06 setembro, 2024

Mensagem para Cícero Gedivanho Benevides de Melo


Hoje foi um dia triste pra mim e pra minha família.
Perdemos um grande amigo.
Homem bom, simples, honesto, humilde, íntegro e amado por todos nós.
Sempre presente nas nossas vidas, desde dos seus 14 anos de idade nunca nos deixou.
Vou sentir saudades das nossas risadas, das brincadeiras, das discussões.
Grande admiração por você um homem que venceu, um bom marido e bom pai.
E um excelente padrinho, pois era padrinho das minhas três filhas e dos meus sobrinhos também.

Saudades….. Deus vai te receber de braços abertos.
Te amo, eternamente, Cícero!

Maura Gonçalves
Custódia-PE
Setembro/2024

Neste final de semana acontece II GP HARAS GERMANO em Custódia


 

Tem inicio hoje, dia 6 e segue até o próximo dia 8, o II GRANDE PRÊMIO HARAS GERMANO na cidade de CUSTÓDIA-PE, Sertão do Moxotó no Estado de Pernambuco.

O HARAS GERMANO é conhecido por sua Dedicação à criação e treinamento de cavalos da raça Quarto de Milha de velocidade, considerados os mais velozes do mundo. Este haras não é apenas um centro de excelência equestre mas também um local onde a paixão por cavalos se encontra com a tradição e o profissionalismo.

O II GP Haras Germano reunirá os melhores competidores e cavalos de corrida proporcionando uma experiência única e emocionante para todos os entusiastas. Será um evento de tirar o fôlego onde a adrenalina e a emoção das corridas se misturam com a beleza e a elegância desses magníficos animais.


Evento idealizado e organizado por PATRICK GERMANO, um verdadeiro apaixonado por cavalos. Em sua segunda edição, o HARAS GERMANO promete realizar o maior GRANDE PRÊMIO DO  NORDESTE.


A premiação do II GP HARAS GERMANO será de R$ 315.000,00. Em seu primeiro dia (dia 6), às 16h haverá apresentação dos animais. Ás 19h acontece o Jogo da Pedra (enfrene). Nos dias 7 e 8, classificatórias e finais a partir das 14h. 

PROGRAMAÇÃO

Sexta (dia 6):

16:30 - apresentação dos animais GP e X1
19:00 - jogo da pedra.
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Sábado (dia 7):

13:00 - sorteio das balizas
15:00 - 1 classificatória
15:40 - 2 classificatória
16:20 - 3 classificatória
17:00 - 4 classificatória
——————————-
Domingo (dia 8):

13:00 - sorteio das balizas
15:40 - consolação
16:20 - X 1
17:00 - final
________________________


CONTATO:
Telefone: (87) 9659-4826
E-mail: rogeriamarilia63@gmail.com

Endereço:
Vila da Pindoba, S/N - Pindoba
Custodia - PE | CEP: 56.640-000

03 setembro, 2024

Bozó de Numeriano - por Jânio Queiroz


por
Janio Queiroz
São Luis-MA
Agosto/2024



Na cidade de Custódia, havia um personagem lendário chamado Numeriano. Um homem baixo, trabalhador e de temperamento tranquilo, Numeriano era dono de uma casa de jogo, famosa por sua roleta. Embora não fosse da minha época, os mais velhos adoram relembrar as histórias sobre ele.

Um dia, um grupo de malandros resolveu pregar uma peça em Numeriano. Sem que ele percebesse, os malandros instalaram um ímã atrás da roleta, especificamente na posição do jacaré. Assim, toda vez que a roleta girava, ela sempre parava no jacaré. Os malandros, conhecendo o truque, apostavam sempre no jacaré e acumulavam os ganhos às custas de Numeriano.

Numeriano, observando as sucessivas perdas, começou a desconfiar da sorte dos jogadores. Não demorou muito para ele perceber a trapaça. Aborrecido e indignado com a desonestidade, Numeriano não pensou duas vezes: puxou seu revólver 38 e, em um acesso de fúria, disparou diretamente na roleta, atingindo o jacaré.

Esse episódio se tornou tão famoso que, até hoje, é lembrado nas rodas de jogo em Custódia. Sempre que alguém começa a perder demais, ou desconfia de uma trapaça, é comum ouvir um jogador gritar: "Bozó de Numeriano!" — uma referência ao icônico tiro de Numeriano no jacaré, que simboliza a indignação contra a desonestidade no jogo.

Essa história de Numeriano e seu inesquecível tiro no jacaré vive na memória dos moradores de Custódia, tornando-se parte do folclore local e servindo como uma lembrança de que, no final, a justiça sempre encontra seu caminho, mesmo que seja pela força do aço.

25 agosto, 2024

Paulino Gomes "Um vaqueiro da Fazendo Cavaco"

No ano de, 1926 nasceu Paulino Gomes, menino esperto que gostava de andar montado a cavalo, por ser disposto e agiu logo foi convidado para se tornar o vaqueiro que iria cuidar do rebanho da FAZENDA CAVACO pertencente a ARMANDO DA FONTE na época.

No ano de, 1969 surgiu um boi arrisco e ligeiro que Armando da Fonte havia mandado Paulino pegar pois iria vende-lo. Paulino acatou a ordem do patrão, procurou o boi 5 dias seguidos e não achava nem sinal daquele boi, no sexto dia seguido procurando o boi, ao chegar em casa as 17:00 ao desmontar do seu cavalo que ele o chamava de BARRA NOVA, sua esposa Dona LEONILDA foi lhe falando “O BOI QUE VOCÊ PROCURA, OLHA ONDE ELE VAI PASSANDO” Paulino ao avistar o boi, a esperança se renovou e foi logo montando em BARRA NOVA, o cavalo muito ligeiro correndo bateu no boi, caíram os 3 no chão, foi muito triste o que aconteceu, da queda Paulino quebrou o pescoço no mesmo instante morreu.

Outro vaqueiro que andava a procura do boi era o vaqueiro conhecido por “DATA”, os dois andavam a procura do boi 5 dias seguidos.

DATA ao chegar em casa viu quando Paulino correu em BARRA NOVA atrás do boi que eles estavam procurando, pois estavam com 30 minutos que haviam se separado, DATA vendo aquela cena correu desesperado no chão o corpo encontrou, chamou o amigo 3 vezes e ele sem sinal de vida, foi quando DATA percebeu meu amigo havia falecido.

Dona LEONILDA sofreu muito para criar 8 filhos, foi triste o desgosto seu com a morte de PAULINO.

seus filhos são: ELINALDO (NALDO DA FAZ. CAVACO), MARIA, JULIO GOMES, JOSÉ GOMES, ZITA GOMES, LUZIA, JOSIAS E PAULINO (PAULINO AVICULA).

Todos do pai dependia, seu filho mais velho com 10 anos e o mais novo com 3 meses.

Um fato muito curioso que aconteceu foi o cavalo barra nova que não foi mais encontrado após a morte de Paulino, muitos acreditavam que o cavalo havia desertado da fazenda, não sendo mais avistado em nenhuma parte da fazenda.

O cachorro JACARE que PAULINO gostava muito, não se separou um segundo ao ver seu dono deitado no chão, foi um destino muito triste para a família de PAULINO.

DONA LEONILDA teve fé em Deus e continuou trabalhando na FAZENDA CAVACO onde criou seus 8 filhos.

Atualmente o gerente da FAZENDA cavaco é ELINALDO, conhecido por NALDO DA FAZENDA CAVACO.

