2 de abril de 2016

[Antagonismo Poético] Esqueça a dor... Ela passa



Eu aprendi com a própria dor que ela passa.
E há alegria iluminada nos rostos sem graça;
Com a tranquilidade de ficar deitado na praia
E esperar que o mundo se levante; ou que caia...

Tu passaste numa vereda passaralho,
Em meu sonho havia um espantalho
Que beijava uma boneca montada num cavalo;
Destroiado com desejo de copular a dor.

Esqueça a dor... Que ela passa. Seja feliz!
Nas mãos do divino me entrego a você...
No que seria parceria foi incompreensão,
Mas fazer o quê? Nada é em vão, nem à toa.

Eu aprendi ver o sol e saber que horas são.
Meu avô me ensinou de onde vem a chuva
E eu só conseguia enxergar a desertificação.
Mas existe muita beleza nesse imenso grotão.

Embora todas as culturas tenham sido consumidas
O povo que foi embora levou consigo as tradições.
Onde sobra terra, falta gente. Mas germina a semente!
Onde a energia é pura, pessoas costumam andar tão sorridentes.

(Cristiano Jerônimo)

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