Menino de Quinze Anos e a Descoberta da Toada
Caminhos Percorridos e a Vida no Sítio
Com o passar das décadas, a fama dos tocadores do Sitio Lajedo ultrapassou os limites de Custódia. A banda viajou pelo sertão até a calha do São Francisco em Petrolina e chegou a levar a autenticidade do pífano sertanejo até a capital, Recife.
Em casa, Gonzaga construiu sua vida no Sítio Lajedo ao lado da esposa, Dona Neuza. Do matrimônio nasceram 12 filhos, dos quais 6 cresceram e ganharam o mundo — construindo vidas que vão desde os arredores de Custódia até capitais distantes como Manaus e São Paulo.
O Silêncio do Instrumento e a Memória Viva
Com o tempo, o ciclo natural da vida trouxe perdas à antiga formação. Seus companheiros de banda partiram, e Gonzaga tornou-se o único guardião daquela memória musical original do Sitio Lajedo.
Mais tarde, um problema de saúde forçou o mestre a tomar uma decisão difícil: após extrair os dentes da parte inferior da boca, o sopro firme e preciso que por mais de seis décadas alimentou o pífano perdeu o ponto de apoio necessário, obrigando-o a silenciar o instrumento.
Apesar de não tocar mais como antigamente, a figura de Seu Gonzaga permanece como um símbolo da resistência cultural sertaneja. Sua casa continua sendo um ponto de encontro com a história viva de Pernambuco — a lembrança de uma época em que o sertão celebrava suas alegrias ao som simples e marcante do pífano de madeira.
Informações obtidas através do canal NOVO SERTÃO (Verde Sertão) e seu administrador, o sr. Julio Neto Santana. Entrevista realizada em 24/11/2021
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