TEXTO: MATUTO POSTOU
FOTO: ilustrativa

22 agosto, 2024

Legado de Uma Mulher Extraordinária - Por Lindinalva Almeida (Nenê)



Legado de Uma Mulher Extraordinária! 

A Família Frazão de Lima perdeu, neste quinze de agosto, o seu segundo porto seguro: a matriarca Maria Lúcia Frazão de Lima.

Prima, você adormeceu no sono que não é sonhado.

Esta frase bíblica nos remete à partida para a eternidade, que nos faz chegar ao entendimento de que a essência da vida nos é e será sempre desconhecida.

É difícil e bem complicado lidar com a certeza da perda. Só de pensar nisso, assusta. Custamos a acreditar que o caminho da vida pode se cruzar a qualquer momento com o caminho que dá acesso à casa celestial.

Nós, humanos, ainda carregamos o sentimento das gerações que nos antecederam há muitos anos, no tocante ao primitivismo atávico. Trata-se do medo de ver ou de tocar tudo que represente um funeral.

Partindo da premissa de estar vivo, vemos o valor inestimável da vida humana, que tem como propósito o amor que alimenta sentimentos de pertença e gratidão.

Com isso, chegamos a uma conclusão: a vida precisa ser vivida e respeitada como dom de Deus. O estar vivo já é um milagre.

Tenho estado com muitas pessoas e tenho expressado minha preocupação com os jovens desta geração. Urge o compromisso de todos neste triste contexto de desvalorização da vida. A banalização da vida também se entende pela falta de respeito e empatia pelos iguais que perderam seus entes queridos.

Mas, afinal, quem era Lúcia de Nemias? Era uma pessoa que sabia o valor da vida! Seu primeiro trabalho como enfermeira lhe conferiu essa certeza. Era alguém que amava a família, que tinha o maior respeito pelos amigos e era igualmente uma mulher de fé.

Maria Lúcia Frazão de Lima nasceu em 14 de novembro de 1948, natural da cidade de Sertânia, PE. Filha de José Lopes Frazão e Maria das Dores Gouveia.

Irmãos: José Lopes Frazão Filho, Maria Lizânia Lopes Gouveia, Maura Lopes Gouveia, (in memoriam), Miguel Lopes Frazão, Josefa Lopes Gouveia, João Cleofas Lopes Gouveia e Paulo Roberto Lopes Frazão (in memoriam).


Católica praticamente.

Cônjuge: Nemias Gonçalves de Lima. Três filhas: Luciara Frazão de Lima, Carla Frazão de Lima e Fernanda Frazão de Lima. Dois netos: Arthur e Laura.

 Quem faleceu foi Paulo Roberto Lopes Frazão.

Genros: Edivaldo e Eduardo.

Lúcia chegou a Custódia em 1969 a convite da sua prima Maria do Socorro Bezerra para assumir a função de enfermeira na Unidade Mista Elizabeth Barbosa. Socorro era a diretora. O referido hospital precisava de uma profissional experiente na área e ela contemplava todos os requisitos. Assumiu a vaga e ajudou na organização do recém-inaugurado estabelecimento de saúde. E pelas as necessidades surgidas, sua irmã Maura veio em seguida para preencher o quadro de pessoal. Tempos depois, veio Lizânia.

Sua adaptação à cidade não demorou. Seu lado simpático, sua alegria e seu profissionalismo conquistaram o povo de Custódia, que a acolheu com respeito e carinho.

A sertaniense não só conquistou o povo de Custódia como conquistou o coração do jovem Nemias Gonçalves de Lima.

Em janeiro de 1976 foi celebrada a união do Sacramento Matrimonial.

Esposa dedicada, companheira e presente. Seu cuidado e seu amor pelas filhas e netos era de quem sabe a importância da unidade familiar. Seus dois genros são filhos que ela não gerou.

Os irmãos, irmãs e sobrinhos sempre estiveram presentes na sua vida familiar. 

Sua simplicidade era muito grande. O poder nunca lhe tirou os pés do chão. Esteve por três vezes na posição de primeira-dama do município de Custódia. No primeiro mandato do ex-prefeito Nemias, seu esposo, assumiu a Secretaria de Assistência Social. O seu jeito de lidar com o povo lhe permitia abrir as portas da sua casa a partir das 5h da manhã. E era assim que funcionava a casa de Lúcia de Nemias.

O seu adeus final foi um dos momentos mais difíceis para essa gente amiga que sempre esteve presente na vida de Nemias e Lúcia.

"O que fazemos agora ecoa na eternidade".

Em nome de Luciara, externo nosso sentimento de pesar a todos os familiares.

Abraços fraternos da Família Pinto Simões,

Lindinalva-Nenê.
agosto, 2024.
Custódia-PE

 

13 agosto, 2024

Mister Custódia faz história na disputa estadual e vai disputar o Mister Brasil em 2025

 


Foto: Divulgação

No último dia 09 de agosto foi realizado o concurso do Miss e Mister Pernambuco CNB 2024 em Caruaru no Espaço Renato Machado. Essa edição é a terceira sobre a realização da empresa Domínio Promo, que a partir desse ano também é responsável pela franquia Universe em Pernambuco.

O confinamento iniciou na Capital do Forró no dia 07 de agosto e durante o confinamento os concorrentes participaram de uma programação com ensaio, aulas e provas preliminares. O certame contou com 13 candidatas e 8 candidatos.



Os representantes da cidade de Custódia no Mister e Miss CNB 2024 foram: Igor Lucas (27 anos) e Ana Letícia (18 anos). Ele estudante de Educação Física e ela de Nutrição.


Igor Lucas (Custódia) segundo colocado.


O novo Mister Pernambuco CNB é Alysson Santana, de Recife. Ele tem 27 anos e é nutricionista, modelo e digital influencer. É engajado com projetos voltados ao TEA (Transtorno do Espectro Autista). Além do representante recifense, o segundo colocado Mister Custódia, Igor Lucas, irá disputar a edição de 2025 do Mister Brasil CNB carregando a faixa de Mister Sertão Pernambucano. Igor, que tem 27 anos, é estudante de Educação Física, modelo e empresário foi o vencedor da prova Beleza Pelo Bem com o projeto social Jump para todos.



Ana Leticia (Miss Custódia 2024)


A nova Miss Pernambuco CNB é Lorena Ohanna, de Caruaru. Ela tem 25 anos e é estudante de Marketing Digital e modelo. É embaixadora do Instituto Mãos Amigas e de todos os projetos e ações vinculadas a essa entidade filantrópica. A segunda colocada, Miss Garanhuns Thamyres Samara, foi anunciada como Miss Agreste Pernambucano CNB 2024 e também irá disputar o nacional do ano que vem.

Destaques sobre o evento:

O tema da edição foi “Miss e Mister Pernambuco celebrando todas as formas de ser” e trouxe ao debate a inclusão social em seus vários contextos. Com a participação de membros da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Pernambuco durante todo o espetáculo. A competição contou com a primeira participação de um homem trans em um certame de beleza nordestino, foi o representante de Pombos, Kaique Apolo. Além disso, na comissão julgadora e homenageada estava Alice Ridenn, que foi vice-Miss T Brasil 2022 e recentemente perdeu uma das pernas.



