Origens e o Apogeu da Pecuária
Segundo os relatos de moradores e descendentes da propriedade, como Divon Amorim e seu primo Bosco, as terras pertenciam originalmente a um influente coronel da região.
Posteriormente, a propriedade foi adquirida pelo bisavô de Divon, vindo de Tuparetama (PE).
Durante o seu auge, a Malhadinha destacou-se pela intensa criação de gado de corte e produção leiteira. Os grandes currais de madeira abrigavam centenas de cabeças de gado que eram manuseadas por vaqueiros experientes. Com cerca de 500 hectares em sua configuração original, a fazenda acabou sendo dividida entre herdeiros após o falecimento do patriarca, o Sr. Benigno, no início da década de 1960.
Arquitetura Antiga e Vida Comunitária
O grande casarão da fazenda foi erguido com técnicas tradicionais da época:
Estrutura de Tijolo e Barro: A edificação não utilizava cimento ou estruturas de ferro, sendo sustentada por colunas de tijolos maciços e paredes espessas.
Convivência Social: A ampla calçada batida ao redor da casa era o ponto de encontro da juventude local, onde eram organizadas brincadeiras tradicionais como a "brincadeira do anel" e "cair no poço" durante as noites sertanejas.
Marcas do Tempo: Atualmente em ruínas, o local ainda preserva artefatos históricos, como armadores de rede de madeira, fechos artesanais feitos por ferreiros e suportes para moagem manual de milho.
Lendas Sertanejas: Botijas e o Cangaço
A história da Fazenda Malhadinha também é marcada pelo imaginário popular do Sertão:
Contos de Botijas: Na tradição local, contam-se histórias sobre moedas de ouro enterradas. Moradores relatam que uma dessas botijas teria sido desenterrada no passado por um antigo habitante da região chamado Delfino.
Passagem do Cangaço: A memória oral da região guarda registros da presença de grupos de cangaceiros que transitavam pela região do Moxotó e Pajeú nas primeiras décadas do século XX.
A Chegada das Águas do São Francisco
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