: Papai chegou. Fiquei com medo de não chegar em casa, e nunca mais ver essa cena de alegria. Mas, como eu sou sonhador, penso que um dia a paz chegue a passear pelas ruas de minha cidade. Que a vida não seja tão breve quanto nos parece, que a juventude sonhe também como eu, e que o espírito dos bravos guerreiros da esperança, encarnem nos fetos dos úteros das futuras mamães, parindo crianças sadias e inteligentes, pra que um dia possamos ter um país decente.

As eleições estão chegando, e é preciso escolhermos com seriedade aqueles que vão conduzir o nosso destino. É lá que a gente faz os nossos protestos.

Um dia ainda hei de ver nossos filhos sorrindo e fazendo os outros sorrirem.


"Não me venham com migalhas de sorrisos
Não debochem, nem zombem desse povo
Que só quer que amanheça um sol mais novo
E acordar com a luz de um novo dia.
Quando a flâmula tremula em rebeldia
Renegados semblantes causam estorvo
Tudo sem, tudo nada, tudo torvo
E a força do bem se principia.
Estilhaços de vida rasgam o pano
Desse circo patético e desumano
De algozes gentis fenomenais.
Não me venham com migalhas de sobejo
Não arranquem desse povo o seu desejo
Se não for pra ajudar, nos deixem em paz."


Enviado por Janúncio de Custódia

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