Além disso, a nova coordenadora de Custódia, Fernanda Silva, ganhou o prêmio de coordenação municipal revelação


RESULTADO FINAL

MISS PERNAMBUCO CNB 2024


1º CARUARU – Lorena Ohanna
2º GARANHUNS – Thamyres Samara (MISS AGRESTE PERNAMBUCANO)
3º JABOATÃO DOS GUARARAPES – Laura de Andrade
4º SAIRÉ – Francielle Melo
5º RECIFE – Ingrid Alencar
6º PANELAS – Eduarda Alves (Miss Popularidade)
BELEZA PELO BEM – SERRA TALHADA – Thiely Oliveira

MISTER PERNAMBUCO CNB 2025 

1º RECIFE – Alysson Santana (Mister Popularidade)
2º CUSTÓDIA – Igor Lucas (MISTER SERTÃO PERNAMBUCO)
3º CARUARU – Guilherme Martins
4º GARANHUNS – Júnior Cavalcante
BELEZA PELO BEM – CUSTÓDIA – Igor Lucas



Custódia conquista a sua melhor colocação da história do Mister Pernambuco. Igor Lucas faturou o segundo lugar e como Vice-Mister Pernambuco foi convidado para participar da etapa nacional, o Mister Brasil CNB 2025, representando o Sertão Pernambucano.

Igor será, portanto, o primeiro sertanejo pernambucano a participar do mais importante concurso de beleza nacional. A próxima etapa só acontecerá ano que vem, mas nosso representante já segue firme na preparação para mais esse desafio, não levando apenas o nome de Custódia no cenário estadual, mas também agora no nacional!

O jovem faturou ainda premiações especiais como Melhor Entrevista e Mister Elegância, além de conquistar para Custódia o prêmio da prova Beleza pelo Bem, que consiste em usar sua imagem de mister em prol de uma causa social.

Destaque também para Ana Letícia, Miss Custódia, que nos representou no Miss Pernambuco, o qual aconteceu de maneira simultânea com a versão masculina.




Histórico da participação custodiense no Mister Pernambuco.

2024 – Igor Lucas – 2º lugar e Mister Sertão Pernambucano (Mister Elegância, Melhor entrevista e vencedor do Beleza Pelo Bem);
2023 – Jonas Willian – 3º lugar (Vencedor do Beleza Pelo Bem);
2014 – Gilliard Moraes – TOP 10
2013 – Mel Moa – 4º lugar

Com informações FJ Flávio Julio

10 agosto, 2024

Arranca Pedra F.C. (1967)


Foto: Nadilson Santos

Texto por

Jorge Remígio
Recife/PE
Agosto/2024

Essa foto retrata muito os pré adolescentes da época. Ainda não se referia a esse termo para definir a idade de transição. Na época, a evolução era menino, menino grande, depois rapaz novo. A fotografia é do Náutico Infanto Juvenil de Custódia. Muitos meninos da época, fizeram parte de dois times que se enfrentavam nos dias de domingo pela manhã. O campinho ficava onde hoje é o posto de combustível Tamboril. 
 
Fernando Vitor criou o time do Ginásio Padre Leão, e Luiz Gonçalo o Náutico. No período das tardes de domingo, pós jogo, íamos todos para as matinês no CLRC, curtir a Jovem Guarda que era a novidade do momento. No dia do registro dessa foto, sete de setembro de 1967, houve um jogo entre Náutico e Ginásio Padre Leão, que ficou na memória de todos nós. Fernando Vitor, trouxe de Recife um amigo para jogar no time do Ginásio. O nome da fera era Hélio. Era infantil do Santa Cruz na capital pernambucana. Um esplêndido jogador. 
 
Nesse confronto, o time do Ginásio saiu vencedor por um placar de 3x2. Hélio fez os 3 gols do Ginásio.

Primeiro a esquerda é Danda. Filho de Izabel de Cândida, a qual tinha um hotel, um pouco abaixo da sorveteria de Olímpio, lado esquerdo. Já é falecido. O segundo é Rubens Siqueira (Binha), filho de Pedrinho da Banca Confiança. Morava na Rua João Veríssimo, após o Clube, lado contrário. Já é falecido. O terceiro é Jorge Remígio, filho de Claudionor, na época morava vizinho onde foi o prédio da biblioteca. O quarto é Germano, filho de João Germano, irmão de Quíria. Não mora mais em Custódia. O quinto é Zezinho Freire, que era conhecido por Zezinho de Diva, sua tia. Mora em Vitória do Espírito Santo, aposentado da Queiroz Galvão. O sexto é Josa Rezende, filho de Sebastião Rezende, sobrinho de dona Genésia. Morava na Rua Manoel Borba. Não reside em Custódia. O sétimo é Chia, arbitro do jogo. Filho de Zé de Noca e dona Mocinha. Morava no início da Manoel Borba. Já falecido. Agachados. Marcos Siqueira,  apelidado de Maminha, filho de Pedrinho da Banca, morava após o Clube, lado contrário. Reside no Rio de Janeiro, aposentado da Construtora Queiroz Galvão, seguido de Rui Rezende, dono da farmácia no início da Manoel Borba. Depois vem Zé Marcos, não sei onde reside, depois vem Cícero, o seu genitor trabalhava no DNOCS, não era natural de Custódia e por último, Luiz Gonçalo, dono do time, trabalhou muito tempo em construtoras, inclusive na Queiroz Galvão. Já é falecido.
 
PS. Conhece algum? Deixa seu comentário dizendo quem é, é qual posição ele se encontra na fotografia.

Elias Prefeito e a Vitamina de Banana Sem Liquidificador. (por Jânio Queiroz)


Elias Prefeito
Foto: Acervo Familiar

Texto: Jânio Queiroz
São Luis/MA
Agosto/2024


Na pacata cidade de Custódia, no coração do sertão pernambucano, vivia uma figura carismática e singular chamada Elias, mais conhecido como Elias Prefeito. Ele herdou o peculiar sobrenome do pai, João Prefeito, um homem respeitado e admirado na comunidade. Mas Elias, ah, Elias era uma lenda viva, uma verdadeira celebridade local, especialmente antes da era da internet. Se naquela época houvesse redes sociais, não haveria meme mais popular do que as histórias de Elias Prefeito.

Elias era uma pessoa de duas faces: o Elias sóbrio, já bastante querido e divertido, e o Elias após umas doses de bebida, um verdadeiro showman. Quando bebia, Elias se tornava ainda mais engraçado, conquistando todos ao seu redor com suas tiradas espirituosas e seu jeito brincalhão.

Certa vez, após umas duas doses de cachaça, Elias chegou em casa cambaleando. Sua mãe, dona Maria, uma mulher de poucas palavras mas de grande sabedoria, sabia bem como lidar com as travessuras do filho. Mesmo com a bravura amplificada pela bebida, Elias sempre se rendia à autoridade serena da mãe.

Naquela noite, com os olhos vidrados e a voz arrastada, Elias declarou estar faminto. Pediu uma banana à sua mãe, que prontamente lhe deu duas. Não satisfeito, pediu duas colheres de açúcar. Em seguida, quatro colheres de leite em pó. Para finalizar, bebeu três copos d'água.

Elias, sentindo-se um alquimista da culinária, começou a girar pela casa como um pião desgovernado. Dona Maria, intrigada e preocupada, perguntou:

Elias, tu tá doidão? O que é que tá acontecendo contigo?

Elias, com aquele humor inigualável, respondeu:

— Mãe, eu comi banana, açúcar, leite e bebi água. Agora eu tô girando porque aqui em casa não tem liquidificador, e eu queria tomar uma vitamina de banana!

Essa foi apenas uma das muitas peripécias de Elias Prefeito, uma figura que deixava todos à sua volta com um sorriso no rosto e uma história engraçada para contar. Em Custódia, as lendas de Elias continuam a circular, fazendo dele um verdadeiro mito da cidade.


