25 de março de 2013

Eu e o Rei Luiz Gonzaga - por José Melo


EU E O REI
                
Tive o privilégio de assistir a alguns espetáculos do imenso Luiz Gonzaga, nas principais fases de sua vida artística. 

No auge de sua vitoriosa carreira, assisti pela primeira vez a um show do Rei do Baião em Custódia. Era o lançamento de uma campanha da empresa do Governo do Estado, na gestão de Cid Sampaio, acho que no início dos anos sessenta. COPERBO era o nome da empresa, dedicada a fabricação de borracha sintética. Foi o lançamento do BS – Bônus da Sorte. Não recordo direito, mas parece que se tratava de uma campanha publicitária para aumentar a arrecadação. O contribuinte juntava as notas fiscais de suas compras e trocava por bônus, que concorriam a diversos prêmios. O apresentador do show era o famoso radialista Tavares Maciel, que na época apresentava um conhecido programa na Rádio Club de Pernambuco, que era o Programa “Quem Manda é o Freguês”, das Casas José Araujo. 

Assisti um outro show, também em Custódia, que aliás precedeu aos famosos showmícios: foi um comício de F. Pessoa de Queiroz, do Sistema Jornal do Comércio, candidato a senador. 

Por fim, assisti a um show que hoje eu consideraria deprimente para a dimensão do Rei do Baião: uma apresentação do Rei do Baião em um circo de periferia, sem cobertura, também em Custódia, e que mostrava a decadência do Rei: cantava em um microfone pendurado por cordões em um palco empoeirado da Rua da Várzea, para um diminuto público. Seria cômico, não fosse uma verdadeira tragédia para quem chegou aos píncaros da glória como o Rei do Baião. 

Mas o Rei voltou com força total, e até a sua morte fez valer o dito popular: quem é rei, nunca perde a majestade. 

Também fui “vítima” de uma brincadeira do Rei. Certa feita, ainda criança, eu me dirigia para o sítio Bom Nome, a pé, e bem no meio da curva do “S”, uma “Marinete” (Espécie de micro-ônibus da época), marrom, empoeirada, se joga para o meu lado, me obrigando a descer o aterro para não ser atropelado. Quando volto à cidade, constatei que era a “Marinete” do Rei do baião, que estava almoçando no Hotel Sabá. Foram esses os momentos de minha relação com este que ainda hoje é meu verdadeiro ídolo: Luiz “Lua” Gonzaga, o Rei do Baião.

Por José Soares de Melo      

4 comentários:

  1. Zé Melo.
    Foi brincadeira ou barbeiragem do motorista?.
    Se brincadeira, mesmo podendo levar uma surra, vç devia ter mandado ele brincar daquela forma com a sua (dele)
    digníssina genitora.
    Se barbeiragem, mandava voltar pra escola e reaprender a dirigir e pra ser grosseiro, mandava tomar no lugar que a galinha usa para fazer xixi..
    Fernando Florencio
    Ilheus/Ba

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  2. Fernando, acho que foi brincadeira mesmo. E sem saber quem era, anão deixei de pronunciar em alto e bom som, aquela frase bem custodiense?

    " - FÉLA DA PUTA!!!!

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  3. Excelente registro Zé Melo. Também vi o nosso Rei em algumas oportunidades em Custódia. A mais interessante foi quando ele chegou e foi direto para o Ponto Certo (devia ter parado pra um lanche ou beber algum refrigerente, não lembro)e quando Deta colocou o disco do Rei (que se encontrava sentado com uma perna estirada)a tocar, o Rei falou: Êta, aqui já tem o disco do negão¨.

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  4. zé melo, eu estava presente no circo (canarinho). Lembro que faltava um componente do triangulo, e o negão perguntou quem sabia tocar, Ozorio todo enxerido correu pra se apresenta, e danou-se a fazer moganga, de repente o negão falou meu filho não se esforce muito pois e lugar já tem um ocupante

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