15 de março de 2014

[Entrevista] Janúncio de Custódia

Janúncio sempre acompanha notícias de sua terra 
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Retornando as entrevistas com artistas e nomes da terra, o Blog Custódia bateu um papo com o cantor e compositor Janúncio de Custódia. Ele é um dos destaques da programação de shows, se apresenta dia 15, no Parque de Exposição Armando Wanderley da Fonte, ao lado de Virados do Forró e Edson Gomes. Confira o bate papo.

Blog Custódia - Como começou seu interesse pela música?

Janúncio de Custódia - Começou aos 10 anos de idade. Sabendo que meus antecessores eram grandes músicos e seresteiros, assim como meu tio João Benício, por parte da minha mãe. Depois aparece meu primo Marzinho de Arcoverde com a mesma idade que eu, porém, herdando uma veia musical por parte dos nossos pais. Eu cantava muito no banheiro. Participei da banda do Escola General Joaquim Inácio. Fiz parte da Custocata em épocas de carnaval. Até que meu mestre Rubinaldo José, da banda RJ7, resolveu me convidar à fazer parte desta banda em Sítio dos Nunes, Município de Flores. Antes ele tinha me visto cantar nos bailes do C.L.R.C , quando eu sempre pedia pra cantar uma música. Fiquei 4 anos nesta banda RJ7, logo depois fui pra capital pernambucana, onde resolvi seguir com forró pé de serra, que já fazem 26 anos, com 5 CDS gravados, e uma marca já consagrada em todo Nordeste,J anúncio de Custódia e Forró Megaxote. Entre os estados mais frequentes com o nosso show é Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Bahia.

BC - Quem te incentivou a se tornar um cantor e compositor de forró?

JC - Eu não poderia deixar de citar o nome de grande amigo que já se encontra no andar de cima, Feitosa, pai de Serginho. Esse cara exigia que as bandas que se apresentavam no C.L.R.C, me dessem oportunidades de cantar, e sempre me dizia: Neguinho tu canta muito. Fica com Deus meu amigo Feitosa. Meus pais eram contra, mas hoje, torcem muito por mim. Meu pai, já falecido, me encorajava sempre dizendo, se é o que você quer, então segue em frente! José Siqueira Sobrinho.Te amo meu pai. Saudades eterna.

BC - Nos conte um fato que te marcou na sua carreira.

JC - Foi um show em Carnaíba-PE, quando no momento celebravam a festa do padroeiro de um povoado, naquele município.Tocava RJ7 de um lado da praça, e do outro, Caras e Bocas, ou seja, eu e Marzinho de Arcoverde. Lá pras 2h da manhã, Marzinho veio para o meu show, e então entreguei o microfone pra ele, e fui ao show dele, onde a banda já me aguardava, e então mandei valer. Tudo foi feito sem combinar nada. Pra mim foi marcante até hoje, e nos perguntamos como aconteceu aquilo. Coisa de Deus.

BC - Qual a sua primeira composição e qual inspiração para escrever?

JC - Minha primeira composição só gravei no segundo CD, porém, ganhei o segundo lugar no festival Universitário de São José do Egito em 1984. A canção chama-se '' Mandacaru''. Ela retrata a cara do meu sertão. Fala da caatinga nordestina. A canção que foi interpretada pelo sanfoneiro Dema da cidade de Fátima-Flores-PE. Minha inspiração para escrever, é minha esposa Lú. Quando estamos de cara virada, é melhor ainda. Sempre estamos de boa, aí que brota coisa boa. Mais uma vez eu digo...é coisa de Deus!

BC - Nos conte um pouco da sua família.

JC - Meu amigo, a família pra mim é tudo! é minha basa, meu chão. Procurei muito a mulher que me aceitasse como sou, e que juntos somaríamos um só! Hoje agradeço a papai do céu, pela grande família que tenho. Sou muito feliz pelos meus filhos magníficos... cada um seguindo seu caminho, sempre com Deus no coração. Em relação a família, hoje somamos uma grande união de pessoas que desejam apenas ser felizes... meu filho Luiz Fillipe, conhecido como Fillipe Mariano, onde já gravou seu primeiro CD Pop-Rock. E Thiago José, o Negão, manda bem na Rádio Mix, pela internet, e segue sua caminhada do jeito que ele acha correto.

BC - Quais artistas já gravaram suas músicas?

JC - Em 26 anos de carreira, sou muito grato a Deus, pela confiança dos artistas em gravar minhas canções, como por exemplo: Aroldinho do Recife, com a canção ''Esse alguém sou''. Depois dele, vários artistas gravaram essa canção: Kelvis Duran/Paulo Marcio DVD, Forrozão Arizona, Marlon e Maicon, André Viana, Nilson Pastor, Banda Maçã, Wanderley Andrade, Mala sem Alça, Betão entre outros... E outras canções se destacaram pelo nordeste. Fico feliz por isto! Banda como Magníficos, e o cantor Luan Santana, colocaram canções minha em seu repertório. Fonte informativa: UBC(União Brasileira de Compositores), na qual sou filiado.

BC - Qual a sensação de tocar em sua terra natal?

JC - A sensação de fazer um show em minha terra é simplesmente ímpar. Sonhei e sonho todo dia com isso... é maravilhoso cantar em casa, um público nosso que se criou conosco... amigos, família, povão. Enfim, é tudo de bom! Existe um ditado que se diz ''Santo de casa não faz milagre''. Eu acho que o artista local, é um pouco desprestigiado. Acho que isso acontece por conta de pessoas que não entendem, que toda cidade, tem que preservar sua própria cultura. Se não fizermos isso, seremos idiotas sem rumo e sem causa! Agradecemos desde já, a sua colaboração e sua força...VALEU! Estamos a sua disposição. Abraços do amigo Janúncio de Custódia.

Entrevista conduzida por Paulo Peterson

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