(*) Agradecimento a Jaksivan Silva pelo envio de foto, que ilustra este 'post'.

Livro "“O Que Uma Mulher Não Deve Dizer a Um Homem Nem Sob Tortura”.


 

Caros amigos e conterrâneos,

É com grande satisfação que compartilho com vocês o meu livro que foi lançado em 2005: “O Que Uma Mulher Não Deve Dizer a Um Homem Nem Sob Tortura”.

Neste trabalho, trago à tona reflexões bem-humoradas e profundas sobre as sutilezas das relações humanas.

Com frases e conselhos baseados em experiências reais, o livro é um convite para repensar as palavras que usamos e o impacto que elas podem ter nas nossas vidas e nos nossos relacionamentos.

Se você busca um conteúdo que mistura sabedoria, ironia e uma pitada de ousadia, não deixe de conferir!

Estou certo de que vocês vão se divertir e se surpreender com cada página.

Adquira o seu exemplar e embarque comigo nesta leitura instigante!

Com gratidão,
Janio Queiroz

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08 agosto, 2024

Adauto Pereira de Souza por Jânio Queiroz



Ao ler sua mensagem e ver a foto de seu amado pai, Adauto Pereira, não pude deixar de sentir um profundo respeito e admiração. Adauto foi um homem de poucas palavras, mas cada uma delas carregava uma seriedade e um peso que poucos conseguem transmitir. Pai de filhas e filhos queridos, como Gilson, Genildo, Pedro, Denildo e Adauto Filho, ele deixou um legado inestimável em nossa cidade de Custódia.

Adauto era mais que um pai; ele era um pilar de nossa comunidade, um exemplo de integridade e dedicação. Em cada conversa, mesmo as mais breves, ele demonstrava a sabedoria de uma vida bem vivida e o compromisso com a verdade e a justiça. Sua presença continua viva em cada um dos seus filhos, que carregam consigo os valores e ensinamentos que ele lhes deixou.

Seu espírito permanece em um lugar especial que todos conhecemos como saudade. Uma saudade que, embora dolorosa, é também uma lembrança constante do homem incrível que ele foi e do impacto duradouro que teve em nossas vidas.

Que a memória de Adauto Pereira continue a iluminar nossos dias, inspirando-nos a sermos pessoas melhores, assim como ele nos ensinou.

Com todo o respeito e carinho,

Dr. Janio Queiroz.

(*) Mensagem enviada para a filha Lenilza Pereira Lopes

06 agosto, 2024

Sentimento de finitude


Texto: Lindinalva Almeida (Nenê)
Foto: Acervo Familiar


Ah, se o homem chegasse a consciência da finitude! Com certeza o sofrimento machucaria bem menos.

Vivemos como se não existisse o outro lado da vida. A vida é tão deslumbrante que ninguém quer ir embora.

Mesmo sabendo que em João, 14:2 a Sagrada Escritura diz que “Na casa de meu Pai há muitas moradas”, a verdade é que enquanto humanos, custamos a desprender da vida.

A viagem de volta faz parte dessa bela caminhada. E de repente, percebemos que alguém já não está conosco na caminhada, ficamos tristes pela partida, esboçando nosso sentimento de empatia. É aí que se percebe que as pessoas morrem, mas não percebemos até acontecer.

Nesse dia 28 de julho, Custódia acordou triste com a notícia da partida de Djalma de João Dodô. Nasceu em 27 de setembro de 1941 na Fazenda São José, município de Custódia. Filho do Senhor João Rodrigues de Melo e da senhora Quitéria Carmo do Amaral. Ele vem de uma prole de seis irmãos: Marinelza, Maria, carinhosamente chamada por Detinha, Luizinho, Lourinaldo conhecido por Vavá, Margarida e Sandra.

Começou sua fase estudantil muito cedo, no sítio onde a família morava. Terminou o primário, primeira a quarta séries, hoje Ensino Fundamental I, na Escola Estadual Joaquim Inácio.

Alistou-se na Aeronáutica - Recife. Serviu apenas por dois anos.

Naquela época, ele encontra num domingo de carnaval, entre confetes, serpentinas e a alegria contagiante do carnaval, a linda jovem Zezita Queiroz, filha do ex-prefeito de Custódia o senhor Ernesto Queiroz e Dona Maria de Sá Queiroz. O namoro teve seu sim! Passados dois anos, chegou o grande dia. E em dezoito de janeiro de 1964, dão-se em matrimônio Djalma e Zezita na Matriz de São José.

Já casado, conclui em 1965 o curso ginasial e logo em seguida, matriculou-se na Escola Técnica Olavo Bilac em Sertânia, concluindo o terceiro ano Técnico na cidade de Arcoverde, no Colégio Onze de Setembro.

Não parou os estudos. Em 1973, fez o vestibular de Direito em Caruaru, obtendo o grau de Bacharel em Direito em 1978.

Chegou o tempo da alegria e da perpetuação do casal: o nascimento dos filhos. Os cinco filhos de Djalma e Zezita foram muito bem educados. São eles: Andréa, Adriana, Adynara, Darly e Adriene, todos educados pelo diálogo e limites construídos, sem jamais serem impostos.

Genros e Nora:
Collyer/Andréa,
Alexandre Góis/Adriana,
César/Adynara,
Walquíria/Darley.
José Nilton Junior/ Adriene

Netos:
Vitor - Andréia,
João Pedro, Ana Carolina e Fernanda - Adriana,
Tiago e Júlia - Adynara,
Camila, Pedro Henrique e Davi - Darley
Manuela, João Artur e José Lucas - Adriene

Djalma era um homem inteligente e educado. Sabia lidar com seus iguais. Apesar do corre-corre da vida, nunca deixou de ser um cavalheiro. Entendia no que consiste as trocas sociais, como funcionam o respeito, a gentileza e a   consideração. Sempre nutriu uma relação amistosa por  todos que mesmo a distância se faziam presentes nos bons momentos e nos percalços da vida.

Não posso esquecer do empenho do Dr. Djalma quando deu entrada na minha aposentadoria de professora do Estado de Pernambuco.

Que o Deus da bondade o acolha na morada celestial.

Aos familiares, nossos  sinceros sentimentos!

Abraços de paz e luz !

Lindinalva, Nenê!
Custódia, agosto 2024.

Créditos:
Blog Custódia Terra Querida (fotos e dados).

23 julho, 2024

[Causos] Memórias de um Banho Sertanejo. Seu Né da Rua da Várzea.

 


Texto:
Jânio Queiroz
Julho/2024
São Luís - MA


Nos anos 70, em Custódia, cidade do interior de Pernambuco, a juventude tinha uma tradição de aproveitar os dias quentes do sertão para se refrescar nos banhos de açudes e barragens afastadas da cidade.

Principalmente nas férias, quando os jovens que estudavam ou trabalhavam em Recife retornavam à cidade, esses passeios se tornavam verdadeiros eventos sociais.

A rotina era sempre a mesma: reuniam-se de manhã, preparavam um farnel simples, e invariavelmente incluíam uma garrafa de cachaça para animar o banho.

No caminho, faziam uma parada estratégica em um pé de umbu, cujos frutos azedos serviam de tira-gosto perfeito para a cachaça. Era um ritual completo, misto de aventura e camaradagem, que fortalecia os laços de amizade.

Um desses jovens era Luciano, filho de dona Rosa, conhecida como diretora de escola. Certa manhã, antes do grupo partir para o banho, Luciano lembrou-se de que ainda faltava a cachaça. Sem perder tempo, dirigiu-se à mercearia de seu Né, situada na rua da Várzea, hoje conhecida como João Veríssimo.

