21 de junho de 2016

[Opinião] D. Zita Queiroz comenta a construção de sanitários públicos na nova Praça Ernesto Queiroz



Prezados amigos, quero registrar minha indignação com relação à construção de sanitários públicos na Praça Ernesto Queiroz. Um dos cartões postais da nossa cidade estão ameaçado pela inclusão de sanitários em seu centro. 

Minha alegria em saber que a praça que traz o nome do meu pai, Ernesto Queiroz, que por três vezes foi prefeito do nosso município, foi embora no momento em que eu soube da construção de banheiros públicos em frente à minha residencia. 

Quanta tristeza estou sentindo pela desconsideração demonstrada a mim e a minha família, e também aos moradores daquela rua. Sabemos o quanto sanitários públicos estão sujeitos a causar desconforto e dores de cabeça onde são instalados, principalmente em área residencial. 

Sabemos que não haverá uma limpeza adequada, a exemplo daqueles construídos na " bomba". Ademais, haverá quiosques onde, com certeza, serão vendidas bebidas alcoólicas, daí não preciso relatar para que servirão tais banheiros. 

Assim, temo pela tranquilidade das famílias residentes na rua, bem como sou contra tais instalações que não servirão para embelezamento da praça, tampouco bem estar da população. Deixo aqui meu protesto não como eleitora, e sim como cidadã que há 79 anos reside na Praça Ernesto Queiroz, n. 45, e hã mais de 50, como tabeliã, tenho meu estabelecimento na mesma rua de n. 21.

Assim, a nova estrutura da praça que vem sendo construída em n nada lembra a Praça Ernesto Queiroz que um dia ali esteve erguida, muito menos descreve o projeto doado pela arquiteta Fabíola Secchin, e aprovado pela população.

por Zezita Queiroz

3 comentários:

  1. Pois é, né D. Zezita!
    Lastimável a falta de respeito e consideração a sua família e a senhora, que tanto ama sua cidade natal, que tanto contribuiu e contribui ao desenvolvimento do município, com o exemplo de trabalho, pratica e vida ilibada.
    É triste, e até incompreensível, ver esta reconstrução da Praça Ernesto Queiroz, como uma homenagem a sua família, com tamanha desconsideração e afronta...! Banheiros públicos em frente sua residência! "Novos barracos", em espaço público, destinado a comercio particular!?
    Diante de um ato deste, nos leva a fazermos algumas indagações:
    1. Essas modificações que foram feitas no projeto da arquiteta Fabíola Secchin Florêncio, foram feitas com a autorização da mesma? Pelo que estou sabendo, não!
    2. Como pode um espaço público ser entregue a iniciativa privada, sem a aprovação da Câmara Municipal ou sequer uma satisfação, por parte do executivo? Que critérios estão sendo usados?
    3. Quem serão os "beneficiados" desses pontos comerciais, na área mais nobre do comércio da cidade? Deve ser gente importante, para merecer tamanho merecimento!
    4. Quer dizer que retiraram os antigos barracos, que eram pontos de prostituição,drogas e promiscuidades, vista por nós diariamente e maquiam com nome de "Praça de alimentação"?
    4. Se a "praça" está sendo construída com recurso próprio, certamente deve ter a origem de tais recursos! E a Câmara Municipal está acompanhando, fiscalizando e/ou aprovando tal construção?

    É D. Zezita, realmente é uma tristeza, ainda vermos este tipo de procedimento, desrespeito e iniquidade por parte de algumas autoridades municipais!
    Se este é o exemplo dado pelos gestores municipais, Deus nos livre dos "outros"!

    Aqui deixo meu apoio a senhora, que tanto respeito, e minha indignação por tamanho descabido!

    Que DEUS nos abençoe a todos!

    P.S.: Grato, amigo Paulo Joaquim, pelo espaço e importante meio de comunicação! Um forte abraço...

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  2. Deveras lamentável sobre todos os aspectos, a inserção de sanitários públicos numa área 100% residencial. Ainda como se não bastasse, esta aberração será num logradouro público que carrega o nome de uma pessoa pública que tinha Custódia acima de qualquer interesse. Seu Ernesto jamais mereceria tamanho desrespeito.
    Fernando Florencio
    Ilhéus\Ba

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  3. Zita. Sei o quanto está lhe doendo, mas o tempo, inexorável, como sempre, lhe fará o devido reparo.

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