31 dezembro, 2025

Custódia – Quilombo Sítio Carvalho

O Quilombo Sítio Carvalho, em Custódia-PE, foi certificado como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares.

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988

FCP – Fundação Cultural Palmares

Nome Atribuído: Quilombo Sítio Carvalho (composta Pelas Comunidades: Sítios Vassouras, Poço do Capim, Cacimba Limpa, Barreiros, Papagaio, Bigode, Lagoa da Onça, Riacho Novo, Areia, Umbuzeiro, Fazenda Nova, Juá I e Ii, Barriguda, Samambaia, Poço do Boi, Barro Branco, Trocado e Bandeira)

Localização: Custódia-PE
Processo FCP: Processo n° 01420.000885/2007-43
Certificado FCP: Portaria n° 51/2007, de 16/05/2007
Quilombos certificados (2020)

Resolução de Tombamento: Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: […] § 5º Ficam tombados todos os documentos e os sítios detentores de reminiscências históricas dos antigos quilombos.

Fonte: Constituição Federal de 1988.

Observação: Os quilombos foram localizados em áreas vazias do terreno urbano para segurança dos mesmos, buscando evitar crimes de ódio racial.

Comunidades Quilombolas: Conforme o art. 2º do Decreto nº 4.887, de 20 de novembro de 2003, “consideram-se remanescentes das comunidades dos quilombos, para os fins deste Decreto, os grupos étnico-raciais, segundo critérios de auto-atribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida.”

São, de modo geral, comunidades oriundas daquelas que resistiram à brutalidade do regime escravocrata e se rebelaram frente a quem acreditava serem eles sua propriedade.

As comunidades remanescentes de quilombo se adaptaram a viver em regiões por vezes hostis. Porém, mantendo suas tradições culturais, aprenderam a tirar seu sustento dos recursos naturais disponíveis ao mesmo tempo em que se tornaram diretamente responsáveis por sua preservação, interagindo com outros povos e comunidades tradicionais tanto quanto com a sociedade envolvente. Seus membros são agricultores, seringueiros, pescadores, extrativistas e, dentre outras, desenvolvem atividades de turismo de base comunitária em seus territórios, pelos quais continuam a lutar.

Embora a maioria esmagadora encontrem-se na zona rural, também existem quilombos em áreas urbanas e peri-urbanas.

Em algumas regiões do país, as comunidades quilombolas, mesmo aquelas já certificadas, são conhecidas e se autodefinem de outras maneiras: como terras de preto, terras de santo, comunidade negra rural ou, ainda, pelo nome da própria comunidade (Gorutubanos, Kalunga, Negros do Riacho, etc.).

De todo modo, temos que comunidade remanescente de quilombo é um conceito político-jurídico que tenta dar conta de uma realidade extremamente complexa e diversa, que implica na valorização de nossa memória e no reconhecimento da dívida histórica e presente que o Estado brasileiro tem com a população negra.

Fonte: FCP.

15 dezembro, 2025

Saudades de José Arnaldo por Josedith Bezerra



"Somos tão passageiros..."

Como dói perder alguém...Mas não é disso que você falaria. Tristeza não. Você era somente alegria, mesmo em meio a tempestade. Sempre vinha o riso fácil. Meu irmão, meu grande amigo. Como queria sua alegria aqui por perto. Não conto os dias que foi se foi, conto os dias em que dividimos companheirismo, conversas e risos. Você não era o tipo que queria ver alguém chorar... lembro dias em que chorei de aperreio e você me mandava parar, e simplesmente dizia: ... vamos ao Shopping.

Meu querido, Deus com certeza, está feliz em ter você por perto.

Saudades, hoje saudades... embora uma lágrima teima em cair.

Esteja nos braços do Pai.


Josedith Bezerra
Custódia-PE
Dezembro/2017

12 dezembro, 2025

Tambaú recebe reconhecimento da FIEPE por prática de ESG


A Casa da Indústria sediou, nesta quinta-feira (11), a entrega do Prêmio ESG FIEPE e do Prêmio FIEPE de Jornalismo, que reuniu empresas e jornalistas finalistas em uma noite dedicada ao reconhecimento de boas práticas e de produção de informação qualificada. O evento contou com palestra do professor Sérgio Matias, que falou sobre “ESG, Educação Empresarial e o Futuro dos Negócios: da Conformidade à Cultura Sustentável”.

Durante a cerimônia, o presidente da FIEPE, Bruno Veloso, destacou que reconhecer as empresas que adotaram práticas consistentes de sustentabilidade, governança e responsabilidade social é fundamental. “Essas organizações mostram, na prática, que o compromisso com resultados pode e deve caminhar junto com uma atuação ética, transparente e orientada para o futuro”, disse, destacando também o trabalho dos jornalistas que, ao longo do ano, colaboraram para ampliar e qualificar o debate público sobre a indústria pernambucana.

O presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente (Contema) da FIEPE, Anísio Coelho, ressaltou que as iniciativas destacadas representaram exemplos concretos de evolução no setor produtivo. “As empresas reconhecidas hoje mostram que é possível crescer com responsabilidade, reduzir impactos, inovar e entregar resultados de forma sustentável. De certo modo, o prêmio também dialoga com a imprensa, que exerce papel essencial ao trazer para o debate público temas complexos e decisivos para o setor produtivo”. (FIEPE)

Grupo 2 – Médio e Grande Porte

EMPRESA: TAMBAÚ

Com o projeto: arborização e recuperação de área degradada.

A Tambaú recebeu com bastante orgulho esse reconhecimento da FIEPE pelas práticas de ESG, especialmente pela Arborização e Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga.

A equipe da Tambaú, e em especial ao José Cândido e Edilania Melo, do time de Meio Ambiente!

Esse prêmio é um reflexo do compromisso da Tambaú com a sustentabilidade e o meio ambiente. É inspirador ver como a empresa está fazendo a diferença e motivando outras a seguir o mesmo caminho.

A Fiepe é uma instituição de peso, então esse reconhecimento é ainda mais significativo.

Parabéns novamente à toda a equipe! 

Ps. A sigla ESG vem de “Environmental, Social and Governance” (ambiental, social e governança, em português) é um indicador para as práticas ambientais, sociais e de governança de uma empresa.

Bananinha Cremosa Tambaú: Lançamento do Carrinho de Ouro 2025


A Tambaú marcou presença como empresa apoiadora da festa de confraternização anual da Associação Pernambucana de Supermercados (APES), realizada no dia 26 de novembro, no Mirante do Paço, no Recife.

Durante o evento, também foram entregues os troféus Carrinho de Ouro e Personalidade Destaque 2025, reconhecendo profissionais e empresas que impulsionam o setor.

Os convidados tiveram a oportunidade de experimentar a nossa Bananinha Cremosa Tambaú, apresentada em uma embalagem especial que esteve em todas as mesas da festa.

A Tambaú foi representada pela analista de marketing Fernanda Anciutti, pelo gerente regional Hudson Coelho e pelos representantes Diogo Lima, Ricardo Melo e Raphael Henrique.

11 dezembro, 2025

"A história da canção VOLTA PARA MIM, composição de Ederaldo Lemos.

 


"A história da canção "VOLTA PARA MIM", composição de Ederaldo Lemos, interpretada por Betão e melodia de Plínio Fabrício. 

Esta é uma de tantas histórias que tivemos juntos. 

Ao familiares e amigos, saudades do Eterno Betão."

Por: Ederaldo Ĺemos

09 dezembro, 2025

O legado da primeira professora: Gratidão eterna a Dona Almerentina - Por Fábio Santos


Fiquei com o coração apertado ao receber a notícia da partida de Dona Almerintina Joana de Souza para a eternidade, ocorrida neste domingo(07.12.2025).

Ela foi minha primeira professora, aquela que me guiou nos primeiros passos da leitura e do saber.

Revirei o baú das memórias e lembrei da nossa Escola Cícero Rodrigues de Aquino, que funcionava, de forma tão acolhedora e dedicada, naquele armazém ao lado de sua residência. Ali, entre caixas e sonhos, ela me ensinou as minhas primeiras letras, me preparando para uma vida abençoada por Deus.

Tem um momento que se eternizou na minha infância, foi o dia em que Dona Almerintina reuniu a turma e nos levou a pé para conhecer o prédio próprio da escola em construção. Aquele lugar, construído no entroncamento da estrada rural que acessa Pindoba e a região da Fazenda Nova, Caiçara e Samambaia, era mais que um prédio: era a materialização de um sonho e a prova viva da sua dedicação incansável pela educação. Ela nos mostrou que a educação nos levaria para muitos lugares. Dona Almerintina era um exemplo de zelo. E o legado dessa professora dedicada ultrapassou as lições da cartilha do ABC.

Hoje, aquele menino que saiu da roça se tornou um comunicador, e o conhecimento adquirido em seu armazém e em suas aulas segue sendo repassado, germinando na minha família e tocando muitas outras vidas. A semente que ela plantou continua florescendo.

À família, a nossa palavra de conforto e o nosso abraço mais apertado. Saibam que a força de Dona Almerintina segue viva em todos aqueles que, como eu, foram transformados por sua luz e seu saber.

Professores assim não morrem. Eles não se vão. Professor entra para a História, e Dona Almerentina Joana de Souza está gravada para sempre no livro da minha.

Eterna saudade.



FÁBIO SANTOS
Arcoverde-PE
Dezembro/2025