Ao entrar na mercearia, Luciano avistou seu Né atrás do balcão, arrumando as mercadorias. "Seu Né, o senhor tem cachaça?", perguntou ele, com o sorriso esperançoso de quem já sabia a resposta. Seu Né, um homem de poucas palavras e muito astuto, olhou de soslaio e respondeu, "Tem Pitu e Serra Grande, qual você quer?"

Luciano, sem hesitar, escolheu a Pitu. "Me venda uma garrafa de Pitu, que nós estamos indo para um banho. Quando voltar, eu busco o dinheiro em casa e pago ao senhor", disse ele, com a confiança típica da juventude.

Seu Né, cruzando os braços e balançando a cabeça, soltou uma risada e disse: "É A GENTE DIZENDO QUE NÃO TEM E ESSE PESSOAL COM DIABO DAS TEIMAS.”

Mesmo assim, entregou a garrafa para Luciano, confiando na palavra do rapaz.

Os jovens partiram, animados, para mais um dia de diversão. O banho foi um sucesso, com risadas, histórias e, claro, umbu e cachaça. No fim do dia, cumprindo a promessa, Luciano voltou à mercearia de seu Né, pagou pela cachaça e agradeceu a confiança.

Esses momentos, cheios de simplicidade e companheirismo, ficaram gravados na memória daqueles que viveram a juventude nos anos 70 em Custódia, relembrados com carinho e saudade a cada encontro da velha turma.

Apoio Cultural

21 julho, 2024

[Causos] A tranquilidade e o humor do policial João Gaguinho.


João Gaguinho
Foto: Acervo familiar



Em Custódia, uma cidade pequena onde todo mundo se conhece, existia um policial muito conhecido por sua tranquilidade, a saber, João Gaguinho. Diziam os mais velhos que ele nunca tinha prendido ninguém. Certo dia, numa segunda-feira ensolarada, o delegado local chamou o policial e ordenou que ele prendesse um matuto que tinha causado confusão na segunda-feira anterior.

O policial, com sua calma habitual, saiu em busca do matuto. Não demorou muito para encontrá-lo, vagando pela feira. Chegando perto, o policial perguntou:

— Qual é o seu nome? é Bento

— Bento, senhor. — respondeu o matuto com certo receio.

— Então, Bento, o delegado quer falar com você. Vamos lá agora. — disse o policial, com um sorriso tranquilo.

Bento, meio desconfiado mas sem alternativa, decidiu acompanhar o policial João Gaguinho. Os dois foram caminhando pela cidade até chegarem à cadeia pública. Quando estavam subindo os degraus da entrada, avistaram o delegado, que estava parado à porta, esperando.

O policial, com uma atitude que ninguém esperava, agarrou levemente o braço de Bento e, em voz alta, declarou:

— Doutor, ele não queria vir de jeito nenhum! Mas eu trouxe ele à força!

O delegado olhou surpreso, sem saber se ria ou mantinha a seriedade. A verdade é que todos sabiam que o policial era um homem de paz, e essa história se espalhou rapidamente pela cidade, virando um causo contado e recontado nas rodas de conversa por muitos anos. E assim, o policial João Gaguinho ficou ainda mais famoso, não só pela sua tranquilidade, mas pela forma singular e bem-humorada de cumprir suas ordens.

Jânio Queiroz
Julho/2024
São Luís - MA

(*) Texto autorizado por familiares.

04 julho, 2024

"A vida pode ser efêmera, mas as lembranças são eternas”.

 


Marcos, partiste para ficar juntinho dos teus familiares, seus pais, Chico Eugênio e Maria Eugênio além de seus irmãos Janoca, Nilson, Márcia e Alceu.

A vida é de uma magnitude que nos encanta e nos engana. Nós nos iludimos com a firme convicção de que somos donos dessa maravilha que é vida. E, com certeza, não somos. Criar subterfúgios para evitar o encontro com a morte é impossível.

Ela encontra e leva embora pessoas que são especiais e que amamos, deixando para traz tudo que se construiu: Sonhos, planos, projetos já não têm mais importância.

Neste domingo, trinta de junho, fui a missa como de costume. Estava concentrada em oração e aguardando a celebração começar, quando meu celular tocou. Atendi e para minha surpresa a amiga Lúcia Góis me comunicou o falecimento do nosso querido amigo, Marcos Eugênio. Ela me pediu que avisasse a toda família Pinto Simões e a Leônia, repassasse o endereço do velório. Senti um misto de tristeza e aí chorei baixinho. Ao mesmo tempo, outro sentimento invadiu meu coração, numa paz que parecia que eu tinha voltado aos anos da minha infância e adolescência. A mente  reprisou em detalhes a bonita amizade das nossas famílias.

Acredito que a Rua da Várzea à época foi "territorizada" pela criançada e ainda poderia ter recebido o título de "Crianças  Varzenses".

Na história desse espaço que vivíamos, as nossas famílias tinham uma conexão e uma empatia, o que justificava a participação mútua em momentos de dificuldades e de alegrias.

As brincadeiras eram convidativas e acolhedoras  para crianças que vinham de outras ruas para brincar. As brincadeiras eram de se esbaldar nas noites de lua cheia, cujo brilho nos acompanhava por longas e divertidas horas.

Quando não tinha lua, as brincadeiras duravam só até a luz piscar três vezes, dando sinal que ia apagar. Nessa época, a eletricidade era suprida por um gerador que era instalado também na Rua da Várzea e garantia iluminação até às 22h.

"As lembranças são pétalas que nunca murcham no terreno fértil da memória".

A Rua da Várzea foi palco das mais sinceras e ingênuas brincadeiras de meninos e meninas.

Brincávamos de amarelinha,  carrinho de rolimã, feitos por meu irmão, Nano.

Ainda brincávamos de pião, pipa, passa anel, de roda, esconde-esconde e de bola, que sempre foi e é um dos brinquedos mais atrativos da criançada.

Muito, mas muito diferente de hoje, os brinquedos não eram tão complexos. As crianças atualmente brincam com tecnologia com tanta propriedade que nos surpreende.

A nossa convivência de vizinho/irmão era harmoniosa. Senti saudades boas daquela época e lembrei de uma infância e de uma adolescência que marcou a sua vida, Marcos, e também dos seus irmãos. Da mesma forma, ficou registrada na vida dos meus três irmãos Azinha, Nano, Lucinha e Luciene. Meus outros irmãos eram pequenos: Lélia, Leonildo, Leônia e Hugo. Esse exemplo de amizade sincera merece ser seguido como exemplo pelos dois ciclos, infância e adolescência, bem vividos.

Somando a tantas recordações, lembrei dos nossos pais Sr. Chico e madrinha Maria, Mestre Lunga (papai) e Lindalva (mamãe), além dos queridos vizinhos que faziam parte da roda de histórias e estórias bem  contadas. As conversas se prolongavam até tarde da noite.
 
"As memórias são a herança preciosa dos que se foram".

E num instante, volto meu olhar para a porta central da Matriz de São José e vi o turíbulo soltando a fumaça que subia aos céus, levando as preces feitas pelos paroquianos e por mim, que pedi a misericórdia de Deus para que volvesse seu olhar sobre nosso amigo, Marcos Eugênio em sua ida rumo à Casa Celestial. E que esse brilho contemple seu irmão Pedro Eugênio, sua esposa, seus filhos, sobrinhos e familiares que aqui ficaram.
 

Descansa em paz, Marcos!

Abraços de paz a todos enlutados.

