16 de março de 2014

Paternidade irresponsável - autor Fernando Florêncio

Trecho contido no livro Foi Assim 2
Breve lançamento
Exclusividade para o Blog Custódia

PATERNIDADE IRRESPONSÁEL
ZÉ ALENCAR (e Fernando Saboya)
(Dois iguais na forma e no conteúdo)

Tenho feito uma analogia entre os fatos que envolveram o Ex - Presidente José Alencar e o Dr. Fernando Padilha Saboya de Albuquerque.

Zé Alencar, valendo-se de ser homem do poder, extremamente rico, protelou o quanto que pode o reconhecimento de paternidade de uma teórica filha, que lhe move um processo de reconhecimento biológico de paternidade. Direito inalienável de se ter o nome do pai na Certidão de Nascimento.

A moça, professora do serviço público em Caratinga, cidade de Minas Gerais, aos 52 anos pleiteia na justiça ser reconhecida como filha biológica do Ex-Vice Presidente e sócio majoritário da Coteminas, empresa de cunho familiar e maior tecelagem de produtos de cama e mesa do país. Quiçá da America Latina.

Como o processo corre em segredo de justiça, pouco se sabe sobre o assunto. Porém a imprensa livre e democrática, foi fundo, esmiuçou o caso e levou-o ao conhecimento público.

Zé Alencar, já com a Funérea Beatriz da mão gelada, mas única Beatriz consoladora, a rondar-lhe o leito no Hospital Einstein, disse em juízo e em entrevista à imprensa, que se tratava do caso de uma filha de “puta de zona”, que na juventude ele “transava” todas em Caratinga, portanto jamais admitiria que a professora fosse sua filha, negando-se terminantemente fazer o exame de DNA. Diante do exposto não consigo um adjetivo, embora haja muitos, que se encaixam perfeitamente para qualificá-lo por esta postura abjeta do finado ex-vice-presidente.

Uma curiosidade:

As mães adotivas tendem a esconder dos filhos adotados a procedência dos mesmos.

A mãe desta então suposta filha biológica do Ex-Vice Presidente, só confessou a paternidade da moça, já nos estertores no leito da morte.

Com Dona Laura em relação a mim, aconteceu o mesmo procedimento. Dona Laura nunca me disse explicitamente, quem eram os meus pais biológicos. Virtualmente evitava o assunto.

Zé Alencar vai ter que fazer o DNA depois de morto? Não creio. Será exumado? Também não vejo esta premissa como viável. O poderio político, econômico e financeiro do falecido e por extensão dos herdeiros, se sobrepõe às mais reais e necessárias providências judiciais. Muito embora a simples recusa em fazer o exame do DNA configura-se o aceite da paternidade.

A justiça autorizará a exumação do cadáver para colheita do material, e a professora com certeza será aquinhoada com o que de direito sempre foi dela? Bom seria que assim fosse.

Orientada por executivos de grandes bancos, vai botar gente dela na diretoria da Coteminas, principalmente na diretoria financeira? Seria ótimo que isso acontecesse.

Bom seria que Zé Alencar estivesse entre os viventes, então aprenderia:

Se não vai por amor, vai pela dor, já proclama um evangelho de São, não me lembro quem.

Acrescente-se que Zé Alencar como industrial também não foi flor que se cheirasse.

Li num site de informações de extrema confiabilidade, que a Coteminas, empresa de Zé Alencar, participou de uma concorrência para fornecimento às forças armadas de uniformes camuflados.

Até então, duas únicas e pequenas confecções de empresas familiares sediadas em Brusque, Santa Catarina, detinham o monopólio do fornecimento daqueles uniformes. Era a salvação da lavoura daquelas empresas, apesar da concorrência ocorrer esporadicamente.

A cotação era feita sempre entre as duas tecelagens. As grandes tecelagens nunca se interessaram em participar. Até porque aquela cotação se dava uma vez na vida outra na morte. Ainda por cima com valores pífios para a gigantesca Coteminas.

A Coteminas de Zé Alencar, com informações privilegiadas, resolveu melar o negócio. Inscreveu sua gigantesca empresa para a concorrência dos uniformes camuflados, batendo de frente com os micros empresários de Brusque. Cotou com preço irrisório, ganhou a concorrência, importou o tecido da China e levou à bancarrota as duas empresas catarinenses.

Como comerciante, consta que Zé Alencar era de lascar com qualquer concorrente. Neste aspecto, nenhuma crítica.

Quem tiver a unha maior, que suba parede acima. São normas e leis do mercado.

Fiz este parêntese sobre Zé Alencar para não esquecer de que o Vice era capaz.

A colocação feita por Zé Alencar, no tocante às putas, é muito parecida com a que foi feita pelo do Dr. Fernando Saboya, na última audiência sobre o processo do reconhecimento da minha paternidade. O Juiz, Dr, Romero perguntou-lhe se diante do resultado (99.99,5%) do exame do DNA o réu admitiria o resultado pacificamente ou optaria que a aquela côrte arbitrasse? Resposta do Dr. Saboya:

“—Diante do resultado do teste, diante de todo o progresso da ciência, ainda resta uma dúvida: Tratava-se de uma doméstica serviçal dada ao vício do sexo, que “dava” pra todo mundo, inclusive para seus outros irmãos. Portanto que a corte arbitrasse.

“Este fato está contido no FOI ASSIM, uma história autobiográfica.

Zé Alencar demorou a morrer. Precisou de dezoito cirurgias para mantê-lo vivo mesmo com um câncer devastador a comer-lhe as entranhas.

Finalmente entregou os pontos. Na décima nona cirurgia, satanás resolveu liberar seu acesso ao inferno. Atualmente deve estar sentado no colo do capeta.

Espero resultados mais amenos para o meu pai biológico, Dr. Fernando Padilha Saboya de Albuquerque, porque se for igual ou pior que o do Zé Alencar, para mim, onde eu estiver não terá sido surpresa, até porque céu e inferno ficam tudo aqui por baixo mesmo.

Diante de uma infeliz colocação feita pelo Advogado do Dr. Fernando, de que o “litigante,”mesmo sendo um empresário bem sucedido, ainda queria se aquinhoar dos possíveis bens do réu”. Fiz questão de fazer constar no processo, de que em caso de alguma partilha de bens, o que me agraciasse em nível de herança, seria encaminhado incontinenti às Obras Sociais de Irmã Dulce, em Salvador na Bahia.

Eu poderei até “partir” primeiro e não ver como foi a “partida” do Dr. Fernando, entretanto não me apraz deixar este mundo com esta pendência a ser resolvida.

No tocante ao Zé Alencar, pena que não tenha sobrevivido para saber que:

MORTALHA NÃO TEM BOLSO NEM CAIXÃO TEM GAVETA.

Recentemente tem sido apresentado no programa Fantástico, da Rede Globo, um quadro que versa sobre a Paternidade Irresponsável, cujo título bem exprime a ansiedade de muitos que carregam nos documentos a lacuna de Pai Desconhecido e/ou Ignorado. QUEM É MEU PAI? O titulo do quadro.

Tenho acompanhado as diversas colocações de cada programa. Tem cada sujeito sendo investigado, cada filho da puta asqueroso, que morrendo, fazia um belo favor aos homens que merecem ostentar as calças que vestem.

Desejo às filhas e netas desses elementos toda a felicidade que a vida possa lhes proporcionar. Lembrando que o céu e o inferno, repito, ficam aqui por baixo mesmo.

Não se precisa morrer para poder pagar os pecados. Castigo vem a cavalo, e para aqueles mais radicais, vingança é um prato que se come frio.

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