Família Pinto Simões.
Custódia, julho, 2024.
Lindinalva (Nenê).

16 junho, 2024

Trechos "A Maldição da Rosa de Sangue II", filme de Ederaldo Lemos

 



Um dos filmes mais comentados realizados em Custódia, é certamente a trilogia
"A MALDIÇÃO DA ROSA DE SANGUE",
gravado em 3 partes, pelo roteirista e idealizador, o sr. EDERALDO LEMOS.

Filme consta apenas com atores locais, numa iniciativa pioneira.

Nesse pequeno trecho, é possível reviver uma Custódia de 30 anos atrás.

Relembrar cenários da cidade, alguns não existem mais, como se verifica no filme alguns comércios daquela época, como:

Banco do Brasil, Praça Padre Leão com Fonte Luminosa, Farmácia Pereira, Casa Azevedo, Bar de Zé da Sorte, Pizzaria Altas Horas, Banco do Bandepe, Igreja Matriz, Bizzu boutique, Câmara Municipal de Custódia, Praça Ernesto Queiroz, Supermercado Ribeiro, A Varandinha do Vavá, Rua Luiz Epaminondas, Fábrica da Tambaú, Caixa Econômica Federal ainda na Rua Manoel Borba e várias ruas locais.

Trecho faz parte da segunda parte do filme.

Agradecimentos a RENATO CORDEIRO por resgatar esse mate
rial e nos ceder para uso de divulgação.

12 junho, 2024

12/06, Dia dos Namorados.




O amor.


O amor é o maior sentimento que se pode ter. Ele é tão intenso que pode modificar corações enregelados, de mudar a vida de quem já não tem esperança. O comportamento de quando temos um amor, já não é o mesmo de antes. O efeito causado em nosso cérebro é de euforia, de liberdade e de estar bem. Esse sentimento gostoso de viver libera no organismo substâncias como dopamina, adrenalina e serotonina, que nos dá aquela sensação de prazer e de um “pedacinho do céu”.

Isso só acontece quando essa pessoa é considerada especial. Aí, sim, isso é amor. Quando se ama verdadeiramente, o amor não envelhece. O amor é uma centelha que está sempre acesa. Tenho escutado de muitos casais que não vivem mais sob a chama do amor no relacionamento. E dizem que a relação é de irmãos queridos. E com todo respeito discordo dessa comparação de irmãos no casamento.

O relacionamento de quem se ama é de que o outro é um companheiro de todos os momentos bons e difíceis.

A vida a dois não é fácil. Imaginemos duas pessoas viverem na mesma casa, com hábitos e atitudes completamente diferentes um do outro. Não é fácil, é complicado. Porém, o amor é o laço que une essas diferenças e aí escutemos o grito de Adão: “osso dos meus ossos, carne da minha carne!”.
Essa é a minha reflexão sobre a vida a dois.


Um feliz Dia dos Namorados, cheio de amor, de paz e de luz!


Um abraço fraterno,
Lindinalva (Nenê).
Custódia, 12 de junho de 2024.



10 junho, 2024

Escritor custodiense Édipo Santos, agora faz parte da Academia Belojardinense de Letras e Artes



O escritor custodiense Édipo Santos, foi indicado a integrar a Academia Belojardinense de Letras e Artes, indicado pelo artista Flávio Passos, que já é membro. A indicação surgiu quando ainda morava na cidade, após avaliação interna, os integrantes decidiram formalizar o convite,  já que o mesmo atualmente, reside em Recife, e agora passa a ser membro correspondente.

Para Édipo Santos, o convite o deixou muito feliz, acrescentou "O convite foi uma honra, pois além de fazer parte de mais uma Academia de Letras, os artistas de Belo Jardim também são muito talentosos. Isso me deixa satisfeito, pois mostra que meu trabalho como escritor está sendo reconhecido por cada vez mais pessoas".

A presidente da Academia, Maria de Lourdes Mergulhão Nunes, entregou o Certificado.

Membro da Academia de Letras e Artes do Nordeste
Autor de EM BUSCA DO CIRCO DAS SOMBRAS
Autor de EM BUSCA DO CIRCO DOS ANTEPASSADOS


(*) Para ver mais assuntos publicados sobre Édipo Santos, clicar AQUI
 



Lançamento de REGAFLOR em Custódia - por Jussara Burgos


“Pavão misterioso
Pássaro formoso
Tudo é mistério
Nesse teu voar
Ai se eu corresse assim
Tantos céus assim
Muita história
Eu tinha pra contar”

Ednardo


No dia dezesseis de março de dois mil e vinte quatro no meu querido sertão do Moxotó abri porteiras para participar pela primeira vez de um Encontro de Custodienses ausentes. (Ausentes? Só o fisicamente, Custódia é tão real e viva dentro de mim e de todos nós). Na matula além de muitas luas cheias levei o meu Regaflor. E assim apresentei minha cria para Custódia.

Na chegada fui contemplada com um retrato de minha mãe pintado por Janaína que gentilmente me presenteou.

Presto atenção nos sinais:

Encontrei a caatinga verdejante, eu trajava uma roupa estampada com folhas verdes e no retrato minha mãe também está vestida de verde. Fui, sou e serei abençoada pelo verde que me veste de esperança.

Foi a primeira vez que voltei a Custódia depois que minha mãe fez a grande viagem. Ela se fez presente ficou encima da mesa onde autografei os livros.

Quanta emoção.

Foram muitos abraços, muita alegria desse reencontro e reencontrando meu povo me encontrei. É sempre bom voltar pra casa.



Meu primo/irmão Jorge Farias Remigio autor da apresentação do livro também

fez a apresentação presencial no Encontro. Em seguida o nosso querido professor de português e excelentíssimo Juíz Antônio Medeiros e Bethe Carneiro leram poemas de minha autoria, também recitei perto de meus familiares:tia Joany, meus irmãos Marcelo e Valéria , meu cunhado André, do primos Paulo Peterson, Hugo e Maura Gonçalves, Eliane e Ana Claudia Remígio.

Minha querida prima Flavia Inêz e Washington Marques cantaram meu “hino” : O Pavão

Misterioso de Ednardo,essa música marcou minha vida. Quando cheguei em Brasília em fevereiro de 1976, ela estava no auge do sucesso. Houve um Show de Ednardo no Teatro Nacional na sala Martins Pena. Ednardo abriu e fechou o show com essa música. Ir até lá foi um desafio.

Recém chegada, sem amigos fui de ônibus com a cara e coragem. Posteriormente contei essa história para meu primo Antônio Remígio Neto (Tonho de Claudionor) quando tinha reunião dos amigos na casa 12 o Pavão Misterioso era tocado em minha homenagem.



Ouvir essa música no Quarto Encontro foi uma coroação gloriosa.

Quero dizer a todos que sou grata por tanto carinho, tantos abraços, por vocês terem prestigiado a minha obra literária.

Qualquer dia monto no Pavão Misterioso e vou para perto dos meus amigos…

Da irmã sertaneja

Jussara Burgos


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21 maio, 2024

Joaquim Tenório Sobrinho - A saga de Pernambuco, o prefeito dos pobres!


 
RELÍQUIAS DE CASSILÂNDIA

Este cartaz de 1972, é um verdadeiro registro histórico de Cassilândia.

Joaquim Tenório Sobrinho, o saudoso Pernambuco, aparecia na propaganda eleitoral como candidato a prefeito, concorrendo pela Arena 1 e tendo como vice Toninho.

Ele foi eleito e assumiu em janeiro de 1973, permanecendo no cargo até 1976, sendo sucedido por Dr. Antônio Teixeira de Lima.

Pernambuco ficou conhecido como "Pai dos Pobres".

(Corino Alvarenga)




Quem foi Joaquim Tenório Sobrinho?

Joaquim Tenório Sobrinho, o Pernambuco, mais conhecido como o prefeito dos pobres, nasceu na cidade de Custódia, Estado do Pernambuco, sob o sol inclemente no sertão do moxotó pernambucano, no dia 23 de dezembro de 1922.

Pernambuco, segundo as palavras do poeta repentista Carolino Leobas, é o “Herói nordestino/Que se jogou no mundo/Para cumprir seu destino/Pois a sorte da pessoa/Já se traz de pequenino.” Esse poeta, em simples palavra, soube muito traçar a trajetória de Joaquim Pernambuco, que foi dono de uma grande história.


Filho de um lavrador chamado Gabriel Ferreira e de dona Maria Tenória, foi crescendo e aprendendo que no mundo é preciso lutar muito, que na vida é preciso determinação para vencer as barreiras, é preciso ter vergonha na cara. No dia 20 de agosto de 1944, casou com Maria Francisca de Oliveira e com ela teve os filhos Luiz e Maria Isalve.

Em busca de melhores condições de vida, deixou o seu rincão e rumou-se para o “Sul”, a bordo de um pau de arara, durante 11 dias, chegando finalmente à capital paulista, pegando um trem para Pompeia, onde ficou por seis anos, trabalhando numa fazenda de propriedade de Osvaldo José Paroni. Depois, passou uns tempos em Cravinhos, também em São Paulo, e lá nasceram os filhos Maria de Lourdes, Cícera e Francisco, num total de cinco herdeiros.

Homem corajoso e determinado, Pernambuco mandou a cara no mundo e veio parar na região de Cassilândia no dia 12 de abril de 1955 para trabalhar inicialmente como carroceiro, isto é, no ofício de fazer frete com uso de carroça. Um certo dia, dona Walkíria Romão o viu, cheio de amigos para ouvi-lo, não se conteve e comentou para si própria:

– Este é um grande homem. Pelo seu carisma de conquistar amizades, ele vai conquistar todos os cassilandenses. Ele é muito especial. Sabe ser simples e humilde. E realmente eu estava certo. Pernambuco foi uma pessoa extraordinária. Nasceu assim e assim morreu.

Como carroceiro, trabalhou um ano e meio. Naquela época começou a ganhar dinheiro. Num passe de mágica, estava com 18 carroças bem equipadas e novas. Daí passou a fazer “gambiras”, ou seja, negócios na base da troca, compra e venda de mercadorias diversas. Eram terrenos, carroças, materiais, apetrechos, utensílios domésticos, chácaras, fazendas. Começou a chover dinheiro em sua hora e ali acabaram os tempos de miséria e de sofrimento pelo mundo.

Havia dois tipos de transporte naquela época: a carroça era para carregar mercadorias e a charrete era para carregar pessoas como fazem os táxis nos dias de hoje. Na compra e venda de carroças e charretes, ele ganhou um bom dinheiro. Ia a São Paulo, fazia as compras e vendia tudo aqui em Cassilândia. Uma fórmula simples que funcionou por algum tempo até esgotar esse nicho de mercado.

Como lembra o ditado, “Deus dá a farinha e o Diabo carrega o saco”, as amizades multiplicaram, afinal os amigos não faltam na hora de gastar o dinheiro. E, assim, vivia Pernambuco, ora rico, ora mais pobre, mas sempre rodeado de muita gente.

E foi assim que recebeu o convite para entrar na política, elegendo-se vereador no pleito de 3 de outubro de 1958, assumindo o cargo no dia 31 de janeiro de 1959, ao lado de mais quatro vereadores, e, tendo sido o mais votado, foi aclamado presidente da Câmara de Vereadores de Cassilândia.

Na eleição seguinte, elegeu-se prefeito, assumindo o cargo em janeiro de 1963, tendo como vice-prefeito Manoel Nogueira da Cunha. Nesse mesmo ano empenhou-se ao máximo para trazer o Banco da Lavoura, iniciou a construção da cadeia em 1964, inaugurada em 1965; montou a usina do salto do Aporé, utilizando as aparelhagens adquiridas pelo primeiro prefeito eleito, Sebastião Leal. A verba ele conseguiu junto ao governador Fernando Correa da Costa. A usina foi inaugurada em julho de 1963. Naquela época construiu várias pontes de madeira para melhorar o tráfego de veículos. Concluiu a construção do prédio da Prefeitura, do Forum, construiu dois grupos escolares, comprou uma moto niveladora e caminhão, com parte do dinheiro do bolso, já que a Prefeitura não tinha condições financeiras.

Naquela época, ia ao Paraná, Minas Gerais e Goiás para buscar gente com a finalidade de morar em Cassilândia, já que a mão de obra estava escassa por aqui, pois visava o rápido progresso do município. Para incentivar a vinda das pessoas, ele doava o terreno e até ajudava na construção da casa. Assim, ficou conhecido como o prefeito dos pobres e passou a ser cada vez mais procurado pelos carentes.

No ano de 1968, Pernambuco e o amigo Expedito Baiano, apelido de Expedito Alves de Lima, viajavam a bordo de um avião particular, de propriedade do senhor Manoel Valente, tendo como piloto Miguel Capistânia, rumo a São Paulo, mais precisamente Ribeirão Preto, lá cuidaram de negócios. No retorno a Cassilândia, na decolagem do avião, ocorreu o imprevisto, o avião ganhou uma boa altura e de repente caiu na pista do aeroporto, chocando-se violentamente no solo e causando ferimentos gravíssimos nos ocupantes. Expedito Baiano quebrou uma perna e um braço, tendo que ficar internado durante 38 dias. Mas o pior ocorreu com Pernambuco, que teve sua face toda esfacelada, precisando de um transplante, afinal teve o nariz decepado pelas ferragens da aeronave. Ficou durante três meses internado e sofreu de súbito uma notável transformação na fisionomia, ficando com o nariz achatado e a voz anasalada, características que carregou até a morte.

E Pernambuco permaneceu bem com os pobres de Cassilândia, sendo muito humano na hora de suas necessidades e chegando até a pagar salários dos servidores com dinheiro do próprio bolso quando a verba da Prefeitura não dava para suprir as despesas municipais.

A porta de sua residência estava sempre aberta para o povo, não se percebia nem tramela, trinco ou chave, a exemplo de seu coração que era do tamanho de Cassilândia.

Foi convidado novamente para se candidatar a prefeito pelos amigos e acabou sendo eleito em 15 de novembro de 1969 como vice-prefeito de Ib Fabres de Queiroz, juntos construindo várias obras no município.

Novamente voltou ao paço municipal e desta vez como prefeito no dia 15 de novembro de 1972, declarado prefeito no dia 31 de janeiro de 1973. Com apenas cinco meses de gestão pôs em funcionamento a usina hidrelétrica do Salto, que havia sido montada pelo ex-gestor Ib Fabres de Queiroz; concluiu a construção de oito grupos escolares na zona urbana; completou prédios escolares que haviam sido iniciados pelo seu antecessor, bem como deixou o prédio do grupo escolar da Vila Bom Jesus quase pronto, já em fase de acabamento; trouxe o interurbano telefônico nacional e internacional, que foi inaugurado pelo padre John Pace, ao unir Brasil e Itália, via DDI, fato solene ocorrido na Praça São José, muito aplaudido pelos presentes, com o uso de um orelhão improvisado.

Ao lado do senhor Ib Fabres de Queiroz, foi o prefeito que mais efetuou abertura de estradas no município, e, sobretudo, foi uma das pessoas que mais fizeram pelos cassilandenses, sobretudo em assistência social. Um pau-de-arara de outrora se transformou no mais humano e amigo prefeito que Cassilândia já viu.

Deixamos que o poeta repentista Carolino Leobas termine a história de Joaquim Tenório Sobrinho, o imortal Pernambuco de todos nós. 

Estava em 12 de abril
Há muitos anos atrás,
Quando entrei em Cassilândia
Para ficar e não sair mais. 

Enxada? Foice? Facão?
Machado? Carga pesada?
Nunca pensei duas vezes:
Topava logo a parada. 

Era pobre, sem recursos
Não vou mentir pra quê?
Mas tinha um forte desejo:
Trabalhar para vencer. 

Lidei com burro e carroça,
Fiz gambiras – não sei quantas!
Matei Bichos, vendi couros
De onça, cateto e anta.
 

Fotos extraídas do Museu da Imagem de Cassilândia / Facebook.


A humildade dele era maior do que o sentimento de vaidade
(Manoel Afonso)


20 maio, 2024

Alunos do Centro Educacional Dalila Andrade Lima - Jogos Escolares 1995


Foto: Professor Elenildo Queiroz


Em pé:
Elenildo Queiroz, Otacílio Rafael, Junior de Gorete e Jader Barbalho. 

Agachados:
George Lucena, Márcio de Marisélia, Diego de Assis, Thiago Rafael e Severino Góis (Bil).

Local:
Quadra do Centro Lítero Recreativo de Custódia, durante os jogos escolares de 1995.
Marcio de Marisélia. Digo
Foto tirada no CLRC nos jogos estudantis.

Sexta de Repente esta semana na Escola Nossa Senhora Auxiliadora


 
Próxima sexta-feira, dia 24, a partir das 20h30, na Escola Nossa Senhora Auxiliadora, acontecerá SEXTA DE REPENTE.

Show presencial e on-line.

Evento cultural com a participação dos repentistas: Rogério Meneses, João Lourenço e João Lidio.

Evento organizado pela professora: Lina Oliveira


Apoio da Escola Nossa Senhora Auxiliadora
Apoio: Água Santa Clara e Rogério Meneses

Seja um colaborador do evento: Pix: 81 9913 9011

18 maio, 2024

Amigos na Praça Padre Leão (1979)


Essa foto é de julho de 1979 na Praça Padre Leão. A turma de trás. Otacílio Góis (1955), Marcelo Burgos (1955), Jorge Remígio (1954). A turma da frente. Enildo Pires (1956), Fernando José Carneiro (1956) e Antônio Remígio (1956).

A turma da frente já está no andar de cima. Vemos a casa a esquerda que foi de Severino Pinheiro que após a reforma ficou a casa mais chic da cidade.

Vemos ainda a casa dos meus tios avós Apolônio Carneiro e Maria de Souza, já modificada, seguida da casa onde residiu Demócrito  e Terezinha Queiroz em 1964 e a seguinte residiu Nozinho Veríssimo até 1965.

Em 1966 passou a ser a sede da Prefeitura Municipal até o ano de 1968, quando o prédio novo foi inaugurado, no local que hoje é a Câmara de Vereadores.

Essa casa hoje pertence a Nazinha e foi modificada.

Foto e texto: Jorge Remígio


09 abril, 2024

Carnaval de 1988 no CLRC


 
Carnaval de 1988 no Centro Lítero Recreativo de Custódia. Época em que eram comemorado as quatro noites de folia.

Foto: Marcos Moura, Luciano Góis, Sandra, Márcio Ferraz, Antonio Medeiros, Anunciada, Rildo e por trás Solon

Tambaú no Top 3 do Ranking "As 5 mais mais"

 


A Tambaú é destaque absoluto na última edição da pesquisa Scanntech, disponível na Revista SuperVarejo.

Estamos presentes no TOP 3 da região Nordeste nas categorias: Catchup, Atomatado, Leite de Coco, Molho de Tomate, Mostarda e Azeitona.

Mais um resultado que reforça a relevância e aprovação dos nossos produtos, indispensáveis nas gôndolas dos supermercados e dos atacarejos nordestinos.

08 abril, 2024

Vigésimo Sétimo Jogos Escolares de Custódia (2024).



“Se o futebol é uma arte, então sou um artista”. (George Best)

Como é sabido, o futebol é um esporte democrático e que tem espaço para todo mundo:   

criança, adulto, homens e mulheres e tem como único objetivo lançar a bola a rede, para alegria da torcida. 

Nesses últimos dias, acompanhamos os Jogos Escolares. Fomos, Arnaldo e eu, assistir o nosso neto José Arthur jogar. Ele estuda na Escola Nossa Senhora Auxiliadora e faz parte do time de futebol. Ficamos felizes pela atuação do nosso atleta e também pelos seus coleguinhas Isaque, José  Emanoel, João Guilherme, Eduardo, Guilherme, Luis e Davi que se doaram no que mais gostam de fazer: jogar bola. A escola não foi campeã, mas a sua turminha jogou bonito! Parabéns! 

E entre um jogo e outro vimos a equipe da Escola Municipal Quilombola José de Moura Leite entrar na quadra com seu time aguerrido. Dentre os jogadores, estava um garoto de corpo franzino com o nome de Felipe Feitosa, de dez anos. Ao vê-lo, me chamou a atenção e logo comentei com Arnaldo, Gleisson e Júnior que estavam naquele momento comigo. E expus a minha preocupação com aquela criança no meio de meninos grandes e fortes. E os três concordaram com a minha colocação.

O jogo começou. E para a nossa surpresa, Felipe deu um show. Jogou com garra, como um jogador que é bem treinado em escolinhas de futebol.

Não, ele não frequentou escolinha de futebol. Ele participa numa frequência diária da turminha que joga na quadra, campinhos e nas ruas onde aprende a arte rápida de pensar e sentir o movimento do jogo. E foi isso que ele fez nas quadras onde jogou: criou situações e soluções que talvez os demais jogadores não criariam com tamanha façanha, com movimentos rápidos e dribles que davam sempre um passe para um gol. A quadra parecia pequena para seus movimentos rápidos e precisos. Ele, pequeno e magrinho, tinha a facilidade de entrar onde os jogadores disputavam a bola no mesmo lugar e ele ia lá, "roubava" a bola e fazia o gol.

Escrever sobre esse menino me enche de alegria. Não o  conheço e nem a sua família. Porém, acredito que é necessário dar a ele a oportunidade que precisa. Tanta habilidade é dom de Deus, acreditem! Ele foi ótimo. É bonito ver a sua atuação, o seu jogar. O jogo se torna alegre e agradável.

No último dia que o vi jogando, o seu time ganhou. E após o término do jogo, meu genro, Júnior, me levou até ele e tiramos uma foto. Eu disse que estava vestindo a cor verde em sua homenagem, pois a cor do seu time é verde e branco. 

Os parabéns são extensivos aos pais, a Escola Quilombola José de Moura Leite, a Joseane, Diretora da escola, ao coordenador Allan, aos treinadores, aos organizadores do evento e ao próprio Felipe que merece muitas medalhas. Parabéns!

Concluo com um desejo de uma vida de sonhos realizados. Que o anjo bom de Deus e a bondosa Virgem Maria continuem te abençoando!


Abraços de paz, saúde e luz!  
Lindinalva-Nenê.
Custódia, abril de 2024.